A Formação do Sporting - Tópico Geral

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de pequenino ruge o menino!*: «Os amigos de Elves»

Semana de muitas novidades nos nossos escalões jovens, marcada pela estreia dos Iniciados em competição e pelas jornadas agridoce dos nossos sub23, que ainda assim mostraram a qualidade de muitas das pérolas de Alcochete.

Os mais pequenos começaram o campeonato nacional com uma expressiva vitória de 6-0 em casa, frente ao Alverca. Um jogo dominado pela nossa pequenada, que tem a dura missão de tentar revalidar o título conquistado a temporada passada, tendo como natural adversário o SL Benfica. Um bom início de temporada, com golos de qualidade e com muito ainda por crescer.

Já os Juvenis tiveram uma tarefa dura, que acabou por se concretizar na vitória suada por 1-0 frente ao Caldas. O golo foi apontado por Chico Lamba, defesa central ou médio defensivo de apenas 15 anos que cumpre (imagine-se) a sua sexta temporada ao serviço do Sporting Clube de Portugal.

Os Juniores venceram o Marítimo por 2-0, num jogo também a contar para a segunda jornada, com golos de Tiago Rodrigues (ponta-de-lança que esperamos ver marcar muitos golos esta temporada) e Miguel Velosa. Os sub19 somam agora seis pontos em dois jogos e vão deslocar-se até Coimbra, para defrontar a Académica, já este fim-de-semana.

Para terminar, semana de altos e baixos dos nossos sub23, que ainda assim parecem crescer de jogo para jogo. No dia 25, uma vitória trabalhosa frente ao Feirense com Elves Baldé em claro destaque. O jovem extremo leonino, que já treina integrado na equipa principal, marcou dois golos e fez uma assistência para Pedro Marques. Existe a clara sensação de que é o mais talentoso e maduro jovem a actuar na equipa secundária, ele que aliás tem sido destaque ano após ano nestas habituais crónicas. O menino que se estreou com apenas 17 anos no futebol profissional do Sporting é uma alternativa séria e para o imediato na equipa principal e deve ser desde já uma aposta de José Peseiro.

No jogo frente ao Benfica foram levantadas algumas questões em torno do seu contrato pelos comentadores, mas a verdade é que em Maio foi noticiada uma renovação até 2021 e o próprio perfil do atleta indica que tem contrato até 2023. Não tendo existido qualquer confirmação por parte do Sporting nesse sentido, seja porque motivo for, teremos de aguardar algum esclarecimento sobre uma das maiores promessas que formámos nos últimos anos.

Nesse mesmo derby, que os nossos sub23 perderam frente ao Benfica, de destacar a qualidade de Tomás Silva e Daniel Bragança, dois médios que provam que o tamanho não é tudo, para além da segurança de Tiago Djaló, um central que cada vez impressiona mais. No fundo, esta geração de 99 está a provar (e vai continuar a provar) que é tudo aquilo que fomos antecipando para ela. São um conjunto de jogadores de enorme qualidade, que transformam qualquer treinador banal em estrela, muitos deles com condições para ajudar desde já o Sporting a ser mais competitivo e a apresentar mais soluções no seu jogo.

Nas bancadas, Miguel Luís (que já pisa o relvado ao lado do amigo Jovane) e Max assistiam aos seus companheiros jogar melhor mas perder. Basta imaginar o quanto poderia crescer ainda mais aquela equipa com estes três elementos, que felizmente estão integrados na primeira equipa.

*às terças, a Maria Ribeiro revela os seus apontamentos sobre as novas gerações que evoluem na melhor Academia do mundo (à excepção do Dubai)


A Tasca do Cherba
Hoje com a convocatória dos sub-21, penso ter sido cavado mais um bocado do buraco.

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Epah isto faz-me uma confusão... Atenção, sou completamente a favor da aposta em jogadores cá formados, mas vamos lá ter dois dedos de testa... O Domingos Duarte não tem as MÍNIMAS CONDIÇÕES para ser jogador profissional do Sporting Clube de Portugal. Carlos Mané idem. João Palhinha está verdíssimo, quando jogava a época passada e na pré-época a bola parecia quadrada. Matheus Pereira e Geraldes (sim, o Chiquinho também) são dois indisciplinados que têm o rei na barriga... Ir ao Twitter porque não é convocado? Por amor de Deus. E segundo o treinador nem estavam com a cabeça aqui. Demiral dou-lhe razão. Honestamente espero que esta geração do Bragança, Elvis, Thierry, Miguel Luís seja um ponto de viragem naquilo que é a relação entre clube e profissional... Se um atleta que cá passou a sua juventude não consegue sentir e respeitar o clube que o formou,sinceramente não sei quem consegue. Espero sinceramente que o próximo presidente tenha um plano naquilo que é a Academia em geral e mais concretamente no aproveitamento dos jogadores (desde o Gelson que nenhum jogador formado pega de estaca na equipa) para a equipa principal... porque o talento está lá.
To you from failing hands we throw the torch. Be yours to hold it high.

Privilege. Not a right.
Alguém sabe do paradeiro do Leandro Tipote e do Vasco Lopes? É para actualizar o tópico dos jogadores por colocar. Tks :great:
A informação que me chegou é que esta é a minha assinatura. Vale o que vale...
Hoje com a convocatória dos sub-21, penso ter sido cavado mais um bocado do buraco.

0!!!
Bruno Paz foi chamado para o lugar do Xadas que está lesionado.

Sub-20 fomos o clube com mais atletas chamados
Sub-17 fomos o clube com mais atletas chamados
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As quatro apostas da Academia: os craques que o Sporting não quer deixar fugir
Estratégia definida para jovens jogadores

Thierry Correia. Lateral-direito, embora também possa jogar no flanco contrário, leva dois jogos nos sub-23 do Sporting. Destacou-se no Europeu sub-19.

Miguel Luís. O médio criativo também tem trabalhado com Peseiro, após contribuir para o título de Portugal nos sub-19.

Elves Baldé. Já tinha sido chamado por Jesus aos treinos. O atacante leva quatro jogos e dois golos nos sub-23. Outro campeão europeu de sub-19.

Jovane Cabral. Tornou-se o expoente máximo da nova geração de talentos da Academia. Decisivo no arranque da época, pela mão de Peseiro.


Record


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de pequenino ruge o menino!*: «Semana vitoriosa»

Mais uma jornada de fantásticos resultados para as nossas equipas secundárias, que somaram apenas vitórias e continuam na disputa pelos seus respetivos campeonatos.

Nos Juniores, de destacar o regresso aos golos de Bernardo Sousa, ele que o ano passado não se conseguiu impor da forma esperada, numa vitória bem sofrida e trabalhosa dos nossos sub19. A Académica deu luta e o resultado final de 3-1 é espelho de um bom esforço colectivo, com Biai e Tiago Rodrigues a entrar para a lista dos marcadores.
Os nossos rapazes continuam a sua caminhada 100% vitoriosa na luta pelo título que nos fugiu (e de que forma) a temporada passada.

Na terceira jornada do nacional de Juvenis, os sub17 também carimbaram esta fase só com vitórias, com a vantagem de ter zero golos sofridos até ao momento. Gonçalo Batalha (3 golos), Joelson (2). Tiago Ferreira, Rafael Fernandes e Tiago Tomás foram os marcadores numa tarde inspirada frente ao Almeirim.
Como tem vindo a ser seu costume, as equipas de João Couto aparecem quase sempre bem trabalhadas, apesar de tantas vezes acusadas de serem demasiado pragmáticas. Os Juvenis são uma boa geração, com alguns craques que brilhavam há pouco tempo no escalão anterior e se continuarem a subir de forma serão, sem dúvida, sérios candidatos ao título nacional.

Já os sub23 voltaram a mostrar velocidade, fio de jogo, fome de golos e carimbaram uma reviravolta espetacular frente à Académica.
Mitrovski, o médio goleador, empatou de cabeça. Daniel Bragança confirmou a cambalhota no marcador com um belo remate de pé esquerdo, Paulinho, que se está a revelar como uma excelente aquisição neste início de campeonato, marcou o 3-1 com assistência de Elves. Na segunda parte, uma excelente jogada de envolvimento terminou com o 4-1 de Pedro Mendes e ainda houve tempo para que o outro ponta-de-lança, Pedro Marques, confirmasse a goleada e o excelente futebol praticado pela equipa.
Não faço ideia se pelo treinador, pelo projecto, pelos jogadores (só saberemos mais tarde) mas já passou muito tempo desde que vimos a equipa B (agora substituída pela sub23) praticar um jogo tão agradável, tão virado para o ataque a tão fluído. Uma agradável surpresa que promete trazer os seus frutos.

Como destaque final, os nossos sub15 recebem o Benfica amanhã pelas 18:00 naquele que será o primeiro grande teste dos mais jovens na luta pela revalidação do campeonato nacional.

Próximas partidas:
Sub23 – Sporting vs Guimarães – 15/09
Sub19 – Sporting vs Cova da Piedade – 15/09
Sub17 – Elvas vs Sporting – 16/09

*às terças, a Maria Ribeiro revela os seus apontamentos sobre as novas gerações que evoluem na melhor Academia do mundo (à excepção do Dubai)


A Tasca do Cherba
A falta de aposta nos jovens por parte do Sporting CP já é antiga. Teve o seu expoente máximo com o Godinho Lopes e o recurso desenfreado ao mercado com a dispensa de tudo quanto mexia. Depois, como sempre em alturas de crise, houve um regresso à aposta na formação com o Jesualdo Ferreira. Com o regresso do Leonardo Jardim a aposta na formação voltou a reduzir e depois regressou à normalidade.

Trouxe isto aqui para não ser discutido no tópico do Matheus, mas quem é que o Varandas vai trazer para dirigir ou supostamente melhorar a Academia?

É uma pena que este post, assim como as respostas do @Ricardo Faria e do @CaptainCharisma se vão perder neste tópico, pois são excelentes e merecem muita atenção. Tenho vindo a pensar muito sobre estes assuntos, principalmente desde que os primeiros a rescindir e a querer saltar para fora foram os que jogadores que vieram da nossa academia. Não querendo defender esse aproveitamento, eu como profissional ambicioso, compreendo a decisão deles. Como tu dizes, a idade que eles começam a jogar no Sporting, é a idade que deviam estar a sair daqui para outros campeonatos, se querem tornar-se jogadores de topo. Bruno de Carvalho numa perspectiva (compreensível) de não querer vender os jogadores ao desbarato, e de querer manter os melhores, esqueceu-se deste lado da equação: não vale a pena aguentar os melhores jogadores no plantel, se eles não estão motivados para jogar o seu melhor.

Gostaria de acreditar que alguém vai inverter o rumo, mas também acreditava que o BDC só ia fazer contratações cirúrgicas e complementar com a Formação e foi exatamente ao contrário. A pior medida dele no seu mandato foi a contratação do JJ e tenho dito.
Ora nem mais. Basta ver o PSG (até este), a lançar jogadores de 18, 17 anos na equipa principal em jogos da liga, como o Timothy Weah (tem 18 anos, estreou-se em março deste ano), ou o Nkunku, num jogo da Champions. Não temos isto. Um jogador júnior nosso ficaria radiante por uma oportunidade destas. Isso serviria como um prêmio e daria um incentivo extra na captação de talentos. Mas temos medo de os lançar às feras, para "protegê-los", porque não "aguentariam a pressão".
Pois neste momento nem sou capaz de acompanhar a equipa porque não me revejo na composição deste plantel. Só espero que o Varandas não tenha a tentação de seguir o mesmo caminho do Godinho Lopes porque para isso nem é preciso investir na Academia. E que o treinador da próxima época que não o Peseiro seja "obrigado" a incorporar entre 1 a 2 jogadores todos os anos provenientes da Academia. Nem mais nem menos.
Fizeste bem @Lion1979. Não sei o que vai ser o futuro, com o novo presidente, mas pelo menos fiquei contente que ele tenha assumido que as coisas na academia não estão bem no último debate.
A falta de aposta nos jovens por parte do Sporting CP já é antiga. Teve o seu expoente máximo com o Godinho Lopes e o recurso desenfreado ao mercado com a dispensa de tudo quanto mexia. Depois, como sempre em alturas de crise, houve um regresso à aposta na formação com o Jesualdo Ferreira. Com o regresso do Leonardo Jardim a aposta na formação voltou a reduzir e depois regressou à normalidade.

Trouxe isto aqui para não ser discutido no tópico do Matheus, mas quem é que o Varandas vai trazer para dirigir ou supostamente melhorar a Academia?

É uma pena que este post, assim como as respostas do @Ricardo Faria e do @CaptainCharisma se vão perder neste tópico, pois são excelentes e merecem muita atenção. Tenho vindo a pensar muito sobre estes assuntos, principalmente desde que os primeiros a rescindir e a querer saltar para fora foram os que jogadores que vieram da nossa academia. Não querendo defender esse aproveitamento, eu como profissional ambicioso, compreendo a decisão deles. Como tu dizes, a idade que eles começam a jogar no Sporting, é a idade que deviam estar a sair daqui para outros campeonatos, se querem tornar-se jogadores de topo. Bruno de Carvalho numa perspectiva (compreensível) de não querer vender os jogadores ao desbarato, e de querer manter os melhores, esqueceu-se deste lado da equação: não vale a pena aguentar os melhores jogadores no plantel, se eles não estão motivados para jogar o seu melhor.

Gostaria de acreditar que alguém vai inverter o rumo, mas também acreditava que o BDC só ia fazer contratações cirúrgicas e complementar com a Formação e foi exatamente ao contrário. A pior medida dele no seu mandato foi a contratação do JJ e tenho dito.
Ora nem mais. Basta ver o PSG (até este), a lançar jogadores de 18, 17 anos na equipa principal em jogos da liga, como o Timothy Weah (tem 18 anos, estreou-se em março deste ano), ou o Nkunku, num jogo da Champions. Não temos isto. Um jogador júnior nosso ficaria radiante por uma oportunidade destas. Isso serviria como um prêmio e daria um incentivo extra na captação de talentos. Mas temos medo de os lançar às feras, para "protegê-los", porque não "aguentariam a pressão".
Pois neste momento nem sou capaz de acompanhar a equipa porque não me revejo na composição deste plantel. Só espero que o Varandas não tenha a tentação de seguir o mesmo caminho do Godinho Lopes porque para isso nem é preciso investir na Academia. E que o treinador da próxima época que não o Peseiro seja "obrigado" a incorporar entre 1 a 2 jogadores todos os anos provenientes da Academia. Nem mais nem menos.
Bom encaminhamento, @Lion1979.

Também faço os mesmos votos em relação à estratégia de formação a ser seguida. O candidato mostrou conhecimento a respeito do tema durante a campanha. Doravante, espero que efetive o discurso e aposte a sério na integração de talentos jovens no plantel principal, que deve ser um dos principais objetivos. Reduzir o número de contratações e ocupar vagas com opções caseiras é urgente, e esses jogadores não devem apenas fazer número. Temos talentos de 18/19 anos que já podiam estar a rodar na equipa principal, mas o excesso de jogadores mais velhos e caros representaum obstáculo e um peso na gestão da equipa. Casos de Daniel Bragança, Pedro Marques, Tiago Djaló, Miguel Luís, entre outros. O exemplo do Rafael Leão, no ano passado, pode ser considerado um caso de sucesso, mas é insuficiente.
« Última modificação: Setembro 10, 2018, 04:04 am por Ricardo Faria »
Vou repetir o que escrevi noutro tópico porque até faz mais sentido estar aqui neste, quando se bate tanto na formação e em como os outros é que a fazem bem.

Entre jogadores emprestados, integrados no plantel, a treinar com o plantel e contando com os que rescindiram, a formação do Sporting "pariu" 14 jogadores que poderiam integrar o plantel esta época. (Domingos Duarte, Thierry Correia, Palhinha, Gelson, Podence, Geraldes, Matheus, Iuri, Leão, Elves Baldé, Miguel Luís, Podence, Mané e Jovane). Muitos deles com experiência de primeira liga.

14 jogadores distribuídos inter-geracionalmente.

Não estou a dizer que os 14 tinham que integrar o plantel mas qualquer deles tem condições para integrar o plantel, constituído estrategicamente, em defesa do binómio "custo/qualidade".

O problema não está, de maneira nenhuma, na formação. A formação terá alguns problemas, como qualquer departamento que pode ser melhorado, mas está longe de ser uma desgraça ou uma razão para a perda de competitividade.
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Vou repetir o que escrevi noutro tópico porque até faz mais sentido estar aqui neste, quando se bate tanto na formação e em como os outros é que a fazem bem.

Entre jogadores emprestados, integrados no plantel, a treinar com o plantel e contando com os que rescindiram, a formação do Sporting "pariu" 14 jogadores que poderiam integrar o plantel esta época. (Domingos Duarte, Thierry Correia, Palhinha, Gelson, Podence, Geraldes, Matheus, Iuri, Leão, Elves Baldé, Miguel Luís, Podence, Mané e Jovane). Muitos deles com experiência de primeira liga.

14 jogadores distribuídos inter-geracionalmente.

Não estou a dizer que os 14 tinham que integrar o plantel mas qualquer deles tem condições para integrar o plantel, constituído estrategicamente, em defesa do binómio "custo/qualidade".

O problema não está, de maneira nenhuma, na formação. A formação terá alguns problemas, como qualquer departamento que pode ser melhorado, mas está longe de ser uma desgraça ou uma razão para a perda de competitividade.

Podiam. Mas não integram.

É evidente e notória a perda de hegemonia no recrutamento. Não sei se estamos um pouco acima ou um pouco abaixo do Benfica e do Porto nessa fase, neste momento, mas já não temos a liderança que tínhamos nessa área. De todo. Não é fácil porque eles acordaram e investiram, mas com o nosso conhecimento e estatuto, temos obrigação de estar pelo menos um pouco melhores nessa área.

Depois há a gestão de carreira dos jogadores da formação, que aí sim, temos perdido de goleada para os rivais. Muitos grandes talentos têm estagnado na Academia porque não sobem de escalão nem de grau competitivo quando começam a ficar confortáveis, nos treinos e nos jogos. Dentro desta má gestão de talentos, inclui-se a descida de divisão da equipa B e a decisão de acabar com ela. Somos os únicos entre Porto, Benfica, Sporting, Braga e Guimarães que não a temos, é uma vergonha.
Vou repetir o que escrevi noutro tópico porque até faz mais sentido estar aqui neste, quando se bate tanto na formação e em como os outros é que a fazem bem.

Entre jogadores emprestados, integrados no plantel, a treinar com o plantel e contando com os que rescindiram, a formação do Sporting "pariu" 14 jogadores que poderiam integrar o plantel esta época. (Domingos Duarte, Thierry Correia, Palhinha, Gelson, Podence, Geraldes, Matheus, Iuri, Leão, Elves Baldé, Miguel Luís, Podence, Mané e Jovane). Muitos deles com experiência de primeira liga.

14 jogadores distribuídos inter-geracionalmente.

Não estou a dizer que os 14 tinham que integrar o plantel mas qualquer deles tem condições para integrar o plantel, constituído estrategicamente, em defesa do binómio "custo/qualidade".

O problema não está, de maneira nenhuma, na formação. A formação terá alguns problemas, como qualquer departamento que pode ser melhorado, mas está longe de ser uma desgraça ou uma razão para a perda de competitividade.

Podiam. Mas não integram.

É evidente e notória a perda de hegemonia no recrutamento. Não sei se estamos um pouco acima ou um pouco abaixo do Benfica e do Porto nessa fase, neste momento, mas já não temos a liderança que tínhamos nessa área. De todo. Não é fácil porque eles acordaram e investiram, mas com o nosso conhecimento e estatuto, temos obrigação de estar pelo menos um pouco melhores nessa área.

Depois há a gestão de carreira dos jogadores da formação, que aí sim, temos perdido de goleada para os rivais. Muitos grandes talentos têm estagnado na Academia porque não sobem de escalão nem de grau competitivo quando começam a ficar confortáveis, nos treinos e nos jogos. Dentro desta má gestão de talentos, inclui-se a descida de divisão da equipa B e a decisão de acabar com ela. Somos os únicos entre Porto, Benfica, Sporting, Braga e Guimarães que não a temos, é uma vergonha.

Certo. Mas o problema maior, repito, não está na formação em si. Está na cúpula.

Se não tens uma estratégia para aproveitamento dos recursos da formação, não só a desvalorizas como perdes argumentos no recrutamento.

A partir do momento em que Porto e Benfica investem nas condições de trabalho dos escalões de formação, as nossas dificuldades serão maiores. Isso é um facto elementar da vida. Se queres recrutar um miúdo que até nem é sportinguista, perderás atractividade. E essa perda só é colmatada pela qualidade do trabalho desenvolvido, que pode criar a ilusão de uma melhor probabilidade de o miúdo ser profissional, ou pelo dinheiro (o que, normalmente, é mero desperdício).

Então, há que encontrar dentro do clube uma via que nos permita continuar a retirar proveito do trabalho de formação. O que é certo é que nós temos bons técnicos (nem todos são bons e nem todos estão lá por mérito, mas adiante) e temos boas condições de trabalho (e não estou a dizer que temos as melhores). Continuamos a preparar boas fornadas (o que até nem seria essencial para a formação ser bem sucedida) mas não temos uma estratégia orientada para alimentar o plantel principal.

Vou dar um exemplo: o Sporting, no recrutamento, não tem o mesmo padrão do Benfica na busca de um atleta. Pelo que sei, no Benfica, dão mais importância ao factor físico do que nós, na primeira fase de detecção de talentos. Depois, o Sporting deveria centrar-se em trabalhar internamente o atleta, procurando soluções que incrementem a competitividade dos diversos escalões. A título de exemplo, o Podence e o Chico sempre foram negligenciados pelas seleções jovens e isso não os impediu de evoluir e chegar à Primeira Liga. Ou seja, devemos encontrar um modelo alternativo que não nos obrigue a competir com os outros pela mesma tipologia (o Sporting não procuraria o Umaro Embaló, por exemplo, assim como não recebeu o José Gomes).

Durante 2 anos, o Sporting venceu o campeonato de juvenis. Nesse mesmo período, o Benfica foi rei e senhor das convocatórias. Uma dessas gerações foi campeã de iniciados, de juvenis e de juniores e, ainda assim, nunca foi capaz de discutir os números das convocatórias. Isto não representa o falhanço do modelo formativo. O sucesso do mesmo é determinado pelo aproveitamento que é feito lá em "cima", em minha modesta opinião.

P.S. - o Elves Baldé tem um total de 25 internacionalizações jovens, contra mais de 60 do José Gomes (o Leão tem 43 e creio ter mais condições para dar jogador) e do Diogo Gonçalves. Acreditamos que o Baldé tem condições para ser jogador da primeira equipa? Se sim, então, vamos investir na sua valorização técnica; se não, então, não percamos mais tempo com ele.

O Bragança tem 2 (!!!) internacionalizações jovens. Tem talento e condições para chegar à primeira equipa? Coloco o mesmo exercício em prática: se sim, invista-se no rapaz; se não, não se perca tempo com o assunto.
« Última modificação: Setembro 10, 2018, 16:02 pm por sotnas »
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Já deram mais importância ao factor físico, uma das grandes mudanças deles nos últimos anos passou por aí. É por isso que vês aparecer Bernardos, Félixes, João Carvalhos, atletas que fisicamente estão longe de ser incríveis mas que não deixaram de ser aposta no Seixal (bem ou mal).

Não sei quantos jogos viste do Umaro Embaló, mas o físico que tem é velocidade e tecnicamente é um jogador dotado, com potencial para singrar. Deverá estar no Europeu sub-19 esta época apesar de, penso, ser ainda sub-18. Um pouco à semelhança do Gedson, Florentino, Rúben Dias e por aí fora, tem condições físicas para singrar mas não é só físico, tem o resto também.

Esse caso do Geraldes e do Podence é curioso, mas não se pode dizer que o Geraldes tenha singrado. Por culpa própria ou de quem lhe geriu a carreira, tem 23 anos e ainda não se impôs num clube maior do que o Rio Ave. Não tem 18, 19 anos, como alguns jogadores a aparecer nos anos recentes no rival. O Podence, sim, é um jogador que foi preterido nas Seleções e vingou. Teve vários jogos no Sporting, era regularmente utilizado e agora que saiu é titular e um dos jogadores em destaque no Olympiacos que é campeão grande. O Geraldes, não. E não haverá muitos mais, pelo menos assim de repente não me estou a lembrar.

Concordo que o sucesso passa pelo aproveitamento na equipa principal. Mas mesmo aí os últimos anos não foram fantásticos. Depois da geração de 93, que tem hoje 25 anos, aproveitou-se um jogador de grande qualidade (Gelson) e dois jogadores de qualidade média (Rúben Semedo e Podence). Parece-me pouco considerando que estamos a falar da geração de 94 (hoje com 24 anos), 95 (hoje com 23), 96 (hoje com 22), 97 (hoje com 21) e 98 (hoje com 20). Não vou sequer aos miúdos de 18/19 anos, atuais (mas poderia ir).

Para mim, isto significa duas coisas: que a qualidade baixou um bocado nos últimos anos (ainda assim, foram aparecendo alguns jogadores de qualidade) e que o aproveitamento foi mau. Culpa das políticas na formação em termos de subida ou não de escalão (algo feito com sucesso por um rival em particular, que nós não fizemos), culpa da gestão da equipa B e culpa, possivelmente, da estrutura de futebol profissional que não apostou nos jogadores.

Que o Sporting continua a ser um grande na formação parece-me óbvio, mas que devemos fazer mais e melhor também.
O Sporting tem falhado, sobretudo, no recrutamento e na prospecção. Isso é visível ao ler a entrevista que o José Boto deu recentemente à Tribuna Expresso.

Paralelamente, tem esse aparente problema de deixar os jogadores na equipa do seu escalão etário, quando poderia e deveria aumentar a dificuldade quando um jogador já está demasiado confortável nesse escalão.
Campo Grande paga a traidores.
Concordo com o @sotnas que o maior problema está na gestão da carreira dos jogadores - e aqui entra o que se disse nos posts originais (jogadores entram na equipa A já tarde, os planteis são demasiado grandes e cheios de "entulho"). Mas também acho que o recrutamento e prospecção já não é o que era - e dizer que simplesmente há mais concorrência é um cop out.

Acho que também é preciso perceber esta questão das internacionalizações jovens. Só vejo o Benfica a dominar completamente as convocatórias, e agora não são só eles a ultrapassar-nos - Porto e Braga também. Será isto sinal que os nossos jovens são piores que os deles? Ou será só política? Se é política, também há que procurar resolver isso, pois estes campeonatos jovens dão valor, motivação e desafio aos jogadores.

Outra questão que acho que necessário compreender é o que tem levado os nossos jovens a forçarem a saída do clube. Já são casos a mais, Moutinho, Bruma, Ilori, Dier, e depois os casos recentes de Leão, Podence, William e Gelson. Acho que em certos casos, o problema foi não os deixar sair mais cedo (Moutinho, William e até Gelson), mas houve casos em que os jogadores não tinham ou mal tinham uma época de senior e já queriam fugir daqui, por vezes para clubes que não são nada de especial (Bruma e Leão). Não basta insultar os jogadores - é preciso perceber o que os leva a este tipo de comportamentos.
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Sporting vai buscar Paulo Agostinho ao Belenenses

Avançado tem estado em foco no campeonato de sub-17

O ex-belenense Paulo Agostinho, de 16 anos, é reforço do Sporting. O anúncio foi feito pela empresa que representa o avançado nas redes sociais, tendo o acordo sido estabelecido ainda com Sousa Cintra, o líder da SAD leonina que agora cedeu o lugar a Frederico Varandas.

O jovem jogador tem estado em foco ao serviço do clube do Restelo ao apontar dois golos em dois jogos no escalão sub-17.


Bancada

Já deram mais importância ao factor físico, uma das grandes mudanças deles nos últimos anos passou por aí. É por isso que vês aparecer Bernardos, Félixes, João Carvalhos, atletas que fisicamente estão longe de ser incríveis mas que não deixaram de ser aposta no Seixal (bem ou mal).

Não sei quantos jogos viste do Umaro Embaló, mas o físico que tem é velocidade e tecnicamente é um jogador dotado, com potencial para singrar. Deverá estar no Europeu sub-19 esta época apesar de, penso, ser ainda sub-18. Um pouco à semelhança do Gedson, Florentino, Rúben Dias e por aí fora, tem condições físicas para singrar mas não é só físico, tem o resto também.

Esse caso do Geraldes e do Podence é curioso, mas não se pode dizer que o Geraldes tenha singrado. Por culpa própria ou de quem lhe geriu a carreira, tem 23 anos e ainda não se impôs num clube maior do que o Rio Ave. Não tem 18, 19 anos, como alguns jogadores a aparecer nos anos recentes no rival. O Podence, sim, é um jogador que foi preterido nas Seleções e vingou. Teve vários jogos no Sporting, era regularmente utilizado e agora que saiu é titular e um dos jogadores em destaque no Olympiacos que é campeão grande. O Geraldes, não. E não haverá muitos mais, pelo menos assim de repente não me estou a lembrar.

Concordo que o sucesso passa pelo aproveitamento na equipa principal. Mas mesmo aí os últimos anos não foram fantásticos. Depois da geração de 93, que tem hoje 25 anos, aproveitou-se um jogador de grande qualidade (Gelson) e dois jogadores de qualidade média (Rúben Semedo e Podence). Parece-me pouco considerando que estamos a falar da geração de 94 (hoje com 24 anos), 95 (hoje com 23), 96 (hoje com 22), 97 (hoje com 21) e 98 (hoje com 20). Não vou sequer aos miúdos de 18/19 anos, atuais (mas poderia ir).

Para mim, isto significa duas coisas: que a qualidade baixou um bocado nos últimos anos (ainda assim, foram aparecendo alguns jogadores de qualidade) e que o aproveitamento foi mau. Culpa das políticas na formação em termos de subida ou não de escalão (algo feito com sucesso por um rival em particular, que nós não fizemos), culpa da gestão da equipa B e culpa, possivelmente, da estrutura de futebol profissional que não apostou nos jogadores.

Que o Sporting continua a ser um grande na formação parece-me óbvio, mas que devemos fazer mais e melhor também.

Sobre o Embaló posso dizer que há uma séria convicção, por parte de gente ligada ao Sporting, de que tem mais idade. A mesma convicção estende-se ao José Gomes. Não somos virgens nesse domínio mas posso dizer-te que houve jogadores que desapareceram das fichas de jogo porque a pouca evolução levou os nossos responsáveis a porem essa possibilidade em cima da mesa.

Sobre se os nossos jogadores singraram ou não, eu pus a tónica em "têm nível de primeira liga", que deveria ser entendido como mais um passo de evolução futebolística. Poucos de nós têm dúvidas de que o Geraldes tinha lugar neste plantel. Depois, também depende do atleta dar o salto.

Do outro lado, com toda a honestidade, vejo o Bernardo como grande talento e mais ninguém (dos que já se impuseram, pelo menos). Mas o Bernardo tem a particularidade de ter trabalhado com o Leonardo Jardim que, por sua vez, na sua passagem por cá, lançou o William e preparou o Mané para o mesmo percurso. Saiu e foi fazer o mesmo para outro lado, tendo o Bernardo beneficiado de ter um treinador sensibilizado para a preparação de jovens e para a construção de equipas. Ou seja, muito provavelmente, a sua permanência teria significado que um maior número de jogadores da formação teria chegado ao plantel principal. E nisto até me estou a esquecer do Ruben Semedo, que também teve direito a uma "colher de chá" do LJ. Em sentido inverso, até temos o caso do Dier que, apesar de tudo, fazia parte do plantel. Portanto, lá voltamos à estratégia para a formação e para a equipa principal, ou falta dela.

O Gelson é outro exemplo de como o aproveitamento na AA pode ser decisivo para não perderes um talento. Se a memória não me falha, o Gelson não era titular absoluto da selecção de sub20, no Mundial da categoria. E tenho a ideia de que não era tido, por foristas que aqui escreviam (não sei se não seria o teu caso, com outro nick), como melhor do que os outros 3 extremos que faziam parte daquele grupo. Pois bem, Gelson foi aposta e os outros não. E esse factor foi decisivo para o percurso de cada um deles, no entretanto.

No tocante às políticas da formação, que passem pela promoção antecipada, acho que se as portas da AA se fecham, provocas um engarrafamento pela hierarquia abaixo. Começas a ter jogadores a mais na BB, tens jogadores desmotivados porque não jogam ou porque, quando esperam jogar na BB, voltam a jogar na AA. Depois, isso de promover antecipadamente só porque sim, é algo que não pode ser visto como sendo linear...depende das circunstâncias, do momento competitivo das equipas, do perfil psicológico do jogador...
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Estás enganado. Por o Gélson ter sido a grande estrela dessa selecção de sub20 é que passou directamente para a equipa A.
Fez um mundial absolutamente extraordinário e que só não foram mais longe porque fartaram-se de falhar golos feitos contra o Brasil. Depois perderam nos penaltys.