A Formação do Sporting - Tópico Geral

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Estás enganado. Por o Gélson ter sido a grande estrela dessa selecção de sub20 é que passou directamente para a equipa A.
Fez um mundial absolutamente extraordinário e que só não foram mais longe porque fartaram-se de falhar golos feitos contra o Brasil. Depois perderam nos penaltys.
Mas isso já foi quando estava na equipa B e tinha feito uma boa época, em juniores era inferior a Podence e Matheus.
"Infelizmente tenho pena que partilhem o amor pelo mesmo clube que eu"
Estás enganado. Por o Gélson ter sido a grande estrela dessa selecção de sub20 é que passou directamente para a equipa A.
Fez um mundial absolutamente extraordinário e que só não foram mais longe porque fartaram-se de falhar golos feitos contra o Brasil. Depois perderam nos penaltys.

Fui confirmar e tens razão. O Gelson só não foi titular num jogo. No entanto, também confirmei o que se dizia dele, naquela altura e, até, em momento posterior sobre a hierarquia dos extremos. O Ivo Rodrigues era muito bem referenciado, até porque já jogava na I Liga. E havia a discussão em torno do Guedes, também, que é um ano mais novo.

Nessa fase final, tenho ideia de o Gelson ter falhado um golo de forma escandalosa, quando seguia isolado para a baliza, contra o Brasil.

Verifiquei quem eram os médios nesse mundial. E dos que lá foram, só o Ronny Lopes pode dizer que começa a ganhar estatuto - curiosamente, desde que começou a trabalhar com o Leonardo Jardim. Todos os outros têm menos tempo de jogo que o Chico Geraldes na I Liga.

Ou seja, as convocatórias para as selecções não deveriam ser a nossa referência qualitativa. Pela parte que me toca, até agradeço que não convoquem os jogadores mais promissores da nossa formação. Facilita a vida, quando toca a negociar contratos.
« Última modificação: Setembro 11, 2018, 16:44 pm por sotnas »
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Já deram mais importância ao factor físico, uma das grandes mudanças deles nos últimos anos passou por aí. É por isso que vês aparecer Bernardos, Félixes, João Carvalhos, atletas que fisicamente estão longe de ser incríveis mas que não deixaram de ser aposta no Seixal (bem ou mal).

Não sei quantos jogos viste do Umaro Embaló, mas o físico que tem é velocidade e tecnicamente é um jogador dotado, com potencial para singrar. Deverá estar no Europeu sub-19 esta época apesar de, penso, ser ainda sub-18. Um pouco à semelhança do Gedson, Florentino, Rúben Dias e por aí fora, tem condições físicas para singrar mas não é só físico, tem o resto também.

Esse caso do Geraldes e do Podence é curioso, mas não se pode dizer que o Geraldes tenha singrado. Por culpa própria ou de quem lhe geriu a carreira, tem 23 anos e ainda não se impôs num clube maior do que o Rio Ave. Não tem 18, 19 anos, como alguns jogadores a aparecer nos anos recentes no rival. O Podence, sim, é um jogador que foi preterido nas Seleções e vingou. Teve vários jogos no Sporting, era regularmente utilizado e agora que saiu é titular e um dos jogadores em destaque no Olympiacos que é campeão grande. O Geraldes, não. E não haverá muitos mais, pelo menos assim de repente não me estou a lembrar.

Concordo que o sucesso passa pelo aproveitamento na equipa principal. Mas mesmo aí os últimos anos não foram fantásticos. Depois da geração de 93, que tem hoje 25 anos, aproveitou-se um jogador de grande qualidade (Gelson) e dois jogadores de qualidade média (Rúben Semedo e Podence). Parece-me pouco considerando que estamos a falar da geração de 94 (hoje com 24 anos), 95 (hoje com 23), 96 (hoje com 22), 97 (hoje com 21) e 98 (hoje com 20). Não vou sequer aos miúdos de 18/19 anos, atuais (mas poderia ir).

Para mim, isto significa duas coisas: que a qualidade baixou um bocado nos últimos anos (ainda assim, foram aparecendo alguns jogadores de qualidade) e que o aproveitamento foi mau. Culpa das políticas na formação em termos de subida ou não de escalão (algo feito com sucesso por um rival em particular, que nós não fizemos), culpa da gestão da equipa B e culpa, possivelmente, da estrutura de futebol profissional que não apostou nos jogadores.

Que o Sporting continua a ser um grande na formação parece-me óbvio, mas que devemos fazer mais e melhor também.

Sobre o Embaló posso dizer que há uma séria convicção, por parte de gente ligada ao Sporting, de que tem mais idade. A mesma convicção estende-se ao José Gomes. Não somos virgens nesse domínio mas posso dizer-te que houve jogadores que desapareceram das fichas de jogo porque a pouca evolução levou os nossos responsáveis a porem essa possibilidade em cima da mesa.

Sobre se os nossos jogadores singraram ou não, eu pus a tónica em "têm nível de primeira liga", que deveria ser entendido como mais um passo de evolução futebolística. Poucos de nós têm dúvidas de que o Geraldes tinha lugar neste plantel. Depois, também depende do atleta dar o salto.

Do outro lado, com toda a honestidade, vejo o Bernardo como grande talento e mais ninguém (dos que já se impuseram, pelo menos). Mas o Bernardo tem a particularidade de ter trabalhado com o Leonardo Jardim que, por sua vez, na sua passagem por cá, lançou o William e preparou o Mané para o mesmo percurso. Saiu e foi fazer o mesmo para outro lado, tendo o Bernardo beneficiado de ter um treinador sensibilizado para a preparação de jovens e para a construção de equipas. Ou seja, muito provavelmente, a sua permanência teria significado que um maior número de jogadores da formação teria chegado ao plantel principal. E nisto até me estou a esquecer do Ruben Semedo, que também teve direito a uma "colher de chá" do LJ. Em sentido inverso, até temos o caso do Dier que, apesar de tudo, fazia parte do plantel. Portanto, lá voltamos à estratégia para a formação e para a equipa principal, ou falta dela.

O Gelson é outro exemplo de como o aproveitamento na AA pode ser decisivo para não perderes um talento. Se a memória não me falha, o Gelson não era titular absoluto da selecção de sub20, no Mundial da categoria. E tenho a ideia de que não era tido, por foristas que aqui escreviam (não sei se não seria o teu caso, com outro nick), como melhor do que os outros 3 extremos que faziam parte daquele grupo. Pois bem, Gelson foi aposta e os outros não. E esse factor foi decisivo para o percurso de cada um deles, no entretanto.

No tocante às políticas da formação, que passem pela promoção antecipada, acho que se as portas da AA se fecham, provocas um engarrafamento pela hierarquia abaixo. Começas a ter jogadores a mais na BB, tens jogadores desmotivados porque não jogam ou porque, quando esperam jogar na BB, voltam a jogar na AA. Depois, isso de promover antecipadamente só porque sim, é algo que não pode ser visto como sendo linear...depende das circunstâncias, do momento competitivo das equipas, do perfil psicológico do jogador...

Tive grandes discussões com um forista aqui (não me recordo qual era) sobre quem era melhor, o Gelson ou o Podence. Gostava mais do Podence  :mrgreen: No entanto, não deixava de referir que o Gelson tinha talento e que estava em franco crescimento. Fez um Mundial sub-20 interessante, depois o Jesus pegou nele e a coisa evoluiu a um nível enorme.

Continuo a achar que não só não potenciámos na nossa equipa mais jogadores formados cá que o rival, o que já seria mau, como potenciámos menos. Parece-me até factual, houve mais jogadores lá a ter minutos, ganhar oportunidades e saltar lá para fora.

Há casos em que há jogadores benfiquistas na Seleção claramente "por favor", mas no caso das gerações atuais sub-19, sub-20 e sub-21, temos muito menos de forma justa. Eles deram estímulos competitivos aos seus talentos mais cedo, fizeram-nos crescer, aparecer a competir em patamares mais elevados.

Olhando por exemplo para a Seleção que venceu o mundial sub-19 e que já tinha vencido esta competição nos sub-17 (ou terá sido um Europeu?), o Porto tem bons defesas (Diogo Queirós foi chamado, Diogo Dalot e Diogo Leite não puderam ser, Diogo Costa é um bom guarda-redes tal como o Maximiano é), o Benfica tem bons médios (Florentino, Gedson) e bons alas (Jota e João Félix que não pôde ser chamado) e tem o Zé Gomes. Nós temos o Thierry, um bom lateral, o Miguel Luís, um bom médio e o Elves Baldé, um bom extremo. Acresce o Max, um bom guarda-redes. Tínhamos também o Rúben Vinagre que se calhar é o melhor de todos e que perdemos para o Mónaco. Mas enquanto os nosso andavam o ano passado a jogar nos júniores e este ano nos sub-23, o Dalot está no United, o Diogo Leite está na equipa principal do Porto, o Gedson tem estado a ser titular no Benfica e o João Félix está a entrar na equipa. Nós nesse patamar temos... nenhum. E o Braga teve tantos jogadores (Trincão, David Carmo e penso que um médios) lá como nós (acresce o Neto, que já venderam para Itália, e o João Queirós, que venderam para a Alemanha e nós fomos buscar agora). E o Guimarães teve um titular, nós tivemos dois.

O grande problema disto é: foi por compadrios? Nem por isso. Só tínhamos mais o Bragança em condições de ir, os outros não fazia sentido irem, ou porque não têm talento, ou porque estão a jogar a um nível competitivo inferior aos dos rivais, contra adversários mais fracos, em jogos menos intensos e exigentes.

E isto é um ponto nevrálgico. Porque, tirando o Podence, ainda não houve um único jogador que me lembre que tenha sido regularmente preterido nas seleções jovens por outros dos rivais que jogavam em patamares competitivos superiores a singrar no Sporting. O Podence foi mesmo o único. Podemo-nos queixar assim da Federação? Hesito. Podemo-nos preocupar com a gestão de carreira que tem sido feita de um Bragança, por comparação a Florentinos, Gedsons e até Nunos Santos (que não tem mesmo talento mas se calhar até pode fazer uma carreira não muito diferente por ter tido melhor gestão de carreira)? Se calhar podemos.

Tudo isto é preocupante e tudo isto piora com a extinção da equipa B. Não vejo como não pensar que temos mesmo de dar uma volta grande à formação, para não ficarmos mais atrás do Benfica do que já estamos. Coisa que seria impensável há dois anos.

Jogadores do Benfica formados de geração posterior a 93: Félix, Gedson, João Carvalho, Diogo Gonçalves, Rúben Dias, Renato Sanches, Gonçalo Guedes, João Cancelo, Yuri Ribeiro (integra o actual plantel deles), Hélder Costa (atualmente titular na Premier League), não sei se o Bernardo Silva e o André Gomes o são. Podemos desvalorizar, mas é muita gente que ou está actualmente no plantel deles, ou já lá chegou e saiu. Alguns garantindo dezenas de milhões ao clube, outros dando alguns fogachos de qualidade sem consequência que por exemplo o Geraldes ainda não deu. Com diferentes treinadores que poderiam ter apostado nele.

Quanto a promover os jogadores não ser uma coisa linear... pode não ser, mas em 99% dos casos é o mais recomendável. O campeonato de júniores e juvenis tirando 4/5 equipas adversárias é uma miséria para grandes talentos de 17, 18, 19 anos. Não os coloca perante dificuldades acrescidas, permite-os jogar de forma confortável, sem "forçar" ou dar aquele extra necessário quando já não há forças. Relaxam. Não é bom.

Continuamos a formar jogadores com talento. Já não temos conseguido aproveitar mais talentos que os rivais nos últimos anos, pelo contrário. E o cenário para os próximos 2/3 anos também não parece melhor do que o deles. Pelo contrário. Isto para mim é um problema e é um problema claríssimo.
Fizeste bem @Lion1979. Não sei o que vai ser o futuro, com o novo presidente, mas pelo menos fiquei contente que ele tenha assumido que as coisas na academia não estão bem no último debate.
 :great:
Bom encaminhamento, @Lion1979.

Também faço os mesmos votos em relação à estratégia de formação a ser seguida. O candidato mostrou conhecimento a respeito do tema durante a campanha. Doravante, espero que efetive o discurso e aposte a sério na integração de talentos jovens no plantel principal, que deve ser um dos principais objetivos. Reduzir o número de contratações e ocupar vagas com opções caseiras é urgente, e esses jogadores não devem apenas fazer número. Temos talentos de 18/19 anos que já podiam estar a rodar na equipa principal, mas o excesso de jogadores mais velhos e caros representaum obstáculo e um peso na gestão da equipa. Casos de Daniel Bragança, Pedro Marques, Tiago Djaló, Miguel Luís, entre outros. O exemplo do Rafael Leão, no ano passado, pode ser considerado um caso de sucesso, mas é insuficiente.
Não iria tão longe, mas o que está a Bold tem de ser cumprido. Não votei nele mas não tenho problemas em reconhecer que pareceu ser quem estava mais à vontade a falar sobre estes temas. Mas comigo não há cheques em branco. Se delinear uma estratégia coerente nesse sentido não terei problemas em elogiar, agora se formos para mais uma pré temporada com mais uma palete de 10 jogadores recrutados cá estarei a fazer barulho. Não estando relacionado com a Formação colocar o MF no Scouting a nível Nacional e o Beto a Team Manager é a continuação da senda Godinho Lopes. Espero que a estratégia para a Academia seja melhor do que estes 2 pontos...
@Ehrmantraut

Muita sensata e objetiva a atua análise. Tenho uma opinião similar à tua. Acrescento ainda que o erro crasso da extinção da equipa B pode ter repercussões negativas nos próximos 5 a 6 anos ou até mais. Isto porque se a equipa B for reactivada demorará uma série de anos até regressar à segunda liga, até lá os miúdos dos nossos rivais estarão permanentemente a jogar num contexto profissional e muito exigente já que os nossos miúdos têm que estar a jogar futebol amador contra adversários que não oferecem competividade nenhuma.

Já deram mais importância ao factor físico, uma das grandes mudanças deles nos últimos anos passou por aí. É por isso que vês aparecer Bernardos, Félixes, João Carvalhos, atletas que fisicamente estão longe de ser incríveis mas que não deixaram de ser aposta no Seixal (bem ou mal).

Não sei quantos jogos viste do Umaro Embaló, mas o físico que tem é velocidade e tecnicamente é um jogador dotado, com potencial para singrar. Deverá estar no Europeu sub-19 esta época apesar de, penso, ser ainda sub-18. Um pouco à semelhança do Gedson, Florentino, Rúben Dias e por aí fora, tem condições físicas para singrar mas não é só físico, tem o resto também.

Esse caso do Geraldes e do Podence é curioso, mas não se pode dizer que o Geraldes tenha singrado. Por culpa própria ou de quem lhe geriu a carreira, tem 23 anos e ainda não se impôs num clube maior do que o Rio Ave. Não tem 18, 19 anos, como alguns jogadores a aparecer nos anos recentes no rival. O Podence, sim, é um jogador que foi preterido nas Seleções e vingou. Teve vários jogos no Sporting, era regularmente utilizado e agora que saiu é titular e um dos jogadores em destaque no Olympiacos que é campeão grande. O Geraldes, não. E não haverá muitos mais, pelo menos assim de repente não me estou a lembrar.

Concordo que o sucesso passa pelo aproveitamento na equipa principal. Mas mesmo aí os últimos anos não foram fantásticos. Depois da geração de 93, que tem hoje 25 anos, aproveitou-se um jogador de grande qualidade (Gelson) e dois jogadores de qualidade média (Rúben Semedo e Podence). Parece-me pouco considerando que estamos a falar da geração de 94 (hoje com 24 anos), 95 (hoje com 23), 96 (hoje com 22), 97 (hoje com 21) e 98 (hoje com 20). Não vou sequer aos miúdos de 18/19 anos, atuais (mas poderia ir).

Para mim, isto significa duas coisas: que a qualidade baixou um bocado nos últimos anos (ainda assim, foram aparecendo alguns jogadores de qualidade) e que o aproveitamento foi mau. Culpa das políticas na formação em termos de subida ou não de escalão (algo feito com sucesso por um rival em particular, que nós não fizemos), culpa da gestão da equipa B e culpa, possivelmente, da estrutura de futebol profissional que não apostou nos jogadores.

Que o Sporting continua a ser um grande na formação parece-me óbvio, mas que devemos fazer mais e melhor também.

Sobre o Embaló posso dizer que há uma séria convicção, por parte de gente ligada ao Sporting, de que tem mais idade. A mesma convicção estende-se ao José Gomes. Não somos virgens nesse domínio mas posso dizer-te que houve jogadores que desapareceram das fichas de jogo porque a pouca evolução levou os nossos responsáveis a porem essa possibilidade em cima da mesa.

Sobre se os nossos jogadores singraram ou não, eu pus a tónica em "têm nível de primeira liga", que deveria ser entendido como mais um passo de evolução futebolística. Poucos de nós têm dúvidas de que o Geraldes tinha lugar neste plantel. Depois, também depende do atleta dar o salto.

Do outro lado, com toda a honestidade, vejo o Bernardo como grande talento e mais ninguém (dos que já se impuseram, pelo menos). Mas o Bernardo tem a particularidade de ter trabalhado com o Leonardo Jardim que, por sua vez, na sua passagem por cá, lançou o William e preparou o Mané para o mesmo percurso. Saiu e foi fazer o mesmo para outro lado, tendo o Bernardo beneficiado de ter um treinador sensibilizado para a preparação de jovens e para a construção de equipas. Ou seja, muito provavelmente, a sua permanência teria significado que um maior número de jogadores da formação teria chegado ao plantel principal. E nisto até me estou a esquecer do Ruben Semedo, que também teve direito a uma "colher de chá" do LJ. Em sentido inverso, até temos o caso do Dier que, apesar de tudo, fazia parte do plantel. Portanto, lá voltamos à estratégia para a formação e para a equipa principal, ou falta dela.

O Gelson é outro exemplo de como o aproveitamento na AA pode ser decisivo para não perderes um talento. Se a memória não me falha, o Gelson não era titular absoluto da selecção de sub20, no Mundial da categoria. E tenho a ideia de que não era tido, por foristas que aqui escreviam (não sei se não seria o teu caso, com outro nick), como melhor do que os outros 3 extremos que faziam parte daquele grupo. Pois bem, Gelson foi aposta e os outros não. E esse factor foi decisivo para o percurso de cada um deles, no entretanto.

No tocante às políticas da formação, que passem pela promoção antecipada, acho que se as portas da AA se fecham, provocas um engarrafamento pela hierarquia abaixo. Começas a ter jogadores a mais na BB, tens jogadores desmotivados porque não jogam ou porque, quando esperam jogar na BB, voltam a jogar na AA. Depois, isso de promover antecipadamente só porque sim, é algo que não pode ser visto como sendo linear...depende das circunstâncias, do momento competitivo das equipas, do perfil psicológico do jogador...

Tive grandes discussões com um forista aqui (não me recordo qual era) sobre quem era melhor, o Gelson ou o Podence. Gostava mais do Podence  :mrgreen: No entanto, não deixava de referir que o Gelson tinha talento e que estava em franco crescimento. Fez um Mundial sub-20 interessante, depois o Jesus pegou nele e a coisa evoluiu a um nível enorme.

Continuo a achar que não só não potenciámos na nossa equipa mais jogadores formados cá que o rival, o que já seria mau, como potenciámos menos. Parece-me até factual, houve mais jogadores lá a ter minutos, ganhar oportunidades e saltar lá para fora.

Há casos em que há jogadores benfiquistas na Seleção claramente "por favor", mas no caso das gerações atuais sub-19, sub-20 e sub-21, temos muito menos de forma justa. Eles deram estímulos competitivos aos seus talentos mais cedo, fizeram-nos crescer, aparecer a competir em patamares mais elevados.

Olhando por exemplo para a Seleção que venceu o mundial sub-19 e que já tinha vencido esta competição nos sub-17 (ou terá sido um Europeu?), o Porto tem bons defesas (Diogo Queirós foi chamado, Diogo Dalot e Diogo Leite não puderam ser, Diogo Costa é um bom guarda-redes tal como o Maximiano é), o Benfica tem bons médios (Florentino, Gedson) e bons alas (Jota e João Félix que não pôde ser chamado) e tem o Zé Gomes. Nós temos o Thierry, um bom lateral, o Miguel Luís, um bom médio e o Elves Baldé, um bom extremo. Acresce o Max, um bom guarda-redes. Tínhamos também o Rúben Vinagre que se calhar é o melhor de todos e que perdemos para o Mónaco. Mas enquanto os nosso andavam o ano passado a jogar nos júniores e este ano nos sub-23, o Dalot está no United, o Diogo Leite está na equipa principal do Porto, o Gedson tem estado a ser titular no Benfica e o João Félix está a entrar na equipa. Nós nesse patamar temos... nenhum. E o Braga teve tantos jogadores (Trincão, David Carmo e penso que um médios) lá como nós (acresce o Neto, que já venderam para Itália, e o João Queirós, que venderam para a Alemanha e nós fomos buscar agora). E o Guimarães teve um titular, nós tivemos dois.

O grande problema disto é: foi por compadrios? Nem por isso. Só tínhamos mais o Bragança em condições de ir, os outros não fazia sentido irem, ou porque não têm talento, ou porque estão a jogar a um nível competitivo inferior aos dos rivais, contra adversários mais fracos, em jogos menos intensos e exigentes.

E isto é um ponto nevrálgico. Porque, tirando o Podence, ainda não houve um único jogador que me lembre que tenha sido regularmente preterido nas seleções jovens por outros dos rivais que jogavam em patamares competitivos superiores a singrar no Sporting. O Podence foi mesmo o único. Podemo-nos queixar assim da Federação? Hesito. Podemo-nos preocupar com a gestão de carreira que tem sido feita de um Bragança, por comparação a Florentinos, Gedsons e até Nunos Santos (que não tem mesmo talento mas se calhar até pode fazer uma carreira não muito diferente por ter tido melhor gestão de carreira)? Se calhar podemos.

Tudo isto é preocupante e tudo isto piora com a extinção da equipa B. Não vejo como não pensar que temos mesmo de dar uma volta grande à formação, para não ficarmos mais atrás do Benfica do que já estamos. Coisa que seria impensável há dois anos.

Jogadores do Benfica formados de geração posterior a 93: Félix, Gedson, João Carvalho, Diogo Gonçalves, Rúben Dias, Renato Sanches, Gonçalo Guedes, João Cancelo, Yuri Ribeiro (integra o actual plantel deles), Hélder Costa (atualmente titular na Premier League), não sei se o Bernardo Silva e o André Gomes o são. Podemos desvalorizar, mas é muita gente que ou está actualmente no plantel deles, ou já lá chegou e saiu. Alguns garantindo dezenas de milhões ao clube, outros dando alguns fogachos de qualidade sem consequência que por exemplo o Geraldes ainda não deu. Com diferentes treinadores que poderiam ter apostado nele.

Quanto a promover os jogadores não ser uma coisa linear... pode não ser, mas em 99% dos casos é o mais recomendável. O campeonato de júniores e juvenis tirando 4/5 equipas adversárias é uma miséria para grandes talentos de 17, 18, 19 anos. Não os coloca perante dificuldades acrescidas, permite-os jogar de forma confortável, sem "forçar" ou dar aquele extra necessário quando já não há forças. Relaxam. Não é bom.

Continuamos a formar jogadores com talento. Já não temos conseguido aproveitar mais talentos que os rivais nos últimos anos, pelo contrário. E o cenário para os próximos 2/3 anos também não parece melhor do que o deles. Pelo contrário. Isto para mim é um problema e é um problema claríssimo.

Mas acabamos sempre por ir parar à mesma razão: não há estratégia de aproveitamento da formação. Se a primeira equipa não os recebe, como disse antes, provoca-se um engarrafamento nos diferentes escalões. E, com isso, acabamos por entalar a progressão dos miúdos.

Eu não estou a culpar a federação por nada. Estou a pôr a responsabilidade nas cúpulas do futebol profissional do Sporting.

Eu já dei este exemplo, noutras ocasiões: nós temos 4 laterais jovens interessantes. E só agora é que um deles tem treinado com a primeira equipa. Faz sentido vender Piccini para ficar com Ristóvsky e ir buscar o Bruno Gaspar? Não fazia mais sentido poupar o dinheiro do Gaspar, tentar colocar o Ristovsky e subir o Thierry para ser suplente do Piccini? No fim, o resultado financeiro é o mesmo e nem temos acréscimo de qualidade, nem lançamos semente para o futuro.

Faz sentido gastar dinheiro no Lumor e ficar com o Jefferson, quando tens o Conte ou o Gonçalo Costa e ainda tens a possibilidade de trazer o Coentrão? Ou seja, gastaste 2,5M€ num atleta, que até pode vir a revelar-se extraordinário, e ficas com um gajo que já sabemos o que vale (ou que mais valia despachar), quando podes ter um atleta de seleção e um miúdo com possibilidade de evoluir.

Faz sentido despachar o Domingos Duarte, para teres no banco o André Pinto e o Marcelo? Então, não seria interessante ter o Domingos a conviver com o Coates e com o Mathieu? Não resultaria daí benefício para a evolução do atleta? Não representaria isso um encargo mais baixo?

Somos nós que temos que encontrar soluções de competitividade, com vista ao progresso dos nossos atletas. Porém, isto não quer dizer que a nossa formação esteja a falhar. Tem alguns problemas e eu até já apontei 2 graves problemas da formação (treinador de juniores incapaz e o experimentalismo com contratações absurdas), que tinham sequência no disparate que se foi fazendo na equipa B.

No tocante à comparação com os lampiões, deixa-me só dizer isto, pegando em 2 jogadores para a mesmíssima posição: Ruben Dias e Ruben Semedo. Tu achas que o Ruben Dias é jogador de selecção? O Semedo esteve a um nível muito superior, num certo período de tempo, e nunca teve qualquer oportunidade na seleção AA. O Ruben Dias, presentemente, não tem nível para jogar na selecção, nem no Benfica. Sem prejuízo da evolução que pode ter, pela exposição a níveis competitivos mais exigentes, o Ruben não tem qualidade para jogar onde joga. O Ruben Semedo, no entretanto, destruiu a sua carreira mas mostrou melhores atributos técnicos e não foi nunca considerado pelo seleccionador.

Vide, também, a meteórica ascensão do Gedson por contraposição do tempo que o Bruno Fernandes levou a chegar à selecção, quando andava com a equipa do Sporting às costas. E podia continuar com outros exemplos.

E temos que ponderar, também, o efeito Mendes no sucesso relativo desses jogadores todos, pegando no exemplo do Ruben Neves. No Porto, estava perfeitamente estagnado. Quando falas no Dalot, ele saiu mas está longe de ser um jogador afirmado. Saiu, quase sem jogar no Porto.

Portanto, há que ter cautela com certos aspectos que nos fazem percepcionar as coisas de um determinado modo. Neste caso, a falta de visão que enquadre a utilidade da formação, em relação ao plantel principal, leva-nos a desperdiçar recursos de um departamento, que tem trabalhado bem, é visto como estando nas ruas da amargura.
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
@Ehrmantraut

Muita sensata e objetiva a atua análise. Tenho uma opinião similar à tua. Acrescento ainda que o erro crasso da extinção da equipa B pode ter repercussões negativas nos próximos 5 a 6 anos ou até mais. Isto porque se a equipa B for reactivada demorará uma série de anos até regressar à segunda liga, até lá os miúdos dos nossos rivais estarão permanentemente a jogar num contexto profissional e muito exigente já que os nossos miúdos têm que estar a jogar futebol amador contra adversários que não oferecem competividade nenhuma.


Acho que faz todo o sentido, pelo menos até a equipa B chegar ao campeonato de Portugal, continuarmos com a equipa sub-23.A equipa B a voltar volta da ultima distrital, ou seja, a 4ª distrital de Lisboa, ou da pro-nacional?
"Infelizmente tenho pena que partilhem o amor pelo mesmo clube que eu"
 Para mim, o problema da formação está logo no topo, no destino final, ou seja, na equipa principal. Se a taxa de aproveitamento for baixa, dificilmente daí para baixo haverá atletas a querer ingressar nos escalões de formação. Com uma melhor política de aproveitamento na equipa principal, é preciso assumir o desafio inequivocamente, tudo daí para baixo tenderá a funcionar melhor.

 De resto, é aumentar a rede de observação de jovens, continuar a promover open-days, melhorar imenso a rede de transportes, melhorar as condições técnicas (campos, ginásio), apostar em técnicos com qualidade, continuar vincadamente a trabalhar o mesmo esquema táctico em todos os escalões, estender a Performance à formação. Um departamento social para um acompanhamento dos atletas. Precisamos de uma equipa para servir de transição entre juniores e seniores, promover os empréstimos a equipas da 2ª Liga, 1ª Liga e aproveitar a 2ª Liga Espanhola que é interessante, competitiva e aqui ao lado.

 Investimento. Precisamos de nos modernizar, de arriscar, de expansão com resultados práticos e estabelecer redes de parcerias com escolinhas, que são um bom sítio para captar jovens, escolinhas em Portugal e podemos olhar para o Brasil. 
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Acho que se sobrevaloriza em demasia o processo em comparação com o talento pelo que leio aqui.

Aos 17/18 anos percebe se perfeitamente quem pode ser craque de equipa A e quem não tem talento para tal. Acharem que são os jogos da equipa B que fazem crescer os jogadores para este nível competitivo ou que permite não perder jogadores...

Quantos exemplos querem de jogadores com minutos de futebol profissional aos 18/19 anos que nem sei onde andam? E onde estão esses craques que apareceram por grande mérito da equipa B?
Acho que se sobrevaloriza em demasia o processo em comparação com o talento pelo que leio aqui.

Aos 17/18 anos percebe se perfeitamente quem pode ser craque de equipa A e quem não tem talento para tal. Acharem que são os jogos da equipa B que fazem crescer os jogadores para este nível competitivo ou que permite não perder jogadores...

Quantos exemplos querem de jogadores com minutos de futebol profissional aos 18/19 anos que nem sei onde andam? E onde estão esses craques que apareceram por grande mérito da equipa B?

Nem 8 nem 80.

Os craques devem ser logo integrados na equipa principal, não precisam da equipa B.

A equipa B serve é para fazer crescer os jogadores que, não sendo craques, podem desenvolver-se ao ponto de serem úteis para a equipa principal. Ainda nos últimos anos tens vários exemplos de jogadores que cresceram na equipa B, consolidando-se e mostrando depois valor. João Mário, Esgaio, Geraldes, Matheus, Palhinha, Domingos, para não falar do ex-56.

Para não falar da possibilidade de utilizar para fazer crescer dentro de portas jovens promissores que a SAD adquira no exterior (e não, até ao momento não temos nenhum exemplo com sucesso mas aí a culpa não é da existência de uma equipa B) ou para rentabilizar financeiramente jogadores que têm capacidades para serem profissionais de futebol, ainda que não ao serviço do Sporting.
Campo Grande paga a traidores.
Acho que se sobrevaloriza em demasia o processo em comparação com o talento pelo que leio aqui.

Aos 17/18 anos percebe se perfeitamente quem pode ser craque de equipa A e quem não tem talento para tal. Acharem que são os jogos da equipa B que fazem crescer os jogadores para este nível competitivo ou que permite não perder jogadores...

Quantos exemplos querem de jogadores com minutos de futebol profissional aos 18/19 anos que nem sei onde andam? E onde estão esses craques que apareceram por grande mérito da equipa B?

Nem 8 nem 80.

Os craques devem ser logo integrados na equipa principal, não precisam da equipa B.

A equipa B serve é para fazer crescer os jogadores que, não sendo craques, podem desenvolver-se ao ponto de serem úteis para a equipa principal. Ainda nos últimos anos tens vários exemplos de jogadores que cresceram na equipa B, consolidando-se e mostrando depois valor. João Mário, Esgaio, Geraldes, Matheus, Palhinha, Domingos, para não falar do ex-56.

Para não falar da possibilidade de utilizar para fazer crescer dentro de portas jovens promissores que a SAD adquira no exterior (e não, até ao momento não temos nenhum exemplo com sucesso mas aí a culpa não é da existência de uma equipa B) ou para rentabilizar financeiramente jogadores que têm capacidades para serem profissionais de futebol, ainda que não ao serviço do Sporting.

E não podem ser emprestados? Ou treinar no plantel principal? Ou jogar nos juniores e sub 23?

Tenham eles talento que tudo serve. Os jogos que vi da equipa B de futebol só os 90 minutos, pois aquele processo interessa 0 à equipa principal.

A diferença é tão grande entre uma equipa B e uma A que acharmos que minutos na B potenciam um jogador para a A é utopia.

O João Mário só perdeu tempo na equipa B. O Esgaio e o Palhinha evoluíram 0 na B. O Geraldes e o Matheus nunca por lá deveriam ter passado.
Acho que se sobrevaloriza em demasia o processo em comparação com o talento pelo que leio aqui.

Aos 17/18 anos percebe se perfeitamente quem pode ser craque de equipa A e quem não tem talento para tal. Acharem que são os jogos da equipa B que fazem crescer os jogadores para este nível competitivo ou que permite não perder jogadores...

Quantos exemplos querem de jogadores com minutos de futebol profissional aos 18/19 anos que nem sei onde andam? E onde estão esses craques que apareceram por grande mérito da equipa B?

Que confusão tão grande que para aí vai, desculpa dizer. Os craques não aparecem por grande mérito da Equipa B, os contextos competitivos difíceis é que ajudam o talento a desenvolvera-se. Qualquer tipo ligado à formação com um mínimo de conhecimentos (incluindo dentro do Sporting, treinadores, dirigentes e coordenadores) te explicará isto muito melhor do que eu.

O que eu não conheço é muitos grandes talentos que só apareçam nas primeiras duas ligas de um campeonato de relevo depois dos 20/21 anos.

É ver os talentos que formámos ao longo dos anos e perceber que os melhores chegaram lá acima mais cedo. O problema é que é olha-se para os rivais e têm lançado com sucesso jogadores que sobem todos os degraus, primeiro juniores, depois B, depois primeira equipa. E quando chegam à primeira equipa não demoram tanto tempo a entrar no ritmo e andamento e exigências deste nível (tem-se visto) porque não passam de um campeonato de brincadeira para um estádio com 50 mil pessoas onde têm obrigação de ganhar.

O aparecimento das equipas B coincidiu com a elevação de qualidade das nossas seleções jovens (sub-19, sub-20 e sub-21) e não é por acaso. Mesmo entre o grupo campeão europeu há jogadores que passaram por esse patamar.

Depois há outra coisa, ver a quantidade de jogadores que se perderam ao longo destes anos por terem feito a formação (com sucesso e boas prestações em seleções jovens) e depois entrado num círculo de empréstimos sem fim. Atrasou o processo de afirmação de muitos jogadores.

Qualquer treinador de futebol de formação e sénior dir-te-á que um grande talento evolui mais a ser desafiado desde novo e obrigado a competir em níveis exigentes do que a brincar com miúdos da sua idade eternamente, ou a jogar em campeonatos de brincadeira. Não há aqui segredo nem revelação nenhuma, é mais do que evidente.

Mas se calhar são o Benfica, Porto, Braga e Guimarães que, burros, não percebem que a Equipa B não interessa nada e continuam a mantê-la com custos sabe-se lá para quê.

Ps - Mesmo os craques devem passar pela equipa B, subir nível competitivo degrau a degrau. Têm é de estar lá aos 17, 18 anos em vez de andarem a bater em mortos do Campeonato Nacional de Juniores ou da Liga Revelação.
Acho que se sobrevaloriza em demasia o processo em comparação com o talento pelo que leio aqui.

Aos 17/18 anos percebe se perfeitamente quem pode ser craque de equipa A e quem não tem talento para tal. Acharem que são os jogos da equipa B que fazem crescer os jogadores para este nível competitivo ou que permite não perder jogadores...

Quantos exemplos querem de jogadores com minutos de futebol profissional aos 18/19 anos que nem sei onde andam? E onde estão esses craques que apareceram por grande mérito da equipa B?

Não podes dissociar uma coisa da outra. Um grande talento precisará sempre do acompanhamento acertado. E as etapas de formação servem para isso mesmo. Quando tens um talento excepcional, podes acelerar esse processo e ver como reage ele em ambientes de maior exigência.

O Trincão, do Braga, é visto como um rapaz com potencial. Foi agora campeão da Europa de sub20 mas não fez parte do grupo que venceu o Europeu de sub17, da geração correspondente. E faz parte porque começou a aparecer na B.

Veja-se o Pizzi do Benfica. Quanto tempo demorou ele a chegar à selecção nacional? A sua evolução deveu-se a quê? Ao seu talento, é certo, mas também ao processo de maturação. Mais um elemento Jorge Mendes, que foi quase que valorizado "à força".
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Acho que se sobrevaloriza em demasia o processo em comparação com o talento pelo que leio aqui.

Aos 17/18 anos percebe se perfeitamente quem pode ser craque de equipa A e quem não tem talento para tal. Acharem que são os jogos da equipa B que fazem crescer os jogadores para este nível competitivo ou que permite não perder jogadores...

Quantos exemplos querem de jogadores com minutos de futebol profissional aos 18/19 anos que nem sei onde andam? E onde estão esses craques que apareceram por grande mérito da equipa B?

Nem 8 nem 80.

Os craques devem ser logo integrados na equipa principal, não precisam da equipa B.

A equipa B serve é para fazer crescer os jogadores que, não sendo craques, podem desenvolver-se ao ponto de serem úteis para a equipa principal. Ainda nos últimos anos tens vários exemplos de jogadores que cresceram na equipa B, consolidando-se e mostrando depois valor. João Mário, Esgaio, Geraldes, Matheus, Palhinha, Domingos, para não falar do ex-56.

Para não falar da possibilidade de utilizar para fazer crescer dentro de portas jovens promissores que a SAD adquira no exterior (e não, até ao momento não temos nenhum exemplo com sucesso mas aí a culpa não é da existência de uma equipa B) ou para rentabilizar financeiramente jogadores que têm capacidades para serem profissionais de futebol, ainda que não ao serviço do Sporting.

E não podem ser emprestados? Ou treinar no plantel principal? Ou jogar nos juniores e sub 23?

Tenham eles talento que tudo serve. Os jogos que vi da equipa B de futebol só os 90 minutos, pois aquele processo interessa 0 à equipa principal.

A diferença é tão grande entre uma equipa B e uma A que acharmos que minutos na B potenciam um jogador para a A é utopia.

O João Mário só perdeu tempo na equipa B. O Esgaio e o Palhinha evoluíram 0 na B. O Geraldes e o Matheus nunca por lá deveriam ter passado.

Podem ser emprestados mas a garantia de adaptação, tempo de utilização e treinos adequados ao seu desenvolvimento da maneira que interessa ao Sporting é menor, muito menor.

Não podem jogar na equipa principal, não. Jogadores como aqueles que disse não estavam preparados para jogar na equipa principal quando terminaram o seu tempo de júnior, nenhum deles, nem mesmo Matheus que vinha de uma paragem longa por causa da não renovação.

E podem jogar nos Sub-23, claro. É onde estão, infelizmente. Porque nem em sonhos dá para comparar uma equipa B inserida em contexto de futebol sénior com um campeonato em que se joga contra reservas de equipas como Feirense, Tondela ou Vitória, com todo o respeito. Tempo nos Sub-23 é tempo perdido para a afirmação no futebol sénior.
Campo Grande paga a traidores.
Eu respeito a vossa opinião mas acho que exageram. A maioria esmagadora dos jogadores que precisam  do "processo"" não têm a  qualidade suficiente para o futebol de alta performance. Se as coisas fossem exactamente assim, não faltavam equipas europeias com diversos jogadores da sua formação em grandes clubes.

São tantos exemplos... Nelson Oliveira que tenho ideia ainda junior estava no Rio Ave, Ivo Rodrigues craque no Porto B, Bruno Gama ainda Junior já tinha minutos no Braga e no Porto... E não chegou!

A equipa B pode ter um papel?Talvez. Mas muito menos importante do que estão a querer passar. Existe futebol para além da segunda liga portuguesa. Falam como se o estímulo competitivo apenas existisse numa equipa B e isso é totalmente falso. Cada vez mais tenho a certeza que é muito mais importante a personalidade individual de cada jogador do que o processo em si.

 Uma questão fundamental é perceber que nem todos os atletas vão chegar à equipa A. Garantimos sim que os melhores vão chegar à equipa A e vão ter oportunidades. Isto acontece em todos os clubes. Os que lhes faltar qualidade para a equipa A, depois são vendidos, sendo que este processo pode ser directo (vender quando passa logo a sénior), ou ser vendido depois de passar por uns empréstimos (valorização de activos).

 Há jogadores de qualidade e evolução inequívoca. Há outros atletas de qualidade inequívoca e com dificuldades de progressão / evolução. Haverá outros sem qualidade, outros que evoluem bem mas que lhes falta talento natural. São várias situações que temos que saber gerir, por isso é importante termos uma equipa para a passagem de júnior para sénior e ter uma boa rede de empréstimos, para garantir evolução em ambientes competitivos.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
@Abelixander, mas eu não acho que uma equipa B seja inevitável. Na verdade, até já propus aqui estabelecer um ou dois protocolos com pequenos clubes das Ligas belga e holandesa, à semelhança do que houve com o Cercle Brugge, como uma boa alternativa à Equipa B.

Agora, parece-me evidente que é bom para um jogador passar por um nível competitivo sénior, diferente de um campeonato nacional de júniores ou de uma Liga intercalar, antes de chegar à equipa principal. Se for um grande talento, que experimente esse patamar competitivo aos 17 ou 18 anos, em vez de o fazer aos 19 ou 20.

Sobre a questão da formação, @sotnas, há aqui um dado que terá alguma coisa a ver com a guerra com alguns empresários mas que também terá alguma coisa a ver com a qualidade dos jogadores que temos formado e com a competitividade da nossa equipa principal, que é: depois de Figo, depois de Nani, depois de Quaresma, depois de Ronaldo, depois de Simão (?), não me recordo de termos vendido um jogador a um clube de topo, um jogador de primeira água capaz de ombrear com os grandes jogadores internacionais. Actualmente lembro-me do Dier, mas foi vendido por 5 milhões e na altura o Tottenham não era o clube que é hoje (basta lembrar as prestações europeias), embora já fosse um bom clube. Curioso que esse primeiro lote de jogadores de primeira água também não andava a bater em mortos no campeonato nacional de júniroes e na Liga revelação aos 18/19 anos, já andavam a ser paulatinamente integrados na equipa principal.
@Abelixander, mas eu não acho que uma equipa B seja inevitável. Na verdade, até já propus aqui estabelecer um ou dois protocolos com pequenos clubes das Ligas belga e holandesa, à semelhança do que houve com o Cercle Brugge, como uma boa alternativa à Equipa B.

Agora, parece-me evidente que é bom para um jogador passar por um nível competitivo sénior, diferente de um campeonato nacional de júniores ou de uma Liga intercalar, antes de chegar à equipa principal. Se for um grande talento, que experimente esse patamar competitivo aos 17 ou 18 anos, em vez de o fazer aos 19 ou 20.

Sobre a questão da formação, @sotnas, há aqui um dado que terá alguma coisa a ver com a guerra com alguns empresários mas que também terá alguma coisa a ver com a qualidade dos jogadores que temos formado e com a competitividade da nossa equipa principal, que é: depois de Figo, depois de Nani, depois de Quaresma, depois de Ronaldo, depois de Simão (?), não me recordo de termos vendido um jogador a um clube de topo, um jogador de primeira água capaz de ombrear com os grandes jogadores internacionais. Actualmente lembro-me do Dier, mas foi vendido por 5 milhões e na altura o Tottenham não era o clube que é hoje (basta lembrar as prestações europeias), embora já fosse um bom clube. Curioso que esse primeiro lote de jogadores de primeira água também não andava a bater em mortos no campeonato nacional de júniroes e na Liga revelação aos 18/19 anos, já andavam a ser paulatinamente integrados na equipa principal.

Também não apareceu nenhum jogador desse calibre. Pode-se discutir se o William devia ter saído para um clube de topo mas não nos apareceu nenhum craque desse calibre. Porém, o paradigma da nossa formação mudou muito, desde o Figo. Antes, nós tínhamos o melhor jogador de cada fornada; hoje nós temos uma qualidade global melhor, ainda que individualmente não tenhamos o melhor de cada geração.

O melhor jogador formado pelos lampiões, das actuais gerações, saiu para o Monaco. E o que saiu para um grande clube, tem flopado a bom flopar.
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
@Abelixander, mas eu não acho que uma equipa B seja inevitável. Na verdade, até já propus aqui estabelecer um ou dois protocolos com pequenos clubes das Ligas belga e holandesa, à semelhança do que houve com o Cercle Brugge, como uma boa alternativa à Equipa B.

Agora, parece-me evidente que é bom para um jogador passar por um nível competitivo sénior, diferente de um campeonato nacional de júniores ou de uma Liga intercalar, antes de chegar à equipa principal. Se for um grande talento, que experimente esse patamar competitivo aos 17 ou 18 anos, em vez de o fazer aos 19 ou 20.

Sobre a questão da formação, @sotnas, há aqui um dado que terá alguma coisa a ver com a guerra com alguns empresários mas que também terá alguma coisa a ver com a qualidade dos jogadores que temos formado e com a competitividade da nossa equipa principal, que é: depois de Figo, depois de Nani, depois de Quaresma, depois de Ronaldo, depois de Simão (?), não me recordo de termos vendido um jogador a um clube de topo, um jogador de primeira água capaz de ombrear com os grandes jogadores internacionais. Actualmente lembro-me do Dier, mas foi vendido por 5 milhões e na altura o Tottenham não era o clube que é hoje (basta lembrar as prestações europeias), embora já fosse um bom clube. Curioso que esse primeiro lote de jogadores de primeira água também não andava a bater em mortos no campeonato nacional de júniroes e na Liga revelação aos 18/19 anos, já andavam a ser paulatinamente integrados na equipa principal.

Também não apareceu nenhum jogador desse calibre. Pode-se discutir se o William devia ter saído para um clube de topo mas não nos apareceu nenhum craque desse calibre. Porém, o paradigma da nossa formação mudou muito, desde o Figo. Antes, nós tínhamos o melhor jogador de cada fornada; hoje nós temos uma qualidade global melhor, ainda que individualmente não tenhamos o melhor de cada geração.

O melhor jogador formado pelos lampiões, das actuais gerações, saiu para o Monaco. E o que saiu para um grande clube, tem flopado a bom flopar.

Pois. Voltamos ao mesmo... temos de melhorar.

O benfica apesar de tudo formou dois jogadores bastante utilizados em duas das melhores equipas do mundo (Bernardo e Cancelo)l, formou um Guedes que flopou no PSG mas foi muito importante o ano passado, ainda novo, no Valencia, uma equipa top 5 de um campeonato top 5, e aproveitou um Nélson Semedo (creio que não é da formação) que aos 24 anos está de pedra e cal no plantel do Barcelona (apenas suplente, não do mesmo nível, mas ainda assim).

Nós andamos a discutir jogadores que foram para o Eintracht Frankfurt ou Nuremberga por empréstimo com 22 ou 23 anos..., falamos de jogadores do Leipzig, um Rúben Semedo que caiu em desgraça em Espanha, um Ilori que anda na II Liga inglesa e estes jogadores da Academia que infelizmente por causa dos acontecimentos foram parar a Betis de Sevillas e Wolverhamptons... not good.

PS - Estava-me a esquecer do João Mário, que vendemos e por um grande valor para o Inter. Flopou, ainda assim.
@Abelixander, mas eu não acho que uma equipa B seja inevitável. Na verdade, até já propus aqui estabelecer um ou dois protocolos com pequenos clubes das Ligas belga e holandesa, à semelhança do que houve com o Cercle Brugge, como uma boa alternativa à Equipa B.

Agora, parece-me evidente que é bom para um jogador passar por um nível competitivo sénior, diferente de um campeonato nacional de júniores ou de uma Liga intercalar, antes de chegar à equipa principal. Se for um grande talento, que experimente esse patamar competitivo aos 17 ou 18 anos, em vez de o fazer aos 19 ou 20.

Sobre a questão da formação, @sotnas, há aqui um dado que terá alguma coisa a ver com a guerra com alguns empresários mas que também terá alguma coisa a ver com a qualidade dos jogadores que temos formado e com a competitividade da nossa equipa principal, que é: depois de Figo, depois de Nani, depois de Quaresma, depois de Ronaldo, depois de Simão (?), não me recordo de termos vendido um jogador a um clube de topo, um jogador de primeira água capaz de ombrear com os grandes jogadores internacionais. Actualmente lembro-me do Dier, mas foi vendido por 5 milhões e na altura o Tottenham não era o clube que é hoje (basta lembrar as prestações europeias), embora já fosse um bom clube. Curioso que esse primeiro lote de jogadores de primeira água também não andava a bater em mortos no campeonato nacional de júniroes e na Liga revelação aos 18/19 anos, já andavam a ser paulatinamente integrados na equipa principal.

Também não apareceu nenhum jogador desse calibre. Pode-se discutir se o William devia ter saído para um clube de topo mas não nos apareceu nenhum craque desse calibre. Porém, o paradigma da nossa formação mudou muito, desde o Figo. Antes, nós tínhamos o melhor jogador de cada fornada; hoje nós temos uma qualidade global melhor, ainda que individualmente não tenhamos o melhor de cada geração.

O melhor jogador formado pelos lampiões, das actuais gerações, saiu para o Monaco. E o que saiu para um grande clube, tem flopado a bom flopar.

Pois. Voltamos ao mesmo... temos de melhorar.

O benfica apesar de tudo formou um jogador muito utilizado numa das 5 melhores equipas do mundo e um Guedes que flopou no PSG mas foi muito importante o ano passado, ainda novo, no Valencia, uma equipa top 5 de um campeonato top 5.

Nós andamos a discutir jogadores que foram para o Eintracht Frankfurt ou Nuremberga por empréstimo com 22 ou 23 anos... not good.

Percebo-te, mas a discussão não se centra no facto de serem jogadores de excepção mas antes no facto de serem do mesmo nível de outros atletas, que integram o plantel e são bastante mais caros. E, com isso, andamos a alocar recursos que não permitem ir mais além do que se tem ido, quando toca a contratar ou a manter jogadores de qualidade superior.
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark