Ex-Dirigentes do Sporting Clube de Portugal

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Entrevista de luís Marques, antigo elemento da Comissão de Gestão ao Jornal de Negócios

"Como membro da Comissão de Gestão que levou o Sporting até às eleições, ficou surpreendido com a revelação do estado atual do clube?

Como sabe, estive diretamente ligado à SAD do Sporting. Tudo aquilo que foi revelado agora, não foi surpreendente para mim. Todos estes problemas agora revelados estão plenamente identificados. Não pode ser uma surpresa para os sportinguistas porque antes das eleições, a Comissão de Gestão e a SAD falaram sobre a situação do clube. O líder desta Comissão de Gestão, Artur Torres Pereira, chegou a mencionar a situação de falência técnica, algo que depois ficou resolvido. Alertamos os sócios e adeptos várias vezes para a situação difícil em que se encontrava o Sporting.


Do ponto vista pessoal, estava à espera deste cenário?

Fiquei bastante surpreendido, na parte que me cabe. Não porque não estivesse à espera de encontrar uma situação difícil mas porque a situação era pior do que estava à espera.

Em que aspetos?

Por um lado, a nível da gestão de tesouraria de uma empresa…a situação era calamitosa tendo em conta que havia uma dívida a fornecedores de 40 milhões de euros (a agentes e clubes e não nos podemos esquecer que esta tem impacto na avaliação do fair play da UEFA), dos quais 20 milhões eram dívidas vencidas. E o Sporting estava numa situação em que não poderia saldar essas dívidas.
Por outro lado, havia um défice estrutural, ou seja a diferença entre as receitas e os custos correntes, de cerca de 20 milhões de euros. Isto significa que o Sporting terá sempre de realizar receitas adicionais para poder cobrir este défice.

O que é que mais o chocou?

Claramente, o amadorismo da gestão do Sporting. É uma gestão chocantemente amadora, muito pouco profissional, métodos de trabalho e organização que estão completamente ultrapassados na gestão moderna de uma empresa (não falo da gestão de um clube mas de uma empresa). Posso dizer, no entanto, que encontrei muito bons profissionais no Sporting em todas as áreas mas mal enquadrados. Chocou-me também a incapacidade de ligação entre o futebol profissional e o futebol de formação, assim como a prospeção do mercado internacional.

Qual o custo do futebol do Sporting?

Só para termos uma ideia, quando entramos, o futebol do Sporting, entre técnicos e jogadores, tinha um custo de 73 milhões de euros, sendo que há quatro anos esses montantes rondaram os 30 milhões de euros. Foi duplicado o investimento.
Havia 70 jogadores na folha de pagamentos do Sporting. Estando as nossas receitas anuais nos 100 milhões de euros, diga-se que o futebol levava uma fatia de 73% das receitas. Conseguimos baixar esses custos para 65 milhões de euros, o que aconteceu com a saída da equipa técnica de Jorge Jesus, que tinha um peso com alguma relevância.
O Sporting tinha jogadores a mais e qualidade a menos. Como é possível ter 70 jogadores na folha de pagamentos e aproveitar 10% desses atletas para a primeira equipa? Há aqui um acumular de erros e visão estratégia que é flagrante que se reflete nos números e nos resultados desportivos.

Como vê esta operação com a Apollo?

Creio que é uma operação de risco, naturalmente. É motivada pelas circunstâncias de quem está numa situação que tem que tomar uma medida que, em condições normais, não se adotaria para resolver problemas. Antecipar receitas nunca é bom em qualquer empresa e também não será bom para o Sporting. E pelo que sei, esta operação com a Apollo ainda vem do tempo de Bruno de Carvalho. A medida em si tem riscos e mostra fragilidade mas gerir é isto mesmo. São necessários 65 milhões de euros e foi esta forma de conseguir chegar a esse montante.

E ainda há a situação das VMOCS.

Até 2025, há uma situação que tem de ser resolvida e que passa pela transformação das VMOCS em capital do Sporting. O Sporting tem 127 milhões de capital que são estas VMOCS, ou seja, valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em capital. Os bancos adiantaram 128 milhões de euros ao Sporting em contrapartida das VMOCS que, se o Sporting não encontrar nenhuma solução (ou seja, quem fique com essas VMOCS), as entidades bancárias ficarão com capital do Sporting em igual montante. No entanto, as VMOCS que foram emitidas a 1 euro por título têm agora um valor real de 0,30 cêntimos, o que obrigou os bancos a reconhecer esta imparidade. Nos balanços dos bancos já não vamos encontrar lá estes valores, estão sim cerca de 40 milhões de euros. Isto permitirá que o capital do Sporting possa ser aumentado em 127 milhões de euros, o que permitiria que o Sporting pode encontrar um parceiro financeiro que compre este capital e mesmo assim ficará com mais de 70% do capital da SAD. Estas é uma das soluções que pode ser encontrada. Se esta questão for resolvida, diria que o Sporting pode encarar já a próxima época com alguma tranquilidade.

O que tem faltado ao Sporting?

Não foi falta de dinheiro que o Sporting está há 18 anos sem ser campeão. Nos últimos quatro ou cinco anos, o Sporting comprou duzentos e tal jogadores. Portanto, só se pode concluir que foram feitas más opções. O que tem havido é incompetência. Entre os que foram comprados pelo clube, só Islam Slimani foi um excelente negócio para o Sporting. Temos tido excelentes treinadores mas quando isso acontece temos maus presidentes e ninguém consegue explicar este ciclo negativo."

Gostei de ler, obrigado pela partilha.
Há aqui algumas passagens importantes que deviam ser do conhecimento geral:

"havia uma dívida a fornecedores de 40 milhões de euros (a agentes e clubes e não nos podemos esquecer que esta tem impacto na avaliação do fair play da UEFA), dos quais 20 milhões eram dívidas vencidas."

"o futebol do Sporting, entre técnicos e jogadores, tinha um custo de 73 milhões de euros, sendo que há quatro anos esses montantes rondaram os 30 milhões de euros."

"Nos últimos quatro ou cinco anos, o Sporting comprou duzentos e tal jogadores. [...] Entre os que foram comprados pelo clube, só Islam Slimani foi um excelente negócio para o Sporting."

Boa entrevista que ajuda a entender como é que se chega a uma situação de grandes dificuldades financeiras, que vivemos hoje.
A parte de contratar 200 jogadores e desses apenas conseguir vender um por montante relevante é uma estatística aterradora sobre a capacidade de mercado da anterior direcção.

Sempre disse e cada vez tenho mais a certeza. O grande problema do SCP nestes últimos 5 anos foi que teve um Presidente que não percebe nada de futebol nem de mercado, a achar que percebia muito e a intrometer-se demasiado no dia a dia do clube. Se o Presidente tivesse tido o discernimento de entender que a sua intromissão no futebol sempre foi tóxica (e aprendesse a manter o distanciamento), não tenho dúvidas de que hoje ainda seria Presidente e que já teríamos voltado a ser campeões nacionais. Um ego deitou tudo a perder.
Entrevista de luís Marques, antigo elemento da Comissão de Gestão ao Jornal de Negócios

"Como membro da Comissão de Gestão que levou o Sporting até às eleições, ficou surpreendido com a revelação do estado atual do clube?

Como sabe, estive diretamente ligado à SAD do Sporting. Tudo aquilo que foi revelado agora, não foi surpreendente para mim. Todos estes problemas agora revelados estão plenamente identificados. Não pode ser uma surpresa para os sportinguistas porque antes das eleições, a Comissão de Gestão e a SAD falaram sobre a situação do clube. O líder desta Comissão de Gestão, Artur Torres Pereira, chegou a mencionar a situação de falência técnica, algo que depois ficou resolvido. Alertamos os sócios e adeptos várias vezes para a situação difícil em que se encontrava o Sporting.


Do ponto vista pessoal, estava à espera deste cenário?

Fiquei bastante surpreendido, na parte que me cabe. Não porque não estivesse à espera de encontrar uma situação difícil mas porque a situação era pior do que estava à espera.

Em que aspetos?

Por um lado, a nível da gestão de tesouraria de uma empresa…a situação era calamitosa tendo em conta que havia uma dívida a fornecedores de 40 milhões de euros (a agentes e clubes e não nos podemos esquecer que esta tem impacto na avaliação do fair play da UEFA), dos quais 20 milhões eram dívidas vencidas. E o Sporting estava numa situação em que não poderia saldar essas dívidas.
Por outro lado, havia um défice estrutural, ou seja a diferença entre as receitas e os custos correntes, de cerca de 20 milhões de euros. Isto significa que o Sporting terá sempre de realizar receitas adicionais para poder cobrir este défice.

O que é que mais o chocou?

Claramente, o amadorismo da gestão do Sporting. É uma gestão chocantemente amadora, muito pouco profissional, métodos de trabalho e organização que estão completamente ultrapassados na gestão moderna de uma empresa (não falo da gestão de um clube mas de uma empresa). Posso dizer, no entanto, que encontrei muito bons profissionais no Sporting em todas as áreas mas mal enquadrados. Chocou-me também a incapacidade de ligação entre o futebol profissional e o futebol de formação, assim como a prospeção do mercado internacional.

Qual o custo do futebol do Sporting?

Só para termos uma ideia, quando entramos, o futebol do Sporting, entre técnicos e jogadores, tinha um custo de 73 milhões de euros, sendo que há quatro anos esses montantes rondaram os 30 milhões de euros. Foi duplicado o investimento.
Havia 70 jogadores na folha de pagamentos do Sporting. Estando as nossas receitas anuais nos 100 milhões de euros, diga-se que o futebol levava uma fatia de 73% das receitas. Conseguimos baixar esses custos para 65 milhões de euros, o que aconteceu com a saída da equipa técnica de Jorge Jesus, que tinha um peso com alguma relevância.
O Sporting tinha jogadores a mais e qualidade a menos. Como é possível ter 70 jogadores na folha de pagamentos e aproveitar 10% desses atletas para a primeira equipa? Há aqui um acumular de erros e visão estratégia que é flagrante que se reflete nos números e nos resultados desportivos.

Como vê esta operação com a Apollo?

Creio que é uma operação de risco, naturalmente. É motivada pelas circunstâncias de quem está numa situação que tem que tomar uma medida que, em condições normais, não se adotaria para resolver problemas. Antecipar receitas nunca é bom em qualquer empresa e também não será bom para o Sporting. E pelo que sei, esta operação com a Apollo ainda vem do tempo de Bruno de Carvalho. A medida em si tem riscos e mostra fragilidade mas gerir é isto mesmo. São necessários 65 milhões de euros e foi esta forma de conseguir chegar a esse montante.

E ainda há a situação das VMOCS.

Até 2025, há uma situação que tem de ser resolvida e que passa pela transformação das VMOCS em capital do Sporting. O Sporting tem 127 milhões de capital que são estas VMOCS, ou seja, valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em capital. Os bancos adiantaram 128 milhões de euros ao Sporting em contrapartida das VMOCS que, se o Sporting não encontrar nenhuma solução (ou seja, quem fique com essas VMOCS), as entidades bancárias ficarão com capital do Sporting em igual montante. No entanto, as VMOCS que foram emitidas a 1 euro por título têm agora um valor real de 0,30 cêntimos, o que obrigou os bancos a reconhecer esta imparidade. Nos balanços dos bancos já não vamos encontrar lá estes valores, estão sim cerca de 40 milhões de euros. Isto permitirá que o capital do Sporting possa ser aumentado em 127 milhões de euros, o que permitiria que o Sporting pode encontrar um parceiro financeiro que compre este capital e mesmo assim ficará com mais de 70% do capital da SAD. Estas é uma das soluções que pode ser encontrada. Se esta questão for resolvida, diria que o Sporting pode encarar já a próxima época com alguma tranquilidade.

O que tem faltado ao Sporting?

Não foi falta de dinheiro que o Sporting está há 18 anos sem ser campeão. Nos últimos quatro ou cinco anos, o Sporting comprou duzentos e tal jogadores. Portanto, só se pode concluir que foram feitas más opções. O que tem havido é incompetência. Entre os que foram comprados pelo clube, só Islam Slimani foi um excelente negócio para o Sporting. Temos tido excelentes treinadores mas quando isso acontece temos maus presidentes e ninguém consegue explicar este ciclo negativo."

Gostei de ler, obrigado pela partilha.
Há aqui algumas passagens importantes que deviam ser do conhecimento geral:

"havia uma dívida a fornecedores de 40 milhões de euros (a agentes e clubes e não nos podemos esquecer que esta tem impacto na avaliação do fair play da UEFA), dos quais 20 milhões eram dívidas vencidas."

"o futebol do Sporting, entre técnicos e jogadores, tinha um custo de 73 milhões de euros, sendo que há quatro anos esses montantes rondaram os 30 milhões de euros."

"Nos últimos quatro ou cinco anos, o Sporting comprou duzentos e tal jogadores. [...] Entre os que foram comprados pelo clube, só Islam Slimani foi um excelente negócio para o Sporting."

Boa entrevista que ajuda a entender como é que se chega a uma situação de grandes dificuldades financeiras, que vivemos hoje.
A parte de contratar 200 jogadores e desses apenas conseguir vender um por montante relevante é uma estatística aterradora sobre a capacidade de mercado da anterior direcção.

Sempre disse e cada vez tenho mais a certeza. O grande problema do SCP nestes últimos 5 anos foi que teve um Presidente que não percebe nada de futebol nem de mercado, a achar que percebia muito e a intrometer-se demasiado no dia a dia do clube. Se o Presidente tivesse tido o discernimento de entender que a sua intromissão no futebol sempre foi tóxica (e aprendesse a manter o distanciamento), não tenho dúvidas de que hoje ainda seria Presidente e que já teríamos voltado a ser campeões nacionais. Um ego deitou tudo a perder.
***.

Ainda por cima debitam-se sentenças  parvas, a partir de parvoíces como esta do Marques, que não é outra coisa que um... parvo.

O Sporting há 5 anos tinha 150M de capitais próprios negativos.

150M!

Nos 10 anos anteriores a BdC, esteve sempre em falência técnica!

A falência técnica q esta besta fala estava na casa dos 10M, unicamente pelas rescisões.

Este palerma fala em 200 jogadores incluindo o que?

Sub19, sub17 e sub13?

Quanto se fez em vendas? Quanto se fez em vendas dos jogadores contratados?

O cromo fala em custos c pessoal no ano passado e faz parte de uma comissão que decide avançar para este ano com os mesmos custos?

Só pavões incompetentes neste Sporting.

E o sr Presidente subscreve-os todos.
Entrevista de luís Marques, antigo elemento da Comissão de Gestão ao Jornal de Negócios

"Como membro da Comissão de Gestão que levou o Sporting até às eleições, ficou surpreendido com a revelação do estado atual do clube?

Como sabe, estive diretamente ligado à SAD do Sporting. Tudo aquilo que foi revelado agora, não foi surpreendente para mim. Todos estes problemas agora revelados estão plenamente identificados. Não pode ser uma surpresa para os sportinguistas porque antes das eleições, a Comissão de Gestão e a SAD falaram sobre a situação do clube. O líder desta Comissão de Gestão, Artur Torres Pereira, chegou a mencionar a situação de falência técnica, algo que depois ficou resolvido. Alertamos os sócios e adeptos várias vezes para a situação difícil em que se encontrava o Sporting.


Do ponto vista pessoal, estava à espera deste cenário?

Fiquei bastante surpreendido, na parte que me cabe. Não porque não estivesse à espera de encontrar uma situação difícil mas porque a situação era pior do que estava à espera.

Em que aspetos?

Por um lado, a nível da gestão de tesouraria de uma empresa…a situação era calamitosa tendo em conta que havia uma dívida a fornecedores de 40 milhões de euros (a agentes e clubes e não nos podemos esquecer que esta tem impacto na avaliação do fair play da UEFA), dos quais 20 milhões eram dívidas vencidas. E o Sporting estava numa situação em que não poderia saldar essas dívidas.
Por outro lado, havia um défice estrutural, ou seja a diferença entre as receitas e os custos correntes, de cerca de 20 milhões de euros. Isto significa que o Sporting terá sempre de realizar receitas adicionais para poder cobrir este défice.

O que é que mais o chocou?

Claramente, o amadorismo da gestão do Sporting. É uma gestão chocantemente amadora, muito pouco profissional, métodos de trabalho e organização que estão completamente ultrapassados na gestão moderna de uma empresa (não falo da gestão de um clube mas de uma empresa). Posso dizer, no entanto, que encontrei muito bons profissionais no Sporting em todas as áreas mas mal enquadrados. Chocou-me também a incapacidade de ligação entre o futebol profissional e o futebol de formação, assim como a prospeção do mercado internacional.

Qual o custo do futebol do Sporting?

Só para termos uma ideia, quando entramos, o futebol do Sporting, entre técnicos e jogadores, tinha um custo de 73 milhões de euros, sendo que há quatro anos esses montantes rondaram os 30 milhões de euros. Foi duplicado o investimento.
Havia 70 jogadores na folha de pagamentos do Sporting. Estando as nossas receitas anuais nos 100 milhões de euros, diga-se que o futebol levava uma fatia de 73% das receitas. Conseguimos baixar esses custos para 65 milhões de euros, o que aconteceu com a saída da equipa técnica de Jorge Jesus, que tinha um peso com alguma relevância.
O Sporting tinha jogadores a mais e qualidade a menos. Como é possível ter 70 jogadores na folha de pagamentos e aproveitar 10% desses atletas para a primeira equipa? Há aqui um acumular de erros e visão estratégia que é flagrante que se reflete nos números e nos resultados desportivos.

Como vê esta operação com a Apollo?

Creio que é uma operação de risco, naturalmente. É motivada pelas circunstâncias de quem está numa situação que tem que tomar uma medida que, em condições normais, não se adotaria para resolver problemas. Antecipar receitas nunca é bom em qualquer empresa e também não será bom para o Sporting. E pelo que sei, esta operação com a Apollo ainda vem do tempo de Bruno de Carvalho. A medida em si tem riscos e mostra fragilidade mas gerir é isto mesmo. São necessários 65 milhões de euros e foi esta forma de conseguir chegar a esse montante.

E ainda há a situação das VMOCS.

Até 2025, há uma situação que tem de ser resolvida e que passa pela transformação das VMOCS em capital do Sporting. O Sporting tem 127 milhões de capital que são estas VMOCS, ou seja, valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em capital. Os bancos adiantaram 128 milhões de euros ao Sporting em contrapartida das VMOCS que, se o Sporting não encontrar nenhuma solução (ou seja, quem fique com essas VMOCS), as entidades bancárias ficarão com capital do Sporting em igual montante. No entanto, as VMOCS que foram emitidas a 1 euro por título têm agora um valor real de 0,30 cêntimos, o que obrigou os bancos a reconhecer esta imparidade. Nos balanços dos bancos já não vamos encontrar lá estes valores, estão sim cerca de 40 milhões de euros. Isto permitirá que o capital do Sporting possa ser aumentado em 127 milhões de euros, o que permitiria que o Sporting pode encontrar um parceiro financeiro que compre este capital e mesmo assim ficará com mais de 70% do capital da SAD. Estas é uma das soluções que pode ser encontrada. Se esta questão for resolvida, diria que o Sporting pode encarar já a próxima época com alguma tranquilidade.

O que tem faltado ao Sporting?

Não foi falta de dinheiro que o Sporting está há 18 anos sem ser campeão. Nos últimos quatro ou cinco anos, o Sporting comprou duzentos e tal jogadores. Portanto, só se pode concluir que foram feitas más opções. O que tem havido é incompetência. Entre os que foram comprados pelo clube, só Islam Slimani foi um excelente negócio para o Sporting. Temos tido excelentes treinadores mas quando isso acontece temos maus presidentes e ninguém consegue explicar este ciclo negativo."

Gostei de ler, obrigado pela partilha.
Há aqui algumas passagens importantes que deviam ser do conhecimento geral:

"havia uma dívida a fornecedores de 40 milhões de euros (a agentes e clubes e não nos podemos esquecer que esta tem impacto na avaliação do fair play da UEFA), dos quais 20 milhões eram dívidas vencidas."

"o futebol do Sporting, entre técnicos e jogadores, tinha um custo de 73 milhões de euros, sendo que há quatro anos esses montantes rondaram os 30 milhões de euros."

"Nos últimos quatro ou cinco anos, o Sporting comprou duzentos e tal jogadores. [...] Entre os que foram comprados pelo clube, só Islam Slimani foi um excelente negócio para o Sporting."

Boa entrevista que ajuda a entender como é que se chega a uma situação de grandes dificuldades financeiras, que vivemos hoje.
A parte de contratar 200 jogadores e desses apenas conseguir vender um por montante relevante é uma estatística aterradora sobre a capacidade de mercado da anterior direcção.

Sempre disse e cada vez tenho mais a certeza. O grande problema do SCP nestes últimos 5 anos foi que teve um Presidente que não percebe nada de futebol nem de mercado, a achar que percebia muito e a intrometer-se demasiado no dia a dia do clube. Se o Presidente tivesse tido o discernimento de entender que a sua intromissão no futebol sempre foi tóxica (e aprendesse a manter o distanciamento), não tenho dúvidas de que hoje ainda seria Presidente e que já teríamos voltado a ser campeões nacionais. Um ego deitou tudo a perder.
***.

Ainda por cima debitam-se sentenças  parvas, a partir de parvoíces como esta do Marques, que não é outra coisa que um... parvo.

O Sporting há 5 anos tinha 150M de capitais próprios negativos.

150M!

Nos 10 anos anteriores a BdC, esteve sempre em falência técnica!

A falência técnica q esta besta fala estava na casa dos 10M, unicamente pelas rescisões.

Este palerma fala em 200 jogadores incluindo o que?

Sub19, sub17 e sub13?

Quanto se fez em vendas? Quanto se fez em vendas dos jogadores contratados?

O cromo fala em custos c pessoal no ano passado e faz parte de uma comissão que decide avançar para este ano com os mesmos custos?

Só pavões incompetentes neste Sporting.

E o sr Presidente subscreve-os todos.

O que ele diz parece-me acertado. São factos. Que o Sr. @Lion73 tenta contrariar com outros factos não relacionados e atirando o foco da conversa para outras temáticas. Acontece muito neste fórum...
Vem um gajo e pergunta o que correu mal para só ganharmos 3 taças menores em 5 anos de alto investimento no futebol profissional. A resposta coordenada e consertada será dizer que ganhamos tudo nas modalidades, que agora temos um pavilhão e que existe VAR. É tudo verdade, mas não tem nada que ver com o que foi perguntado em primeiro lugar.

PS - Tenho direito a resposta mas não ao post aprovado?
Entrevista de luís Marques, antigo elemento da Comissão de Gestão ao Jornal de Negócios

"Como membro da Comissão de Gestão que levou o Sporting até às eleições, ficou surpreendido com a revelação do estado atual do clube?

Como sabe, estive diretamente ligado à SAD do Sporting. Tudo aquilo que foi revelado agora, não foi surpreendente para mim. Todos estes problemas agora revelados estão plenamente identificados. Não pode ser uma surpresa para os sportinguistas porque antes das eleições, a Comissão de Gestão e a SAD falaram sobre a situação do clube. O líder desta Comissão de Gestão, Artur Torres Pereira, chegou a mencionar a situação de falência técnica, algo que depois ficou resolvido. Alertamos os sócios e adeptos várias vezes para a situação difícil em que se encontrava o Sporting.


Do ponto vista pessoal, estava à espera deste cenário?

Fiquei bastante surpreendido, na parte que me cabe. Não porque não estivesse à espera de encontrar uma situação difícil mas porque a situação era pior do que estava à espera.

Em que aspetos?

Por um lado, a nível da gestão de tesouraria de uma empresa…a situação era calamitosa tendo em conta que havia uma dívida a fornecedores de 40 milhões de euros (a agentes e clubes e não nos podemos esquecer que esta tem impacto na avaliação do fair play da UEFA), dos quais 20 milhões eram dívidas vencidas. E o Sporting estava numa situação em que não poderia saldar essas dívidas.
Por outro lado, havia um défice estrutural, ou seja a diferença entre as receitas e os custos correntes, de cerca de 20 milhões de euros. Isto significa que o Sporting terá sempre de realizar receitas adicionais para poder cobrir este défice.

O que é que mais o chocou?

Claramente, o amadorismo da gestão do Sporting. É uma gestão chocantemente amadora, muito pouco profissional, métodos de trabalho e organização que estão completamente ultrapassados na gestão moderna de uma empresa (não falo da gestão de um clube mas de uma empresa). Posso dizer, no entanto, que encontrei muito bons profissionais no Sporting em todas as áreas mas mal enquadrados. Chocou-me também a incapacidade de ligação entre o futebol profissional e o futebol de formação, assim como a prospeção do mercado internacional.

Qual o custo do futebol do Sporting?

Só para termos uma ideia, quando entramos, o futebol do Sporting, entre técnicos e jogadores, tinha um custo de 73 milhões de euros, sendo que há quatro anos esses montantes rondaram os 30 milhões de euros. Foi duplicado o investimento.
Havia 70 jogadores na folha de pagamentos do Sporting. Estando as nossas receitas anuais nos 100 milhões de euros, diga-se que o futebol levava uma fatia de 73% das receitas. Conseguimos baixar esses custos para 65 milhões de euros, o que aconteceu com a saída da equipa técnica de Jorge Jesus, que tinha um peso com alguma relevância.
O Sporting tinha jogadores a mais e qualidade a menos. Como é possível ter 70 jogadores na folha de pagamentos e aproveitar 10% desses atletas para a primeira equipa? Há aqui um acumular de erros e visão estratégia que é flagrante que se reflete nos números e nos resultados desportivos.

Como vê esta operação com a Apollo?

Creio que é uma operação de risco, naturalmente. É motivada pelas circunstâncias de quem está numa situação que tem que tomar uma medida que, em condições normais, não se adotaria para resolver problemas. Antecipar receitas nunca é bom em qualquer empresa e também não será bom para o Sporting. E pelo que sei, esta operação com a Apollo ainda vem do tempo de Bruno de Carvalho. A medida em si tem riscos e mostra fragilidade mas gerir é isto mesmo. São necessários 65 milhões de euros e foi esta forma de conseguir chegar a esse montante.

E ainda há a situação das VMOCS.

Até 2025, há uma situação que tem de ser resolvida e que passa pela transformação das VMOCS em capital do Sporting. O Sporting tem 127 milhões de capital que são estas VMOCS, ou seja, valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em capital. Os bancos adiantaram 128 milhões de euros ao Sporting em contrapartida das VMOCS que, se o Sporting não encontrar nenhuma solução (ou seja, quem fique com essas VMOCS), as entidades bancárias ficarão com capital do Sporting em igual montante. No entanto, as VMOCS que foram emitidas a 1 euro por título têm agora um valor real de 0,30 cêntimos, o que obrigou os bancos a reconhecer esta imparidade. Nos balanços dos bancos já não vamos encontrar lá estes valores, estão sim cerca de 40 milhões de euros. Isto permitirá que o capital do Sporting possa ser aumentado em 127 milhões de euros, o que permitiria que o Sporting pode encontrar um parceiro financeiro que compre este capital e mesmo assim ficará com mais de 70% do capital da SAD. Estas é uma das soluções que pode ser encontrada. Se esta questão for resolvida, diria que o Sporting pode encarar já a próxima época com alguma tranquilidade.

O que tem faltado ao Sporting?

Não foi falta de dinheiro que o Sporting está há 18 anos sem ser campeão. Nos últimos quatro ou cinco anos, o Sporting comprou duzentos e tal jogadores. Portanto, só se pode concluir que foram feitas más opções. O que tem havido é incompetência. Entre os que foram comprados pelo clube, só Islam Slimani foi um excelente negócio para o Sporting. Temos tido excelentes treinadores mas quando isso acontece temos maus presidentes e ninguém consegue explicar este ciclo negativo."

Gostei de ler, obrigado pela partilha.
Há aqui algumas passagens importantes que deviam ser do conhecimento geral:

"havia uma dívida a fornecedores de 40 milhões de euros (a agentes e clubes e não nos podemos esquecer que esta tem impacto na avaliação do fair play da UEFA), dos quais 20 milhões eram dívidas vencidas."

"o futebol do Sporting, entre técnicos e jogadores, tinha um custo de 73 milhões de euros, sendo que há quatro anos esses montantes rondaram os 30 milhões de euros."

"Nos últimos quatro ou cinco anos, o Sporting comprou duzentos e tal jogadores. [...] Entre os que foram comprados pelo clube, só Islam Slimani foi um excelente negócio para o Sporting."

Boa entrevista que ajuda a entender como é que se chega a uma situação de grandes dificuldades financeiras, que vivemos hoje.
A parte de contratar 200 jogadores e desses apenas conseguir vender um por montante relevante é uma estatística aterradora sobre a capacidade de mercado da anterior direcção.

Sempre disse e cada vez tenho mais a certeza. O grande problema do SCP nestes últimos 5 anos foi que teve um Presidente que não percebe nada de futebol nem de mercado, a achar que percebia muito e a intrometer-se demasiado no dia a dia do clube. Se o Presidente tivesse tido o discernimento de entender que a sua intromissão no futebol sempre foi tóxica (e aprendesse a manter o distanciamento), não tenho dúvidas de que hoje ainda seria Presidente e que já teríamos voltado a ser campeões nacionais. Um ego deitou tudo a perder.
***.

Ainda por cima debitam-se sentenças  parvas, a partir de parvoíces como esta do Marques, que não é outra coisa que um... parvo.

O Sporting há 5 anos tinha 150M de capitais próprios negativos.

150M!

Nos 10 anos anteriores a BdC, esteve sempre em falência técnica!

A falência técnica q esta besta fala estava na casa dos 10M, unicamente pelas rescisões.

Este palerma fala em 200 jogadores incluindo o que?

Sub19, sub17 e sub13?

Quanto se fez em vendas? Quanto se fez em vendas dos jogadores contratados?

O cromo fala em custos c pessoal no ano passado e faz parte de uma comissão que decide avançar para este ano com os mesmos custos?

Só pavões incompetentes neste Sporting.

E o sr Presidente subscreve-os todos.

O que ele diz parece-me acertado. São factos. Que o Sr. @Lion73 tenta contrariar com outros factos não relacionados e atirando o foco da conversa para outras temáticas. Acontece muito neste fórum...
Vem um gajo e pergunta o que correu mal para só ganharmos 3 taças menores em 5 anos de alto investimento no futebol profissional. A resposta coordenada e consertada será dizer que ganhamos tudo nas modalidades, que agora temos um pavilhão e que existe VAR. É tudo verdade, mas não tem nada que ver com o que foi perguntado em primeiro lugar.

PS - Tenho direito a resposta mas não ao post aprovado?
Mas sabes lá o que são factos!

O Sporting, conf info à CMVM, baixou 2M a massa salarial, com a saída de JJ!

Ou seja, aumentou os custos do plantel!

Isto sim, é um facto.

Outro facto?

O Sporting tinha capitais próprios negativos de 150M.

Em 2018, eram negativos na casa dos 10M porque houve jogadores q rescindiram.

Estes senhores, para uma época sem Champions e com rescisões, mantém os custos salariais, gastam 10M em jogadores e emprestam Demiral e afins!

Estes senhores patrocinaram a queda de uma direcção em plena negociação da compra das VMOCs e da venda da dívida bancária!

A lata deste pavão ignorante!
 Ou seja, a Comissão de Gestão que o Luís Marques fez parte baixou os custos de 73M€ para 65M€, que coincidiu com a saída do Jorge Jesus. A saída do Jorge Jesus foi uma decisão da Direcção do Bruno de Carvalho. Ou seja, a Comissão de Gestão que o Luís Marques fez parte critica o enorme orçamento para o futebol e no entanto mantém-no na mesma, com o realço para ainda terem ido contratar atletas. Afinal, usando as suas palavras, o amadorismo teve continuidade na sua pessoa, como nas restantes.

 Uma gestão amadora, como o próprio afirma, que conseguiu gerar receita de 100M€. O problema do Luís Marques era que o futebol levava 73% dessa receita, será que o Luís Marques tem a noção de que é o futebol a modalidade responsável por grande parte desta receita? Provavelmente acima dos 73% que são gastos com o.. futebol.

 É como já disseram, estes seres adoram se pavonear à custa do nome do Sporting. São muito selectivos nas críticas e acabam por afirmar baboseiras, desonestidades e incongruências. O Luís Marques que volte para a sua insignificância que é o melhor que faz, ao invés de vir apontar amadorismo e incompetência de outros, quando o tipo é a prova desse amadorismo e incompetência que critica.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
 Ou seja, a Comissão de Gestão que o Luís Marques fez parte baixou os custos de 73M€ para 65M€, que coincidiu com a saída do Jorge Jesus. A saída do Jorge Jesus foi uma decisão da Direcção do Bruno de Carvalho. Ou seja, a Comissão de Gestão que o Luís Marques fez parte critica o enorme orçamento para o futebol e no entanto mantém-no na mesma, com o realço para ainda terem ido contratar atletas. Afinal, usando as suas palavras, o amadorismo teve continuidade na sua pessoa, como nas restantes.

 Uma gestão amadora, como o próprio afirma, que conseguiu gerar receita de 100M€. O problema do Luís Marques era que o futebol levava 73% dessa receita, será que o Luís Marques tem a noção de que é o futebol a modalidade responsável por grande parte desta receita? Provavelmente acima dos 73% que são gastos com o.. futebol.

 É como já disseram, estes seres adoram se pavonear à custa do nome do Sporting. São muito selectivos nas críticas e acabam por afirmar baboseiras, desonestidades e incongruências. O Luís Marques que volte para a sua insignificância que é o melhor que faz, ao invés de vir apontar amadorismo e incompetência de outros, quando o tipo é a prova desse amadorismo e incompetência que critica.
Os custos com o pessoal no primeiro semestre foram 36M!
Os custos com o pessoal no primeiro semestre foram 36M!

 Critica o despesismo e a sua Comissão de Gestão aumenta-o.

 Estes tipos falam porque sabem que a maioria desconhece os números. Um mero adepto, com pouco interesse em informar-se verdadeiramente, engole logo esta retórica de que a antiga Direcção gastava demasiado e que isso posteriormente acabou porque eles vieram salvar o clube. Afinal, conseguiram piorar a sensível mas controlável situação do clube.

 Falar de incompetência e posteriormente ter assinado a contratação do Diaby, do Renan, ter praticamente oferecido o Demiral, ter assinado o empréstimo do Gudelj, a sério. Que desonestidade gritante. É preciso realmente ter uma grande lata.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp