COPACABANA PRINCESINHA DO MAR

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Grande artigo, brilhante! Os meus parabéns ao autor!  :clap: :clap:
"Never doubt that a small group of committed people can change the World. Indeed, it is the only thing that ever has."
Margaret Mead



Muito obrigado por todos os comentários e por todas as palavras que tiveram a amabilidade de escrever.


O dia 23 de Março de 2013, finalmente, com a vitória do Bruno, e com a derrota do poder instalado há quase 18 anos, constituiu de facto, um grande alívio, uma enorme satisfação, e uma imensa alegria, depois dum longo e doloroso martírio.

Abriu também uma porta de esperança. Oxalá não seja tarde demais.

Assim, o mais difícil foi conseguido, mas não podemos amolecer com deslumbramentos de vitória, pois há todo um Clube a reconstruir e a reerguer, e não poderemos permitir que essa porta de esperança nos seja cobarde e perversamente fechada na cara.

A Corja ainda não está morta. Está é mal enterrada.

Se não extirparmos de forma determinada e implacável, o vírus que nos atacou, ele ficará a recuperar e a ganhar forças, para quando menos se espere, voltar a atacar.

Não poderá haver fraquezas nem vacilos, pois é da salvação do Sporting que se trata.  

Tudo aquilo que fizeram ao Sporting, não tem perdão.

Terão de ser responsabilizados, desmascarados e expulsos.

Só quando a maré vazia, ou as marés vivas, nos trouxerem os corpos dos culpados, poderemos respirar fundo.

Para que melhor se possa acompanhar a tão desejada e inevitável LIMPEZA, deixo-vos ficar mais abaixo os links com a Tabela de Marés até ao final do ano.

Grande Abraço para todos.

SEM TRÉGUAS!!



http://www.portodelisboa.pt/portal/page/portal/PORTAL_PORTO_LISBOA/HIDROGRAFIA/TABELA_MARES/ABRIL

http://www.portodelisboa.pt/portal/page/portal/PORTAL_PORTO_LISBOA/HIDROGRAFIA/TABELA_MARES/MAIO

http://www.portodelisboa.pt/portal/page/portal/PORTAL_PORTO_LISBOA/HIDROGRAFIA/TABELA_MARES/JUNHO

http://www.portodelisboa.pt/portal/page/portal/PORTAL_PORTO_LISBOA/HIDROGRAFIA/TABELA_MARES/JULHO

http://www.portodelisboa.pt/portal/page/portal/PORTAL_PORTO_LISBOA/HIDROGRAFIA/TABELA_MARES/AGOSTO

http://www.portodelisboa.pt/portal/page/portal/PORTAL_PORTO_LISBOA/HIDROGRAFIA/TABELA_MARES/SETEMBRO

http://www.portodelisboa.pt/portal/page/portal/PORTAL_PORTO_LISBOA/HIDROGRAFIA/TABELA_MARES/OUTUBRO

http://www.portodelisboa.pt/portal/page/portal/PORTAL_PORTO_LISBOA/HIDROGRAFIA/TABELA_MARES/NOVEMBRO

http://www.portodelisboa.pt/portal/page/portal/PORTAL_PORTO_LISBOA/HIDROGRAFIA/TABELA_MARES/DEZEMBRO





Fónix ó Chirola. Respect. Brilhante.
“Existem lendas que nos fazem imaginar, mas melhor é VIVER a realidade. O leão sempre foi e sempre será o REI... Esforço, Dedicação, Devoção e Glória!” — Marcelo Boeck
Foi só o primeiro passo. Um passo há muito tempo esperado e desejado. Mas temos de continuar atentos e vigilantes para voltar a erguer o gigante que é o Sporting Clube de Portugal.

Abraço meu general  :great:

 :arrow:

A luta não acaba, até se vai tornar mais interessante.
É vê-los a encafuarem-se nas suas tocas com a cabecita de fora a espreitar..

Responsabilizá-los a todos.
Expulsar um por um.
E depois de se provar todos os crimes da era "roquettista", para além de ter de haver responsabilização dos envolvidos, temos de nos preparar para que algo do género não se volte a repetir!

Como por exemplo:

1) Alteração nos estatutos por forma a haver responsabilização (criminal e expulsão de associado) por gestão danosa das direcções futuramente empossadas

2) Adesão de novos sócios, prevendo a questão das quotizações por escalões, prevendo a actual conjuntura. O rácio sócio/adepto é muito reduzido, aumentá-lo com verdadeiros Sportinguistas só aumenta o nosso poder.

3) Possibilidade de maior participação dos sócios em AG's através por exemplo dos núcleos a partir de novas plataformas electrónicas, possibilitando que mais sócios participem, mesmo à distância física de Alvalade.

4) Maior associativismo e participação de todos nós na vida do clube, a partir de uma melhor informação do mesmo podendo desta forma estarmos atentos e darmos as nossas ideias. Deixaram o Sporting moribundo, conseguimos respirar melhor mas temos MUITO a fazer!

Mais uma vez, o meu muito obrigado a quem tornou a libertação possível e um especial agradecimento ao forista Chirola que sempre lutou como um verdadeiro Leão!
« Última modificação: Março 26, 2013, 02:49 am por Sir_dinhas »
Muito Obrigado por tão magnifico texto, GRANDE Chirola!

Obrigado Grande Chirola, foi um prazer conhecer este grande leão combatente. Abraços.
Eh páh, sem palavras. Só tu Chirola!

Grande abraço.

Grande analogia.
Obg e um abraço Chirola.
"Aceitar desafios faz-nos grandes. Vence-los torna-nos imortais"
Completam-se hoje 250 dias desde que a Corja foi derrubada...





"Só quando a maré vazia, ou as marés vivas, nos trouxerem os corpos dos culpados, poderemos respirar fundo."
                                      




« Última modificação: Novembro 28, 2013, 05:54 am por chirola »
Completam-se hoje 250 dias desde que a Corja foi derrubada...





"Só quando a maré vazia, ou as marés vivas, nos trouxerem os corpos dos culpados, poderemos respirar fundo."
                                      





Então por daqui a 750 dias, se Deus quiser, espero estar aqui para fazer o balanço dos 1000 dias e comparar o Sporting dos 'competentes', 'credíveis' e 'imaculados' Roquettistas com o Sporting do 'aventureiro', 'arrogante' e 'aldrabão' Bruno de Carvalho! Se eu me esquecer, peço ao amigo chirola que me lembre sff!  :great:
''You have forgotten who you are and so have forgotten me. Look inside yourself, Simba. You are more than what you have become. You must take your place in the Circle of Life.'' Mufasa, Lion King, 1994

''These are dark times, there is no denying. Our world has perhaps faced no greater threat than it does today. But I say this to our citizenry: We, ever your servants, will continue to defend your liberty and repel the forces that seek to take it from you!'' Rufus Scrimgeour, Minister for Magic
Grande texto Chirola, ainda mais para aqueles que têm família no Brasil, Obrigado!
Sócio 37.083 do Sporting Clube de Portugal.
Muito bem elaborado. parabéns ao Autor.

É Nosso!
[img]http://4.bp.blogspot.com/-l8wgIvgMWy0/UH9BLoNLSzI/AAAAAAAAGBg/TIrzJQK-5jA/s1600/simbolo_sporting_170203f7_400x225.jpg[img]
Grande prosa. Abraço.
@chirola fazia falta mais um texto destes  :venia:

Este forista recusa aplicar nos seus posts o novo Acordo Ortográfico
A maré cheia está a dividir-nos.
Somos poucos para salvar Copacabana.
@chirola fazia falta mais um texto destes  :venia:



Fazia falta mais um texto destes?

Na minha opinião faz mais falta um texto a falar da incapacidade do Sporting em ser forte e pujante. No fundo, a incapacidade para voltar a ser grande!

Sim, é disto que estamos a falar. Falamos hoje em dia da grandeza ou falta dela que reina no Sporting.

Acompanho o Sporting com espírito crítico, e capacidade de análise e reflexão à cerca de 12 anos e, por isso, não vivi muitas coisas da Era mais negra do Sporting Clube de Portugal.

Infelizmente, ao fim de 12 anos chego a uma triste e desanimadora conclusão.

O Sporting algures nos últimos 30 anos desapareceu. Morreu...

O Crónico, o Clube de Portugal. O Sporting com força e pujante, destemido e guerreiro é uma miragem. O Sporting com milhões de leões militantes é uma utopia, um sonho ou delírio.

Esse Sporting não existe e começo a achar que nunca mais vai voltar a existir.

No ano em que o Sporting teve mais títulos conquistados de SEMPRE é isto que está a acontecer.

Sou só eu que vejo a enorme influência que o maior rival tem sobre o Sporting? Ou acham que é teoria da conspiração? Será que a CS (Benfica) podia ter mais influência no Sporting?

Será que o Jorge Mendes (Benfica) podia ter mais influência no Sporting?

Será que os croquettes (amantes incondicionais do Benfica e suas gentes) podiam ter mais influência no Sporting?

Foi o Benfica que decidiu o futuro do Sporting Clube de Portugal!

O BENFICA ***!!!

A todos os que andaram, andam e andarão a dormir quero agradecer por terem deitado fora o futuro do Sporting Clube de Portugal.

Fomos um clube sem orgulho, sem força, sem mística e sem glória.

Quando a recuperação estava a ser feita fazem isto e os "mesmos de sempre" dão carta branca.

Amanhã seremos um clube sem orgulho, sem força, sem mística e sem glória novamente.

Que estejam orgulhosos.

Nem daqui a mais 30 anos vamos ter o Sporting de volta.

O Sporting e o sportinguismo vão continuar a viver em "ilhas" à parte até que alguém decida acabar também com elas.

Triste dia, tristes dias.

Obrigado aos que tornam possível estes 5 anos de Sporting, valeu a pena cada dia. Cada UM destes dias.

Hora do Sporting adormecer de novo quando ainda nem se tinha levantado.

Saudações leoninas, o verdadeiro Sporting só morre quando todos nós morrermos.

Sporting Sempre!
"O Sporting tem os melhores adeptos do Mundo mas os piores sócios do Mundo porque são, constantemente, incapazes de decidir o melhor para o clube" PMR, 1/11/2018

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS! SPORTING SEMPRE!
Que analogia sublime! Grande prosa.
Obrigado ao autor
Words... Words will always retain their power. Words offer the means to meaning, for those who will listen, the enuntiation of Truth!
COPACABANA PRINCESINHA DO MAR



Para aqueles que tiveram a felicidade de conhecer a praia de Copacabana, ela será sempre a praia mais bela do mundo.

Não existiu praia mais maravilhosa, com mais encanto, com mais charme, com mais glamour.

Infinitamente amada e cantada, a princesinha do mar, nasceu por volta do início do século passado e o desejo dos seus fundadores, seria que Copacabana fosse uma grande praia, tão grande como as maiores do mundo.

 

 


Afirmou-se com a sua primeira construção - o Hotel Copacabana Palace - inaugurado em 1923. Era, por assim dizer, a sua grande sede.

O seu arquitecto, o francês Joseph Gire, ao estilo Art-Deco, inspirou-se no Hotel Negresco em Nice, e no Hotel Carlton em Cannes.

Considerado um dos mais luxuosos hotéis do mundo, para fazer jus à praia que lhe dava o nome, impunha-se pela sua elegância e imponência. Durante as décadas seguintes, nele se hospedaram e deliciaram as maiores celebridades internacionais, sempre ao som de encantadores violinos.


     


Com a sua magia e a sua beleza, Copacabana, impôs-se com naturalidade e superioridade.

As décadas de 30, 40 e 50 foram o seu esplendor e ficaram gravadas a letras de ouro no coração de todos os que tiveram a felicidade de a ver graciosamente glorificar-se, com as ondas e a brisa do Atlântico a cantar para ela.

Era o orgulho de todos.

     


Da Avenida Atlântica que a bordejava com o seu Calçadão de padrão Mar Largo à sua paralela interior, a Av. Nossa Sra. de Copacabana, e desde o Forte com o mesmo nome até à Ponta do Leme.
Com o Pão de Açúcar a sorrir-lhe dum lado, e por trás a protegê-la e a abraçá-la desde o Corcovado, o Cristo Redentor.

Pela frente o mar. Sempre o mar. Belo, grandioso, imponente, misterioso, implacável. O mar eterno. O mar de Copacabana.


       


Copacabana, com a sua supremacia, distinção e proeminência, cresceu, e atraiu para ela, cada vez mais apaixonados.

Cumpria assim o seu desígnio. Tinha tudo para ser grande. E era grande.
Enorme, mesmo.

 

Quem era de Copacabana, não era de mais ninguém.
Como dizia a canção:

“Só a ti Copacabana eu hei de amar.”

     


Os anos passaram, as décadas passaram, e já sem o fulgor e a exuberância dos tempos áureos, Copacabana seguia, ainda assim, firme, determinada, respeitada, amada pelos seus amantes, e intocável na sua honra e no seu orgulho.

Nuvens negras estavam para chegar.

Embora de nível acima da média, bem frequentada e até elitista, Copacabana, com a sua delicadeza e ingenuidade, atraiu também gente sem escrúpulos, e em que aquilo que os motivava, era apenas a cobiça, a ganância, e saquear tudo o que fosse possível.

Começaram a organizar-se na favela do Cantagalo, e Pavão-pavãozinho, mesmo por cima de Copacabana, obedecendo ao plano criminoso do chefe da quadrilha que estava sediado numa outra favela mais distante. A favela do Urubu.

Cumprindo à risca as orientações do mentor do projecto e chefe da quadrilha, toda a corja, rapidamente se começou a misturar e a introduzir no seio de Copacabana.

Refira-se que o chefe da quadrilha, era uma pessoa aparentemente influente e bem relacionada, com ligações à banca, também ele banqueiro, onde até já tinha escapado inexplicavelmente à prisão, por motivos dum conluio e duma golpada com um outro banco internacional.

Poucas pessoas sabiam das suas verdadeiras intenções e do seu carácter de bandalho, bem como da sua vocação de vigarista, mas o que todos sabiam, é que nunca tinha sido visto por Copacabana, nunca ninguém o tinha visto na praia de Copacabana, e mais tarde veio-se mesmo a saber que não gostava sequer de praia, que nem sabia nadar, e que água, nem no duche.

No entanto, e com Copacabana de certo modo fragilizada e um pouco à mão de semear, insinuou-se matreiramente como um grande defensor da causa e como sendo o garante do futuro de Copacabana.

Para tal, e embora bastardo, trazia gravado na albarda o nome do Avô, que tinha sido um dos fundadores de Copacabana, e do qual se serviu e utilizou.

Diga-se a propósito, que já o próprio Avô, a quem nunca se conheceu trabalho ou profissão, o único mérito que se lhe reconhecia era o dinheiro do seu Avô, e que também pouco tinha sido visto por Copacabana, uma vez que nos seus primórdios, e ao fim de apenas seis anos, foi corrido por desviar para outra praia, instalações pertencentes a Copacabana.
Ainda ficou mais algum tempo ligado a Copacabana, mas apenas como figura decorativa, e sempre em consideração ao dinheiro do Avô. Pouco tempo depois, desligou-se por completo.

Voltando ao chefe da quadrilha - curiosamente - as suas primeiras declarações, depois do assalto consumado, foram para reivindicar os terrenos de Copacabana, que dizia pertencerem aos seus antepassados.

Tais afirmações causaram de imediato a indignação de muitos moradores e frequentadores da praia, mas com as falsas promessas do regresso aos dias dourados de Copacabana, tudo era manipulado.

Naquele tempo, a praia de Copacabana deparava-se com alguns problemas, causados pelas subidas das marés. Destacavam-se os frequentes varrimentos da areia, e até algumas inundações que atingiam o Calçadão, a Avenida Atlântica e chegavam mesmo a alagar a Avenida Nossa Sra. de Copacabana.

Ficou então célebre a frase do chefe da quadrilha:

“Connosco, Copacabana, não mais dependerá da maré-cheia.”

Infelizmente, com a chegada destes bandoleiros, nada seria assim, e desgraçadamente o futuro viria a revelar-se trágico para Copacabana e para todos os seus amantes.

Na praia, retiraram as cadeiras e os chapéus que a identificavam, para num assomo de mau gosto, piroseira e saloiice, a pintalgarem com cadeiras e chapéus às cores.



Fizeram um pontão ridículo e desproporcionado, com o pretexto da areia não desaparecer.

Implantaram construções azulejadas e alavabadas no lugar dos tradicionais postos e quiosques.

Os legítimos frequentadores da praia, ao indignarem-se com tanto descaramento e pouca-vergonha, começaram a ser ostracizados, perseguidos e agredidos.

Em sua substituição, apareceu uma nova casta arregimentada pela quadrilha, constituída por um baronato de piolhosos, por fidalgos de sapatinho de verniz com as solas esburacadas, por cornambaças assumidos, por veados histéricos e desavergonhados, e por cabras debochadas de cabelo metalizado.

Eram estes, os apoiantes e os defensores da quadrilha. A corja estava montada.

O Hotel Cobacabana Palace, foi ocupado e saqueado. O emblemático Calçadão vandalizado. O bairro destroçado.

Roubaram o que não lhes pertencia, venderam o que não era deles e apropriaram-se do que era de outros.

Manipularam, falsificaram, esbulharam, subornaram, extorquiram, branquearam, e destruíram tudo o que puderam.

Tudo isto com a impunidade total dos responsáveis, que dirigidos desde a favela do Urubu, se iam sucedendo uns aos outros, num reinado de pulhas, gatunos, velhacos, e vigaristas.

Todos profissionais altamente qualificados, de elevado padrão, e todos gestores de topo, como grunhia o chefe da quadrilha.
Por essa altura, já a luz de Copacabana se apagava e as suas sereias já não sorriam.

As suas areias, exalavam um cheiro nauseabundo em consequência da podridão instalada.


 
 
 
Com a degradação e a devastação verificada, deu-se a debandada dos fiéis amantes de Copacabana.

Dolorosamente e em lágrimas, perante tal carnificina, viram-se impelidos e obrigados a partir.
Famílias inteiras, consternadas e abandonadas, apenas com a roupa que traziam no corpo, percorriam todos os dias o Calçadão, abandonando Copacabana, sem saberem para onde ir.

Por vezes, alguns ainda tinham a coragem de fugazmente lançar um olhar humedecido e desfocado pela tristeza, para a praia que viram nascer.

Dos vários botequins que polvilhavam a outrora esplendorosa Avenida, os invasores e ocupantes, cheirando a podre e fedendo a morte, riam embriagados com a cremalheira esburacada, atirando pedras aos verdadeiros habitantes de Copacabana que partiam em sofrimento.

Aos que ainda resistiam e se mantinham, eram contratados do morro, jagunços e cadastrados para os intimidar e agredir.

O clima tornou-se insustentável, o ar irrespirável, e Copacabana transformou-se num barril de pólvora e em constante estado de guerra civil.





A revolta dos locais que ainda sobreviviam à criminosa chacina dos golpistas, sentia-se em cada esquina e era clamada em cada lar.

Mas pressentia-se e receava-se que já seria tarde demais.
Copacabana estava destruída.

Da Princesinha do Mar, já não restava nada.


Nos tempos que se seguiram, a quadrilha e os seus apoiantes fugiram, outros nunca mais ninguém os viu nem ouviu falar, e às vezes, à tardinha ao sol ponte, com a descida da maré, apareciam a boiar alguns corpos já desfeitos.

Por vezes, também com as marés vivas, davam à costa, corpos já desfigurados, em relação aos quais, os poucos sobreviventes de Copacabana nunca faziam quaisquer comentários.

Um dia, anos mais tarde, sentada numa rocha da Ponta do Leme, alheada do mundo e contemplando as ruínas de Copacabana, ouviu-se o cantarolar duma criança, que em lágrimas, trauteava a velha canção.

Trazida pela brisa do Mar e pelas águas de Março, Copacabana parou. As janelas e as varandas foram-se enchendo, de dentro das casas, os habitantes vieram para a rua, os automobilistas saíram dos seus carros, os sorvetes derreteram-se nas mãos daqueles que passeavam pelo Calçadão.

A doce melodia ecoava ao mesmo tempo que as ondas rebentavam na areia.

Nesse dia, Copacabana renascia…




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Chirola  :clap: :clap: :clap:
Morte aos traidores  >:D usurpadores, croquetes...