Hip-hop/Rap e derivados

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O Rap de hoje em dia é só m****. Drogas, p**** e vinho verde. Deixou de passar uma mensagem sobre algum tema da sociedade.
Citação de: Smokin'Joe em Dezembro 31, 2018, 09:06 am


Um derivado  :mrgreen:

Vendeu-se ao trap.
Ouve a 433 a John Cage, é a melhor dele.
Por acaso conheci por amigos do xtinto, que também é de Leiria/Ourem.


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O Rap de hoje em dia é só m****. Drogas, p**** e vinho verde. Deixou de passar uma mensagem sobre algum tema da sociedade.
Tipo que nos anos 90 na west coast não era também. E claro que alguns artistas ainda passam mensagem, em vez de comentar estão é a relatar. Se os rappers gostam de droga, p e vv, e quem os ouve, também, qual é o problema. Acho uma piada gajos na sua maioria brancos em Portugal sempre a condenar o que se faz hoje em dia num género que nem é deles e no qual estão sempre 5 anos ou mais atrasados e sempre a evoluir com base na importação :lol:
« Última modificação: Dezembro 31, 2018, 13:58 pm por Airstrike »


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#NasciLeãoNãoLampião
O Rap de hoje em dia é só m****. Drogas, p**** e vinho verde. Deixou de passar uma mensagem sobre algum tema da sociedade.
Tipo que nos anos 90 na west coast não era também. E claro que alguns artistas ainda passam mensagem, em vez de comentar estão é a relatar. Se os rappers gostam de droga, p e vv, e quem os ouve, também, qual é o problema. Acho uma piada gajos na sua maioria brancos em Portugal sempre a condenar o que se faz hoje em dia num género que nem é deles e no qual estão sempre 5 anos ou mais atrasados e sempre a evoluir com base na importação :lol:

Uiiiii seu racista  :lol:, chamaste-me branco? Eu sou cor de pele pah! :lol:

Percebo o que queres dizer, eu gosto de um bom rap, uma boa letra e um bom interprete. A minha música favorita deste género é a Like toy soldiers  do Grande. Referi as drogas e o álcool como algo necessário neste momento para ser considerado "rapper". Passou a ser uma necessidade e deixou de ser um acessório.(Não gosto nada de drogas, um gajo vai ver agora a bola e é sempre um cheiro esquisito no ar)

Na música gosto de tudo um pouco, desde a música clássica a um bom rap, não tenho estilo definido. Sobre o rap, neste momento, gosto mais de Wrap´s, se é que me estás a perceber. Vejo conteúdo da mensagem muito difuso e pouco claro.


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#NasciLeãoNãoLampião
O Rap de hoje em dia é só m****. Drogas, p**** e vinho verde. Deixou de passar uma mensagem sobre algum tema da sociedade.
Tipo que nos anos 90 na west coast não era também. E claro que alguns artistas ainda passam mensagem, em vez de comentar estão é a relatar. Se os rappers gostam de droga, p e vv, e quem os ouve, também, qual é o problema. Acho uma piada gajos na sua maioria brancos em Portugal sempre a condenar o que se faz hoje em dia num género que nem é deles e no qual estão sempre 5 anos ou mais atrasados e sempre a evoluir com base na importação :lol:

Uiiiii seu racista  :lol:, chamaste-me branco? Eu sou cor de pele pah! :lol:

Percebo o que queres dizer, eu gosto de um bom rap, uma boa letra e um bom interprete. O minha música favorita deste género é a Like toy soldiers  do Grande. Referi as drogas e o álcool como algo necessário neste momento para ser considerado "rapper". Passou a ser uma necessidade e deixou de ser um acessório.

Na música gosto de tudo um pouco, desde a música clássica a um bom rap, não tenho estilo definido. Sobre o rap, neste momento, gosto mais de Wrap´s, se é que me estás a perceber. Vejo conteúdo da mensagem muito difuso e pouco claro.
:lol: :lol:
Eu percebo, o mainstream hoje em dia ainda mais do que no passado glorifica as drogas, p e vv. Mas ainda há artistas que passam mensagem e não são poucos, não chegam é ao mainstream porque o público já não quer saber disso. Ainda há algumas músicas e albuns "com mensagem" de gajos mainstream que chegam aos tops mas a mensagem não é passada com a mesma mestria de há umas décadas, por isso percebo as queixas nesse aspecto.
O Rap de hoje em dia é só m****. Drogas, p**** e vinho verde. Deixou de passar uma mensagem sobre algum tema da sociedade.


Tretas. Há de tudo e para todos os gostos.

Em Portugal e da new school tens por exemplo Estraca que é muito bom.









Querem expulsar me. Mas não se importam de continuar a ca ter o tal user dakine, o tal que fazia parte da área de influência de pedro madeira rodrigues e depois virou para o ex presidente quando lhe cheirou a tacho e após levar chuto num jantar onde amigos meus da juventude popular estiveram, voltou a ficar contra ele. Eu não preciso disso. Tenho coluna.. Ah e ja agora fica a informação que ele chegou a ser militante da JP tambem, mas abandonou depois.

"A arbitragem até à 28ª jornada foi boa, bons árbitros e bom VAR" - Frederico Varandas
Não curti nada estes 2 versos do Estraca na música Trajectória.
Citar
"Deixa o rap" já dizia a professora de Inglês
E hoje faço em minutos o que ela ganha num mês

Ouçam esta entrevista do Chullage, boas bicadas.

Chullage, classe. Os últimos sons que fez são mais modernos e inteligentes que muitos "new school" ou "old school".

O Estraca quando o oiço parece que estou a ouvir raps de 1996/1997. Sinceramente para isso prefiro ouvir os raps dessa altura, pelo menos o discurso à época aí ainda fazia sentido e era original, agora está gasto.
O Sam é que já mandou a dica que o Chullage está a gravar cenas fortíssimas.
Também aguardo para ver o que o Beware Jack e o Sam fizeram juntos.


#classe.

Estou a ouvir o Sounds like Nuno há 15 minutos e isto é lindo. Isto, sim, é ver um tipo que consegue sair de uma espécie de redoma de likes, redes sociais e panfletismo em que os artistas e músicos andam (o que é mais grave no caso dos rappers), pensar pela cabeça dele, ter ideias próprias e perceber que a realidade e a vida são uma coisa e os aplausos e os slogans publicitários são outra, que ainda sabe distinguir humanos de bonecos plásticos e a vida do "game".

Já agora deixo o último som que ele gravou e também sons de um tipo que não conhecia mas em que ele foi responsável pela produção ou mistura/masterização (já não me recordo ao certo) que gostei bastante de ouvir no outro dia:








 
O Estraca quando o oiço parece que estou a ouvir raps de 1996/1997. Sinceramente para isso prefiro ouvir os raps dessa altura, pelo menos o discurso à época aí ainda fazia sentido e era original, agora está gasto.

@Ehrmantraut é díficil abordar temas mais actuais que o Estraca na última produção.

Tem o feeling de outrora que de "gasto" tem muito pouco na geração de trap e refrões ad eternum.



E não há maior falcatrua que genuinamente acreditar que "antigamente" tudo tinha mensagem.

Há um certo "snobismo" associado à sonoridade e não à letra em si.
O Estraca quando o oiço parece que estou a ouvir raps de 1996/1997. Sinceramente para isso prefiro ouvir os raps dessa altura, pelo menos o discurso à época aí ainda fazia sentido e era original, agora está gasto.

@Ehrmantraut é díficil abordar temas mais actuais que o Estraca na última produção.

Tem o feeling de outrora que de "gasto" tem muito pouco na geração de trap e refrões ad eternum.



E não há maior falcatrua que genuinamente acreditar que "antigamente" tudo tinha mensagem.

Há um certo "snobismo" associado à sonoridade e não à letra em si.


Concordo totalmente.

E não no podemos queixar que hoje em dia já não há mensagem no rap e depois dizer que o rap do estraca está "gasto".
IMO, o Estraca tem um trabalho excepcional, fala de experiência pessoal em alguns sons, fala de problemas da sociedade noutros, e consegue isso criando som de qualidade, que dá gosto ouvir.

Não é por acaso que tem nomes de peso com ele.


Já agora, Puro L criou o "ohme sessions" no youtube, onde  vai lançar sons novos com alguma regularidade.
Aqui fica o primeiro:



Não me canso de ouvir este gajo.
Querem expulsar me. Mas não se importam de continuar a ca ter o tal user dakine, o tal que fazia parte da área de influência de pedro madeira rodrigues e depois virou para o ex presidente quando lhe cheirou a tacho e após levar chuto num jantar onde amigos meus da juventude popular estiveram, voltou a ficar contra ele. Eu não preciso disso. Tenho coluna.. Ah e ja agora fica a informação que ele chegou a ser militante da JP tambem, mas abandonou depois.

"A arbitragem até à 28ª jornada foi boa, bons árbitros e bom VAR" - Frederico Varandas



Finalmente uma porreira! :clap:
O Estraca quando o oiço parece que estou a ouvir raps de 1996/1997. Sinceramente para isso prefiro ouvir os raps dessa altura, pelo menos o discurso à época aí ainda fazia sentido e era original, agora está gasto.

@Ehrmantraut é díficil abordar temas mais actuais que o Estraca na última produção.

Tem o feeling de outrora que de "gasto" tem muito pouco na geração de trap e refrões ad eternum.



E não há maior falcatrua que genuinamente acreditar que "antigamente" tudo tinha mensagem.

Há um certo "snobismo" associado à sonoridade e não à letra em si.

Mas não é preciso ter traps e refrões ad eternum para apresentar uma coisa que não soe nem moralista/paternalista, o que até é estranho vindo de um miúdo, nem igual (na batida, no flow e nos temas tratados) a algumas outras coisas.

Também vou ter em consideração que é um miúdo muito novo e que qualquer miúdo com esta idade numa fase inicial tenta sobretudo emular as suas referências, demora sempre algum tempo até se ganhar uma identidade muito própria.

Há gente por aí a escrever muito bem sobre o mundo, a vida, o amor, as perdas, as lutas do dia-a-dia, sem ser sobre o hip-hop ser pop ou underground, "as redes sociais" e por aí fora.

Numa altura em que há tanta música e em que já foi feita tanta música, convém não ter um discurso demasiado simples/simplista.

Há uma coisa que uma geração desta idade tem alguma dificuldade de perceber, parece-me, que é o facto de interessar muito pouco se são "reais" ou "pop", interessa muito mais se são inteligentes e se têm alguma coisa verdadeiramente de novo, pessoal e diferente do que já foi dito para contar ao mundo.

Se for uma música que pareça a conversa banal do dia a dia, das redes sociais ou das caixas de comentários do Youtube (onde também pulula malta a defender "os reais") não surpreende.

Basicamente, gosto da atitude, acho o discurso pouco diferenciado face ao que já se ouviu, muito menos "poético" do que parece (não basta dizer "real", "Boom-bap", "tias" e mais umas coisas para escrever poesia, basta ouvir a última do STK e perceber que se pode falar e rimas com uma língua poética, com palavras diferentes, com uma formulação diferente da que já todos conhecemos, ouvimos e lemos diariamente).

Gosto muito mais de música que me comova ou me faça pensar do que música reafirme as minhas ideias, que seja simples e vá de encontro ao que penso, mas é apenas e só uma questão de gosto.

Acresce que se é para fazer rap de combate convém reconhecermos ali uma coisa que explique isso muito bem. É muito complicado vermos essa pose de guerrilheiro na música e depois uma gestão quase "profissional" da música (os vídeos, o ritmo de lançamentos, os concertos no festival aqui e ali de miúdos, etc). Ou seja, há uma diferença entre ser um Halloween e parecer algo: tu reconheceres que a pessoa é mesmo aquilo, que não há nada de pose envolvida.

É uma falácia, em minha opinião, achar que não há muita gente a escrever bem no hip-hop de hoje. Mesmo no português. Há tipos cujas letras sei sempre que me vão surpreender e conquistar.

Quanto ao Estraca, tem muito mérito em não seguir o caminho de uma maioria, acho e espero que com o tempo se vai/vá encontrar ali uma coisa que sintamos que não pode ser dita por mais ninguém (nem pelo Valete, nem pelas músicas antigas do Sam the Kid, nem pelo Xeg de uma certa fase, nem por mais ninguém), que só pode mesmo sair dele porque ele escreve de uma forma tão pessoal e autêntica que nunca estamos à espera que sabemos que há ideias e rimas que não ouviremos da boca de mais ninguém.
« Última modificação: Janeiro 17, 2019, 23:04 pm por Ehrmantraut »
Já que ninguém colocou ainda:

money ain't a thing until it's not there
bitches ain't shit until you meet a queen
and niggas all the same until you meet a king
you know what you need when you dead broke
you know what you want when you see the dreams