Política Internacional

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É só Europa aqui?

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ASSUNÇÃO, 21 Jun (Reuters) - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, enfrenta um processo de impeachment por sua responsabilidade nos confrontos entre policiais e camponeses que deixaram 17 mortos na semana passada.

Lugo disse que não renunciará e que se submeterá ao processo, aprovado quase por unanimidade nesta quinta-feira no Congresso do país.

A seguir, uma breve cronologia com os acontecimentos mais recentes que desencadearam o processo contra o presidente:

- 15 de junho: pelo menos seis policiais e 11 camponeses morrem em enfrentamento durante uma desapropriação de terra no nordeste do Paraguai, em uma área fronteiriça com o Brasil.

O ministro do Interior, Carlos Filizzola, e o comandante da Polícia Nacional, Paulino Rojas, deixam o cargo após o incidente. O Congresso resolve formar uma comissão para investigar os acontecimentos e fixar responsabilidades concretas.

- 16 de junho: Lugo empossa o novo ministro do Interior, o ex-procurador-geral Ruben Candia, um homem vinculado ao opositor Partido Colorado, buscando abrandar a crise.

- 20 de junho: Lugo ordena a criação de uma comissão especial de investigação, na qual participaria a Organização dos Estados Americanos (OEA), para esclarecer o confronto entre policiais e camponeses.

O mandatário confirma o ministro do Interior no cargo, o que desata a ira de seus aliados do Partido Liberal. Os opositores criticam sua reação por considerá-la morna.

- 21 de junho: A Câmara dos Deputados do Paraguai aprova quase por unanimidade um processo de impeachment contra Lugo por sua responsabilidade no enfrentamento entre policiais e camponeses.

O presidente diz que não renunciará e que se submeterá ao processo porque "não existe nenhuma causa razoável, ou jurídica ou política" para a sua saída.

O Senado, encarregado de dar prosseguimento ao processo, recebe a acusação contra o presidente e convoca uma sessão extraordinária.

As Forças Armadas garantem que permanecem dentro de sua função, respeitando a ordem constitucional e democrática do Paraguai.

Enfim, não sei como é que um atentado tão grande à Democracia e ao Direito de Voto pode estar contemplado numa Constituição Nacional em 2012.

Já agora, deixo as reações dos estados ao impeachment de Fernando Lugo:

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Reação internacional
 Alemanha: O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que viu o processo de impeachment de Lugo com preocupação.[34]
 Argentina: a presidente Cristina Kirchner considerou a derrubada de Lugo um golpe e afirmou que não reconhecerá o novo governo.[35]
 Bolívia: Evo Morales considerou o processo de juízo político um golpe e disse que não reconhecerá o novo presidente paraguaio.[36]
 Brasil: O governo brasileiro condenou o "rito sumário de destituição" e convocou o embaixador no Paraguai para consultas. O Itamaraty diz, no entanto, que o governo brasileiro "não tomará medidas que prejudiquem o povo irmão do Paraguai".[37][38][39][40][41] A presidente Dilma Rousseff chegou a sugerir sanções contra o Paraguai.[42]
 Chile: O governo chileno chamou de volta seu embaixador para consultas, considerando que "não se respeitou o legitimo direito de defesa expresso na própria constituição paraguaia nem no direito internacional".[43]
 Colômbia: o governo colombiano chamou para consultas seu embaixador em Assunção, considerando que o processo se deu "sem considerar o tempo suficiente para uma defesa adequada". [44]
 Costa Rica: condenou o impeachment e ofereceu asilo a Lugo e aos membros de seu gabinete.[45]
 Cuba: condenou o impeachment alegando ser um golpe de estado.[46]
 Equador: o presidente Rafael Correa considerou o impeachment um golpe e afirmou que não reconhecerá outro presidente.[47]
 Espanha: condenou o impeachment, alegando preocupação com a fraqueza das garantias institucionais no Paraguai.[48] Antes, um representante espanhol havia dito que o processo se baseara "na institucionalidade democrática e no Estado de direito".[49]
 Estados Unidos: o governo Obama reconheceu o impeachment do presidente Lugo.[50]
 França: o governo de François Hollande apoiou as decisões do Mercosul e da Unasul e pediu que as autoridades paraguaias respeitem "a vontade soberana do povo paraguaio que elegeu Lugo como chefe de Estado em 2008".[51]
 México: Segundo o governo mexicano, o processo não deixou espaço e tempo necessários para uma defesa adequada.[52][53]
 Nicarágua: representantes da Nicarágua consideraram que houve um golpe de Estado no Paraguai.[54]
 Vaticano: Aprovou o processo contra Lugo e reconheceu o novo governo.[55]
 Venezuela: não reconheceu o novo governo, retirou o embaixador em Assunção e cortou o fornecimento de petróleo ao Paraguai.[33]

E as frases de Lugo (antigo presidente) e Franco (novo presidente): http://noticias.uol.com.br/album/2012/06/26/confira-as-frases-ditas-por-lugo-e-franco-sobre-a-crise-no-paraguai.htm?abrefoto=4
Enquanto que no médio oriente existem manifestações violentas em relação àquele filme a ridicularizar Maomé, pouco destaque se tem dado ao conflito entre a China e Japão que cada vez se detiora mais devido à disputa territorial de uma ilha:

http://kotaku.com/5943762/ok-tensions-between-china-and-japan-are-getting-serious

Ainda por cima quando os EUA decidiram apoiar os Japoneses num negócio de defesa anti-missíl, suspeito que isto possa ganhar outra dimensão ainda maior.

http://rt.com/news/china-japan-war-panetta-290/
« Última modificação: Setembro 17, 2012, 14:40 pm por HBene »
Viva o Sporting
Isso não deve dar em nada, mas se algo acontecesse entre esses dois países, obviamente que os EUA não ficariam de fora. E os russos, que nunca gostaram dos EUA e que desdenham cada vez mais o crescimento da China que torna a Rússia mais irrelevante, também gostariam de meter o narizinho na cena.

Lá está o que um famoso político (não me lembro do nome) disse: depois de uma crise económica, uma guerra para equilibrar os números económicos e humanos.

Eu receio este nacionalismo bélico chinês que tem vindo a ser demonstrado por muitos jovens chineses.
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Governo grego admite agravamento da recessão até 2014

 A economia da Grécia, actualmente no quinto ano consecutivo de recessão, vai continuar a decair incluindo em 2014, quando se prevê que o PIB esteja reduzido a um quarto em comparação com 2008, referiu hoje o ministro das Finanças.

Iannis Stournaras admitiu que para 2012 está prevista uma recessão da economia "superior" a seis por cento, que com a redução acumulada do PIB desde 2008 se aproximará dos 20 por cento e com perspectivas para se agravar em 2014, quando a contracção "terá alcançado 25 por cento".

O ministro, que participou num foro de investimentos greco-chinês, admitiu que o desemprego, situado oficialmente nos 24,4 por cento, é um "grande problema", e que o Estado deve mais de 6.300 milhões de euros ao sector privado.

Stournaras assegurou que o seu país vai na boa direcção e está a cumprir as reformas exigidas pela 'troika' de credores internacionais (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).

O responsável das Finanças gregas sublinhou que após a aprovação do novo pacote de redução de despesas, exigido pela 'troika', num montante de 11,5 mil milhões de euros, o Governo terá conseguido reduzir em 11 por cento o seu défice primário, e enquanto prossegue o pagamento dos juros da dívida.

As más perspectivas económicas implicaram contudo que o Executivo solicitasse o prolongamento por mais dois anos do prazo fornecido para cumprir os compromissos de redução das despesas e das reformas exigidas pelos credores.

No entanto, a Grécia deverá receber, provavelmente em Outubro, a aprovação da 'troika' no seu relatório periódico sobre o progresso das reformas, mas dependente da aprovação do novo pacote de medidas austeridade.

"Trabalhamos dia e noite esperando alcançar em Outubro a decisão necessária, que nos permitirá olhar o futuro com optimismo, e deixando para trás os erros do passado", disse Stournaras.

Os três partidos que apoiam o Governo já concordaram na forma de garantir dois terços dos 11,5 mil milhões de cortes, mas ainda necessitam de chegar a acordo sobre a forma de garantir os restantes 4.000 milhões, quando ainda permanecem divergências no executivo sobre uma nova redução de salários e pensões do sector público. Em simultâneo, a 'troika' exige que o aumento da idade mínima da reforma para os 67 anos.

De acordo com o sítio financeiro da internet capital.gr, a Grécia terá ainda de devolver este mês obrigações soberanas avaliadas em 184 milhões de euros que os privados recusaram eliminar durante a operação de reestruturação da dívida detida pelos credores privados.

Uma sondagem hoje divulgada pelo canal televisivo Ski refere que 68 por cento dos gregos se opõe às novas medidas exigidas pela 'troika', enquanto 67 por cento mantém uma 'ideia positiva' da UE, uma descida face a sondagens anteriores.
http://economico.sapo.pt/noticias/governo-grego-admite-agravamento-da-recessao-ate-2014_152038.html
É de pensar que o Sporting é muito grande, e que são estas coisas que valem muito para um clube. São estas coisas que trazem sportinguismo ao clube. Isto não é quantificável. Isto não são 6%, 7%... Isto é o Sporting! Isso traz coisas muito importantes ao Sporting. Fervor sportinguista, acima de tudo! - João Benedito, 20-06-2010
Está claro que malta não está de todo interessada em saber quem vai vencer as eleições nos EUA.

Estou agora a ver o segundo debate. Vi o primeiro. A comunicação social afirmou que o Romney, o candidato do Partido Republicano, venceu o primeiro debate. Pode ter vencido o debate em si, sido mais directo e participativo que o Obama, mas a verdade é que o Romney mentiu descaradamente - os locais de debate encostados ao Partido Democrata desmantelaram completamente algumas ideias do candidato Republicano.

Neste segundo debate, o Obama, para recuperar algum do capital que perdeu por causa daquela fraudulenta vitória de Romney no primeiro debate, está a atacar o Romney, algo que não fez no primeiro debate, e acabou de desarmar muito habilidosamente o Romney e o seu plano fiscal.

Fugir deste Partido Republicano a todo o custo!
Está claro que malta não está de todo interessada em saber quem vai vencer as eleições nos EUA.

Estou agora a ver o segundo debate. Vi o primeiro. A comunicação social afirmou que o Romney, o candidato do Partido Republicano, venceu o primeiro debate. Pode ter vencido o debate em si, sido mais directo e participativo que o Obama, mas a verdade é que o Romney mentiu descaradamente - os locais de debate encostados ao Partido Democrata desmantelaram completamente algumas ideias do candidato Republicano.

Neste segundo debate, o Obama, para recuperar algum do capital que perdeu por causa daquela fraudulenta vitória de Romney no primeiro debate, está a atacar o Romney, algo que não fez no primeiro debate, e acabou de desarmar muito habilidosamente o Romney e o seu plano fiscal.

Fugir deste Partido Republicano a todo o custo!

Eu assisti tanto ao primeiro debate como ao dos vices. E se é verdade que Romney desfez Obama no primeiro, também é verdade que a tareia que Joe Biden deu ao Paul Ryan no debate de Vices anulou esse efeito por completo.
Está claro que malta não está de todo interessada em saber quem vai vencer as eleições nos EUA.

Estou agora a ver o segundo debate. Vi o primeiro. A comunicação social afirmou que o Romney, o candidato do Partido Republicano, venceu o primeiro debate. Pode ter vencido o debate em si, sido mais directo e participativo que o Obama, mas a verdade é que o Romney mentiu descaradamente.

Neste segundo debate, o Obama, para recuperar algum do capital que perdeu por causa daquela fraudulenta vitória de Romney no primeiro debate, está a atacar o Romney, algo que não fez no primeiro debate, e acabou de desarmar muito habilidosamente o Romney e o seu plano fiscal.
O Romney é simplesmente asqueroso e parvo. Eu pergunto-me como é que há gente, mesmo sendo do seu partido, que vai votar nele. O que o homem diz não faz sentido algum. Como li por aí na internet:

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Romney = As mulheres não têm direitos
Romney = Os pretos não têm direitos
Romney = Os gays não têm direitos
Romney = Os pobres não têm direitos

Quem é que consegue votar em alguém assim e ficar de consciência tranquila? O Obama não cumpriu tudo o que prometeu, e, ainda assim, consegue dar 10-0 ao Romney.
Está claro que malta não está de todo interessada em saber quem vai vencer as eleições nos EUA.

Estou agora a ver o segundo debate. Vi o primeiro. A comunicação social afirmou que o Romney, o candidato do Partido Republicano, venceu o primeiro debate. Pode ter vencido o debate em si, sido mais directo e participativo que o Obama, mas a verdade é que o Romney mentiu descaradamente - os locais de debate encostados ao Partido Democrata desmantelaram completamente algumas ideias do candidato Republicano.

Neste segundo debate, o Obama, para recuperar algum do capital que perdeu por causa daquela fraudulenta vitória de Romney no primeiro debate, está a atacar o Romney, algo que não fez no primeiro debate, e acabou de desarmar muito habilidosamente o Romney e o seu plano fiscal.

Fugir deste Partido Republicano a todo o custo!

Eu assisti tanto ao primeiro debate como ao dos vices. E se é verdade que Romney desfez Obama no primeiro, também é verdade que a tareia que Joe Biden deu ao Paul Ryan no debate de Vices anulou esse efeito por completo.

Eu não vi o dos VP. Li apenas as opiniões, mas o debate dos candidatos a Presidente suplanta em importância o dos Vice-Presidentes. É importante, claro, não estou a dizer que não é, e é óbvio que uma boa prestação pode ajudar bastante uma candidatura.

Pelo que li sobre o debate dos VP, o Biden fez de Romney. Era essa a conclusão a que a maioria chegou.

@Letista

Eu não gosto do Romney, mas sei que ele não é assim tão mau.
Chev, claro que não é, é um exagero próprio para fazer as pessoas pensarem nas coisas. Mas senão confio no Romney para deter um lugar tão poderoso a nível mundial acho que ficava apavorada se fosse norte-americana.

Edit: O Romney está-se a passar com o tratamento que dá às mulheres.

Obama venceu o debate.
« Última modificação: Outubro 17, 2012, 05:30 am por Letista »
Romney. Cuidado com este gajo. Com ele rebentará mais um conflito "Regional". Estou em crer que meterá o bedelho na Coreia...muito medo!!
Romney. Cuidado com este gajo. Com ele rebentará mais um conflito "Regional". Estou em crer que meterá o bedelho na Coreia...muito medo!!
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A estocada final no «modelo social europeu»

O alerta chega pelo Henrique Sousa. A Comissão Europeia prepara-se - através de uma «Proposta de Directiva» - para desferir o derradeiro golpe no modelo social europeu, propondo mecanismos, na esfera dos contratos públicos, tendentes à liberalização e privatização dos serviços estatais de educação, saúde e segurança social.

Mais concretamente, no seu Anexo XVI (o diabo está, como diz o Henrique, nos detalhes), a proposta aponta as suas baterias para os «serviços de saúde e serviços sociais; serviços administrativos nas áreas da educação, da saúde e da cultura; serviços relacionados com a segurança social obrigatória e serviços relacionados com as prestações sociais». Trata-se de lançar a derradeira ofensiva ao pote, de modo particularmente incisivo no que concerne aos fundos da segurança social, aprofundando a regressão civilizacional que o desmantelamento do Estado Social comporta e convertendo «a União Europeia num espaço económico e político inteiramente comandado pelos mercados financeiros e por um ultraliberalismo suicidário».

Sabemo-lo cada vez melhor. A conversa das «dívidas soberanas», dos «ajustamentos», do «viver acima das possibilidades», das «reformas estruturais», do «Estado ineficiente» - de tudo o que, afinal, dá corpo à vaga austeritária que fracassa em toda a parte - é apenas o Cavalo de Troia que esconde as verdadeiras ambições da direita neoliberal europeia: entregar aos mercados e ao capital financeiro (os verdadeiros responsáveis pela crise) os apetitosos recursos dos sistemas nacionais de política social e, de caminho, cumprir o velho sonho de despedaçar o modelo social europeu, conseguindo na secretaria as vitórias negadas pela democracia.

Esta proposta é, aliás, bem ilustrativa das disfunções democráticas que corroem a União Europeia. Quantos dos partidos da direita candidatos ao parlamento europeu, que elegeram indirectamente a Comissão, terão inscrito de forma explícita nos seus programas eleitorais esta intenção de privatizar e liberalizar serviços públicos, particularmente no que concerne aos sistemas e recursos da Segurança Social?
http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2012/10/a-estocada-final-no-modelo-social.html
É de pensar que o Sporting é muito grande, e que são estas coisas que valem muito para um clube. São estas coisas que trazem sportinguismo ao clube. Isto não é quantificável. Isto não são 6%, 7%... Isto é o Sporting! Isso traz coisas muito importantes ao Sporting. Fervor sportinguista, acima de tudo! - João Benedito, 20-06-2010
Romney. Cuidado com este gajo. Com ele rebentará mais um conflito "Regional". Estou em crer que meterá o bedelho na Coreia...muito medo!!

Não sem passar pelo Irão primeiro. Aliás, nestas eleições a principal preocupação no âmbito da política externa tem sido a atitude de Obama com o Irão. Os Republicanos consideram-na demasiado suave, mas a verdade é que só existe um próximo passo a dar, já que as sanções económicas se encontram no máximo: bombardeamentos estratégicos.

Não acredito num conflito EUA-Coreia do Norte. A Coreia do Norte é um caso único no mundo. Um líder e um sistema que não se preocuparia um bocadinho em sacrificar toda a população somente para não conceder o que quer que seja ao inimigo. Nenhuma democracia conseguiria lutar com um regime como o da Coreia do Norte. A não ser que o Chubby Leader decida atacar primeiro.

Há tanta confusão ainda por acontecer. Médio Oriente está repleto de problemas que podem explodir de um momento para o outro. A China e o Japão aproveitam qualquer questiúncula para reivindicarem direitos. A Índia e o Paquistão detestam-se.

Ah, claro, e nós queremos Olivença de volta! :mrgreen:
O que vocês não percebem é que ser eleito Romney ou Obama é exactamente a mesma coisa.

A ilusão de escolha.
Obrigado por terem recuperado este tópico. :great: Não sei porquê tinha ideia que tinha sido fechado.

Está claro que malta não está de todo interessada em saber quem vai vencer as eleições nos EUA.

Estou agora a ver o segundo debate. Vi o primeiro. A comunicação social afirmou que o Romney, o candidato do Partido Republicano, venceu o primeiro debate. Pode ter vencido o debate em si, sido mais directo e participativo que o Obama, mas a verdade é que o Romney mentiu descaradamente - os locais de debate encostados ao Partido Democrata desmantelaram completamente algumas ideias do candidato Republicano.

Neste segundo debate, o Obama, para recuperar algum do capital que perdeu por causa daquela fraudulenta vitória de Romney no primeiro debate, está a atacar o Romney, algo que não fez no primeiro debate, e acabou de desarmar muito habilidosamente o Romney e o seu plano fiscal.

Fugir deste Partido Republicano a todo o custo!

Eu assisti tanto ao primeiro debate como ao dos vices. E se é verdade que Romney desfez Obama no primeiro, também é verdade que a tareia que Joe Biden deu ao Paul Ryan no debate de Vices anulou esse efeito por completo.

O efeito não anulou por completo certamente, o Romney ainda vai na onda do primeiro debate, se bem que os efeitos se começam a esbater. A propósito aconselho as análises do blog do NY Times, FiveThirtyEight.
Veremos como as sondagens reagem a esta curta vitória do Obama no segundo debate.
O que vocês não percebem é que ser eleito Romney ou Obama é exactamente a mesma coisa.

A ilusão de escolha.

Não, não é.
Romney. Cuidado com este gajo. Com ele rebentará mais um conflito "Regional". Estou em crer que meterá o bedelho na Coreia...muito medo!!

Não sem passar pelo Irão primeiro. Aliás, nestas eleições a principal preocupação no âmbito da política externa tem sido a atitude de Obama com o Irão. Os Republicanos consideram-na demasiado suave, mas a verdade é que só existe um próximo passo a dar, já que as sanções económicas se encontram no máximo: bombardeamentos estratégicos.

Não acredito num conflito EUA-Coreia do Norte. A Coreia do Norte é um caso único no mundo. Um líder e um sistema que não se preocuparia um bocadinho em sacrificar toda a população somente para não conceder o que quer que seja ao inimigo. Nenhuma democracia conseguiria lutar com um regime como o da Coreia do Norte. A não ser que o Chubby Leader decida atacar primeiro.

Há tanta confusão ainda por acontecer. Médio Oriente está repleto de problemas que podem explodir de um momento para o outro. A China e o Japão aproveitam qualquer questiúncula para reivindicarem direitos. A Índia e o Paquistão detestam-se.

Ah, claro, e nós queremos Olivença de volta! :mrgreen:

  Hum...não me parece. O Médio Oriente anda todo f.od.ido. Os Americanos já nem se preocupem com aquilo. A Síria e o Irão acabarão por implodir e será mais terra-queimada a favor da globalização. Já a Coreia é mais "apetecível" para o "Bush-wannabe". É considerado território virgem na politica expansionista da extrema-direita americana e pode servir como bode expiatório para mais uma guerra-santa tão ao gosto da CIA. Os Coreanos saíram da casca do ovo e a administração Obama tem tratado o assunto com "pinças cirúrgicas". Romney é mais adepto do martelo e da espada (leia-se força naval e aérea) no capítulo muito próprio da diplomacia internacional.
O que vocês não percebem é que ser eleito Romney ou Obama é exactamente a mesma coisa.

A ilusão de escolha.

Não, não é.
 :arrow:
Romney. Cuidado com este gajo. Com ele rebentará mais um conflito "Regional". Estou em crer que meterá o bedelho na Coreia...muito medo!!

Não sem passar pelo Irão primeiro. Aliás, nestas eleições a principal preocupação no âmbito da política externa tem sido a atitude de Obama com o Irão. Os Republicanos consideram-na demasiado suave, mas a verdade é que só existe um próximo passo a dar, já que as sanções económicas se encontram no máximo: bombardeamentos estratégicos.

Não acredito num conflito EUA-Coreia do Norte. A Coreia do Norte é um caso único no mundo. Um líder e um sistema que não se preocuparia um bocadinho em sacrificar toda a população somente para não conceder o que quer que seja ao inimigo. Nenhuma democracia conseguiria lutar com um regime como o da Coreia do Norte. A não ser que o Chubby Leader decida atacar primeiro.

Há tanta confusão ainda por acontecer. Médio Oriente está repleto de problemas que podem explodir de um momento para o outro. A China e o Japão aproveitam qualquer questiúncula para reivindicarem direitos. A Índia e o Paquistão detestam-se.

Ah, claro, e nós queremos Olivença de volta! :mrgreen:

  Hum...não me parece. O Médio Oriente anda todo f.od.ido. Os Americanos já nem se preocupem com aquilo. A Síria e o Irão acabarão por implodir e será mais terra-queimada a favor da globalização. Já a Coreia é mais "apetecível" para o "Bush-wannabe". É considerado território virgem na politica expansionista da extrema-direita americana e pode servir como bode expiatório para mais uma guerra-santa tão ao gosto da CIA. Os Coreanos saíram da casca do ovo e a administração Obama tem tratado o assunto com "pinças cirúrgicas". Romney é mais adepto do martelo e da espada (leia-se força naval e aérea) no capítulo muito próprio da diplomacia internacional.

Não podes esquecer Israel. Quem mais tem se manifestado, fora dos EUA, a favor de um ataque ao Irão, e o poder diplomático de Israel nos EUA é fortíssimo, é Israel, e este país não admite qualquer resquício de dúvida relativamente à sua segurança territorial.
Romney. Cuidado com este gajo. Com ele rebentará mais um conflito "Regional". Estou em crer que meterá o bedelho na Coreia...muito medo!!

Não sem passar pelo Irão primeiro. Aliás, nestas eleições a principal preocupação no âmbito da política externa tem sido a atitude de Obama com o Irão. Os Republicanos consideram-na demasiado suave, mas a verdade é que só existe um próximo passo a dar, já que as sanções económicas se encontram no máximo: bombardeamentos estratégicos.

Não acredito num conflito EUA-Coreia do Norte. A Coreia do Norte é um caso único no mundo. Um líder e um sistema que não se preocuparia um bocadinho em sacrificar toda a população somente para não conceder o que quer que seja ao inimigo. Nenhuma democracia conseguiria lutar com um regime como o da Coreia do Norte. A não ser que o Chubby Leader decida atacar primeiro.

Há tanta confusão ainda por acontecer. Médio Oriente está repleto de problemas que podem explodir de um momento para o outro. A China e o Japão aproveitam qualquer questiúncula para reivindicarem direitos. A Índia e o Paquistão detestam-se.

Ah, claro, e nós queremos Olivença de volta! :mrgreen:

  Hum...não me parece. O Médio Oriente anda todo f.od.ido. Os Americanos já nem se preocupem com aquilo. A Síria e o Irão acabarão por implodir e será mais terra-queimada a favor da globalização. Já a Coreia é mais "apetecível" para o "Bush-wannabe". É considerado território virgem na politica expansionista da extrema-direita americana e pode servir como bode expiatório para mais uma guerra-santa tão ao gosto da CIA. Os Coreanos saíram da casca do ovo e a administração Obama tem tratado o assunto com "pinças cirúrgicas". Romney é mais adepto do martelo e da espada (leia-se força naval e aérea) no capítulo muito próprio da diplomacia internacional.

Não podes esquecer Israel. Quem mais tem se manifestado, fora dos EUA, a favor de um ataque ao Irão, e o poder diplomático de Israel nos EUA é fortíssimo, é Israel, e este país não admite qualquer resquício de dúvida relativamente à sua segurança territorial.

  Pois...penso que Israel está segura por ora. Tanto Iranianos, como Sírios estão no fio da navalha. A pressão é tanta, que mais tarde ou mais cedo haverá a Primavera Árabe também por aqueles lados. Por outro lado os Americanos e Israelitas não estão muito interessados em provocar (neste momento) Russos e Chineses que são um autêntico salvo-conduto para os Regimes Iraniano e Sírio. A situação poderia alterar-se caso decidissem um ataque aberto a Israel, o que muito desconfio...preferem ataques dissimulados (via financiamento indirecto da guerrilha que perpetra ataques terroristas) do que propriamente uma guerra aberta onde perderiam em toda a linha!