Jesus Correia

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Um dos enormes 5 Violinos  :clap:

Falar de Jesus Correia é falar em ecleticismo, e de um enorme amor por duas modalidades bastante distintas, alguem que conseguiu em ambas arrebatar titulos e fazer historia !!

E nao se pode dizer que fosse facil a vida deste simbolo, nao me recordo ao certo, mas de uma entrevista que li ha algum tempo, julgo que os treinos de futebol eram de manha, trabalho no gremio das mercearias (Peyroteo por exemplo trabalhava no Gremio das Carnes, e outros atletas do Sporting e do benfica tambem trabalhavam nestes locais) o resto do dia, e treinos de hoquei em patins a noite, por isso, uma vida complicada e sem duvida muito preenchida, por amor a camisola e ao desporto.

Por ambas as modalidades arrebatou titulos e prestigio, infelizmente acabou para o futebol com 28 anos, quando um dirigente Sportinguista o obrigou a escolher entre o hoquei ou o futebol, venceu o hoquei ate porque os dirigentes do Paco de Arcos (clube que representava) ja lhe tinham prometido ajuda no pagamento da casa que estava a construir...

Para sempre um nome do Sporting Clube de Portugal  :clap:  :clap: mesmo nos seus ultimos dias de vida falava sempre com grande fervor da causa Sportinguista !!

p.s. Apesar dos quase dois anos, excelente historia 138  :clap:
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RESULTADOS E CONCLUSÕES DA AUDITORIA DE GESTÃO 1995-2013
Jesus Correia: entre dois amores

Em Setembro de 1948, o Sporting deslocou-se a Madrid para um encontro de carácter particular com o Atlético. Convictos da sua superioridade, os madrilenos dedicaram pouca atenção ao extremo-direito, de fraca figura, mas créditos firmados no nosso país. Resultado: ao intervalo, os campeões portugueses venciam, por 6-0, com seis golos (!) de Jesus Correia.
A acontecer 50 anos mais tarde, era inevitável que o futebolista de Paço de Arcos iniciasse a época seguinte num dos grandes clubes de Espanha, com ordenado milionário, casa, carro e equipa de hóquei privativa, para não deixar arrefecer a outra paixão que alimentou a sua carreira. Porém, naquela época o mercado regia-se por normas distintas das que hoje vigoram e o “Necas” regressou a Lisboa e ao Sporting, a quem se ligara, em 1943-44, por sugestão de Joseph Szabo, que por ele se encantara num treino ministrado aos hoquistas de Paço de Arcos.
“Desde que começou a jogar hóquei nunca mais jogou à bola. Quando o desinquietaram para ir fazer uma experiência ao Sporting havia já dois anos que não dava um chute! Pois, ao fim desse treino, coroava a sua exibição com um “goal” bem enfiado nas redes de Azevedo. Jesus Correia passava a vestir a camisola listada dos leões”, contava Fernando Sá, numa entrevista que o extremo deu à Stadium, na qual confessava que, antes de se ligar ao emblema de Alvalade, torcia... “por nenhum clube”. “Fui parar ao Sporting como poderia ir para qualquer outro”, acrescentava.
E pelo Sporting foi ficando, construindo, ao longo de 10 anos, uma carreira recheada de êxitos. Nos 315 jogos de leão ao peito apontou 254 golos, que lhe valeram sete títulos de campeão nacional e três taças de Portugal. Os feitos de Jesus Correia, um jogador que sempre privilegiou a velocidade aos primores técnicos, assumem maior destaque, se for levado em linha de conta que, neste período, se manteve como hoquista de elevada cotação, contribuindo para a conquista de vários títulos nacionais, pelo Paço de Arcos, e campeonatos da Europa e do Mundo, com as cores da selecção nacional.
Foi esta vida dupla, que levou o avançado a abandonar de forma precoce, aos 28 anos, os campos de futebol. Pressionado pela direcção do Sporting, para que se dedicasse em exclusivo ao desporto-rei, optou pelo caminho inverso. “Quase todos os dias, às primeiras horas da manhã, treinos de futebol. Depois, o emprego, que nunca quis nem quero deixar. À noite, hóquei-jogo ou treino. Tive de olhar pelo meu futuro e no hóquei descanso mais”, justificou.
Hoje, seguramente, Jesus Correia teria deixado o emprego no Grémio das Mercearias!

João Lopes, em “Os Anos de Salazar”, © 2008 Planeta DeAgostini
O Pavilhão da Escola Secundária Luís de Freitas Branco em Paço de Arcos, tem o nome de Jesus Correia.

 :beer:
‘Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa’
Um orgulho tremendo deste Nobre e Bravo Leão!!!
 :venia:
QUE O LEÃO VOLTE A RUGIR MAIS ALTO QUE NUNCA
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RESULTADOS E CONCLUSÕES DA AUDITORIA DE GESTÃO 1995-2013
JESUS CORREIA: O CAVALHEIRO QUE SALTOU DOS RINQUES PARA OS RELVADOS
Por Jornal Sporting
25 Jul, 2016
CLUBE
Começou no Paço de Arcos em hóquei em patins, foi recusado no Belenenses no futebol e acabou por vir brilhar em Alvalade


Começa hoje a série de cinco dias para o mesmo número de violinos que encantaram o futebol nacional e enriqueceram de forma ímpar a história do Sporting CP.

Jesus Correia, nascido a 3 de Abril de 1924, em Paço de Arcos, começou a carreira de desportista como hoquista do clube da Linha. Até se descobrir que o seu virtuosismo em cima dos patins era apenas um aperitivo daquilo que poderia fazer com chuteiras, nos relvados. Nas provas que prestou no Belenenses, foi rejeitado. No entanto, o seu talento não passou despercebido a Josef Szabo, treinador principal dos leões, que não só lhe deu um lugar na equipa principal como lhe colocou a responsabilidade acrescida de substituir outro nome grande: Adolfo Mourão.

Reconhecidamente um cavalheiro fora dos terrenos de jogo, com um sentido humor apuradíssimo, Jesus Correia era a maior dor de cabeça aos laterais esquerdos que tinham por missão travá-lo. O que não era fácil. Que o diga o Atlético Madrid, na inauguração do Estádio Metropolitano, na capital espanhola, 'Necas', como era conhecido, marcou todos os golos com que o Sporting CP derrotou os anfitriões. O resultado ficou 6-3, num tempo em que não havia, propriamente, visitas de cortesia, como se pode verificar pelo marcador final.

Depois de nove temporadas de leão ao peito nos relvados leoninos, optou por abandonar o futebol e dedicar-se a tempo inteiro ao hóquei em patins.

Foi o último dos Cinco Violinos a partir de entre nós, em 2003, não sem antes ter recebido a honra de dar o pontapé de saída na inauguração do novo José Alvalade, frente ao Manchester United, o encontro que marcou a partida de Cristiano Ronaldo para os Red Devils, dando, assim, início a uma carreira tão ímpar como aquela que Peyroteo e os Cinco Violinos tiveram no Sporting CP.

Jesus Correia em números:

Temporadas: 9

Títulos: sete Campeonatos Nacionais; duas Taças de Portugal e dois Campeonatos de Lisboa

Jogos: 208

Golos: 158

Adversários: Académica (17); Atlético (16); Benfica (13); Estoril (13); V. Guimarães (12); FC Porto (10); Boavista (10); Oriental (9); Olhanense (9); Belenenses (7); Lusitano VRSA (7); Oliveirense (5); CUF (5) Salgueiros (4); Sanjoanense (4); Sp. Braga (3); Famalicão (3); Sp. Covilhã (3); Elvas (3); V. Setúbal (2); Barreirense (2); e Barcelona (1)

http://www.sporting.pt/pt/noticias/clube/2016-07-25/jesus-correia-o-cavalheiro-que-saltou-dos-rinques-para-os-relvados
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/um-dia-com-primeiros-campeoes-do-mundo-de-hoquei-em-patins-1947/

Jesus Correira em 1970

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Estou fascinado com os arquivos da rtp.Deviamos abrir um tópico só para meter todos estes videos relacionados com o clube.
Citar
Lendas do universo leonino: Jesus Correia
Por Ricardo Vaz - 23/03/2018

António Jesus Correia, um dos elementos que pertenceu ao quinteto atacante mais famoso do futebol português, denominado como Os Cinco Violinos. Era natural de Paço de Arcos e tinha dois “amores” desportivos, hóquei em patins e futebol, tendo sido atleta de alta competição destas duas modalidades, em simultâneo. Necas, como também era conhecido, foi o último “violino” a falecer, com 79 anos. Deixou um marco impressionante na história, não só leonina como nacional, tendo conquistado vários troféus nas duas modalidades coletivas, quer como jogador, quer como treinador/selecionador.

No que ao hóquei em patins diz respeito, iniciou a sua carreira no clube da sua terra natal, no Paço de Arcos Hockey Club, onde marcou mais de 290 golos em 172 jogos. Entre 1942 e 1955, foi campeão nacional por oito vezes. Na Seleção Nacional de Hóquei em Patins, foi internacional por 142 vezes, onde venceu seis títulos mundiais e outros tantos europeus.

Em relação ao futebol, foi num clube da sua terra natal (Associação Académica) que deu os primeiros “pontapés” na bola. Antes de vestir a verde e branca, ainda esteve à experiência n’Os Belenenses”.

Decorria o ano 1943, quando Jesus Correia, através da passagem de uma oficina de automóveis para um armazém de mercearia, conheceu um diretor dos leões, que lhe deu a oportunidade de mostrar o seu valor num treino à experiência. Depois de ser rejeitado no Belenenses, aceitou a oportunidade e impressionou desde logo os responsáveis leoninos, especialmente Joseph Szabo – técnico leonino na época.

Ao serviço da equipa leonina, conquistou dois campeonatos de Lisboa, sete campeonatos nacionais e duas taças de Portugal. Ao longo das nove temporadas, o extremo direito vestiu a nossa camisola em 208 jogos, tendo levado a massa adepta leonina a festejar por 158 vezes os seus golos, mostrando também a sua veia goleadora. Necas fazia da velocidade, facilidade de remate e entrega em campo os seus principais atributos. Na história de goleadores do Sporting Clube de Portugal, posiciona-se na oitava posição.

Um dos momentos mais marcantes da sua “passagem” pelo Sporting Clube de Portugal foi no dia cinco de setembro de 1948, num jogo amigável para inauguração do estádio metropolitano do Atlético de Madrid, onde a equipa da casa recebeu o Sporting Clube de Portugal. Naquela época os jogadores queriam ganhar sempre, como se diz na gíria do futebol “perder?! nem a feijões”, e o resultado demonstra bem isso, numa vitória bem expressiva por 6-3, com todos os golos leoninos a serem apontados por Necas.


Em 1952, teve de optar por uma das modalidades, depois do Sporting lhe propor o passe exclusivo. Sendo o hóquei em patins o seu primeiro “amor” desportivo e por entender que com a idade que tinha (28 anos) seria mais fácil continuar a ser atleta de alta competição de hóquei em patins, Necas optou por continuar a calçar os patins e a segurar no stick, dizendo adeus aos relvados.

No entanto, no seu último jogo com a camisola verde e branca, dia cinco de outubro de 1952, ainda nos deu mais uma alegria, marcando o golo da vitória por 3-2 contra um rival – o Benfica.

Tal como no hóquei em patins, representou também a Seleção Nacional de Futebol, entre 1947 e 1952. Contou com treze internacionalizações, onde encontrou o caminho do golo por três vezes. Depois da retirada dos ringues, foi treinador de hóquei em patins e mais tarde foi ainda selecionador nacional de hóquei em patins, tendo conquistado pela seleção das quinas dois títulos mundiais.

Na inauguração do novo Estádio José de Alvalade, contra o Manchester United, Necas foi homenageado pelo clube, dando o pontapé de saída. Depois de falecer, foi reconhecido também através da atribuição do prémio Stromp na categoria Saudade no ano 1993 e ainda pela medalha de ouro do Sporting Clube de Portugal.

Como diz o seu neto, Pedro Monteiro, “Imortalizado na estátua, em Alvalade, mas principalmente no coração dos sportinguistas”.


Bola na Rede
Lenda :venia:

Faria hj anos