Héctor Yazalde

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Grande Yazalde! O meu avô sempre me disse que era um enorme goleador, mas que era ainda maior como pessoa, e que o perdemos porque o Sporting com a revolução ficou debilitado financeiramente e não lhe podiam pagar o salário. Uma pena! Até sempre Chirola! :arrow:
«Já vi o suficiente deste JJ e já lhe tirei as medidas. Com ele, o Sporting não vai a lado nenhum»
@SCP Always in forumscp 22-08-17

Queria aproveitar este momento conturbado e preocupante da vida do nosso Clube para publicamente reconhecer que o amigo tinha toda a razão. Ainda mais do que aquela que na altura todos suponhamos ser possível.
@Toca_do_lobo 18/05/2018
Obrigado eterno Chirola! Obrigado por tudo!
Que Deus te guarda!!

É frustrante não ter tido a possibilidade de o ver jogar...

Até sempre e descansa em paz!  :clap: :clap: :clap: :clap:

http://www.ojogo.pt/futebol/1a_liga/sporting/interior.aspx?content_id=2616021&page=-1

Até sempre, Yazalde!

Ao ler esse artigo e alguns dos comentários fui ter a um site brasileiro com a história profissional do Chirola. Recomendo a leitura.

Héctor Yazalde, o primeiro argentino Chuteira de Ouro

Tal como o Luis Araujo também tenho pena de não o ter visto a jogar pelo Sporting.

OBRIGADO YAZALDE! ATÉ SEMPRE!


Deslculpem lá o desenterranço, mas gostava de esclarecer aqui uma coisa...


O nosso Yazalde não devia estar nesta lista?

A lista conta os golos num ano cívil.
Deslculpem lá o desenterranço, mas gostava de esclarecer aqui uma coisa...


O nosso Yazalde não devia estar nesta lista?

A lista conta os golos num ano cívil.

Claramente, ele só no campeonato marcava aos 42/45

http://www.forumscp.com/wiki/index.php?title=Yazalde

Aqui estão os valores por época.

Provavelmente deveria estar nessa lista, mas não deve existir o registo anual...
A ganhar ou a perder, Sporting até morrer !
Deslculpem lá o desenterranço, mas gostava de esclarecer aqui uma coisa...


O nosso Yazalde não devia estar nesta lista?

A lista conta os golos num ano cívil.

Portanto durante 20 anos o melhor registo era de Peyroteo, mais um recorde que passa ao lado de toda a gente
Então mas o Inzébio não aparece? Parece mentira...  :twisted:
Tive o prazer e o orgulho de o ter visto jogar várias vezes , durante uma época . Era um avançado extraordinário . Um pouco à semelhança do que aconteceu quando jogava o Jardel , também nesta época a equipa jogava para ele . Quando a bola lhe chegava " jogavel " , era garantia de golo . Obviamente , tinha características completamente diferentes do Jardel . Era um avançado muito mais móvel mas um finalizador exímio . Se não me engano a equipa titular era : Damas , José Carlos , Alhinho , Bastos e Carlos Pereira , Nelson , Wagner e Fraguito , Márinho , Yazalde  e Dinis . Quando esta equipa entrava em campo , sabíamos que a vitória era uma questão de tempo .
  Como já aqui foi dito , como homem , era extraordinário . Humilde , solidário , esforçado , são os adjectivos que mais me ocorrem , mas acima de tudo , Grande Sportinguista .
 Obrigado "Chirola" , por tudo o que nos destes .
 Descansa em paz .
Passam hoje 42 anos sob a assinatura do contrato de Yazalde com o Sporting, anos depois era um ídolo Sportinguista e um motivo de orgulho leonino. Obrigada, Chirola!
Encontrei por acaso isto.

Não dá para ler completamente mas penso ter interesse para o tópico.
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Faz hoje 40 anos que Hector Yazalde recebeu a Bota de Ouro, tendo marcado 46 golos no Campeonato Nacional.

Conhece mais sobre a nossa História no Museu do Sporting.




https://www.facebook.com/SportingClubePortugal
Craque, pena nunca o ter visto jogar  ???
“Para mim, o Sporting é como uma mulher que se ama logo à primeira vista. Um homem pode conhecer várias mulheres, mas há sempre ‘aquela’, a especial. Independentemente de ficarmos com ela ou não, lembramo-nos dela para sempre!” De Franceschi
FORÇA GRANDE BRUNO CARVALHO...
Eu gosto de todos os jogadores ke passaram pelo nosso Clube ( com excepção daquela abóbora fedorenta ke dá pelo nome de Simão Sabrosa), mas o meu Maior Ídolo de Sempre foi este HÉCTOR YAZALDE!!! O quanto ele me fez sentir Orgulhosos e Feliz de ser Sportinguista, quando então ainda miúdo, ouvia os golos dele, relatados na rádio, naquela terra distante e saudosa d'além mar, ke era a minha! Por tantos momentos de Felicidade, o meu mais eterno Orbrigado, HÉCTOR YAZALDE! Jamais te esquecerei! Quando jogava à bola com os outros miúdos lá na rua onde morava e marcava um golo, levantava o braço e bem alto gritava: GOLOOOOOO...YAZALDEEEEE!!!...Coisas boas de criança! Só tenho pena ke não hajam praticamente vídeos nenhuns, com o registo da chuva de golos ke ele marcava!
« Última modificação: Dezembro 06, 2014, 15:47 pm por leo60 »
Yazalde e Eusébio em 1972.

Nunca tivemos um Presidente com a experiência e know-how deste no futebol. Nunca. Isto é factual, por muito que te custe.

Como diz o JJ, a maioria dos Presidentes demora anos para aprender o que este já sabe.
Yazalde e Eusébio em 1972.


Um mito do futebol... E um gajo que nasceu em Moçambique.
''You have forgotten who you are and so have forgotten me. Look inside yourself, Simba. You are more than what you have become. You must take your place in the Circle of Life.'' Mufasa, Lion King, 1994

''These are dark times, there is no denying. Our world has perhaps faced no greater threat than it does today. But I say this to our citizenry: We, ever your servants, will continue to defend your liberty and repel the forces that seek to take it from you!'' Rufus Scrimgeour, Minister for Magic
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"Yazalde amava o Sporting"
Carmizé, a portuguesa que roubou o coração de Chirola, recebeu O JOGO em Buenos Aires, onde continua a ser proeminente figura pública e passou em revista instantes marcantes de um avançado sem par. O adeus do argentino foi a 18 de junho de 1997
O casamento mudou a sua identidade. Até conhecer o goleador que ficou na história era Maria do Carmo da Ressurreição de Deus. Mas surgiu na sua vida o Chirola e passou a ser para sempre Carmen Yazalde, a esposa de um dos grandes ídolos do Sporting, o Bota de Ouro da temporada 73/74, graças a 46 golos em trinta jogos, o goleador que foi um mito até há 15 anos, quando faleceu aos 51 anos, em Buenos Aires. "Chirola amava o Sporting, foi o clube que mais quis e onde foi mais querido. Era uma loucura por ele", recorda a atriz e modelo portuguesa, a Carmizé, que agora vive e é figura pública na Argentina e anseia por um regresso a Portugal: "Este ano vou a Lisboa, mal posso esperar. Quero conhecer o novo estádio do Sporting e visitar o museu para ver tudo o que têm do Chirola".
Como se conheceram?
Ele vivia por cima de uma taberna onde todos os sábados e domingos almoçávamos com a companhia de teatro. Um dia vêmo-lo chegar com Conchita Velasco, uma diva espanhola que estava a fazer uma peça em Portugal e também vivia aí. 'Quem é aquele de cabelo comprido, parecia um índio?', perguntámos e o empregado disse-nos que era um jogador do Sporting, mas que não estava a jogar. Eu já sabia de alguma coisa do género, porque o Camilo de Oliveira, que era o ator principal da peça e era um sportinguista doente, ia falando sempre da equipa. Depois, ao fazer um anúncio publicitário com trinta homens, alguém pediu ao realizador se podia trazer um argentino para passar o dia de filmagens connosco. E apareceu no Guincho. A partir desse dia, não saiu da primeira fila do teatro todas as noites. Convidava-me para jantar, mas não podia esperar até à uma da manhã, senão era multado pelo clube.
Então, foram almoçar?
Por fim, o Camilo de Oliveira insistiu para sair com a sua esposa e com o Chirola. Fomos ouvir fados em Alfama e a partir daí começámos a namorar. Ao princípio, andávamos escondidos, ele ainda não podia jogar, porque já havia um estrangeiro no plantel e tinha que esperar que a época terminasse. Foi um instante. Depois, no final de 1972, viajei sozinha para a Argentina para conhecer o seu país, porque ele me dizia que não sabia onde iria terminar a carreira. Fiquei por vários meses e o Chirola viajou quando terminou o campeonato, com todos os documentos para nos casarmos. Foi a 16 de julho de 1973.
Ia vê-lo ao estádio?
Sim, tínhamos um camarote. O meu pai era sportinguista, mas não ia ao estádio porque comecei a trabalhar muito nova no teatro e não podia ir. Mas depois comecei a ir pelo Chirola. Ele punha toda a gente doida, era o máximo. Para os adeptos e para os companheiros. Era muito amigo do guarda-redes, o Damas, do Marinho, do Dinis, do Chico Faria... Todos craques. E tal como agora toda a equipa do Barcelona joga para o Messi, toda a equipa do Sporting da altura jogava para o Chirola, que ganhava todos os domingos um carro. Uma empresa que patrocionava o clube premiava o jogador que marcava o primeiro golo, mas ele já tinha um BMW bordô que adorava, era uma máquina.
E o que fazia com os carros que ganhava?
Sorteava-os pelos companheiros. Por isso era tão admirado. Os miúdos pobres iam ver os treinos e ele dava-lhes sempre qualquer coisita. Ele tinha tido uma infância como a deles e, então, dava sempre uma ajuda. A sua família era muito humilde, com seis irmãos e uma irmã, e ele ajudou-os a todos.
Como foi essa época em que ele ganhou a Bota de Ouro?
Foi impressionante, ele marcava em quase todos os jogos. Sentia-se importante, os companheiros jogavam para ele e o Chirola não perdoava a nenhum guarda-redes. Lembro-me dessa gala em que lhe entregaram a Bota de Ouro. Fecharam o Lido só para nós e o Beckenbauer disse ao Chirola: "Tens a mulher mais linda de todos os jogadores do mundo."
Porque deixou o Sporting?
O Sporting teve que o vender depois do 25 de abril de 1974, porque ele ganhava muito e ainda tinha mais dois anos de contrato e o clube não tinha condições para lhe pagar o ordenado. E ele adorava o clube, mas teve que partir devido a questões económicas. Foi assim que fomos para Marselha. Ele tinha a opção de ir para o Real ou Atlético de Madrid, não me lembro bem, mas o Chirola disse: "Vamos para França, assim aprendo outra língua".
E ele quis voltar à Argentina?
Voltámos em 1978. Pagou 500 mil dólares para poder sair do Marselha porque ainda tinha dois anos de contrato. Voltou porque lhe tinham prometido que ia jogar o Mundial [em 1978, na Argentina], mas depois não o convocaram e começou a sua depressão. Se tivéssemos ficado na Europa e hoje ainda fosse vivo, o Chirola seria um Platini, um Beckenbauer... Ele era um embaixador, vivia de outra maneira, às 7 da manhã vinha o professor de inglês lá a casa... Mas na Argentina, mudou de vida. Separámo-nos em 1987, dez anos antes da sua morte.




Fonte: O Jogo