Escolher sempre o pior — Mais que apanágio nosso, um desígnio nacional

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Viridis excelente apreciação, pena que neste país da treta nada é apreciado como deveria ser, realmente somos mesmo um povo que escolher sempre o pior faz já parte do nosso apanágio.

 Merecido agradecimento pela apreciação! :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: :clap:
23-03-2013 O dia mais feliz da minha vida como sportinguista.
A partir de agora mandamos nós e o Sporting terá o seu caminho novamente, quero vos agradecer a todos e dizer claramente para que toda a gente oiça:
Viva o Sporting Clube de Portugal! É nosso outra vez!
Palavras do Presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho. Bem-haja Presidente!
23-06-2018 O pior dia da minha vida como sportinguista. Após campanha orquestrada entre lampiões, croquetes e comunicação social, cai o melhor Presidente da história do clube. Obrigado do fundo do coração Presidente por ter trazido um orgulho e alegria que estavam esmagados no meu coração para mim será eterno.
Excelente
Só não te dou razão no caso da ditadura de esquerda. Nunca existiu, ainda que tenha sido uma possibilidade
Será... Farinha?!
 Pouca diferença vejo entre esta esquerda e a ditadura de esquerda do amiguinho Chavés...!
Apoiada na propaganda, na demagogia e na pobreza de espírito de um povo que não pode nem consegue ver mais além...  :offtopic:
Está muito bom Parabéns!  :great:
 :clap:  fantástico texto,fantásticas reacções,fantástico forum!  temos todos que sêr mais participativos,reactivos e exigentes no nosso clube e sobretudo na nossa nação
Há muitos anos que Portugal tem uma tradição de masoquismo, desresponsabilização e orgulho na incompetência. É uma forte doença auto-imune que está imbuída no código genético social português.

Não indo muito longe no tempo desta velha nação, porque levar-nos-ia a pensar quando começou este gosto pela auto-destruição, façamos uma retrospectiva histórica:

Quando Portugal precisava reformar a sua agricultura e recursos florestais, toca a transformar o país em trigais e eucaliptais até esgotar os solos.

Quando os outros países descolonizaram o Ultramar, nós decidimos ir para Angola depressa e em força entregar o sangue dos filhos da nação em troca de coisa nenhuma.

Quando toda a Europa Ocidental se democratizava, decidimos trocar uma ditadura de direita por uma de esquerda.

Quando Portugal precisava valorizar os recursos naturais, opta pelo betão e em força. Dizia-se então que o estatuto de uma cidade se media pela altura do edifício mais portentoso (leia-se mamarracho com gaiolas, ex: Prédio Coutinho) — construído no sítio mais impróprio possível, sempre!

Quando Portugal precisava de renovar a Marinha, compra 45 caças F16 em 2ª mão, para caçar em pleno ar não se sabe bem o quê, melros talvez.

Quando os outros países da Europa decidiram apostar na ferrovia, Portugal e o seu gémeo oriental (Grécia), ao arrepio de toda a Europa, mas profundamente "iluminados", optam pelo asfalto.

Quando o Alqueva já estava obsoleto (porque o Alentejo afinal já não era o celeiro de Portugal), opta-se pela sua conclusão, com as consequências nefastas que teve para os vinhos do Alentejo.

Quando Portugal necessitava de lanchas rápidas para controlar a vasta ZEE, eis que se compram dois submarinos para brincar às escondidas no mar.

Quando Portugal precisa recuperar a sua economia, faz protocolos com a China para destruir todo o seu comércio e resolve construir um novo aeroporto e um sistema ferroviário específico de classe luxuriante.

Quando Lisboa está entulhada de carros, planeia-se uma ponte gigantesca com 3 faixas rodoviárias em cada sentido, mesmo no meio do Tejo com as nefastas consequências para o património paisagístico que se conhecem.

Quando Portugal tem 144 camas no Alcoitão para doentes em reabilitação profunda e os hospitais não dão conta do triste panorama da saúde, constroem-se 10 estádios de futebol com as consequências que se conhecem.

Nesse processo dos estádios, está envolvido Godinho Lopes, conhecido "artista" que, depois de lesar o estado em €25M, embora ilibado por falta de provas (mas não absolvido), cai de pára-quedas no Sporting e é o sinistro responsável pelo desastroso processo do novo estádio José Alvalade, processo do qual se orgulha, note-se.

Quando o Sporting é a maior potência do Atletismo nacional, ao desastroso processo de planeamento do estádio (entregue pelo "artista" a um conhecido lampião de má fama e conhecido péssimo gosto artístico) subtraia-se então todo o equipamento da modalidade mais forte do clube, em detrimento de uma maior proximidade do público ao relvado, dizia-se — mas que acaba gorada com a adição de um fosso. Como pièce-de-résistance, decore-se o Sporting, a sua imagem e a sua casa da forma mais foleira possível.

Quando o Sporting se encontra no fosso a que os primazes da arte burlística o remeteram, que melhor opção senão coroar de glória o "artista" Godinho Lopes?

Portugal não tem espelhos em casa. Portugal escolhe sempre a pior opção e orgulha-se disso, faz gala de ser parvo e... orgulha-se disso, com um sorriso tolo na cara. Portugal olha para a Europa e, ou intelectualmente desonesto ou simplesmente em negação, gaba-se que é parvo mas que tem bom coração. Mas nem para si mesmo é bom.

E o Sporting não escapa a este desígnio nacional.

"Mau perder" dirão alguns? não, é mais a frustração de lidar com pessoas que se orgulham da sua pequenez. Porque perder não se perdeu, a não ser uma oportunidade de ouro. Houve apenas uma jogada de xico-espertismo para perpetuar a tacanhez e o obscurantismo auto-destruidor.

Mas em Portugal e no Sporting os dias da tacanhez estão contados. Chegará o ponto em que o bolor que corrói as estruturas desta nação terá um bafiento cheiro tão insuportável que a mudança será inevitável e inexorável.

UUUUUPA!!!!!!!!!!!!
Alguém que redija o Capítulo 2018 desta obra?