Escolher sempre o pior — Mais que apanágio nosso, um desígnio nacional

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Sem dúvida um texto pertinente, com uma linguagem certeira e acutilante "a la" Viridis e que descreve de forma clara qual o sentimento que vai no coração dos portugueses que pensam em tudo isto que se está a passar no país há cerca de 20 anos bem como no coração dos Sportinguistas que não se revêem na forma de gestão que tem existido no Sporting.

Se no caso do país há factores extrínsecos que potenciaram a situação difícil em que vivemos, há no entanto um inevitável ponto de contacto entre a situação de Portugal e do Sporting: a incompetência das classes dirigentes.

Uma das coisas que mais me custa é ver tanto programa de tv, tanto artigo no jornal, tanto paineleiro e comentador a mandar bitaites, alguns deles com provas dadas na gestão de empresas e na sociedade civil mas que, quando é preciso chegarem-se à frente porque o país precisa, tá quieto. E o mesmo se passa no Sporting.

Ao fim e ao cabo, no final, só mudam as moscas porque a m.e.r.d.a., acaba sempre por ser a mesma.

Parabéns @ Viridis, excelente texto.  :clap: :clap: :clap: :clap: :clap:
Sem dúvida um texto pertinente, com uma linguagem certeira e acutilante "a la" Viridis e que descreve de forma clara qual o sentimento que vai no coração dos portugueses que pensam em tudo isto que se está a passar no país há cerca de 20 anos bem como no coração dos Sportinguistas que não se revêem na forma de gestão que tem existido no Sporting.

Se no caso do país há factores extrínsecos que potenciaram a situação difícil em que vivemos, há no entanto um inevitável ponto de contacto entre a situação de Portugal e do Sporting: a incompetência das classes dirigentes.

Uma das coisas que mais me custa é ver tanto programa de tv, tanto artigo no jornal, tanto paineleiro e comentador a mandar bitaites, alguns deles com provas dadas na gestão de empresas e na sociedade civil mas que, quando é preciso chegarem-se à frente porque o país precisa, tá quieto. E o mesmo se passa no Sporting.

Ao fim e ao cabo, no final, só mudam as moscas porque a m.e.r.d.a., acaba sempre por ser a mesma.

Parabéns @ Viridis, excelente texto.  :clap: :clap: :clap: :clap: :clap:

O problema não passa só pela classe dirigente.

Quem elegeu o Gordinho Flopes? Todos têm acesso à mesma informação. Esta espécie de gente roubou 25M ao Estado (a todos os portugueses) e fez o que fez com o nosso Estádio, e há gente a votar neles? De quem é a culpa? Ele apenas se candidatou. Não apontou arma a ninguém.

Quem elege PS e PSD consecutivamente para camãras e cargos dirigentes?

Os portugueses é que têm culpa do Estado em que está o país, tal como os sportinguistas têm culpa do estado em que está o SCP.

Quanto ao texto do @Viridis  :clap:

@barbicane   :clap:
Revejo-me completamente nestes pensamentos!
És um verdadeiro Leão na Internet... mas ainda não és sócio? Muda isso num só minuto, faz-te sócio e sê uma voz activa/participativa no nosso clube! Precisamos da ajuda de todos os Sportinguistas! -> https://socionumminuto.pt

RESULTADOS E CONCLUSÕES DA AUDITORIA DE GESTÃO 1995-2013
Concordo com muitas das frases do post, mas não resisto em chamar a atenção para um pormenor curioso: o texto carrega em si próprio um vício, esse sim, verdadeiramente característico da alma lusitana. É que Portugal, como entidade abstracta, não existe; e o Sporting também não.
Portugal são os portugueses e o Sporting são os sportinguistas.
Se o país está na situação em que está e o clube como sabemos, isso deve-se, exclusiva e respectivamente, aos cidadãos e aos associados. Ponto final.
Por isso é que não estou tão optimista como tu.
Não foi o Povo que escolheu gastar mil milhões em submarinos, mas foi o Povo que escolheu os decisores.

Se o País não produz bons políticos e o Clube não gera dirigentes competentes, a razão está na mediocridade das suas gentes.
Por outras palavras: no final, acabamos sempre por ter aquilo que merecemos.

Posto isto, caro Viridis – e desculpa o preciosismo – para tudo ficar mais claro, onde se lê Portugal dever-se-á ler “portugueses” e onde se lê Sporting devemos lembrar-nos de todos nós.
Isto só lá vai quando deixarmos de sacudir a água do capote, que é como quem diz, quando assumirmos as nossas responsabilidades. Responsabilidades enquanto cidadãos, responsabilidades enquanto verdadeiros adeptos.
Se assim não fizermos, podemos passar o resto das nossas vidas a praticar o verdadeiro desporto nacional, que é apontar o dedo. Seja a quem for, apontar sempre o dedo e, preferencialmente, nunca com um espelho no horizonte.


Muito bom comentário ao muito bom texto do Viridis.  :clap: :clap: :clap: Parabéns aos dois!  :clap: :great:


"O ser humano será o único animal que procura voluntariamente a servidão para se furtar ao dom que o distingue da restante criação: a inteligência." (Miguel Castelo Branco)
Por haver pontos em comum com o excelente texto de Viridis...

hxxp://www.sportingapoio.com/cada-um-tem-aquilo-que-merece-por-nelson-vicente/[/url]



No decorrer do ano de 2007, uma pequena ilha vulcânica, a Islândia, entrou com os seus 320 mil habitantes em bancarrota, tornando-se na primeira vitima da crise financeira que tem vindo a assolar o mundo económico.

O endividamento excessivo, a falência do maior banco nacional e o excesso de crédito mal parado, foram alguns dos motivos que guindaram o pais para uma crise que entretanto já fez tombar a Irlanda, a Grécia e agora Portugal.

É bom lembrar que este pequeno pais, erguido em magma no meio do oceano, vinha desde 1944, altura da sua independência, a ser governado pelo PP, o Partido Progressista que se perpetuou no governo até levar o país à miséria. Fazendo recurso a falácias para classificar o “seu bom trabalho”, como por exemplo, o fantástico 13º lugar no ranking de países com melhores condições para se viver (quando Portugal ocupava o modesto 40º) ou ainda com as conhecidas “afinações” bancárias, conseguiram passar para o povo a ideia que tudo estava sobre controlo. E assim conseguiram iludir uma população durante mais de meio século.

Quando a bomba rebentou, o PP saiu em corrida de braços abertos ao encontro do FMI. “- Ajudem-nos… que a m**** veio ao de cima.” O FMI, evidentemente recebeu-os de braços abertos e sem grandes comiserações garantiu ajuda a troco de juros pornográficos que começariam nos 5,5 % e terminariam…. onde terminassem. Feitas as contas por alto, os islandeses concluíram que o recurso ao FMI resultaria num endividamento por 30 anos, com um encargo mensal de sensivelmente 350€ por família.

Não agradados com esta solução, principalmente porque parte considerável da “ajuda” servia para tapar o buraco no Banco da Islândia, o povo mexeu-se, e rapidamente começaram a aparecer movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. Como tal, todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.

Durante algum tempo esgrimiram-se argumentos e o PP, em jeito de velho habito, tentou descarregar uns furgões de areia nos olhos dos islandeses, sempre sem sucesso, pois os islandeses pouco têm de semelhante com, por exemplo os portugueses. Os islandeses são um povo mais á semelhança dos nórdicos e assim sendo, apresentaram-se intransigentes e fieis às suas convicções. O governo não teve outra alternativa e foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.

Num ápice, esses mesmos movimentos cívicos cresceram e forçaram a queda do Governo e novas eleições foram realizadas a 25 de Abril (data mítica) de 2009.

Como está bom de ver, o PP perdeu em toda a linha nas novas eleições. Apesar do PP apresentar Duques e Ases como trunfos, os Islandeses, povo intelectualmente honesto, votaram em massa no renovado Aliança Social Democrata, e com a coligação entretanto criada com o Movimento Verde de Esquerda, garantiram 34 dos 63 lugares da Assembleia.

O programa do novo governo era muito simples: Aprovar uma nova constituição; acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora; e tratar de inserir a curto-médio prazo a Islândia no UE com a subsequente adesão ao Euro.

E foi isso que fizeram. Inevitavelmente, subiram os impostos e cortaram na despesa publica, mas, repare-se, tiveram a preocupação de não o fazer nos serviços públicos de quem a população dependesse, cortando apenas nas chamadas “tetas de vaca” que mais não são que o alimento dos conhecidos “boys do Governo”.

Tomadas que formam estas medidas, seguiu-se a negociação com o FMI. Isto porque apesar de internamente o pais estar a ser organicamente reestruturado e financeiramente optimizado, continuavam a precisar de dinheiro para garantir liquidez. Longas e duras negociações tornaram a mostrar a fibra e a motivação do pequeno grande povo islandês e resultado disso; garantiram os empréstimos que necessitavam nos tais 30 anos de duração com um juro máximo de… 3,3%. Máximo!

O FMI emprestou e saiu de fininho. Nem podia ser de outra forma, pois os islandeses demonstraram de uma forma cabal que se tivessem de trilhar o seu caminho sozinhos, o fariam sem olhar para trás. Ora, sabendo o FMI que o mais provável, dadas as características do povo e do pais, é que mesmo sem ajuda da Banca Internacional, a Islândia teria conseguido superar tamanho desiderato; que tipo de mensagem estaria a ser passada para os demais países do mundo? Uma mensagem inconveniente para o negocio da banca, como está visto, pois como já devem ter reparado, muito pouco se tem falado da Islândia e dos seus estóicos feitos governamentais.

Graças a esta corajosa politica de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na banca e de não pactuar com o Capitalismo (cada vez mais descontrolado) a Islândia conseguiu, aliada a uma politica interna de sacrifício sair da recessão no 3º Trimestre de 2010.

O Governo Islandês, liderado por uma senhora sexagenária, lá vai seguindo o seu caminho; o caminho que escolheu percorrer. O povo está com o Governo, porque o Governo cumpriu, até á data, com todas as promessas do dito referendo dos 93%. E estão com o Governo, porque apesar dos sacrifícios, sabem para onde vão todos os cêntimos dos seus impostos; sabem que os seus sacrifícios não servem para sustentar os banqueiros corruptos do seu pais, nem para encobrir fraudes com que alguns durante muitos anos fizeram crescer monstruosas fortunas. Estão com o Governo, porque este não faz jogadas nas suas costas. Estão unidos, porque o Governo tal como prometido, não lhes mexeu nos sectores públicos necessários à manutenção de uma assistência e segurança social básica. Estão unidos, porque orgulhosamente podem dizer que deram uma lição à máfia banqueira internacional.

E nós?

Porque não estamos nós unidos? Porque não confiamos nós em quem nos governa?

Sim, falo de nós, portugueses. E sim, também falo de nós, sportinguistas.

Bom, nós vamos continuar exactamente como sempre estivemos. Vamos votar no PS e no PSD, aqueles que nos têm conduzido à pobreza. Aqueles que compraram submarinos enquanto encerravam Hospitais e Centros de Saúde. Aqueles que executam penhoras de habitações e colocam na rua famílias com filhos enquanto eles são absolvidos de processos judiciais que fariam qualquer outro cidadão passar os próximos anos da sua vida atrás das grades. Aqueles que pedem para apertar o cinto, enquanto têm cem assessores e outros tantos motoristas. Vamos faze-lo, não tenho uma única célula que duvide disso, e vamos faze-lo da mesma maneira que enquanto sportinguistas “votámos” no Godinho Lopes e no BES. Aqueles que descapitalizaram o clube, vendendo Edifício Visconde de Alvalade, Clínica Cuf, Alvalaxia e terrenos urbanos, com a mesma cadencia com que aumentaram o passivo do clube. “Votámos” neles, mesmo sabendo que todos os bens que restam ao Sporting (Academia e Estádio) já passaram para a Sporting, SAD e que essa mesma SAD vai passar a breve trecho a ser detida maioritariamente pelo BES. Mesmo assim “votámos” neles. Ou não… mas isso pouco importa, porque como bons portugueses que somos, agora o que importa, segundo parece, é darmos as mãos, fecharmos os olhos, e rezar para que tudo corra pelo melhor. Com os sem verdade. Com os sem cumprimento de promessas. Com ou sem futuro.

É assim o português, que não sendo diferente dos outros, vai ter, como tem tido, aquilo que merece. Uma mão cheia de promessas e outra cheia de nada.


Grande texto, na linha do que o Nelson Vicente já nos habituou.

E o mais grave é que reflecte fielmente a realidade.

Não prevejo nada de bom quer para o nosso país quer para o nosso clube.

Isto está enraizado na cabeça, na mentalidade, em todo o ser dos portugueses.
Belo artigo! Obrigado por partilhares!

Só espero que não tenhamos de aguardar 50 anos em hipnose até que 93% acordem para a vida!
   Admiro os islandeses. Sabem o que querem, o que não querem, para onde vão, e sabem dizer não à continuação da miséria que lhes quiseram impor. Poucos, mas bons!!!
Nos outros países à sempre 2 ou no máximo 3 partidos que têm um rotativismo político.... É normal.... O nosso problema é os tachos e cunhas que se aplicam a uns tipos que não sabem nada e vão subindo sem fazer nada em quanto os outros trabalham a dar com pau!
Nos outros países à sempre 2 ou no máximo 3 partidos que têm um rotativismo político.... É normal.... O nosso problema é os tachos e cunhas que se aplicam a uns tipos que não sabem nada e vão subindo sem fazer nada em quanto os outros trabalham a dar com pau!

Esas é que é essa. Premeia-se a mediocridade e a falta de escrúpulos.
Nos outros países à sempre 2 ou no máximo 3 partidos que têm um rotativismo político.... É normal.... O nosso problema é os tachos e cunhas que se aplicam a uns tipos que não sabem nada e vão subindo sem fazer nada em quanto os outros trabalham a dar com pau!

De certeza que só tens a idade que está aí ao lado?  :xock:
Nos outros países à sempre 2 ou no máximo 3 partidos que têm um rotativismo político.... É normal.... O nosso problema é os tachos e cunhas que se aplicam a uns tipos que não sabem nada e vão subindo sem fazer nada em quanto os outros trabalham a dar com pau!

De certeza que só tens a idade que está aí ao lado?  :xock:
Sim.
Nos outros países à sempre 2 ou no máximo 3 partidos que têm um rotativismo político.... É normal.... O nosso problema é os tachos e cunhas que se aplicam a uns tipos que não sabem nada e vão subindo sem fazer nada em quanto os outros trabalham a dar com pau!

De certeza que só tens a idade que está aí ao lado?  :xock:
Sim.

 :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: Parabéns pelo teu comentário. Vais ser um Grande Homem quando cresceres. Espero é que tenhas mais sorte do que eu e a minha geração. Que os como tu, a minha filha e os jovens da vossa idade consigam fazer o que outros não conseguiram.
Historicamente, penso que a única decisão realmente boa foi a que envolveu Portugal nas negociações com Espanha com vista à divisão do território a explorar: Tratado de Tordesilhas.
Nos outros países à sempre 2 ou no máximo 3 partidos que têm um rotativismo político.... É normal.... O nosso problema é os tachos e cunhas que se aplicam a uns tipos que não sabem nada e vão subindo sem fazer nada em quanto os outros trabalham a dar com pau!

De certeza que só tens a idade que está aí ao lado?  :xock:
Sim.

 :clap: :clap: :clap: :clap: :clap: Parabéns pelo teu comentário. Vais ser um Grande Homem quando cresceres. Espero é que tenhas mais sorte do que eu e a minha geração. Que os como tu, a minha filha e os jovens da vossa idade consigam fazer o que outros não conseguiram.
Obrigado!!!  :great:



Historicamente, penso que a única decisão realmente boa foi a que envolveu Portugal nas negociações com Espanha com vista à divisão do território a explorar: Tratado de Tordesilhas.
Feita pelo o único governante que nos governou decentemente defendendo os nossos interesses!!!! D.JOÃO II !!!!! A partir daí só foram reis e ministros e foi o que se sabe ::). Foi o D.Manuel I a mandar os Judeus embora, foi o D. Sebastião com a mania das conquistas, foi o D.João V a gastar o ouro todo do Brasil em palácios e luxurias em vez de indústrias e no exercito... etc etc etc      
O ouro todo? O Estado apenas ficou com um quinto. ;)

Estás a imaginar o teu trabalho hoje ser tributado em apenas 20%?


"O ser humano será o único animal que procura voluntariamente a servidão para se furtar ao dom que o distingue da restante criação: a inteligência." (Miguel Castelo Branco)
O ouro todo? O Estado apenas ficou com um quinto. ;)

Estás a imaginar o teu trabalho hoje ser tributado em apenas 20%?

Tudo para fazer palácios? Eu acho que esse 1/5 era para o rei o resto era para os cofres de Portugal.  ;)
Achas mal. O ouro descoberto tinha de ser fundido e um quinto do mesmo era descontado na hora (na casa de fundição, ficando registado). O resto ia para quem o tinha descoberto, que só depois o podia usar, desde que não o levasse para fora de Portugal. Já nessa altura se combatia a fuga de "divisas". :lol:

Isso de as riquezas serem todas do Estado só apareceu mais tarde, quando uns ladrões revolucionários criaram um embuste chamado comunismo e se apossaram de tudo o que era economicamente interessante, explorando o desejo normal de liberdade por parte das pessoas e sociedades. Curiosamente, republicanos (talvez nem todos) e comunistas (talvez nem todos também) têm em comum uma característica: são regicidas.

Mas não deixa de ser curioso que tirando a França, a Alemanha e a Suíça, os países mais desenvolvidos tanto economica, como social e culturalmente, acabam por ser monarquias. Os EUA são ainda uma grande potência económica, como a China, e uma grande super-potência militar, mas social e culturalmente, ficam atrás de qualquer monarquia europeia, talvez porque cada estado é um estado. Não se pode comparar uma Califórnia a uma Alabama por exemplo. Poder até podemos, só que coitadinhos dos sulistas... :s


A sociedade portuguesa na altura do D. José I era anti-progressista e o Marquês de Pombal ainda fez alguma coisa para modernizar um país que desde que se aburguesou à custa das riquezas da Índia, nunca mais foi o mesmo... Portugal teve pelo menos três grandes oportunidades, mas quem devia dar o exemplo, não as soube aproveitar. Foram as especiarias da Índia, mas preferiu-se gastar esse dinheiro em luxos. Os escravos faziam praticamente tudo e o pouco que se produzia, era à custa dos escravos... O açúcar foi um bom exemplo. Depois veio o ouro do Brasil e mais tarde, tivemos as colónias. Quando as colónias estavam a render, o país a nível económico dependia dos políticos, pois nenhum negócio ou indústria podia ser criado sem a aprovação do estado. E infelizmente, nem depois do 25 de Abril este condicionamento desapareceu.

Tu num país de influência anglo-saxónica ou escandinava não pedes autorização ao Estado ou aos políticos para criares os teus negócios. Obviamente que há licenças para obter e que deve haver casos específicos em que as coisas dependem dos políticos (tipo pontes, auto-estradas, barragens, centrais nucleares e outras coisas que agora não me recordo), mas na sua maioria, os empreendedores arriscam e pronto.

Já em Portugal, qualquer coisa que precise de alguma dimensão parece que só vai para a frente com a bênção do Estado (do ministro ou do PM) ou do presidente da câmara. Esquecem-se é que a cash cow do país são os micro-empresários e não os grandes, que pouco peso têm na economia. Os grandes projectos só aparecem se tiverem bastantes benefícios, coisa que o anónimo empresário dificilmente consegue ter acesso. Aliás, muitos incentivos, muitas leis, uma fiscalidade que muda todos os anos, uma justiça que não funciona, acaba por afastar o investidor minimamente lúcido. E depois temos muita gente qualificada a emigrar, o que também não ajuda nada... E a seguir, temos as clientelas partidárias que como qualquer cancro, alastram pelo Estado todo e prosperam à custa dos impostos de quem os paga...

Os reis antigamente também tinham as suas cortes e também chupavam muita guita, mas os tempos mudaram e até em 1910, a casa real portuguesa custava bem menos que a actual presidência da república. Resta fazer as contas para os custos que os ministérios e para a AR... ;)


"O ser humano será o único animal que procura voluntariamente a servidão para se furtar ao dom que o distingue da restante criação: a inteligência." (Miguel Castelo Branco)
Achas mal. O ouro descoberto tinha de ser fundido e um quinto do mesmo era descontado na hora (na casa de fundição, ficando registado). O resto ia para quem o tinha descoberto, que só depois o podia usar, desde que não o levasse para fora de Portugal. Já nessa altura se combatia a fuga de "divisas". :lol:

Isso de as riquezas serem todas do Estado só apareceu mais tarde, quando uns ladrões revolucionários criaram um embuste chamado comunismo e se apossaram de tudo o que era economicamente interessante, explorando o desejo normal de liberdade por parte das pessoas e sociedades. Curiosamente, republicanos (talvez nem todos) e comunistas (talvez nem todos também) têm em comum uma característica: são regicidas.

Mas não deixa de ser curioso que tirando a França, a Alemanha e a Suíça, os países mais desenvolvidos tanto economica, como social e culturalmente, acabam por ser monarquias. Os EUA são ainda uma grande potência económica, como a China, e uma grande super-potência militar, mas social e culturalmente, ficam atrás de qualquer monarquia europeia, talvez porque cada estado é um estado. Não se pode comparar uma Califórnia a uma Alabama por exemplo. Poder até podemos, só que coitadinhos dos sulistas... :s


A sociedade portuguesa na altura do D. José I era anti-progressista e o Marquês de Pombal ainda fez alguma coisa para modernizar um país que desde que se aburguesou à custa das riquezas da Índia, nunca mais foi o mesmo... Portugal teve pelo menos três grandes oportunidades, mas quem devia dar o exemplo, não as soube aproveitar. Foram as especiarias da Índia, mas preferiu-se gastar esse dinheiro em luxos. Os escravos faziam praticamente tudo e o pouco que se produzia, era à custa dos escravos... O açúcar foi um bom exemplo. Depois veio o ouro do Brasil e mais tarde, tivemos as colónias. Quando as colónias estavam a render, o país a nível económico dependia dos políticos, pois nenhum negócio ou indústria podia ser criado sem a aprovação do estado. E infelizmente, nem depois do 25 de Abril este condicionamento desapareceu.

Tu num país de influência anglo-saxónica ou escandinava não pedes autorização ao Estado ou aos políticos para criares os teus negócios. Obviamente que há licenças para obter e que deve haver casos específicos em que as coisas dependem dos políticos (tipo pontes, auto-estradas, barragens, centrais nucleares e outras coisas que agora não me recordo), mas na sua maioria, os empreendedores arriscam e pronto.

Já em Portugal, qualquer coisa que precise de alguma dimensão parece que só vai para a frente com a bênção do Estado (do ministro ou do PM) ou do presidente da câmara. Esquecem-se é que a cash cow do país são os micro-empresários e não os grandes, que pouco peso têm na economia. Os grandes projectos só aparecem se tiverem bastantes benefícios, coisa que o anónimo empresário dificilmente consegue ter acesso. Aliás, muitos incentivos, muitas leis, uma fiscalidade que muda todos os anos, uma justiça que não funciona, acaba por afastar o investidor minimamente lúcido. E depois temos muita gente qualificada a emigrar, o que também não ajuda nada... E a seguir, temos as clientelas partidárias que como qualquer cancro, alastram pelo Estado todo e prosperam à custa dos impostos de quem os paga...

Os reis antigamente também tinham as suas cortes e também chupavam muita guita, mas os tempos mudaram e até em 1910, a casa real portuguesa custava bem menos que a actual presidência da república. Resta fazer as contas para os custos que os ministérios e para a AR... ;)

Pois mas o reinado de  D.João V foi desastroso por causa de  gastar o tal 1/5 do Ouro em coisas desnecessárias!!!! :great: