Política Nacional

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Descobri agora que existe polémica com o museu dos Descobrimentos. f***-**, só rir.
Enquanto que os ingénuos do costume continuarem a culpar os funcionários públicos dos baixos salários no privado... Pessoas como eu continuarão a emigrar para obter dignidade laboral.

O que é que o cú tem a ver com as calças c******!

Há demasiados funcionários públicos, ok estamos carecas de o saber! Mas em que medida é que isso desculpa o meu ex-patrão pagar-me uma m****? Há uma certa mentalidade de negreiro colonialista no empresário português, neste momento estou a receber quase 3 vezes mais do que estava em Portugal, e a fazer uma porra em que só preciso usar metade dos neurónios que usava no nosso país.

Cansa este argumento banana dos funcionários públicos recebem mais que os trabalhadores privados... Caguei para isso meus! Eu não queria continuar a ser mal pago, mal estimado e sem hipóteses de progredir. Saí fiz-me à vida. Se isto vai dar aqui no estrangeiro ou não, sinceramente não sei.

Mas não vou dar conversa a esta tristeza medíocre de culpar os outros pelos meus problemas. Porque assim não passamos da cepa torta! Um pobre a invejar o outro pobre porque este tem uma camisa limpa. f***-**, enxerguem-se!
Enquanto que os ingénuos do costume continuarem a culpar os funcionários públicos dos baixos salários no privado... Pessoas como eu continuarão a emigrar para obter dignidade laboral.

O que é que o cú tem a ver com as calças c******!

Há demasiados funcionários públicos, ok estamos carecas de o saber! Mas em que medida é que isso desculpa o meu ex-patrão pagar-me uma m****? Há uma certa mentalidade de negreiro colonialista no empresário português, neste momento estou a receber quase 3 vezes mais do que estava em Portugal, e a fazer uma porra em que só preciso usar metade dos neurónios que usava no nosso país.

Cansa este argumento banana dos funcionários públicos recebem mais que os trabalhadores privados... Caguei para isso meus! Eu não queria continuar a ser mal pago, mal estimado e sem hipóteses de progredir. Saí fiz-me à vida. Se isto vai dar aqui no estrangeiro ou não, sinceramente não sei.

Mas não vou dar conversa a esta tristeza medíocre de culpar os outros pelos meus problemas. Porque assim não passamos da cepa torta! Um pobre a invejar o outro pobre porque este tem uma camisa limpa. f***-**, enxerguem-se!

O problema é que no meio desta história o banana foste tu que tiveste que sair do teu país para fazer algo da vida. E isso é que é triste... porque neste país para se ter direitos só sendo funcionário público. Quando é que foi a última vez que tiveste um governo preocupado com as condições laborais do setor privado? Ou em combater a precariedade? Nunca... porque não dá votos como aumentar os professores, por exemplo.

É que nem era preciso muito. Bastava pequenas medidas como incentivos fiscais a empresas que não tivesse licenciados a ganhar 600€/mês ou penalizar as outras que o fazem, por exemplo. Num país onde isto é uma realidade no setor privado, andarem preocupados com o setor público cheio de regalias e bem pago é só ridiculo. E ser banana é não sentir revolta ao ver a classe dos professores à dias a fazer greve a protestar para ter direitos ainda mais superiores aos que lhes pagam o ordenado (função privada). Enquanto a função privada não tiver condições de trabalho decentes, nenhuma FP deveria ser algo de aumentos generalizados tirando os pontuais por mérito. Isto é que seria justiça social. Toda a folga financeira deveria ser usada em incentivos e medidas para combater a precariedade no setor privado.
 Devem ser melhoradas as condições financeiras, tanto do sector privado, como do sector público. A tabela salarial da Função Pública é a mesma desde 2009, as subidas de escalão tiveram congeladas desde 2009, o trabalho continuou a ser o mesmo ou até mais. Discordo que se deva fomentar a precariedade de um sector, em benefício de outro. Devem é garantir condições de melhoramento salarial, tanto no sector privado, como no sector público. Acredito que há margem para garantir melhores condições salariais dos dois sectores, o problema é que passados quase quatro anos, continuamos na mesma em termos económicos, a alavancagem da recuperação económica está acabar e voltaremos ao crescimento económico anoréctico, incapaz de produzir ganhos significativos em termos sociais, financeiros e de empregabilidade.

 Este Governo preocupa-se mais com o estado de saúde da Geringonça, que propriamente com o estado do País. Tanto que, os debates que vemos sobre o estado da Nação, são mais debates em torno das relações da Geringonça entre si, que propriamente debater sobre o verdadeiro estado da Nação. Temos um Governo que governa por acção / reacção, ao invés de promover reformas estruturais significativas de forma a que o País possa crescer significativamente.

 O companheiro @Burgess emigrou e fez muito bem. Aconselho aos que ganham 600€ por mês e com habilitações superiores a fazerem o mesmo, por mais que isso seja difícil, porque cá em Portugal a tendência é para piorar. Excepto em sectores onde é possível ter salários, inícios de carreira ou de continuidade, um pouco mais confortáveis, nomeadamente nas tecnologias. No mundo actual, emigrar começa a ser uma decisão bastante natural, tal como foi nos anos 60, 70 e 80, do século passado. É procurar melhores condições salariais, procurar mais oportunidades e procurar desenvolver-se mais como profissional, como pessoa. E hoje as condições de emigração são bem superiores às do passado. Quem puder aproveitar, que aproveite.   

 
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Chown, não se trata de privilegiar um setor pelo outr. Trata-se de trabalhar para pelo menos haver alguma justiça social e um funcionário do setor privado em condições iguais a um funcionário público ter direitos e deveres equivalentes. E que toda a folga orçamental que exista tem de ser no sentido de esbater essas diferenças e não aumentá-las. Isto é justiça social básica. Por não serem aumentados desde 2009, não significa que tenham obrigatoriamente de o ser quando ao contrário de muita gente no privado, foram poucos os funcionários publicos que foram despedidos em massa ou que tiveram cortes salariais brutais.
 @Reavstone, o que eu defendo é a equidade das medidas de estímulo, tanto ao sector privado, como o sector público. As medidas de aumento salarial, ou reposicionamento salarial, na Função Pública são sempre mais efectivas de aplicar, dado que o Estado é o patrão. Já no privado, os estímulos demoram muito mais tempo a chegar aos salários e aqui esbarra num problema ainda maior, os maus empresários que temos. O salário mínimo tem vindo a ser aumentado e isto é uma decisão de justiça social.

 O maior problema em Portugal é a taxa de desemprego. Enquanto existir quem faça por menos, o empresário optará por esse funcionário, deixando de existir, o salário automaticamente subirá. Podendo pagar menos, poucos são aqueles que vão hesitar e aí o Estado pouco ou nada pode fazer, por mais que ande a estimular (que nem anda). Diaboliza-se erradamente o sector público do Estado, também por causa das constantes guerras entre centrais sindicais, mas é preciso igualmente perceber que têm cada vez mais trabalho para desempenhar e estímulos salariais nem vê-los. Uma grande parte dos funcionário desconhece um aumento salarial há dez anos. Sempre defendi e continuo a defender, devíamos poder despedir funcionários públicos, faz nenhum sentido que estejam com tamanha protecção jurídica, o que acaba por ser um enorme entrave à evolução profissional. Deviam aproximar tanto quanto possível o sector público, do sector privado.
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Jurgen Klopp
Não é o próprio estado que patrocina os estágios profissionais de recem licenciados a 700€/mês?

Os ordenados no privado nada têm a ver com os patrões. Os patrões são iguais em todo o lado, ou alguém acha que o patrão alemão quer é distribuir o dinheiro pelos funcionários em vez de ficar com ele? Isso é conversa para boi dormir. Os ordenados no privado têm a ver com uma lei "a dois tempos" que protege quem está nos quadros em detrimento de quem entra de novo (apesar de isso ter mudado com o Passos, ainda vai levar tempo até "limpar" os mais antigos) e da falta de incentivo/castigo para os exploradores. Sendo que o principal problema até é mesmo a falta de crescimento económico, pois com mais crescimento e mais emprego é a própria economia que pressiona o aumento dos salários. Portanto o estado, com toda a folga orçamental que tenha, deve focar-se unica e exclusivamente em alimentar o crescimento da economia para melhorar as condições do setor privado, tendo sempre por base medidas que evitem a precariedade e a exploração. Uma empresa deficitária despede funcionários, não os aumenta. E para todos os efeitos, o estado é deficitário.

E vou abster-me de comentar o ridiculo que estar a mexer numa classe que no prazo de 4/5 anos vai colocar uma pressão enorme no sistema de educação por termos mais professores que alunos...
Os ordenados no privado nada têm a ver com os patrões.

 Está relacionado, dado que quem define a política salarial da empresa é o patrão / accionista. Há empresas com margem de lucros que permitem pagar melhores remunerações e preferem ter uma política salarial mais baixa. Um patrão alemão na Alemanha é distinto de um patrão alemão em Portugal, a começar logo pelo ordenado mínimo. Em Roma, sê romano. O António Costa já afirmou, prefere ter uma política salarial mais baixa e mais funcionário públicos. Eu discordo, prefiro que haja uma política salarial que aumente o rendimento profissional dos funcionários públicos.

 
E vou abster-me de comentar o ridiculo que estar a mexer numa classe que no prazo de 4/5 anos vai colocar uma pressão enorme no sistema de educação por termos mais professores que alunos.

 Isso é outra questão. É um erro grosseiro estar a integrar no quadro professores, quando se sabe que ninguém pode ser despedido e num País onde o número de alunos está a reduzir-se imenso. É um problema grave que este Governo está a chutar para a frente, para meramente estratégia eleitoralista.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Chown, desculpa lá, mas vives em que mundo?

Seja na Alemanha, na França, nos States ou em Portugal TODOS os patrões querem ganhar dinheiro essencialmente, pagando o minimo possivel pela mão de obra. O pagarem melhor ou pior aos funcionários tem a ver com as condicionantes. Na Alemanha há escassez de mão de obra logo os patrões pagam melhor (lei da oferta e da procura). Ou a raça alemão é uma raça de bons samaritanos distinta dos outros todos? Acreditar nisso é de uma ingenuidade tremenda... a mão invisivel não falha.

Em relação ao último ponto, é preferivel ter funcionários para dar conta do serviço do que não dar conta do serviço para pagar melhor aos funcionários atuais. É uma decisão de gestão perfeitamente racional, principalmente quando os atuais funcionários já recebem um salário que, no minimo, é justo para aquilo que fazem. Na FP não há tecnicos superiores de administração a ganhar 700€ por exemplo...
Seja na Alemanha, na França, nos States ou em Portugal TODOS os patrões querem ganhar dinheiro essencialmente, pagando o minimo possivel pela mão de obra. O pagarem melhor ou pior aos funcionários tem a ver com as condicionantes. Na Alemanha há escassez de mão de obra logo os patrões pagam melhor (lei da oferta e da procura). Ou a raça alemão é uma raça de bons samaritanos distinta dos outros todos? Acreditar nisso é de uma ingenuidade tremenda... a mão invisivel não falha.

 Então, mas eu falei mais em cima da taxa de desemprego alta. Obviamente que enquanto existir quem faça, no mínimo, o mesmo por menos, as empresas vão dar preferência a essa mão-de-obra. Em Portugal há uma fraca cultura empresarial, também derivado da fraca cultura de exigência que nos caracteriza. É um exercício desonesto estar a comparar políticas salariais entre países porque são realidades distintas, a começar pelos apoios sociais, por exemplo. Nos países nórdicos, os trabalhadores descontam imenso, contudo têm uma rede de apoio social que reflecte essa contribuição financeira. Em Portugal pagamos bons impostos sobre o trabalho e temos visto que o apoio social é precário.

 
Em relação ao último ponto, é preferivel ter funcionários para dar conta do serviço do que não dar conta do serviço para pagar melhor aos funcionários atuais. É uma decisão de gestão perfeitamente racional, principalmente quando os atuais funcionários já recebem um salário que, no minimo, é justo para aquilo que fazem. Na FP não há tecnicos superiores de administração a ganhar 700€ por exemplo.

 O problema é que tens demasiados funcionários cujo o rendimento é zero. Esse é que é o real problema e estás sem soluções porque é proibido por lei despedir esses mesmos funcionários. Para mim, é uma má opção de gestão e dá um mau exemplo. Um técnico-superior entra a ganhar 1201€ brutos, com certeza daqui a dez anos, continuará a ganhar os tais 1201€ brutos. No privado, em teoria, tens chances de ganhar mais ao fim de dez anos. Em muitos casos nem é justo, é o que é. Tal como no privado os salários de 700€ são igualmente injustos.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
Não sei o que é que estão aqui a falar, até o krugman e uma jornalista do NYT sabem que a austeridade acabou em PT  :mrgreen:

É engraçado como a percepção faz toda a diferença. Hoje em dia já ninguém fala de austeridade, apesar de fazendo as contas provavelmente sai mais percentagem de ordenado para o estado em impostos diretos e indiretos em 2018 que em 2014. Mas já é o novo normal, e qualquer dia estamos num estado onde vale mais viver do RSI que trabalhar e deixar metade do rendimento em SS e IRS e a outra metade no IVA e outros impostos indiretos.
Citar
Queridos partidos, até onde vai a vossa falta de vergonha? (...)
Em qualquer actividade, já tinham desaparecido. Só sobrevivem porque vivem em cartel, numa actividade cheia de barreiras à entrada de concorrentes que vocês levantaram. Vocês são os donos disto tudo.

Link: https://eco.pt/opiniao/queridos-partidos-ate-onde-vai-a-vossa-falta-de-vergonha/

Disclaimer: todas as imagens de emails são fictícias, inúteis, e de fonte secundária.

"If you can survive disappointment, nothing can beat you."

(...) But my dreams have been stolen away.
Bom dia a todos os especuladores imobiliarios  :rotfl: :rotfl: :rotfl:



A hipocrisia do bloco não tem fim.
Para além disso só me vem uma pergunta à cabeça, como soube o senhor vereador, na altura já na assembleia municipal da camara, que este predio estava à venda?

Edit:
E segundo o que estou a ver agora o predio era da segurança social ahahahahahah

« Última modificação: Julho 27, 2018, 10:58 am por Hayek »
O capitalismo beneficia todos, mesmo os que não gostam dele.
Pelos vistos o processo de compra foi transparente.

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438 R. Terreiro do Trigo 6 a 26, Lisboa Preço Base: 286.700 €

Ligia Amaral Robles / Ricardo Amaral Robles 347.000,00 € 1º Classificado
Sem Rodeios Unipessoal, Lda 337.000,00 € 2º Classificado
Nuno Miguel Guimarães de Brito Gaspar 331.000,00 € 3º Classificado
Maria Cecília Massas Guimarães Leitão Gaspar 318.000,00 € 4º Classificado
Citywindows, Lda 305.000,00 € 5º Classificado
José Luís da Costa Oliveira de Faria 294.240,00 € 6º Classificado

http://www.seg-social-patrimonio.pt/folder/galeria/ficheiro/1_1%C3%82%C2%BA%20Concurso%20Pr%C3%83%C2%A9dios%202014%20-%20Listas%20final%20das%20propostas_tmxcvrxc3s.pdf

Fica a hipocrisia dos capitalistas-trotskistas do bloco  :mrgreen:


Será que foi transparente? Como sabemos que esse senhor não fez uso da sua posição para obter informação previligiada e assim fazer a oferta mais alta?

Politicos deveriam estar excluidos deste tipo de iniciativas.

Que hipocrisia. Olha para o que eu digo, não para o que eu faço.

A politica portuguesa é tão ridicula que mete dó.
Será que foi transparente? Como sabemos que esse senhor não fez uso da sua posição para obter informação previligiada e assim fazer a oferta mais alta?

Politicos deveriam estar excluidos deste tipo de iniciativas.

Que hipocrisia. Olha para o que eu digo, não para o que eu faço.

A politica portuguesa é tão ridicula que mete dó.

Pelo menos os minimos de transparencia foram cumpridos. Concordo que é sempre complicado quando alguém com ligações à camara faz negocios destes mas não me incomoda.

E impõe-se uma questão: irá o sr roblas arrendar os apaertamentos a velhinhos carenciados de modo a ganhar algum dinheiro tendo em conta o seu investimento ou vai o sr roblas vender por 5 milhões a um capitalista selvagem que vai alugar a turistas estando assim a contribuir para a gentrificação da cidade, subjugação do povo etc etc? :mrgreen: