A Formação do Sporting - Tópico Geral

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Hoje com a convocatória dos sub-21, penso ter sido cavado mais um bocado do buraco.

0!!!
Bruno Paz foi chamado para o lugar do Xadas que está lesionado.

Sub-20 fomos o clube com mais atletas chamados
Sub-17 fomos o clube com mais atletas chamados
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As quatro apostas da Academia: os craques que o Sporting não quer deixar fugir
Estratégia definida para jovens jogadores

Thierry Correia. Lateral-direito, embora também possa jogar no flanco contrário, leva dois jogos nos sub-23 do Sporting. Destacou-se no Europeu sub-19.

Miguel Luís. O médio criativo também tem trabalhado com Peseiro, após contribuir para o título de Portugal nos sub-19.

Elves Baldé. Já tinha sido chamado por Jesus aos treinos. O atacante leva quatro jogos e dois golos nos sub-23. Outro campeão europeu de sub-19.

Jovane Cabral. Tornou-se o expoente máximo da nova geração de talentos da Academia. Decisivo no arranque da época, pela mão de Peseiro.


Record


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de pequenino ruge o menino!*: «Semana vitoriosa»

Mais uma jornada de fantásticos resultados para as nossas equipas secundárias, que somaram apenas vitórias e continuam na disputa pelos seus respetivos campeonatos.

Nos Juniores, de destacar o regresso aos golos de Bernardo Sousa, ele que o ano passado não se conseguiu impor da forma esperada, numa vitória bem sofrida e trabalhosa dos nossos sub19. A Académica deu luta e o resultado final de 3-1 é espelho de um bom esforço colectivo, com Biai e Tiago Rodrigues a entrar para a lista dos marcadores.
Os nossos rapazes continuam a sua caminhada 100% vitoriosa na luta pelo título que nos fugiu (e de que forma) a temporada passada.

Na terceira jornada do nacional de Juvenis, os sub17 também carimbaram esta fase só com vitórias, com a vantagem de ter zero golos sofridos até ao momento. Gonçalo Batalha (3 golos), Joelson (2). Tiago Ferreira, Rafael Fernandes e Tiago Tomás foram os marcadores numa tarde inspirada frente ao Almeirim.
Como tem vindo a ser seu costume, as equipas de João Couto aparecem quase sempre bem trabalhadas, apesar de tantas vezes acusadas de serem demasiado pragmáticas. Os Juvenis são uma boa geração, com alguns craques que brilhavam há pouco tempo no escalão anterior e se continuarem a subir de forma serão, sem dúvida, sérios candidatos ao título nacional.

Já os sub23 voltaram a mostrar velocidade, fio de jogo, fome de golos e carimbaram uma reviravolta espetacular frente à Académica.
Mitrovski, o médio goleador, empatou de cabeça. Daniel Bragança confirmou a cambalhota no marcador com um belo remate de pé esquerdo, Paulinho, que se está a revelar como uma excelente aquisição neste início de campeonato, marcou o 3-1 com assistência de Elves. Na segunda parte, uma excelente jogada de envolvimento terminou com o 4-1 de Pedro Mendes e ainda houve tempo para que o outro ponta-de-lança, Pedro Marques, confirmasse a goleada e o excelente futebol praticado pela equipa.
Não faço ideia se pelo treinador, pelo projecto, pelos jogadores (só saberemos mais tarde) mas já passou muito tempo desde que vimos a equipa B (agora substituída pela sub23) praticar um jogo tão agradável, tão virado para o ataque a tão fluído. Uma agradável surpresa que promete trazer os seus frutos.

Como destaque final, os nossos sub15 recebem o Benfica amanhã pelas 18:00 naquele que será o primeiro grande teste dos mais jovens na luta pela revalidação do campeonato nacional.

Próximas partidas:
Sub23 – Sporting vs Guimarães – 15/09
Sub19 – Sporting vs Cova da Piedade – 15/09
Sub17 – Elvas vs Sporting – 16/09

*às terças, a Maria Ribeiro revela os seus apontamentos sobre as novas gerações que evoluem na melhor Academia do mundo (à excepção do Dubai)


A Tasca do Cherba
A falta de aposta nos jovens por parte do Sporting CP já é antiga. Teve o seu expoente máximo com o Godinho Lopes e o recurso desenfreado ao mercado com a dispensa de tudo quanto mexia. Depois, como sempre em alturas de crise, houve um regresso à aposta na formação com o Jesualdo Ferreira. Com o regresso do Leonardo Jardim a aposta na formação voltou a reduzir e depois regressou à normalidade.

Trouxe isto aqui para não ser discutido no tópico do Matheus, mas quem é que o Varandas vai trazer para dirigir ou supostamente melhorar a Academia?

É uma pena que este post, assim como as respostas do @Ricardo Faria e do @CaptainCharisma se vão perder neste tópico, pois são excelentes e merecem muita atenção. Tenho vindo a pensar muito sobre estes assuntos, principalmente desde que os primeiros a rescindir e a querer saltar para fora foram os que jogadores que vieram da nossa academia. Não querendo defender esse aproveitamento, eu como profissional ambicioso, compreendo a decisão deles. Como tu dizes, a idade que eles começam a jogar no Sporting, é a idade que deviam estar a sair daqui para outros campeonatos, se querem tornar-se jogadores de topo. Bruno de Carvalho numa perspectiva (compreensível) de não querer vender os jogadores ao desbarato, e de querer manter os melhores, esqueceu-se deste lado da equação: não vale a pena aguentar os melhores jogadores no plantel, se eles não estão motivados para jogar o seu melhor.

Gostaria de acreditar que alguém vai inverter o rumo, mas também acreditava que o BDC só ia fazer contratações cirúrgicas e complementar com a Formação e foi exatamente ao contrário. A pior medida dele no seu mandato foi a contratação do JJ e tenho dito.
Ora nem mais. Basta ver o PSG (até este), a lançar jogadores de 18, 17 anos na equipa principal em jogos da liga, como o Timothy Weah (tem 18 anos, estreou-se em março deste ano), ou o Nkunku, num jogo da Champions. Não temos isto. Um jogador júnior nosso ficaria radiante por uma oportunidade destas. Isso serviria como um prêmio e daria um incentivo extra na captação de talentos. Mas temos medo de os lançar às feras, para "protegê-los", porque não "aguentariam a pressão".
Pois neste momento nem sou capaz de acompanhar a equipa porque não me revejo na composição deste plantel. Só espero que o Varandas não tenha a tentação de seguir o mesmo caminho do Godinho Lopes porque para isso nem é preciso investir na Academia. E que o treinador da próxima época que não o Peseiro seja "obrigado" a incorporar entre 1 a 2 jogadores todos os anos provenientes da Academia. Nem mais nem menos.
Achas que alguém que está há 11 anos no futebol, que tem curso de treinador, que está diariamente no balneário, com dirigentes, treinadores, jogadores, staff, dos seniores aos iniciados, não tem toda uma experiência e conhecimento que, sei lá, um gestor, um advogado, um trolha, ainda têm que ir aprendendo ao longo de anos quando chegam à presidência de um clube?
Fizeste bem @Lion1979. Não sei o que vai ser o futuro, com o novo presidente, mas pelo menos fiquei contente que ele tenha assumido que as coisas na academia não estão bem no último debate.
A falta de aposta nos jovens por parte do Sporting CP já é antiga. Teve o seu expoente máximo com o Godinho Lopes e o recurso desenfreado ao mercado com a dispensa de tudo quanto mexia. Depois, como sempre em alturas de crise, houve um regresso à aposta na formação com o Jesualdo Ferreira. Com o regresso do Leonardo Jardim a aposta na formação voltou a reduzir e depois regressou à normalidade.

Trouxe isto aqui para não ser discutido no tópico do Matheus, mas quem é que o Varandas vai trazer para dirigir ou supostamente melhorar a Academia?

É uma pena que este post, assim como as respostas do @Ricardo Faria e do @CaptainCharisma se vão perder neste tópico, pois são excelentes e merecem muita atenção. Tenho vindo a pensar muito sobre estes assuntos, principalmente desde que os primeiros a rescindir e a querer saltar para fora foram os que jogadores que vieram da nossa academia. Não querendo defender esse aproveitamento, eu como profissional ambicioso, compreendo a decisão deles. Como tu dizes, a idade que eles começam a jogar no Sporting, é a idade que deviam estar a sair daqui para outros campeonatos, se querem tornar-se jogadores de topo. Bruno de Carvalho numa perspectiva (compreensível) de não querer vender os jogadores ao desbarato, e de querer manter os melhores, esqueceu-se deste lado da equação: não vale a pena aguentar os melhores jogadores no plantel, se eles não estão motivados para jogar o seu melhor.

Gostaria de acreditar que alguém vai inverter o rumo, mas também acreditava que o BDC só ia fazer contratações cirúrgicas e complementar com a Formação e foi exatamente ao contrário. A pior medida dele no seu mandato foi a contratação do JJ e tenho dito.
Ora nem mais. Basta ver o PSG (até este), a lançar jogadores de 18, 17 anos na equipa principal em jogos da liga, como o Timothy Weah (tem 18 anos, estreou-se em março deste ano), ou o Nkunku, num jogo da Champions. Não temos isto. Um jogador júnior nosso ficaria radiante por uma oportunidade destas. Isso serviria como um prêmio e daria um incentivo extra na captação de talentos. Mas temos medo de os lançar às feras, para "protegê-los", porque não "aguentariam a pressão".
Pois neste momento nem sou capaz de acompanhar a equipa porque não me revejo na composição deste plantel. Só espero que o Varandas não tenha a tentação de seguir o mesmo caminho do Godinho Lopes porque para isso nem é preciso investir na Academia. E que o treinador da próxima época que não o Peseiro seja "obrigado" a incorporar entre 1 a 2 jogadores todos os anos provenientes da Academia. Nem mais nem menos.
Bom encaminhamento, @Lion1979.

Também faço os mesmos votos em relação à estratégia de formação a ser seguida. O candidato mostrou conhecimento a respeito do tema durante a campanha. Doravante, espero que efetive o discurso e aposte a sério na integração de talentos jovens no plantel principal, que deve ser um dos principais objetivos. Reduzir o número de contratações e ocupar vagas com opções caseiras é urgente, e esses jogadores não devem apenas fazer número. Temos talentos de 18/19 anos que já podiam estar a rodar na equipa principal, mas o excesso de jogadores mais velhos e caros representaum obstáculo e um peso na gestão da equipa. Casos de Daniel Bragança, Pedro Marques, Tiago Djaló, Miguel Luís, entre outros. O exemplo do Rafael Leão, no ano passado, pode ser considerado um caso de sucesso, mas é insuficiente.
« Última modificação: Setembro 10, 2018, 04:04 am por Ricardo Faria »
Vou repetir o que escrevi noutro tópico porque até faz mais sentido estar aqui neste, quando se bate tanto na formação e em como os outros é que a fazem bem.

Entre jogadores emprestados, integrados no plantel, a treinar com o plantel e contando com os que rescindiram, a formação do Sporting "pariu" 14 jogadores que poderiam integrar o plantel esta época. (Domingos Duarte, Thierry Correia, Palhinha, Gelson, Podence, Geraldes, Matheus, Iuri, Leão, Elves Baldé, Miguel Luís, Podence, Mané e Jovane). Muitos deles com experiência de primeira liga.

14 jogadores distribuídos inter-geracionalmente.

Não estou a dizer que os 14 tinham que integrar o plantel mas qualquer deles tem condições para integrar o plantel, constituído estrategicamente, em defesa do binómio "custo/qualidade".

O problema não está, de maneira nenhuma, na formação. A formação terá alguns problemas, como qualquer departamento que pode ser melhorado, mas está longe de ser uma desgraça ou uma razão para a perda de competitividade.
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Vou repetir o que escrevi noutro tópico porque até faz mais sentido estar aqui neste, quando se bate tanto na formação e em como os outros é que a fazem bem.

Entre jogadores emprestados, integrados no plantel, a treinar com o plantel e contando com os que rescindiram, a formação do Sporting "pariu" 14 jogadores que poderiam integrar o plantel esta época. (Domingos Duarte, Thierry Correia, Palhinha, Gelson, Podence, Geraldes, Matheus, Iuri, Leão, Elves Baldé, Miguel Luís, Podence, Mané e Jovane). Muitos deles com experiência de primeira liga.

14 jogadores distribuídos inter-geracionalmente.

Não estou a dizer que os 14 tinham que integrar o plantel mas qualquer deles tem condições para integrar o plantel, constituído estrategicamente, em defesa do binómio "custo/qualidade".

O problema não está, de maneira nenhuma, na formação. A formação terá alguns problemas, como qualquer departamento que pode ser melhorado, mas está longe de ser uma desgraça ou uma razão para a perda de competitividade.

Podiam. Mas não integram.

É evidente e notória a perda de hegemonia no recrutamento. Não sei se estamos um pouco acima ou um pouco abaixo do Benfica e do Porto nessa fase, neste momento, mas já não temos a liderança que tínhamos nessa área. De todo. Não é fácil porque eles acordaram e investiram, mas com o nosso conhecimento e estatuto, temos obrigação de estar pelo menos um pouco melhores nessa área.

Depois há a gestão de carreira dos jogadores da formação, que aí sim, temos perdido de goleada para os rivais. Muitos grandes talentos têm estagnado na Academia porque não sobem de escalão nem de grau competitivo quando começam a ficar confortáveis, nos treinos e nos jogos. Dentro desta má gestão de talentos, inclui-se a descida de divisão da equipa B e a decisão de acabar com ela. Somos os únicos entre Porto, Benfica, Sporting, Braga e Guimarães que não a temos, é uma vergonha.
Vou repetir o que escrevi noutro tópico porque até faz mais sentido estar aqui neste, quando se bate tanto na formação e em como os outros é que a fazem bem.

Entre jogadores emprestados, integrados no plantel, a treinar com o plantel e contando com os que rescindiram, a formação do Sporting "pariu" 14 jogadores que poderiam integrar o plantel esta época. (Domingos Duarte, Thierry Correia, Palhinha, Gelson, Podence, Geraldes, Matheus, Iuri, Leão, Elves Baldé, Miguel Luís, Podence, Mané e Jovane). Muitos deles com experiência de primeira liga.

14 jogadores distribuídos inter-geracionalmente.

Não estou a dizer que os 14 tinham que integrar o plantel mas qualquer deles tem condições para integrar o plantel, constituído estrategicamente, em defesa do binómio "custo/qualidade".

O problema não está, de maneira nenhuma, na formação. A formação terá alguns problemas, como qualquer departamento que pode ser melhorado, mas está longe de ser uma desgraça ou uma razão para a perda de competitividade.

Podiam. Mas não integram.

É evidente e notória a perda de hegemonia no recrutamento. Não sei se estamos um pouco acima ou um pouco abaixo do Benfica e do Porto nessa fase, neste momento, mas já não temos a liderança que tínhamos nessa área. De todo. Não é fácil porque eles acordaram e investiram, mas com o nosso conhecimento e estatuto, temos obrigação de estar pelo menos um pouco melhores nessa área.

Depois há a gestão de carreira dos jogadores da formação, que aí sim, temos perdido de goleada para os rivais. Muitos grandes talentos têm estagnado na Academia porque não sobem de escalão nem de grau competitivo quando começam a ficar confortáveis, nos treinos e nos jogos. Dentro desta má gestão de talentos, inclui-se a descida de divisão da equipa B e a decisão de acabar com ela. Somos os únicos entre Porto, Benfica, Sporting, Braga e Guimarães que não a temos, é uma vergonha.

Certo. Mas o problema maior, repito, não está na formação em si. Está na cúpula.

Se não tens uma estratégia para aproveitamento dos recursos da formação, não só a desvalorizas como perdes argumentos no recrutamento.

A partir do momento em que Porto e Benfica investem nas condições de trabalho dos escalões de formação, as nossas dificuldades serão maiores. Isso é um facto elementar da vida. Se queres recrutar um miúdo que até nem é sportinguista, perderás atractividade. E essa perda só é colmatada pela qualidade do trabalho desenvolvido, que pode criar a ilusão de uma melhor probabilidade de o miúdo ser profissional, ou pelo dinheiro (o que, normalmente, é mero desperdício).

Então, há que encontrar dentro do clube uma via que nos permita continuar a retirar proveito do trabalho de formação. O que é certo é que nós temos bons técnicos (nem todos são bons e nem todos estão lá por mérito, mas adiante) e temos boas condições de trabalho (e não estou a dizer que temos as melhores). Continuamos a preparar boas fornadas (o que até nem seria essencial para a formação ser bem sucedida) mas não temos uma estratégia orientada para alimentar o plantel principal.

Vou dar um exemplo: o Sporting, no recrutamento, não tem o mesmo padrão do Benfica na busca de um atleta. Pelo que sei, no Benfica, dão mais importância ao factor físico do que nós, na primeira fase de detecção de talentos. Depois, o Sporting deveria centrar-se em trabalhar internamente o atleta, procurando soluções que incrementem a competitividade dos diversos escalões. A título de exemplo, o Podence e o Chico sempre foram negligenciados pelas seleções jovens e isso não os impediu de evoluir e chegar à Primeira Liga. Ou seja, devemos encontrar um modelo alternativo que não nos obrigue a competir com os outros pela mesma tipologia (o Sporting não procuraria o Umaro Embaló, por exemplo, assim como não recebeu o José Gomes).

Durante 2 anos, o Sporting venceu o campeonato de juvenis. Nesse mesmo período, o Benfica foi rei e senhor das convocatórias. Uma dessas gerações foi campeã de iniciados, de juvenis e de juniores e, ainda assim, nunca foi capaz de discutir os números das convocatórias. Isto não representa o falhanço do modelo formativo. O sucesso do mesmo é determinado pelo aproveitamento que é feito lá em "cima", em minha modesta opinião.

P.S. - o Elves Baldé tem um total de 25 internacionalizações jovens, contra mais de 60 do José Gomes (o Leão tem 43 e creio ter mais condições para dar jogador) e do Diogo Gonçalves. Acreditamos que o Baldé tem condições para ser jogador da primeira equipa? Se sim, então, vamos investir na sua valorização técnica; se não, então, não percamos mais tempo com ele.

O Bragança tem 2 (!!!) internacionalizações jovens. Tem talento e condições para chegar à primeira equipa? Coloco o mesmo exercício em prática: se sim, invista-se no rapaz; se não, não se perca tempo com o assunto.
« Última modificação: Setembro 10, 2018, 16:02 pm por sotnas »
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Já deram mais importância ao factor físico, uma das grandes mudanças deles nos últimos anos passou por aí. É por isso que vês aparecer Bernardos, Félixes, João Carvalhos, atletas que fisicamente estão longe de ser incríveis mas que não deixaram de ser aposta no Seixal (bem ou mal).

Não sei quantos jogos viste do Umaro Embaló, mas o físico que tem é velocidade e tecnicamente é um jogador dotado, com potencial para singrar. Deverá estar no Europeu sub-19 esta época apesar de, penso, ser ainda sub-18. Um pouco à semelhança do Gedson, Florentino, Rúben Dias e por aí fora, tem condições físicas para singrar mas não é só físico, tem o resto também.

Esse caso do Geraldes e do Podence é curioso, mas não se pode dizer que o Geraldes tenha singrado. Por culpa própria ou de quem lhe geriu a carreira, tem 23 anos e ainda não se impôs num clube maior do que o Rio Ave. Não tem 18, 19 anos, como alguns jogadores a aparecer nos anos recentes no rival. O Podence, sim, é um jogador que foi preterido nas Seleções e vingou. Teve vários jogos no Sporting, era regularmente utilizado e agora que saiu é titular e um dos jogadores em destaque no Olympiacos que é campeão grande. O Geraldes, não. E não haverá muitos mais, pelo menos assim de repente não me estou a lembrar.

Concordo que o sucesso passa pelo aproveitamento na equipa principal. Mas mesmo aí os últimos anos não foram fantásticos. Depois da geração de 93, que tem hoje 25 anos, aproveitou-se um jogador de grande qualidade (Gelson) e dois jogadores de qualidade média (Rúben Semedo e Podence). Parece-me pouco considerando que estamos a falar da geração de 94 (hoje com 24 anos), 95 (hoje com 23), 96 (hoje com 22), 97 (hoje com 21) e 98 (hoje com 20). Não vou sequer aos miúdos de 18/19 anos, atuais (mas poderia ir).

Para mim, isto significa duas coisas: que a qualidade baixou um bocado nos últimos anos (ainda assim, foram aparecendo alguns jogadores de qualidade) e que o aproveitamento foi mau. Culpa das políticas na formação em termos de subida ou não de escalão (algo feito com sucesso por um rival em particular, que nós não fizemos), culpa da gestão da equipa B e culpa, possivelmente, da estrutura de futebol profissional que não apostou nos jogadores.

Que o Sporting continua a ser um grande na formação parece-me óbvio, mas que devemos fazer mais e melhor também.
O Sporting tem falhado, sobretudo, no recrutamento e na prospecção. Isso é visível ao ler a entrevista que o José Boto deu recentemente à Tribuna Expresso.

Paralelamente, tem esse aparente problema de deixar os jogadores na equipa do seu escalão etário, quando poderia e deveria aumentar a dificuldade quando um jogador já está demasiado confortável nesse escalão.
Campo Grande paga a traidores.
Concordo com o @sotnas que o maior problema está na gestão da carreira dos jogadores - e aqui entra o que se disse nos posts originais (jogadores entram na equipa A já tarde, os planteis são demasiado grandes e cheios de "entulho"). Mas também acho que o recrutamento e prospecção já não é o que era - e dizer que simplesmente há mais concorrência é um cop out.

Acho que também é preciso perceber esta questão das internacionalizações jovens. Só vejo o Benfica a dominar completamente as convocatórias, e agora não são só eles a ultrapassar-nos - Porto e Braga também. Será isto sinal que os nossos jovens são piores que os deles? Ou será só política? Se é política, também há que procurar resolver isso, pois estes campeonatos jovens dão valor, motivação e desafio aos jogadores.

Outra questão que acho que necessário compreender é o que tem levado os nossos jovens a forçarem a saída do clube. Já são casos a mais, Moutinho, Bruma, Ilori, Dier, e depois os casos recentes de Leão, Podence, William e Gelson. Acho que em certos casos, o problema foi não os deixar sair mais cedo (Moutinho, William e até Gelson), mas houve casos em que os jogadores não tinham ou mal tinham uma época de senior e já queriam fugir daqui, por vezes para clubes que não são nada de especial (Bruma e Leão). Não basta insultar os jogadores - é preciso perceber o que os leva a este tipo de comportamentos.
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Sporting vai buscar Paulo Agostinho ao Belenenses

Avançado tem estado em foco no campeonato de sub-17

O ex-belenense Paulo Agostinho, de 16 anos, é reforço do Sporting. O anúncio foi feito pela empresa que representa o avançado nas redes sociais, tendo o acordo sido estabelecido ainda com Sousa Cintra, o líder da SAD leonina que agora cedeu o lugar a Frederico Varandas.

O jovem jogador tem estado em foco ao serviço do clube do Restelo ao apontar dois golos em dois jogos no escalão sub-17.


Bancada

Já deram mais importância ao factor físico, uma das grandes mudanças deles nos últimos anos passou por aí. É por isso que vês aparecer Bernardos, Félixes, João Carvalhos, atletas que fisicamente estão longe de ser incríveis mas que não deixaram de ser aposta no Seixal (bem ou mal).

Não sei quantos jogos viste do Umaro Embaló, mas o físico que tem é velocidade e tecnicamente é um jogador dotado, com potencial para singrar. Deverá estar no Europeu sub-19 esta época apesar de, penso, ser ainda sub-18. Um pouco à semelhança do Gedson, Florentino, Rúben Dias e por aí fora, tem condições físicas para singrar mas não é só físico, tem o resto também.

Esse caso do Geraldes e do Podence é curioso, mas não se pode dizer que o Geraldes tenha singrado. Por culpa própria ou de quem lhe geriu a carreira, tem 23 anos e ainda não se impôs num clube maior do que o Rio Ave. Não tem 18, 19 anos, como alguns jogadores a aparecer nos anos recentes no rival. O Podence, sim, é um jogador que foi preterido nas Seleções e vingou. Teve vários jogos no Sporting, era regularmente utilizado e agora que saiu é titular e um dos jogadores em destaque no Olympiacos que é campeão grande. O Geraldes, não. E não haverá muitos mais, pelo menos assim de repente não me estou a lembrar.

Concordo que o sucesso passa pelo aproveitamento na equipa principal. Mas mesmo aí os últimos anos não foram fantásticos. Depois da geração de 93, que tem hoje 25 anos, aproveitou-se um jogador de grande qualidade (Gelson) e dois jogadores de qualidade média (Rúben Semedo e Podence). Parece-me pouco considerando que estamos a falar da geração de 94 (hoje com 24 anos), 95 (hoje com 23), 96 (hoje com 22), 97 (hoje com 21) e 98 (hoje com 20). Não vou sequer aos miúdos de 18/19 anos, atuais (mas poderia ir).

Para mim, isto significa duas coisas: que a qualidade baixou um bocado nos últimos anos (ainda assim, foram aparecendo alguns jogadores de qualidade) e que o aproveitamento foi mau. Culpa das políticas na formação em termos de subida ou não de escalão (algo feito com sucesso por um rival em particular, que nós não fizemos), culpa da gestão da equipa B e culpa, possivelmente, da estrutura de futebol profissional que não apostou nos jogadores.

Que o Sporting continua a ser um grande na formação parece-me óbvio, mas que devemos fazer mais e melhor também.

Sobre o Embaló posso dizer que há uma séria convicção, por parte de gente ligada ao Sporting, de que tem mais idade. A mesma convicção estende-se ao José Gomes. Não somos virgens nesse domínio mas posso dizer-te que houve jogadores que desapareceram das fichas de jogo porque a pouca evolução levou os nossos responsáveis a porem essa possibilidade em cima da mesa.

Sobre se os nossos jogadores singraram ou não, eu pus a tónica em "têm nível de primeira liga", que deveria ser entendido como mais um passo de evolução futebolística. Poucos de nós têm dúvidas de que o Geraldes tinha lugar neste plantel. Depois, também depende do atleta dar o salto.

Do outro lado, com toda a honestidade, vejo o Bernardo como grande talento e mais ninguém (dos que já se impuseram, pelo menos). Mas o Bernardo tem a particularidade de ter trabalhado com o Leonardo Jardim que, por sua vez, na sua passagem por cá, lançou o William e preparou o Mané para o mesmo percurso. Saiu e foi fazer o mesmo para outro lado, tendo o Bernardo beneficiado de ter um treinador sensibilizado para a preparação de jovens e para a construção de equipas. Ou seja, muito provavelmente, a sua permanência teria significado que um maior número de jogadores da formação teria chegado ao plantel principal. E nisto até me estou a esquecer do Ruben Semedo, que também teve direito a uma "colher de chá" do LJ. Em sentido inverso, até temos o caso do Dier que, apesar de tudo, fazia parte do plantel. Portanto, lá voltamos à estratégia para a formação e para a equipa principal, ou falta dela.

O Gelson é outro exemplo de como o aproveitamento na AA pode ser decisivo para não perderes um talento. Se a memória não me falha, o Gelson não era titular absoluto da selecção de sub20, no Mundial da categoria. E tenho a ideia de que não era tido, por foristas que aqui escreviam (não sei se não seria o teu caso, com outro nick), como melhor do que os outros 3 extremos que faziam parte daquele grupo. Pois bem, Gelson foi aposta e os outros não. E esse factor foi decisivo para o percurso de cada um deles, no entretanto.

No tocante às políticas da formação, que passem pela promoção antecipada, acho que se as portas da AA se fecham, provocas um engarrafamento pela hierarquia abaixo. Começas a ter jogadores a mais na BB, tens jogadores desmotivados porque não jogam ou porque, quando esperam jogar na BB, voltam a jogar na AA. Depois, isso de promover antecipadamente só porque sim, é algo que não pode ser visto como sendo linear...depende das circunstâncias, do momento competitivo das equipas, do perfil psicológico do jogador...
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Estás enganado. Por o Gélson ter sido a grande estrela dessa selecção de sub20 é que passou directamente para a equipa A.
Fez um mundial absolutamente extraordinário e que só não foram mais longe porque fartaram-se de falhar golos feitos contra o Brasil. Depois perderam nos penaltys.
Estás enganado. Por o Gélson ter sido a grande estrela dessa selecção de sub20 é que passou directamente para a equipa A.
Fez um mundial absolutamente extraordinário e que só não foram mais longe porque fartaram-se de falhar golos feitos contra o Brasil. Depois perderam nos penaltys.
Mas isso já foi quando estava na equipa B e tinha feito uma boa época, em juniores era inferior a Podence e Matheus.
"Infelizmente tenho pena que partilhem o amor pelo mesmo clube que eu"
Estás enganado. Por o Gélson ter sido a grande estrela dessa selecção de sub20 é que passou directamente para a equipa A.
Fez um mundial absolutamente extraordinário e que só não foram mais longe porque fartaram-se de falhar golos feitos contra o Brasil. Depois perderam nos penaltys.

Fui confirmar e tens razão. O Gelson só não foi titular num jogo. No entanto, também confirmei o que se dizia dele, naquela altura e, até, em momento posterior sobre a hierarquia dos extremos. O Ivo Rodrigues era muito bem referenciado, até porque já jogava na I Liga. E havia a discussão em torno do Guedes, também, que é um ano mais novo.

Nessa fase final, tenho ideia de o Gelson ter falhado um golo de forma escandalosa, quando seguia isolado para a baliza, contra o Brasil.

Verifiquei quem eram os médios nesse mundial. E dos que lá foram, só o Ronny Lopes pode dizer que começa a ganhar estatuto - curiosamente, desde que começou a trabalhar com o Leonardo Jardim. Todos os outros têm menos tempo de jogo que o Chico Geraldes na I Liga.

Ou seja, as convocatórias para as selecções não deveriam ser a nossa referência qualitativa. Pela parte que me toca, até agradeço que não convoquem os jogadores mais promissores da nossa formação. Facilita a vida, quando toca a negociar contratos.
« Última modificação: Setembro 11, 2018, 16:44 pm por sotnas »
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Já deram mais importância ao factor físico, uma das grandes mudanças deles nos últimos anos passou por aí. É por isso que vês aparecer Bernardos, Félixes, João Carvalhos, atletas que fisicamente estão longe de ser incríveis mas que não deixaram de ser aposta no Seixal (bem ou mal).

Não sei quantos jogos viste do Umaro Embaló, mas o físico que tem é velocidade e tecnicamente é um jogador dotado, com potencial para singrar. Deverá estar no Europeu sub-19 esta época apesar de, penso, ser ainda sub-18. Um pouco à semelhança do Gedson, Florentino, Rúben Dias e por aí fora, tem condições físicas para singrar mas não é só físico, tem o resto também.

Esse caso do Geraldes e do Podence é curioso, mas não se pode dizer que o Geraldes tenha singrado. Por culpa própria ou de quem lhe geriu a carreira, tem 23 anos e ainda não se impôs num clube maior do que o Rio Ave. Não tem 18, 19 anos, como alguns jogadores a aparecer nos anos recentes no rival. O Podence, sim, é um jogador que foi preterido nas Seleções e vingou. Teve vários jogos no Sporting, era regularmente utilizado e agora que saiu é titular e um dos jogadores em destaque no Olympiacos que é campeão grande. O Geraldes, não. E não haverá muitos mais, pelo menos assim de repente não me estou a lembrar.

Concordo que o sucesso passa pelo aproveitamento na equipa principal. Mas mesmo aí os últimos anos não foram fantásticos. Depois da geração de 93, que tem hoje 25 anos, aproveitou-se um jogador de grande qualidade (Gelson) e dois jogadores de qualidade média (Rúben Semedo e Podence). Parece-me pouco considerando que estamos a falar da geração de 94 (hoje com 24 anos), 95 (hoje com 23), 96 (hoje com 22), 97 (hoje com 21) e 98 (hoje com 20). Não vou sequer aos miúdos de 18/19 anos, atuais (mas poderia ir).

Para mim, isto significa duas coisas: que a qualidade baixou um bocado nos últimos anos (ainda assim, foram aparecendo alguns jogadores de qualidade) e que o aproveitamento foi mau. Culpa das políticas na formação em termos de subida ou não de escalão (algo feito com sucesso por um rival em particular, que nós não fizemos), culpa da gestão da equipa B e culpa, possivelmente, da estrutura de futebol profissional que não apostou nos jogadores.

Que o Sporting continua a ser um grande na formação parece-me óbvio, mas que devemos fazer mais e melhor também.

Sobre o Embaló posso dizer que há uma séria convicção, por parte de gente ligada ao Sporting, de que tem mais idade. A mesma convicção estende-se ao José Gomes. Não somos virgens nesse domínio mas posso dizer-te que houve jogadores que desapareceram das fichas de jogo porque a pouca evolução levou os nossos responsáveis a porem essa possibilidade em cima da mesa.

Sobre se os nossos jogadores singraram ou não, eu pus a tónica em "têm nível de primeira liga", que deveria ser entendido como mais um passo de evolução futebolística. Poucos de nós têm dúvidas de que o Geraldes tinha lugar neste plantel. Depois, também depende do atleta dar o salto.

Do outro lado, com toda a honestidade, vejo o Bernardo como grande talento e mais ninguém (dos que já se impuseram, pelo menos). Mas o Bernardo tem a particularidade de ter trabalhado com o Leonardo Jardim que, por sua vez, na sua passagem por cá, lançou o William e preparou o Mané para o mesmo percurso. Saiu e foi fazer o mesmo para outro lado, tendo o Bernardo beneficiado de ter um treinador sensibilizado para a preparação de jovens e para a construção de equipas. Ou seja, muito provavelmente, a sua permanência teria significado que um maior número de jogadores da formação teria chegado ao plantel principal. E nisto até me estou a esquecer do Ruben Semedo, que também teve direito a uma "colher de chá" do LJ. Em sentido inverso, até temos o caso do Dier que, apesar de tudo, fazia parte do plantel. Portanto, lá voltamos à estratégia para a formação e para a equipa principal, ou falta dela.

O Gelson é outro exemplo de como o aproveitamento na AA pode ser decisivo para não perderes um talento. Se a memória não me falha, o Gelson não era titular absoluto da selecção de sub20, no Mundial da categoria. E tenho a ideia de que não era tido, por foristas que aqui escreviam (não sei se não seria o teu caso, com outro nick), como melhor do que os outros 3 extremos que faziam parte daquele grupo. Pois bem, Gelson foi aposta e os outros não. E esse factor foi decisivo para o percurso de cada um deles, no entretanto.

No tocante às políticas da formação, que passem pela promoção antecipada, acho que se as portas da AA se fecham, provocas um engarrafamento pela hierarquia abaixo. Começas a ter jogadores a mais na BB, tens jogadores desmotivados porque não jogam ou porque, quando esperam jogar na BB, voltam a jogar na AA. Depois, isso de promover antecipadamente só porque sim, é algo que não pode ser visto como sendo linear...depende das circunstâncias, do momento competitivo das equipas, do perfil psicológico do jogador...

Tive grandes discussões com um forista aqui (não me recordo qual era) sobre quem era melhor, o Gelson ou o Podence. Gostava mais do Podence  :mrgreen: No entanto, não deixava de referir que o Gelson tinha talento e que estava em franco crescimento. Fez um Mundial sub-20 interessante, depois o Jesus pegou nele e a coisa evoluiu a um nível enorme.

Continuo a achar que não só não potenciámos na nossa equipa mais jogadores formados cá que o rival, o que já seria mau, como potenciámos menos. Parece-me até factual, houve mais jogadores lá a ter minutos, ganhar oportunidades e saltar lá para fora.

Há casos em que há jogadores benfiquistas na Seleção claramente "por favor", mas no caso das gerações atuais sub-19, sub-20 e sub-21, temos muito menos de forma justa. Eles deram estímulos competitivos aos seus talentos mais cedo, fizeram-nos crescer, aparecer a competir em patamares mais elevados.

Olhando por exemplo para a Seleção que venceu o mundial sub-19 e que já tinha vencido esta competição nos sub-17 (ou terá sido um Europeu?), o Porto tem bons defesas (Diogo Queirós foi chamado, Diogo Dalot e Diogo Leite não puderam ser, Diogo Costa é um bom guarda-redes tal como o Maximiano é), o Benfica tem bons médios (Florentino, Gedson) e bons alas (Jota e João Félix que não pôde ser chamado) e tem o Zé Gomes. Nós temos o Thierry, um bom lateral, o Miguel Luís, um bom médio e o Elves Baldé, um bom extremo. Acresce o Max, um bom guarda-redes. Tínhamos também o Rúben Vinagre que se calhar é o melhor de todos e que perdemos para o Mónaco. Mas enquanto os nosso andavam o ano passado a jogar nos júniores e este ano nos sub-23, o Dalot está no United, o Diogo Leite está na equipa principal do Porto, o Gedson tem estado a ser titular no Benfica e o João Félix está a entrar na equipa. Nós nesse patamar temos... nenhum. E o Braga teve tantos jogadores (Trincão, David Carmo e penso que um médios) lá como nós (acresce o Neto, que já venderam para Itália, e o João Queirós, que venderam para a Alemanha e nós fomos buscar agora). E o Guimarães teve um titular, nós tivemos dois.

O grande problema disto é: foi por compadrios? Nem por isso. Só tínhamos mais o Bragança em condições de ir, os outros não fazia sentido irem, ou porque não têm talento, ou porque estão a jogar a um nível competitivo inferior aos dos rivais, contra adversários mais fracos, em jogos menos intensos e exigentes.

E isto é um ponto nevrálgico. Porque, tirando o Podence, ainda não houve um único jogador que me lembre que tenha sido regularmente preterido nas seleções jovens por outros dos rivais que jogavam em patamares competitivos superiores a singrar no Sporting. O Podence foi mesmo o único. Podemo-nos queixar assim da Federação? Hesito. Podemo-nos preocupar com a gestão de carreira que tem sido feita de um Bragança, por comparação a Florentinos, Gedsons e até Nunos Santos (que não tem mesmo talento mas se calhar até pode fazer uma carreira não muito diferente por ter tido melhor gestão de carreira)? Se calhar podemos.

Tudo isto é preocupante e tudo isto piora com a extinção da equipa B. Não vejo como não pensar que temos mesmo de dar uma volta grande à formação, para não ficarmos mais atrás do Benfica do que já estamos. Coisa que seria impensável há dois anos.

Jogadores do Benfica formados de geração posterior a 93: Félix, Gedson, João Carvalho, Diogo Gonçalves, Rúben Dias, Renato Sanches, Gonçalo Guedes, João Cancelo, Yuri Ribeiro (integra o actual plantel deles), Hélder Costa (atualmente titular na Premier League), não sei se o Bernardo Silva e o André Gomes o são. Podemos desvalorizar, mas é muita gente que ou está actualmente no plantel deles, ou já lá chegou e saiu. Alguns garantindo dezenas de milhões ao clube, outros dando alguns fogachos de qualidade sem consequência que por exemplo o Geraldes ainda não deu. Com diferentes treinadores que poderiam ter apostado nele.

Quanto a promover os jogadores não ser uma coisa linear... pode não ser, mas em 99% dos casos é o mais recomendável. O campeonato de júniores e juvenis tirando 4/5 equipas adversárias é uma miséria para grandes talentos de 17, 18, 19 anos. Não os coloca perante dificuldades acrescidas, permite-os jogar de forma confortável, sem "forçar" ou dar aquele extra necessário quando já não há forças. Relaxam. Não é bom.

Continuamos a formar jogadores com talento. Já não temos conseguido aproveitar mais talentos que os rivais nos últimos anos, pelo contrário. E o cenário para os próximos 2/3 anos também não parece melhor do que o deles. Pelo contrário. Isto para mim é um problema e é um problema claríssimo.
Fizeste bem @Lion1979. Não sei o que vai ser o futuro, com o novo presidente, mas pelo menos fiquei contente que ele tenha assumido que as coisas na academia não estão bem no último debate.
 :great:
Bom encaminhamento, @Lion1979.

Também faço os mesmos votos em relação à estratégia de formação a ser seguida. O candidato mostrou conhecimento a respeito do tema durante a campanha. Doravante, espero que efetive o discurso e aposte a sério na integração de talentos jovens no plantel principal, que deve ser um dos principais objetivos. Reduzir o número de contratações e ocupar vagas com opções caseiras é urgente, e esses jogadores não devem apenas fazer número. Temos talentos de 18/19 anos que já podiam estar a rodar na equipa principal, mas o excesso de jogadores mais velhos e caros representaum obstáculo e um peso na gestão da equipa. Casos de Daniel Bragança, Pedro Marques, Tiago Djaló, Miguel Luís, entre outros. O exemplo do Rafael Leão, no ano passado, pode ser considerado um caso de sucesso, mas é insuficiente.
Não iria tão longe, mas o que está a Bold tem de ser cumprido. Não votei nele mas não tenho problemas em reconhecer que pareceu ser quem estava mais à vontade a falar sobre estes temas. Mas comigo não há cheques em branco. Se delinear uma estratégia coerente nesse sentido não terei problemas em elogiar, agora se formos para mais uma pré temporada com mais uma palete de 10 jogadores recrutados cá estarei a fazer barulho. Não estando relacionado com a Formação colocar o MF no Scouting a nível Nacional e o Beto a Team Manager é a continuação da senda Godinho Lopes. Espero que a estratégia para a Academia seja melhor do que estes 2 pontos...
Achas que alguém que está há 11 anos no futebol, que tem curso de treinador, que está diariamente no balneário, com dirigentes, treinadores, jogadores, staff, dos seniores aos iniciados, não tem toda uma experiência e conhecimento que, sei lá, um gestor, um advogado, um trolha, ainda têm que ir aprendendo ao longo de anos quando chegam à presidência de um clube?
Já deram mais importância ao factor físico, uma das grandes mudanças deles nos últimos anos passou por aí. É por isso que vês aparecer Bernardos, Félixes, João Carvalhos, atletas que fisicamente estão longe de ser incríveis mas que não deixaram de ser aposta no Seixal (bem ou mal).

Não sei quantos jogos viste do Umaro Embaló, mas o físico que tem é velocidade e tecnicamente é um jogador dotado, com potencial para singrar. Deverá estar no Europeu sub-19 esta época apesar de, penso, ser ainda sub-18. Um pouco à semelhança do Gedson, Florentino, Rúben Dias e por aí fora, tem condições físicas para singrar mas não é só físico, tem o resto também.

Esse caso do Geraldes e do Podence é curioso, mas não se pode dizer que o Geraldes tenha singrado. Por culpa própria ou de quem lhe geriu a carreira, tem 23 anos e ainda não se impôs num clube maior do que o Rio Ave. Não tem 18, 19 anos, como alguns jogadores a aparecer nos anos recentes no rival. O Podence, sim, é um jogador que foi preterido nas Seleções e vingou. Teve vários jogos no Sporting, era regularmente utilizado e agora que saiu é titular e um dos jogadores em destaque no Olympiacos que é campeão grande. O Geraldes, não. E não haverá muitos mais, pelo menos assim de repente não me estou a lembrar.

Concordo que o sucesso passa pelo aproveitamento na equipa principal. Mas mesmo aí os últimos anos não foram fantásticos. Depois da geração de 93, que tem hoje 25 anos, aproveitou-se um jogador de grande qualidade (Gelson) e dois jogadores de qualidade média (Rúben Semedo e Podence). Parece-me pouco considerando que estamos a falar da geração de 94 (hoje com 24 anos), 95 (hoje com 23), 96 (hoje com 22), 97 (hoje com 21) e 98 (hoje com 20). Não vou sequer aos miúdos de 18/19 anos, atuais (mas poderia ir).

Para mim, isto significa duas coisas: que a qualidade baixou um bocado nos últimos anos (ainda assim, foram aparecendo alguns jogadores de qualidade) e que o aproveitamento foi mau. Culpa das políticas na formação em termos de subida ou não de escalão (algo feito com sucesso por um rival em particular, que nós não fizemos), culpa da gestão da equipa B e culpa, possivelmente, da estrutura de futebol profissional que não apostou nos jogadores.

Que o Sporting continua a ser um grande na formação parece-me óbvio, mas que devemos fazer mais e melhor também.

Sobre o Embaló posso dizer que há uma séria convicção, por parte de gente ligada ao Sporting, de que tem mais idade. A mesma convicção estende-se ao José Gomes. Não somos virgens nesse domínio mas posso dizer-te que houve jogadores que desapareceram das fichas de jogo porque a pouca evolução levou os nossos responsáveis a porem essa possibilidade em cima da mesa.

Sobre se os nossos jogadores singraram ou não, eu pus a tónica em "têm nível de primeira liga", que deveria ser entendido como mais um passo de evolução futebolística. Poucos de nós têm dúvidas de que o Geraldes tinha lugar neste plantel. Depois, também depende do atleta dar o salto.

Do outro lado, com toda a honestidade, vejo o Bernardo como grande talento e mais ninguém (dos que já se impuseram, pelo menos). Mas o Bernardo tem a particularidade de ter trabalhado com o Leonardo Jardim que, por sua vez, na sua passagem por cá, lançou o William e preparou o Mané para o mesmo percurso. Saiu e foi fazer o mesmo para outro lado, tendo o Bernardo beneficiado de ter um treinador sensibilizado para a preparação de jovens e para a construção de equipas. Ou seja, muito provavelmente, a sua permanência teria significado que um maior número de jogadores da formação teria chegado ao plantel principal. E nisto até me estou a esquecer do Ruben Semedo, que também teve direito a uma "colher de chá" do LJ. Em sentido inverso, até temos o caso do Dier que, apesar de tudo, fazia parte do plantel. Portanto, lá voltamos à estratégia para a formação e para a equipa principal, ou falta dela.

O Gelson é outro exemplo de como o aproveitamento na AA pode ser decisivo para não perderes um talento. Se a memória não me falha, o Gelson não era titular absoluto da selecção de sub20, no Mundial da categoria. E tenho a ideia de que não era tido, por foristas que aqui escreviam (não sei se não seria o teu caso, com outro nick), como melhor do que os outros 3 extremos que faziam parte daquele grupo. Pois bem, Gelson foi aposta e os outros não. E esse factor foi decisivo para o percurso de cada um deles, no entretanto.

No tocante às políticas da formação, que passem pela promoção antecipada, acho que se as portas da AA se fecham, provocas um engarrafamento pela hierarquia abaixo. Começas a ter jogadores a mais na BB, tens jogadores desmotivados porque não jogam ou porque, quando esperam jogar na BB, voltam a jogar na AA. Depois, isso de promover antecipadamente só porque sim, é algo que não pode ser visto como sendo linear...depende das circunstâncias, do momento competitivo das equipas, do perfil psicológico do jogador...

Tive grandes discussões com um forista aqui (não me recordo qual era) sobre quem era melhor, o Gelson ou o Podence. Gostava mais do Podence  :mrgreen: No entanto, não deixava de referir que o Gelson tinha talento e que estava em franco crescimento. Fez um Mundial sub-20 interessante, depois o Jesus pegou nele e a coisa evoluiu a um nível enorme.

Continuo a achar que não só não potenciámos na nossa equipa mais jogadores formados cá que o rival, o que já seria mau, como potenciámos menos. Parece-me até factual, houve mais jogadores lá a ter minutos, ganhar oportunidades e saltar lá para fora.

Há casos em que há jogadores benfiquistas na Seleção claramente "por favor", mas no caso das gerações atuais sub-19, sub-20 e sub-21, temos muito menos de forma justa. Eles deram estímulos competitivos aos seus talentos mais cedo, fizeram-nos crescer, aparecer a competir em patamares mais elevados.

Olhando por exemplo para a Seleção que venceu o mundial sub-19 e que já tinha vencido esta competição nos sub-17 (ou terá sido um Europeu?), o Porto tem bons defesas (Diogo Queirós foi chamado, Diogo Dalot e Diogo Leite não puderam ser, Diogo Costa é um bom guarda-redes tal como o Maximiano é), o Benfica tem bons médios (Florentino, Gedson) e bons alas (Jota e João Félix que não pôde ser chamado) e tem o Zé Gomes. Nós temos o Thierry, um bom lateral, o Miguel Luís, um bom médio e o Elves Baldé, um bom extremo. Acresce o Max, um bom guarda-redes. Tínhamos também o Rúben Vinagre que se calhar é o melhor de todos e que perdemos para o Mónaco. Mas enquanto os nosso andavam o ano passado a jogar nos júniores e este ano nos sub-23, o Dalot está no United, o Diogo Leite está na equipa principal do Porto, o Gedson tem estado a ser titular no Benfica e o João Félix está a entrar na equipa. Nós nesse patamar temos... nenhum. E o Braga teve tantos jogadores (Trincão, David Carmo e penso que um médios) lá como nós (acresce o Neto, que já venderam para Itália, e o João Queirós, que venderam para a Alemanha e nós fomos buscar agora). E o Guimarães teve um titular, nós tivemos dois.

O grande problema disto é: foi por compadrios? Nem por isso. Só tínhamos mais o Bragança em condições de ir, os outros não fazia sentido irem, ou porque não têm talento, ou porque estão a jogar a um nível competitivo inferior aos dos rivais, contra adversários mais fracos, em jogos menos intensos e exigentes.

E isto é um ponto nevrálgico. Porque, tirando o Podence, ainda não houve um único jogador que me lembre que tenha sido regularmente preterido nas seleções jovens por outros dos rivais que jogavam em patamares competitivos superiores a singrar no Sporting. O Podence foi mesmo o único. Podemo-nos queixar assim da Federação? Hesito. Podemo-nos preocupar com a gestão de carreira que tem sido feita de um Bragança, por comparação a Florentinos, Gedsons e até Nunos Santos (que não tem mesmo talento mas se calhar até pode fazer uma carreira não muito diferente por ter tido melhor gestão de carreira)? Se calhar podemos.

Tudo isto é preocupante e tudo isto piora com a extinção da equipa B. Não vejo como não pensar que temos mesmo de dar uma volta grande à formação, para não ficarmos mais atrás do Benfica do que já estamos. Coisa que seria impensável há dois anos.

Jogadores do Benfica formados de geração posterior a 93: Félix, Gedson, João Carvalho, Diogo Gonçalves, Rúben Dias, Renato Sanches, Gonçalo Guedes, João Cancelo, Yuri Ribeiro (integra o actual plantel deles), Hélder Costa (atualmente titular na Premier League), não sei se o Bernardo Silva e o André Gomes o são. Podemos desvalorizar, mas é muita gente que ou está actualmente no plantel deles, ou já lá chegou e saiu. Alguns garantindo dezenas de milhões ao clube, outros dando alguns fogachos de qualidade sem consequência que por exemplo o Geraldes ainda não deu. Com diferentes treinadores que poderiam ter apostado nele.

Quanto a promover os jogadores não ser uma coisa linear... pode não ser, mas em 99% dos casos é o mais recomendável. O campeonato de júniores e juvenis tirando 4/5 equipas adversárias é uma miséria para grandes talentos de 17, 18, 19 anos. Não os coloca perante dificuldades acrescidas, permite-os jogar de forma confortável, sem "forçar" ou dar aquele extra necessário quando já não há forças. Relaxam. Não é bom.

Continuamos a formar jogadores com talento. Já não temos conseguido aproveitar mais talentos que os rivais nos últimos anos, pelo contrário. E o cenário para os próximos 2/3 anos também não parece melhor do que o deles. Pelo contrário. Isto para mim é um problema e é um problema claríssimo.

Mas acabamos sempre por ir parar à mesma razão: não há estratégia de aproveitamento da formação. Se a primeira equipa não os recebe, como disse antes, provoca-se um engarrafamento nos diferentes escalões. E, com isso, acabamos por entalar a progressão dos miúdos.

Eu não estou a culpar a federação por nada. Estou a pôr a responsabilidade nas cúpulas do futebol profissional do Sporting.

Eu já dei este exemplo, noutras ocasiões: nós temos 4 laterais jovens interessantes. E só agora é que um deles tem treinado com a primeira equipa. Faz sentido vender Piccini para ficar com Ristóvsky e ir buscar o Bruno Gaspar? Não fazia mais sentido poupar o dinheiro do Gaspar, tentar colocar o Ristovsky e subir o Thierry para ser suplente do Piccini? No fim, o resultado financeiro é o mesmo e nem temos acréscimo de qualidade, nem lançamos semente para o futuro.

Faz sentido gastar dinheiro no Lumor e ficar com o Jefferson, quando tens o Conte ou o Gonçalo Costa e ainda tens a possibilidade de trazer o Coentrão? Ou seja, gastaste 2,5M€ num atleta, que até pode vir a revelar-se extraordinário, e ficas com um gajo que já sabemos o que vale (ou que mais valia despachar), quando podes ter um atleta de seleção e um miúdo com possibilidade de evoluir.

Faz sentido despachar o Domingos Duarte, para teres no banco o André Pinto e o Marcelo? Então, não seria interessante ter o Domingos a conviver com o Coates e com o Mathieu? Não resultaria daí benefício para a evolução do atleta? Não representaria isso um encargo mais baixo?

Somos nós que temos que encontrar soluções de competitividade, com vista ao progresso dos nossos atletas. Porém, isto não quer dizer que a nossa formação esteja a falhar. Tem alguns problemas e eu até já apontei 2 graves problemas da formação (treinador de juniores incapaz e o experimentalismo com contratações absurdas), que tinham sequência no disparate que se foi fazendo na equipa B.

No tocante à comparação com os lampiões, deixa-me só dizer isto, pegando em 2 jogadores para a mesmíssima posição: Ruben Dias e Ruben Semedo. Tu achas que o Ruben Dias é jogador de selecção? O Semedo esteve a um nível muito superior, num certo período de tempo, e nunca teve qualquer oportunidade na seleção AA. O Ruben Dias, presentemente, não tem nível para jogar na selecção, nem no Benfica. Sem prejuízo da evolução que pode ter, pela exposição a níveis competitivos mais exigentes, o Ruben não tem qualidade para jogar onde joga. O Ruben Semedo, no entretanto, destruiu a sua carreira mas mostrou melhores atributos técnicos e não foi nunca considerado pelo seleccionador.

Vide, também, a meteórica ascensão do Gedson por contraposição do tempo que o Bruno Fernandes levou a chegar à selecção, quando andava com a equipa do Sporting às costas. E podia continuar com outros exemplos.

E temos que ponderar, também, o efeito Mendes no sucesso relativo desses jogadores todos, pegando no exemplo do Ruben Neves. No Porto, estava perfeitamente estagnado. Quando falas no Dalot, ele saiu mas está longe de ser um jogador afirmado. Saiu, quase sem jogar no Porto.

Portanto, há que ter cautela com certos aspectos que nos fazem percepcionar as coisas de um determinado modo. Neste caso, a falta de visão que enquadre a utilidade da formação, em relação ao plantel principal, leva-nos a desperdiçar recursos de um departamento, que tem trabalhado bem, é visto como estando nas ruas da amargura.
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark