Política Nacional

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Resta saber de que sistema nórdico é que estão a falar, uma vez que tanto o finlandês como o sueco, norueguês, dinamarquês e até islandês são significativamente diferentes uns dos outros.

 Interessa é que têm como referência o sistema nórdico. Isso de qual país falam, é perda de tempo.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Os professores estão em burnout, os enfermeiros estão em burnout, a função pública no geral está em burnout...

Só a minha namorada que ganha 700€ por mês com mestrado e tem contrato de 1 ano a acabar daqui a um par de meses é que não pode estar em burnout.

Mete-me cada vez mais nojo as reinvidicações da função pública, principalmente dos professores que têm um ordenado de entrada de carreira de 1300€ brutos por comparação com tanto colega meu que tem aceite trabalhos de 50 horas por semana a ganhar 600€ e com as mesmas ou mais qualificações que um professor. Mas esses não podem fazer greves nem chorar com burnouts porque têm contas para pagar e, ao contrário dos funcionários públicos, podem ser despedidos a qualquer momento.
Os professores estão em burnout, os enfermeiros estão em burnout, a função pública no geral está em burnout...

Só a minha namorada que ganha 700€ por mês com mestrado e tem contrato de 1 ano a acabar daqui a um par de meses é que não pode estar em burnout.

Mete-me cada vez mais nojo as reinvidicações da função pública, principalmente dos professores que têm um ordenado de entrada de carreira de 1300€ brutos por comparação com tanto colega meu que tem aceite trabalhos de 50 horas por semana a ganhar 600€ e com as mesmas ou mais qualificações que um professor. Mas esses não podem fazer greves nem chorar com burnouts porque têm contas para pagar e, ao contrário dos funcionários públicos, podem ser despedidos a qualquer momento.

Em bom abono da verdade, a profissão médica é das que sofre de mais burnout e são dos mais bem pagos da função pública. Portanto tem pouco a ver com o salário, antes com as responsabilidades associadas à carga horária.

E também concordo que “as responsabilidades associadas à carga horária” deviam reflectir-se no salário, mas isso é outra conversa.

Em Portugal não se fala a sério da saúde psíquica/mental e isso é um grande problema... mas também para outra conversa. ;D
Em Portugal não se fala a sério da saúde psíquica/mental e isso é um grande problema... mas também para outra conversa.

 Existem ainda muitos dogmas em torno da saúde psíquica / mental para que seja levada a sério por parte de todos. Continuamos associar a saúde psíquica / mental aos doidinhos, doença dos ricos e uma ida ao psiquiatra significa que estamos malucos. Mesmo sem conhecer qualquer diagnóstico. Há igualmente um grande desprezar por parte do Estado para esta matéria, uma vez que os recursos são limitados, reservam os mesmos para outras áreas de saúde que consideram mais pertinentes. A qualidade dos nossos profissionais de saúde contribui igualmente para essa desvalorização; conheço um médico psiquiatra que receita medicação a utentes com base em diagnósticos que faz só a olhar para um utente, mal a pessoa senta-se e sabe logo o que lhe afecta.  ::)
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Em bom abono da verdade, a profissão médica é das que sofre de mais burnout e são dos mais bem pagos da função pública. Portanto tem pouco a ver com o salário, antes com as responsabilidades associadas à carga horária.

E também concordo que “as responsabilidades associadas à carga horária” deviam reflectir-se no salário, mas isso é outra conversa.

Em Portugal não se fala a sério da saúde psíquica/mental e isso é um grande problema... mas também para outra conversa. ;D

Paracelsus, faço desde já o disclaimer que percebo 0 de saúde mental. Mas não te parece que estes taxas anunciadas de burnout são claramente exageradas? É que em alguns casos fala-se acima de 50%...

E acredito que não seja fácil ser médico, mas para tudo na vida é preciso vocação. Eu nunca poderia ser cirurgião, por exemplo, porque não consigo estar concentrado 4 horas seguidas quanto mais ter turnos de 24 horas como alguns amigos meus... Da mesma forma que não teria condições psicológicas para lidar com a morte diariamente. Nem poderia responsabilizar a minha entidade empregadora por estar em "burnout" por uma opção de carreira que fiz... ou dar uma de Bruno Fernandes e dizer que estou em burnout e muito cansado mas um aumento de ordenado resolvia os problemas todos  :twisted:
Em bom abono da verdade, a profissão médica é das que sofre de mais burnout e são dos mais bem pagos da função pública. Portanto tem pouco a ver com o salário, antes com as responsabilidades associadas à carga horária.

E também concordo que “as responsabilidades associadas à carga horária” deviam reflectir-se no salário, mas isso é outra conversa.

Em Portugal não se fala a sério da saúde psíquica/mental e isso é um grande problema... mas também para outra conversa. ;D

Paracelsus, faço desde já o disclaimer que percebo 0 de saúde mental. Mas não te parece que estes taxas anunciadas de burnout são claramente exageradas? É que em alguns casos fala-se acima de 50%...

E acredito que não seja fácil ser médico, mas para tudo na vida é preciso vocação. Eu nunca poderia ser cirurgião, por exemplo, porque não consigo estar concentrado 4 horas seguidas quanto mais ter turnos de 24 horas como alguns amigos meus... Da mesma forma que não teria condições psicológicas para lidar com a morte diariamente. Nem poderia responsabilizar a minha entidade empregadora por estar em "burnout" por uma opção de carreira que fiz... ou dar uma de Bruno Fernandes e dizer que estou em burnout e muito cansado mas um aumento de ordenado resolvia os problemas todos  :twisted:

 Porra. Não tem nada a ver. Fazer turnos de 24 horas (quando realmente são feitos) deixa qualquer profissional de rastos, imagine-se numa profissão em que tens de tomar decisões de vida e de morte com a cadência de cada 15 minutos (isto em Serviços de emergência). Imagina quando ficas "Residente" e tens a responsabilidade de 240 almas durante 24 horas! Isto não há dinheiro que pague. Saí do Serviço público por isso mesmo. Não há dinheiro que pague! Acredita.
 Muitos médicos com 50 anos de idade estão a pedir a dispensa de turnos nocturnos, Urgências internas e Serviços de Urgência, porque, efectivamente, estão em claro burnout. O mesmo se passa com os enfermeiros.
  E isto não é opção; os profissionais de saúde são obrigados a cumprir horas extraordinárias e, a maioria das vezes, essas horas extraordinárias vêm compor um regime normal de trabalho. Os Serviços estão em claro défice de profissionais e existem algumas especialidades em que a média de idades dos profissionais ronda os 50-55 anos de idade!
 Nem de propósito, o estudo encomendado pela FENPROF (à Universidade Nova) fala numa relação entre o burnout e as exigências salariais. É que dispensávamos o estudo. Esta seria sempre uma conclusão de qualquer estudo.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
 Nem de propósito, o estudo encomendado pela FENPROF (à Universidade Nova) fala numa relação entre o burnout e as exigências salariais. É que dispensávamos o estudo. Esta seria sempre uma conclusão de qualquer estudo.

Os jogadores do Sporting já fizeram escola hehehe
Bastava olhar para o nome da coordenadora do estudo que o invictus partilhou. É uma auto proclamada marxista. Há 99,9% de hipotese de não vir de lá nada de inteligente.

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Coordenadora do estudo diz que muitos professores estão “a trabalhar em condições de adoecimento grave”

A coordenadora do estudo sobre ‘burnout’ – em português desgaste – dos professores, Raquel Varela, revelu à agência Lusa que os dados provisórios sobre a situação relativa aos professores indicam valores “altíssimos”.
 Então se é da Raquel Varela, é credível.

 Tão credível como os credíveis do Sporting.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
As Urgências de 24 sempre foi um esquema que interessou a muitos, ninguém trabalha 24 muito menos 12 seguidas.

O "Burnout" existe, a predisposição varia de pessoa para pessoa.

 
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
Os professores estão em burnout, os enfermeiros estão em burnout, a função pública no geral está em burnout...

Só a minha namorada que ganha 700€ por mês com mestrado e tem contrato de 1 ano a acabar daqui a um par de meses é que não pode estar em burnout.

Mete-me cada vez mais nojo as reinvidicações da função pública, principalmente dos professores que têm um ordenado de entrada de carreira de 1300€ brutos por comparação com tanto colega meu que tem aceite trabalhos de 50 horas por semana a ganhar 600€ e com as mesmas ou mais qualificações que um professor. Mas esses não podem fazer greves nem chorar com burnouts porque têm contas para pagar e, ao contrário dos funcionários públicos, podem ser despedidos a qualquer momento.

Este tipo de discurso comparativo não leva a lado nenhum de jeito. Por essa lógica, quem aufere um ordenado de 600€ devia dar pulos de felicidade. Há quem ganhe 180€ por mês na apanha do mirtilo e sem direito a chorar baba e ranho...

Este tipo de discurso comparativo não leva a lado nenhum de jeito. Por essa lógica, quem aufere um ordenado de 600€ devia dar pulos de felicidade. Há quem ganhe 180€ por mês na apanha do mirtilo e sem direito a chorar baba e ranho...

Que reácionário, a realidade não é para aqui chamada. :mrgreen:
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
Citar
Apaixonada há muitos por futebol, Grabar-Kitarovic, primeira mulher a chegar à presidência dos balcânicos depois de passagens pela NATO, pela embaixada nos Estados Unidos e pelo ministério dos Negócios Estrangeiros, não perde uma oportunidade para ir apoiar a sua seleção e, quando o faz, não passa despercebida: paga os voos do seu próprio bolso, anda sempre em classe económica e torna-se na rainha das selfies em cada percurso feito, sendo que, segundo o ABC, decidiu também descontar do seu vencimento os dias que tem estado fora e sem trabalhar. É também por isso que granjeia de um índice de popularidade tão alto, juntando a isso o facto de gostar de ver os jogos na bancada, perto dos compatriotas, como aconteceu ao longo das três partidas da fase de grupos.

 Populista. Tem que vir a Portugal aprender como é que se faz.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
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Apaixonada há muitos por futebol, Grabar-Kitarovic, primeira mulher a chegar à presidência dos balcânicos depois de passagens pela NATO, pela embaixada nos Estados Unidos e pelo ministério dos Negócios Estrangeiros, não perde uma oportunidade para ir apoiar a sua seleção e, quando o faz, não passa despercebida: paga os voos do seu próprio bolso, anda sempre em classe económica e torna-se na rainha das selfies em cada percurso feito, sendo que, segundo o ABC, decidiu também descontar do seu vencimento os dias que tem estado fora e sem trabalhar. É também por isso que granjeia de um índice de popularidade tão alto, juntando a isso o facto de gostar de ver os jogos na bancada, perto dos compatriotas, como aconteceu ao longo das três partidas da fase de grupos.

 Populista. Tem que vir a Portugal aprender como é que se faz.

eheheheheh


Por acaso já me tinha apercebido que a presidente da croacia é bastante dotada.

Spoiler: mostrar



 
   
Socialismo para os portugueses; Liberalismo para os estrangeiros
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O estacionamento de Madonna é uma nota de rodapé no regime que transformou Portugal num paraíso para os estrangeiros. Para nós, os impostos directos mais altos de sempre; para eles, todas as isenções fiscais. Para nós, papelada e complicação; para eles, todas as facilidades. Para nós, os parquímetros da EMEL; para eles, terrenos camarários, a um euro e meio por dia.

Era assim nos antigos países socialistas: infernos de repressão e de escassez para quem lá nascia e que de lá não podia sair – mas locais encantadores para os convidados estrangeiros do progressismo internacional, que de lá vinham entusiasmados com as tardes no Mar Negro ou as noites de Havana. Gabriel Garcia Marquez nunca se queixou de Cuba e o casal Louis Aragon e Elsa Triolet regressava constantemente fascinado da União Soviética. O comunismo, para eles, foi sempre de veludo.

Mas não, não estou a dizer que é a mesma coisa. Ainda não estamos lá, como todos os dias lamentam amargamente os camaradas Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. Também não estou a exigir que tirem as regalias aos estrangeiros: ainda bem que há quem possa disfrutar Portugal sem a praga da nossa burocracia e a assombração da nossa autoridade tributária. O que eu gostaria mesmo é que isso também fosse possível para quem aqui nasceu e não saiu daqui. No fundo, estas excepções criadas para os estrangeiros são uma confissão embaraçosa sobre a falência e a inadequação do regime português. Porque existem? Porque o regime, endividado e dependente de uma das economias mais estagnadas da Europa, precisa do investimento e da despesa dos estrangeiros. Por isso, tenta atraí-los poupando-os à opressão fiscal e burocrática. Muito bem. Mas não precisará o regime também do investimento e da despesa dos nacionais? E para os estimular, não seria conveniente aliviar os portugueses do estrangulamento fiscal e administrativo? Ou isso só vale para os estrangeiros?

https://oinsurgente.org/2018/07/08/socialismo-para-os-portugueses-liberalismo-para-os-estrangeiros/
Os professores estão em burnout, os enfermeiros estão em burnout, a função pública no geral está em burnout...

Só a minha namorada que ganha 700€ por mês com mestrado e tem contrato de 1 ano a acabar daqui a um par de meses é que não pode estar em burnout.

Mete-me cada vez mais nojo as reinvidicações da função pública, principalmente dos professores que têm um ordenado de entrada de carreira de 1300€ brutos por comparação com tanto colega meu que tem aceite trabalhos de 50 horas por semana a ganhar 600€ e com as mesmas ou mais qualificações que um professor. Mas esses não podem fazer greves nem chorar com burnouts porque têm contas para pagar e, ao contrário dos funcionários públicos, podem ser despedidos a qualquer momento.

Este tipo de discurso comparativo não leva a lado nenhum de jeito. Por essa lógica, quem aufere um ordenado de 600€ devia dar pulos de felicidade. Há quem ganhe 180€ por mês na apanha do mirtilo e sem direito a chorar baba e ranho...


Mas desde quando é que o discurso comparativo não leva a lado nenhum? Tudo é comparativo. Apesar de a FP se sentir privilegiada desde sempre, a pedir tudo e um par de botas, tem de haver um lado racional a falar quando se vai pedir regalias num país num estado em que este está... é ridiculo o argumento de que um professor é mal pago quando são pagos muito acima da média por comparação com pessoas com as mesmas ou até mais qualificações.
Olha, e eu a pensar que a culpa era da liberalização do eucalipto e do passos.

Citar
A organização de conservação da natureza WWF defendeu hoje que "não se pode culpar o eucalipto ou o pinheiro" pelos últimos grandes incêndios, considerando ser este um dos "mitos" que reflectem tentativas de fuga à responsabilidade política.

https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/nao-se-pode-culpar-o-eucalipto-ou-o-pinheiro-pelos-grandes-fogos-diz-wwf
Os professores estão em burnout, os enfermeiros estão em burnout, a função pública no geral está em burnout...

Só a minha namorada que ganha 700€ por mês com mestrado e tem contrato de 1 ano a acabar daqui a um par de meses é que não pode estar em burnout.

Mete-me cada vez mais nojo as reinvidicações da função pública, principalmente dos professores que têm um ordenado de entrada de carreira de 1300€ brutos por comparação com tanto colega meu que tem aceite trabalhos de 50 horas por semana a ganhar 600€ e com as mesmas ou mais qualificações que um professor. Mas esses não podem fazer greves nem chorar com burnouts porque têm contas para pagar e, ao contrário dos funcionários públicos, podem ser despedidos a qualquer momento.

Este tipo de discurso comparativo não leva a lado nenhum de jeito. Por essa lógica, quem aufere um ordenado de 600€ devia dar pulos de felicidade. Há quem ganhe 180€ por mês na apanha do mirtilo e sem direito a chorar baba e ranho...


Mas desde quando é que o discurso comparativo não leva a lado nenhum? Tudo é comparativo. Apesar de a FP se sentir privilegiada desde sempre, a pedir tudo e um par de botas, tem de haver um lado racional a falar quando se vai pedir regalias num país num estado em que este está... é ridiculo o argumento de que um professor é mal pago quando são pagos muito acima da média por comparação com pessoas com as mesmas ou até mais qualificações.

Lá voltamos nós aos problemas de sempre deste País: miserabilismo, inveja social e nivelamento por baixo...A continuar assim não sairemos da cepa torta.
Os professores estão em burnout, os enfermeiros estão em burnout, a função pública no geral está em burnout...

Só a minha namorada que ganha 700€ por mês com mestrado e tem contrato de 1 ano a acabar daqui a um par de meses é que não pode estar em burnout.

Mete-me cada vez mais nojo as reinvidicações da função pública, principalmente dos professores que têm um ordenado de entrada de carreira de 1300€ brutos por comparação com tanto colega meu que tem aceite trabalhos de 50 horas por semana a ganhar 600€ e com as mesmas ou mais qualificações que um professor. Mas esses não podem fazer greves nem chorar com burnouts porque têm contas para pagar e, ao contrário dos funcionários públicos, podem ser despedidos a qualquer momento.

Este tipo de discurso comparativo não leva a lado nenhum de jeito. Por essa lógica, quem aufere um ordenado de 600€ devia dar pulos de felicidade. Há quem ganhe 180€ por mês na apanha do mirtilo e sem direito a chorar baba e ranho...


Mas desde quando é que o discurso comparativo não leva a lado nenhum? Tudo é comparativo. Apesar de a FP se sentir privilegiada desde sempre, a pedir tudo e um par de botas, tem de haver um lado racional a falar quando se vai pedir regalias num país num estado em que este está... é ridiculo o argumento de que um professor é mal pago quando são pagos muito acima da média por comparação com pessoas com as mesmas ou até mais qualificações.

Lá voltamos nós aos problemas de sempre deste País: miserabilismo, inveja social e nivelamento por baixo...A continuar assim não sairemos da cepa torta.


É óbvio que há inveja social quando há uma classe (Função Pública) que esta um patamar acima do trabalhador do setor privado que recebe menos, tem menos regalias e não tem o direito à indignação e à greve.

Enquanto o trabalhador do setor privado, que é quem paga os ordenados da função pública, continuar a ser espezinhado, a prioridade do poder politico tem de ser o setor privado. Só quando o setor privado tiver ordenados em condições e as devidas regalias com uma economia pujante e um estado que não gaste mais recursos do que os que recebe é que se deveria pensar em aumentos e mais regalias na FP
Os professores estão em burnout, os enfermeiros estão em burnout, a função pública no geral está em burnout...

Só a minha namorada que ganha 700€ por mês com mestrado e tem contrato de 1 ano a acabar daqui a um par de meses é que não pode estar em burnout.

Mete-me cada vez mais nojo as reinvidicações da função pública, principalmente dos professores que têm um ordenado de entrada de carreira de 1300€ brutos por comparação com tanto colega meu que tem aceite trabalhos de 50 horas por semana a ganhar 600€ e com as mesmas ou mais qualificações que um professor. Mas esses não podem fazer greves nem chorar com burnouts porque têm contas para pagar e, ao contrário dos funcionários públicos, podem ser despedidos a qualquer momento.

Este tipo de discurso comparativo não leva a lado nenhum de jeito. Por essa lógica, quem aufere um ordenado de 600€ devia dar pulos de felicidade. Há quem ganhe 180€ por mês na apanha do mirtilo e sem direito a chorar baba e ranho...


Mas desde quando é que o discurso comparativo não leva a lado nenhum? Tudo é comparativo. Apesar de a FP se sentir privilegiada desde sempre, a pedir tudo e um par de botas, tem de haver um lado racional a falar quando se vai pedir regalias num país num estado em que este está... é ridiculo o argumento de que um professor é mal pago quando são pagos muito acima da média por comparação com pessoas com as mesmas ou até mais qualificações.

Lá voltamos nós aos problemas de sempre deste País: miserabilismo, inveja social e nivelamento por baixo...A continuar assim não sairemos da cepa torta.


É óbvio que há inveja social quando há uma classe (Função Pública) que esta um patamar acima do trabalhador do setor privado que recebe menos, tem menos regalias e não tem o direito à indignação e à greve.

Enquanto o trabalhador do setor privado, que é quem paga os ordenados da função pública, continuar a ser espezinhado, a prioridade do poder politico tem de ser o setor privado. Só quando o setor privado tiver ordenados em condições e as devidas regalias com uma economia pujante e um estado que não gaste mais recursos do que os que recebe é que se deveria pensar em aumentos e mais regalias na FP

Tens razão. Os malandros dos funcionários públicos não pagam impostos nem fazem qualquer tipo de descontos.