Rocha
| Dados de Rocha | ||
| Nome: | Francisco Augusto Rocha | |
| Nascimento: | 7 de Fevereiro de 1935 | |
| Naturalidade: | Macau | |
| Posição: | Médio ou avançado | |
| Escalão | Época | Clube | Jogos | Golos | Titulos | Internacionalizações | ||||||
| JUV | JUN | ESP | BB | AA | Golos | |||||||
| 1952/53 | Rubro Negro | |||||||||||
| 1953/54 | Sp. Macau | |||||||||||
| 1ª Divisão | 1954/55 | SPORTING | 0 | 0 | ||||||||
| 1ª Divisão | 1955/56 | SPORTING | 17 | 2 | ||||||||
| 1ª Divisão | 1956/57 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1957/58 | Académica | 2 | 0 | ||||||||
| 1ª Divisão | 1958/59 | Académica | 2 | 0 | ||||||||
| 1ª Divisão | 1959/60 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1960/61 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1961/62 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1962/63 | Académica | 3 | 0 | ||||||||
| 1ª Divisão | 1963/64 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1964/65 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1965/66 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1967/68 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1968/69 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1969/70 | Académica | ||||||||||
| 1ª Divisão | 1970/71 | Académica | ||||||||||
| Total = | 17 | 2 | 1 | 3 | 7 | 0 | ||||||
Chamavam-lhe Lou Fu Chai, o Pequeno Tigre, porque tigre era a alcunha do seu pai, que partiu de Alcobaça à aventura, casando-se com uma chinesa de origem. Augusto cresceu e depressa se afamou como jogador de bolinha, um jogo de futebol de sete com uma bola mais pequena que a do andebol. O seu ídolo era, com naturalidade, Joaquim Pacheco, o polícia macaense que jogava a defesa no Sporting.
Em Outubro de 1953, Augusto Rocha começou a alinhar pelo Sporting Clube de Macau e depressa a sua velocidade e o seu domínio de bola fizeram esquecer a sua pequena estatura. Alinhando pela selecção de Macau contra Hong-Kong, em Abril de 1954, foi o herói da tarde, apontando os três golos da vitória da selecção macaense, merecendo de todos os jornais da colónia inglesa rasgados elogios.
O Benfica e o Desportivo de Lourenço Marques endereçaram-lhe convites, mas foi o Sporting, através de António da Conceição, amigo da família e antigo atleta leonino, que o seduziu.
Já no Sporting, actuou como avançado na época de 1955/56, realizando 17 jogos e marcando 2 golos.
Porém, a passagem de Augusto Rocha pelo Sporting não foi feliz. Os Sportinguistas estavam decepcionados porque Rocha era um "meia-leca". O facto de ser um homem muito religioso ainda complicou mais a sua adaptação, visto que não gostava de ouvir palavrões, e por isso nas cabinas procurava sempre vestir-se depressa e sair discretamente.
Sem surpresas, mudou-se para a Académica em 1996, estreando-se em Luanda com Cândido de Oliveira como treinador. Quis o destino que no regresso a Portugal a Académica jogasse em Alvalade, acabando por vencer por 3 - 1, com Rocha a espalhar o perfume de um jogador habilidoso e irrequieto que o Sporting não soubera aproveitar.
Em 1958, o Sporting dispôs-se a pagar 400 contos pelo seu regresso, mas ele, depois de firmado o acordo, pediu a anulação da transferência da Académica para Alvalade, dispondo-se a devolver os 400 contos acertados em contrato.
Realizou sete jogos pela Selecção Nacional Portuguesa, três pelo seleccionado B, um pelas “Esperanças” e nove pelos militares. Ao serviço destes últimos, venceu o torneio internacional realizado em Lisboa, em Novembro de 1958, em cuja final os portugueses bateram a França por 2-1. Da Selecção principal despede-se a 21 de Abril de 1963, no histórico jogo em que Portugal ganha ao Brasil, campeão do Mundo, por 1-0.
Quando chegou a Portugal, Rocha mal falava português. Ao serviço da Académica completou o curso dos liceus, entrou para a Faculdade de Ciências e só não terminou a licenciatura por opção própria.
Em 1971, abandonou o futebol depois de 14 temporadas ao serviço da Académica, e em 1979, abriu um restaurante chinês no Monte Formoso, chamando-lhe Lung Wah, Dragão Chinês.
