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Jordão

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Dados de Jordão Jordao2.jpg
Nome: Rui Manuel Trindade Jordão
Nascimento: 9 de Agosto de 1952
Naturalidade: Benguela - Angola
Posição: Avançado
Escalão Época Clube Jogos Golos Titulos Internacionalizações
JUV JUN ESP OLI AA Golos
1ª Divisão 1971/72 Benfica Campeonato Nacional
Taça de Portugal
8 2
1ª Divisão 1972/73 Benfica Campeonato Nacional
1ª Divisão 1973/74 Benfica 3 1
1ª Divisão 1974/75 Benfica Campeonato Nacional
1ª Divisão 1975/76 Benfica Campeonato Nacional 1
1ª Divisão 1976/77 Zaragoza
1ª Divisão 1977/78 SPORTING 22 20 Taça de Portugal 1 1
1ª Divisão 1978/79 SPORTING 16 10
1ª Divisão 1979/80 SPORTING 38 35 Campeonato Nacional 4
1ª Divisão 1980/81 SPORTING 33 19 7 3
1ª Divisão 1981/82 SPORTING 37 34 Campeonato Nacional
Taça de Portugal
4 1
1ª Divisão 1982/83 SPORTING 35 24 Supertaça 1
1ª Divisão 1983/84 SPORTING 40 27 8 6
1ª Divisão 1984/85 SPORTING 24 10 2 1
1ª Divisão 1985/86 SPORTING 35 6 1
1986/87
1ª Divisão 1987/88 V.Setúbal
1ª Divisão 1988/89 V.Setúbal 3
Total = 280 185 7 2 43 15

Jordão foi um dos mais notáveis produtos da interminável fonte, que durante anos a fio forneceu dezenas de jogadores ao futebol português, com origem nas ex colónias africanas.

Sempre com a baliza nos olhos

Avançado felino, muito rápido e ao mesmo tempo elegante e poderoso e com um grande faro pelo golo, foi um dos maiores goleadores da história do nosso futebol, onde deixou marcas só ao alcance dos melhores.

Rui Jordão principiou a jogar futebol no Sporting de Benguela, onde foi descoberto pelos grandes clubes de Lisboa. Chegou ser falado para o Sporting, mas uma lesão contraída numa prova de Atletismo em que foi vice-campeão nos 80 metros, e alguma hesitação da parte dos Leões, permitiu a antecipação do Benfica que pagou apenas 30 contos por ele.

Chegou a Lisboa como uma grande promessa, e não defraudou as expectativas, pois logo na sua primeira época nos seniores, ajudou a conquistar uma "dobradinha" e chegou à Selecção A, que representou na Taça da Independência do Brasil disputada em 1972, onde marcou 2 golos e ganhou o rótulo de “Novo Eusébio”.

Tornou-se então num jogador importante no Benfica, conquistando vários títulos e sagrando-se como o melhor marcador do Campeonato Nacional de 1975/76.

Assim foi com naturalidade que despertou a cobiça de clubes estrangeiros. transferindo-se para o Saragoça de Espanha, que pagou 9 mil contos pelo seu passe, mas não se adaptou e resolveu regressar a Portugal no final do primeiro ano do seu contrato.

Apesar do interesse do Benfica, optou pelo Sporting, onde esteve nove anos, de 1977 a 1986, formando com Manuel Fernandes uma dupla temível, e conquistando dois Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e uma Supertaça.

Nas suas duas primeiras duas épocas de verde e branco, foi fustigado por lesões, uma delas uma dupla fractura na tíbia e no perónio, provocada por uma entrada violenta do defesa benfiquista Alberto.

No entanto recuperou e voltou a ser o grande jogador que fora, atingindo o auge da sua carreira e ganhando um lugar na história do Sporting, como um dos seus melhores avançados de sempre, tendo marcando 185 golos num total de 280 jogos oficiais, e sagrando-se novamente o melhor goleador do Campeonato Nacional, na época de 1979/80, com 31 golos marcados, que foram decisivos para o titulo conquistado nessa temporada.

Esse feito valeu-lhe o Prémio Stromp na categoria Atleta Profissional em 1980

Seria também decisivo na época de 1981/82, ao marcar os três golos com que o Sporting derrotou o Benfica em Alvalade, num jogo determinante para a conquista desse campeonato, onde Jordão e Manuel Fernandes passaram a ter a companhia de António Oliveira, com quem formaram uma linha avançada inesquecível.

Um dos muitos golos que marcou

Na Selecção também conquistou um lugar cativo, totalizando 43 internacionalizações e marcando 15 golos, com destaque para os dois que fez na meia-final do Campeonato da Europa de 1984, que Portugal perdeu com a França, por 3-2 no prolongamento.

Abandonou o Sporting à beira dos 34 anos, fazendo então um interregno na sua brilhante carreira, mas não resistiu aos apelos do seu velho companheiro Manuel Fernandes, a quem se juntou no Vitória de Setúbal na temporada de 1987/88, ainda a tempo de jogar mais duas épocas e de somar mais três internacionalizações.

Após ter encerrado a sua carreira como futebolista, tornou-se pintor, afastando-se definitivamente do mundo do futebol.

To-mane 21h56min de 11 de Fevereiro de 2009 (WET)