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Conquista da Taça das Taças em Hóquei em Patins - 1991

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O Percurso até à Final

Após a conquista da Taça dos Campeões Europeus em 1977, da Taça das Taças em 1981 e 1985, e da Taça CERS em 1984, o Hóquei Patins do Sporting aspirava a uma quinta vitória europeia.

A Equipa. Em cima: Luís Rodrigues, Camané, Fanã, Leste, Zorro e Afonso Miranda. Em baixo: Campelo, Chambel (g.r.), Tristão Zenida (g.r.) e João Pedro.

Na época de 1990/91 o Sporting iria disputar a Taça das Taças, treinado por José Carlos e tendo por plantel: Chambel (gr), Campelo, Fanã, João Pedro, Leste, Luís Rodrigues, Camané, Zorro, Afonso Miranda, Tristão Zenida (gr) e Veríssimo (gr).

Na primeira eliminatória (1/4 Final), o sorteio ditou como adversário do Sporting a equipa holandesa do Den Haag, ficando o Sporting de ir primeiro à Holanda, onde num jogo bem disputado venceu por 6 - 4.

Na segunda mão, em Alvalade, o Sporting venceu de um modo mais claro e carimbou o passaporte para as meias-finais derrotando o Den Haag por 7 - 2.

Nas meias-finais, coube ao Sporting defrontar os franceses do Gazinet. No primeiro jogo em Alvalade, os franceses deram boa réplica e discutiram o resultado, tendo o Sporting vencido a partida por 6 - 4.

Apesar de terem perdido, mas fruto de um resultado e de uma partida relativamente equilibrada na primeira mão, os franceses estavam cheios de esperança para o jogo da segunda mão que iriam disputar em casa. Mas as coisas não lhes correram nada bem e um Sporting superior e autoritário venceu facilmente por 6 - 1.

A Final

A Final jogada num formato a duas mãos, seria disputada contra o poderoso Novara e na memória de todos ainda estava o tremendo mau perder dos italianos na final da Taça CERS em 1984.

As coisas mais uma vez não iriam ser fáceis, e o Sporting partiu para Novara para jogar a primeira mão consciente de que só uma equipa serena e corajosa poderia suplantar o habitual ambiente hostil de Novara.

Tudo parecia estar a complicar-se, pois o Novara ao intervalo vencia de modo convincente por 6 - 4, mas na segunda parte tudo mudou e uma equipa do Sporting já habituada ao ambiente infernal que a rodeava, marcou três golos sem resposta, selando o resultado final em 7 - 6.

A festa na maior enchente de sempre da Nave de Alvalade !

Como já se tinha tornado tradição seria a segunda mão em Alvalade a resolver a questão.

A decisão estava marcada para 8 de Junho de 1991 no novo pavilhão construído por debaixo da nova bancada do Estádio José Alvalade, a Nave de Alvalade.

Na primeira parte o Sporting construiu inúmeras oportunidades mas falhava no momento da concretização e os italianos explorando o contra-ataque lá iam equilibrando a partida, que chegou ao intervalo com um empate 2 - 2.

Por coincidência, ou talvez não, o Sporting fez outra vez uma segunda parte brilhante, um António Chambel fabuloso não deixou os italianos marcar um único golo e com Campelo ao comando das operações no ringue, o Sporting voltou a marcar três golos e venceu a Final por 5 - 2.

Com o final do jogo a Nave de Alvalade parecia que vinha a baixo, naquela que foi a sua maior enchente de sempre, a festa era fantástica e uma alegria imensa tomou conta de todos, ficando para sempre a imagem do Presidente Sousa Cintra a ser levado em ombros.