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Conquista da Taça das Taças em Hóquei em Patins - 1981

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O Percurso até à Final

Em Alvalade contra o Fresnoy
Em Alvalade contra o Herten

Depois da conquista da Taça dos Campeões Europeus em 1977, o Hóquei Patins do Sporting Clube de Portugal ansiava por mais triunfos internacionais.

Na época de 1980/81 com uma formação composta por: António Fernandes (gr), José Rosado, João Sobrinho, Francisco Salema, Chana, Vítor Rosado, Joaquim Carvalho, Carlos Alberto e João Oliveira (gr), a equipa do Sporting com António Livramento agora no papel de treinador, participava na Taça das Taças e era evidente o desejo de triunfo.

Nos 1/4 Final coube em sorte ao Sporting os franceses do Fresnoy, e no jogo da primeira mão no Pavilhão de Alvalade começou a ser escrita outra história de glória.

O Fresnoy foi demolido com uns contundentes 26 - 1 e na segunda mão apesar de jogarem em casa os franceses não conseguiram escapar a mais uma derrota pesada desta vez por 10 - 4.

O Sporting, passava assim sem mácula às meias-finais, onde iria jogar com os alemães do Herten.

Os alemães eram claramente mais fortes que os franceses e na primeira mão em Alvalade, fruto do recurso sistemático ao anti-jogo, acabaram por dar alguma réplica, muito embora o Sporting tivesse sempre a situação sob controlo, tendo vencido por 5 - 3. Na Alemanha o Sporting já estava a contar com as tácticas da equipa da casa e não deu qualquer chance ao Herten vencendo por 6 - 1.

A Final

As coisas não foram fáceis em Oviedo
A Equipa. Em cima: Sobrinho, Salema, Joaquim Carvalho e Chana. Em baixo: Carlos Alberto, João Oliveira, António Fernandes e Vitor Rosado
O Pavilhão de Alvalade no final da partida
A Taça como centro da festa, que contou com a presença do Presidente da Camara de Lisboa

A Final, como era então tradicional, seria jogada também a duas mãos e desta vez o adversário era de peso, a equipa espanhola do Cibelles de Oviedo.

Na primeira mão as coisas não começaram nada bem para o Sporting, pois o seccionista Gonzaga da Silva teve de ser internado de urgência no Hospital das Astúrias vítima de pneumonia, e a equipa nunca conseguiu explanar o seu jogo perdendo em Oviedo por 4 - 1.

Para a segunda mão exigia-se coragem, determinação e cabeça fria!

O jogo foi a 27 de Junho de 1981 e o Pavilhão de Alvalade cheio de adeptos, a rebentar pelas costuras (sendo a lotação de 5.000 lugares nesse dia estavam presentes 7.000 pessoas), esperava impaciente pelo início do encontro.

Mas, mais uma vez, as coisas dentro de campo pareciam não ir pelo melhor caminho, pois se o Sporting marcou primeiro o Cibelles deu a volta ao marcador e colocou-se na frente com 2 - 1 a seu favor, e com a Final num total de 6 - 2.

A perderem por 4 golos no cômputo geral, os jogadores do Sporting não desanimaram e empurrados pelo público conseguiram chegar aos 4 - 2 ao intervalo, a figura do momento era Chana, que fruto de uma exibição memorável tinha feito dois golos de rajada (2-2 e 3-2).

As coisas pareciam agora melhor encaminhadas mas ainda eram os espanhóis que estavam na frente da Final, embora só com um golo de diferença.

Na segunda parte o Cibelles parecia estar a jogar com cinco guarda-redes, pois abdicou completamente do ataque e apesar de Chana ter feito o 5-2, os jogadores espanhóis continuavam a defender e quando em posse da bola entravam frequentemente em anti-jogo obrigando o árbitro a interromper a partida.

Mas nem com os avisos do árbitro a situação se alterou, tendo o tempo regulamentar terminado com um resultado no cômputo das duas mãos de 6 - 6.

As temperaturas habituais do mês de Junho em Lisboa e um recinto com uma multidão no seu interior, pensa-se que 8000 pessoas, tornaram o Pavilhão de Alvalade num inferno de calor, e no prolongamento foi nítido o cansaço dos jogadores.

Na primeira parte do prolongamento o Cibelles continuou muito simplesmente a não querer jogar e a apostar claramente num desfecho a penaltis.

Mas na segunda parte, tudo mudou, e com um golo soberbo, Chana pôs o Sporting pela primeira vez na frente da Final. O Cibelles passou então a dar tudo por tudo no ataque, só que, com um passe de Chana, Salema marcou e selou o resultado da Final em 8 - 6.

Assim que o árbitro deu por findo o encontro uma loucura colectiva apossou-se do Pavilhão de Alvalade tendo os jogadores dado o seu equipamento aos adeptos acabando quase despidos.

Para além de mais um grande triunfo europeu do Sporting Clube de Portugal, destacam-se dois factos deste dia, o primeiro título ganho por Livramento enquanto treinador e Chana como um dos maiores jogadores de Hóquei Patins de todos os tempos.