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Conquista da Taça CERS em Hóquei em Patins - 1984

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O Percurso até à Final

Após a conquista da Taça dos Campeões Europeus em 1977 e da Taça das Taças em 1981, faltava ao Hóquei Patins do Sporting Clube de Portugal a Taça CERS, para completar o seu brilhante palmarés europeu.

Na época de 1983/84 o Sporting iria disputar a Taça CERS, treinado por António Livramento e tendo por plantel: Ramalhete (gr), José Rosado, Carlos Realista, Pedro Trindade, Luís Nunes, Campelo, Sérgio Nunes, Camané, Fernando Gonzada, Carlos Serra (gr) e Parreira (gr).

A Equipa. No 1º plano: Trindade, Serra, Ramalhete e Luís Nunes. No 2º plano: Realista, Sérgio, Rosado e Campelo.
Em Alvalade contra o Gujan.

O sorteio não foi nada amigo para o Sporting e para a primeira eliminatória coube-lhe em sorte a forte equipa espanhola do Noia. Era importante começar bem a campanha, e aproveitando o facto da primeira mão ser em casa o Sporting ganhou logo um bom avanço na eliminatória ao vencer por 5–0. O Noia bem tentou reagir na segunda mão em sua casa, mas voltou a perder, desta vez por 4–1.

Nos 1/4 Final o Sporting jogou com a frágil equipa francesa do Gujan, como a motivação não era grande face a um adversário tão fraco, o Sporting procurou motivar-se batendo records de goleadas, o que fez logo em Alvalade na primeira mão por 33–1, resultado que ainda hoje é recorde nas competições europeias de Hóquei Patins. Na segunda mão o Gujan voltou a ser cilindrado, desta vez em casa por 23–4.

A passagem para as meias-finais tinha sido de facto calma e tranquila, mas agora as coisas iriam mudar, pois pela frente o Sporting tinha a poderosa equipa do Voltregá velha conhecida dos Leões.

O equilíbrio esperado foi logo evidente na primeira mão com o resultado em Alvalade a ser favorável ao Sporting por 10–9, resultado que traduzia uma deslocação bem complicada ao infernal ambiente da localidade catalã.

Contudo, no segundo encontro, o Sporting actuou com uma enorme eficácia, gelando literalmente o ambiente e vencendo por uns claros 6–3. Estava assim aberto o caminho para a Final onde pela frente o Sporting teria a complicada equipa italiana do Novara.

A Final

Rosado e Luís Nunes festejam um excelente golo de Trindade.
No final do jogo, Livramento levado em ombros perante um Pavilhão de Alvalade ao rubro.

Numa Final disputada a duas mãos, coube ao Sporting ir jogar primeiro a Itália, e numa partida que teve muito de râguebi e pouco de Hóquei e onde o Sporting até começou por marcar primeiro, o Novara fruto de um jogo extremamente violento com apoio verdadeiramente infernal do seu público, ganhou por 4–1.

As grandes decisões estavam então marcadas para o Pavilhão de Alvalade no dia 7 de Julho de 1984.

Fruto de um Hóquei espectacular e envolvente o Sporting chegou ao intervalo a vencer por 4–0, tendo vulgarizado uma equipa que dispunha de quatro internacionais italianos e um internacional argentino.

Haveria emoção até ao fim, num Pavilhão de Alvalade a rebentar pelas costuras, e neste encontro onde tudo se decidia a tarefa na segunda parte não seria fácil, pois ainda pesava a desvantagem trazida de Itália do jogo da 1ª mão, onde o Sporting tinha perdido por 4–1.

Depois do intervalo, o Novara tentou reagir e marcou logo no inicio da segunda parte, empatando assim a Final em 5–5, mas os dois golos de Sérgio que se seguiram fizeram sentir a todos que a Taça era mesmo para ficar em Alvalade, tendo o resultado final acabado por ser de 11–3 (12–7 no total).

Com este feito o Sporting tornava-se no primeiro Clube da Europa a vencer as três taças europeias de hóquei patins (Taça dos Campeões, Taça das Taças e Taça CERS).

A multidão que enchia o Pavilhão de Alvalade exultou e vibrou com esta fantástica vitória, que selou uma semana de ouro para o ecletismo do Sporting, pois poucos dias antes Fernando Mamede tinha batido o Record do Mundo dos 10.000 m (2 de Julho) e Paulo Ferreira tinha ganho uma Etapa na Volta à França (3 de Julho)!