Skip to main content
Esta página é sobre o Guarda-redes de Andebol Carlos Silva. Se procura outras pessoas com o mesmo nome, consulte Carlos Silva (desambiguação) .
Dados de Carlos Silva Carlos-silva.png
Nome: Carlos Manuel Duarte da Silva
Nascimento: 15 de Maio de 1951
Naturalidade: Lisboa
Posição: Guarda-redes

Carlos Silva é considerado um dos maiores guarda-redes do Andebol nacional.

A sua ligação ao Sporting Clube de Portugal é de longa duração já que a antiga sede da Rua do Passadiço ficava próxima da sua residência e desde cedo a frequentou na companhia dos seus pais, até ingressar na ginástica leonina com apenas 3 anos de idade. Foi na condição de praticante de ginástica que participou na inauguração do Estádio José Alvalade, onde teve a oportunidade de ser fotografado ao colo do guardião leonino Carlos Gomes.

Tentou ingressar nos juvenis do andebol leonino, mas os dirigentes da altura indicaram que aquele escalão estaria reservado para familiares de dirigentes do clube. Não desiste de praticar a modalidade e ingressa no popular Encarnação. Passado um ano, recebe um convite para ingressar no Sporting, mas o seu pai não autoriza a transferência face ao tratamento dado no ano anterior.

Acabaria por ingressar no Sporting Clube de Portugal na época 1969/70, para o escalão de juniores, para na época seguinte (1970-1971) integrar pela primeira vez o escalão senior. Nos primeiros tempos de Leão ao peito, a baliza era disputada com atletas como José Anaia, Victor Góis e com o ecléctico Bessone Basto, participando em 3 conquistas na série do famoso "pentacampeonato".

A agilidade de Carlos

Com a retirada de Bessone Basto, Carlos Silva assumiu-se como seu sucessor na baliza leonina e lançou-se para uma carreira de sucesso. Apesar da sua envergadura física deixar algumas dúvidas, o guardião apresentava diversos recursos técnicos e excelentes reflexos no seu posto que lhe permitiram uma das mais longas carreiras no Andebol português, entre 1967 e 1992. Em entrevista ao Jornal Record, assumiu que desde jovem se habituou a jogar sempre à baliza.

Representou a Selecção Nacional "A" em 96 ocasiões e fez parte da equipa que conquistou o Campeonato Mundial "C", disputado em Lisboa em 1976.

Na época de 1976/77, representou o rival do Sporting devido a divergências com a secção do Andebol leonino, que angariavam funções profissionais em bancos e empresas para diversos atletas e Carlos nunca era "contemplado". Inicialmente, pretendia ingressar no Encarnação ou Campo de Ourique, mas em ano de Mundial realizado em Lisboa, os directores da Federação pressionaram Carlos Silva a rumar ao SL Benfica. No entanto, ao serviço do SL Benfica, Carlos Silva recusou-se a ostentar o emblema dos encarnados. Na época seguinte, representa o então campeão nacional, Belenenses, a convite dos seus amigos Luís Hernâni e José Manuel Reinaldo.

Depois de duas épocas nos clubes lisboetas, regressaria a Alvalade em 1978, onde permanece por 12 épocas, conquistando mais 3 campeonatos logo nas primeiras épocas deste regresso. Acabaria por alcançar o estatuto capitão de equipa após a saída de Manuel Brito para o GD TAP, em 1984, capitaniando a equipa na conquista de um título nacional e duas Taças de Portugal.

Em 1983 foi distinguido com o Prémio Stromp na categoria Atleta de Alta Competição.

Em 1990, o seleccionador nacional Mircea Costache convida-o para técnico-adjunto, com a responsabilidade de treino de guarda-redes, porém este convite acabaria vetado por parte de quem dirigia os rumos da Federação.

Em 1990/91 realiza a sua última época ao serviço do Sporting, clube pelo qual conquistou 8 Campeonatos Nacionais e 6 Taças de Portugal. Antes de terminar a carreira, representa ainda o GD TAP.

A sua ligação ao Andebol manteve-se ao formar dupla com o seu amigo Luís Hernâni. Em 1994/95, lideram a equipa do Almada ao título no Nacional da II Divisão para, na época seguinte, assumirem a liderança técnica no Sporting, dedicando-se principalmente à componente de guarda-redes, apoiando Carlos Ferreira em diversos momentos de recuperação de intervenções cirúrgicas.

Permanece enquanto técnico-adjunto até 1997/98, quando Manuel Brito voltou ao papel de treinador principal.

Teria ainda mais uma passagem pelo andebol nacional em 2002, adjuvando José Luís Ferreira no comando técnico do Olivais e Moscavide, após a saída de Ângelo Pintado.

Entrevistado pelo Jornal Sporting em 2005, explica que para si, o Sporting representava um "Amor de Perdição", que nascera sportinguista e que assim haveria de falecer.