Liberta o poeta que há em ti

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"O jardim das palavras"

Hoje encontrei-te, e chovia
Sentado no metro, perdido no dia,
Saímos os dois, na mesma paragem
Seguimos ambos, a nossa viagem

Fui até um parque, espairecer as ideias,
Memórias, passados, escrever verborreias.
Sentado, com a mente a vaguear,
Nem dei por ti, perto a sentar.

Escrevi e, no fim, reparei que estavas ali...
Também tu, parecias estar "ausente",
Num outro lado, a passear com a mente,
E distraído, apanhaste me a olhar para ti.

Envergonhados os dois, desviamos o olhar,
Voltei a observar-te, sem hesitar...
Coraste, e timidamente recuperaste a postura,
Sem jeito, mas com ternura...

Observamos-nos os dois, timidamente,
Sem nos perdermos de vista novamente,
Sem abrimos a boca, sorrimos levemente,
E sem falar, conversamos incessantemente

Estávamos ali, rodeados por um jardim,
Sem saber o que achamos, eu de ti, e tu de mim.
Observamos somente, num silêncio ternurento,
E ambos com respeito, aproveitamos o momento.

Olhei para o relógio, tenho de ir!
Mas será que achas que estou a fugir?
Não quero ir, quero ficar aqui a "conversar" mais um tempo,
Saber quem és, de onde vens, qual passatempo!

Conhecer as respostas, ás perguntas que me surgem,
Saber o teu nome e de onde vens,
Será que entendes, que já me tens?
E estes 10 minutos, será que urgem?

Levanto-me, e suspiro,
será que pensas porque me retiro?
Olho-te uma ultima vez,
e tu coras e foges com a vista outra vez.

"Despeço-me" com timidez,
Será que te volto a ver talvez?
Suspiras, e voltas "aonde" estavas,
Antes de nos cruzarmos, neste jardim de palavras...

Como te chamas, pergunto-me
Mas a voz não me sai,
E a cada passo que dou,
Mais sinto que algo me atrai...

Volto-me uma ultima vês,
Será que me estás a observar,
Como da outra vez?

Mas já lá não estás,
Desapareceste tão rápido,
Volto-me para trás...
É isto o efeito cupido?

Encontrar alguém, e falarmos,
Sem um palavra ter saído?
Será normal, termos então partido?
Sem saber, se nos encontrarmos

Nos voltaremos a "falar",
Quero voltar a "conversar",
Quero perder-me, mas nas palavras
Perguntar o porquê, que me observavas?

Falamos tanto em tão pouco,
e saímos sem ressalvas,
O quanto seria louco,
Voltar a conversarmos, com as almas...

« Última modificação: Maio 29, 2017, 05:43 am por Maranhão »
Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"
"Tristeza..."

Desejos e sonhos, todos temos
Vontades, e virtudes, não as tememos.
Agimos sem pensar, e sem ponderar,
Se com aquilo que fizemos, pudemos alguém magoar...

E mesmo quando não é para nós o desejar,
Mesmo que seja para outrem se elevar,
O egoísmo volta, pois nem chegamos sequer a perguntar,
Se é verdade algo que estamos a tentar, por alguém, concretizar

Se ao não pensar em nada mais,
Não seremos nós a sofrer pelos demais,
Sozinhos, e sem pensar nos tais,
que nos querem bem, e sem algo a mais.

Somos egoístas, somos presunçosos,
Quando fazemos por alguém,
algo que não fazíamos por nós, preguiçosos

E sem nos aperceber,
Em vez de ajudar,
fazemos sofrer,
Quem tentamos animar...

Pessoas para quem somos como vidro,
Não reconhecemos esse perigo,
Estamos nisso, mergulhados,
Praticamos o mal, despreocupados.

Espalhamos a dor,
A quem desejávamos amor,
Sofremos nós, e o sofredor,
A quem mais nada demos, a não ser temor...

Temem por nós,
temem por eles,
Não agiremos sós,
sendo somente reles?

Consequências são só boas, imaginamos,
E quando damos conta, sim como Falhamos!
Redondamente, como vil gente
Quando apenas queríamos, ajudar gentilmente...

Queremos riqueza, para quem está na pobreza,
Sem que nos apercebamos, que também nisso há beleza...
E sem mais nem menos, intrometemos-nos com certeza,
Que não, nós sabemos que não haverá tristeza...

E a alma daquele alguém, agonia facilmente,
Pois o que para nós querem, não é diferente!!
E no entanto, findamos sem nos aperceber,
Que em vez de salvarmos, fazemos sofrer!

Neste mundo de intenções belas, de leveza,
Se é tão bom, como temos nós certeza,
porque raio, não acaba com leveza,
A p*** malfadada, da nossa tristeza?

O que está mal? Será o bem?
Será que quem sofre, já não o tem?
Quem somos nós para decidir por esse alguém,
que a nossa solução é a melhor que ele tem?!

Quem magoamos, e não vemos?
Quem "salvamos", por quem já não tememos?
Será correto, agir sem nos revermos?
Salvar outros, enquanto nós morremos?

Será justo, ou será crime?
Que de tal maneira, e sublime,
Confundamos tal Beleza,
Sem que por trás haja tristeza?

Pergunto-me, será o incerto,
Certo, ou incorrecto?
Quem de nós, que tal insecto,
Se intromete, na vida dum "insurrecto"?

Nada mais me traz, com certeza,
Esta inveja da beleza,
que por quem nós nos sacrificamos,
E sem saber, damos tristeza...

E a quem tiramos cor,
quando achamos dar amor,
A quem acabamos por tirar,
Todo o seu esplendor!

Mesmo assim, cerramos os dentes,
Porque também nos custa ver a dor,
A quem queremos dar "presentes",
Sem conseguirmos encher de amor...





« Última modificação: Junho 02, 2017, 01:01 am por Maranhão »
Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"
"Contemporâneo"

O tempo corre, de igual forma
Para todo homem e criatura,
E tudo percorre, de forma
a chegar depressa à prefeitura.

Como o fim de uma viagem,
De autocarro pelas freguesias,
A ultima paragem,
Antes das ruas esguias.

O tempo é precioso,
E no entanto,
Poucos de nós lhe sabemos dar gozo.

Fica tudo para amanhã,
na boa moda do freguês,
na má moda de todo e qualquer português.

Deixamos para amanhã e depois,
Tudo que podemos fazer agora,
Sem pressas, nem pressões.

E no entanto não nos apercebemos
de algo que é momentâneo.
E que ao findar,
Deixa de ser contemporâneo.

Foi-se a oportunidade,
O que podia, deixou de ser.
O que acontecia, nunca mais vai haver.

Foi-se a pessoa,
O que existia, findou sem saber,
O que nem começou, chega a morrer?

Foi-se a vida,
O que se passou, alguém vai saber?
Mas afinal que desgraçado acabou de morrer?

O amor foi-se,
O que ama sofre, o outro esfumou-se.
O que ama pergunta, se o outro enganou-se.

O momento veio,
e com ele chegou também o receio,
Que horrivel, temei-o!

O tempo não para nem um momento,
E se perderes o momentâneo,
O que podia, não ser arrependimento,
Não vai mais ser contemporâneo...
Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"
"1/4 vazio"

Amor, nunca fui grande poeta,
Tu sabes bem, sou é um pateta,
E tu sempre esperas, de alma aberta,
Alguma coisa minha, sem que esta seja certa.

Lembras-te quando nos conhecemos?
Desde quando éramos graúdos, mas pequenos?
Não foi amor à primeira vista,
Antes foi guerra, com olhos à Boavista

"São cão e gato", diziam de nós
"Não se entendem, não os deixem sós!"
"À mais pequena oportunidade,
Andam a bulha, sem necessidade!"

Mal sabiam eles, que é verdade o que se diz,
Quanto mais me batias, mais eu era feliz.
Foi aos 20 que nos declaramos,
E toda a gente perguntou, porque tanto demoramos...

Ao ver as nossas fotografias ao longo destes 5 anos,
As brigas deram lugar, a caricias e planos.
Juntos enfrentava-mos o que viesse,
Fossem dez, ou mil, e quantos mais houvesse.

Quem muito briga não esquece, penso e desperto,
e é sempre então aí, quando apercebo, que me aperto.
Como é injusto, e pesado
Ser humano, ser amado.

Para depois te tirarem de mim,
O que era alegre, dá me um tormento sem fim.
Porque te levaram para longe assim?
Porque não te deixou Ele, ficar ao pé de mim?

Chegaste a casa e senti-te estranha,
"Amor, que se passa, viste uma aranha!?"
Dera eu ter sido esse bicho, e antes disto
Choraste em pranto como nunca eu havia visto.

Abracei-te, tentando apaziguar,
Sem saber, o que te estava a atormentar,
Mas tu não paravas de chorar,
"Oh meu Amor, conta-me para te ajudar"

Quando nos acalmamos, e tu me disseste,
Fui eu, quem de repente, ficou a leste...
Devo ter revisto toda a nossa vida, o nosso mundo,
Mas de repente, fui eu quem ficou mudo...

Nem nos deram tempo, para assentar,
Foi da pressa Dele, de te querer levar,
Em 2 meses Ele levou-te de mim,
E não aceito, não aceito ainda assim!

Que aos 25 anos, me levem meu tesouro
O que mais amo, o meu diamante de ouro.
Foi duro, é triste, e só, chegar a casa e tu não estares.
Não podermos jantar juntos, debaixo de mais luares.

Não houve tempo, nem mais alegrias
Que impedissem esse filho da p*** de destino,
Essa doença diabólica, esse cancro no intestino,
Para que Ele te deixasse com quem mais querias.

Hoje, eu entro em casa, janto e choro ás escuras,
Meu Amor como correu o teu dia? pergunto-te eu,
A olhar-te nas tuas fotos do liceu.
Ainda não tive coragem de as guardar, como as pinturas.

Não é justo, que te tenhas ido, tão repentino.
Não fomos ao nosso paraíso argentino,
Não tivemos o nosso rebento pequenino,
Não te beijei tanto, quanto te tinha prometido...

Todos os dias sinto a tua falta,
Em casa, no trabalho, no nosso "cantinho",
De te dar a mão, de te dar carinho.
De querer ouvir do médico, "Parabéns, a sua menina tem alta"!

É triste amarmos-nos tanto, e não termos mais momentos
Oh meu Amor ajuda-me, quero ver-te, ouvir-te, e dizer-te:
Que te amei sempre sem outros pensamentos.
Por favor, eu só queria voltar a ver-te!

Tal só é possível, agora virtualmente,
Videos de aniversários, festas e casamentos,
Já os vi a todos, mais do que o aconselhável, provavelmente.
Mas não tenho outra forma de afastar, estas dores e sofrimentos.

Só tenho um desejo, que Lhe peço sempre que me é possível,
Que quando nos virmos de novo, separarem-nos seja impossivel!

Espero que não te sintas triste, nem só,
como um campo infértil cheio de pó,
Pois já chego eu, sentir-me como um baldio
todos os dias quando chego, ao Nosso quarto vazio!


Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"
"Escrevo por Ti..."

Escrevo para ti, que não me ouves,
Que sempre que eu falo, tu te escondes
Dizes que não te interessa, e mandas-me p'ras couves.
Tal e qual um rei aos seus viscondes...

Não me dizes o que está mal,
Nunca me ouves a falar de tal,
Será que és parede de repente?
Será que para nós não há futuro, decente?

Se é para isto porque não acabas tudo?
Não me falas, e queres me mudo...
Mas será que, já que não me ouves, ao menos vês?
Será que em vês de falar, escrevo e tu lês?

Eu não queria chegar a este ponto,
Passar dias feito um tonto,
a tentar chegar a ti, saber o que estás a pensar
No entanto fechas te em copas, sem me avisar.

Se acabou ao menos avisa-me
Fala, recalca, pisa-me.
Reage nem que seja num grito,
Para que perceba esse teu coração aflito.

Para que saibas que estou aqui,
Mesmo que já não me sintas,
Não te quero assim, não me mintas.
O que se passou em ti?

Fui eu? Foste tu? Foi alguém?
Foi algo, alguma coisa, que te fez refém?
Ou é algo teu, e de mais ninguém?
Nem mesmo daquele que só te quer bem?

Se não falas de ti,
Escreve por ti,
Eu leio o que te vai na alma,
E faço de tudo para te trazer calma.

Já tentei de tudo e só me resta escrever,
Para não te perder, e sentires me perto de ti.
Não não esta sozinha, não tens que temer,
Pois mesmo que não fales, eu escrevo para ti.

Tu sabes que eu já não o fazia,
Já muito longe ia o dia,
que por ultimo tinha feito uma quadra,
há muito tinha fechado a porta, que agora quero que abra.

Deixei de lado o papel e a caneta,
Porque sempre que escrevia,
Só me sentia vazio, no que "dizia",
No que que punha em palavras, e transmitia...

Secalhar escrevo de novo porque me sinto assim,
Ao ver-te fugir-me por entre os dedos,
Quando te quero ao pé de mim,
Sem vazios e sem medos.

Volta para mim, volta para ti,
Nem que eu tenha de escrever todos os dias
Mesmo que seja pelo resto dos nossos dias,
Eu contra mim luto, e escrevo por ti.

Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"
"Ainda"

Ainda agora nós dissemos adeus,
Ainda agora, se foram 6 anos, e nunca mais no cruzamos,
Será destino, ou serão eternos, o desafios que vamos enfrentar,
Junto dos que nos querem juntos, e dos que nos querem separar?

Nunca negaste a minha existência,
Na tua vida, mesmo que não tivesse importância.
Senti-me só, e sem esperança, que um dia voltasses,
Para remexer, comigo, com a minha ânsia.

Disse te que te queria voltar a ver,
Seis anos volvidos, para que pudéssemos dizer,
O que não tivemos tempo,
De outrora fazer...

Engraçado, voltarmos a conversar,
sobre algo que nunca chegou a "terminar".
Sempre fiquei em aberto,
Em sobressalto, e desperto,

A espera de uma reacção,
E com o passar dos anos
fui tendo uma confirmação.

Que o que ambos queríamos era tempo,
sem o termos, esperamos que o tivéssemos,
Foste tu que vieste falar comigo, tanto tempo volvido
E porem aquilo que eu pensava, nunca tinhas esquecido.

E eu que sempre te observei de longe,
Tenho te agora como nunca pensei, tão perto
E mesmo assim, nos admirarmos de tão longe,
Para agora nos encontrarmos, perto.

Nunca te esqueci a ti, e tu a mim,
Porque será assim, o que esperas tu de mim,
Será que te farei feliz? Será que sim?
Espero que se tal for o que desejas,
que a resposta seja um sim.

Observei-te calado, comentando só um bocado,
Para que não te esquecesses daquele rapaz, malfadado
Que desse conta que um dia, te quis ver em melhor estado,
Do que aquele que te deixaram, abandonado.

E tu sempre respondeste que sim,
Eu penso, esperavas tu por mim?
Nã posso deixar de pensar que sim,
Pois ao fim d tano tempo nunca sai d ti,  tu de mim.

Amamos-nos, os dois,
Sem querer deixar para depois, tenta-mos
Recuperar o tempo que perdemos,
Estando juntos, e amando-nos

Como achamos não ser possível
Um dia como este, sem ser verosímil
Que tu eu fossemos sequer possíveis,
E tu no entanto sempre nos viste como impossíveis,

Insegurança, medo nem sei.
de tão feliz que fiquei,
De ter uma resposta, ao fim de tanto tempo, fiéis
Um ao outro, tal e qual dois amantes, de quem confieis.

Ao responderes, senti uma alegria, imensa,
Tanto nos inicio, como numa desavença,
 O que pareceu impossivel,
Agora só requeria uma presença,

Par confirmar o nosso amor,
a nossa indiferença,
No nosso calor,
Com a nossa presença.

Findamos os dois, a busca do impossivel,
Apenas para nos apercebermos,
Do que era demais, possível,
Encontrarmos nos, de forma irrepreensível.

Tu formada, e eu por formar,
Mas porque raio Deus, nos quis reencontrar?
Precisas de algo, ou eu de relembrar,
O quão feliz fui, naquela noite ao luar.

Do que te quis dizer,
mas nunca fui capaz de contar,
Que queria era para ti correr,
E assim nunca deixar de te amar?

O que vai ser de nós agora,
Que tudo parou,
E a vida, já não chora,
a nossa vota tudo mudou...

E agora, será que  aquilo que sentes,
É aquilo que sinto?
aquilo que te dizes, e eu não minto,
Que sou aquele, que amas sem pretendentes?

Serei eu aquele que descobriste,
Agora sem pretendentes?
Serei teu backup plan, ou pretendente
Sem dizermos algo, a não ser pela mente?

Esse teu olho azul sempre me inquietou,
Com o que conseguias ver, que o meu coração mostrou,
E aquilo que me quiseste mostrar, e o meu coração agarrou?
E que mesmo ao fim de tanto tempo, não morreu, não findou?

Será possível sempre nos termos amado,
Em silêncio como ninguém nos amou?
Termos aceite nossos defeitos,
Quando mais ninguém os aceitou.

Tinha saudades tuas confesso,
E a tua mensagem me deixou, algo disperso?
Tanto tempo depois, o porquê, a resposta eu peço
Para que no fim nós tenhamos algum, descanso, e apreço,

Um pelo outro,
Tentarmos só um pedaço,
Com cada um de nós a entregar-se,
Sem desconfiar, e aperceber-se
Que  não fosse uma mera paixão, um descanso.

Amamos nos tanto tempo,
Sem sair da cepa torta,
Que quando nos apercebemos da retorta,
Ao endireitar, só ficou mais dispersa, mais "distorta".

Porque não és capaz,
De ser directa como eu, um rapaz.
Será que dizer "Amo-te"
Será assim tão, atroz?

Amo-te Rita, e sempre o fiz,
Desde que sou apenas algo, um aprendiz,
Sempre a ver se te igualava,
Tal e qual conto da fava.

Será que chegou o nosso tempo,
De acabarmos com o lamento,
E nos entregarmos, sem julgamento
Um a outro, por puro sentimento?

Pergunto-me se possível, mais ainda,
Sermos correspondidos sem ainda,
Nos termo declarado um ao outro,
Quando tu eu dormíamos, ainda.

Amo-vos a todas, mas porém
Nenhuma me leva além,
Do que esta de quem falo e escrevo,
De quem não falo, pois temo...

Amo-te, mesmo que
Tu não o percebas ainda.
Mesmo que não te declares, para mim chega-me
O teu mero sorriso, por fotos, ainda....

Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"

"Só Nós Dois"

Só nós dois é que sabemos
O quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém

Só nós dois avaliamos
Este amor, forte, profundo...
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo.

Anda, abraça-me... beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece o que vai na rua
Vem ser minha, eu serei teu

Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Cá dentro da nossa porta.

Só nós dois é que sabemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
As torturas  e os desejos

Vamos viver o presente
Tal-qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só Deus sabe o que será."

By Joaquim Pimentel.
Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"
@Pedro Gomes @HugoPipo @Koboi @suku76

Digam aí ao Julio Alves para vir aqui espalhar a sua magia!!
"Memorias Estonteantes"

Éramos pequenos, crescemos na mesma rua,
A minha casa era mesmo ao lado da tua.
Andávamos na mesma escola e turma,
Vínhamos sempre juntos, fosse a rir ou à batatada...

Mal nos conhecemos, foi uma imediata conexão
Como se nossos corpos partilhassem o mesmo coração...
Mas não sabíamos como de repente, tudo muda
Fui ter contigo, como sempre, mas tu parecias triste, estavas muda.

Depois da escola, na volta para casa
Perguntei -te: "Então o que se passa?"
Ias embora, mas não para longe,
Mas não íamos mais juntos passear...

Lembro me do dia que te mudaste,
Chovia muito, e quando me viste à janela acenaste...
Foi a primeira vez que me senti sozinho, com a casa cheia
Ia ser difícil sozinho, a rua perdeu o brilho, ficou feia.

Sempre que podíamos, estávamos juntos
Lanches, almoços, e até no intervalos curtos
Éramos tão novos, mas soubemos logo o que era,
Era felicidade, amor, que ataca como uma fera.

Acabamos o 3º ciclo, quando voltou a acontecer,
Desta vez ias para tão longe, que não nos íamos conseguir ver
E eu fiquei abatido, e triste, e tu deste-me a mão e um papel
Não nos podíamos ver, mas podíamos escrever.

Escrevemos um para o outro todas as semanas,
Contávamos a nossa vida, relatávamos as nossas mudanças,
Para que fosse possível para cada um, conseguir o outro reconhecer
Combinamos um encontro, estávamos à um ano sem nos ver.

Estavas a morar tão longe que a viagem de autocarro
Demorava 3 horas, mais um bocado.
Ias buscar-me, e eu tão ansioso, voltei a lembrar...
E nisto o autocarro começa a andar...

O meu coração bate, rápido, e o teu bate assim também?
Porque temos de estar assim, da distancia refém?
De repente um estouro, foi um pneu que rebentou.
O tempo passava e o autocarro não andou...

Com o ponteiro dos relógios, a cada minuto avançado, o meu coração apertou...
Passaram-se 3 horas e só aí o autocarro arrancou.
Será que esperas por mim, já vou chegar tão tarde que desejei que fosses embora.
Porquê? Porque é inverno, e mais uma vez chovia, e fazia muito frio lá fora...

Enquanto esperei escrevi-te uma carta, só para o caso...
Ia declarar-me, mas tinha-a como um plano.
Caso a minha coragem fosse um fracasso,
Tu ias saber, nem que fosse num pedaço de pano...

Cheguei atrasado 6 horas, gelado e desanimado...
Não te vi na plataforma, o meu coração não aguentou, de tão apertado.
Corri pela estação toda, e na sala de espera, estava lá alguém a dormir sentado.
Timidamente aproximei-me, não queria fazer com que um desconhecido acordasse sobressaltado.

E quando vi a cara do estranho, num cachecol enrolado, e gorro esverdeado,
As lágrimas que já escorriam, de repente pararam, e o coração batia mais descansado.
Eras tu... Antes de te acordar, fiquei ao teu lado, a admirar...
O teu rosto, belo, e o teu nariz, avermelhado a resfriar...

Passei-te a mão pela cara, e tu muito devagar, começaste a acordar
O meu coração estava calmo, e eu já sorria em vez de chorar...
Esperaste tanto tempo, qualquer um tinha ido para casa zangado,
No entanto tu sabias, que não te falhava, pois nunca tinha falhado.

Abriste os olhos, e olhas directamente para mim.
Agarraste a minha mão, e num piscar de olhos, abraçaste-me, sim...
Choravas tanto e eu feito parvo sem saber o que fazer,
O aperto do teu abraço, as tuas lágrimas, senti-me abençoado.

"Eu sabia que tu vinhas! Estás bem alto" disseste enquanto enxugavas as lágrimas,
"Desculpa, foi o autocarro..." Não me deixaste acabar, deixaste me sem palavras,
Porque, olhei para ti, e estavas tão bonita, que fiquei, no tempo parado,
"O que importa é que já estás cá", disseste indo à mochila a sorrir, "Deves estar esfomeado..."

Tiraste o lanche que nos tinhas preparado,
"Se tiver frio desculpa...", nem deixei que tivesses acabado
"Está bom de certeza!" Disse-te eu envergonhado.
Depois de aproveitarmos o lanche, fomos dar uma volta, lá ao lado.

Conversamos tanto, as nossas peripécias,
Revivemos memórias, que pensávamos perdidas...
Começou a chover, e corremos para baixo de uma árvore.
Estava tão feliz, mas ao meter a mão no bolso, gelei como mármore.

A minha carta, o meu plano...
Tinha-se perdido, por azar e engano,
Ela notou me logo algo estranho,
e rindo-se perguntou "Que foi, foi do "banho"?"

A voz dela, acalmou-me  e sem esperar mais,
Ri-me, "Não é nada, mas sabes que mais?"
Ela sorrindo, " Fala, que eu ouço-te..."
"Eu...", com o meu coração quase parado, "Amo-te!"

"Consegui!" pensei eu, e ao olhar para ela, com os olhos aguados,
"Ouviste bem! Amo-te, amo-te à tantos e tantos anos...
Amo o teu sorriso, os teus medos, os teus enganos...
E sempre tive medo de to dizer..." dizia-lhe eu de punhos apertados...

"Quando foste embora, fiquei tão só...
O mundo era triste e cheio, de pó...
Cada Carta Tua, fazia o meu dia.
Ganhava mais do que se fosse a lotaria!"

"Eu não quero sair daqui, quero ficar contigo,
Quero ser para ti mais do que um amigo.
Quero ser sempre o teu ponto de abrigo
Quero proteger-te de todo e qualquer perigo"

"Não te quero deixar,
Não te posso largar,
Não te quero afastar,
Não acho que ia aguentar."

As lágrimas escorriam, como cataratas pelos dois
"Eu também não quero ir-me daqui, nem agora, nem depois...
Sinto saudades tuas, de caminharmos só os dois,
De andarmos à porrada, e abraçados depois"

"Sinto falta de me animares, de me abraçares
De me sorrires, de me apanhares...
De cair e tu gozares,
Só para depois me ajudares..."

"Também ao ir-me fiquei só,
Não conhecia ninguém, faltavas me tu, seu tótó.
Para me arreliares, para me confortares,
Para te abraçar, para sacudir este "pó"!"

Ficamos parados, inquietos, pasmados
Estávamos ali, frios e abraçados,
E sem saber, tínhamos confessados
Os nossos sentimentos, que nos deixavam assustados.

Olhei para ti, olhas te para mim,
aproximamos nos, devagar, e assim
Os nosso lábios encontraram-se
E os nossos corações, "marcaram-se"...

Ficamos ali juntos até de manhã,
Apanhei o autocarro, "roubei-te" um ultimo beijo.
Choramos ao afastar-nos, com um desejo
Que nunca nos esqueçamos um do outro, deste beijo...

Infelizmente a vida afastou-nos de forma tal
Que nunca mais nos conseguimos encontrar,
E na universidade, já nem escrevíamos o nosso postal
De forma semanal, mensal ou sequer anual...

Mesmo assim nunca deixei de recordar aquele dia,
Sempre que o fazia, fechava os olhos, e via...
Via-te a ti, e à árvore, ao teu cachecol!
Ao teu cabelo, em caracol...

Estou na cidade agora, e está sol
E a passear, cruzei-me com alguém,
Com um cheiro que me inquietou,
"Não pode ser!" o meu coração parou...

Olhei para trás, e eras tu!
Reconheci-te logo, os teus lábios, os teus olhos
Ficamos a olhar-nos, olhos nos olhos,
Mas não me reconheceste, e seguiste...

Eu fiquei ali sozinho, a ver-te...
É triste crescer, foi triste perder-te...
Mas vi-te e agora sei,
Nunca mais te verei...

As nossas vidas tomaram rumos diferentes,
Mesmo com outras pessoas, estamos contentes.
Mas a tua marca não fugiu, nem se escondeu,
Sempre que passo dificuldades, ela sempre me deu...

As forças para as ultrapassar...
Mesmo que não me recorde do teu nome e tu do meu,
Mesmo que já não nos conheçamos, ao cruzar!
O teu coração é meu, e o meu coração é teu...

Como te chamas?
De quem escrevo eu?
Lembro-me do beijo, das palavras,
Mas não do nome, de quem mas deu...

Memórias estranhas,
que na pele, entranhas,
Incompletas, mas importantes,
E tal como aquele nosso beijo, estonteantes!






@sandy  que achas? :D
« Última modificação: Julho 13, 2017, 16:11 pm por Maranhão »
Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"
"Fulminante..."

Pensava com os meus botões,
Como podem ser ladrões?
Como podem ser os que governam,
Aqueles que mais tiram, e os que menos deram?

Como é que há tanta gente e ninguém se mexe,
Será que lhes passa ao lado, ou é algo que se esquece?
Não lhes custa ver uns que sem esforço, sobem a pique?
enquanto outros andam anos e anos, e nada? há alguém que me explique!?

Quando é que o povo fechou olhos a essas ladroagens?
Será que fecharam os olhos, e não viram as mensagens?
Até quando a gente, vai aceitar viver apertada, aparentemente
Até quando nós no vamos mexer para mudar esta mente?

Até quando vamos deixar o senhor importante,
de obra desconhecida, e rampante,
Decidir quem prospera, e quem definha?
Mais uma vez a culpa morrerá sozinha!?

Porque é que o mundo aceita ser refém?
Do ouro negro, da nota verde, e de vaidade também?
Porque raio se olha para o outro para ver o que ele tem,
Para podermos querer algo, que é feito por 5, e sai por 100?

Até quando seremos burros, cegos e mudos?
Até quando seremos submissos, pobres e surdos?
Até quando aguentaremos a pancada no corpo pro que queremos,
para que uns a possam ter sem se mexer, serenos?

Até quando seremos egoístas, e nabos
Sem enxergar a riqueza de verdadeiros sábios?
O mundo assim com está, não tem rumo,
Como uma fruta, que ao abrir não tem sumo?

Até quando ladrões "importantes",
são tidos como sábios, quando são ignorantes?
Até quando deixaremos os esforços incessantes,
Dos nossos antepassado serem vislumbres distantes?

Até quando até que haja uma trágica morte,
Desses abutres, ladrões, resultante?
O pior é que já houve quem pereça, sem sorte,
para que haja ouro, na vida de um traste incessante!?

É triste ver de forma incessante,
m***** que me revoltam,
m***** que me tornam inquietante ,
O ser humano que adora poder,
Para ter mais que o outro, ser mais "importante"!
Não se importando com nada, desde que
tal seja depressa, como o som de um fulminante!

Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"