Fátima: 100 anos de um fenómeno de massas

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Bem, vi a capa do CM agora no café e diz lá que um puto caiu de um andar e perdeu a massa encefálica. Os pais rezaram aos pastorinhos e 3 dias depois o puto saiu do hospital com alta.

Eu acredito.  :victory:
Mais do que acreditar ou não no fenómeno, acho que deve existir uma tolerância mútua: De quem é crente e de quem não o é.

Qualquer tópico neste fórum, passado uns posts, transforma-se num cenário bélico e de picardias pessoais.

 :arrow: :arrow: :arrow:

Eu não sou católico mas tenho fé. Concedo que é difícil explicar a fé a quem não tem consciência da sua espiritualidade.
Basta entrar na Basílica de São Pedro para perceber a palhaçada que a religião é!


...e basta entrar na Basílica de São Pedro para apreciar o fantástico património artístico gerado pela religião...

LOL

Boa reposta de facto, é a melhor forma de esconder as coisas para passar os outros por parvos. Realmente, uma religião que se presa como protectora dos pobres e dos fracos e vive como um rico.

Uma instituição que pede a todos para ajudar o povo africano e não mexe uma palha para o fazer.  :inde:

Aliás, a história conta uma diferente versão da religião, que as pessoas tentam "apagar" para se justificar.

De facto, não mexe uma palha nem faz a ponta de um corno para ajudar os desgraçados dos africanos.

Enfim...um verdadeiro escândalo...

http://www.crs.org/stories/famine-threatens-east-africa

Pegares numa fundação é qualquer coisa  :lol:

Vamos ficar por aqui.
"Sporting! Minha vida é o Sporting, minha paixão é o Sporting, meu amor é o Sporting, é o Sporting é o Sporting é o Sporting! Meu vício é o Sporting, minha família é o Sporting, Sporting, Sporting, Sporting, é o meu Sporting!"
 Caso queiram discutir a questão com elevação e respeito por todos, força. Agora se é para fazer piadas, trollar ou conteúdo do género, agradecia que mantivessem-se calados. Que é para manter o tópico aberto a quem pretende trocar argumentos de forma pacífica.

 Obrigado.  :great:
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Por falar em África veja-se este gráfico:

Cada um que tire as suas conclusões.

Enfim, claro que cada um acredita no que quiser se pensa que pôr de lado a razão o ajuda...
No entanto não podem limitar a liberdade de expressão dos outros, mesmo que vejam nisso uma ofensa.
Somos todos Charlie, lembram-se?

O que mais me impressiona é saber que muitas crianças não têm hipótese de desenvolver o seu espírito crítico e a sua independência intelectual pois são condicionadas praticamente à nascença com uma visão do mundo deturpada e fabricada que se prolonga pela sua juventude. Há uns que se libertam mas nem todos têm a mesma capacidade.

Infelizmente nem todos podem ter pais/educadores assim:
« Última modificação: Abril 22, 2017, 10:37 am por sealight »
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OPINIÃO
ASCENSO SIMÕES
Fátima nunca existiu
Fátima é um espaço mágico que não carece de histórias pueris para se afirmar.
24 de Abril de 2017, 6:34


Há dois caminhos para a relação de cada ser humano com a fé. Um será o da aceitação, por decorrências de lugar, de educação ou de adequação ao tempo; o outro será o da permanente tentativa para encontrar uma razão para sistematizar o problema do nascimento da nossa muito específica realidade, para se assumir uma linha de rumo que não esbarre na não resposta.

O primeiro grupo tem a vida facilitada. Nascer e morrer num registo rotineiro perante uma qualquer religião é cómodo, não nos cria problemas de consciência, não nos coloca perante interpelações. É o princípio da felicidade pela ignorância. Normalmente, há uma circunstância que se observa no dia em que aparece a interrogação e a consequência é deixar de acreditar.

A leitura das religiões perante a realidade do Homem carece de um aprofundamento ideológico e programático para que se torne firme, para que se saiba porque por ali seguimos. Este caminho é difícil, mas é o único que faz com que não desapareça a teologia, que promove a contínua desinquietude entre ciência e religião. Bento XVI sabia bem tudo isso e, por isso, nos deu pistas em Introdução ao Cristianismo, Criação e Pecado ou Fé e Futuro.

O cristianismo assume uma parte decisiva nas culturas ocidentais. Somos o que somos no sul europeu católico pela incapacidade de nos reinventarmos, constatamos uma débil forma de arriscar perante a vida e perante o futuro; nos povos do norte, fundados a partir das primeiras grandes cessações no século X, a religião é, em parte, instituidora progressiva da liberdade individual.

A Igreja Católica Apostólica Romana, em que nos confessamos de forma critica para que a cada dia não fique tudo na mesma, foi-se construindo através de sucessivas teocracias. A ameaça do “turco”, a salvação da alma através das maiores atrocidades, a implicação de um poder que fez de Roma uma Santa Sé transformada em Estado, provocaram a reinvenção dos artifícios rituais e das limitações individuais que, mesmo depois de se ter confrontado com a realidade científica, continua a significar inflexibilidade.

A Santíssima Trindade, em que quero acreditar, porque a fé é o nível superior da razão, não se confrontou, até ao século XIII, com a necessidade de Santos, com a reconfirmação alucinatória de aparições e de invenções. Ou seja, nos primeiros séculos do cristianismo ninguém tentou incorporar oficialmente os deuses pagãos no cristianismo, ninguém fez Santos para assomar militância à relação única com Deus através de Jesus.

Os templos marianos que existem pelo mundo não carecem da invenção das aparições ou das intervenções de Nossa Senhora. Nem Lourdes sustenta as visões de Bernardette Soubirous, nem Santa Maria de Montserrat transportou a Himler, em 1940, a bênção que impediria a 2.ª Guerra Mundial, nem a Virgem de Meritxell voltou ao lugar onde teria sido encontrada por três vezes, nem Nossa Senhora del Pilar apareceu ao apóstolo Santiago. E há, ainda, a leitura da devoção a Maria Santíssima de forma profundamente colonial, com a consagração da natividade da Virgem da Aparecida, através de uma história infantil contada pelos padres José Alves Vilela e João de Morais e Aguiar, no século XVIII, ambos da Companhia de Jesus.

Fátima é um templo mariano. Basta-se com essa consideração. Elevar Maria é mais importante do que a expiação do corpo através de sacrifício pelos joelhos sacrificados em sangue. Fátima é um espaço mágico que não carece de histórias pueris para se afirmar, que se impõe pela necessidade de uma recolha individual perante a intercessão de Maria perante Deus.

As aparições, os segredos e, agora, as canonizações, são um atentado à nossa inteligência e à nossa fé. Porque as exposições históricas nos indicam o primarismo dos relatos, porque a existência de um testemunho consagrado por três crianças ignorantes nunca se poderia cumprir. Fátima foi construída, nas suas fundações, num tempo de complementaridade com um regime, era necessária uma narrativa que a fizesse acrescentar medo, obrigações e demissões de cidadania.

Do século XIII até hoje, a criação de Santos teve muitos enquadramentos, razões, até caprichos. O século XIX providenciou o início de uma leitura não empírica da canonização de um ser comum, entendeu conceder à certificação da ciência a salvação de um corpo perante uma sentença final da medicina. A própria medicina nos diz que não há milagre quando não consegue encontrar razões para um resultado não esperado. Porque cada ser humano é diferente e cada corpo e cada alma se cumprem, perante as desesperanças, de forma diversa. Neste mundo não há milagres por apelo a anteriores viventes terrenos e não há, por isso, Santos.

Este ano não se observam 100 anos da primeira aparição de Nossa Senhora aos pastorinhos; não se verifica qualquer cumprimento de aniversário de uma mensagem que alguém inventou; não podia, sequer, transformar-se a visita papal na criação de mais dois lugares na constelação dos Santos. O que hoje se impõe é que Fátima se reinvente, que seja o local de acolhimento perante Deus, que quem continua a seguir uma linha de procura de um ser superior seja levado a uma inteligente opção pela fé.

Francisco, mesmo que a contragosto, vem a Fátima. Faz a sua parte. Não como Bispo de Roma, mas como Chefe de Estado da burocracia vaticanista.

https://www.publico.pt/2017/04/24/sociedade/noticia/fatima-nunca-existiu-1769581
A primeira vez que fui a Fátima de bike, estava um calor , estava tão empenado e desidratado
que já nem via bem... :lol: a zona é propícia a miragens.
Uma coisa é certa, acredite-se ou não , está ali um negócio que fervilha, alimenta muita gente,
cria riqueza e emprego.
Uma espécie de Festival do Sudoeste para malta mais velha :mrgreen:
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
ao que chegou isto.
os miúdos metem uma peta à mãe para se desculparem por chegar atrasados a casa e 100 anos depois deu no que deu.
deve ser a m**** que rebentou mais fora de proporções de sempre.
claro, se não contar-mos o facto dalguns judeus se porem a escrever um livro de fantasia que é hoje visto como sagrado.  :mrgreen:



Quanto a toda esta situação... bem, mal ao país não fará certamente.  :inde:
« Última modificação: Hoje às 15:04 por GreatGreenLion »
Um golpe bem montado pela Igreja.

Tenho bastante pena pelas pessoas enganadas e, principalmente, pelas 3 crianças usadas: 2 morreram logo depois e outra esteve presa a vida toda.
"Passar este amor esta paixão de geração em geração é a obrigação de todo e qualquer leão. Crescer e aos putos ensinar esta forma de viver e ao mundo gritar: Sporting até morrer!"
Pois eu tenho e sempre tive um Enorme Respeito por estas coisas, mesmo nunca tendo acreditado muito na coisa e ter andado até ao 6º ano (obrigado) na catequese...

Principalmente depois de um episódio/fenómeno altamente marcante e inexplicável que aconteceu na minha vida e não à muito tempo.
Pois eu tenho e sempre tive um Enorme Respeito por estas coisas, mesmo nunca tendo acreditado muito na coisa e ter andado até ao 6º ano (obrigado) na catequese...

Principalmente depois de um episódio/fenómeno altamente marcante e inexplicável que aconteceu na minha vida e não à muito tempo.
Jesus numa torrada?

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Pois eu tenho e sempre tive um Enorme Respeito por estas coisas, mesmo nunca tendo acreditado muito na coisa e ter andado até ao 6º ano (obrigado) na catequese...

Principalmente depois de um episódio/fenómeno altamente marcante e inexplicável que aconteceu na minha vida e não à muito tempo.
Jesus numa torrada?

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goza goza filho...  :inde:

A "experiência" foi muito pesada e demasiado inexplicável para eu conseguir chegar a um consenso lógico/cientifico sequer.

Por isso tento somente respeitar ao máximo estas coisas. :mais:
A minha preferida de sempre é o Ar de Fátima



E gosto de acreditar na minha teoria que existe mesmo uma mulher chamada Fátima que armazena flatulência nestas latas.
Herói neoliberal – Entende-se como sendo o individuo que usufruindo dos benefícios do estado social,
opta por esquemas de fraude e evasão fiscal em prejuízo do bem comum.
Nunca percebi essa coisa do "temos de ter muito respeito".
Isso é apenas uma forma de dizer "não questiones, não ponhas as minhas ideias em causa".
Ou "Isto é muito grave, solene e perigoso, não abordes este tema".
É assim que as ditaduras e os dogmas se perpetuam.

Temos de ter respeito pelas pessoas, não pelas ideias. Tudo pode ser discutido.
Liberdade. (Hoje é um belo dia para dizer isto :) )