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Fórum SCP - A Comunidade do Sporting Clube de Portugal Universo Sporting Clube de Portugal Redacção Porta 10-A Tópico:

Filipe Soares Franco e Paulo Bento, um balanço de dois anos

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Autor Tópico: Filipe Soares Franco e Paulo Bento, um balanço de dois anos (Lida 1015 vezes)

Filipe Soares Franco e Paulo Bento, um balanço de dois anos , « em: Fevereiro 05, 2008, 16:33 »



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Filipe Soares Franco e Paulo Bento chegaram à presidência e ao comando da equipa de futebol do Sporting, há pouco mais de dois anos e hoje vivem o momento mais conturbado dos seus consulados, de tal forma que a posição do treinador está cada vez mais em perigo, enquanto o dirigente também já é posto em causa.

E pergunta-se: De quem será a culpa?

Não há treinadores perfeitos porque nenhum é capaz de ganhar sempre e nem mesmo os que ganham mais vezes agradam a todos principalmente àqueles que julgam que sabem tudo e fazem da critica quase um modo de vida o que é uma característica muito típica dos portuguesa e como tal aos sportinguistas.

Eu por norma defendo os treinadores, acho que não que só se deve mudar a meio da temporada em casos excepcionais. Para não ir muito longe digo-vos que também fui um defensor do Peseiro até à altura em que ficou evidente que ele estava completamente isolado no balneário, por culpa própria diga-se, pois a sua falta de pulso foi-lhe fatal.

Foi assim que o Paulo Bento chegou ao Sporting e assumiu logo uma posição de duro que vinha pôr ordem no balneário, enquanto adoptava uma filosofia de jogo mais cautelosa e realista e contraponto com o futebol alegre e aberto do seu antecessor.

Os resultados deram algum espaço ao Paulo Bento que curiosamente acabou por perder o campeonato em Alvalade quando arriscou na tentativa de ganhar o jogo com o FCP, e perdeu.

No final dessa época eu escrevi aqui que faltava ao Sporting um plano B para situações de emergência, mas compreendia que em seis meses não se poderia exigir tudo.

Para a época seguinte o Paulo Bento pediu quatro jogadores que acrescentassem experiência à equipa e entrassem de caras no onze, um central que chegou mas nem jogou, um trinco que todos receberam como um bom reforço mas que afinal veio gozar a sua pré-reforma, um 10 que se revelou um fiasco completo e um avançado que sendo bueno de bom teve muito pouco, e ainda por cima trocaram o Deivid pelo Alecsandro com evidentes prejuízos. Ou seja os reforços acabaram por ser Veloso e Yannick e com a mesma equipa Paulo Bento conseguiu melhorar um pouco a sua prestação e ensaiou o tal plana b, mas foi muito criticado, na minha opinião injustamente, pela rotatividade que pôs em pratica no inicio da temporada.
A apontar-lhe tenho a insistência em Yannick na posição 10 e o regresso de Veloso ao banco após a recuperação de Custódio, embora aqui compreenda o melindre de certas questões de hierarquia na gestão dum grupo.

Curiosamente na Luz num dos jogos considerados decisivos nesta temporada, Paulo Bento foi acusado de fazer o contrário do que tinha feito um ano antes no já referido jogo com o FCP, não arriscou, não ganhou, mas vá-se lá saber se não teria perdido se arriscasse.

E chegámos a esta temporada que começou com muitas mexidas principalmente na defesa que deixou de ser a menos batida da Europa para passar a sofrer golos em quase todos os jogos, enquanto o que parecia ser o parceiro ideal para Liedson se lesionou gravemente logo no inicio da temporada.

Paulo Bento é agora acusado de não gerir bem a questão dos guarda-redes, eu também acho que essa situação nos custou alguns pontos, mas o comportamento de Stojkovic nem sempre foi o mais adequado pelo que até acabo por compreender a posição do treinador.

O que é certo é que já começam a ser vezes de mais em que no fim dos jogos Paulo Bento se queixa da equipa ter dado 45m de avanço e nada pode explicar que depois de uma exibição de bom nível com o Roma a equipa entre em campo completamente desinteressada num jogo que já se sabia que iria ser muito complicado como foi aquele em Braga.

A mim parece-me claro que há alguns jogadores que não estão com o seu treinador, o caso mais evidente é o de Liedson que já quase não marca golos, nem mesmo os mais fáceis, e as declarações de alguns jogadores só vem confirmar que nem todos estarão dispostos a saltarem para as costas do treinador.

Chegado a este ponto Paulo Bento só tem duas opções, ou dá um murro na mesa e afasta quem não está com ele arriscando-se a apostar em jogadores com menos qualidade e experiência o que lhe pode ser fatal, ou sente que o grupo já está muito dividido e que assim não terá condições para continuar, restando-lhe demitir-se.

Penso que o próximo jogo com o Marítimo será muito importante, pois estou convencido que o treinador vai fazer algumas mexidas, ficando dependente da resposta dos jogadores que vão entrar e da reacção dos que vão ficar de fora, ficando o grupo dependente dos equilíbrios resultantes destas reacções.

Uma coisa é certa, só com vitórias se vai lá.

É claro que Paulo Bento terá muitas atenuantes e apesar do constante apoio dos dirigentes que estão acima dele, tem lhe faltado que dê a cara nos momentos difíceis.

Julgo que Soares Franco não tem o perfil necessário nem a vontade fundamental para ser o líder carismático e aglutinador que o Sporting necessita nesta altura e discordei do caminho seguido no saneamento financeiro do Clube que não acredito seja consumado de acordo com as perspectivas que serviram de base à sua candidatura.

No entanto no que diz respeito ao futebol estou de acordo com alguns dos princípios estabelecidos por esta Direcção, nomeadamente a aposta na formação e a tentativa de manter os produtos da mesma, já não estou tanto de acordo com a falta de ambição na politica de contratações e com a entrega do futebol a alguém que tem como grande trunfo o conhecimento do mercado.

Não se admite que perante as evidentes carências da equipa, pelo menos em relação às posições de ponta de lança e defesa esquerdo seja preciso chegar-se ao fim de Janeiro para contratar esses dois jogadores, sendo que mesmo assim pelo menos um deles não parece oferecer nenhumas garantias de sucesso.

Na minha opinião o futebol tem de estar entregue a um Director Técnico que faça o planeamento e a ligação entre a formação e o plantel principal e ponha ordem na casa, deixando ao treinador o trabalho técnico e táctico, esse é um passo em frente que me parece fundamental, o que os nossos dirigentes continuam sem conseguir perceber limitando-se a reagir tal como os adeptos aos impulsos resultantes das derrotas, e nessa medida é natural que todos nós já estejamos cansados.

Quem não pode estar cansado são os jogadores, esses não têm desculpas, ganham muito dinheiro e só lhe exigimos que dêem tudo o que tem e não tem, mas quando eles não querem é complicado, no entanto está na altura em que a facção do plantel que está com o treinador deve demonstrar a sua força e pôr na ordem os que estão a minar o bom funcionamento da equipa
« Última modificação: Fevereiro 05, 2008, 22:28 por to-mane » Registado



Re: Filipe Soares Franco e Paulo Bento, um balanço de dois anos , « Resposta #1 em: Fevereiro 05, 2008, 18:11 »



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Boa análise Positivo!
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Re: Filipe Soares Franco e Paulo Bento, um balanço de dois anos , « Resposta #2 em: Fevereiro 05, 2008, 22:22 »


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Júnior

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Eu gostaria de fazer o balança mais tarde, no caso do PB no fim da época e no caso do FSF no fim do mandato. No entanto há dois factos para mim, em relação a ambos:

1- PB fez um bom trabalho até ao fim da época passada.

2- PB não está a fazer um bom trabalho esta época.

3- FSF está a seguir as directrizes que preconizou na campanha eleitoral.

4- FSF acredita que PB possa levar o Sporting ao sucesso.
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Re: Filipe Soares Franco e Paulo Bento, um balanço de dois anos , « Resposta #3 em: Fevereiro 06, 2008, 00:43 »



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Júnior

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Globalmente, considero boa análise, apesar de algumas reservas.

Vou só observar três questões sobre Paulo Bento, já que sobre FSF, ainda considero prematuro.

a)  Estilo conservador de dirigir os jogadores. Ou seja, é notóriamente adepto da teoria de que 'a antiguidade ou o estatuto é um posto'. Concretizando, de entre os muitos exemplos, só dois para não me alongar :
 - na época passada a aposta em Custódio relegando de novo Veloso para o banco, só porque aquele era o Capitão. Emendou mais tarde, quando a opção se estava a revelar um fracasso.
 - Voltou a dar a titularidade a Abel em desfavor de Pereirinha, mesmo sabendo que aquele não estava em plenas condições físicas, só porque ele era o 'dono' do lugar.

b) Indirectamente relacionada com a questão anterior, PB tem a ideia peregrina que os jogadores que ainda não atingiram a idade senior têm que ser protegidos até ao impossível, mesmo que casos haja em que nalgumas situações garantidamente rendem mais do que certos titulares que temos. Vocês sabem do que estou a falar, como diria o outro.

c) Para um leigo como eu, não passa despercebido a falta de treino de qualidade desta equipa. Quero eu dizer, mesmo com este modelo de jogo, de que não sou defensor, mas que PB tem toda a legitimidade para impor, não se consegue vislumbrar um mínimo de automatismos que só se adquirem pela repetição programada das jogadas.
TREINO é isso mesmo - repetir, repetir até interiorizar os movimentos, de maneira a que eles fluam naturalmente. Isto claro, sem embargo da criatividade em que o Futebol é fértil. Mas eu já nem isso peço. Só queria vislumbrar algo que me fizesse levar a concluir que houve trabalho efectivo durante a semana lá para os lados de Alcochete.
Dantes, antes da Academia, os treinos eram em Alvalade e dava para poder percepcionar o que se fazia (ou não) nos treinos.
Muito eu me ria, por exemplo, quandi assistia aos 'treinos' que Carlos Manuel dava à equipa.
Agora, gostava de ser mosca, para saber o que PB implementa nos treinos diários na Academia...

Para terminar : - Já deu para ver os limites do actual treinador, que conjugado com a incapacidade dos seus superiores (em termos de obtenção de 'reforços') dá a mistura explosiva que estamos a assistir. A conclusão é fácil de tirar também.
« Última modificação: Fevereiro 06, 2008, 10:07 por Santarém » Registado

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Re: Filipe Soares Franco e Paulo Bento, um balanço de dois anos , « Resposta #4 em: Fevereiro 06, 2008, 18:41 »



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Gerir um grupo de pessoas não é fácil e imagino que muito mais difícil será em relação a futebolistas muitas vezes mimados e vaidosos e raramente humildes, daí que eu de certa forma compreenda os cuidados de Paulo Bento com os mais novos e o respeito pelas hierarquias, neste ultima aspecto ele faz-me lembrar o Scolari, faltando-lhe talvez a experiência para mudar na hora certa.
Por tudo isto compreendi o regresso de Custódio à equipa na época passada.

Quanto ao regresso do Abel à equipa não deixa de ser interessante que agora chovam críticas a essa decisão, porque antes do jogo eu levantei essa questão e não vi ninguém manifestar-se de forma contundente contra a hipótese do regresso do habitual titular no lado direito da nossa defesa e dos dez que arriscaram a sugerir um onze apenas dois (Juve-boy e 666) optaram pelo Pereirinha.

O mais engraçado é que a maioria dizia que o Pereirinha não servia para lateral, mas agora já dizem que ele não devia ter saído da equipa porque fez dois ou três bons jogos, mesmo que o habitual titular tenha sido até  à sua lesão um dos jogadores mais regulares da equipa.

Outra coisa engraçada é dizerem que ele não estava em condições físicas. Pois então a equipa médica dá-o como apto, ele treina toda a semana e não está em condições físicas.

O que se passa é que o Abel é um jogador muito limitado principalmente a defender, foi permissivo como é habitualmente, com a agravante de ter sido surpreendido por um Alvim que ele não esperava.

Não vou entrar nas questões dos treinos porque não assisto aos mesmo nem tenho qualificações para os avaliar, no entanto este é o mesmo treinador que na época passada com o aqui tão querido losango, conseguiu pôr a equipa a jogar um futebol atractivo e eficaz. É verdade que esta época a equipa não está a funcionar, e esse é um problema que ele vai ter de resolver, vamos ver se o consegue.

O que me parece evidente que terá de ser mais trabalhado são as bolas paradas, onde somos muito premiáveis a defender e praticamente inofensivos no ataque, mas também não vou dizer que é falta de treino.

A minha maior duvida em relação ao Paulo Bento, é se ele vai ser capaz de passar a mensagem, coisa que até aqui ele não conseguiu, parece-me que em parte porque alguns jogadores não querem ouvi-lo, esses ele vai ter de encostá-los à parede, isto se já não forem muitos e se ainda tiver uma grande parte do grupo com ele, caso contrário ou sai ou faz rolar as cabeças que lhe estão a minar o trabalho
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Re: Filipe Soares Franco e Paulo Bento, um balanço de dois anos , « Resposta #5 em: Fevereiro 06, 2008, 22:56 »



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Gerir um grupo de pessoas não é fácil e imagino que muito mais difícil será em relação a futebolistas muitas vezes mimados e vaidosos e raramente humildes, daí que eu de certa forma compreenda os cuidados de Paulo Bento com os mais novos e o respeito pelas hierarquias, neste ultima aspecto ele faz-me lembrar o Scolari, faltando-lhe talvez a experiência para mudar na hora certa.
Por tudo isto compreendi o regresso de Custódio à equipa na época passada.

Quanto ao regresso do Abel à equipa não deixa de ser interessante que agora chovam críticas a essa decisão, porque antes do jogo eu levantei essa questão e não vi ninguém manifestar-se de forma contundente contra a hipótese do regresso do habitual titular no lado direito da nossa defesa e dos dez que arriscaram a sugerir um onze apenas dois (Juve-boy e 666) optaram pelo Pereirinha.

O mais engraçado é que a maioria dizia que o Pereirinha não servia para lateral, mas agora já dizem que ele não devia ter saído da equipa porque fez dois ou três bons jogos, mesmo que o habitual titular tenha sido até  à sua lesão um dos jogadores mais regulares da equipa.

Outra coisa engraçada é dizerem que ele não estava em condições físicas. Pois então a equipa médica dá-o como apto, ele treina toda a semana e não está em condições físicas.

O que se passa é que o Abel é um jogador muito limitado principalmente a defender, foi permissivo como é habitualmente, com a agravante de ter sido surpreendido por um Alvim que ele não esperava.

Não vou entrar nas questões dos treinos porque não assisto aos mesmo nem tenho qualificações para os avaliar, no entanto este é o mesmo treinador que na época passada com o aqui tão querido losango, conseguiu pôr a equipa a jogar um futebol atractivo e eficaz. É verdade que esta época a equipa não está a funcionar, e esse é um problema que ele vai ter de resolver, vamos ver se o consegue.

O que me parece evidente que terá de ser mais trabalhado são as bolas paradas, onde somos muito premiáveis a defender e praticamente inofensivos no ataque, mas também não vou dizer que é falta de treino.

A minha maior duvida em relação ao Paulo Bento, é se ele vai ser capaz de passar a mensagem, coisa que até aqui ele não conseguiu, parece-me que em parte porque alguns jogadores não querem ouvi-lo, esses ele vai ter de encostá-los à parede, isto se já não forem muitos e se ainda tiver uma grande parte do grupo com ele, caso contrário ou sai ou faz rolar as cabeças que lhe estão a minar o trabalho
Concordo com praticamente tudo o que dizes e no ultimo paragrafo tocas num dos pontos essenciais, porque se realmente existe esse problema, ele tem de ser erradicado duma vez por todas, sob pena de acontecer ao eventual sucessor do paulo bento o mesmo que lhe está a acontecer a ele e que ao que parece tambem já aconteceu ao peseiro, os jogadores estão lá,a serem pagos principescamente a tempo e horas para jogar, não é para gostarem muito ou pouco dos treinadores, portanto façam o trabalho deles e se não estão satisfeitos a porta da rua é a serventia da casa.
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