"Brancos são mais inteligentes que os pretos"

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O neo-liberalismo não é absoluto... todas as formas de intervencão social destinam-se a suprir situacões de desvantagem intelectual, física, mental ou seja lá o que for.

Por essa ordem de ideias, não deveria haver medicina, já que deveríamos partir do pressuposto que todos têm a mesma capacidade de aguentar uma gripe ou outra coisa qualquer.

ou seja.. se se fizesse esse estudo e o resultado fosse que os pretos sao menos inteligentes deveriam ser considerados deficientes por nao estarem,á partida, tao capacitados como as outras raças... é isto?...
« Última modificação: Outubro 19, 2007, 11:47 am por Paulo Duarte »
vivó Sporting!!!
O neo-liberalismo não é absoluto... todas as formas de intervencão social destinam-se a suprir situacões de desvantagem intelectual, física, mental ou seja lá o que for.

Por essa ordem de ideias, não deveria haver medicina, já que deveríamos partir do pressuposto que todos têm a mesma capacidade de aguentar uma gripe ou outra coisa qualquer.

ou seja.. se se fizesse esse estudo e o resultado fosse que os pretos sao menos inteligentes deveriam ser considerados deficientes por nao estarem,á partida, tao capacitados como as outras raças... é isto?...

(auto-citação ao bom estilo do carlos10almeida)

e mesmo que fosse... esse rastreamento nao seria importante?...
« Última modificação: Outubro 19, 2007, 11:48 am por Paulo Duarte »
vivó Sporting!!!
Não é a isso que me refiro.

O que eu quero dizer é, por exemplo, numa populacão de 100 pessoas dentro da média existem sempre variacões na inteligência, mesmo que pequenas... depois, temos de ter em conta a capacidade de aplicacão das propriedades intelectuais, o contexto sócio-cultural em que estão, as variacões psíquicas que lhe diminuem ou aumentam a capacidade intelectual em determinados momentos fruto de problemas físicos ou psíquicos e a própria variacão decorrente da personalidade.

Tens essa populacão e vais-lhe fazer o quê?... Nada, cada qual irá seguir o seu caminho, uns trabalhar aqui, outros ali, outros nem por isso... uns ter família outros não... uns passar umas fases assim e depois assado outros vice-versa... também vai acontecer relacionarem-se uns com os outros, dado o carácter social da espécie.

Agora se fizeres a pergunta... o que é que vai ajudar o facto de saberes quais os que têm menos pontos de QI?



Vou-te dar um exemplo mais claro... ;)
Queres fazer um estudo a uma populacão de Sportinguistas para saber estatisticamente se os pretos são menos Sportinguistas que os brancos... imagina que chegas à conclusão que os pretos são em média, numa escala de 0 a 100, 5-6 pontos menos Sportinguistas que os brancos... o que é que fazes a isso e qual é o interesse disso?
Como é que este cromo pode dizer que raça x é mais inteligente que raça y sem estabeleçer o real significado de inteligencia?

Mas uma coisa é verdade:há diferentes raças,cada uma com alguma caracteristicas próprias,as diferenças entre os vários grupos de seres humanos são claras.Vamos a exemplos:
- Os alemães têm em média maior altura que os zulus;
- A diferente forma facial da cara dos Asiáticos;

Essas características se explicam pela diferença no DNA das populações humanas que sofreram os processos da seleção natural separadamente. Se há, como todos podem ver, diferenças físicas claras entre as raças, então é razoável deduzir que há também diferenças intelectuais.

Deve ser difícil provar isso, mas com certeza alguma raça deve ter mais facilidade para lidar com números do que outra. Alguma deve ter mais facilidade para comunicar-se verbalmente que outra.No geral, é totalmente aceitável dizer que um grupo humano possui maior inteligência que outro.Mas não podemos generalizar e dizer "os brancos são mais inteligentes que os pretos e ponto final",até porque dentro do grupo dos pretos e brancos existem uma infinidade de raças que não podem ser consideradas iguais.

Mesmo que se provasse cientificamente, isso não quer dizer porcaria nenhuma. Mesmo se a média dos negros fosse menos inteligente que a média dos brancos, ainda assim existiriam muitos negros mais inteligentes que brancos, mesmo porque a suposta diferença não seria muito grande.Até porque o mundo já assistiu á formação de grandes impérios comandados por outras raças que não a raça branca.

Portanto este tipo que defina primeiro de tudo o queé inteligencia e não venha falar de coisas destas sem mais nem menos.


Concordo plenamente.

Outra coisa,os que aqui se apressam a defender as teorias do Watson,talvez o façam convencidos que tambem eles são "brancos",se assim é, estão completamente enganados.
Eu sou nascido em Lisboa, filho de pais tão Portugueses como o Afonso Henriques,no entanto vivo em Inglaterra e já vivi na Alemanha.
Nestes dois países se há coisa que nunca me chamaram foi "branco".
Vou dar um exemplo. Quando a policia inglesa procura por uma pessoa tem que usar uma discrição,por essa mesma razão tem já codigos prontos a usar quando falam por radios ou outros meios.
Uma pessoa do norte da Europa é um IC1
do sul da Europa é um IC2
Africanos são IC3
Indianos são IC4
Os outros Asiaticos são IC5

Só por este exemplo podem já ver que nos paises do norte da Europa os Portugueses não são considerados "brancos"
poderia dar mais exemplos mas só este me parece concreto e facil de provar.   
Não é a isso que me refiro.

O que eu quero dizer é, por exemplo, numa populacão de 100 pessoas dentro da média existem sempre variacões na inteligência, mesmo que pequenas... depois, temos de ter em conta a capacidade de aplicacão das propriedades intelectuais, o contexto sócio-cultural em que estão, as variacões psíquicas que lhe diminuem ou aumentam a capacidade intelectual em determinados momentos fruto de problemas físicos ou psíquicos e a própria variacão decorrente da personalidade.

imagina que em termos medios essa inteligencia era inferior por uma questao de raça... e que essas variacoes existem tambem nessa raça menos inteligente... ou seja... a linha de distribuiçao, se tivesse variancia igual, segue sempre abaixo da outra, apenas por um ser de uma raça e outro ser de outra...


Tens essa populacão e vais-lhe fazer o quê?... Nada, cada qual irá seguir o seu caminho, uns trabalhar aqui, outros ali, outros nem por isso... uns ter família outros não... uns passar umas fases assim e depois assado outros vice-versa... também vai acontecer relacionarem-se uns com os outros, dado o carácter social da espécie.

sim.. se seguires uma politica neo liberalista global... mas talvez o resultado desse estudo te diga. calma:.. este sistema vai prejudicar seriamente uma determinada raça, no limite um determinado continente ou regiao... o caminho para eles nao pode ser igual ao nosso..


Agora se fizeres a pergunta... o que é que vai ajudar o facto de saberes quais os que têm menos pontos de QI?

primeiro nao sei se o QI define alguma coisa (no teste da TVI eu errei 2 questoes o que me coloca dentro da faixa dos mais inteligentes do país... apesar de me achar algo inteligente tambem acho o resultado abusivo... por acaso as duas que errei tinham a ver com linguagem daí que esteja explicada alguma desarticulaçao na minha escrita)

segundo se realmente esse teste fosse sinonimo de capacidade de adaptaçao e competiçao numa sociedade acho que é muito relevante... nao por uma questao de discriminaçao mas sim de adaptacao...

dependendo do resultado podem haver diferentes caracterizaçoes intelectuais que definam um sistema social, laboral, politico ou didactico que mais potenciam as diferentes raças...

Vou-te dar um exemplo mais claro... ;)
Queres fazer um estudo a uma populacão de Sportinguistas para saber estatisticamente se os pretos são menos Sportinguistas que os brancos... imagina que chegas à conclusão que os pretos são em média, numa escala de 0 a 100, 5-6 pontos menos Sportinguistas que os brancos... o que é que fazes a isso e qual é o interesse disso?

nao faço nada e nao tem interesse... nao é factor de competiçao..

agora imagina que os lampioes sao menos inteligentes que um sportinguista (o que nao é dificil)... achas que nao poderia explicar muita coisa?...

imaginando que nós até queriamos o bem deles (por exemplo ficarem á frente dos porcos).. nao achas que consoante as caracteristicas intelectuais deles nao se podiam organizar de modo mais eficaz e nao estarem a copiar modelos que se adaptam melhor a clubes mais desenvolvidos intelectualmente?
vivó Sporting!!!
Citação de: SCP Always
Esse tal Watson até pode estar errado, mas era genial em 1962, pois descobriu a estrutura molecular do ADN e agora, vejam só, deu-lhe para dizer bacoradas com 79 anos. Quer isto dizer, que o homem em 45 anos não aprendeu mais nada (independentemente de algumas das suas posições mais ou menos reprováveis em termos éticos) e até já está a ficar xexé. E eu que julgava que a idade trazia mais experiência e mais conhecimento...

A frase a bold tem muito que se lhe diga... Primeiro não fez o trabalho sozinho, há que relembrar o também Nobel Dr. Crick. Segundo, houve uma senhora que dava pelo nome de Rosalina Franklin, a primeira a obter imagens do que poderia ser a estrutura do ADN (através da cristalografia por raio X), cujo trabalho foi basicamente roubado e utilizado por Watson e Crick. O próprio Watson admitiu que o trabalho de Franklin foi "o evento chave".

Depois, claro que a idade traz conhecimento e experiência, mas também traz degeneração do organismo. Não é à toa que os maiores avanços científicos são geralmente feitos por gente mais jovem.
"Alianças só na mão esquerda da minha mulher"
Tens essa populacão e vais-lhe fazer o quê?... Nada, cada qual irá seguir o seu caminho, uns trabalhar aqui, outros ali, outros nem por isso... uns ter família outros não... uns passar umas fases assim e depois assado outros vice-versa... também vai acontecer relacionarem-se uns com os outros, dado o carácter social da espécie.

sim.. se seguires uma politica neo liberalista global... mas talvez o resultado desse estudo te diga. calma:.. este sistema vai prejudicar seriamente uma determinada raça, no limite um determinado continente ou regiao... o caminho para eles nao pode ser igual ao nosso..

Mas o caminho para o quê? E para quem? Olha que estamos a falar em termos médios.

Imagina que Portugal tinha uma média inferior em inteligência em relacão à Franca, mas tu tinhas um QI elevadíssimo, só que ficava diluído na média... iam fazer o quê? Meter-te a vender bilhetes de cinema em vez de engenharia por causa do estudo?... e os franceses faziam o quê aos portugueses? Mas qual sistema? O neo-liberalismo não é uma ideologia de apuramento genético da raca, segundo o que sei... e os "sistemas" existem para as coisas poderem funcionar, não é para potenciar este em relacão àquele... pelo contrário, os sistemas existem para potenciar a sociedade e fazê-la avancar mesmo que uns tenham mais dificuldades que os outros, senão a sociedade não os implementava.

A inteligência é factor de competicão para o quê, já agora?
Agora o James Watson dá o dito por não dito.

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Nobel scientist who sparked race row says sorry — I didn't mean it

Rajeev Syal

A Nobel prize-winning geneticist who sparked a furore after claiming that black people were less intelligent than white people moved to quell the row last night with an apology.

James Watson, 79, who won the Nobel prize for his part in discovering the structure of DNA, told an audience in London that he was mortified by the public response after claiming that African and Caribbean workers were demonstrably less able than white ones.

His apology comes after his words were condemned by a government minister and members of Britain’s scientific community, and he was banned from appearing at the Science Museum in London. The row was started by an interview last weekend when Dr Watson was quoted as saying that he was “inherently gloomy about the prospect of Africa” because “all our social policies are based on the fact that their intelligence is the same as ours — whereas all the testing says not really”.

He went on to say that he hoped everyone was equal, but that “people who have to deal with black employees find this is not true”.

Last night, at a book launch at the Royal Society, Dr Watson withdrew the words attributed to him. “To all those who have drawn the inference from my words that Africa, as a continent, is somehow genetically inferior, I can only apologise unreservedly,” he said.

“That is not what I meant. More importantly, there is no scientific basis for such a belief.”

He claimed to be baffled at the words attributed to him by The Sunday Times Magazine. “I cannot understand how I could have said what I am quoted as having said. I can certainly understand why people reading those words have reacted in the ways they have,” he added.

A spokesman for The Sunday Times said that the interview with Dr Watson was recorded and that the newspaper stood by the story.

Dr Watson arrived in Britain yesterday to promote his latest book, Avoid Boring People: Lessons from a Life in Science.

He has courted controversy in the past, reportedly saying that a woman should have the right to abort her unborn child if tests could determine that it would be homosexual.

He has also suggested a link between skin colour and sex drive, proposing a theory that black people have higher libidos, and claimed that beauty could be genetically manufactured.

David Lammy, the Skills Minister, whose family moved to Britain from the Caribbean, said yesterday that the views expressed by Dr Watson would be seized upon by far-right organisations such as the British National Party. “It is a shame that a man with a record of scientific distinction should see his work overshadowed by his own irrational prejudices,” he said.

Mr Lammy’s statement came after the Science Museum decided to ban Dr Watson from delivering a lecture today because of his views.

British experts in intelligence and neurology last night condemned Dr Watson’s quoted views as discredited.

Baroness Greenfield, the neuroscientist and director of the Royal Institution, said: “There was a great uproar quite some time ago with a book called The Bell Curve which suggested that there were racial differences in intelligence. If Watson is citing this work, further work has found the findings not to be as simple as they implied and that there was a strong cultural factor involved.

“In any event, IQ tests can only ever be an evaluation of how good people are at IQ tests. It is a great shame that someone as distinguished as James Watson should make such comments.”

Jan Schnupp, a lecturer in neurophysiology at Oxford University, said: “No one has as yet managed to devise an intelligence test that can measure accurately how smart you are innately and Steven J. Gould's excellent book The Mismeasure of Man explains very nicely how conventional ‘intelligence testing’ invariably stacks the cards against individuals from an Afro-Caribbean cultural background.”


http://www.timesonline.co.uk/tol/news/uk/science/article2687364.ece
Citar
James Watson: To question genetic intelligence is not racism

Published: 19 October 2007

Science is no stranger to controversy. The pursuit of discovery, of knowledge, is often uncomfortable and disconcerting. I have never been one to shy away from stating what I believe to be the truth, however difficult it might prove to be. This has, at times, got me in hot water.

Rarely more so than right now, where I find myself at the centre of a storm of criticism. I can understand much of this reaction. For if I said what I was quoted as saying, then I can only admit that I am bewildered by it. To those who have drawn the inference from my words that Africa, as a continent, is somehow genetically inferior, I can only apologise unreservedly. That is not what I meant. More importantly from my point of view, there is no scientific basis for such a belief.

I have always fiercely defended the position that we should base our view of the world on the state of our knowledge, on fact, and not on what we would like it to be. This is why genetics is so important. For it will lead us to answers to many of the big and difficult questions that have troubled people for hundreds, if not thousands, of years.

But those answers may not be easy, for, as I know all too well, genetics can be cruel. My own son may be one of its victims. Warm and perceptive at the age of 37, Rufus cannot lead an independent life because of schizophrenia, lacking the ability to engage in day-to-day activities. For all too long, my wife Ruth and I hoped that what Rufus needed was an appropriate challenge on which to focus. But as he passed into adolescence, I feared the origin of his diminished life lay in his genes. It was this realisation that led me to help to bring the human genome project into existence.

In doing so, I knew that many new moral dilemmas would arise as a consequence and would early on establish the ethical, legal and societal components of the genome project. Since 1978, when a pail of water was dumped over my Harvard friend E O Wilson for saying that genes influence human behaviour, the assault against human behavioural genetics by wishful thinking has remained vigorous.

But irrationality must soon recede. It will soon be possible to read individual genetic messages at costs which will not bankrupt our health systems. In so doing, I hope we see whether changes in DNA sequence, not environmental influences, result in behaviour differences. Finally, we should be able to establish the relative importance of nature as opposed to nurture.

One in three people looking for a job in temporary employment bureaux in Los Angeles is a psychopath or a sociopath. Is this a consequence of their environment or their genetic components? DNA sequencing should give us the answer. The thought that some people are innately wicked disturbs me. But science is not here to make us feel good. It is to answer questions in the service of knowledge and greater understanding.

In finding out the extent to which genes influence moral behaviour, we shall also be able to understand how genes influence intellectual capacities. Right now, at my institute in the US we are working on gene-caused failures in brain development that frequently lead to autism and schizophrenia. We may also find that differences in these respective brain development genes also lead to differences in our abilities to carry out different mental tasks.

In some cases, how these genes function may help us to understand variations in IQ, or why some people excel at poetry but are terrible at mathematics. All too often people with high mathematical abilities have autistic traits. The same gene that gives some people such great mathematical abilities may also lead to autistic behaviour. This is why, in studying autism and schizophrenia, we believe that we shall come very close to a better understanding of intelligence and, therefore, of the differences in intelligence.

We do not yet adequately understand the way in which the different environments in the world have selected over time the genes which determine our capacity to do different things. The overwhelming desire of society today is to assume that equal powers of reason are a universal heritage of humanity. It may well be. But simply wanting this to be the case is not enough. This is not science.

To question this is not to give in to racism. This is not a discussion about superiority or inferiority, it is about seeking to understand differences, about why some of us are great musicians and others great engineers. It is very likely that at least some 10 to 15 years will pass before we get an adequate understanding for the relative importance of nature versus nurture in the achievement of important human objectives. Until then, we as scientists, wherever we wish to place ourselves in this great debate, should take care in claiming what are unarguable truths without the support of evidence.

The writer, a Nobel prizewinner for his part in unraveling DNA, is chairman of Cold Spring Harbor Laboratory in the United States

http://comment.independent.co.uk/commentators/article3075642.ece
Tens essa populacão e vais-lhe fazer o quê?... Nada, cada qual irá seguir o seu caminho, uns trabalhar aqui, outros ali, outros nem por isso... uns ter família outros não... uns passar umas fases assim e depois assado outros vice-versa... também vai acontecer relacionarem-se uns com os outros, dado o carácter social da espécie.

sim.. se seguires uma politica neo liberalista global... mas talvez o resultado desse estudo te diga. calma:.. este sistema vai prejudicar seriamente uma determinada raça, no limite um determinado continente ou regiao... o caminho para eles nao pode ser igual ao nosso..

Mas o caminho para o quê? E para quem? Olha que estamos a falar em termos médios.

Imagina que Portugal tinha uma média inferior em inteligência em relacão à Franca, mas tu tinhas um QI elevadíssimo, só que ficava diluído na média... iam fazer o quê? Meter-te a vender bilhetes de cinema em vez de engenharia por causa do estudo?... e os franceses faziam o quê aos portugueses? Mas qual sistema? O neo-liberalismo não é uma ideologia de apuramento genético da raca, segundo o que sei... e os "sistemas" existem para as coisas poderem funcionar, não é para potenciar este em relacão àquele... pelo contrário, os sistemas existem para potenciar a sociedade e fazê-la avancar mesmo que uns tenham mais dificuldades que os outros, senão a sociedade não os implementava.

A inteligência é factor de competicão para o quê, já agora?

1 - para o desenvolvimento da sociedade em que se insere, realizaçao pessoal... no fundo na construçao de um mundo melhor... não é isso que todos nós almejamos?....

2 - obviamente que nao... a caracterizaçao intelectual por raças não é sinónimo de hierarquizaçao social... muito pelo contrario... o conhecimento profundo destas questoes pode trazer novas solucoes para os menos adaptados...
o que acontece actualmente é que talvez haja individuos geniais em africa ou no sudeste asiatico mas nao sao potenciados pois o sistema está feito para outra caracterizaçao intelectual....

quanto ao neo-liberalismo é o novo mecanismo de seleccao natural.. ou seja, o objectivo é cada um que se adapte as condicoes existentes.. quem melhor se adapta mais sucesso tem... o problema é: e os que nao se conseguem adaptar?... é obvio que o neo-liberalismo é um mecanismo de apuramento da especie humana camuflado de liberdade (nao fazendo juizo de valor.. se calhar tem mesmo de ser assim... o problema é a sua compatibilizacao com os direitos humanos mais fundamentais..)...

3- criacao de riqueza, poder, desenvolvimento social, cientifico e militar, melhoria das condicoes de vida...
vivó Sporting!!!
Citação de: SCP Always
Esse tal Watson até pode estar errado, mas era genial em 1962, pois descobriu a estrutura molecular do ADN e agora, vejam só, deu-lhe para dizer bacoradas com 79 anos. Quer isto dizer, que o homem em 45 anos não aprendeu mais nada (independentemente de algumas das suas posições mais ou menos reprováveis em termos éticos) e até já está a ficar xexé. E eu que julgava que a idade trazia mais experiência e mais conhecimento...

A frase a bold tem muito que se lhe diga... Primeiro não fez o trabalho sozinho, há que relembrar o também Nobel Dr. Crick. Segundo, houve uma senhora que dava pelo nome de Rosalina Franklin, a primeira a obter imagens do que poderia ser a estrutura do ADN (através da cristalografia por raio X), cujo trabalho foi basicamente roubado e utilizado por Watson e Crick. O próprio Watson admitiu que o trabalho de Franklin foi "o evento chave".

Depois, claro que a idade traz conhecimento e experiência, mas também traz degeneração do organismo. Não é à toa que os maiores avanços científicos são geralmente feitos por gente mais jovem.


O que está aqui em questão, não é se ele fez o trabalho sozinho ou acompanhado. O que interessa aqui focar é que se James Watson ganhou o prémio Nobel da medicina, não foi certamente por saber fazer bons churrascos. É uma sumidade na matéria e nem sequer era preciso ganhar o prémio Nobel, pois a par dele, havia outros grandes cientistas que concorriam para o mesmo prémio, logo, o homem não pode «passar de cavalo para burro», só porque as opiniões dele não se encaixam no tal politicamente correcto de não se poder aventar a hipótese de um branco ser mais inteligente que um negro, ou que a homossexualidade não é uma opção sexual, mas sim uma característica que já nasce connosco. Não sei se está ou não no DNA, mas há uma zona mesmo no centro do cérebro que se chama hipotálamo e que guarda toda a nossa configuração pessoal mais básica (gostos, tendências, emoções, etc.). É como uma espécie de BIOS nos computadores pessoais (quem percebe de informática, entende o que estou a dizer) e essa teoria já foi explanada e aceite pela grande maioria da comunidade científica que entendeu igualmente estar guardada no tal hipotálamo a orientaçãoa sexual do ser humano. Pode ser reprimida durante anos, pode ser revelada aos 15, aos 20, aos 40, aos 50, etc., mas. A homossexualidade não é uma opção; só um burgesso como esse tal líder da OPUS GAY (não seim o nome, nem me interessa), é que pode dizer tamanha bestialidade. Optar, significa escolher e ninguém escolhe ser homessexual ou lésbica. As vicissitudes da vida apenas ajudam a desabrochar essa tendência, mas ela já está definida à nascença.

Quanto à tua última frase: «Não é à toa que os maiores avanços científicos são geralmente feitos por gente mais jovem», creio que estás enganado. Vai lá ver as idades dos laureados com os prémios Nobel da Física deste ano, por exemplo.
As mulheres são como as piscinas: o seu custo de manutenção é muito elevado e não é compensado pelo tempo que passamos dentro delas.

Um homem é como um soalho flutuante: se for bem montado, pode ser pisado durante mais de 30 anos.
Citação de: SCP Always
Quanto à tua última frase: «Não é à toa que os maiores avanços científicos são geralmente feitos por gente mais jovem», creio que estás enganado. Vai lá ver as idades dos laureados com os prémios Nobel da Física deste ano, por exemplo.

Foram laureados por descobertas de 1988, tendo cerca de 50 anos nessa altura. Não eram jovens, mas também não estavam "com os pés p'rá cova". Não sou físico, mas pelo que conheço do mundo científico,as suas descobertas devem ter sido resultado de trabalho prolongado e baseadas em ideias e projectos que, provavelmente, surgiram vários anos antes.

Quanto ao resto, entendo a tua argumentação. Mas o que ele diz, qualquer "Zé da tasca" poderia dizer. Não tem estudos científicos a apoiá-lo. É uma opinião que ele defende na premissa de que os empregados pretos são burros.

No que toca à questão da predefinição da homossexualidade, penso que é perfeitamente plausível, mas não conheço estudos que o comprovem. Se me puderes fazer chegar algum artigo que me elucide, agradeço. Mas não é isso que me choca, o que me transtorna é que ele ache que, se for algum dia possível fazer o diagnóstico pré-natal da homossexualidade, a mulher possa abortar por esse motivo. Eugenismo puro!
"Alianças só na mão esquerda da minha mulher"
E se fosse possivel o diagnostico pre-natal da lampionite? :twisted:





Outra coisa,os que aqui se apressam a defender as teorias do Watson,talvez o façam convencidos que tambem eles são "brancos",se assim é, estão completamente enganados.Eu sou nascido em Lisboa, filho de pais tão Portugueses como o Afonso Henriques,no entanto vivo em Inglaterra e já vivi na Alemanha.
Nestes dois países se há coisa que nunca me chamaram foi "branco".
Vou dar um exemplo. Quando a policia inglesa procura por uma pessoa tem que usar uma discrição,por essa mesma razão tem já codigos prontos a usar quando falam por radios ou outros meios.
Uma pessoa do norte da Europa é um IC1
do sul da Europa é um IC2
Africanos são IC3
Indianos são IC4
Os outros Asiaticos são IC5

Só por este exemplo podem já ver que nos paises do norte da Europa os Portugueses não são considerados "brancos"poderia dar mais exemplos mas só este me parece concreto e facil de provar.   

Completamente de acordo...

Aliás vários exemplos se poderiam dar. Os portugueses eram (e são) chamados de pretos do mar na Africa do Sul (pelos descendentes de Ingleses, Holandeses e Alemães), devido a sua cor de pele mais escura e ao baixo nível médio de instrução.


Especulando, até acho que num estudo global sobre a população Portuguesa acho que não ficaríamos muito bem na fotografia.
Basta ver os relatórios PISA (que nós temos vantagem a partida, pois temos um grande abandono escolar e como tal os mais maus já estão fora de circuitos), os nossos resultados andam pelo 30º lugar por exemplo em Matemática com Hong Kong, Filândia e Coreia nos primeiros lugares. A ex-colónia portuguesa de Macau ficou no 9º.









SPORTING a maior potência desportiva NACIONAL
É sempre complicado e arriscado englobar termos tão fortes e igualmente complexos no mesmo saco e tentar explicar de forma racional qualquer um desses conceitos tão "básicos" como a quantidade biológica de inteligência que cada raça humana tem. Uma coisa para mim é lógica e não sou racista, das pessoas negras que conheço grande parte deles tem dificuldades acrescidas em determinados conceitos intelectuais, no qual um branco pode não ter. É igualmente lógico que um negro possa deter uma inteligência bastante mais apurada que um conjunto de brancos e vice-versa. Agora não deixo de achar piada aos conceitos pré-estabelecidos por grande parte das pessoas de que enveredar para este tema com qualquer tipo de certeza, é um movimento racista e com pouco valor. Se o Watson apresentasse uma teoria plausivel, cientificamente incompleta porque não existe nenhuma ciencia exacta (exemplo disso é que os negros tem a pila maior que os brancos, e não pode haver um branco com uma pila maior que um negro? Claro que pode e claro que existe.), com certeza que haveriam bastantes pessoas a questionar o nivel de racismo do senhor. Atenção, eu considero este estudo pouco válido porque está comprovado cientificamente que existem derivaçoes adjacentes ao termo inteligência, atendendo a um desenvolvimento local numa dessas derivações. Picasso teria certamente uma inteligência artistica bem mais apurada que Einstein e não é por isso que eu alguma vez posso cometer a barbaridade de dizer "O Picasso é mais inteligente que o Einstein". No entanto, e porque as diferentes percepcções de inteligência não foram explanadas de forma suficientemente racional, não poderá haver nenhum termino conclusivo.

Agora, não existia há uns tempos um tópico que quase que comprovava que as mulheres benfiquistas eram mais feias e mais problemáticas que as Sportinguistas? Não existem tambem certezas de que um benfiquista é por norma menos inteligente que um Sportinguista? Se quiserem a partir de agora passo a chamar xéxés a quem soletrar essa barbaridade. Para mim é evidente que devem existir diferenças a nivel intelectual entre determinadas raças humanas, quem sabe inter-ligadas à colonização/expansão/etc...Para além de que pessoalmente a ideia base de que cada ser humano detém um nivel de inteligência proporcionalmente igual entre cada um, tdiferenciado mais tarde no processo de desenvolvimento desse mesmo parametro é a meu ver, isso sim, uma grande barbaridade. Quem é não tem exemplos que deitam abaixo essa lógica?

- Quantos alunos conseguem obter melhores notas sem estudar tanto?
- Será que todos os alunos que têm 20 valores nos exames, estudam o mesmo tempo? 
- Será que uma pessoa que tem de estudar 1 semana antes de antecedencia para ter um 16 a Matematica, tem o mesmo nivel de inteligência de uma pessoa que estude na vespera e tem igual nota?
- Será que a minha namorada faz mais Sudoku´s que eu e por isso consegue ter um raciocionio bem mais rapido? Isso faz dela mais inteligente que eu? Alguem me garante que se eu começar a jogar Sudoku atinjo o mesmo nivel de raciocino rapido?


Como em tudo na vida, cada pessoa detém uma qualidade inata em si, seja em que área for. Porque é que os brancos não podem ter uma inteligencia pré-estabelecida superior à de um negro?

Nota: Apesar de tudo e repito, a explicação do homem está mal feita porque existem bastantes conceitos diferentes de inteligência. Há tempos tinha uns artigos que caracterizavam cada inteligência inata num ser humano, mas não sei onde pus isso.

Para finalizar, imaginam o Einstein negro? Eu não!

[Barbosa]
Para finalizar, imaginam o Einstein negro? Eu não!
[Barbosa]

It's hard to say who invented the Internet. There were many mathematicians and scientists who contributed to its development; computers were sending signals to each other as early as the 1950s. But the Web owes much of its existence to Philip Emeagwali, a math whiz who came up with the formula for allowing a large number of computers to communicate at once.

Emeagwali was born to a poor family in Akure, Nigeria, in 1954. Despite his brain for math, he had to drop out of school because his family, who had become war refugees, could no longer afford to send him
http://www.time.com/time/2007/blackhistmth/bios/04.html

For years, the degenerative brain illness that came to be known as Alzheimer's Disease was barely understood. Doctors struggled to determine the causes, why it affected the elderly, and most importantly, how it could be treated. In 1904 noted German psychiatrist Dr. Alois Alzheimer invited five foreign doctors to be his graduate research assistants at the Royal Psychiatric Hospital in Munich. One of them was an American: Dr. Solomon Carter Fuller.

Fuller, born in Liberia in 1872, was the grandson of an American slave who had purchased his freedom and emigrated to Africa. Fuller was a graduate of Boston University Medical School and eventually worked as a pathologist at Westborough State Hospital for the Insane, becoming the nation's first black psychiatrist.
After more research, he found one that matched what Alzheimer had originally described. He wrote that the cases supported Alzheimer's discovery of a particular form of dementia and that it was not due to senility, but rather an actual disease. The research proved to be a watershed in the study of the disorder and Fuller's name was forever linked with modern understanding of the ailment.
http://www.time.com/time/2007/blackhistmth/bios/05.html

Just as the stem cell research debate rages today, the rift between the then-fledgling studies of genetics and embryology raged during the 1930s. The question at the forefront was how genetics should be seen as part of the study of biology. Scientists were also consumed with cross-disciplinary arguments over whether genetics and embryology should be two separate studies. The most significant contributor to the solution of that argument was a South Carolina-born zoologist and embryologist named Ernest Everett Just.

Born in 1883, Just graduated from Dartmouth University and moved to Washington D.C. to teach at Howard University. He soon became head of the biology and zoology departments there, and in 1916, earned his doctorate from the University of Chicago, a year after being awarded the very first Spingarn Medal from the NAACP. He later studied in Europe where he won acclaim in his work with marine life.
http://www.time.com/time/2007/blackhistmth/bios/08.html

Estes são só alguns exemplos,podem não ser tão famosos como o Einstein mas foram bastante importantes nas respectivas areas.
pode ser que assim tenhas mais facilidade a imaginar um Einstein negro,amarelo ou vermelho as bolinhas encarnadas (salvo seja)
Acho que a bottom-line nesta questão e para quem acredita que é possível existir a diferença que aqui se discute é que isso não faz de ninguém menos humano ou inferior. Pelo menos para mim...
The future is now... and now... and now... and now... and now... and now... and now...
Dada a semelhança deste post com um papiro, e dado que abordo 3 temas diferentes que tiveram origem na mesma questão, optei por divide-lo em 3 partes, pois nem todas podem interessar a toda a gente. Sendo assim, antes de pensarem que vão morrer de tédio a ler isto, sugiro que olhem primeiro para os títulos de cada uma das 3 partes e leiam só a que vos interessa.


PARTE I - Sobre a revolução agrícola e o surgimento das grandes civilizações

Agricultura.
Eu estive em Africa explicar pelo clima e pelas condições ambientais o atraso Africano é tentar tapar o Sol com peneira, de alguém que nunca esteve em Africa.

Não estás a perceber. Podes saber muito sobre a África actual mas dá para ver que pouco sabes da África de outrora, porque isso também está em questão. O que está em causa não é a origem da agricultura, mas sim o diferencial de facilidade na sua expansão e consequente aumento demográfico, juntamente com as condições ambientais onde se fixavam as populações, e o que essas condições implicavam para o crescimento populacional.

Para começar: estar a discutir se a agricultura surgiu como resposta a um aumento do tamanho populacional dos caçadores-recolectores relativamente às presas, que obrigou o homem a procurar uma fonte alternativa de alimento, ou se o aumento do tamanho populacional só foi possível graças à sedentarização e condições proporcionadas pela agricultura, é um pouco como a discussão de quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. É uma questão difícil de resolver, mas actualmente todas as evidências apontam para que tenha sido a segunda hipótese.

Falas e bem dos refúgios glaciares, de como o aparecimento do deserto do Saara levou a uma migração para outras regiões, nomeadamente para o rio Nilo e Médio Oriente, mas isso não acrescenta nada à discussão, pela simples razão de que milhares de anos antes dessa migração, e milhares de anos antes do último degelo, essas regiões já eram habitadas por Homo sapiens, pelo que se alguém estivesse a morrer à fome por essas bandas, e se a única alternativa fosse a agricultura, esta ter-se-ia desenvolvido muito mais cedo.

Ademais, a genética populacional mostra-nos que o tamanho efectivo da população de Homo sapiens chegou a ser tão baixo como 2000 indivíduos, o que aliado ao facto de sermos omnívoros, torna pouco plausível a hipótese de esgotamento dos recursos naturais de que os nossos ascendentes dependiam para sobreviver.

Houve “engenho” no desenvolvimento da agricultura, sim, mas apenas se deu depois de esta já se praticar de forma inconsciente e não racionalizada, lá está, em resultado das condições favoráveis envolventes; passo a explicar: a selecção das melhores sementes de que falas, e que culminou na revolução agrícola, começou por ser nada mais do que uma selecção inconsciente e não premeditada. Durante a sua actividade de recolecção, o homem escolhia, obviamente, os frutos mais suculentos e maiores, porque eram esses que continham mais calorias, mais sais e mais nutrientes e proporcionavam, a curto prazo, refeições mais ricas. Ou seja, indirectamente estavam a seleccionar-se as árvores ou plantas cujos genes determinavam características melhores para os seus frutos. Após a ingestão dos frutos, as sementes podiam ser cuspidas ou melhor ainda, podiam ser engolidas, sendo mais tarde defecadas numa engenhosa cagada que foi a verdadeira percursora do processo de sementeira. A mistura das sementes com o “adubo natural” de origem rectal criava todas as condições para que daí por uns meses nascessem nas latrinas belas plantas e árvores possuidoras de frutos grandes e suculentos, que eram novamente colhidos e comidos repetindo-se todo o processo. O único engenho que eu consigo derivar daqui é a capacidade de se acocorar atrás de um arbusto. E isto não é delírio, isto ainda hoje se observa em todo o tipo de comunidades um pouco por todo o Mundo. Claro que eventualmente, terá sido feita a associação entre os processos e ter-se-á determinado uma relação causa efeito, o que possibilitou mais tarde a prática consciente e premeditada da sementeira, mas como se vê, isso só foi possível onde, a priori, já havia uma certa abundância, que permitiu às populações abdicar em certo grau do nomadismo, fixar-se em sítios onde existiam vegetais comestíveis e observar/relacionar os processos que descrevi.

Explicado que está o carácter casual, e não engenhoso, do começo das práticas agrícolas, passemos então à expansão das mesmas.

A partir do momento em que a prática da agricultura se generaliza, gera-se ainda mais abundância, o que potencia uma explosão demográfica sem precedentes e obriga as pessoas a deslocar-se e procurar novos terrenos para cultivar, sendo que levam consigo a tecnologia e as sementes (ou gado) que haviam sido domesticadas no local original, as mais prolíferas das quais foram, desde sempre, os cereais, principalmente os que eram autóctones do médio Oriente (ex: trigo) ou Ásia (ex: arroz). Assumindo que a expansão das populações se deu multi-direccionalmente a partir dos focos originais de introdução da agricultura, a implementação das espécies domesticadas seria favorecida ao longo do eixo Leste-Oeste, dado que as condições climatéricas e os próprios ecossistemas tendem a ser uniformes ao longo de latitudes próximas e a adaptação é mais fácil. Ora é precisamente ao longo deste eixo que se dispõe a Europa e a Ásia na sua maior extensão, pelo que numa enorme extensão de terreno havia potencial para surgirem novos focos de abundância e crescimento exponencial da população, com possibilidade de comunicação entre si, desde a China até ao Mediterrâneo, mesmo que indirectamente. Daqui decorrem diversas consequências para as populações, nomeadamente a troca de ideias/recursos ao longo de uma grande extensão, o aumento demográfico, a estratificação e especialização social e o surgimento de massa crítica necessária ao desenvolvimento tecnológico-científico e aos grandes empreendimentos (ex: Pirâmides).

Mas além da extensão dos continentes europeu e asiático em longitude, que facilitou o rápido crescimento e expansão das populações ao longo desse eixo, esta faixa do planeta distingue-se ainda de África por não possuir um conjunto de características que causam grande atrito ao desenvolvimento das populações. Para começar, África tem barreiras geográficas definidas pela floresta tropical e pelos desertos, que inibem a deslocação das populações e consequentemente a expansão das várias (mas ainda assim menos produtivas) práticas agrícolas que se desenvolveram paralelamente neste continente. Depois, o facto de a maior parte do continente se situar nos trópicos, cujo clima e ecosssistemas não só não propiciam a realização de práticas agrícolas à escala da que pôde ser feita noutros locais, como também é o habitat de um número infindável de organismos que contribuíram e continuam a contribuir para uma elevada mortandade e mortalidade entre os habitantes do continente. Exemplos de doenças causadas por esses organismos e que são particularmente predominantes naquele continente são: malária, doença-do-sono, elefantíase e febre-amarela (já nem falo do HIV porque é uma epidemia recente). Só a malária é responsável por 20% das mortes em crianças e tem um peso de 30-50% nos custos com a saúde pública.

Concluindo, apesar de a ideia do “engenho aguçado pela necessidade” ser do senso comum, e até ter algum suporte empírico nalguns casos, é muito sobre-estimada para o caso da revolução agrícola e do surgimento das grandes civilizações e não se pode aplicar isoladamente sem ter em conta os factores fundamentais que referi acima. Abreviando, não se pode aplicar sem ter em conta que na “corrida da evolução humana”, as condições iniciais dos diferentes povos e raças não foram as mesmas; condições essas que antes de terem a ver com inteligência, engenho ou vontade, tiveram a ver com as circunstâncias incontroláveis da própria natureza e com o acaso.


PARTE II - Sobre as afirmações de James Watson

Estive a ler com atenção a versão original do artigo que deu origem à polémica e tenho que fazer um reparo à primeira intervenção que fiz neste tópico, uma vez que parte da minha crítica às declarações do Nobel assentava no suposto facto de ele se ter referido a “pretos” sem ter especificado a origem geográfica, o que não é verdade. Ele de facto falava especificamente de africanos, logo houve uma imprecisão nos títulos de diferentes jornais e sites, que falavam claramente em “pretos” por oposição a “brancos”. Feita a correção, não deixa ainda assim de ser mirabolante o facto dele extrapolar para toda a população do continente africano uma ideia que, pelo exemplo que dá, fabricou baseado na sua própria experiência com indivíduos do seu próprio país, cuja única coisa em comum com os africanos é a herança genética, não colocando sequer a hipótese de as condições sócio-económicas, por exemplo, terem algo a ver com a burrice dos empregados de que ele fala. Resumindo, as suas declarações até podem não ser racistas, mas têm o carimbo do pré-conceito e do estereótipo básico e irracional, o que é grave vindo dum cientista com as responsabilidades que ele tem. Ele sabia disso e apenas se aproveitou do seu (até ontem) estatuto de vaca sagrada. Acho por isso perfeitamente justificável o repúdio geral a que foi votado pela sociedade e a sua expulsão de Cold Spring Harbor.

Aliás a própria filosofia de investigação que ele andava a promover desde há uns anos para cá, centrando o estudo da etiologia de uma miríade de disfunções cerebrais quase exclusivamente na vertente genética, deixava grandes reservas à comunidade científica, pois menosprezava em demasia os factores ambientais. Filosofia essa que aliás começa a ser sintomática entre muitos geneticistas e que é empurrada não só pelos grandes avanços que têm sido feitos no estudo do genoma, mas também por outro tipo de interesses, como interesses empresariais e até oportunidades de carreira. A minha própria orientadora do estágio que fiz há 2 anos, deu uma vez uma entrevista a dizer, com todas as letras, que a componente social na susceptibilidade das pessoas para a criminalidade era residual e que comportamentos anti-sociais eram essencialmente determinados por factores genéticos, o que é de bradar aos céus. Entretanto iniciou um projecto para identificar factores de susceptibilidade genética na população prisional, a aluna de doutoramento dela desistiu ainda antes de começar o trabalho (vá-se lá saber porquê) e nunca mais ouvi falar desse estudo.

Não estou com isto a advogar a posição contrária, a de que tudo é determinado pelo ambiente. Aliás, em abono da verdade, devo dizer que há certos estudos que revelam associação entre certas variantes genéticas e melhores desempenhos em certas tarefas intelectuais. Apesar de serem estudos pontuais, isolados e com números muito baixos de amostras e de nem sequer estar em causa as diferenças entre raças, sugerem que de facto certas capacidades intelectuais podem ter uma base genética e abrem a porta a futuros estudos, mais aprofundados e completos sobre a base genética da(s) “inteligência(s)”. Agora, o que não se pode é vir dizer para a praça pública que a inteligência tem uma base genética tendo por fundamento experiências pessoais com empregados de origem africana ou mesmo tendo por base meras convicções. Apenas estou a chamar a atenção para o facto de que estudos desta natureza devem ter uma abordagem multi-disciplinar e não se pode cair na facilidade (sim, porque hoje em dia já é uma facilidade) de sequenciar N cromossomas de um número infindável de indivíduos e estabelecer associações entre variantes genéticas e níveis de QI ou diferentes capacidades, sem ter em conta a miríade de factores que são susceptíveis de influenciar os tipos de “inteligência” e dos quais os biólogos moleculares, os geneticistas, os matemáticos e estatísticos podem não estar cientes.

PARTE III - Sobre a utilidade de um estudo sobre as diferenças de inteligência entre raças

O neo-liberalismo não é absoluto... todas as formas de intervencão social destinam-se a suprir situacões de desvantagem intelectual, física, mental ou seja lá o que for.

Por essa ordem de ideias, não deveria haver medicina, já que deveríamos partir do pressuposto que todos têm a mesma capacidade de aguentar uma gripe ou outra coisa qualquer.

Estou a interpretar mal, ou pareces contradizer-te mais à frente, quando te questionas sobre a utilidade de um estudo sobre as diferenças de inteligência entre raças? Se és a favor da “intervenção social como forma de suprir situações de desvantagem”, seja de que tipo for, de modo a evitar as desigualdades que desde sempre estiveram na origem de conflitos e tensões sociais, não achas que:

a existirem de facto, diferenças nas capacidades inatas entre as diferentes raças, estas não deveriam ser estudadas e exploradas, de modo a criar mecanismos de compensação, caso se justificasse, ou pelo menos a potenciar e aproveitar ao máximo as capacidades de cada um, consoante a sua herança genética, um pouco à semelhança do que parece ser o futuro da Medicina, com o surgimento da farmacogenómica?
« Última modificação: Outubro 20, 2007, 15:26 pm por eddie_verdde »
Quod scripsi, scripsi.:
Tudo pelo Sporting, nada contra o Sporting.
Banca, Academia, Paulo Bento.
Evolução na continuidade.
Orgulhosamente sós a bater palmas ao mau futebol. Para Alvalade, rapidamente e em força.
Citação de: SCP Always
Quanto à tua última frase: «Não é à toa que os maiores avanços científicos são geralmente feitos por gente mais jovem», creio que estás enganado. Vai lá ver as idades dos laureados com os prémios Nobel da Física deste ano, por exemplo.

Foram laureados por descobertas de 1988, tendo cerca de 50 anos nessa altura. Não eram jovens, mas também não estavam "com os pés p'rá cova". Não sou físico, mas pelo que conheço do mundo científico,as suas descobertas devem ter sido resultado de trabalho prolongado e baseadas em ideias e projectos que, provavelmente, surgiram vários anos antes.

Quanto ao resto, entendo a tua argumentação. Mas o que ele diz, qualquer "Zé da tasca" poderia dizer. Não tem estudos científicos a apoiá-lo. É uma opinião que ele defende na premissa de que os empregados pretos são burros.

No que toca à questão da predefinição da homossexualidade, penso que é perfeitamente plausível, mas não conheço estudos que o comprovem. Se me puderes fazer chegar algum artigo que me elucide, agradeço. Mas não é isso que me choca, o que me transtorna é que ele ache que, se for algum dia possível fazer o diagnóstico pré-natal da homossexualidade, a mulher possa abortar por esse motivo. Eugenismo puro!


A «magnetorresistência gigante» foi descoberta em 1988 por Fert e Grunberg em trabalhos separados e foi aperfeiçoada nos últimos anos pelos mesmos, aperfeiçoamento esse que possibilita nos dias de hoje a redução de tamanho dos discos rígidos dos computadores (nomeadamente dos portáteis), sem que haja prejuízo na capacidade de armazenamento. Foi esse aperfeiçoamento e a utilização prática das suas descobertas de 1988 que lhes conferiu o Nobel da Física de 2007 e não a descoberta de magnetorresistência gigante em si. De qualquer dos modos, mesmo que já na altura merecessem o Nobel, 50 anos não pode ser considerada uma idade «jovem» na verdadeira acepção da palavra e eu apenas defendi que de uma forma geral, os vencedores de prémios Nobel, não eram «gente jovem». Tu é que introduziste a expressão «pés p'rá cova» e entre estar com os pés p'rá cova e não ser jovem, vai uma grande diferença.

Watson não partiu de nenhuma premissa relacionada com os empregados dele para chegar a essa tese. Essa é uma leitura enviesada, ou melhor ainda, deturpada que quase todos aqui tentam fazer para proteger a todo o custo o tal «politicamente correcto». O que o texto diz, é: «Para completar a sua teoria, James Watson, que é o responsável pelo prestigiado laboratório Cold Springs, acrescenta que "embora desejasse que todos fossemos iguais, quem tem de lidar com empregados negros sabe que tal não é verdade». Pode ser considerada uma observação infeliz, mas acusar Watson de partir desse único pressuposto para chegar à conclusão que os negros são menos inteligentes que os brancos, é estar a passar-lhe um atestado de estupidez. Nota que ele próprio refere «embora desejasse que todos fossemos iguais...»

Quanto à sexualidade, eu não afirmei peremptoriamente que ela estava pré-definida no DNA. O que eu disse, foi que existe uma zona no centro do cérebro, logo acima da hipófise, que se chama hipotálamo que guarda e gere um conjunto de funções e actividades do ser humano e a sexualidade está incluída. Há estudos sobre isso. Se quiseres, procura na Net.
As mulheres são como as piscinas: o seu custo de manutenção é muito elevado e não é compensado pelo tempo que passamos dentro delas.

Um homem é como um soalho flutuante: se for bem montado, pode ser pisado durante mais de 30 anos.
Watson não partiu de nenhuma premissa relacionada com os empregados dele para chegar a essa tese.

Gostaria de saber então de que premissa partiu, uma vez que até agora, e mesmo na carta que escreveu posteriormente no The Independent, a coisa que mais se assemelha com "prova", ou justificação para a teoria que defende, é a de que os empregados pretos são de compreensão lenta. Talvez tu saibas, já que dizes com tanta certeza que não foi essa a premissa de que partiu para chegar à conclusão de que os pretos têm uma inteligência "diferente" da dos brancos.
Quod scripsi, scripsi.:
Tudo pelo Sporting, nada contra o Sporting.
Banca, Academia, Paulo Bento.
Evolução na continuidade.
Orgulhosamente sós a bater palmas ao mau futebol. Para Alvalade, rapidamente e em força.