A política de contratações - o calcanhar de Aquiles do Sporting

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É certamente um tópico relevante, que não deve ser ignorado pela avaliação demasiado negativa do @Ruben a certos jogadores - já agora faço notar que "flop" é diferente de "má contratação" ou "contratação com pouco ou nenhum impacto".

A verdade é que tem se falhado muito. Este ano, então, it took the cake. As razões já foram enumeradas nos posts anteriores por isso não vale a pena repeti-las.

Outra coisa que acho que tem falhado particularmente no Sporting é que não parece haver planos bem pensados para jogadores que precisam de se adaptar ou crescer. O exemplo perfeito é o Slavchev... Empatámos 2.5M€ nele. Dificilmente o tornaríamos jogador para o Sporting, ou recuperaríamos esse dinheiro. Mas certamente não é a emprestar a Boltons, Limassols e Gdansks que o faremos. É preciso haver um plano de adaptação para jogadores que não rendem logo na primeira época, em vez de os andar a emprestar em campeonatos secundários onde nem os seguimos. O Gauld andou a fazer demasiados anos na B. Finalmente tem um bom empréstimo para o Setúbal, e é puxado de volta para a B... Spalvis teve a lesão que foi azar. Mas depois tentam-no enviar para o Rosenborg?! Que sentido faz isso?
@Southwest  @gonzalini  @chuck_Norris   @dedezani  @Nébula  @LISBON1906  @King Bryan  @brunomarques1980  @RPedro78  @JT EDDG @Ash  @Lion73  @mrodrigues

Sabem que mais? Dou-vos a razão. Aceito que fui demasiado crítico para com alguns jogadores e fiz alterações à lista (o fórum também é isto, para aprender com as opiniões alheias). Jefferson e Bryan provaram ser bastante úteis no passado. Maurício, apesar de ter muito pouco jeitinho para a bola, cumpriu, tal como Aquilani, que foi contratado para ser um bom substituto de Adrien e a verdade é que não defraudou as expectativas.

Peço desculpa, mas há mínimos e Tanaka, Ewerton, Schelotto e Piris, medianos só mesmo no Tondela. Também há jogadores que não se tornaram indispensáveis (Montero, Oliveira, Naldo, Bruno César) e que mantenho que foram contratações razoáveis, mas nunca excelentes. E não coloquei, com li aqui, jogadores que foram contratados para a B.
 
Aceito que Gauld, Jonathan Silva e Bruno Paulista são jovens que ainda vão a tempo de mostrar todo o seu potencial e portanto devem ser colocados numa categoria à parte.

Já li várias vezes a justificação que várias jogadores deram lucro. Isso é uma questão diferente. Já escrevi noutro tópico que esta direcção tem sido exímia a colocar dispensados. Shikabala saiu com lucro, mas não deixa de ser flop. A avaliação é puramente desportiva.

O problema mantém-se. O que eu gostaria de saber era o que deve fazer esta direcção de maneira a minimizar o número de contratações falhadas, que não deixam de ser muitas, numa época que promete ser decisiva.
« Última modificação: Maio 09, 2017, 14:48 pm por Ruben »
João Rocha versus 'Sistema': "A parte final do campeonato 79/80 leva-o a entrar em polémicas com o FC Porto. O Sporting desloca-se a Guimarães, na penúltima jornada e, graças a um auto-golo de Manaca, sagra-se campeão. Pinto da Costa lança suspeitas sobre o ex-defesa do clube leonino, que responde: "Não fui subornado pelo Sporting mas estava aliciado pelo FC Porto. Com a derrota do Vitória fiquei a perder 100 contos".
São muitas as contratações quando o prometido eram apenas aquisições cirúrgicas.

Temos de mudar o nosso comportamento no mercado.

Mas esse catalogar de flop é de bradar aos céus. Nem todas as aquisições têm de render milhões.

Maurício foi um jogador muito útil naquela época. Longe de ser um flop e ainda rendeu uns milhões. Assim como Naldo.
Piris veio emprestado e foi alternativa aos laterais titulares.
Tanaka também foi um jogador útil.
Bryan Ruyz fez a melhor época da sua carreira. Teo fez uma época excelente.
Montero foi muito útil e rendeu bons milhões.
Aquilani fez o que se pretendia, ser alternativa ao meio campo titular.

Outros foram grandes tiros ao lado como Ciani, Welder, Heldon, Markovic, Castaignos, Barcos, Elias, Campbell, Slavchev, Bruno Paulista, Douglas, etc.

Alguns foram aquisições para a B, como Sacko, Cissé, Rabia.

Temos de melhorar as o cenário não é assim tão mau como o querem pintar. Então se compararmos com galinhas e porcos...
A definição de flop é hoje em dia muito vasta lool... Bryan Ruiz flop? Gauld Flop? Jonathan Silva Flop? Jogadores com menos de 22 anos a serem chamados de flop e um dos nossos melhores jogadores na época passada... Na minha opinião o paulo oliveira e o naldo foram boas contratações tendo em conta qualidade/preço
O Jonathan foi dos maiores flops do 1º mandato do BdC, defraudou totalmente as expectativas

Defraudou as expectativas? Sempre gostei de o ver jogar quando tinha essa oportunidade, tem um bom pé esquerdo, é raçudo e não defende mal. Acabou por ficar associado aquele lance no jogo contra o schalke mas mesmo nesse lance não teve culpa. Neste momento podia ser titular indiscutível a defesa esquerdo do Sporting, mas decidiram emprestá-lo e agora parece que se está a perder lá no boca
Isto tudo para chegarmos a conclusão que um bom Dir. Desportivo, com uma equipa de scout de topo, que retire poder a JJ é preciso? Também sou dessa opinião.

Não vou falar muito dessa lista.. Já foi varias vezes escrito ao longo do topico. É um bocado injusta para varios jogadores que deram tanto noutras epocas. Contudo dá para perceber o número de jogadores que acabaram por entrar no Clube que muuuuuito provavelmente não iremos ter grande retorno financeiro.
S C P - 1 9 0 6
Concordo contigo, mas não foi isso a que se assistiu esta temporada. Não só se pagou como nunca ao treinador, como se investiu como nunca em reforços. Resultados? Nenhuns.

 O termo cirúrgico é sempre utilizado em campanhas eleitorais, faz parte do léxico de qualquer projecto desportivo, daqueles dogmas intrínsecos a qualquer política de contratações. Contudo, em termos práticos, nunca é aplicado e totalmente banalizado. As contratações desportivas são feitas sob duas perspectivas: colmatar necessidades actuais e aproveitar oportunidades de negócio, em função do longo prazo. Se falharmos na identificação das necessidades actuais, certamente vamos ter contratações que espelham esse erro de análise e o mesmo no que toca à estratégia de médio e longo prazo. Agora, como sempre, estamos obrigados a contratar consoante as necessidades da equipa / plantel. Acho uma política sustentável contratar pouco e com mais garantias, mesmo que haja necessidade de maior investimento. Nós actuamos de modo completamente distinto, contratamos muito e acertamos pouco. Contrariando o que foi dito e o que devia ter sido aplicado na realidade.

 Defendo que na próxima época possamos contratar em função das necessidades. Sejam elas quais forem. Investir com mais certeza, sabendo que no futebol, o conceito de certeza é ambíguo. Mas também temos que exigir mais do treinador, que está obrigado apresentar melhores resultados, dado que quando foi contratado, assumimos determinados compromissos e eles são para serem honrados.

 No que concerne à política de longo-prazo, temos que corrigir a política actual. Contratamos imenso, de qualidade duvidosa, tornando a equipa B numa rotunda, onde entram, circulam e depois vão saindo. Maior critério, mais racionalidade e maior definição da estratégia de longo-prazo. A equipa B é e deverá ser sempre o sustento da equipa A, uma equipa que facilita a passagem do escalão de junior para sénior, de amador para profissional, ao invés de ser utilizada para pagar favores, que posso estar errado, mas é o que transparece.

 A política de contratações deverá ser analisada, escamoteada, sob várias perspectivas. Eu considero o Markovic uma boa contratação, que fez imenso sentido na altura, contudo, o treinador nunca foi capaz de o potenciar / valorizar e retirar o melhor dele. O mesmo ao Campbell. E pergunto, a quem devemos estender responsabilidades? Ao treinador? Ao Presidente? Ao jogador? Pelo que se vê, culpa-se toda a gente e acabamos por criar apenas ruído. Por outro lado, apelida-se facilmente um jogador de flop. O Castaignos. Flop. Mas, como pode ser flop, se o homem praticamente nem oportunidades de jogo teve? Como pode ser flop, se praticamente nunca jogou? Acho bem que se debata a política de contratações, é pertinente e tem sido um saco de gatos, mas temos que saber ver de uma perspectiva global e analisar sob esse prisma.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
 Sou do tempo que se escrevia que valia a pena investir num bom treinador, mesmo que tivéssemos de pagar alguns milhões, investindo menos em atletas, dado que o treinador poderia fazer mais com menos. Agora, os tempos mudaram, e critica-se imenso os investimentos feitos, onde se diz que os jogadores são banais ou medianos. O treinador deixou de fazer a diferença, o que faz agora a diferença são os jogadores e precisamos que sejam acima do normal, que sejam craques.

 Quando vencemos, são todos craques e bons. Quando perdemos, são todos flops e banais. E eu até concordo que há muito jogador mediano a jogar pelo Sporting, mas também concordo que como colectivo, estamos a praticar um futebol banal.

Existe uma amplitude do rendimento individual (e e coletivo) do atleta que depende de n-factores e naturalmente o impacto do treinador é essencial para registos mais positivos ou negativos. Foi exatamente isso o que aconteceu o ano passado. Mesmo com um plantel à pele no que a alternativas diz respeito, conseguiu-se uma prestação a nível de liga absolutamente magnifica. Para isso muito contribuiu a capacidade do treinador em extrair o melhor dos atletas. A mediania do Oliveira/Naldo foi elevada a um registo bem positivo na primeira volta, aproveitou-se um desempregado extremo para uma segunda volta boa na lateral direita, Slimani e João Mário que hoje andam a patinar pela europa fizeram épocas brilhantes, Ruiz jogou como já não sonhava, Adrien faz a sua melhor época como profissional, o próprio Teo a partir do momento que estabiliza na equipa apresenta um registo muito interessante (não coloco o Ruben neste saco pois a época do Setubal já estava a ser boa). Nem sempre é fácil é repetir isto todos os anos em atletas com amplitudes elevadas, e entre um misto de saídas, registos menos constantes e novos jogadores que foram empecilhos, é natural que a coisa ao entortar tenha sempre tendência para deitar abaixo tudo e todos.

O que não existe é varinhas mágicas que transformem boa parte desta carunchada toda que o Sporting comprou em atletas com nível para jogar no Sporting.
My name is Ash and I am a slave. As far as I can tell, the year is 1300 A.D and I'm being dragged to my death. It wasn't always like this, I had a normal life, once.....
 Sou do tempo que se escrevia que valia a pena investir num bom treinador, mesmo que tivéssemos de pagar alguns milhões, investindo menos em atletas, dado que o treinador poderia fazer mais com menos. Agora, os tempos mudaram, e critica-se imenso os investimentos feitos, onde se diz que os jogadores são banais ou medianos. O treinador deixou de fazer a diferença, o que faz agora a diferença são os jogadores e precisamos que sejam acima do normal, que sejam craques.

 Quando vencemos, são todos craques e bons. Quando perdemos, são todos flops e banais. E eu até concordo que há muito jogador mediano a jogar pelo Sporting, mas também concordo que como colectivo, estamos a praticar um futebol banal.

Existe uma amplitude do rendimento individual (e e coletivo) do atleta que depende de n-factores e naturalmente o impacto do treinador é essencial para registos mais positivos ou negativos. Foi exatamente isso o que aconteceu o ano passado. Mesmo com um plantel à pele no que a alternativas diz respeito, conseguiu-se uma prestação a nível de liga absolutamente magnifica. Para isso muito contribuiu a capacidade do treinador em extrair o melhor dos atletas. A mediania do Oliveira/Naldo foi elevada a um registo bem positivo na primeira volta, aproveitou-se um desempregado extremo para uma segunda volta boa na lateral direita, Slimani e João Mário que hoje andam a patinar pela europa fizeram épocas brilhantes, Ruiz jogou como já não sonhava, Adrien faz a sua melhor época como profissional, o próprio Teo a partir do momento que estabiliza na equipa apresenta um registo muito interessante (não coloco o Ruben neste saco pois a época do Setubal já estava a ser boa). Nem sempre é fácil é repetir isto todos os anos em atletas com amplitudes elevadas, e entre um misto de saídas, registos menos constantes e novos jogadores que foram empecilhos, é natural que a coisa ao entortar tenha sempre tendência para deitar abaixo tudo e todos.

O que não existe é varinhas mágicas que transformem boa parte desta carunchada toda que o Sporting comprou em atletas com nível para jogar no Sporting.

Mas é isto. A época passada correu tão bem na valorização de jogadores que este ano achou se que qq tronco com um bom potencial chegava cá e começava a brilhar de um momento para outro.
Douglas, Meli, Petrovic, Markovic, Campbell, Balada, Castagnos vinham para cá para recuperar a carreira. Fez se do Sporting uma espécie de clube de reabilitação de jogadores, e com tanta reabilitação a fazer, o clube estatelou se e ainda por cima ostracizou miúdos de grande potencial.
O "incendiário" do futebol português.

youtu_be/M0qtM6Mfh0I
 Sou do tempo que se escrevia que valia a pena investir num bom treinador, mesmo que tivéssemos de pagar alguns milhões, investindo menos em atletas, dado que o treinador poderia fazer mais com menos. Agora, os tempos mudaram, e critica-se imenso os investimentos feitos, onde se diz que os jogadores são banais ou medianos. O treinador deixou de fazer a diferença, o que faz agora a diferença são os jogadores e precisamos que sejam acima do normal, que sejam craques.

 Quando vencemos, são todos craques e bons. Quando perdemos, são todos flops e banais. E eu até concordo que há muito jogador mediano a jogar pelo Sporting, mas também concordo que como colectivo, estamos a praticar um futebol banal.

Existe uma amplitude do rendimento individual (e e coletivo) do atleta que depende de n-factores e naturalmente o impacto do treinador é essencial para registos mais positivos ou negativos. Foi exatamente isso o que aconteceu o ano passado. Mesmo com um plantel à pele no que a alternativas diz respeito, conseguiu-se uma prestação a nível de liga absolutamente magnifica. Para isso muito contribuiu a capacidade do treinador em extrair o melhor dos atletas. A mediania do Oliveira/Naldo foi elevada a um registo bem positivo na primeira volta, aproveitou-se um desempregado extremo para uma segunda volta boa na lateral direita, Slimani e João Mário que hoje andam a patinar pela europa fizeram épocas brilhantes, Ruiz jogou como já não sonhava, Adrien faz a sua melhor época como profissional, o próprio Teo a partir do momento que estabiliza na equipa apresenta um registo muito interessante (não coloco o Ruben neste saco pois a época do Setubal já estava a ser boa). Nem sempre é fácil é repetir isto todos os anos em atletas com amplitudes elevadas, e entre um misto de saídas, registos menos constantes e novos jogadores que foram empecilhos, é natural que a coisa ao entortar tenha sempre tendência para deitar abaixo tudo e todos.

O que não existe é varinhas mágicas que transformem boa parte desta carunchada toda que o Sporting comprou em atletas com nível para jogar no Sporting.

Mas é isto. A época passada correu tão bem na valorização de jogadores que este ano achou se que qq tronco com um bom potencial chegava cá e começava a brilhar de um momento para outro.
Douglas, Meli, Petrovic, Markovic, Campbell, Balada, Castagnos vinham para cá para recuperar a carreira. Fez se do Sporting uma espécie de clube de reabilitação de jogadores, e com tanta reabilitação a fazer, o clube estatelou se e ainda por cima ostracizou miúdos de grande potencial.

A mim surpreende-me que os responsáveis do futebol, pessoas que fazem disto profissão, tenham andado com este caruncho referenciado tanto tempo e não se tenham apercebido da falta de qualidade dos mesmos. Ouço falar do Douglas e do Petrovic como alvos do Sporting CP desde... Sempre. O Petrovic ainda andava na Sérvia e já era alvo do Sporting CP. É que dou de barato que as expectativas para o Markovic e para o Campbell fossem grandes - embora o Campbell, a mim, nunca me tivesse gerado grandes expectativas, pois nunca gostei dele -, mas os restantes? A (falta de) qualidade dos mesmos não era uma incógnita, eram jogadores bem conhecidos e que não tinham demonstrado o suficiente para fazerem parte do nosso plantel.

Não me venham com a conversa que no início da temporada os adeptos estavam todos empolgados com o plantel. É normal que estivessem, estávamos a falar de uma equipa que tinha acabado de bater o recorde de pontos, que tinha sido roubadinha, que ganhou os jogos oficiais no início da temporada, que manteve grande parte dos jogadores, que traz um nome grande para substituir um dos jogadores que sai, que mantém o treinador roubado aos rivais, que vai buscar uma das coqueluches dos rivais, que derrota o Porto no calor do Verão, etc. É normal que os adeptos andassem extasiados. Aliás, tais emoções contrastavam com aquelas que se sentiram ao longo da pré-temporada, quando MUITA gente alertava já para os resultados anormais e vergonhosos que aí se verificavam. Ah! Faltam os internacionais, esses resolverão o problema: resolveram, resolveram... durante meia dúzia de jogos.
Não me venham com a conversa que no início da temporada os adeptos estavam todos empolgados com o plantel. É normal que estivessem, estávamos a falar de uma equipa que tinha acabado de bater o recorde de pontos, que tinha sido roubadinha, que ganhou os jogos oficiais no início da temporada, que manteve grande parte dos jogadores, que traz um nome grande para substituir um dos jogadores que sai, que mantém o treinador roubado aos rivais, que vai buscar uma das coqueluches dos rivais, que derrota o Porto no calor do Verão, etc. É normal que os adeptos andassem extasiados. Aliás, tais emoções contrastavam com aquelas que se sentiram ao longo da pré-temporada, quando MUITA gente alertava já para os resultados anormais e vergonhosos que aí se verificavam. Ah! Faltam os internacionais, esses resolverão o problema: resolveram, resolveram... durante meia dúzia de jogos.

 Mas este é um ponto importante. No início da época os adeptos acreditavam na equipa, estavam empolgados e a maioria concordou com as contratações. Acredito que a direcção e treinador também acreditaram. Hoje, é fácil ver que falharam, tanto treinador e direcção, como os adeptos. Agora, nós cá podemos andar a falhar e gerimos bem esse facto, o problema é quando treinador e direcção falham, aí está criado um problema sério.

 Hoje tudo critica. Ontem tudo aplaudia. Ontem tudo era profissional e competente. Hoje falta profissionalismo e são uns incompetentes. Há razão de um lado e de outro. Temos obrigatoriamente que mudar, sobretudo quem comanda o clube, mas também os adeptos. Talvez passemos a gerir melhor as expectativas.

 O benefício de dúvida foi dado às contratações que levantavam muitas dúvidas. Quem as fechou, acreditou e deu o benefício de dúvida, certamente menor que o nosso. Falharam e redondamente. Agora é proceder de outra forma.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
 Sou do tempo que se escrevia que valia a pena investir num bom treinador, mesmo que tivéssemos de pagar alguns milhões, investindo menos em atletas, dado que o treinador poderia fazer mais com menos. Agora, os tempos mudaram, e critica-se imenso os investimentos feitos, onde se diz que os jogadores são banais ou medianos. O treinador deixou de fazer a diferença, o que faz agora a diferença são os jogadores e precisamos que sejam acima do normal, que sejam craques.

 Quando vencemos, são todos craques e bons. Quando perdemos, são todos flops e banais. E eu até concordo que há muito jogador mediano a jogar pelo Sporting, mas também concordo que como colectivo, estamos a praticar um futebol banal.

Existe uma amplitude do rendimento individual (e e coletivo) do atleta que depende de n-factores e naturalmente o impacto do treinador é essencial para registos mais positivos ou negativos. Foi exatamente isso o que aconteceu o ano passado. Mesmo com um plantel à pele no que a alternativas diz respeito, conseguiu-se uma prestação a nível de liga absolutamente magnifica. Para isso muito contribuiu a capacidade do treinador em extrair o melhor dos atletas. A mediania do Oliveira/Naldo foi elevada a um registo bem positivo na primeira volta, aproveitou-se um desempregado extremo para uma segunda volta boa na lateral direita, Slimani e João Mário que hoje andam a patinar pela europa fizeram épocas brilhantes, Ruiz jogou como já não sonhava, Adrien faz a sua melhor época como profissional, o próprio Teo a partir do momento que estabiliza na equipa apresenta um registo muito interessante (não coloco o Ruben neste saco pois a época do Setubal já estava a ser boa). Nem sempre é fácil é repetir isto todos os anos em atletas com amplitudes elevadas, e entre um misto de saídas, registos menos constantes e novos jogadores que foram empecilhos, é natural que a coisa ao entortar tenha sempre tendência para deitar abaixo tudo e todos.

O que não existe é varinhas mágicas que transformem boa parte desta carunchada toda que o Sporting comprou em atletas com nível para jogar no Sporting.

Mas é isto. A época passada correu tão bem na valorização de jogadores que este ano achou se que qq tronco com um bom potencial chegava cá e começava a brilhar de um momento para outro.
Douglas, Meli, Petrovic, Markovic, Campbell, Balada, Castagnos vinham para cá para recuperar a carreira. Fez se do Sporting uma espécie de clube de reabilitação de jogadores, e com tanta reabilitação a fazer, o clube estatelou se e ainda por cima ostracizou miúdos de grande potencial.

A mim surpreende-me que os responsáveis do futebol, pessoas que fazem disto profissão, tenham andado com este caruncho referenciado tanto tempo e não se tenham apercebido da falta de qualidade dos mesmos. Ouço falar do Douglas e do Petrovic como alvos do Sporting CP desde... Sempre. O Petrovic ainda andava na Sérvia e já era alvo do Sporting CP. É que dou de barato que as expectativas para o Markovic e para o Campbell fossem grandes - embora o Campbell, a mim, nunca me tivesse gerado grandes expectativas, pois nunca gostei dele -, mas os restantes? A (falta de) qualidade dos mesmos não era uma incógnita, eram jogadores bem conhecidos e que não tinham demonstrado o suficiente para fazerem parte do nosso plantel.

Não me venham com a conversa que no início da temporada os adeptos estavam todos empolgados com o plantel. É normal que estivessem, estávamos a falar de uma equipa que tinha acabado de bater o recorde de pontos, que tinha sido roubadinha, que ganhou os jogos oficiais no início da temporada, que manteve grande parte dos jogadores, que traz um nome grande para substituir um dos jogadores que sai, que mantém o treinador roubado aos rivais, que vai buscar uma das coqueluches dos rivais, que derrota o Porto no calor do Verão, etc. É normal que os adeptos andassem extasiados. Aliás, tais emoções contrastavam com aquelas que se sentiram ao longo da pré-temporada, quando MUITA gente alertava já para os resultados anormais e vergonhosos que aí se verificavam. Ah! Faltam os internacionais, esses resolverão o problema: resolveram, resolveram... durante meia dúzia de jogos.

Vamos lá a ver. Até Agosto e o pessoal até aí chorava pelos brinquedos novos que não chegavam, o plantel era o mesmo do ano passado, a que se acrescentavam supostamente Iuri, Palhinha e pelo desenrolar da pré época, Podence, mais Alan, Petrovic e a partir de certa altura, Melli.

Independentemente do problema das laterais, que não sendo mais valias, não puxaram a equipa para baixo na época anterior, qual o sentido de previsões catastróficas perante o estágio na Holanda, frente a adversários exigentes e mais avançados na preparação?

Nenhum. A não ser que me digam que já se adivinhava aí a falta de pulso ou incapacidade de colocar a equipa a jogar a bola, por parte do treinador, depois do ano anterior.

Chega-se a Agosto, saem JM, Sli, Teo, Iuri, Palhinha, Podence e depois sim, chega quase meio plantel nos últimos dias do mercado.

E foi este contexto que foi tão elogiado. Não o anterior.

Não é que tal agora seja propriamente relevante.
Chega-se a Agosto, saem JM, Sli, Teo, Iuri, Palhinha, Podence e depois sim, chega quase meio plantel nos últimos dias do mercado.

E foi este contexto que foi tão elogiado. Não o anterior.
Uma grande verdade.

Uma das lições a aprender é não fazer alterações profundas no plantel tão próximo do início da época (ainda por cima quando temos de jogar a pré-eliminatória da Champions). Mas depois temos o exemplo do Bas Dost, o que prova que quando um jogador é de qualidade tudo fica um pouco mais fácil.
« Última modificação: Maio 09, 2017, 14:47 pm por Ruben »
João Rocha versus 'Sistema': "A parte final do campeonato 79/80 leva-o a entrar em polémicas com o FC Porto. O Sporting desloca-se a Guimarães, na penúltima jornada e, graças a um auto-golo de Manaca, sagra-se campeão. Pinto da Costa lança suspeitas sobre o ex-defesa do clube leonino, que responde: "Não fui subornado pelo Sporting mas estava aliciado pelo FC Porto. Com a derrota do Vitória fiquei a perder 100 contos".
Não me venham com a conversa que no início da temporada os adeptos estavam todos empolgados com o plantel. É normal que estivessem, estávamos a falar de uma equipa que tinha acabado de bater o recorde de pontos, que tinha sido roubadinha, que ganhou os jogos oficiais no início da temporada, que manteve grande parte dos jogadores, que traz um nome grande para substituir um dos jogadores que sai, que mantém o treinador roubado aos rivais, que vai buscar uma das coqueluches dos rivais, que derrota o Porto no calor do Verão, etc. É normal que os adeptos andassem extasiados. Aliás, tais emoções contrastavam com aquelas que se sentiram ao longo da pré-temporada, quando MUITA gente alertava já para os resultados anormais e vergonhosos que aí se verificavam. Ah! Faltam os internacionais, esses resolverão o problema: resolveram, resolveram... durante meia dúzia de jogos.

 Mas este é um ponto importante. No início da época os adeptos acreditavam na equipa, estavam empolgados e a maioria concordou com as contratações. Acredito que a direcção e treinador também acreditaram. Hoje, é fácil ver que falharam, tanto treinador e direcção, como os adeptos. Agora, nós cá podemos andar a falhar e gerimos bem esse facto, o problema é quando treinador e direcção falham, aí está criado um problema sério.

 Hoje tudo critica. Ontem tudo aplaudia. Ontem tudo era profissional e competente. Hoje falta profissionalismo e são uns incompetentes. Há razão de um lado e de outro. Temos obrigatoriamente que mudar, sobretudo quem comanda o clube, mas também os adeptos. Talvez passemos a gerir melhor as expectativas.

 O benefício de dúvida foi dado às contratações que levantavam muitas dúvidas. Quem as fechou, acreditou e deu o benefício de dúvida, certamente menor que o nosso. Falharam e redondamente. Agora é proceder de outra forma.

Acreditava-se no Bas Dost (para substituir Slimani), no Markovic, no Campbell e, alguns, no Alan Ruiz. Mais ninguém. As restantes foram contratações que, no geral, levantaram sérias dúvidas. Deu-se, naturalmente, o benefício da dúvida aos responsáveis que na temporada passada tinham feito um bom trabalho. Conta-se, claro, que esses responsáveis, sendo profissionais, tenham um conhecimento bem mais abrangente dos jogadores que trazem do que os próprios adeptos. A verdade é que das contratações efetuadas acertaram no Bas Dost e, eventualmente, no Alan Ruiz. Nas restantes, foram tiros ao lado.

É claro que os adeptos andavam empolgados, foi esse o sentido daqui que disse anteriormente. Terminas uma temporada em 2º lugar, onde estás quase a ganhar um título, onde sabes o porquê de não o ter ganho, onde a equipa jogou bom futebol, vês a adição de nomes sonantes ao plantel, passas meses em que o Sporting CP não disputa uma única competição oficial e tens os ingredientes para ter adeptos eufóricos e pouco racionais. Os responsáveis pelo clube são responsáveis por algum motivo, designadamente, por deverem saber controlar essa mesma euforia. Por isso mesmo a análise de um adepto não é equiparável à análise de um dirigente ou treinador, que é pago para efetuar essa mesma análise. Repare-se que antes da fase da euforia os problemas foram corretamente identificados pelos adeptos, designadamente, aquando do final da temporada. É ver aqui no fórum as sugestões que se faziam de planificação.

Não sei se falta profissionalismo ou não, mas que esta temporada foi uma demonstração clara de incompetência, lá isso foi. Cabe agora perceber se há capacidade para detetar os erros e lidar com os mesmos.

 Sou do tempo que se escrevia que valia a pena investir num bom treinador, mesmo que tivéssemos de pagar alguns milhões, investindo menos em atletas, dado que o treinador poderia fazer mais com menos. Agora, os tempos mudaram, e critica-se imenso os investimentos feitos, onde se diz que os jogadores são banais ou medianos. O treinador deixou de fazer a diferença, o que faz agora a diferença são os jogadores e precisamos que sejam acima do normal, que sejam craques.

 Quando vencemos, são todos craques e bons. Quando perdemos, são todos flops e banais. E eu até concordo que há muito jogador mediano a jogar pelo Sporting, mas também concordo que como colectivo, estamos a praticar um futebol banal.

Existe uma amplitude do rendimento individual (e e coletivo) do atleta que depende de n-factores e naturalmente o impacto do treinador é essencial para registos mais positivos ou negativos. Foi exatamente isso o que aconteceu o ano passado. Mesmo com um plantel à pele no que a alternativas diz respeito, conseguiu-se uma prestação a nível de liga absolutamente magnifica. Para isso muito contribuiu a capacidade do treinador em extrair o melhor dos atletas. A mediania do Oliveira/Naldo foi elevada a um registo bem positivo na primeira volta, aproveitou-se um desempregado extremo para uma segunda volta boa na lateral direita, Slimani e João Mário que hoje andam a patinar pela europa fizeram épocas brilhantes, Ruiz jogou como já não sonhava, Adrien faz a sua melhor época como profissional, o próprio Teo a partir do momento que estabiliza na equipa apresenta um registo muito interessante (não coloco o Ruben neste saco pois a época do Setubal já estava a ser boa). Nem sempre é fácil é repetir isto todos os anos em atletas com amplitudes elevadas, e entre um misto de saídas, registos menos constantes e novos jogadores que foram empecilhos, é natural que a coisa ao entortar tenha sempre tendência para deitar abaixo tudo e todos.

O que não existe é varinhas mágicas que transformem boa parte desta carunchada toda que o Sporting comprou em atletas com nível para jogar no Sporting.

Mas é isto. A época passada correu tão bem na valorização de jogadores que este ano achou se que qq tronco com um bom potencial chegava cá e começava a brilhar de um momento para outro.
Douglas, Meli, Petrovic, Markovic, Campbell, Balada, Castagnos vinham para cá para recuperar a carreira. Fez se do Sporting uma espécie de clube de reabilitação de jogadores, e com tanta reabilitação a fazer, o clube estatelou se e ainda por cima ostracizou miúdos de grande potencial.

A mim surpreende-me que os responsáveis do futebol, pessoas que fazem disto profissão, tenham andado com este caruncho referenciado tanto tempo e não se tenham apercebido da falta de qualidade dos mesmos. Ouço falar do Douglas e do Petrovic como alvos do Sporting CP desde... Sempre. O Petrovic ainda andava na Sérvia e já era alvo do Sporting CP. É que dou de barato que as expectativas para o Markovic e para o Campbell fossem grandes - embora o Campbell, a mim, nunca me tivesse gerado grandes expectativas, pois nunca gostei dele -, mas os restantes? A (falta de) qualidade dos mesmos não era uma incógnita, eram jogadores bem conhecidos e que não tinham demonstrado o suficiente para fazerem parte do nosso plantel.

Não me venham com a conversa que no início da temporada os adeptos estavam todos empolgados com o plantel. É normal que estivessem, estávamos a falar de uma equipa que tinha acabado de bater o recorde de pontos, que tinha sido roubadinha, que ganhou os jogos oficiais no início da temporada, que manteve grande parte dos jogadores, que traz um nome grande para substituir um dos jogadores que sai, que mantém o treinador roubado aos rivais, que vai buscar uma das coqueluches dos rivais, que derrota o Porto no calor do Verão, etc. É normal que os adeptos andassem extasiados. Aliás, tais emoções contrastavam com aquelas que se sentiram ao longo da pré-temporada, quando MUITA gente alertava já para os resultados anormais e vergonhosos que aí se verificavam. Ah! Faltam os internacionais, esses resolverão o problema: resolveram, resolveram... durante meia dúzia de jogos.

Vamos lá a ver. Até Agosto e o pessoal até aí chorava pelos brinquedos novos que não chegavam, o plantel era o mesmo do ano passado, a que se acrescentavam supostamente Iuri, Palhinha e pelo desenrolar da pré época, Podence, mais Alan, Petrovic e a partir de certa altura, Melli.

Independentemente do problema das laterais, que não sendo mais valias, não puxaram a equipa para baixo na época anterior, qual o sentido de previsões catastróficas perante o estágio na Holanda, frente a adversários exigentes e mais avançados na preparação?

Nenhum. A não ser que me digam que já se adivinhava aí a falta de pulso ou incapacidade de colocar a equipa a jogar a bola, por parte do treinador, depois do ano anterior.

Chega-se a Agosto, saem JM, Sli, Teo, Iuri, Palhinha, Podence e depois sim, chega quase meio plantel nos últimos dias do mercado.

E foi este contexto que foi tão elogiado. Não o anterior.

Não é que tal agora seja propriamente relevante.

Qual o sentido das previsões catastróficas? Se achas normal ser goleado por um Zenit e por um PSV é lá contigo. Eu cá não acho, pelo menos quando tal ocorre de maneira sucessiva. É claro que, à data, ninguém adivinhava o insucesso que seria esta temporada. Nem é exigível que peçam a um adepto tal exercício de adivinhação, perante o cenário vivido (sobre o mesmo remeto para a resposta acima). Quanto ao resto respondo: e então? os que aplaudiram o fecho do mercado foram os mesmos que aplaudiram quando o presidente afirmou que ia fazer uma abordagem cirúrgica ao mercado. Não há grande coerência nos aplausos dos adeptos de futebol.

Qual o sentido das previsões catastróficas? Se achas normal ser goleado por um Zenit e por um PSV é lá contigo. Eu cá não acho, pelo menos quando tal ocorre de maneira sucessiva. É claro que, à data, ninguém adivinhava o insucesso que seria esta temporada. Nem é exigível que peçam a um adepto tal exercício de adivinhação, perante o cenário vivido (sobre o mesmo remeto para a resposta acima). Quanto ao resto respondo: e então? os que aplaudiram o fecho do mercado foram os mesmos que aplaudiram quando o presidente afirmou que ia fazer uma abordagem cirúrgica ao mercado. Não há grande coerência nos aplausos dos adeptos de futebol.

Normal? Se jogas contra equipas mais avançadas na preparação, sem n jogadores importantes ( não foram apenas os campeões europeus, outros, como Sli, foram jogando apenas os minutos finais ) e andas a fazer experiências como JJ andou, é provável que leves no lombo.

Acaba a pré época e antes das mexidas avulso, ganhas os 4 primeiros jogos da Liga. 1 deles 1 clássico. O único ganho no ano inteiro.

Qual o sentido das previsões catastróficas? Se achas normal ser goleado por um Zenit e por um PSV é lá contigo. Eu cá não acho, pelo menos quando tal ocorre de maneira sucessiva. É claro que, à data, ninguém adivinhava o insucesso que seria esta temporada. Nem é exigível que peçam a um adepto tal exercício de adivinhação, perante o cenário vivido (sobre o mesmo remeto para a resposta acima). Quanto ao resto respondo: e então? os que aplaudiram o fecho do mercado foram os mesmos que aplaudiram quando o presidente afirmou que ia fazer uma abordagem cirúrgica ao mercado. Não há grande coerência nos aplausos dos adeptos de futebol.

Normal? Se jogas contra equipas mais avançadas na preparação, sem n jogadores importantes ( não foram apenas os campeões europeus, outros, como Sli, foram jogando apenas os minutos finais ) e andas a fazer experiências como JJ andou, é provável que leves no lombo.

Acaba a pré época e antes das mexidas avulso, ganhas os 4 primeiros jogos da Liga. 1 deles 1 clássico. O único ganho no ano inteiro.

Não acho provável que sofras derrotas avultadas quando os jogadores da defesa são os mesmos que terminaram a temporada. Sim, porque nesses jogos a defesa era a mesma.

Quanto ao restante, às vitórias "antes das mexidas avulso" estamos perfeitamente de acordo. Há que questionar é a incapacidade do Sporting CP em mexer - foi exatamente o que fiz. É exatamente o que tem sido criticado.
Dificilmente o Sporting fará diferente na próxima época a manter-se Jorge Jesus. Ele tem um perfil de jogador naquela cabeça teimosa. E esse perfil está mais próximo de um Zeegelaar ou um Schelotto que de um Iuri Medeiros ou um Francisco Geraldes. Leia-se, mas próximo de um tronco com boas caracteristicas fisicas que um jogador de futebol.

Enquanto o Jesus for treinador do Sporting, vamos ter muitos jogadores a chegar e muitos a ir embora todas as épocas. Se eventualmente ganharmos, isso será desculpado. Quando se passa 2 épocas a seco, não há grande perdão.

É importante salientar que mesmo o BdC não seguiu uma politica de contratações cirurgicas, pois o entulho não chegou com o Jorge Jesus. O que chegou com o Jorge Jesus, foi o preço mais elevado do entulho e ligeiramente mais quantidade.
Por acaso ando a trabalhar num post sobre as contratações da era Bruno de Carvalho mas focando o assunto mais pela via financeira.

Este tópico é interessante para se fazer uma análise em termos desportivos. Se em termos de valia desportiva o balanço não é positivo, em termos financeiros é raro os jogadores darem prejuízo. Há que fazer essa distinção clara. Antes as contratações falhavam desportivamente e ainda davam prejuízos avultados.

Até sexta conto deixar aqui a tabela num novo tópico. Faltam-me jogadores contratados para a equipa B, mas posso apresentar mais tardiamente.
Sporting até morrer! Obrigada por me teres dado uma das maiores alegrias da minha vida, Campeão 1999/2000.
Com o aproximar do final de uma época decepcionante, gostaria de abrir o debate sobre um tema que tem sido o verdadeiro calcanhar de Aquiles da direcção presidida por Bruno de Carvalho: a política de contratações. Nota: a intenção deste tópico não é branquear outras questões, como a arbitragem, mas creio que o clube deve atacar primeiro os problemas internos. E o scouting tem sido simplesmente desastroso, basta ler a lista que anexo em baixo. Dividi-a em três categorias: boas contratações(jogadores que são/foram uma clara mais-valia para o plantel); medianas (contratações que podemos apelidar de úteis, mas que (ainda) não fizeram a diferença); e flops. Podemos discordar ligeiramente sobre quem deve ser inserido em que categoria, mas os números não deverão divergir muito daqueles que vos apresento aqui. E estes são esmagadores: uma média de 1 jogador de classe contratado por época, 3 medianos e 6 flops.

Assim não há equipa que consiga lutar por títulos. Aliás, basta olhar para o onze titular para chegarmos à conclusão que o Sporting apenas consegue competir por títulos graças à sua academia. A razão pela qual gostaria de alertar o fórum para este tópico é simples: a próxima época vai exigir um rácio (muito) superior de contratações acertadas. Isto sem contar com a possibilidade de o clube ser ver obrigado a vender um (ou mais) jogadores nucleares. Com a política de contratações das últimas épocas, fico apreensivo relativamente a possíveis substitutos para colmatar saídas de jogadores-chave. Exemplo: imaginem o desastre que seria se tivéssemos de ter recorrido ao jogador que veio substituir Adrien: Elias.

Espero (e confio que) a direcção esteja ciente desta lista e que faça mais e melhor numa época que promete ser decisiva a muitos níveis.

Boas contratações
1.   Slimani
2.   Nani
3.   Coates
4.   Bas Dost

Medianas
1.   Montero
2.   Paulo Oliveira
3.   Teo
4.   Naldo
5.   Bruno César
6.   João Pereira
7.   Beto
8.    Jefferson
9.    Bryan Ruiz
10.  Maurício

Jovens que ainda não confirmaram o seu potencial

1.     Jonathan Silva
2.     Gauld
3.     Bruno Paulista
4.     Alan Ruiz

Flops
1.   Héldon
2.   Shikabala
3.   Gerson Magrão
4.   Iván Piris
5.   Vítor Silva
6.   Slavchev
7.   Rosell
8.   Sarr
9.   Tanaka
10.   Ewerton
11.   Zeegelaar
12.   Schelotto
13.   Barcos
14.   Jug
15.   Ciani
16.   Castaignos
17.   Elias
18.   Douglas
19.   Petrovic
20.   André
21.   Meli
22.   Campbell
23.   Markovic


Primeiro que tudo acho um tópico bastante interessante.
Comentando, o post inicial, acho redutor não haver uma separação entre medianas/úteis e boas contratações. E é fundamental isolar aquelas que ainda não podem ser classificadas a 100% numa determinada categoria (tipicamente os jovens com potencial por confirmar, conforme abordado no post inicial).
O que se está a chamar boas na verdade foram excelentes, e o que se está a chamar medianas, algumas foram efetivamente boas. Abaixo coloco a minha lista, onde acrescentei alguns nomes em falta.
Excelentes: Slimani, Nani, Coates e Bas Dost
Boas/Positivas: Montero (a roçar o excelente), Paulo Oliveira, Bruno César, Beto, Jefferson, Bryan Ruiz
Medianas/aceitáveis/úteis: Schelotto, João Pereira, Maurício, Teo, Naldo, Ewerton, Iván Piris
Por clarificar: Gelson Dala, Gauld, Alan Ruiz, Bruno Paulista, Spalvis, Jonathan (os 3 primeiros a tender para util/Bom, os 3 ultimos a tender para flop)
Más/Flops: Héldon, Shikabala, Gerson Magrão,  Vítor Silva, Slavchev, Rosell, Sarr, Tanaka, Zeegelaar, Barcos, Jug, Ciani, Castaignos, Elias, Douglas, Petrovic, André, Meli, Campbell, Markovic, André Geraldes, Aquilani, Dramé, Cissé, Rabia, Sacko

As minhas principais conclusões:
- Realmente houveram bastantes flops, mas até agora tem se conseguido despachar mais ou menos ao preço de compra. No entanto é premente que a percentagem de flops diminua;   
- Em alguns casos acertou-se mesmo a sério (como já há muito não se acertava) - Slimani e Bas Dost, exemplos máximos;
- Houve ainda um número significativo de jogadores contratados que se revelaram peças bastante úteis, a um preço reduzido. Se vierem por empréstimo (c/ opção de compra baixa) ou a custo zero, há que explorar esta via (ex: J. Pereira, B. César ou Schelotto);
- No global há claramente margem de melhoria. Penso que na próxima época se devia procurar contratar menos e com maior certeza mesmo que se tenha de gastar um pouco mais (exemplos Bryan Ruiz, Bas Dost, Coates) - acho que são 5 jogadores como estes que precisamos para a próxima época: um LE, um LD, um MC, um EE e um SA.


« Última modificação: Maio 09, 2017, 16:16 pm por Cab »
Por acaso ando a trabalhar num post sobre as contratações da era Bruno de Carvalho mas focando o assunto mais pela via financeira.

Este tópico é interessante para se fazer uma análise em termos desportivos. Se em termos de valia desportiva o balanço não é positivo, em termos financeiros é raro os jogadores darem prejuízo. Há que fazer essa distinção clara. Antes as contratações falhavam desportivamente e ainda davam prejuízos avultados.

Até sexta conto deixar aqui a tabela num novo tópico. Faltam-me jogadores contratados para a equipa B, mas posso apresentar mais tardiamente.
Excelente iniciativa. Dou a minha achega relativamente aos jogadores que custaram mais de 1 milhão de euros:

Naldo - comprado por 3 milhões. Vendido por 4,5 milhões.
Montero - comprado por 2,5 milhões. Vendido por 5 milhões.
Elias - comprado e vendido por 2,5 milhões.

No Sporting: Bas Dost (10), Alan Ruiz ( 8 ), Coates (5), Teo (3,4), Gauld (2,75), Castaignos (2,5), Slavchev (2,5), Jonathan Silva (2,5), Ewerton (1,8), Paulo Oliveira (1,8), Spalvis (1,6), Héldon (1,25), Bryan Ruiz (1,2).

Temos aqui alguns casos bicudos, mas esta direcção tem feito um trabalho notável no que toca à colocação de dispensados. A vertente financeira tem sido salvaguardada e não é merecedora de crítica, apenas elogios. O problema mesmo são os resultados desportivos e por isso é que é necessário questionar a política de contratações.
« Última modificação: Maio 09, 2017, 17:16 pm por Ruben »
João Rocha versus 'Sistema': "A parte final do campeonato 79/80 leva-o a entrar em polémicas com o FC Porto. O Sporting desloca-se a Guimarães, na penúltima jornada e, graças a um auto-golo de Manaca, sagra-se campeão. Pinto da Costa lança suspeitas sobre o ex-defesa do clube leonino, que responde: "Não fui subornado pelo Sporting mas estava aliciado pelo FC Porto. Com a derrota do Vitória fiquei a perder 100 contos".
Por acaso ando a trabalhar num post sobre as contratações da era Bruno de Carvalho mas focando o assunto mais pela via financeira.

Este tópico é interessante para se fazer uma análise em termos desportivos. Se em termos de valia desportiva o balanço não é positivo, em termos financeiros é raro os jogadores darem prejuízo. Há que fazer essa distinção clara. Antes as contratações falhavam desportivamente e ainda davam prejuízos avultados.

Até sexta conto deixar aqui a tabela num novo tópico. Faltam-me jogadores contratados para a equipa B, mas posso apresentar mais tardiamente.
Já referi que esse seria um exercício interessante, juntando a isso os valores de compra e venda de cada jogador. E, não querendo ser mal-agradecido, tal exercício com os jogadores rivais, por comparação, seria deveras interessante.