Gestão Desportiva e Scouting – Eixo Estratégico Fundamental para Qualquer Clube

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Acrescentando outra coisa que me esqueci de referir, depois ainda há a história dos empresários. Se o teu departamento de scouting identifica uma série de jogadores, mas depois existe no clube uma política bastante rígida à forma como é feita a relação com esses empresários, é natural que isso impossibilite determinados negócios, e isso já não é da responsabilidade do scouting. Independentemente de se achar essa política uma coisa boa ou não, e a longo prazo eu acho que é positivo, é natural que isso reduza muito o mercado e as alternativas disponíveis.

Algumas das escolhas feitas, e que até tenham tido mão do departamento de scouting, até podem ser segundas ou terceiras escolhas, seja porque nas primeiras opções o empresário pediu mais do que era suposto, seja porque as negociações com o jogador estiveram muito perto mas acabaram por cair, porque o treinador vetou a contratação, etc, etc.


EU VI O ÉDER DAR-NOS O EURO 2016 !!!! NÃO SONHEI !!!!
@Izmailov#7 então mas onde é que está escrito que este departamento de scouting foi formado por ou que tem mérito do BdC, principalmente logo no ano em que cá chegou ? Estou a analisar o período desde que esta direcção entrou em funções, porque é o que interessa analisar neste momento, não é por nenhuma razão em especial. O Sporting já tinha um departamento de scouting, já havia trabalho feito certamente, conhecimentos, bases de dados, etc. Até pode ter havido mudanças, mas não foi chegar um novo presidente, acabar com tudo o que cá estava e começar tudo de novo.

Seja como for, um departamento de scouting, ou a forma como funciona, não é só com uns tipos com contrato com o Sporting que vão ver uns jogos da equipa A ou B, ou que estão fechados numa sala a ver vídeos, é acima de tudo uma rede contactos. Portanto o Slimani como outros podem perfeitamente ter sido sugeridos por alguém, directamente ligado ao Sporting, ou não, e depois analisados pelo scouting do Sporting.

De resto o que dizes vai ao encontro da divisão que eu fiz dos jogadores, nem incluí os tipos que já cá jogavam em Portugal, no grupo dos que eu achava que tinham sido fruto exclusivo de trabalho de scouting do Sporting. Tal como a crítica ao péssimo trabalho da 2ª época, em que não se aproveitou nenhum até agora, nem há grandes perspectivas disso.

E também há os tipos como o Ruiz ou o Coates, ou mais ainda um Aquilani, que já "toda" a gente conhece.

A partir do momento em que metes o Slimani no "saco" do scouting estás a querer dizer que é mérito desse mesmo departamento. Eu, pessoalmente, não acredito. Nem no Brasil se safam quanto mais na Argélia.

Toda a gente sabe que em Portugal não se joga com as mesmas regras que noutros países. Se vieres meter fundos nas tais redes de contactos então o fosso do Sporting é ainda maior em relação a Porto e Benfica. Nos últimos tempos até identificamos bem o Cervi, não conseguimos foi ter uma rede de contactos tão forte como o Benfica. De quem é a culpa neste caso? Também é do scouting?

A mim faz-me confusão como é que num país tão grande como o Brasil, com tanto craque, o Sporting gasta quase 4 milhões num miúdo da 2ª divisão, por exemplo. É preciso é estar atentos a países como a Polónia que cada vez mais manda grandes avançados para o resto da Europa. Quando custou o Lewandowski ao Dortmund? Quanto custou o Milik ao Leverkusen e ao Ajax? Quanto custou o Stepinski ao Nantes? República Checa, Croácia, Sérvia, Suécia, Dinamarca e por ai fora. Eu não vejo/oiço nada disso. Infelizmente andam ai a renovar com Schelottos, à espera que um tipo qualquer que quase não jogou este ano acabe contrato com o Cruzeiro... Isso garantidamente que não é scouting

Esse miudo era internacional sub23 pelo Brasil, com 19 anos.

Eu não sei quem é que teve mérito ou deixou de ter em Slimani, se foi oferecido ou não como certamente dezenas ou até mesmo centenas são, durante uma época, sei é que o Sporting o contratou, quando tinha apenas Montero  vindo da MLS e um Cissé contratado à Académica, 1 ou 2 anos depois de ter se ter profissionalizado.

Portanto alguém deu o ok,  a esse tiro no escuro.

A contratação de jovens vindos de campeonatos periféricos, têm imensas condicionantes e algumas logo após os negócios terem sido fechados. Gauld e Slavchev e mesmo Jonathan era bons prospectos de futuro e se calhar não foram bem geridos. A contratação de Spalvis ( o Vedrix certamente que não obrigou ninguém a contratá-lo ) é outra contratação com sentido e num mercado a explorar.

E o Celsinho também o foi, creio eu.

Verdade. Penso que foi o Inácio que na altura até o foi ver jogar ao vivo. Acredito que grande parte da contratação tenha passado por ai.

Como já disseram é possível contratar grandes craques do futuro com 1 milhão, é é mais difícil. O Slavchev, Gauld, Jonathan ou mesmo o Sarr são contratações que ao contrário de Douglas, Elias ou Balada se entendem. Assim de forma muito simples são contratações de jovens, de campeonato periféricos em quem se acreditou. É assim que um clube como o Sporting tem de sobreviver, com a formação, encontrando jovens talentos lá fora e com jogadores como o Dost ou Coates que entrem na equipa para render no imediato e com estaleca (apesar de não ser particular apreciador das características do Dost).

O problema desses caso é muito simples. O 1º é que foram mal avaliados, ou seja, quem os identificou fez um mau trabalho se bem que agora é fácil falar e se bem que é possível afirmar que o Gauld, Jonathan e Slavchev (este menos útil, parece-me) não tiveram oportunidades no Sporting e muito menos com JJ. O 2º é que eles foram todos contratados na 2ª época do Bdc, após um 1º ano de sacrifício e contenção de custos. Não era a altura para "experiências" era altura para aumentar, no imediato, o nível qualitativo da equipa. A juntar a isto um rookie a treinador e estava dado o mote. Essa época do Sporting foi pior porque a equipa era basicamente a mesma do ano anterior, especialmente no início do ano.

@SCP Fan

Talvez não seja assim tão mau mas há duas coisas inegáveis. A primeira é o peso excessivo que o treinador tem neste capítulo. A 2ª é que há sempre qualquer coisa que falha.

Para mim andar há, vai fazer, 2 anos com Schelotto, João Pereira, Esgaio, Jefferson e Bruno César a laterais é um atestado de incompetência passado ao scouting. Das duas uma, ou não há ninguém melhor identificado para a posição ou o treinador bloqueia tudo.

O Alan Ruiz é um jogador com qualidade. É pastelão, é nojento vê-lo de cap no banco enquanto a equipa leva 3 em Vila do Conde, custou mais do que aquilo que devia, mas tem qualidade. Isso parece inegável. Mas o Alan Ruiz a mim parece-me cada vez mais um 10 e o Sporting não joga com 10. Então o maior investimento de sempre (acho eu), garantidamente que o maior desta época, foi feito num jogador que não encaixa no sistema.

Independentemente daquilo que pensamos sobre os jogadores o Sporting tem Dost, Castaignos, André e Spalvis como avançados. E não é que são todos pontas-de-lança e todos eles têm imensa dificuldade em jogar uns com os outros? E para piorar a situação não é que o Sporting anda desde Agosto a tentar encontrar um 2º avançado  :wall: Isto também é mau scouting a não ser, claro, que seja alguma força maior que esse departamento que tenha escolhido os jogadores mas ai também não sabemos.

Melli, quem o sugeriu? Quem o aprovou? Porque é que nunca joga?
Primeiro que tudo ...
espetáculo ... pesos pesados sem "espinhas" finalmente a PENSAR sobre a temática. Foi preciso o pontapé de saída 😛

@Strikerr  Congrats isto sim é Trabalho ...

Vinha aqui colocar uma visão (baseada na formação) de outro User @KING LIZARD para podermos debater concordando com a visão inicial debater as falhas e problemas/dificuldades  mas entretanto mais se juntaram ... ótimo.

Vou ler e (já o fiz na diagonal) mas fica o que acho que complementa mas ajuda a visualizar/discutir.


Em complemento ao post inicial com que abri o tópico, vou um pouco mais longe e tentar, de alguma forma, projectar aquilo que poderia ser (mais que isso, aquilo que eu gostaria que fosse) o ponto de partida para a próxima época. Está na hora de, verdadeiramente, nos assumirmos como clube formador que somos e incorporar esse ADN na nossa equipa principal.
Os nossos jovens jogadores, apenas precisam de uma aposta como deve ser, de um treinador que lhe dês confiança, para poderem corresponder ao mais alto nível. Jogadores como Wallyson, Iuri, Francisco Geraldes, Podence, Palhinha, Domingos Duarte, Matheus ou Gauld, por ex. Enquanto não se puserem os putos a jogar 5/6 jogos seguidos e depois ver e analisar o seu rendimento, eu (e muitos outros, felizmente) vamos continuar sempre com esta ideia, porque é o correcto. Alguém sabia quem era William, antes de LJ apostar nele como deve ser ? Ou o Ru1 ? Estes exemplos são perfeitos para ilustrar o que digo. Estes miúdos, para além da muita qualidade que têm, sabem o que é o Sporting, têm cultura técnica e táctica made in Alcochete, cultura de clube, com o bónus adicional de serem muito mais baratos que jogadores contratados. Isto é algo que tem sido sistematicamente desprezado, imo, e muito mal. Mais: analisem as maiores e melhores vendas que alguma vez tivemos e olhem para os nomes. Slimani foi a excepção que confirma a regra. Sinceramente, não percebo como é que ainda podem subsistir dúvidas em relação a isto ! Sabemos que nem todos os jogadores da formação vão "dar jogador" e fazer grandes carreiras, mas porra, temos dentro de portas muita qualidade, que, imo, anda subaproveitada, desportiva e financeiramente.
Tenho consciência que, se calhar, não há coragem para avançar para uma época com este plantel (especial e principalmente com Jesus ao leme), mas acredito plenamente que o mesmo seria capaz de dar uma muito boa resposta e isto sim, seria uma aposta efectiva e não demagoga na excelente formação que somos capazes de produzir, à qual apenas seriam acrescentadas algumas aquisições de mercado, capazes de incutir maior experiência competitiva e qualidade inequívoca, mas apenas e só para as posições mais carenciadas e para as quais não existissem alternativas de real valor dentro de casa. Este ponto é muito importante, pois, como a base do plantel seria a formação, os custos com pessoal seriam bem mais reduzidos, o que permitiria canalizar os recursos financeiros disponíveis para atacar o mercado e respectivos vencimentos das novas aquisições num plano completamente diferente. Por exemplo, este ano, gastámos cerca de 30 M de € em 13 reforços. Faria muito mais sentido utilizar esse valor em apenas 3/4 jogadores, mas reais mais valias (tipo Bas Dost, por ex), internacionais com provas dadas, mas ainda relativamente novos e com ambição competitiva. No fundo, permitiria aceder a jogadores num patamar em termos de mercado a que, normalmente, não conseguimos aceder .
Posto isto, avançaria assim para 2017/2018:

GR: Rui e Beto

Emprestar, vender ou dispensar Jug - nunca vai ter qualidade para nº 1 da nossa baliza (se calhar, nem nº 2), como tal, não faz sentido ficar
Para 3º GR bastam os miúdos que vão evoluindo na B

LD: O meu eleito para titular seria MAURÍCIO ISLA. João Pereira já foi, Esgaio, imo, não tem qualidade suficiente para ser jogador da primeira equipa do SCP, como tal, se existisse uma boa oportunidade de negócio, vendia. Schelotto, ao renovar, parece que vai ser aposta, mas, imo, não deveria ser para titular. Temos Mama Baldé, que evoluiu imenso na B e é um tractor autêntico, que pode vir a revelar-se como uma boa solução.

DC: Coates, Semedo, Paulo Oliveira e Domingos Duarte

Douglas é caro demais para suplente, é extremamente lento e não é, imo, superior a Domingos Duarte, por isso, vendia. Em caso de necessidade, Kiki Kouyaté tem dado boa conta de si na B e pode ser opção de futuro.
Em caso de saída de algum dos titulares ou do Paulo Oliveira, um sonho antigo: PEPE (isto se não quiser ir já para a China encher os bolsos, claro!), para mim, está no TOP 5 dos melhores centrais do mundo.

DE:AUGUSTINSSON e Pedro Empis

Vender Jefferson, Zeegelaar e Jonathan Silva

MD: William e João Palhinha

Vender Petrovic e emprestar B. Paulista

MC: Adrien, Wallyson Mallman, Francisco Geraldes e Ryan Gauld.

Os 2 últimos podem fazer de Médio Centro, Médio Ofensivo e Ala D/E (à imagem de João Mário), consoante as necessidades da equipa / jogos. Ambos muito inteligentes tacticamente e de qualidade técnica superior.
Vender Elias e devolver Meli.

EXTREMOS D/E: Gélson, Bryan Ruiz, Matheus Pereira, Bruno César, Iuri Medeiros e Daniel Podence.

Markovic e Campbell vão embora e quanto a Bryan Ruiz, acompanharia o seu rendimento até ao final da época e aí decidiria. Se surgisse uma boa proposta, seria de considerar sériamente. Nesta posição, todos (Gélson, menos) podem e têm características que lhes permitem jogar também a 2º avançado

AV: Bas Dost, Spalvis, CONTRATAÇÃO, CONTRATAÇÃO

Spalvis, não sabemos como vai aparecer e como se vai adaptar, razão pela qual apostava em 2 contratações: 1 para back up de Dost, um PL puro, com golo e outra para 2º avançado, onde Lucas Perez seria perfeito. Será aqui, nestas posições, que devemos investir a sério e não brincar aos "deixa lá ver se pega", como Castaignos e André, que venderia, sem margem para dúvidas. Alan Ruiz... caso bicudo ! Pessoalmente, penso que nunca vai dar nada, como tal, vender ou, se não der, emprestar, mas para a Europa. Teo Gutiérrez, o mesmo, seja para onde fôr.
Portanto, teríamos então um plantel com 25/26 jogadores, mais do que suficiente para atacar todas as frentes e apenas com 4 contratações, nas quais dificilmente gastaríamos os 30 M de € gastos nesta época, mas que até poderia ser um pouco mais, com o que iríamos poupar só em ordenados.
Agora digam-me, sinceramente, e comparando com o cenário actual, não estaríamos muito melhor, com muito mais soluções e de maior qualidade em todos os sectores ?

PS: isto é apenas a minha ideia / opinião e, como tal, está sujeita a críticas, reparos, sugestões, concordâncias ou não, como é óbvio, mas era este tipo de reflexão/actuação que gostava que existisse na nossa estrutura.

PS2: Desculpem o testamento e obrigado pela paciência de lerem até ao fim  :mrgreen:


Estas são as "discussões" IMPORTANTES e Fundamentais para o nosso futuro.

Venham mais com vontade em "discutir"  , só temos a Ganhar.
Por muito que custe.... e existem tópicos suficientes para se entreterem ...

Não levem mais , este tópico,  mais uma vez para questões JJ, BdC, ... quem tem mérito da escolha.

O objectivo é VISÃO ESTRATÉGICA e SUSTENTABILIDADE da mesma , apenas independente do resto.




@SCP Fan

Talvez não seja assim tão mau mas há duas coisas inegáveis. A primeira é o peso excessivo que o treinador tem neste capítulo. A 2ª é que há sempre qualquer coisa que falha.

Para mim andar há, vai fazer, 2 anos com Schelotto, João Pereira, Esgaio, Jefferson e Bruno César a laterais é um atestado de incompetência passado ao scouting. Das duas uma, ou não há ninguém melhor identificado para a posição ou o treinador bloqueia tudo.

O Alan Ruiz é um jogador com qualidade. É pastelão, é nojento vê-lo de cap no banco enquanto a equipa leva 3 em Vila do Conde, custou mais do que aquilo que devia, mas tem qualidade. Isso parece inegável. Mas o Alan Ruiz a mim parece-me cada vez mais um 10 e o Sporting não joga com 10. Então o maior investimento de sempre (acho eu), garantidamente que o maior desta época, foi feito num jogador que não encaixa no sistema.

Independentemente daquilo que pensamos sobre os jogadores o Sporting tem Dost, Castaignos, André e Spalvis como avançados. E não é que são todos pontas-de-lança e todos eles têm imensa dificuldade em jogar uns com os outros? E para piorar a situação não é que o Sporting anda desde Agosto a tentar encontrar um 2º avançado  :wall: Isto também é mau scouting a não ser, claro, que seja alguma força maior que esse departamento que tenha escolhido os jogadores mas ai também não sabemos.

Melli, quem o sugeriu? Quem o aprovou? Porque é que nunca joga?

Indo por partes, sim o treinador tem aqui um peso excessivo, e discordo por completo que isso aconteça, ainda que tenha naturalmente de haver sintonia entre o departamento de scouting e o treinador, seja no Sporting ou em qualquer outro lado, porque caso contrário também não serve de muito. Andar a contratar jogadores com que o treinador não conta, seja lá porque motivo for, é deitar dinheiro fora, sejam bons ou não.

Andar este tempo todo com tipos como  Schelotto, João Pereira, Esgaio, Jefferson e Bruno César a laterais, sinceramente acho que não tem nada a ver com o despartamento de scouting. Acho que a não contratação de laterais foi mesmo uma opção feita para esta época, seja pela direcção, seja pelo treinador que achou que estes chegavam e que preferiu talvez desviar recursos só para o ataque. Opção essa que acho completamente errada, já que ando há dois anos a falar mal dos nossos laterais e achar que precisamos de contratações a sério para essas posições.

Quanto ao Alan Ruiz, epá o treinador meteu na cabeça que o queria como segundo avançado, e quanto a isso não há muito a fazer, certamente o scouting do Sporting não pode fazer grande coisa relativamente a isso. Há várias coisas que me agradam no Alan, outras que nem tanto, acho é que este sistema táctico, ou pelo menos a posição em que se quer que ele jogue, não o beneficiam em grande coisa. O Elias, gostando dele ou não (e sobre isso não vale a pena alongar-me muito), também acho que não faz grande sentido ir buscá-lo (fora razões extra futebol) jogando com dois médios, não dá, talvez no Brasil dê, aqui na Europa é asneira, porque o Elias sem bola não existe, vai de férias.

Também acho errado que os nossos avançados sejam praticamente todos preferencialmente pontas de lança, quando a tendência é para jogarmos só com um ponta de lança e depois uma espécie de híbrido ao lado como segundo avançado. Mostra um mau planeamento nas contratações, mais uma vez não consigo imputar responsabilidades ao departamento de scouting por termos 4/5 pontas de lança e depois jogarmos com alas/médios ofensivos como segundo avançado.

O Meli ? Eu tenho a ideia de que foi uma escolha do Jesus, se alguém tem dados que o contrariem também gostava de saber. Tal como gostava de saber como é que se contratam vários jogadores que parecem não contar para coisa nenhuma. É estranho.

E algumas destas coisas serão sempre apenas a minha opinião porque realmente não tenho dados concretos relativamente a estas minhas minhas convicções, embora tenha ouvido "por aí" que houve vários nomes que simplesmente não foram do agrado do treinador, e que talvez hoje pudessem estar no Sporting. Quem quiser confirmar isto que confirme, se achar que pode ou deve.

.Acho que devemos contratar laterais, quer porque os que temos não têm o nível desejado, quer porque a formação não oferece (no imediato pelo menos) opções de qualidade.
.Aceito que se contratem avançados, mas com um pouco mais de critério relativamente ao que se precisa para determinadas posições e tendo em conta o sistema táctico utilizado, até porque a formação também não oferece (para já) grandes alternativas para o ataque.
.Percebo que se contrate um ou outro extremo, mas não percebo que se vão buscar uma carrada de extremos encostando opções da formação que poderiam e deveriam ter algum espaço no plantel.
.O que menos percebo é que contratem carradas de médios e se ande a gastar dinheiro quando nenhum pega, ainda mais se há boas opções na formação/equipa B/emprestados, que podem fazer esse papel, certamente melhor e poupando muito dinheiro que poderia ser utilizado noutros sectores (a tal história dos laterais outra vez..).


EU VI O ÉDER DAR-NOS O EURO 2016 !!!! NÃO SONHEI !!!!
Eu que tenho sido um acérrimo crítico do Jesus (em vários planos), confesso que há um no qual tenho sido injusto e tem que ver exactamente com um dos que dá título ao tópico, sendo que o outro não tenho assim tanta certeza.

Um dos problemas que aponto ao BdC (e não o faço por contraposição aos anteriores presidentes que, nesse aspecto, eram, no mínimo, piores) é a gestão do plantel desde que entrou. O Sporting CP tem pouca inteligência na ponderação do plantel que tem.

Já há muito tempo que digo que o Sporting CP tem de parar de encarar a equipa B e a equipa principal como realidades separadas, sendo que o empréstimo de alguns jogadores é supérfluo. Se quiserem insistir nessa separação, pelo menos que exista o bom-senso de criar uma equipa B fortíssima e uma equipa principal com um reduzido número de jogadores que obrigue a um recurso constante à equipa B.

Mas regressando aos primeiros parágrafos, o principal problema prende-se com a gestão desportiva e, em específico, com a gestão do plantel e da sua análise. O Sporting CP, nesse aspecto, tem tomado algumas decisões estapafúrdias, tendo esta temporada sido o esplendor de todos esses erros de gestão do plantel.

O Sporting CP neste mercado de Verão teve duas contratações excelentes: o Bas Dost e o Beto. Foram as duas excelentes porquê? Porque foram ambas pensadas. Foi-se buscar um PL caro, mas com provas dadas, um gajo cuja probabilidade de ser extremamente útil em Portugal era elevadíssima e, como tal, não houve medo de arriscar 10M€ no jogador. Foram 10M€ extremamente bem gastos. Foi-se buscar um GR internacional português, com muita experiência, muita qualidade, para morder os calcanhares ao Rui Patrício e para o substituir quando é preciso. É um jogador da casa, é um jogador que pode fazer TODOS os jogos da casa, é um jogador que não compromete e está lá para substituir o titular sem que a equipa se ressinta. Foi uma contratação muito boa por isso mesmo. Não só teve um custo baixo, como serve exactamente o propósito que o Sporting CP necessitava.

A boa gestão do plantel começou num destes jogadores e terminou no outro, a partir daqui tudo falhou.

Falhou porque as lacunas estavam identificadas. Quando a temporada terminou o 11 tinha 2 problemas: faltavam 2 laterais, um esquerdo e um direito. Mais nada! O Sporting CP tinha acabado de fazer a sua melhor temporada de sempre em termos de pontuação. Tinha uma equipa altamente motivada. Só precisava de duas coisas: pegar em dinheiro e contratar 2 jogadores de qualidade, tal como fez quando foi buscar o Bas Dost. Estas eram as duas grandes lacunas, apontadas pela grande maioria dos adeptos, leigos que nada percebem disto. Contrataram-se paletes de jogadores, nem um lateral: temos 5 e, aparentemente, nenhum serve.

Saíram 3 jogadores do 11. Saiu o Slimani e o Sporting CP, inteligentemente, foi ao mercado substituí-lo por um jogador que, à partida, conseguia entrar de imediato na equipa sem que esta se ressentisse de sobremaneira (ressalvadas as diferenças de estilo de jogo entre ambos os atletas). Saiu o João Mário que, curiosamente, foi brilhantemente substituído por um jovem da formação que tem sido o nosso principal destaque esta temporada, ressalvando-se igualmente as diferenças de jogo. Saiu o Teo Gutierrez, saída mais que acentuada e entrou um jogador sem provas nenhumas: Alan Ruiz.

Já que se fala no Alan Ruiz podemos continuar. Já se sabia que o Teo ia sair. Assim, tal como se sabia que necessitávamos de dois laterais para entrarem a titulares, também sabíamos que precisávamos de um SA, um jogador que entrasse no imediato, que fizesse a diferença. Aposta-se no Alan Ruiz, gastando-se 8M€ no jogador. Ora, não só o Alan Ruiz não é um SA, como o Alan Ruiz não tem quaisquer provas na Europa, demonstra lacunas mentais e tácticas normais de quem nunca esteve na Europa, como tal, não é um jogador para entrar no 11. É um desperdício de dinheiro neste aspecto.

Pergunta: será um jogador útil para ter no banco? Seria se não tivéssemos por cá outros com valias semelhantes. É que para jogador que precisa de ganhar intensidade já por cá estava o Iuri Medeiros que, curiosamente, até tem capacidade para ocupar espaços semelhantes ao Alan Ruiz (até é capaz de ocupar outros). Sendo que o Iuri Medeiros não custava 8M€.

Foi uma contratação disparatada, sem qualquer sentido, sem prejuízo do jogador poder ter qualidade e ainda poder vir a ser útil para o Sporting CP. Não obstante, aqueles 8M€ deviam ter sido investidos noutro jogador. O problema não é de scouting, é de percepção das necessidades do clube.

Mas isto continuou. Continuou porque o Sporting CP vendeu (e na minha opinião até vendeu bem) o Naldo, na altura, o 4º central do plantel. O 4º central do plantel é um jogador com pouquíssimos jogos nas pernas, por isso, o Sporting CP fez bem em vender o Naldo. Não se percebe a opção pelo Douglas quando o Sporting CP tem Paulo Oliveira (3º central) que é extremamente fiável, os 3 centrais que tem são destros e o Douglas tem um ordenado principesco. Uma vez mais temos um gasto extraordinário de dinheiro quando a "posição" poderia ser assumida pelo Tobias ou pelo Domingos Duarte que estariam a fazer a ponte entre a equipa principal e a equipa B e a serem preparados pelo JJ. No limite, faria todo o sentido contratar um central cuja valia a jogar pelo lado esquerdo fosse indiscutível. Uma vez mais investiu-se num jogador sem que tivesse existido um pensamento coerente palpável.

Faltava um suplente para o Adrien. Como tal, chegou o Meli. Mas descobriu-se que o Meli não servia, então foi-se buscar o Elias. Todavia o Elias também não serve. Nos entretantos foram-se despachando jogadores formados por cá que não são de forma alguma inferiores a estes que nos custaram dinheiro e cujos salários são bem superiores.

O mesmo vale para o Petrovic e o empréstimo do Palhinha.

Mas tudo isto são os erros desta temporada. Se formos a outras temporadas continuamos a perceber estes erros de falta de planeamento. Logo na primeira temporada temos a célebre contratação do Gerson Magrão quando o João Mário até estava na B. Temos a contratação do Welder quando logo a seguir chega o Piris. Temos a contratação do Vítor que não calçou. No mercado de Inverno temos a chegada do Heldon quando na equipa B o Iuri Medeiros e o Ricardo Esgaio andavam com números absolutamente assombrosos.

Mais tarde, um jogador já falado atrás, temos o caso do Slavchev. Ninguém contesta que a contratação do Slavchev (ou a do Gauld) parecem inteligentes em termos de rentabilidade futura ou de investimento futuro. Dá-se uns milhões por uns miúdos em destaque e mais tarde eles poderão render muito mais. Sucede que quando o Slavchev chega cá nunca ninguém percebeu a gestão dele. O jogador chega e não é aposta na equipa principal. É natural, à partida não tem espaço e precisa de ganhar ritmo. Vai para a equipa B e ganha ritmo e adaptação por lá. Mas a verdade é que não vai. Não vai porquê? Porque não tem espaço. Nesse mesmo momento já existia por cá outro jogador (o Wallyson) que tinha capacidade para ocupar as duas posições do Slavchev (a de 8 e a de 6). Ou seja, o Slavchev quando é contratado já estava a ser tapado. É mais uma contratação supérflua. Sendo que neste caso o erro nunca é corrigido, uma vez que os empréstimos foram cada um piores que os outros.

O Sporting CP antes de contratar tem de responder a algumas questões?
1. O que tenho no plantel?
2. O que preciso de momento?
3. Tenho cá semelhante ou melhor?

São pequenas coisas que têm falhado.

Num último ponto que tem sido abordado nos últimos dias: os empréstimos do Campbell e do Markovic. No geral sou contra empréstimos sem opção de compra. Por muito alta que seja o Sporting CP deve sempre salvaguardar a possibilidade de contratar o jogador. Não obstante, a chegada do Campbell ou do Markovic são boas opções, não criticáveis e que em teoria até poderão resultar bem. Mas é a chegada do Campbell ou do Markovic: não é de ambos em simultâneo.
@CaptainCharisma concordo com várias coisas que escreveste, mas destaco isto:

O Sporting CP antes de contratar tem de responder a algumas questões?
1. O que tenho no plantel?
2. O que preciso de momento?
3. Tenho cá semelhante ou melhor?

Vejo isto exactamente assim, e é precisamente onde acho que temos falhado mais. Várias vezes temos passado por cima do que realmente precisamos, contratando o que não faz assim tanta falta. E definitavamente temos preferido ir buscar alguns jogadores quando para os mesmos lugares temos semelhante ou melhor (mesmo que isso seja algo subjectivo)... e mais barato. Isto mais até do que nos teoricamente "titulares" nota-se bem é no resto do plantel, que poderia ser construído com custos bem inferiores, libertando verbas para as necessidades maiores.

Para mim a base do plantel principal do Sporting deveria ser sempre a formação, não necessariamente a base do onze, porque isso nem sempre é possível (e a maioria das vezes não será possível, até porque todos os anos o mercado mexe), depende dos momentos e da qualidade das gerações que produzimos. Depois a essa base acrescentavam-se as tais contratações cirurgicas que elevassem a qualidade do onze para outro patamar, e que podiam em alguns casos implicar maiores investimentos, ou simplesmente contratações de oportunidade para suprir o que a formação não fosse capaz de produzir com a qualidade mínima exigida.

Era aqui que entrava o trabalho do departamento de scouting, numa máquina bem oleada entre quem tem a pasta das contratações e o treinador, sempre em sintonia com um determinado modelo de jogo. Com todas as partes a respeitar o trabalho e as funções de cada um dos sectores, e sem atropelos (ou egos...)


EU VI O ÉDER DAR-NOS O EURO 2016 !!!! NÃO SONHEI !!!!
Agradeço ao  @tarantula por me chamar a atenção para este tópico, o qual ainda não tinha visto. Quanto ao @Strikerr, nada de novo: mais um excelente tópico/post para a coleção, na linha do que nos vem habituando. De resto, concordo que isto é que é verdadeiramente importante de discutir/debater. Costumo chamar a isto o "ver a floresta toda e não olhar só para a árvore", algo que, infelizmente, tem acontecido com pouca frequência no nosso clube.
0 Ídolos ! O nome na frente da camisola é infinitamente mais importante que o detrás ! Um verdadeiro leão só baixa a cabeça para beijar o símbolo que traz ao peito !
@Izmailov#7 então mas onde é que está escrito que este departamento de scouting foi formado por ou que tem mérito do BdC, principalmente logo no ano em que cá chegou ? Estou a analisar o período desde que esta direcção entrou em funções, porque é o que interessa analisar neste momento, não é por nenhuma razão em especial. O Sporting já tinha um departamento de scouting, já havia trabalho feito certamente, conhecimentos, bases de dados, etc. Até pode ter havido mudanças, mas não foi chegar um novo presidente, acabar com tudo o que cá estava e começar tudo de novo.

Seja como for, um departamento de scouting, ou a forma como funciona, não é só com uns tipos com contrato com o Sporting que vão ver uns jogos da equipa A ou B, ou que estão fechados numa sala a ver vídeos, é acima de tudo uma rede contactos. Portanto o Slimani como outros podem perfeitamente ter sido sugeridos por alguém, directamente ligado ao Sporting, ou não, e depois analisados pelo scouting do Sporting.

De resto o que dizes vai ao encontro da divisão que eu fiz dos jogadores, nem incluí os tipos que já cá jogavam em Portugal, no grupo dos que eu achava que tinham sido fruto exclusivo de trabalho de scouting do Sporting. Tal como a crítica ao péssimo trabalho da 2ª época, em que não se aproveitou nenhum até agora, nem há grandes perspectivas disso.

E também há os tipos como o Ruiz ou o Coates, ou mais ainda um Aquilani, que já "toda" a gente conhece.

A partir do momento em que metes o Slimani no "saco" do scouting estás a querer dizer que é mérito desse mesmo departamento. Eu, pessoalmente, não acredito. Nem no Brasil se safam quanto mais na Argélia.

Toda a gente sabe que em Portugal não se joga com as mesmas regras que noutros países. Se vieres meter fundos nas tais redes de contactos então o fosso do Sporting é ainda maior em relação a Porto e Benfica. Nos últimos tempos até identificamos bem o Cervi, não conseguimos foi ter uma rede de contactos tão forte como o Benfica. De quem é a culpa neste caso? Também é do scouting?

A mim faz-me confusão como é que num país tão grande como o Brasil, com tanto craque, o Sporting gasta quase 4 milhões num miúdo da 2ª divisão, por exemplo. É preciso é estar atentos a países como a Polónia que cada vez mais manda grandes avançados para o resto da Europa. Quando custou o Lewandowski ao Dortmund? Quanto custou o Milik ao Leverkusen e ao Ajax? Quanto custou o Stepinski ao Nantes? República Checa, Croácia, Sérvia, Suécia, Dinamarca e por ai fora. Eu não vejo/oiço nada disso. Infelizmente andam ai a renovar com Schelottos, à espera que um tipo qualquer que quase não jogou este ano acabe contrato com o Cruzeiro... Isso garantidamente que não é scouting

Esse miudo era internacional sub23 pelo Brasil, com 19 anos.

Eu não sei quem é que teve mérito ou deixou de ter em Slimani, se foi oferecido ou não como certamente dezenas ou até mesmo centenas são, durante uma época, sei é que o Sporting o contratou, quando tinha apenas Montero  vindo da MLS e um Cissé contratado à Académica, 1 ou 2 anos depois de ter se ter profissionalizado.

Portanto alguém deu o ok,  a esse tiro no escuro.

A contratação de jovens vindos de campeonatos periféricos, têm imensas condicionantes e algumas logo após os negócios terem sido fechados. Gauld e Slavchev e mesmo Jonathan era bons prospectos de futuro e se calhar não foram bem geridos. A contratação de Spalvis ( o Vedrix certamente que não obrigou ninguém a contratá-lo ) é outra contratação com sentido e num mercado a explorar.

E o Celsinho também o foi, creio eu.

Verdade. Penso que foi o Inácio que na altura até o foi ver jogar ao vivo. Acredito que grande parte da contratação tenha passado por ai.

Como já disseram é possível contratar grandes craques do futuro com 1 milhão, é é mais difícil. O Slavchev, Gauld, Jonathan ou mesmo o Sarr são contratações que ao contrário de Douglas, Elias ou Balada se entendem. Assim de forma muito simples são contratações de jovens, de campeonato periféricos em quem se acreditou. É assim que um clube como o Sporting tem de sobreviver, com a formação, encontrando jovens talentos lá fora e com jogadores como o Dost ou Coates que entrem na equipa para render no imediato e com estaleca (apesar de não ser particular apreciador das características do Dost).

O problema desses caso é muito simples. O 1º é que foram mal avaliados, ou seja, quem os identificou fez um mau trabalho se bem que agora é fácil falar e se bem que é possível afirmar que o Gauld, Jonathan e Slavchev (este menos útil, parece-me) não tiveram oportunidades no Sporting e muito menos com JJ. O 2º é que eles foram todos contratados na 2ª época do Bdc, após um 1º ano de sacrifício e contenção de custos. Não era a altura para "experiências" era altura para aumentar, no imediato, o nível qualitativo da equipa. A juntar a isto um rookie a treinador e estava dado o mote. Essa época do Sporting foi pior porque a equipa era basicamente a mesma do ano anterior, especialmente no início do ano.


Paulista, ao contrário de Celsinho, estava em plena fase de afirmação.

Como tem sido dito, é um caso estranho e já nem vou pelos moldes da contratação. Em ano e meio, passou 80%  do seu tempo na enfermaria, quando o clube tem um departamento médico muito rígido na avaliação clínica dos jogadores.

Vamos lá a ver.

Eu acho que este tópico faz todo o sentido.

Seja bom, mediano ou mau, o objectivo no que ao scouting diz respeito, tem que ser alcançar a excelência.

Depois, é preciso que o treinador olhe para esse trabalho e seja esse trabalho bom ou mau, parece-me evidente que neste momento o actual treinador dá prioridade às suas próprias convicções, muitas vezes assentes no que viu nos jogadores há 1 par de anos e/ou em determinados contextos, convencendo-se que pode potenciar determinadas valências dentro do seu modelo de jogo.

Parece-me nesse sentido que JJ tem uma visão hermética e pouco dada a mudanças, quando estas acontecem muitas vezes de forma vertiginosa.

Tenho falado nestes anos de insuficiências na rentabilização dos nossos recursos. E isto principalmente porque temos um conjunto de jogadores das gerações de 93/94, com muita qualidade cujo aproveitamento deixa a desejar. Nesse sentido, concordo com o post do @CaptainCharisma .

O que digo e sublinho, num contexto de maus resultados e uma má época e em que a política de contratações desta direcção está sob a linha de fogo interna e externa, é que a evolução competitiva do futebol do Sporting nos 3 anos anteriores é indesmentível e injusto desvalorizá-la, que no primeiro ano deste mandato trouxeram-se por meia dúzia de tostões jogadores que tiveram impacto desportivo e financeiro de relevância, que no terceiro ano e com um investimento 2 e 3 vezes inferiores aos rivais, se construiu a melhor equipa de Portugal ou no mínimo, tão forte como o campeão dessa época e que no segundo ano, apesar dos jovens prospectos falhados em campeonatos periféricos, a resistência em manter a base da equipa que permitiu o regresso à Champions que só Rojo saiu e saiu nas condições que se sabe, permitiu também consolidar a identidade da equipa.

Curiosamente, o ano em que a tal política de contratações reuniu mais consenso por parte dos adeptos e analistas, é o ano em que essa política fez regredir a competitividade do futebol do Sporting.
Eu que tenho sido um acérrimo crítico do Jesus (em vários planos), confesso que há um no qual tenho sido injusto e tem que ver exactamente com um dos que dá título ao tópico, sendo que o outro não tenho assim tanta certeza.

Um dos problemas que aponto ao BdC (e não o faço por contraposição aos anteriores presidentes que, nesse aspecto, eram, no mínimo, piores) é a gestão do plantel desde que entrou. O Sporting CP tem pouca inteligência na ponderação do plantel que tem.

Já há muito tempo que digo que o Sporting CP tem de parar de encarar a equipa B e a equipa principal como realidades separadas, sendo que o empréstimo de alguns jogadores é supérfluo. Se quiserem insistir nessa separação, pelo menos que exista o bom-senso de criar uma equipa B fortíssima e uma equipa principal com um reduzido número de jogadores que obrigue a um recurso constante à equipa B.

Mas regressando aos primeiros parágrafos, o principal problema prende-se com a gestão desportiva e, em específico, com a gestão do plantel e da sua análise. O Sporting CP, nesse aspecto, tem tomado algumas decisões estapafúrdias, tendo esta temporada sido o esplendor de todos esses erros de gestão do plantel.

O Sporting CP neste mercado de Verão teve duas contratações excelentes: o Bas Dost e o Beto. Foram as duas excelentes porquê? Porque foram ambas pensadas. Foi-se buscar um PL caro, mas com provas dadas, um gajo cuja probabilidade de ser extremamente útil em Portugal era elevadíssima e, como tal, não houve medo de arriscar 10M€ no jogador. Foram 10M€ extremamente bem gastos. Foi-se buscar um GR internacional português, com muita experiência, muita qualidade, para morder os calcanhares ao Rui Patrício e para o substituir quando é preciso. É um jogador da casa, é um jogador que pode fazer TODOS os jogos da casa, é um jogador que não compromete e está lá para substituir o titular sem que a equipa se ressinta. Foi uma contratação muito boa por isso mesmo. Não só teve um custo baixo, como serve exactamente o propósito que o Sporting CP necessitava.

A boa gestão do plantel começou num destes jogadores e terminou no outro, a partir daqui tudo falhou.

Falhou porque as lacunas estavam identificadas. Quando a temporada terminou o 11 tinha 2 problemas: faltavam 2 laterais, um esquerdo e um direito. Mais nada! O Sporting CP tinha acabado de fazer a sua melhor temporada de sempre em termos de pontuação. Tinha uma equipa altamente motivada. Só precisava de duas coisas: pegar em dinheiro e contratar 2 jogadores de qualidade, tal como fez quando foi buscar o Bas Dost. Estas eram as duas grandes lacunas, apontadas pela grande maioria dos adeptos, leigos que nada percebem disto. Contrataram-se paletes de jogadores, nem um lateral: temos 5 e, aparentemente, nenhum serve.

Saíram 3 jogadores do 11. Saiu o Slimani e o Sporting CP, inteligentemente, foi ao mercado substituí-lo por um jogador que, à partida, conseguia entrar de imediato na equipa sem que esta se ressentisse de sobremaneira (ressalvadas as diferenças de estilo de jogo entre ambos os atletas). Saiu o João Mário que, curiosamente, foi brilhantemente substituído por um jovem da formação que tem sido o nosso principal destaque esta temporada, ressalvando-se igualmente as diferenças de jogo. Saiu o Teo Gutierrez, saída mais que acentuada e entrou um jogador sem provas nenhumas: Alan Ruiz.

Já que se fala no Alan Ruiz podemos continuar. Já se sabia que o Teo ia sair. Assim, tal como se sabia que necessitávamos de dois laterais para entrarem a titulares, também sabíamos que precisávamos de um SA, um jogador que entrasse no imediato, que fizesse a diferença. Aposta-se no Alan Ruiz, gastando-se 8M€ no jogador. Ora, não só o Alan Ruiz não é um SA, como o Alan Ruiz não tem quaisquer provas na Europa, demonstra lacunas mentais e tácticas normais de quem nunca esteve na Europa, como tal, não é um jogador para entrar no 11. É um desperdício de dinheiro neste aspecto.

Pergunta: será um jogador útil para ter no banco? Seria se não tivéssemos por cá outros com valias semelhantes. É que para jogador que precisa de ganhar intensidade já por cá estava o Iuri Medeiros que, curiosamente, até tem capacidade para ocupar espaços semelhantes ao Alan Ruiz (até é capaz de ocupar outros). Sendo que o Iuri Medeiros não custava 8M€.

Foi uma contratação disparatada, sem qualquer sentido, sem prejuízo do jogador poder ter qualidade e ainda poder vir a ser útil para o Sporting CP. Não obstante, aqueles 8M€ deviam ter sido investidos noutro jogador. O problema não é de scouting, é de percepção das necessidades do clube.

Mas isto continuou. Continuou porque o Sporting CP vendeu (e na minha opinião até vendeu bem) o Naldo, na altura, o 4º central do plantel. O 4º central do plantel é um jogador com pouquíssimos jogos nas pernas, por isso, o Sporting CP fez bem em vender o Naldo. Não se percebe a opção pelo Douglas quando o Sporting CP tem Paulo Oliveira (3º central) que é extremamente fiável, os 3 centrais que tem são destros e o Douglas tem um ordenado principesco. Uma vez mais temos um gasto extraordinário de dinheiro quando a "posição" poderia ser assumida pelo Tobias ou pelo Domingos Duarte que estariam a fazer a ponte entre a equipa principal e a equipa B e a serem preparados pelo JJ. No limite, faria todo o sentido contratar um central cuja valia a jogar pelo lado esquerdo fosse indiscutível. Uma vez mais investiu-se num jogador sem que tivesse existido um pensamento coerente palpável.

Faltava um suplente para o Adrien. Como tal, chegou o Meli. Mas descobriu-se que o Meli não servia, então foi-se buscar o Elias. Todavia o Elias também não serve. Nos entretantos foram-se despachando jogadores formados por cá que não são de forma alguma inferiores a estes que nos custaram dinheiro e cujos salários são bem superiores.

O mesmo vale para o Petrovic e o empréstimo do Palhinha.

Mas tudo isto são os erros desta temporada. Se formos a outras temporadas continuamos a perceber estes erros de falta de planeamento. Logo na primeira temporada temos a célebre contratação do Gerson Magrão quando o João Mário até estava na B. Temos a contratação do Welder quando logo a seguir chega o Piris. Temos a contratação do Vítor que não calçou. No mercado de Inverno temos a chegada do Heldon quando na equipa B o Iuri Medeiros e o Ricardo Esgaio andavam com números absolutamente assombrosos.

Mais tarde, um jogador já falado atrás, temos o caso do Slavchev. Ninguém contesta que a contratação do Slavchev (ou a do Gauld) parecem inteligentes em termos de rentabilidade futura ou de investimento futuro. Dá-se uns milhões por uns miúdos em destaque e mais tarde eles poderão render muito mais. Sucede que quando o Slavchev chega cá nunca ninguém percebeu a gestão dele. O jogador chega e não é aposta na equipa principal. É natural, à partida não tem espaço e precisa de ganhar ritmo. Vai para a equipa B e ganha ritmo e adaptação por lá. Mas a verdade é que não vai. Não vai porquê? Porque não tem espaço. Nesse mesmo momento já existia por cá outro jogador (o Wallyson) que tinha capacidade para ocupar as duas posições do Slavchev (a de 8 e a de 6). Ou seja, o Slavchev quando é contratado já estava a ser tapado. É mais uma contratação supérflua. Sendo que neste caso o erro nunca é corrigido, uma vez que os empréstimos foram cada um piores que os outros.

O Sporting CP antes de contratar tem de responder a algumas questões?
1. O que tenho no plantel?
2. O que preciso de momento?
3. Tenho cá semelhante ou melhor?

São pequenas coisas que têm falhado.

Num último ponto que tem sido abordado nos últimos dias: os empréstimos do Campbell e do Markovic. No geral sou contra empréstimos sem opção de compra. Por muito alta que seja o Sporting CP deve sempre salvaguardar a possibilidade de contratar o jogador. Não obstante, a chegada do Campbell ou do Markovic são boas opções, não criticáveis e que em teoria até poderão resultar bem. Mas é a chegada do Campbell ou do Markovic: não é de ambos em simultâneo.

@CaptainCharisma, disseste tudo ! É que é exatamente isto que eu defendo !  :arrow: :arrow: :arrow:  :clap:
0 Ídolos ! O nome na frente da camisola é infinitamente mais importante que o detrás ! Um verdadeiro leão só baixa a cabeça para beijar o símbolo que traz ao peito !
@Izmailov#7 então mas onde é que está escrito que este departamento de scouting foi formado por ou que tem mérito do BdC, principalmente logo no ano em que cá chegou ? Estou a analisar o período desde que esta direcção entrou em funções, porque é o que interessa analisar neste momento, não é por nenhuma razão em especial. O Sporting já tinha um departamento de scouting, já havia trabalho feito certamente, conhecimentos, bases de dados, etc. Até pode ter havido mudanças, mas não foi chegar um novo presidente, acabar com tudo o que cá estava e começar tudo de novo.

Seja como for, um departamento de scouting, ou a forma como funciona, não é só com uns tipos com contrato com o Sporting que vão ver uns jogos da equipa A ou B, ou que estão fechados numa sala a ver vídeos, é acima de tudo uma rede contactos. Portanto o Slimani como outros podem perfeitamente ter sido sugeridos por alguém, directamente ligado ao Sporting, ou não, e depois analisados pelo scouting do Sporting.

De resto o que dizes vai ao encontro da divisão que eu fiz dos jogadores, nem incluí os tipos que já cá jogavam em Portugal, no grupo dos que eu achava que tinham sido fruto exclusivo de trabalho de scouting do Sporting. Tal como a crítica ao péssimo trabalho da 2ª época, em que não se aproveitou nenhum até agora, nem há grandes perspectivas disso.

E também há os tipos como o Ruiz ou o Coates, ou mais ainda um Aquilani, que já "toda" a gente conhece.

A partir do momento em que metes o Slimani no "saco" do scouting estás a querer dizer que é mérito desse mesmo departamento. Eu, pessoalmente, não acredito. Nem no Brasil se safam quanto mais na Argélia.

Toda a gente sabe que em Portugal não se joga com as mesmas regras que noutros países. Se vieres meter fundos nas tais redes de contactos então o fosso do Sporting é ainda maior em relação a Porto e Benfica. Nos últimos tempos até identificamos bem o Cervi, não conseguimos foi ter uma rede de contactos tão forte como o Benfica. De quem é a culpa neste caso? Também é do scouting?

A mim faz-me confusão como é que num país tão grande como o Brasil, com tanto craque, o Sporting gasta quase 4 milhões num miúdo da 2ª divisão, por exemplo. É preciso é estar atentos a países como a Polónia que cada vez mais manda grandes avançados para o resto da Europa. Quando custou o Lewandowski ao Dortmund? Quanto custou o Milik ao Leverkusen e ao Ajax? Quanto custou o Stepinski ao Nantes? República Checa, Croácia, Sérvia, Suécia, Dinamarca e por ai fora. Eu não vejo/oiço nada disso. Infelizmente andam ai a renovar com Schelottos, à espera que um tipo qualquer que quase não jogou este ano acabe contrato com o Cruzeiro... Isso garantidamente que não é scouting

Esse miudo era internacional sub23 pelo Brasil, com 19 anos.

Eu não sei quem é que teve mérito ou deixou de ter em Slimani, se foi oferecido ou não como certamente dezenas ou até mesmo centenas são, durante uma época, sei é que o Sporting o contratou, quando tinha apenas Montero  vindo da MLS e um Cissé contratado à Académica, 1 ou 2 anos depois de ter se ter profissionalizado.

Portanto alguém deu o ok,  a esse tiro no escuro.

A contratação de jovens vindos de campeonatos periféricos, têm imensas condicionantes e algumas logo após os negócios terem sido fechados. Gauld e Slavchev e mesmo Jonathan era bons prospectos de futuro e se calhar não foram bem geridos. A contratação de Spalvis ( o Vedrix certamente que não obrigou ninguém a contratá-lo ) é outra contratação com sentido e num mercado a explorar.

E o Celsinho também o foi, creio eu.

Verdade. Penso que foi o Inácio que na altura até o foi ver jogar ao vivo. Acredito que grande parte da contratação tenha passado por ai.

Como já disseram é possível contratar grandes craques do futuro com 1 milhão, é é mais difícil. O Slavchev, Gauld, Jonathan ou mesmo o Sarr são contratações que ao contrário de Douglas, Elias ou Balada se entendem. Assim de forma muito simples são contratações de jovens, de campeonato periféricos em quem se acreditou. É assim que um clube como o Sporting tem de sobreviver, com a formação, encontrando jovens talentos lá fora e com jogadores como o Dost ou Coates que entrem na equipa para render no imediato e com estaleca (apesar de não ser particular apreciador das características do Dost).

O problema desses caso é muito simples. O 1º é que foram mal avaliados, ou seja, quem os identificou fez um mau trabalho se bem que agora é fácil falar e se bem que é possível afirmar que o Gauld, Jonathan e Slavchev (este menos útil, parece-me) não tiveram oportunidades no Sporting e muito menos com JJ. O 2º é que eles foram todos contratados na 2ª época do Bdc, após um 1º ano de sacrifício e contenção de custos. Não era a altura para "experiências" era altura para aumentar, no imediato, o nível qualitativo da equipa. A juntar a isto um rookie a treinador e estava dado o mote. Essa época do Sporting foi pior porque a equipa era basicamente a mesma do ano anterior, especialmente no início do ano.


Paulista, ao contrário de Celsinho, estava em plena fase de afirmação.

Como tem sido dito, é um caso estranho e já nem vou pelos moldes da contratação. Em ano e meio, passou 80%  do seu tempo na enfermaria, quando o clube tem um departamento médico muito rígido na avaliação clínica dos jogadores.

Vamos lá a ver.

Eu acho que este tópico faz todo o sentido.

Seja bom, mediano ou mau, o objectivo no que ao scouting diz respeito, tem que ser alcançar a excelência.

Depois, é preciso que o treinador olhe para esse trabalho e seja esse trabalho bom ou mau, parece-me evidente que neste momento o actual treinador dá prioridade às suas próprias convicções, muitas vezes assentes no que viu nos jogadores há 1 par de anos e/ou em determinados contextos, convencendo-se que pode potenciar determinadas valências dentro do seu modelo de jogo.

Parece-me nesse sentido que JJ tem uma visão hermética e pouco dada a mudanças, quando estas acontecem muitas vezes de forma vertiginosa.

Tenho falado nestes anos de insuficiências na rentabilização dos nossos recursos. E isto principalmente porque temos um conjunto de jogadores das gerações de 93/94, com muita qualidade cujo aproveitamento deixa a desejar. Nesse sentido, concordo com o post do @CaptainCharisma .

O que digo e sublinho, num contexto de maus resultados e uma má época e em que a política de contratações desta direcção está sob a linha de fogo interna e externa, é que a evolução competitiva do futebol do Sporting nos 3 anos anteriores é indesmentível e injusto desvalorizá-la, que no primeiro ano deste mandato trouxeram-se por meia dúzia de tostões jogadores que tiveram impacto desportivo e financeiro de relevância, que no terceiro ano e com um investimento 2 e 3 vezes inferiores aos rivais, se construiu a melhor equipa de Portugal ou no mínimo, tão forte como o campeão dessa época e que no segundo ano, apesar dos jovens prospectos falhados em campeonatos periféricos, a resistência em manter a base da equipa que permitiu o regresso à Champions que só Rojo saiu e saiu nas condições que se sabe, permitiu também consolidar a identidade da equipa.

Curiosamente, o ano em que a tal política de contratações reuniu mais consenso por parte dos adeptos e analistas, é o ano em que essa política fez regredir a competitividade do futebol do Sporting.

Estava em plena fase de afirmação... na 2ª divisão brasileira. Ainda tinha que se afirmar totalmente ai, depois afirmar-se na série A do Brasil e depois, quem sabe, não estaria ai um Ramires em potência, um jogador que foi fundamental no benfica de JJ. Após o maior investimento de sempre na contratação de um treinador percebo que o Sporting não tenha ficado com grandes recursos financeiros. Afinal de contas o grande reforço dessa época foi o JJ. Agora o que nunca vou perceber, e percebo ainda menos após o percurso do jogador no Sporting que é das coisas mais estranhas a que já assisti, é como é possível gastar quase 4 milhões num miúdo do Bahia para uma equipa que queria ser campeã no imediato e numa posição onde ele muito dificilmente teria grande impacto no seu 1º ano. O Paulista até me parece ter qualidade. Sublinho o parece porque o vimos muito pouco em ano e meio.

Eu também concordo com o CaptainCharisma. Aliás, quem vai em 1º e quem vai passeando em Portugal é justamente a equipa que neste momento gere melhor a equipa B e tem melhor scouting (com ou sem fundos). Por algum motivo isso acontecerá.
@Izmailov#7 então mas onde é que está escrito que este departamento de scouting foi formado por ou que tem mérito do BdC, principalmente logo no ano em que cá chegou ? Estou a analisar o período desde que esta direcção entrou em funções, porque é o que interessa analisar neste momento, não é por nenhuma razão em especial. O Sporting já tinha um departamento de scouting, já havia trabalho feito certamente, conhecimentos, bases de dados, etc. Até pode ter havido mudanças, mas não foi chegar um novo presidente, acabar com tudo o que cá estava e começar tudo de novo.

Seja como for, um departamento de scouting, ou a forma como funciona, não é só com uns tipos com contrato com o Sporting que vão ver uns jogos da equipa A ou B, ou que estão fechados numa sala a ver vídeos, é acima de tudo uma rede contactos. Portanto o Slimani como outros podem perfeitamente ter sido sugeridos por alguém, directamente ligado ao Sporting, ou não, e depois analisados pelo scouting do Sporting.

De resto o que dizes vai ao encontro da divisão que eu fiz dos jogadores, nem incluí os tipos que já cá jogavam em Portugal, no grupo dos que eu achava que tinham sido fruto exclusivo de trabalho de scouting do Sporting. Tal como a crítica ao péssimo trabalho da 2ª época, em que não se aproveitou nenhum até agora, nem há grandes perspectivas disso.

E também há os tipos como o Ruiz ou o Coates, ou mais ainda um Aquilani, que já "toda" a gente conhece.

A partir do momento em que metes o Slimani no "saco" do scouting estás a querer dizer que é mérito desse mesmo departamento. Eu, pessoalmente, não acredito. Nem no Brasil se safam quanto mais na Argélia.

Toda a gente sabe que em Portugal não se joga com as mesmas regras que noutros países. Se vieres meter fundos nas tais redes de contactos então o fosso do Sporting é ainda maior em relação a Porto e Benfica. Nos últimos tempos até identificamos bem o Cervi, não conseguimos foi ter uma rede de contactos tão forte como o Benfica. De quem é a culpa neste caso? Também é do scouting?

A mim faz-me confusão como é que num país tão grande como o Brasil, com tanto craque, o Sporting gasta quase 4 milhões num miúdo da 2ª divisão, por exemplo. É preciso é estar atentos a países como a Polónia que cada vez mais manda grandes avançados para o resto da Europa. Quando custou o Lewandowski ao Dortmund? Quanto custou o Milik ao Leverkusen e ao Ajax? Quanto custou o Stepinski ao Nantes? República Checa, Croácia, Sérvia, Suécia, Dinamarca e por ai fora. Eu não vejo/oiço nada disso. Infelizmente andam ai a renovar com Schelottos, à espera que um tipo qualquer que quase não jogou este ano acabe contrato com o Cruzeiro... Isso garantidamente que não é scouting

Esse miudo era internacional sub23 pelo Brasil, com 19 anos.

Eu não sei quem é que teve mérito ou deixou de ter em Slimani, se foi oferecido ou não como certamente dezenas ou até mesmo centenas são, durante uma época, sei é que o Sporting o contratou, quando tinha apenas Montero  vindo da MLS e um Cissé contratado à Académica, 1 ou 2 anos depois de ter se ter profissionalizado.

Portanto alguém deu o ok,  a esse tiro no escuro.

A contratação de jovens vindos de campeonatos periféricos, têm imensas condicionantes e algumas logo após os negócios terem sido fechados. Gauld e Slavchev e mesmo Jonathan era bons prospectos de futuro e se calhar não foram bem geridos. A contratação de Spalvis ( o Vedrix certamente que não obrigou ninguém a contratá-lo ) é outra contratação com sentido e num mercado a explorar.

E o Celsinho também o foi, creio eu.

Verdade. Penso que foi o Inácio que na altura até o foi ver jogar ao vivo. Acredito que grande parte da contratação tenha passado por ai.

Como já disseram é possível contratar grandes craques do futuro com 1 milhão, é é mais difícil. O Slavchev, Gauld, Jonathan ou mesmo o Sarr são contratações que ao contrário de Douglas, Elias ou Balada se entendem. Assim de forma muito simples são contratações de jovens, de campeonato periféricos em quem se acreditou. É assim que um clube como o Sporting tem de sobreviver, com a formação, encontrando jovens talentos lá fora e com jogadores como o Dost ou Coates que entrem na equipa para render no imediato e com estaleca (apesar de não ser particular apreciador das características do Dost).

O problema desses caso é muito simples. O 1º é que foram mal avaliados, ou seja, quem os identificou fez um mau trabalho se bem que agora é fácil falar e se bem que é possível afirmar que o Gauld, Jonathan e Slavchev (este menos útil, parece-me) não tiveram oportunidades no Sporting e muito menos com JJ. O 2º é que eles foram todos contratados na 2ª época do Bdc, após um 1º ano de sacrifício e contenção de custos. Não era a altura para "experiências" era altura para aumentar, no imediato, o nível qualitativo da equipa. A juntar a isto um rookie a treinador e estava dado o mote. Essa época do Sporting foi pior porque a equipa era basicamente a mesma do ano anterior, especialmente no início do ano.


Paulista, ao contrário de Celsinho, estava em plena fase de afirmação.

Como tem sido dito, é um caso estranho e já nem vou pelos moldes da contratação. Em ano e meio, passou 80%  do seu tempo na enfermaria, quando o clube tem um departamento médico muito rígido na avaliação clínica dos jogadores.

Vamos lá a ver.

Eu acho que este tópico faz todo o sentido.

Seja bom, mediano ou mau, o objectivo no que ao scouting diz respeito, tem que ser alcançar a excelência.

Depois, é preciso que o treinador olhe para esse trabalho e seja esse trabalho bom ou mau, parece-me evidente que neste momento o actual treinador dá prioridade às suas próprias convicções, muitas vezes assentes no que viu nos jogadores há 1 par de anos e/ou em determinados contextos, convencendo-se que pode potenciar determinadas valências dentro do seu modelo de jogo.

Parece-me nesse sentido que JJ tem uma visão hermética e pouco dada a mudanças, quando estas acontecem muitas vezes de forma vertiginosa.

Tenho falado nestes anos de insuficiências na rentabilização dos nossos recursos. E isto principalmente porque temos um conjunto de jogadores das gerações de 93/94, com muita qualidade cujo aproveitamento deixa a desejar. Nesse sentido, concordo com o post do @CaptainCharisma .

O que digo e sublinho, num contexto de maus resultados e uma má época e em que a política de contratações desta direcção está sob a linha de fogo interna e externa, é que a evolução competitiva do futebol do Sporting nos 3 anos anteriores é indesmentível e injusto desvalorizá-la, que no primeiro ano deste mandato trouxeram-se por meia dúzia de tostões jogadores que tiveram impacto desportivo e financeiro de relevância, que no terceiro ano e com um investimento 2 e 3 vezes inferiores aos rivais, se construiu a melhor equipa de Portugal ou no mínimo, tão forte como o campeão dessa época e que no segundo ano, apesar dos jovens prospectos falhados em campeonatos periféricos, a resistência em manter a base da equipa que permitiu o regresso à Champions que só Rojo saiu e saiu nas condições que se sabe, permitiu também consolidar a identidade da equipa.

Curiosamente, o ano em que a tal política de contratações reuniu mais consenso por parte dos adeptos e analistas, é o ano em que essa política fez regredir a competitividade do futebol do Sporting.

Estava em plena fase de afirmação... na 2ª divisão brasileira. Ainda tinha que se afirmar totalmente ai, depois afirmar-se na série A do Brasil e depois, quem sabe, não estaria ai um Ramires em potência, um jogador que foi fundamental no benfica de JJ. Após o maior investimento de sempre na contratação de um treinador percebo que o Sporting não tenha ficado com grandes recursos financeiros. Afinal de contas o grande reforço dessa época foi o JJ. Agora o que nunca vou perceber, e percebo ainda menos após o percurso do jogador no Sporting que é das coisas mais estranhas a que já assisti, é como é possível gastar quase 4 milhões num miúdo do Bahia para uma equipa que queria ser campeã no imediato e numa posição onde ele muito dificilmente teria grande impacto no seu 1º ano. O Paulista até me parece ter qualidade. Sublinho o parece porque o vimos muito pouco em ano e meio.

Eu também concordo com o CaptainCharisma. Aliás, quem vai em 1º e quem vai passeando em Portugal é justamente a equipa que neste momento gere melhor a equipa B e tem melhor scouting (com ou sem fundos). Por algum motivo isso acontecerá.

Nos estaduais Paulista jogou contra equipas da primeira divisão brasileira. Era visto como um valor emergente e por isso é que integrou a selecção sub23 quando tinha 19 anos. Se calhar, mais uns meses depois e num contexto de afirmação plena, já seria incomportável para o Sporting, ou pelos valores em causa ou pela concorrência.

Scouting não é chegar onde há qualidade primeiro que os outros? Neste caso do Paulista, em teoria, foi. Na prática, contratou-se um jogador que só esteve disponível fisicamente uns quantos meses. Na prática, há muita teoria que cai por terra nesta matéria.

Quem vai em primeiro tem uma estrutura montada há anos, que durante anos andou à deriva, que compete com um Porto em implosão e um Sporting em redefinição.

E que está à vontade para gastar muitos milhões na equipa B, em jogadores que mal pisam ou pisaram a A.
@Izmailov#7 então mas onde é que está escrito que este departamento de scouting foi formado por ou que tem mérito do BdC, principalmente logo no ano em que cá chegou ? Estou a analisar o período desde que esta direcção entrou em funções, porque é o que interessa analisar neste momento, não é por nenhuma razão em especial. O Sporting já tinha um departamento de scouting, já havia trabalho feito certamente, conhecimentos, bases de dados, etc. Até pode ter havido mudanças, mas não foi chegar um novo presidente, acabar com tudo o que cá estava e começar tudo de novo.

Seja como for, um departamento de scouting, ou a forma como funciona, não é só com uns tipos com contrato com o Sporting que vão ver uns jogos da equipa A ou B, ou que estão fechados numa sala a ver vídeos, é acima de tudo uma rede contactos. Portanto o Slimani como outros podem perfeitamente ter sido sugeridos por alguém, directamente ligado ao Sporting, ou não, e depois analisados pelo scouting do Sporting.

De resto o que dizes vai ao encontro da divisão que eu fiz dos jogadores, nem incluí os tipos que já cá jogavam em Portugal, no grupo dos que eu achava que tinham sido fruto exclusivo de trabalho de scouting do Sporting. Tal como a crítica ao péssimo trabalho da 2ª época, em que não se aproveitou nenhum até agora, nem há grandes perspectivas disso.

E também há os tipos como o Ruiz ou o Coates, ou mais ainda um Aquilani, que já "toda" a gente conhece.

A partir do momento em que metes o Slimani no "saco" do scouting estás a querer dizer que é mérito desse mesmo departamento. Eu, pessoalmente, não acredito. Nem no Brasil se safam quanto mais na Argélia.

Toda a gente sabe que em Portugal não se joga com as mesmas regras que noutros países. Se vieres meter fundos nas tais redes de contactos então o fosso do Sporting é ainda maior em relação a Porto e Benfica. Nos últimos tempos até identificamos bem o Cervi, não conseguimos foi ter uma rede de contactos tão forte como o Benfica. De quem é a culpa neste caso? Também é do scouting?

A mim faz-me confusão como é que num país tão grande como o Brasil, com tanto craque, o Sporting gasta quase 4 milhões num miúdo da 2ª divisão, por exemplo. É preciso é estar atentos a países como a Polónia que cada vez mais manda grandes avançados para o resto da Europa. Quando custou o Lewandowski ao Dortmund? Quanto custou o Milik ao Leverkusen e ao Ajax? Quanto custou o Stepinski ao Nantes? República Checa, Croácia, Sérvia, Suécia, Dinamarca e por ai fora. Eu não vejo/oiço nada disso. Infelizmente andam ai a renovar com Schelottos, à espera que um tipo qualquer que quase não jogou este ano acabe contrato com o Cruzeiro... Isso garantidamente que não é scouting

Esse miudo era internacional sub23 pelo Brasil, com 19 anos.

Eu não sei quem é que teve mérito ou deixou de ter em Slimani, se foi oferecido ou não como certamente dezenas ou até mesmo centenas são, durante uma época, sei é que o Sporting o contratou, quando tinha apenas Montero  vindo da MLS e um Cissé contratado à Académica, 1 ou 2 anos depois de ter se ter profissionalizado.

Portanto alguém deu o ok,  a esse tiro no escuro.

A contratação de jovens vindos de campeonatos periféricos, têm imensas condicionantes e algumas logo após os negócios terem sido fechados. Gauld e Slavchev e mesmo Jonathan era bons prospectos de futuro e se calhar não foram bem geridos. A contratação de Spalvis ( o Vedrix certamente que não obrigou ninguém a contratá-lo ) é outra contratação com sentido e num mercado a explorar.

E o Celsinho também o foi, creio eu.

Verdade. Penso que foi o Inácio que na altura até o foi ver jogar ao vivo. Acredito que grande parte da contratação tenha passado por ai.

Como já disseram é possível contratar grandes craques do futuro com 1 milhão, é é mais difícil. O Slavchev, Gauld, Jonathan ou mesmo o Sarr são contratações que ao contrário de Douglas, Elias ou Balada se entendem. Assim de forma muito simples são contratações de jovens, de campeonato periféricos em quem se acreditou. É assim que um clube como o Sporting tem de sobreviver, com a formação, encontrando jovens talentos lá fora e com jogadores como o Dost ou Coates que entrem na equipa para render no imediato e com estaleca (apesar de não ser particular apreciador das características do Dost).

O problema desses caso é muito simples. O 1º é que foram mal avaliados, ou seja, quem os identificou fez um mau trabalho se bem que agora é fácil falar e se bem que é possível afirmar que o Gauld, Jonathan e Slavchev (este menos útil, parece-me) não tiveram oportunidades no Sporting e muito menos com JJ. O 2º é que eles foram todos contratados na 2ª época do Bdc, após um 1º ano de sacrifício e contenção de custos. Não era a altura para "experiências" era altura para aumentar, no imediato, o nível qualitativo da equipa. A juntar a isto um rookie a treinador e estava dado o mote. Essa época do Sporting foi pior porque a equipa era basicamente a mesma do ano anterior, especialmente no início do ano.


Paulista, ao contrário de Celsinho, estava em plena fase de afirmação.

Como tem sido dito, é um caso estranho e já nem vou pelos moldes da contratação. Em ano e meio, passou 80%  do seu tempo na enfermaria, quando o clube tem um departamento médico muito rígido na avaliação clínica dos jogadores.

Vamos lá a ver.

Eu acho que este tópico faz todo o sentido.

Seja bom, mediano ou mau, o objectivo no que ao scouting diz respeito, tem que ser alcançar a excelência.

Depois, é preciso que o treinador olhe para esse trabalho e seja esse trabalho bom ou mau, parece-me evidente que neste momento o actual treinador dá prioridade às suas próprias convicções, muitas vezes assentes no que viu nos jogadores há 1 par de anos e/ou em determinados contextos, convencendo-se que pode potenciar determinadas valências dentro do seu modelo de jogo.

Parece-me nesse sentido que JJ tem uma visão hermética e pouco dada a mudanças, quando estas acontecem muitas vezes de forma vertiginosa.

Tenho falado nestes anos de insuficiências na rentabilização dos nossos recursos. E isto principalmente porque temos um conjunto de jogadores das gerações de 93/94, com muita qualidade cujo aproveitamento deixa a desejar. Nesse sentido, concordo com o post do @CaptainCharisma .

O que digo e sublinho, num contexto de maus resultados e uma má época e em que a política de contratações desta direcção está sob a linha de fogo interna e externa, é que a evolução competitiva do futebol do Sporting nos 3 anos anteriores é indesmentível e injusto desvalorizá-la, que no primeiro ano deste mandato trouxeram-se por meia dúzia de tostões jogadores que tiveram impacto desportivo e financeiro de relevância, que no terceiro ano e com um investimento 2 e 3 vezes inferiores aos rivais, se construiu a melhor equipa de Portugal ou no mínimo, tão forte como o campeão dessa época e que no segundo ano, apesar dos jovens prospectos falhados em campeonatos periféricos, a resistência em manter a base da equipa que permitiu o regresso à Champions que só Rojo saiu e saiu nas condições que se sabe, permitiu também consolidar a identidade da equipa.

Curiosamente, o ano em que a tal política de contratações reuniu mais consenso por parte dos adeptos e analistas, é o ano em que essa política fez regredir a competitividade do futebol do Sporting.

Estava em plena fase de afirmação... na 2ª divisão brasileira. Ainda tinha que se afirmar totalmente ai, depois afirmar-se na série A do Brasil e depois, quem sabe, não estaria ai um Ramires em potência, um jogador que foi fundamental no benfica de JJ. Após o maior investimento de sempre na contratação de um treinador percebo que o Sporting não tenha ficado com grandes recursos financeiros. Afinal de contas o grande reforço dessa época foi o JJ. Agora o que nunca vou perceber, e percebo ainda menos após o percurso do jogador no Sporting que é das coisas mais estranhas a que já assisti, é como é possível gastar quase 4 milhões num miúdo do Bahia para uma equipa que queria ser campeã no imediato e numa posição onde ele muito dificilmente teria grande impacto no seu 1º ano. O Paulista até me parece ter qualidade. Sublinho o parece porque o vimos muito pouco em ano e meio.

Eu também concordo com o CaptainCharisma. Aliás, quem vai em 1º e quem vai passeando em Portugal é justamente a equipa que neste momento gere melhor a equipa B e tem melhor scouting (com ou sem fundos). Por algum motivo isso acontecerá.

Nos estaduais Paulista jogou contra equipas da primeira divisão brasileira. Era visto como um valor emergente e por isso é que integrou a selecção sub23 quando tinha 19 anos. Se calhar, mais uns meses depois e num contexto de afirmação plena, já seria incomportável para o Sporting, ou pelos valores em causa ou pela concorrência.

Scouting não é chegar onde há qualidade primeiro que os outros? Neste caso do Paulista, em teoria, foi. Na prática, contratou-se um jogador que só esteve disponível fisicamente uns quantos meses. Na prática, há muita teoria que cai por terra nesta matéria.

Quem vai em primeiro tem uma estrutura montada há anos, que durante anos andou à deriva, que compete com um Porto em implosão e um Sporting em redefinição.

E que está à vontade para gastar muitos milhões na equipa B, em jogadores que mal pisam ou pisaram a A.

Também é verdade, têm um poderia financeiro de que nós não dispomos. Mas isso dos muito milhões já se sabe como funciona, quando não se ganha é um drama, quando se ganha ninguém se lembra.

Se falares com eles aposto em como ninguém quer saber disso.

E o Paulista jogava contra equipa da 1º divisão nos estaduais porque esse é o formato da competição, uma competição bem estranha diga-se de passagem onde equipas que nem sequer estão nas 3 primeiras divisões andam ai a ganhar aos grandes do Brasil. Muitos clubes portugueses até se reforçam assim, é só pesquisar, vêem jogadores com muitos golos nos estaduais como é um torneio diferente muitos deles são amadores no Brasil e depois vêm para o Marítimo, Nacional etc etc porque também fica barato aos clubes portugueses.

Scouting é isso mas tudo tem um timing, tal como disse no caso do Slavchev ou do Sarr. Eu se vou buscar um dos treinadores mais caros do Mundo, se já tenho um esteio da equipa bem definido (Patrício, William, Adrien, João Mário, Carrillo e Slimani) é para ser campeão já, no imediato, e então devo fazer tudo por tudo para tornar a equipa mais forte no imediato. Cédric saiu e falta um defesa direito? Porque não pegar em parte dos 3.5 milhões dados pelo Paulista /num negócio manhoso btw) e ir buscar um lateral? Porque não fazer o mesmo na esquerda? O Paulista até podia ser bom mas não era fora-de-serie garantidamente. Não era um James, não era um Di Maria (até a esse lhe custou ao início). A probabilidade de ele ser útil nesse ano era muito poucas o que faz da contratação um desperdício de recursos.

Scouting também é gerir recursos. Neste momento acho natural que o Sporting perca mais tempo a olhar para laterais ou 2ºs avançados que para guarda-redes ou pontas-de-lança
@Izmailov#7 então mas onde é que está escrito que este departamento de scouting foi formado por ou que tem mérito do BdC, principalmente logo no ano em que cá chegou ? Estou a analisar o período desde que esta direcção entrou em funções, porque é o que interessa analisar neste momento, não é por nenhuma razão em especial. O Sporting já tinha um departamento de scouting, já havia trabalho feito certamente, conhecimentos, bases de dados, etc. Até pode ter havido mudanças, mas não foi chegar um novo presidente, acabar com tudo o que cá estava e começar tudo de novo.

Seja como for, um departamento de scouting, ou a forma como funciona, não é só com uns tipos com contrato com o Sporting que vão ver uns jogos da equipa A ou B, ou que estão fechados numa sala a ver vídeos, é acima de tudo uma rede contactos. Portanto o Slimani como outros podem perfeitamente ter sido sugeridos por alguém, directamente ligado ao Sporting, ou não, e depois analisados pelo scouting do Sporting.

De resto o que dizes vai ao encontro da divisão que eu fiz dos jogadores, nem incluí os tipos que já cá jogavam em Portugal, no grupo dos que eu achava que tinham sido fruto exclusivo de trabalho de scouting do Sporting. Tal como a crítica ao péssimo trabalho da 2ª época, em que não se aproveitou nenhum até agora, nem há grandes perspectivas disso.

E também há os tipos como o Ruiz ou o Coates, ou mais ainda um Aquilani, que já "toda" a gente conhece.

A partir do momento em que metes o Slimani no "saco" do scouting estás a querer dizer que é mérito desse mesmo departamento. Eu, pessoalmente, não acredito. Nem no Brasil se safam quanto mais na Argélia.

Toda a gente sabe que em Portugal não se joga com as mesmas regras que noutros países. Se vieres meter fundos nas tais redes de contactos então o fosso do Sporting é ainda maior em relação a Porto e Benfica. Nos últimos tempos até identificamos bem o Cervi, não conseguimos foi ter uma rede de contactos tão forte como o Benfica. De quem é a culpa neste caso? Também é do scouting?

A mim faz-me confusão como é que num país tão grande como o Brasil, com tanto craque, o Sporting gasta quase 4 milhões num miúdo da 2ª divisão, por exemplo. É preciso é estar atentos a países como a Polónia que cada vez mais manda grandes avançados para o resto da Europa. Quando custou o Lewandowski ao Dortmund? Quanto custou o Milik ao Leverkusen e ao Ajax? Quanto custou o Stepinski ao Nantes? República Checa, Croácia, Sérvia, Suécia, Dinamarca e por ai fora. Eu não vejo/oiço nada disso. Infelizmente andam ai a renovar com Schelottos, à espera que um tipo qualquer que quase não jogou este ano acabe contrato com o Cruzeiro... Isso garantidamente que não é scouting

Esse miudo era internacional sub23 pelo Brasil, com 19 anos.

Eu não sei quem é que teve mérito ou deixou de ter em Slimani, se foi oferecido ou não como certamente dezenas ou até mesmo centenas são, durante uma época, sei é que o Sporting o contratou, quando tinha apenas Montero  vindo da MLS e um Cissé contratado à Académica, 1 ou 2 anos depois de ter se ter profissionalizado.

Portanto alguém deu o ok,  a esse tiro no escuro.

A contratação de jovens vindos de campeonatos periféricos, têm imensas condicionantes e algumas logo após os negócios terem sido fechados. Gauld e Slavchev e mesmo Jonathan era bons prospectos de futuro e se calhar não foram bem geridos. A contratação de Spalvis ( o Vedrix certamente que não obrigou ninguém a contratá-lo ) é outra contratação com sentido e num mercado a explorar.

E o Celsinho também o foi, creio eu.

Verdade. Penso que foi o Inácio que na altura até o foi ver jogar ao vivo. Acredito que grande parte da contratação tenha passado por ai.

Como já disseram é possível contratar grandes craques do futuro com 1 milhão, é é mais difícil. O Slavchev, Gauld, Jonathan ou mesmo o Sarr são contratações que ao contrário de Douglas, Elias ou Balada se entendem. Assim de forma muito simples são contratações de jovens, de campeonato periféricos em quem se acreditou. É assim que um clube como o Sporting tem de sobreviver, com a formação, encontrando jovens talentos lá fora e com jogadores como o Dost ou Coates que entrem na equipa para render no imediato e com estaleca (apesar de não ser particular apreciador das características do Dost).

O problema desses caso é muito simples. O 1º é que foram mal avaliados, ou seja, quem os identificou fez um mau trabalho se bem que agora é fácil falar e se bem que é possível afirmar que o Gauld, Jonathan e Slavchev (este menos útil, parece-me) não tiveram oportunidades no Sporting e muito menos com JJ. O 2º é que eles foram todos contratados na 2ª época do Bdc, após um 1º ano de sacrifício e contenção de custos. Não era a altura para "experiências" era altura para aumentar, no imediato, o nível qualitativo da equipa. A juntar a isto um rookie a treinador e estava dado o mote. Essa época do Sporting foi pior porque a equipa era basicamente a mesma do ano anterior, especialmente no início do ano.


Paulista, ao contrário de Celsinho, estava em plena fase de afirmação.

Como tem sido dito, é um caso estranho e já nem vou pelos moldes da contratação. Em ano e meio, passou 80%  do seu tempo na enfermaria, quando o clube tem um departamento médico muito rígido na avaliação clínica dos jogadores.

Vamos lá a ver.

Eu acho que este tópico faz todo o sentido.

Seja bom, mediano ou mau, o objectivo no que ao scouting diz respeito, tem que ser alcançar a excelência.

Depois, é preciso que o treinador olhe para esse trabalho e seja esse trabalho bom ou mau, parece-me evidente que neste momento o actual treinador dá prioridade às suas próprias convicções, muitas vezes assentes no que viu nos jogadores há 1 par de anos e/ou em determinados contextos, convencendo-se que pode potenciar determinadas valências dentro do seu modelo de jogo.

Parece-me nesse sentido que JJ tem uma visão hermética e pouco dada a mudanças, quando estas acontecem muitas vezes de forma vertiginosa.

Tenho falado nestes anos de insuficiências na rentabilização dos nossos recursos. E isto principalmente porque temos um conjunto de jogadores das gerações de 93/94, com muita qualidade cujo aproveitamento deixa a desejar. Nesse sentido, concordo com o post do @CaptainCharisma .

O que digo e sublinho, num contexto de maus resultados e uma má época e em que a política de contratações desta direcção está sob a linha de fogo interna e externa, é que a evolução competitiva do futebol do Sporting nos 3 anos anteriores é indesmentível e injusto desvalorizá-la, que no primeiro ano deste mandato trouxeram-se por meia dúzia de tostões jogadores que tiveram impacto desportivo e financeiro de relevância, que no terceiro ano e com um investimento 2 e 3 vezes inferiores aos rivais, se construiu a melhor equipa de Portugal ou no mínimo, tão forte como o campeão dessa época e que no segundo ano, apesar dos jovens prospectos falhados em campeonatos periféricos, a resistência em manter a base da equipa que permitiu o regresso à Champions que só Rojo saiu e saiu nas condições que se sabe, permitiu também consolidar a identidade da equipa.

Curiosamente, o ano em que a tal política de contratações reuniu mais consenso por parte dos adeptos e analistas, é o ano em que essa política fez regredir a competitividade do futebol do Sporting.

Estava em plena fase de afirmação... na 2ª divisão brasileira. Ainda tinha que se afirmar totalmente ai, depois afirmar-se na série A do Brasil e depois, quem sabe, não estaria ai um Ramires em potência, um jogador que foi fundamental no benfica de JJ. Após o maior investimento de sempre na contratação de um treinador percebo que o Sporting não tenha ficado com grandes recursos financeiros. Afinal de contas o grande reforço dessa época foi o JJ. Agora o que nunca vou perceber, e percebo ainda menos após o percurso do jogador no Sporting que é das coisas mais estranhas a que já assisti, é como é possível gastar quase 4 milhões num miúdo do Bahia para uma equipa que queria ser campeã no imediato e numa posição onde ele muito dificilmente teria grande impacto no seu 1º ano. O Paulista até me parece ter qualidade. Sublinho o parece porque o vimos muito pouco em ano e meio.

Eu também concordo com o CaptainCharisma. Aliás, quem vai em 1º e quem vai passeando em Portugal é justamente a equipa que neste momento gere melhor a equipa B e tem melhor scouting (com ou sem fundos). Por algum motivo isso acontecerá.

Nos estaduais Paulista jogou contra equipas da primeira divisão brasileira. Era visto como um valor emergente e por isso é que integrou a selecção sub23 quando tinha 19 anos. Se calhar, mais uns meses depois e num contexto de afirmação plena, já seria incomportável para o Sporting, ou pelos valores em causa ou pela concorrência.

Scouting não é chegar onde há qualidade primeiro que os outros? Neste caso do Paulista, em teoria, foi. Na prática, contratou-se um jogador que só esteve disponível fisicamente uns quantos meses. Na prática, há muita teoria que cai por terra nesta matéria.

Quem vai em primeiro tem uma estrutura montada há anos, que durante anos andou à deriva, que compete com um Porto em implosão e um Sporting em redefinição.

E que está à vontade para gastar muitos milhões na equipa B, em jogadores que mal pisam ou pisaram a A.

Também é verdade, têm um poderia financeiro de que nós não dispomos. Mas isso dos muito milhões já se sabe como funciona, quando não se ganha é um drama, quando se ganha ninguém se lembra.

Se falares com eles aposto em como ninguém quer saber disso.

E o Paulista jogava contra equipa da 1º divisão nos estaduais porque esse é o formato da competição, uma competição bem estranha diga-se de passagem onde equipas que nem sequer estão nas 3 primeiras divisões andam ai a ganhar aos grandes do Brasil. Muitos clubes portugueses até se reforçam assim, é só pesquisar, vêem jogadores com muitos golos nos estaduais como é um torneio diferente muitos deles são amadores no Brasil e depois vêm para o Marítimo, Nacional etc etc porque também fica barato aos clubes portugueses.

Scouting é isso mas tudo tem um timing, tal como disse no caso do Slavchev ou do Sarr. Eu se vou buscar um dos treinadores mais caros do Mundo, se já tenho um esteio da equipa bem definido (Patrício, William, Adrien, João Mário, Carrillo e Slimani) é para ser campeão já, no imediato, e então devo fazer tudo por tudo para tornar a equipa mais forte no imediato. Cédric saiu e falta um defesa direito? Porque não pegar em parte dos 3.5 milhões dados pelo Paulista /num negócio manhoso btw) e ir buscar um lateral? Porque não fazer o mesmo na esquerda? O Paulista até podia ser bom mas não era fora-de-serie garantidamente. Não era um James, não era um Di Maria (até a esse lhe custou ao início). A probabilidade de ele ser útil nesse ano era muito poucas o que faz da contratação um desperdício de recursos.

Scouting também é gerir recursos. Neste momento acho natural que o Sporting perca mais tempo a olhar para laterais ou 2ºs avançados que para guarda-redes ou pontas-de-lança

O que quero dizer é que o Paulista não era um jovem desconhecido desterrado na 2ª divisão. Estava, quando o Sporting o contratou, muito bem referenciado até precisamente por jogos que fez contra equipas de primeiro plano no seu país.

Depois, lá está. É mais provavel acertares em 2 ou 3 jovens prospectos em 20, vários a custarem 4, 5, 7M que 2 ou 3 em 10, a custarem umas centenas de milhar, 1M, 3M.

É evidente que o Sporting tem um caminho a percorrer aqui, como noutras áreas, para diminuir o fosso para os rivais. Já o diminuiu, mas há muito a fazer ainda.
A gestão desportiva desta época está a ser um descalabro. O último episódio deste triste capítulo é a transferência de Matheus para a Grécia e ficarmos com o Balada. Isto ninguém explica, porque não tem explicação. Fomos buscar um camião de jogadores em que tirando um ou outro (com muito boa vontade) não acrescentaram qualquer qualidade!! Agora, numa fase decisiva da época, temos um Presidente em que aparentemente só está preocupado com as eleições.


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I did, what I had to do. If there was a reason, it was you...
A gestão desportiva desta época está a ser um descalabro. O último episódio deste triste capítulo é a transferência de Matheus para a Grécia e ficarmos com o Balada. Isto ninguém explica, porque não tem explicação. Fomos buscar um camião de jogadores em que tirando um ou outro (com muito boa vontade) não acrescentaram qualquer qualidade!! Agora, numa fase decisiva da época, temos um Presidente em que aparentemente só está preocupado com as eleições.


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Matheus...Grécia....oi?
Eu que tenho sido um acérrimo crítico do Jesus (em vários planos), confesso que há um no qual tenho sido injusto e tem que ver exactamente com um dos que dá título ao tópico, sendo que o outro não tenho assim tanta certeza.

Um dos problemas que aponto ao BdC (e não o faço por contraposição aos anteriores presidentes que, nesse aspecto, eram, no mínimo, piores) é a gestão do plantel desde que entrou. O Sporting CP tem pouca inteligência na ponderação do plantel que tem.

Já há muito tempo que digo que o Sporting CP tem de parar de encarar a equipa B e a equipa principal como realidades separadas, sendo que o empréstimo de alguns jogadores é supérfluo. Se quiserem insistir nessa separação, pelo menos que exista o bom-senso de criar uma equipa B fortíssima e uma equipa principal com um reduzido número de jogadores que obrigue a um recurso constante à equipa B.

Mas regressando aos primeiros parágrafos, o principal problema prende-se com a gestão desportiva e, em específico, com a gestão do plantel e da sua análise. O Sporting CP, nesse aspecto, tem tomado algumas decisões estapafúrdias, tendo esta temporada sido o esplendor de todos esses erros de gestão do plantel.

O Sporting CP neste mercado de Verão teve duas contratações excelentes: o Bas Dost e o Beto. Foram as duas excelentes porquê? Porque foram ambas pensadas. Foi-se buscar um PL caro, mas com provas dadas, um gajo cuja probabilidade de ser extremamente útil em Portugal era elevadíssima e, como tal, não houve medo de arriscar 10M€ no jogador. Foram 10M€ extremamente bem gastos. Foi-se buscar um GR internacional português, com muita experiência, muita qualidade, para morder os calcanhares ao Rui Patrício e para o substituir quando é preciso. É um jogador da casa, é um jogador que pode fazer TODOS os jogos da casa, é um jogador que não compromete e está lá para substituir o titular sem que a equipa se ressinta. Foi uma contratação muito boa por isso mesmo. Não só teve um custo baixo, como serve exactamente o propósito que o Sporting CP necessitava.

A boa gestão do plantel começou num destes jogadores e terminou no outro, a partir daqui tudo falhou.

Falhou porque as lacunas estavam identificadas. Quando a temporada terminou o 11 tinha 2 problemas: faltavam 2 laterais, um esquerdo e um direito. Mais nada! O Sporting CP tinha acabado de fazer a sua melhor temporada de sempre em termos de pontuação. Tinha uma equipa altamente motivada. Só precisava de duas coisas: pegar em dinheiro e contratar 2 jogadores de qualidade, tal como fez quando foi buscar o Bas Dost. Estas eram as duas grandes lacunas, apontadas pela grande maioria dos adeptos, leigos que nada percebem disto. Contrataram-se paletes de jogadores, nem um lateral: temos 5 e, aparentemente, nenhum serve.

Saíram 3 jogadores do 11. Saiu o Slimani e o Sporting CP, inteligentemente, foi ao mercado substituí-lo por um jogador que, à partida, conseguia entrar de imediato na equipa sem que esta se ressentisse de sobremaneira (ressalvadas as diferenças de estilo de jogo entre ambos os atletas). Saiu o João Mário que, curiosamente, foi brilhantemente substituído por um jovem da formação que tem sido o nosso principal destaque esta temporada, ressalvando-se igualmente as diferenças de jogo. Saiu o Teo Gutierrez, saída mais que acentuada e entrou um jogador sem provas nenhumas: Alan Ruiz.

Já que se fala no Alan Ruiz podemos continuar. Já se sabia que o Teo ia sair. Assim, tal como se sabia que necessitávamos de dois laterais para entrarem a titulares, também sabíamos que precisávamos de um SA, um jogador que entrasse no imediato, que fizesse a diferença. Aposta-se no Alan Ruiz, gastando-se 8M€ no jogador. Ora, não só o Alan Ruiz não é um SA, como o Alan Ruiz não tem quaisquer provas na Europa, demonstra lacunas mentais e tácticas normais de quem nunca esteve na Europa, como tal, não é um jogador para entrar no 11. É um desperdício de dinheiro neste aspecto.

Pergunta: será um jogador útil para ter no banco? Seria se não tivéssemos por cá outros com valias semelhantes. É que para jogador que precisa de ganhar intensidade já por cá estava o Iuri Medeiros que, curiosamente, até tem capacidade para ocupar espaços semelhantes ao Alan Ruiz (até é capaz de ocupar outros). Sendo que o Iuri Medeiros não custava 8M€.

Foi uma contratação disparatada, sem qualquer sentido, sem prejuízo do jogador poder ter qualidade e ainda poder vir a ser útil para o Sporting CP. Não obstante, aqueles 8M€ deviam ter sido investidos noutro jogador. O problema não é de scouting, é de percepção das necessidades do clube.

Mas isto continuou. Continuou porque o Sporting CP vendeu (e na minha opinião até vendeu bem) o Naldo, na altura, o 4º central do plantel. O 4º central do plantel é um jogador com pouquíssimos jogos nas pernas, por isso, o Sporting CP fez bem em vender o Naldo. Não se percebe a opção pelo Douglas quando o Sporting CP tem Paulo Oliveira (3º central) que é extremamente fiável, os 3 centrais que tem são destros e o Douglas tem um ordenado principesco. Uma vez mais temos um gasto extraordinário de dinheiro quando a "posição" poderia ser assumida pelo Tobias ou pelo Domingos Duarte que estariam a fazer a ponte entre a equipa principal e a equipa B e a serem preparados pelo JJ. No limite, faria todo o sentido contratar um central cuja valia a jogar pelo lado esquerdo fosse indiscutível. Uma vez mais investiu-se num jogador sem que tivesse existido um pensamento coerente palpável.

Faltava um suplente para o Adrien. Como tal, chegou o Meli. Mas descobriu-se que o Meli não servia, então foi-se buscar o Elias. Todavia o Elias também não serve. Nos entretantos foram-se despachando jogadores formados por cá que não são de forma alguma inferiores a estes que nos custaram dinheiro e cujos salários são bem superiores.

O mesmo vale para o Petrovic e o empréstimo do Palhinha.

Mas tudo isto são os erros desta temporada. Se formos a outras temporadas continuamos a perceber estes erros de falta de planeamento. Logo na primeira temporada temos a célebre contratação do Gerson Magrão quando o João Mário até estava na B. Temos a contratação do Welder quando logo a seguir chega o Piris. Temos a contratação do Vítor que não calçou. No mercado de Inverno temos a chegada do Heldon quando na equipa B o Iuri Medeiros e o Ricardo Esgaio andavam com números absolutamente assombrosos.

Mais tarde, um jogador já falado atrás, temos o caso do Slavchev. Ninguém contesta que a contratação do Slavchev (ou a do Gauld) parecem inteligentes em termos de rentabilidade futura ou de investimento futuro. Dá-se uns milhões por uns miúdos em destaque e mais tarde eles poderão render muito mais. Sucede que quando o Slavchev chega cá nunca ninguém percebeu a gestão dele. O jogador chega e não é aposta na equipa principal. É natural, à partida não tem espaço e precisa de ganhar ritmo. Vai para a equipa B e ganha ritmo e adaptação por lá. Mas a verdade é que não vai. Não vai porquê? Porque não tem espaço. Nesse mesmo momento já existia por cá outro jogador (o Wallyson) que tinha capacidade para ocupar as duas posições do Slavchev (a de 8 e a de 6). Ou seja, o Slavchev quando é contratado já estava a ser tapado. É mais uma contratação supérflua. Sendo que neste caso o erro nunca é corrigido, uma vez que os empréstimos foram cada um piores que os outros.

O Sporting CP antes de contratar tem de responder a algumas questões?
1. O que tenho no plantel?
2. O que preciso de momento?
3. Tenho cá semelhante ou melhor?

São pequenas coisas que têm falhado.

Num último ponto que tem sido abordado nos últimos dias: os empréstimos do Campbell e do Markovic. No geral sou contra empréstimos sem opção de compra. Por muito alta que seja o Sporting CP deve sempre salvaguardar a possibilidade de contratar o jogador. Não obstante, a chegada do Campbell ou do Markovic são boas opções, não criticáveis e que em teoria até poderão resultar bem. Mas é a chegada do Campbell ou do Markovic: não é de ambos em simultâneo.

 :clap: :clap: :clap:

A nossa política de formação dos planteis (incluindo equipa B) não tem sido boa. E é algo que me continua a surpreender desde de inicio, tendo em conta as ideias que o BdC tinha.

Claro que isto depois tem haver também com os treinadores escolhidos e as suas escolhas, mas o projecto futebol do Sporting não começou bem quando vemos as contratações de Magrão, Vitor, Heldon, Mauricio, entre outros, e vemos João Mário, Iuri, Wallyson, Dier (este estava na equipa principal mas não era titular) sem serem apostas. Com estes exemplos quero dizer o seguinte , um jogador devia ser contratado no momento em que o treinador e responsáveis do futebol (diretor de futebol, scouting, presidente) chegavam a um consenso sobre o jogador, que este realmente daria algo à equipa que não existe dentro do clube, se só o treinador achar que o jogador pode ser mais-valia então não se contrata, se os responsáveis do futebol acharem que pode ser mais-valia e o treinador não, não se contrata, se ambos concordarem, contrata-se. Sinceramente não me parece que as coisas tenham funcionado assim desde de ínicio, porque não acredito que o Inácio (por exemplo) tenho concordado que o Magrão trazia mais valias que o João Mário, por exemplo.

Na 2ª época ir buscar Gauld e Jonathan fez todo o sentido por exemplo, mas a forma como têm sido tratadas as carreiras destes jogadores têm sido de uma grande incompetência (também por grande culpa dos treinadores, como referi anteriormente). Slavchev também podia fazer sentido dependendo do que se queria fazer com o Wally (apostar a 6 ou 8), mas nunca se soube o que fazer com o jogador. Sarr e Sacko não se percebe. No entanto nesta 2ª época continua-se a não ver Wally ou Iuri na equipa principal.

Na 3ª época veio JJ e aí a política já não era boa, fica pior claro, sabendo como é JJ. Sendo que a partir daqui, é praticamente JJ com o controlo todo. Na 4ª continua.

Estamos na 4ª época desde que o Bruno assumiu a presidência e ainda por exemplo o Wally e Iuri não foram apostas, quando deviam ter sido na 1ª época, desde de lá contratámos vários jogadores para as posições, sem grande sucesso como sabemos...  :inde:

A única maneira do Sporting resistir a esta política sendo o clube que é, é sendo campeão, não sendo, cria e vai criar muitos problemas.

E com isto temos de falar na forma como gastamos o dinheiro, indo buscar vários jogadores que não precisamos para lugares que podem perfeitamente preenchidos por jogadores vindos da formação e não fazemos as contratações cirúrgicas necessárias para ter uma equipa titular forte em todas as posições do campo, temos o exemplo da nossa dupla de laterais, da posição de SA...

Ou seja, no futebol, estamos só perder com este tipo de gestão.
Desportivamente, a época está completamente perdida.
No máximo, vejo uma remota chance de conseguirmos um 2ºlugar no campeonato por nabice do FCP.
Já só lutamos por isso...
... E por preparar uma equipa para a próxima época.

Se, mesmo assim, continuarmos a não apostar na rodagem e na valorização dos nossos activos (como Matheus e Iuri) para, em vez disso, fazermos favores ao Arsenal e ao Liverpool, estaremos perante um crime grave (ainda que inconsciente) contra o SCP!

A única coisa verdadeiramente útil e que apenas depende de nós que podemos fazer até ao final da época, é experimentar jogadores e dar experiência a quem merecer a aposta para que, na próxima época, já estejam rodados e experimentados a sentir o peso desta camisola.

Façam ao menos isto...
Nada é bom demais para o SCP!
Concordo que não se deve descurar a aposta na formação. No entanto, de todos os jogadores que se encontram emprestados, o único que faria sentido ter sido integrado no início da época seria o Iuri pelo rendimento que teve na temporada transacta quando representava um clube da 1ª liga. Os demais precisavam urgentemente de jogar para consolidar o seu crescimento e demonstrar provas num patamar competitivo superior. Têm estado bem e isso deve ser tomado em conta para a próxima temporada ou o que falta desta. A principal decisão que vai contra a minha política de gestão são os empréstimos sem opção de compra. Não faz sentido absolutamente nenhum caso hajam encargos financeiros para nós. De que nos serve valorizar/recuperar jogadores de outros clubes quando estamos a tapar os nossos próprios talentos?! Foi assumido o fracasso nas contratações, Markovic é um extremamente fustigado mentalmente e Campbell não parece em condições de vir a apresentar um rendimento condigno de um jogador que vá valer os 10M da clásula de compra: Matheus Pereira já! Por favor.
« Última modificação: Janeiro 20, 2017, 01:02 am por LionSoul17 »
Pergunta: Cor?
Joaquim Agostinho: Verde. Porque representa a natureza e eu sou um homem da terra. E branco. Porque é a cor da pureza, da simplicidade. E também porque são as cores do Sporting.
Pergunta: Uma conclusão para a vida...
Joaquim Agostinho: Que a vida é curta, que se nasce, que se vive e que se morre depressa e por isso é aproveitar todos os minutos para amar o nosso semelhante como a nós mesmos e partir tranquilamente, sem queixas, orgulhoso de ter amado e de ter sido amado.