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Fórum SCP - A Comunidade do Sporting Clube de Portugal Universo Sporting Clube de Portugal Redacção Porta 10-A Tópico:

Será possível?

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Autor Tópico: Será possível? (Lida 3610 vezes)

Será possível? , « em: Abril 15, 2012, 01:06 »



*
Júnior

Mensagens: 2209
Idade: 22
Localidade: Zug, Suiça
Masculino


Por incrível que pareça volto a redigir uma crónica no forum scp...
Antes de mais peço desculpa pela minha ausência, mas a vida como cozinheiro rouba-me de facto o tempo para o Sporting. Já mal os jogos consigo ver muito sinceramente.

Mas esta temática à volta do nosso (auto-suspenso) vice-presidente, Paulo Pereira Cristovão, assusta-me bastante porque ele é um ex-inspector da conceituada Policia Judiciária e todos sabem que Godinho Lopes é tudo menos anjinho...

De facto, nunca fez para mim, muito sentido que Cristovão, fizesse parte da lista de Godinho Lopes, porque a meu ver é completamente perceptível que não se enquadra no perfil do restante quadro directivo... Podem-me dizer que ele significa a ruptura com a continuidade, mas por favor, Duque e Freitas são o rosto do nosso passado recente.

Quando reflectia e me informava a cerca do referido caso, surgiu uma ideia aparentemente disparatada... E se Cristovão só está lá para espiar? E se verdadeiramente as ordens partirem de cima... A certa altura o disparate dissipou-se e apercebi-me que é bastante possível...

O Futebol Clube do Porto pratica este tipo de acto de bastidores há décadas possivelmente, tal como foi noticiado pelas mais diversas figuras ligadas ao clube...

No Benfas, ninguém acredita que Vieira não o faça, até porque infelizmente é a única forma de lutar contra o Porto.

Portanto o facto de isto também acontecer no Sporting não me surpreende, nem me assusta, mete medo o facto de tão rapidamente sermos caçados... Isto pode prejudicar o clube, ou não, mas estou bastante preocupado com a proporção que o caso possa tomar.

Ou se calhar é só um disparate...
Um abraço a todos!
« Última modificação: Abril 15, 2012, 15:37 por Paracelsus » Registado

"Um espírito, solitário, navegando pelo meio de mares de pensamento"


Re: Será possível? , « Resposta #1 em: Abril 15, 2012, 19:03 »



*
Juvenil

Mensagens: 1056


Por incrível que pareça volto a redigir uma crónica no forum scp...
Antes de mais peço desculpa pela minha ausência, mas a vida como cozinheiro rouba-me de facto o tempo para o Sporting. Já mal os jogos consigo ver muito sinceramente.

Mas esta temática à volta do nosso (auto-suspenso) vice-presidente, Paulo Pereira Cristovão, assusta-me bastante porque ele é um ex-inspector da conceituada Policia Judiciária e todos sabem que Godinho Lopes é tudo menos anjinho...

De facto, nunca fez para mim, muito sentido que Cristovão, fizesse parte da lista de Godinho Lopes, porque a meu ver é completamente perceptível que não se enquadra no perfil do restante quadro directivo... Podem-me dizer que ele significa a ruptura com a continuidade, mas por favor, Duque e Freitas são o rosto do nosso passado recente.

Quando reflectia e me informava a cerca do referido caso, surgiu uma ideia aparentemente disparatada... E se Cristovão só está lá para espiar? E se verdadeiramente as ordens partirem de cima... A certa altura o disparate dissipou-se e apercebi-me que é bastante possível...

O Futebol Clube do Porto pratica este tipo de acto de bastidores há décadas possivelmente, tal como foi noticiado pelas mais diversas figuras ligadas ao clube...

No Benfas, ninguém acredita que Vieira não o faça, até porque infelizmente é a única forma de lutar contra o Porto.

Portanto o facto de isto também acontecer no Sporting não me surpreende, nem me assusta, mete medo o facto de tão rapidamente sermos caçados... Isto pode prejudicar o clube, ou não, mas estou bastante preocupado com a proporção que o caso possa tomar.

Ou se calhar é só um disparate...
Um abraço a todos!

Ao SPORTING CP basta parecer culpado de alguma coisa para ser atacado e enxovalhado. Os outros fazem tudo e mais alguma coisa às claras e depois ainda lhes pedem desculpa no final. Até dá vontade de rir mesmo sem ter graça nenhuma. É a sociedade nojenta que temos. A aldrabona imprensa lampiónica e a máfia corrupta do norte prosseguem numa luta de titãs e o SPORTING CP tem sido completamente passado a ferro nos últimos 30 anos por ambos. Isto é só o exemplo do que acontece quando se lhes faz frente...
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SPORTING, O CLUBE DE PORTUGAL !!!
Re: Será possível? , « Resposta #2 em: Abril 16, 2012, 12:20 »

Gebeeme

O facto de nós já termos escrito aqui tanto sobre este assunto é comprovativo de que todo este imbróglio já provocou "estragos" no seio do Sporting e dos Sportinguistas.
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Re: Será possível? , « Resposta #3 em: Abril 16, 2012, 13:02 »


Longa vida ao Sportinguismo-Leoninismo!


*

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Localidade: Chelas
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Fiz parte da lista do Ser Sporting que era liderada pelo PPC, pelo que não me move nenhum do revanchismo que já senti em algumas pessoas. Pelo contrário, até tenho alguma admiração pela coragem que mostrou ao apresentar-se a votos numa altura em que se considerava impossível um outsider romper com o círculo restrito que controlava os destinos do clube desde 1995 e que tinha imposto um código de leitura da realidade em que o fracasso era na verdade "sucesso", que incompetência era na verdade "lutar com armas diferentes" e que criticar com fundamento era “ser mau sportinguista”. Acho que, independentemente do que vier acontecer, isso merece a nossa consideração.
  
Todavia, o que se passou é demasiado grave para que eu fique indiferente - e receio que ainda não saibamos da missa a metade. Se o CM mantiver o seu modus operandi, as coisas sairão a conta-gotas para garantir que se vendem mais jornais. Hoje fala-se da operação de espionagem sobre o anterior treinador e podem ter a certeza que daqui a três ou quatro dias teremos mais um capítulo da novela.

Deixem-me explicar porque acho isto grave. Em primeiro lugar, porque estamos a falar do envolvimento em actividades ilegais de coacção de árbitros – que, não sendo o mesmo que subornar, é ainda assim uma forma de desvirtuar a competição. E se acham que não tem importância, pensem no que estariam a dizer se fossem o Benfica ou o Porto os protagonistas do caso. Em segundo, porque está em causa a utilização de dinheiros do clube (e, logo, do dinheiro das minhas quotas e das mensalidades de praticantes dos meus filhos) para o financiamento dessas operações ilegais – desculpem se não acho graça. Finalmente, e se calhar o pior de tudo, porque o bom nome do Sporting sai afectado e a nossa credibilidade para denunciar casos que nos afectam sai seriamente comprometida nos tempos mais próximos.

Para contestar isto, há dois grandes argumentos que vejo serem utilizados: o primeiro é o de que não devemos reagir porque PPC é inocente até prova em contrário; o segundo é a ideia de que o episódio não tem importância porque "toda a gente o faz". Nem um nem outro me convencem.

Quanto à presunção da inocência, há duas razões porque a acho que é irrelavante neste caso. A primeira é que os tempos e os princípios do sistema de justiça não são os mesmos do desporto (alias, um dos grandes males do futebol português consiste exactamente em ter uma justiça desportiva que copia o pior da justiça “civil” – a lentidão, a obsessão com a coerência normativa e a irrelevância dada à substância).  Passarão muitos anos até este processo se concluir e a probabilidade de um desfecho inconclusivo – uma prescrição, um anulamento por causa de uma tecnicalidade jurídica, etc. – é elevadíssima. Ora, durante esse tempo todo, pairará sobre o clube a suspeita de envolvimento em actividades de coacção de árbitros – e nem mesmo um veredicto de inocência lá para 2022 que apagaria esse enorme desgaste na nossa imagem, quanto mais um desfecho inconclusivo!

 A segunda razão é que não estamos a falar de um problema da vida pessoal ou profissional de PPC mas de algo que se passou no interior do próprio clube. Ou seja, os sócios e a direcção têm não só a legitimidade como os meios para saber o que se passou: que actividades foram financiadas, a quem e como foram financiadas e quem dentro do clube sabia do que se estava passar. Não é preciso esperar pelo longo processo judicial. Devia ser um inquérito interno – que já devia ter sido lançado pela direcção ou, na recusa desta, pela AG - e não o interminável processo judicial a ditar a nossa conduta face a este caso.

Falta o argumento do “toda a gente faz”. Para mim, é o mais perverso de todos. Já nem falo da constatação óbvia de que assim nunca se mudará nada – o que interessa a muita gente, já que a arbitragem é sempre uma boa desculpa para o fracasso e a incompetência. O que é realmente perverso neste argumento é ele funcionar para os dois lados: agora é confortável para servir de desculpa, mas na verdade o que estamos a dizer é que somos iguais aos outros todos.
 
Ora não somos. Todos sabemos que há um clube que montou um sistema sofisticado de controlo da arbitragem nos últimos 30 anos. Esse clube chama-se FC Porto e a dimensão e alcance daquele sistema ficou clara com o Apito Dourado – um dos tais processos decididos na tecnicalidade e não na substância. Ao dizer que “fazemos o que todos fazem”, estamos a pôr-nos ao mesmo nível. Pior ainda, estamos a dizer que não há nada de fundamentalmente errado em coagir árbitros e influenciar a composição de equipas de arbitragem. Ou seja, estamos a legitimar o que o Porto fez. Com que cara é que no futuro os poderemos criticar ou denunciar?

Pelo contrario, devemos ser exemplares no tratamento deste caso. Devemos por isso tomar a iniciativa, apurar o que se passou no interior do nosso clube, ser completamente transparentes nas conclusões e implacáveis nas consequências – demissões, expulsões, processos civis e criminais, o que se justificar. Doa a quem doer, pois estamos a falar da maior instituição desportiva do país, não de um qualquer clube de amigalhaços.

Se agirmos assim, retiramos a arma da suspeita aos nossos adversários, esvaziamos o potencial desestabilizador do comportamento da Comunicação Social, revemos o nosso bom nome e, sobretudo, ganhamos uma posição muito mais forte para exigir um combate sem tréguas à corrupção. Infelizmente os sinais – a minimização do problema pelo presidente, a rábula da suspensão de mandato de PPC – vão no sentido exactamente contrário. E vamos pagar bem caro por isso.
« Última modificação: Abril 16, 2012, 13:11 por Petrovich » Registado

"Em matéria de contratações, não há caro nem barato. 100 milhões podem ser baratos e 20 milhões caros. Zidane custou-me 73 milhões de euros - e foi uma pechincha" - Florentino Pérez
Re: Será possível? , « Resposta #4 em: Abril 16, 2012, 13:36 »

Gebeeme

Não querendo ser "melga" e estar a postar sucessivamente mas tenho que subscrever integralmente o que o @ Petrovich escreveu.

Sem dúvida que uma das coisas que dava poder ao Sporting quando argumentava sobre as arbitragens e falava contra o sistema era o facto de não ter telhados de vidro.

Ou seja, podiamos atirar pedras pois os outros não nos podiam responder porque sabiam que não tinham onde atingir.

Agora, a menos que a coisa seja bem resolvida pela direcção e/ou a menos que se prove que tudo isto não passou duma cabala bem urdida e montada e que o PPC está inocente de todo este sórdido processo, a mácula está lá e o Sporting nunca mais poderá falar de alto sob pena de lhe ser atirado em cara este lamentável episódio.
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Re: Será possível? , « Resposta #5 em: Abril 16, 2012, 13:51 »


ex-ruitrind


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Penso que não devemos pensar dessa forma uma coisa não tem nada a ver com a outra.

O que o PPC fez ou não fez, nada tem a ver com o apito dourado por exemplo uma coisa é corrupção de forma activa e que só não deu em nada porque este pais é altamente corrupto, mas o caso PPC em nada pode ser comparado com anos e anos de fruta nem de café com leite, telhados de vidro, para o Sporting?

Para o Sporting nem pensar uma coisa não tem a ver com a outra, até porque a partir do momento em que o bandeirinha não foi a jogo já era, a palavra corrupção não se coloca aqui.

Que bem a ser isto, não percebi.

Tirando saber que a comunicação social Portuguesa faz parte da sujeira que tresanda neste pais de corruptos e que está ao lado de fifica e tem medo dos porcos corruptos, não consigo ver nenhuma comparação neste caso, mas nenhuma mesmo.

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Re: Será possível? , « Resposta #6 em: Abril 16, 2012, 19:15 »


BANIDO

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a verdade é que o PPC revelouse inabil, foi apanhado e ha provas da teia (acreditando nos jornais) enquanto os outros safaram-se

sei que é injusto mas o que interessa é condenação, agora imaginem este ser condenado sabendo que no norte foi tudo ilibado
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Re: Será possível? , « Resposta #7 em: Abril 16, 2012, 22:59 »


On a steel horse I ride


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Petrovich:

Todavia, o que se passou é demasiado grave para que eu fique indiferente - e receio que ainda não saibamos da missa a metade. Se o CM mantiver o seu modus operandi, as coisas sairão a conta-gotas para garantir que se vendem mais jornais. Hoje fala-se da operação de espionagem sobre o anterior treinador e podem ter a certeza que daqui a três ou quatro dias teremos mais um capítulo da novela.

Deixem-me explicar porque acho isto grave. Em primeiro lugar, porque estamos a falar do envolvimento em actividades ilegais de coacção de árbitros – que, não sendo o mesmo que subornar, é ainda assim uma forma de desvirtuar a competição. E se acham que não tem importância, pensem no que estariam a dizer se fossem o Benfica ou o Porto os protagonistas do caso. Em segundo, porque está em causa a utilização de dinheiros do clube (e, logo, do dinheiro das minhas quotas e das mensalidades de praticantes dos meus filhos) para o financiamento dessas operações ilegais – desculpem se não acho graça. Finalmente, e se calhar o pior de tudo, porque o bom nome do Sporting sai afectado e a nossa credibilidade para denunciar casos que nos afectam sai seriamente comprometida nos tempos mais próximos.

Para contestar isto, há dois grandes argumentos que vejo serem utilizados: o primeiro é o de que não devemos reagir porque PPC é inocente até prova em contrário; o segundo é a ideia de que o episódio não tem importância porque "toda a gente o faz". Nem um nem outro me convencem.

Quanto à presunção da inocência, há duas razões porque a acho que é irrelavante neste caso. A primeira é que os tempos e os princípios do sistema de justiça não são os mesmos do desporto (alias, um dos grandes males do futebol português consiste exactamente em ter uma justiça desportiva que copia o pior da justiça “civil” – a lentidão, a obsessão com a coerência normativa e a irrelevância dada à substância).  Passarão muitos anos até este processo se concluir e a probabilidade de um desfecho inconclusivo – uma prescrição, um anulamento por causa de uma tecnicalidade jurídica, etc. – é elevadíssima. Ora, durante esse tempo todo, pairará sobre o clube a suspeita de envolvimento em actividades de coacção de árbitros – e nem mesmo um veredicto de inocência lá para 2022 que apagaria esse enorme desgaste na nossa imagem, quanto mais um desfecho inconclusivo!

 A segunda razão é que não estamos a falar de um problema da vida pessoal ou profissional de PPC mas de algo que se passou no interior do próprio clube. Ou seja, os sócios e a direcção têm não só a legitimidade como os meios para saber o que se passou: que actividades foram financiadas, a quem e como foram financiadas e quem dentro do clube sabia do que se estava passar. Não é preciso esperar pelo longo processo judicial. Devia ser um inquérito interno – que já devia ter sido lançado pela direcção ou, na recusa desta, pela AG - e não o interminável processo judicial a ditar a nossa conduta face a este caso.

Falta o argumento do “toda a gente faz”. Para mim, é o mais perverso de todos. Já nem falo da constatação óbvia de que assim nunca se mudará nada – o que interessa a muita gente, já que a arbitragem é sempre uma boa desculpa para o fracasso e a incompetência. O que é realmente perverso neste argumento é ele funcionar para os dois lados: agora é confortável para servir de desculpa, mas na verdade o que estamos a dizer é que somos iguais aos outros todos.
 
Ora não somos. Todos sabemos que há um clube que montou um sistema sofisticado de controlo da arbitragem nos últimos 30 anos. Esse clube chama-se FC Porto e a dimensão e alcance daquele sistema ficou clara com o Apito Dourado – um dos tais processos decididos na tecnicalidade e não na substância. Ao dizer que “fazemos o que todos fazem”, estamos a pôr-nos ao mesmo nível. Pior ainda, estamos a dizer que não há nada de fundamentalmente errado em coagir árbitros e influenciar a composição de equipas de arbitragem. Ou seja, estamos a legitimar o que o Porto fez. Com que cara é que no futuro os poderemos criticar ou denunciar?

Pelo contrario, devemos ser exemplares no tratamento deste caso. Devemos por isso tomar a iniciativa, apurar o que se passou no interior do nosso clube, ser completamente transparentes nas conclusões e implacáveis nas consequências – demissões, expulsões, processos civis e criminais, o que se justificar. Doa a quem doer, pois estamos a falar da maior instituição desportiva do país, não de um qualquer clube de amigalhaços.

Se agirmos assim, retiramos a arma da suspeita aos nossos adversários, esvaziamos o potencial desestabilizador do comportamento da Comunicação Social, revemos o nosso bom nome e, sobretudo, ganhamos uma posição muito mais forte para exigir um combate sem tréguas à corrupção. Infelizmente os sinais – a minimização do problema pelo presidente, a rábula da suspensão de mandato de PPC – vão no sentido exactamente contrário. E vamos pagar bem caro por isso.


Concordo, ponto por ponto. Mas parece-me que ando e creio que não sou o único, iludido por uma visão sonhadora de um Sporting ideal, respeitador dos muitos falados valores dos fundadores, que na verdade não existe. Ou se existe é apenas na cabeça de alguns.

Nesse Sporting ideal a incompetência exponenciada à potência máxima não seria admitida por décadas, o clube não seria sangrado do seu património por processos dubios, nenhuma direcção seria empossada sob um manto de suspeição e à suspeita, dentro do seu seio, que alguém possa ter colocado em causa o bom nome do clube, coisa que para mim não é mais que um acto de traição, os tribunais civis e/ou desportivos não seriam mais que actores secundários, pois seria o Sporting a aplicar a sua própria justiça, em primeiro lugar.

O sucesso do Sporting não será construído com base na copia barata de processos " subterrâneos" de outros e que pelos Sportinguistas são tão criticados e eventuais ilegalidades, mais ou menos graves, não são mais que sinais da predisposição para as mesmas e isso não pode passar em claro.

Competência na gestão do clube, defesa intransigente dos seus interesses, tomando posições de força se for caso disso, respeitando, para ser respeitado, mas não em posição de subalternizaçäo, aceitando quaisquer migalhas que os outros lhes dão, é o que espero de uma direcção do Sporting.
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Re: Será possível? , « Resposta #8 em: Abril 17, 2012, 11:26 »



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Fiz parte da lista do Ser Sporting que era liderada pelo PPC, pelo que não me move nenhum do revanchismo que já senti em algumas pessoas. Pelo contrário, até tenho alguma admiração pela coragem que mostrou ao apresentar-se a votos numa altura em que se considerava impossível um outsider romper com o círculo restrito que controlava os destinos do clube desde 1995 e que tinha imposto um código de leitura da realidade em que o fracasso era na verdade "sucesso", que incompetência era na verdade "lutar com armas diferentes" e que criticar com fundamento era “ser mau sportinguista”. Acho que, independentemente do que vier acontecer, isso merece a nossa consideração.
  
Todavia, o que se passou é demasiado grave para que eu fique indiferente - e receio que ainda não saibamos da missa a metade. Se o CM mantiver o seu modus operandi, as coisas sairão a conta-gotas para garantir que se vendem mais jornais. Hoje fala-se da operação de espionagem sobre o anterior treinador e podem ter a certeza que daqui a três ou quatro dias teremos mais um capítulo da novela.

Deixem-me explicar porque acho isto grave. Em primeiro lugar, porque estamos a falar do envolvimento em actividades ilegais de coacção de árbitros – que, não sendo o mesmo que subornar, é ainda assim uma forma de desvirtuar a competição. E se acham que não tem importância, pensem no que estariam a dizer se fossem o Benfica ou o Porto os protagonistas do caso. Em segundo, porque está em causa a utilização de dinheiros do clube (e, logo, do dinheiro das minhas quotas e das mensalidades de praticantes dos meus filhos) para o financiamento dessas operações ilegais – desculpem se não acho graça. Finalmente, e se calhar o pior de tudo, porque o bom nome do Sporting sai afectado e a nossa credibilidade para denunciar casos que nos afectam sai seriamente comprometida nos tempos mais próximos.

Para contestar isto, há dois grandes argumentos que vejo serem utilizados: o primeiro é o de que não devemos reagir porque PPC é inocente até prova em contrário; o segundo é a ideia de que o episódio não tem importância porque "toda a gente o faz". Nem um nem outro me convencem.

Quanto à presunção da inocência, há duas razões porque a acho que é irrelavante neste caso. A primeira é que os tempos e os princípios do sistema de justiça não são os mesmos do desporto (alias, um dos grandes males do futebol português consiste exactamente em ter uma justiça desportiva que copia o pior da justiça “civil” – a lentidão, a obsessão com a coerência normativa e a irrelevância dada à substância).  Passarão muitos anos até este processo se concluir e a probabilidade de um desfecho inconclusivo – uma prescrição, um anulamento por causa de uma tecnicalidade jurídica, etc. – é elevadíssima. Ora, durante esse tempo todo, pairará sobre o clube a suspeita de envolvimento em actividades de coacção de árbitros – e nem mesmo um veredicto de inocência lá para 2022 que apagaria esse enorme desgaste na nossa imagem, quanto mais um desfecho inconclusivo!

 A segunda razão é que não estamos a falar de um problema da vida pessoal ou profissional de PPC mas de algo que se passou no interior do próprio clube. Ou seja, os sócios e a direcção têm não só a legitimidade como os meios para saber o que se passou: que actividades foram financiadas, a quem e como foram financiadas e quem dentro do clube sabia do que se estava passar. Não é preciso esperar pelo longo processo judicial. Devia ser um inquérito interno – que já devia ter sido lançado pela direcção ou, na recusa desta, pela AG - e não o interminável processo judicial a ditar a nossa conduta face a este caso.

Falta o argumento do “toda a gente faz”. Para mim, é o mais perverso de todos. Já nem falo da constatação óbvia de que assim nunca se mudará nada – o que interessa a muita gente, já que a arbitragem é sempre uma boa desculpa para o fracasso e a incompetência. O que é realmente perverso neste argumento é ele funcionar para os dois lados: agora é confortável para servir de desculpa, mas na verdade o que estamos a dizer é que somos iguais aos outros todos.
 
Ora não somos. Todos sabemos que há um clube que montou um sistema sofisticado de controlo da arbitragem nos últimos 30 anos. Esse clube chama-se FC Porto e a dimensão e alcance daquele sistema ficou clara com o Apito Dourado – um dos tais processos decididos na tecnicalidade e não na substância. Ao dizer que “fazemos o que todos fazem”, estamos a pôr-nos ao mesmo nível. Pior ainda, estamos a dizer que não há nada de fundamentalmente errado em coagir árbitros e influenciar a composição de equipas de arbitragem. Ou seja, estamos a legitimar o que o Porto fez. Com que cara é que no futuro os poderemos criticar ou denunciar?

Pelo contrario, devemos ser exemplares no tratamento deste caso. Devemos por isso tomar a iniciativa, apurar o que se passou no interior do nosso clube, ser completamente transparentes nas conclusões e implacáveis nas consequências – demissões, expulsões, processos civis e criminais, o que se justificar. Doa a quem doer, pois estamos a falar da maior instituição desportiva do país, não de um qualquer clube de amigalhaços.

Se agirmos assim, retiramos a arma da suspeita aos nossos adversários, esvaziamos o potencial desestabilizador do comportamento da Comunicação Social, revemos o nosso bom nome e, sobretudo, ganhamos uma posição muito mais forte para exigir um combate sem tréguas à corrupção. Infelizmente os sinais – a minimização do problema pelo presidente, a rábula da suspensão de mandato de PPC – vão no sentido exactamente contrário. E vamos pagar bem caro por isso.


 Bater Palmas  Bater Palmas  Bater Palmas

Muito bem... isto era que devia ser feito!!

Com esta direcção e com esta gente que actualmete dirige os destinos do nosso clube, não acredito que o façam!! Infelizmente, acredito que esta até será a 1ª de muita "trapalhada" que irá surgir nos próximos tempos resultante destes anos de gestão "roqueteira"...  Vermelho
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...e o SPORTING é o nosso grande amor!!
Re: Será possível? , « Resposta #9 em: Abril 17, 2012, 12:56 »



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Petrovich Bater Palmas
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Re: Será possível? , « Resposta #10 em: Abril 17, 2012, 15:07 »


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 Bater Palmas

Acredito que isto vá passar... apenas uma poeira que veio ao de cima. Está de chuva e tudo..
por isso acredito que este caso caia no esquecimento e que só o CM vá tentando vender uns quantos jornais com noticias destas...
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Re: Será possível? , « Resposta #11 em: Abril 20, 2012, 10:54 »



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Quando fizerem algo contra o nosso clube por situações de suposta tentativa de corrupção, vão abrir um precedente para todas as outras que existem. Com receio de que isso aconteça, a ideia passou sobretudo por abalar o mundo Sporting, quando o leão coloca as garras de fora. Automaticamente surgem ataques de toda a CS. Para mim vale tanto como nada. Não estou preocupado.
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