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Fórum SCP - A Comunidade do Sporting Clube de Portugal Universo Sporting Clube de Portugal Redacção Porta 10-A Tópico:

Os "salvadores" do Sporting

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Autor Tópico: Os "salvadores" do Sporting (Lida 13880 vezes)

Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #180 em: Janeiro 11, 2012, 17:48 »


On a steel horse I ride


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jnrodrigues:



Quando falas em sustentabilidade futura creio que fales de um equilíbrio financeiro e desportivo.

Como justificas que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos?

a) Está relacionado com o facto dos anos anteriores terem sido muito maus?

b) Estamos a copiar algum modelo de sucesso a nível nacional ou internacional?

Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?

Considero que o ciclo vicioso positivo é um mito, porque o futebol não gera suficientes receitas para a despesa que tem. O nosso Historial de receitas e despesas tem provado isso.

Continuo a achar que a aposta na formação, jogadores baratos adaptados ao nosso futebol e a contratação de um/dois jogadores internacionais que faça a diferença poderá ser o único caminho possível. A cada ano que passa o dinheiro para a contratação de um/dois jogadores internacionais ou jogadores baratos adaptados começa a faltar... A tendência será a aposta na formação.

Teremos outra situação fundamental que é a renegociação da dívida com os primeiros credores. Só vejo viabilidade com um perdão de dívida, período de carência até equilibrar as contas ou passar a dívida para um longo prazo sem juros.

Veremos também o que vai surgir das regras de fair play da UEFA.

Nos últimos anos a maior falha do Sporting tem sido na contratação de jogadores e na sua valorização, tem sido a formação a única fonte de rendimento do Clube. O ano passado foram 18 milhões de receitas à custa da formação. O risco/incompetência/interesses difusos na contratação, têm custado perdas por imparidade e custos salariais a fundo perdido a cada relatório e contas.


Pá, mas tu não sabes que vamos passar para 80M de receitas? Sem CL e venda de activos?

A estrutura de passes que temos dos nosso jogadores é, de facto, uma questão importante. Não sabemos se são possíveis recompras e se sim, em que moldes. À partida, prevê-se a saída de alguns jogadores cujos passes detemos na totalidade ou perto disso. Rui Patricio e João Pereira são 2 exemplos. Não chegará para tapar o buraco, terá que haver pelo menos mais uma ( muito boa ) venda.

A questão do tal ciclo virtuoso é impactante essencialmente nas receitas extraordinárias, nas vendas de jogadores e nas presenças da CL... mas para tal é preciso haver o que não houve no passado, que é uma gestão e activos competente... óbvio que se partimos do principio que essa competência não existirá, vamos literalmente ao fundo.

A questão da formação e das regras de fair play da Uefa serão de facto aspectos a ter em conta, não se vislumbra que tenhamos resultados positivos nos próximos tempos, nem que o rácio custos com o pessoal/receitas melhore significativamente. Não me esqueço é que jogadores jovens precisam de uma estrutura base no plantel de qualidade que sustente o rendimento colectivo e que potencie o seu desenvolvimento. É necessário encontrar um equilíbrio entre um clube formador e um clube com capacidade de comprar bem e barato externamente.
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #181 em: Janeiro 11, 2012, 18:10 »



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jnrodrigues:



Quando falas em sustentabilidade futura creio que fales de um equilíbrio financeiro e desportivo.

Como justificas que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos?

a) Está relacionado com o facto dos anos anteriores terem sido muito maus?

b) Estamos a copiar algum modelo de sucesso a nível nacional ou internacional?

Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?

Considero que o ciclo vicioso positivo é um mito, porque o futebol não gera suficientes receitas para a despesa que tem. O nosso Historial de receitas e despesas tem provado isso.

Continuo a achar que a aposta na formação, jogadores baratos adaptados ao nosso futebol e a contratação de um/dois jogadores internacionais que faça a diferença poderá ser o único caminho possível. A cada ano que passa o dinheiro para a contratação de um/dois jogadores internacionais ou jogadores baratos adaptados começa a faltar... A tendência será a aposta na formação.

Teremos outra situação fundamental que é a renegociação da dívida com os primeiros credores. Só vejo viabilidade com um perdão de dívida, período de carência até equilibrar as contas ou passar a dívida para um longo prazo sem juros.

Veremos também o que vai surgir das regras de fair play da UEFA.

Nos últimos anos a maior falha do Sporting tem sido na contratação de jogadores e na sua valorização, tem sido a formação a única fonte de rendimento do Clube. O ano passado foram 18 milhões de receitas à custa da formação. O risco/incompetência/interesses difusos na contratação, têm custado perdas por imparidade e custos salariais a fundo perdido a cada relatório e contas.


Pá, mas tu não sabes que vamos passar para 80M de receitas? Sem CL e venda de activos?

A estrutura de passes que temos dos nosso jogadores é, de facto, uma questão importante. Não sabemos se são possíveis recompras e se sim, em que moldes. À partida, prevê-se a saída de alguns jogadores cujos passes detemos na totalidade ou perto disso. Rui Patricio e João Pereira são 2 exemplos. Não chegará para tapar o buraco, terá que haver pelo menos mais uma ( muito boa ) venda.

A questão do tal ciclo virtuoso é impactante essencialmente nas receitas extraordinárias, nas vendas de jogadores e nas presenças da CL... mas para tal é preciso haver o que não houve no passado, que é uma gestão e activos competente... óbvio que se partimos do principio que essa competência não existirá, vamos literalmente ao fundo.

A questão da formação e das regras de fair play da Uefa serão de facto aspectos a ter em conta, não se vislumbra que tenhamos resultados positivos nos próximos tempos, nem que o rácio custos com o pessoal/receitas melhore significativamente. Não me esqueço é que jogadores jovens precisam de uma estrutura base no plantel de qualidade que sustente o rendimento colectivo e que potencie o seu desenvolvimento. É necessário encontrar um equilíbrio entre um clube formador e um clube com capacidade de comprar bem e barato externamente.


Como ainda não vi a luz, nem me comprometeram com reuniões secretas... Continuo sem compreender onde é que vão conseguir os 80 milhões de receitas, com ou sem champions, com ou sem venda de activos...
Também ainda não vi a valorização de activos que pensam fazer com muito pensamento positivo. Teriam que vender 4 ou 5 dos melhores jogadores no final da temporada para obter a tal receita extra... Mesmo assim duvido que conseguíssemos atingir os 35/40 milhões de receitas necessárias.
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #182 em: Janeiro 11, 2012, 23:52 »



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Que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura do Sporting enquanto grande potência desportiva e futebolística, tenho quase a certeza absoluta.

Quando falas em sustentabilidade futura creio que fales de um equilíbrio financeiro e desportivo.

Como justificas que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos?

a) Está relacionado com o facto dos anos anteriores terem sido muito maus?

b) Estamos a copiar algum modelo de sucesso a nível nacional ou internacional?

Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?

Considero que o ciclo vicioso positivo é um mito, porque o futebol não gera suficientes receitas para a despesa que tem. O nosso Historial de receitas e despesas tem provado isso.

Continuo a achar que a aposta na formação, jogadores baratos adaptados ao nosso futebol e a contratação de um/dois jogadores internacionais que faça a diferença poderá ser o único caminho possível. A cada ano que passa o dinheiro para a contratação de um/dois jogadores internacionais ou jogadores baratos adaptados começa a faltar... A tendência será a aposta na formação.

Teremos outra situação fundamental que é a renegociação da dívida com os primeiros credores. Só vejo viabilidade com um perdão de dívida, período de carência até equilibrar as contas ou passar a dívida para um longo prazo sem juros.

Veremos também o que vai surgir das regras de fair play da UEFA.

Nos últimos anos a maior falha do Sporting tem sido na contratação de jogadores e na sua valorização, tem sido a formação a única fonte de rendimento do Clube. O ano passado foram 18 milhões de receitas à custa da formação. O risco/incompetência/interesses difusos na contratação, têm custado perdas por imparidade e custos salariais a fundo perdido a cada relatório e contas.

Não sabes se o ciclo vicioso positivo é um mito, o Sporting nunca passou por um ciclo vicioso positivo, por isso o nosso historial de receitas e despesas não prova absolutamente nada.

Eu creio que a sustentabilidade só pode ser conseguida alicerçada na obtenção de resultados desportivos que catapultem o valor da marca e dos seus activos (jogadores). Só sendo campeão com regularidade se consegue mobilizar os adeptos, só indo à Liga dos Campeões com regularidade e mantendo alguma competitividade nessa competição se conseguem os euros, atrair patrocínios com outra vontade e dimensão e vender os jogadores por números mais elevados.

O problema é que a crise europeia vai limitar o número de grandes na Europa com capacidade para manter o circo a funcionar ano após ano. O Porto esteve nesse pelotão uns belos anos, foi o clube português que melhor se soube adaptar à realidade da indústria futebolística dos tempos modernos, mas mesmo o Porto pode já ter dado um passo maior que a perna nos anos mais recentes.

A opção de passar a ter a formação como backbone da equipa parece-me o caminho provável para o futebol português caso o panorama económico geral se vá agravando, mas se o Sporting for forçado a fazê-lo antes dos rivais irá perder mais uma década ou assim de títulos internos com repercussões ainda mais graves e acentuadas do que até aqui na desmobilização dos adeptos e angariação de novos. E isso acabará por remeter o clube a uma escala mais reduzida que benfica e porto durante mais uma ou duas gerações antes que haja uma oportunidade de virar a página.

Por isso é que me parece ser tão importante conseguir um equilíbrio a um nível elevado e mantê-lo durante tantos anos quantos os que for possível... é para conseguir chegar e manter a pole-position durante os anos suficientes para capitalizar a marca e posicioná-la acima da dos rivais.

Mas não tarda e estamos a discutir as previsões da Maya Grin, tudo isto é especular com base em cenários hipotéticos.

Em 99/00 e 01/02 não houve um ciclo vicioso positivo a nível de receitas? Ciclo curto, mas serve de comparação os números na altura. Os quais já foram analisados neste fórum.

Ida regular à Champions também tivemos 2006/7, 2007/8, 2008/9 e 2009/10, no entanto continuámos a apresentar prejuízos. Excepto no ano que vendemos património.

Fica a questão a qual continua sem resposta:
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Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?

Não é preciso seres a Maya para fazer um orçamento, uma previsão de vendas e uma previsão de receitas. O Histórico de receitas, o valor do plantel e o passe dos jogadores dá para fazer uma interessante estimativa. Pior que prever mal, é prever zero.
Assentas num mero feeling que "o caminho encetado é um dos mais acertados", sem apresentares números que sustentam a tua posição.

Ciclo vicioso positivo... ora... ciclo... cíclico... temos de repetir o sucesso. Ainda nem sequer fomos campeões 2 anos consecutivos e vens dizer-me que tivemos ciclos positivos? Onde? Quando formos campeões 2 ou 3 vezes consecutivas e tivermos em simultâneo 2 ou 3 presenças na LC com passagem à fase seguinte logo falamos de ciclos Grin.

Seja como for, eu disse que estava de acordo com a lógica encetada, mas tive também o cuidado de sublinhar que a achava insuficiente. Terá de existir algo mais do que investir em bons jogadores e treinador e esperar por um ciclo positivo, BdC tinha um fundo que aliviaria e muito os encargos financeiros para o Sporting permitindo aguentar níveis competitivos teoricamente elevados a par com benfica e porto sem tanta pressão sobre as contas durante uns valentes anos. Mas isso não existe aqui... talvez tenham algum árabe ou asiático na manga com vontade de despejar aqui dinheiro, não sei, mas actualmente parece-me tudo claramente insuficiente.
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #183 em: Janeiro 12, 2012, 00:01 »



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Que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura do Sporting enquanto grande potência desportiva e futebolística, tenho quase a certeza absoluta.

Quando falas em sustentabilidade futura creio que fales de um equilíbrio financeiro e desportivo.

Como justificas que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos?

a) Está relacionado com o facto dos anos anteriores terem sido muito maus?

b) Estamos a copiar algum modelo de sucesso a nível nacional ou internacional?

Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?

Considero que o ciclo vicioso positivo é um mito, porque o futebol não gera suficientes receitas para a despesa que tem. O nosso Historial de receitas e despesas tem provado isso.

Continuo a achar que a aposta na formação, jogadores baratos adaptados ao nosso futebol e a contratação de um/dois jogadores internacionais que faça a diferença poderá ser o único caminho possível. A cada ano que passa o dinheiro para a contratação de um/dois jogadores internacionais ou jogadores baratos adaptados começa a faltar... A tendência será a aposta na formação.

Teremos outra situação fundamental que é a renegociação da dívida com os primeiros credores. Só vejo viabilidade com um perdão de dívida, período de carência até equilibrar as contas ou passar a dívida para um longo prazo sem juros.

Veremos também o que vai surgir das regras de fair play da UEFA.

Nos últimos anos a maior falha do Sporting tem sido na contratação de jogadores e na sua valorização, tem sido a formação a única fonte de rendimento do Clube. O ano passado foram 18 milhões de receitas à custa da formação. O risco/incompetência/interesses difusos na contratação, têm custado perdas por imparidade e custos salariais a fundo perdido a cada relatório e contas.

Não sabes se o ciclo vicioso positivo é um mito, o Sporting nunca passou por um ciclo vicioso positivo, por isso o nosso historial de receitas e despesas não prova absolutamente nada.

Eu creio que a sustentabilidade só pode ser conseguida alicerçada na obtenção de resultados desportivos que catapultem o valor da marca e dos seus activos (jogadores). Só sendo campeão com regularidade se consegue mobilizar os adeptos, só indo à Liga dos Campeões com regularidade e mantendo alguma competitividade nessa competição se conseguem os euros, atrair patrocínios com outra vontade e dimensão e vender os jogadores por números mais elevados.

O problema é que a crise europeia vai limitar o número de grandes na Europa com capacidade para manter o circo a funcionar ano após ano. O Porto esteve nesse pelotão uns belos anos, foi o clube português que melhor se soube adaptar à realidade da indústria futebolística dos tempos modernos, mas mesmo o Porto pode já ter dado um passo maior que a perna nos anos mais recentes.

A opção de passar a ter a formação como backbone da equipa parece-me o caminho provável para o futebol português caso o panorama económico geral se vá agravando, mas se o Sporting for forçado a fazê-lo antes dos rivais irá perder mais uma década ou assim de títulos internos com repercussões ainda mais graves e acentuadas do que até aqui na desmobilização dos adeptos e angariação de novos. E isso acabará por remeter o clube a uma escala mais reduzida que benfica e porto durante mais uma ou duas gerações antes que haja uma oportunidade de virar a página.

Por isso é que me parece ser tão importante conseguir um equilíbrio a um nível elevado e mantê-lo durante tantos anos quantos os que for possível... é para conseguir chegar e manter a pole-position durante os anos suficientes para capitalizar a marca e posicioná-la acima da dos rivais.

Mas não tarda e estamos a discutir as previsões da Maya Grin, tudo isto é especular com base em cenários hipotéticos.

Em 99/00 e 01/02 não houve um ciclo vicioso positivo a nível de receitas? Ciclo curto, mas serve de comparação os números na altura. Os quais já foram analisados neste fórum.

Ida regular à Champions também tivemos 2006/7, 2007/8, 2008/9 e 2009/10, no entanto continuámos a apresentar prejuízos. Excepto no ano que vendemos património.

Fica a questão a qual continua sem resposta:
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Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?

Não é preciso seres a Maya para fazer um orçamento, uma previsão de vendas e uma previsão de receitas. O Histórico de receitas, o valor do plantel e o passe dos jogadores dá para fazer uma interessante estimativa. Pior que prever mal, é prever zero.
Assentas num mero feeling que "o caminho encetado é um dos mais acertados", sem apresentares números que sustentam a tua posição.

Ciclo vicioso positivo... ora... ciclo... cíclico... temos de repetir o sucesso. Ainda nem sequer fomos campeões 2 anos consecutivos e vens dizer-me que tivemos ciclos positivos? Onde? Quando formos campeões 2 ou 3 vezes consecutivas e tivermos em simultâneo 2 ou 3 presenças na LC com passagem à fase seguinte logo falamos de ciclos Grin.

Seja como for, eu disse que estava de acordo com a lógica encetada, mas tive também o cuidado de sublinhar que a achava insuficiente. Terá de existir algo mais do que investir em bons jogadores e treinador e esperar por um ciclo positivo, BdC tinha um fundo que aliviaria e muito os encargos financeiros para o Sporting permitindo aguentar níveis competitivos teoricamente elevados a par com benfica e porto sem tanta pressão sobre as contas durante uns valentes anos. Mas isso não existe aqui... talvez tenham algum árabe ou asiático na manga com vontade de despejar aqui dinheiro, não sei, mas actualmente parece-me tudo claramente insuficiente.

Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Re-Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #184 em: Janeiro 12, 2012, 00:20 »



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Isso são perguntas de retórica ou estás mesmo interessado na resposta? É que eu já referi por 2 vezes que a estratégia actual me parecia insuficiente, não sei que mais queres que te diga.
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #185 em: Janeiro 12, 2012, 09:39 »



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Isso são perguntas de retórica ou estás mesmo interessado na resposta? É que eu já referi por 2 vezes que a estratégia actual me parecia insuficiente, não sei que mais queres que te diga.

Não é nenhuma pergunta retórica, estou curioso para saber.

Referes o seguinte:

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Que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura do Sporting enquanto grande potência desportiva e futebolística, tenho quase a certeza absoluta.

Gostava que sustentasses porque motivo o caminho é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura.

Daí gostar de saber como pensas em colmatar o déficit anual de 35/40 milhões. Se o trabalho é um dos mais acertados dos últimos anos e tens quase a certeza absoluta... Recordo-te ainda que em 6 meses apresentaram 40 milhões de prejuízo.

Agradeço que não continues a fugir à questão, a dar uma no cravo e outra na ferradura e respondas à pergunta não retórica que estou a colocar pela quarta vez. Caso não queiras responder diz-me, para não estar a insistir e não perdermos o nosso tempo.

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Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Re-Re-Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?

Tenho insistido contigo pois vejo uma alteração de optimismo da tua parte e ao longo destes anos de fórum sempre sustentaste as tuas ideias com factos e com números. Pois gostava de perceber os motivos dessa mudança e partilhar da tua "certeza absoluta".
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #186 em: Janeiro 12, 2012, 10:07 »



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Isso são perguntas de retórica ou estás mesmo interessado na resposta? É que eu já referi por 2 vezes que a estratégia actual me parecia insuficiente, não sei que mais queres que te diga.

Não é nenhuma pergunta retórica, estou curioso para saber.

Referes o seguinte:

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Que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura do Sporting enquanto grande potência desportiva e futebolística, tenho quase a certeza absoluta.

Gostava que sustentasses porque motivo o caminho é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura.

Daí gostar de saber como pensas em colmatar o déficit anual de 35/40 milhões. Se o trabalho é um dos mais acertados dos últimos anos e tens quase a certeza absoluta... Recordo-te ainda que em 6 meses apresentaram 40 milhões de prejuízo.

Agradeço que não continues a fugir à questão, a dar uma no cravo e outra na ferradura e respondas à pergunta não retórica que estou a colocar pela quarta vez. Caso não queiras responder diz-me, para não estar a insistir e não perdermos o nosso tempo.

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Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Re-Re-Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?

Tenho insistido contigo pois vejo uma alteração de optimismo da tua parte e ao longo destes anos de fórum sempre sustentaste as tuas ideias com factos e com números. Pois gostava de perceber os motivos dessa mudança e partilhar da tua "certeza absoluta".

Eu já respondi a isso, tu é que não queres perceber... eu sou defensor desde há muitos anos de uma política de aposta na competitividade e resultados desportivos como alavanca para o equilíbrio financeiro e não o contrário. Parece-me claro que este ano se começou finalmente a apostar mais forte na qualidade do plantel e do treinador como fase inicial mesmo que em sacrifício da estabilidade financeira de modo a tentar estabelecer o tal ciclo virtuoso positivo que rentabilize o clube e permita que a estratégia de equilíbrio financeiro na fase seguinte seja a uma "escala" mais elevada, apenas isso.

O princípio está lá, só não sei é se existe destreza ou meios suficientes para levar esta estratégia a bom porto, porque não é só comprar bons jogadores e um treinador mais capaz, tem de se jogar em muitos outros tabuleiros e conseguir encher o balão do dinheiro mais que uma época consecutiva para conseguir atingir determinados patamares competitivos.
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #187 em: Janeiro 12, 2012, 10:27 »



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Isso são perguntas de retórica ou estás mesmo interessado na resposta? É que eu já referi por 2 vezes que a estratégia actual me parecia insuficiente, não sei que mais queres que te diga.

Não é nenhuma pergunta retórica, estou curioso para saber.

Referes o seguinte:

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Que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura do Sporting enquanto grande potência desportiva e futebolística, tenho quase a certeza absoluta.

Gostava que sustentasses porque motivo o caminho é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura.

Daí gostar de saber como pensas em colmatar o déficit anual de 35/40 milhões. Se o trabalho é um dos mais acertados dos últimos anos e tens quase a certeza absoluta... Recordo-te ainda que em 6 meses apresentaram 40 milhões de prejuízo.

Agradeço que não continues a fugir à questão, a dar uma no cravo e outra na ferradura e respondas à pergunta não retórica que estou a colocar pela quarta vez. Caso não queiras responder diz-me, para não estar a insistir e não perdermos o nosso tempo.

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Como é que consegues sustentabilidade futura, se aumentas a despesa, não se vislumbra um aumento de receitas que sustente a despesa. Quando a única possibilidade de ter algum equilíbrio é vender jogadores cujos passes não pertencem 100% ao Sporting? Re-Re-Volto a perguntar que jogadores vamos ter de vender no final do ano para cobrir o deficit de 35/40 milhões de euro?

Tenho insistido contigo pois vejo uma alteração de optimismo da tua parte e ao longo destes anos de fórum sempre sustentaste as tuas ideias com factos e com números. Pois gostava de perceber os motivos dessa mudança e partilhar da tua "certeza absoluta".

Eu já respondi a isso, tu é que não queres perceber... eu sou defensor desde há muitos anos de uma política de aposta na competitividade e resultados desportivos como alavanca para o equilíbrio financeiro e não o contrário. Parece-me claro que este ano se começou finalmente a apostar mais forte na qualidade do plantel e do treinador como fase inicial mesmo que em sacrifício da estabilidade financeira de modo a tentar estabelecer o tal ciclo virtuoso positivo que rentabilize o clube e permita que a estratégia de equilíbrio financeiro na fase seguinte seja a uma "escala" mais elevada, apenas isso.

O princípio está lá, só não sei é se existe destreza ou meios suficientes para levar esta estratégia a bom porto, porque não é só comprar bons jogadores e um treinador mais capaz, tem de se jogar em muitos outros tabuleiros e conseguir encher o balão do dinheiro mais que uma época consecutiva para conseguir atingir determinados patamares competitivos.

Quais são os jogadores/percentagem de passe que terás de vender no final da época para colmatar o déficit de 35/40 milhões de euro?
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #188 em: Janeiro 12, 2012, 10:35 »



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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #189 em: Janeiro 12, 2012, 10:46 »



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Não sei, não sou administrador/gestor/dirigente do Sporting. Indeciso

Não sabes/queres é sustentar a tua afirmação. Indeciso

Que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura do Sporting enquanto grande potência desportiva e futebolística, tenho quase a certeza absoluta.
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a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #190 em: Janeiro 12, 2012, 10:49 »



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Relembro que teremos todo o gosto em publicar aqui na Redacção um artigo da mesma natureza, mas elogiando o excelente trabalho efectuado pelas sucessivas direcções do Sporting e corroborando através de dados objectivos que foram de facto os salvadores do clube ao longo dos anos.
Não se acanhem, só engrandece este espaço e enriquece o debate.

Excelente sugestão Paracelsus.
Gostava que fosse feita essa análise com dados objectivos do que têm sido estes 16 anos de Gestão.

Considero dados objectivos os seguintes:
Resultados Financeiros;
Evolução Patrimonial;
Resultados Desportivos;
Evolução do número de sócios efectivos;

Caso alguém sugira outros dados objectivos ou não concorde com algum dos pontos referidos por mim que se manifeste.

Quem agarra o desafio lançado pelo Paracelsus?

Creio que tenha sido uma mensagem inteligente do Paracelsus, em inverter o ônus da prova... Uma vez que a comparação e os números apresentados pelo Chirola acabaram por não ter sido rebatidos. Desviando o essencial da questão...

SALVADORES OU SALTEADORES?

Porque motivo há quem os considere salvadores?

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a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #191 em: Janeiro 12, 2012, 11:08 »



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Resultados Financeiros;
Evolução Patrimonial;
Resultados Desportivos;
Evolução do número de sócios efectivos;

Eu respondi-te a um, que é o que sei fazer com os dados de que disponho (a Wiki); e mostrei que os resultados desportivos foram semelhantes aos dos anos anteriores. O Lion73 e mais alguns no fundo concordaram, assinalando que o declíneo desportivo não começou com o projecto Roquette, vem de antes. Foi directamente resposta a este teu repto (com um título do tópico um pouco tolo, que mudei ontem de manhã). E quando comecei, não sabia qual seria o resultado, em relação às modalidades fiquei um pouco surpreendido (estamos melhor do que eu julgava, muito pelo mérito dos carolas de cada modalidade, em geral com pouco apoio), em relação ao futebol nem por isso, afinal, eu aos 15 anos tinha visto o Sporting ser campeão 4 vezes, e depois vieram os 18 anos. Para mim, 1999/2000 foi indescritível! Não sou capaz de não dar o mérito a quem lá estava.

Quanto a resultados financeiros e à evolução patrimonial, é escusado fazer de novo a análise porque já está feita noutros tópicos - os resultados financeiros foram maus ou péssimos, o património muito dele desapareceu, parecendo que o retorno foi "apenas" o estádio - nota que nós metemos defeito no nosso estádio, e tem uns quantos, mas é um grande estádio, dos melhores da Europa e vai-nos servir as próximas décadas. E o projecto do pavilhão, que para já não passa disso mesmo, projecto. No entanto, continuo à espera que respondas ao seguinte, também com números: então e os outros clubes europeus semelhantes, como foi com eles? Fomos nós os piores de todos ou fizemos o que todos fizeram? Muitos venderam-se a sheiks e investidores externos, nós ainda não - nisso estamos melhor. E os outros, os que não fizeram isso, estão bem financeiramente? Eu suponho, mas não sei, que os que foram bem geridos por pessoas competentes, tenham conseguido acompanhar a evolução do mundo de forma muito melhor que nós. Mas sinceramente, achava interessante ter essa análise comparativa.

Sobra a evolução do número de sócios, não apenas efectivos, mas das diversas categorias e pagantes/não pagantes, há algum sítio onde tenhamos dados disponibilizados ao longo dos tempos? Se houver, diz-me, que eu faço a análise numérica Smiley
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #192 em: Janeiro 12, 2012, 11:18 »


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jnrodrigues:

Quais são os jogadores/percentagem de passe que terás de vender no final da época para colmatar o déficit de 35/40 milhões de euro?




Mas não ouves o que diz GL?


1 - No final do ano tens 80M de receitas e não é preciso vender jogadores com o objectivo de tapar buracos.

ou

2 - Os investidores pagam ( aqueles que vão entrar na SAD e cuja posição na mesma irá a votos )


Agora a sério:

Citar
Alberto Rodríguez /2015 / 70%
Anderson Polga/ 2012 /100%
André Carrilho /2016 /30%
André Martins /2014 /40%
André Santos /2014 /30%
Bruno Pereirinha /2013 /100%
Daniel Carriço /2013 /100%
Diego Capel /2016 /80%
Diego Rubio /2016 /65%
Elias Trindade /2016 /50%
Emiliano Insua /2016 /85%
Evaldo Fabiano /2014 /90%
Fabian Rinaudo /2015 /35%
Jeffren Suarez /2016 /75%
João Pereira /2014 /80%
Marat Ismailov /2015 /100%
Marcelo Boeck /2016 /65%
Matias Fernandez /2013 /75%
Oguchi Onyew /2014 /80%
Ricky Wolfswinkel /2016 /35%
Rui Patrício /2013 /80%
Santiago Arias /2016 /100%
Stjn Schaars /2014 /100%
Tiago Ferreira /2012 /100%
Valeri Bojinov /2016 /100%


Com as vendas de Bojinov, Pereirinha, Polga, Arias e Izmailov ( temos 100% de todos  Vitória ), facilmente tens 35/40M. Qual a dúvida?


:mgreen:   

Não... agora sim, é a serio....


Rui Patrico e João Pereira estão com a porta de saída aberta.... 20M pelos 2, será realizável? Se sim, recebemos 16M.

Assumindo que Wolf volta à forma que o notabilizou até há umas semanas atrás... batem a cláusula e é vendido por 22M. Recebemos 7.7.

Rinaudo volta como saiu... em grande. É vendido por 15M... recebemos 5.25.

Schaars é vendido por 8M.

Total: 36,95€.

São valores que fazem sentido? Na minha cabeça, sim.. veremos o que o mercado diz e como a equipa se comporta até final do ano. E como o Sporting se comporta na venda de activos, historicamente... comporta-se mal.


Significaria a saída de 5 jogadores titulares, meia equipa. E vários que não têm substitutos à altura, nem de perto, nem de longe. Pode-se ir mais longe... Capel, Carrillo e Insua podem entrar nas contas também, é escolher. Este exercício, que não é mais que uma simples brincadeira, serve para grosso modo dizer que é preciso desinvestir na equipa e fazer um downgrade brutal de qualidade de forma a equilibrar as contas. As mais valias, à partida, não seriam aplicáveis em reinvestimento e sim para pagar despesas. Haverá mais investidores para a próxima época e que estejam dispostos a colocar dinheiro, novamente, no Sporting?


Não optando o Sporting por estas vendas em massa, está preparado para mais 1 exercício de prejuízo de dezenas de milhões? Como é que tapa o buraco, então? As receitas em quotização, bilheteira e merchandising, etc...  já vimos e recorrendo aos melhores valores da última década, não andam para lá e somando-as todas, dos 10M acima dos valores do último exercício. A entrada da CL é absolutamente decisiva. E novas fontes de receitas urgem. E redução dos encargos financeiros.

E pronto... fiquei mal disposto. Vou-me deixar disto...

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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #193 em: Janeiro 12, 2012, 11:21 »



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jnrodrigues:

Quais são os jogadores/percentagem de passe que terás de vender no final da época para colmatar o déficit de 35/40 milhões de euro?




Mas não ouves o que diz GL?


1 - No final do ano tens 80M de receitas e não é preciso vender jogadores com o objectivo de tapar buracos.

ou

2 - Os investidores pagam ( aqueles que vão entrar na SAD e cuja posição na mesma irá a votos )


Agora a sério:

Citar
Alberto Rodríguez /2015 / 70%
Anderson Polga/ 2012 /100%
André Carrilho /2016 /30%
André Martins /2014 /40%
André Santos /2014 /30%
Bruno Pereirinha /2013 /100%
Daniel Carriço /2013 /100%
Diego Capel /2016 /80%
Diego Rubio /2016 /65%
Elias Trindade /2016 /50%
Emiliano Insua /2016 /85%
Evaldo Fabiano /2014 /90%
Fabian Rinaudo /2015 /35%
Jeffren Suarez /2016 /75%
João Pereira /2014 /80%
Marat Ismailov /2015 /100%
Marcelo Boeck /2016 /65%
Matias Fernandez /2013 /75%
Oguchi Onyew /2014 /80%
Ricky Wolfswinkel /2016 /35%
Rui Patrício /2013 /80%
Santiago Arias /2016 /100%
Stjn Schaars /2014 /100%
Tiago Ferreira /2012 /100%
Valeri Bojinov /2016 /100%


Com as vendas de Bojinov, Pereirinha, Polga, Arias e Izmailov ( temos 100% de todos  Vitória ), facilmente tens 35/40M. Qual a dúvida?


:mgreen:   

Não... agora sim, é a serio....


Rui Patrico e João Pereira estão com a porta de saída aberta.... 20M pelos 2, será realizável? Se sim, recebemos 16M.

Assumindo que Wolf volta à forma que o notabilizou até há umas semanas atrás... batem a cláusula e é vendido por 22M. Recebemos 7.7.

Rinaudo volta como saiu... em grande. É vendido por 15M... recebemos 5.25.

Schaars é vendido por 8M.

Total: 36,95€.

São valores que fazem sentido? Na minha cabeça, sim.. veremos o que o mercado diz e como a equipa se comporta até final do ano. E como o Sporting se comporta na venda de activos, historicamente... comporta-se mal.


Significaria a saída de 5 jogadores titulares, meia equipa. E vários que não têm substitutos à altura, nem de perto, nem de longe. Pode-se ir mais longe... Capel, Carrillo e Insua podem entrar nas contas também, é escolher. Este exercício, que não é mais que uma simples brincadeira, serve para grosso modo dizer que é preciso desinvestir na equipa e fazer um downgrade brutal de qualidade de forma a equilibrar as contas. As mais valias, à partida, não seriam aplicáveis em reinvestimento e sim para pagar despesas. Haverá mais investidores para a próxima época e que estejam dispostos a colocar dinheiro, novamente, no Sporting?


Não optando o Sporting por estas vendas em massa, está preparado para mais 1 exercício de prejuízo de dezenas de milhões? Como é que tapa o buraco, então? As receitas em quotização, bilheteira e merchandising, etc...  já vimos e recorrendo aos melhores valores da última década, não andam para lá e somando-as todas, dos 10M acima dos valores do último exercício. A entrada da CL é absolutamente decisiva. E novas fontes de receitas urgem. E redução dos encargos financeiros.

E pronto... fiquei mal disposto. Vou-me deixar disto...



 Seta

Obrigado Lion73!
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #194 em: Janeiro 12, 2012, 11:29 »



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jnrodrigues, não é bem assim, disto

Resultados Financeiros;
Evolução Patrimonial;
Resultados Desportivos;
Evolução do número de sócios efectivos;

Eu respondi-te a um, que é o que sei fazer com os dados de que disponho (a Wiki); e mostrei que os resultados desportivos foram semelhantes aos dos anos anteriores. O Lion73 e mais alguns no fundo concordaram, assinalando que o declíneo desportivo não começou com o projecto Roquette, vem de antes. Foi directamente resposta a este teu repto (com um título do tópico um pouco tolo, que mudei ontem de manhã). E quando comecei, não sabia qual seria o resultado, em relação às modalidades fiquei um pouco surpreendido (estamos melhor do que eu julgava, muito pelo mérito dos carolas de cada modalidade, em geral com pouco apoio), em relação ao futebol nem por isso, afinal, eu aos 15 anos tinha visto o Sporting ser campeão 4 vezes, e depois vieram os 18 anos. Para mim, 1999/2000 foi indescritível! Não sou capaz de não dar o mérito a quem lá estava.

Quanto a resultados financeiros e à evolução patrimonial, é escusado fazer de novo a análise porque já está feita noutros tópicos - os resultados financeiros foram maus ou péssimos, o património muito dele desapareceu, parecendo que o retorno foi "apenas" o estádio - nota que nós metemos defeito no nosso estádio, e tem uns quantos, mas é um grande estádio, dos melhores da Europa e vai-nos servir as próximas décadas. E o projecto do pavilhão, que para já não passa disso mesmo, projecto. No entanto, continuo à espera que respondas ao seguinte, também com números: então e os outros clubes europeus semelhantes, como foi com eles? Fomos nós os piores de todos ou fizemos o que todos fizeram? Muitos venderam-se a sheiks e investidores externos, nós ainda não - nisso estamos melhor. E os outros, os que não fizeram isso, estão bem financeiramente? Eu suponho, mas não sei, que os que foram bem geridos por pessoas competentes, tenham conseguido acompanhar a evolução do mundo de forma muito melhor que nós. Mas sinceramente, achava interessante ter essa análise comparativa.

Sobra a evolução do número de sócios, não apenas efectivos, mas das diversas categorias e pagantes/não pagantes, há algum sítio onde tenhamos dados disponibilizados ao longo dos tempos? Se houver, diz-me, que eu faço a análise numérica Smiley


Temos assistido a 16 anos de decréscimo patrimonial, financeiros e de associativismo. A nível desportivo tem sido semelhante.

Hipotecaste o teu futuro e os últimos 8 anos sem ganhar o campeonato são prova disso.

Considero hipotecar o futuro despachar património, acumular prejuízos, perder sócios e não ter retorno desportivo nem financeiros dos "investimentos" feitos.

A evolução dos sócios teve uma grande quebra com a quota suplementar imposta por Santana Lopes.

A TV, o shopping, o cinema, as viagens e muito mais, também leva a uma tendência de afastamento das pessoas dos Estádios. O conforto do sofá é o principal factor... Afastamento e perda do associativismo.
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #195 em: Janeiro 12, 2012, 11:57 »



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Temos assistido a 16 anos de decréscimo patrimonial, financeiros e de associativismo. A nível desportivo tem sido semelhante.

Hipotecaste o teu futuro e os últimos 8 anos sem ganhar o campeonato são prova disso.

Considero hipotecar o futuro despachar património, acumular prejuízos, perder sócios e não ter retorno desportivo nem financeiros dos "investimentos" feitos.

A evolução dos sócios teve uma grande quebra com a quota suplementar imposta por Santana Lopes.

A TV, o shopping, o cinema, as viagens e muito mais, também leva a uma tendência de afastamento das pessoas dos Estádios. O conforto do sofá é o principal factor... Afastamento e perda do associativismo.

essa do Lopes foi das piores decisões que podia ter tomado, financeiramente deve ter tido um retorno negativo, e perdeu muitos sócios que por princípio abandonaram o clube. O que é interessante é que já tinha sido feito nos anos 60! Só que, na altura, pediram uma quota extra a ser dada voluntariamente! E publicaram os nomes dos sócios que o fizeram no Jornal. A adesão foi muito boa, porque é assim mesmo, quando nos pedem algo, damos se pudermos! Agora quando exigem o que sentimos ser injusto...

Eu voltei para Portugal em 1999, e comecei a ir ao estádio. Olha que nos primeiros meses de 99/00 estava vazio, 7 a 10 mil pessoas era normal! Aquilo começou a encher quando a coisa começou a correr bem Smiley mas para além do que dizes, uma das razões do afastamento é a clientelização do sócio, com os cartões de sócio serem visa, e darem pontos, e quererem fazer do estádio um centro comercial.  E profissionalizando as coisas, com a equipa em Alcochete com condições óptimas OK, mas afastada dos sócios, e a entrada e saída do estádio por autocarro sem contacto com os sócios, são outras tantas razões. Muito disso já não pode ser mudado, mas a questão da clientelização pode e deve. Esta direcção está a apelar mais à emoção do que nos últimos 8 anos todos juntos. Podes não achar importante, mas isso do Jubas e do dia do Jubas é uma ocasião em que por esse país fora os pais podem levar os filhos a sentir o que é o Sporting. Pintar o estádio de verde nem que seja verde-eléctrico também é bom. AS fotos no túnel, idem. São passos pequenos mas simbólicos, e temos andado muito fracos em simbolismo e demasiado cheios com projectos de € que falharam todos.

Hipotecar o futuro... pois, espero que não seja irremediável. Estamos a viver de receitas futuras adiantadas (como os meus 16 meses de quotas até Abril de 2013! e tudo o resto). Falas dos 80 M€, a estimativa do Lion73 até é optimista, e mesmo assim fica a faltar muito. Aí entra o tal ciclo virtuoso do Paracelsus - dois ou três anos de vitórias continuadas, suportadas por um deficit de exploração. Este ano parecia que podia ser o começo, com a Taça de Portugal e a da Liga, e uma boa carreira na Europa, mas Dezembro e Janeiro não correram nada bem, e voltamos a sofrer em campo dos mesmos problemas que já tínhamos - apesar da maior qualidade inegável.

Já agora.. a quantas andamos com o passivo?! Há tempos que não vejo números globais. O JEB disse que ia reduzir para 180 ou lá o que era, depois diz-se 300, diz-se 400, mas vem dinheiro da CML e dinheiro disto e daquilo; no fim disso tudo, como estamos?!
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #196 em: Janeiro 12, 2012, 12:17 »



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Temos assistido a 16 anos de decréscimo patrimonial, financeiros e de associativismo. A nível desportivo tem sido semelhante.

Hipotecaste o teu futuro e os últimos 8 anos sem ganhar o campeonato são prova disso.

Considero hipotecar o futuro despachar património, acumular prejuízos, perder sócios e não ter retorno desportivo nem financeiros dos "investimentos" feitos.

A evolução dos sócios teve uma grande quebra com a quota suplementar imposta por Santana Lopes.

A TV, o shopping, o cinema, as viagens e muito mais, também leva a uma tendência de afastamento das pessoas dos Estádios. O conforto do sofá é o principal factor... Afastamento e perda do associativismo.

essa do Lopes foi das piores decisões que podia ter tomado, financeiramente deve ter tido um retorno negativo, e perdeu muitos sócios que por princípio abandonaram o clube. O que é interessante é que já tinha sido feito nos anos 60! Só que, na altura, pediram uma quota extra a ser dada voluntariamente! E publicaram os nomes dos sócios que o fizeram no Jornal. A adesão foi muito boa, porque é assim mesmo, quando nos pedem algo, damos se pudermos! Agora quando exigem o que sentimos ser injusto...

Eu voltei para Portugal em 1999, e comecei a ir ao estádio. Olha que nos primeiros meses de 99/00 estava vazio, 7 a 10 mil pessoas era normal! Aquilo começou a encher quando a coisa começou a correr bem Smiley mas para além do que dizes, uma das razões do afastamento é a clientelização do sócio, com os cartões de sócio serem visa, e darem pontos, e quererem fazer do estádio um centro comercial.  E profissionalizando as coisas, com a equipa em Alcochete com condições óptimas OK, mas afastada dos sócios, e a entrada e saída do estádio por autocarro sem contacto com os sócios, são outras tantas razões. Muito disso já não pode ser mudado, mas a questão da clientelização pode e deve. Esta direcção está a apelar mais à emoção do que nos últimos 8 anos todos juntos. Podes não achar importante, mas isso do Jubas e do dia do Jubas é uma ocasião em que por esse país fora os pais podem levar os filhos a sentir o que é o Sporting. Pintar o estádio de verde nem que seja verde-eléctrico também é bom. AS fotos no túnel, idem. São passos pequenos mas simbólicos, e temos andado muito fracos em simbolismo e demasiado cheios com projectos de € que falharam todos.

Hipotecar o futuro... pois, espero que não seja irremediável. Estamos a viver de receitas futuras adiantadas (como os meus 16 meses de quotas até Abril de 2013! e tudo o resto). Falas dos 80 M€, a estimativa do Lion73 até é optimista, e mesmo assim fica a faltar muito. Aí entra o tal ciclo virtuoso do Paracelsus - dois ou três anos de vitórias continuadas, suportadas por um deficit de exploração. Este ano parecia que podia ser o começo, com a Taça de Portugal e a da Liga, e uma boa carreira na Europa, mas Dezembro e Janeiro não correram nada bem, e voltamos a sofrer em campo dos mesmos problemas que já tínhamos - apesar da maior qualidade inegável.

Já agora.. a quantas andamos com o passivo?! Há tempos que não vejo números globais. O JEB disse que ia reduzir para 180 ou lá o que era, depois diz-se 300, diz-se 400, mas vem dinheiro da CML e dinheiro disto e daquilo; no fim disso tudo, como estamos?!

Vamos aguardar pela Auditoria e pela consolidação das contas... Infelizmente não temos contas públicas consolidadas. Os números devem andar a rondar os 350/400 milhões de euro.

O futebol não gera dinheiro suficiente para os custos que tem. Para ter uma equipa vencedora é preciso gastar muito mais, que o retorno possível. Para além de existirem variáveis de jogadores que são flops, que se lesionam, que não têm ganas, que não se adaptam ou que interessam apenas ao empresário/dirigente que o negócio se faça.

Olhando para as receitas de bilheteira, patrocínios, merchandising ou TV temos valores baixos. A este valor podemos adicionar venda de jogadores e entrada na Champions. As despesas com salários, juros, amortizações, perdas por imparidade são praticamente o dobro das receitas.
Quem paga as receitas do Clube são os Sócios directa e indirectamente. Estariam os sócios disponíveis para gastar o triplo por mês que gastam actualmente no Sporting?
Estaria o mero adepto disponível para colocar no Sporting 12 eur por mês?

É por isso que não acredito no ciclo vicioso positivo. Preocupa-me que nas últimas eleições não tenha existido UM candidato a analisar de forma séria e aberta as receitas e as despesas do Clube.

Os Clubes existem para ganhar títulos, não é para fazer dinheiro... Agora para existirem é preciso o tal dinheiro que faz a eternidade de um Clube.
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
 - Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar
Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #197 em: Janeiro 12, 2012, 12:26 »



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Não sei, não sou administrador/gestor/dirigente do Sporting. Indeciso

Não sabes/queres é sustentar a tua afirmação. Indeciso

Que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura do Sporting enquanto grande potência desportiva e futebolística, tenho quase a certeza absoluta.

Como se a tua afirmação fosse muito sustentada jnrodrigues.

- Sabes se é possível recomprar parte dos passes alienados (como faz o Porto)?

- Sabes se nos vamos apurar para a Liga dos Campeões?

- Sabes se vamos conseguir vender alguém no fim da próxima época a preços elevados?

Não sabes nada do que escrevi em cima. A única coisa a que te acabas por agarrar é ao passado, quando a aposta este ano é completamente diferente dos últimos anos, onde se optou pela redução do investimento no futebol com o agravamento expectável de custos visto não existir sucesso desportivo.

Fazendo contas de merceeiro:

Entrada na Liga dos Campeões = 9 (ou+) milhões de euros.
Venda de dois jogadores (supondo recompra de parte do passe) = 30 milhões de euros.
Aumento dos espectadores em Alvalade = ? (não sei o valor, mas este ano será bem mais elevado)

Aqui já tens mais de 40 milhões de euros. No último relatório e contas, 22 milhões foram para contratações e entrou um encaixe de 18 milhões nas vendas. Supondo que vendemos dois jogadores por 30 milhões e na próxima época só gastamos 7/8 milhões em 3 ou 4 jogadores (não é preciso mais) dá uma diferença de 22 milhões positivos (ao contrário deste ano que foram 4 negativos entre vendas e compras).

Contas então:

40 (R&C anterior) - 15 (diferença no montante de contratações) = 25 milhões

25 - 12 (diferença nas vendas) = 13 milhões

13 - 9 (Liga dos Campeões) = 4 milhões (sem contar com o aumento de espectadores).

Ou seja, se entrares na Liga dos Campeões, venderes dois jogadores, controlares um pouco mais a despesa e obtiveres um aumento de espectadores real, é perfeitamente possível passar a ter relatórios positivos. A grande questão aqui é se poderá ser possível recomprar os passes, porque é isso que acaba por prejudicar completamente toda esta estratégia de investimento para obter retorno.

Por isso é que não me faz sentido criticar esta direcção pelo último R&C nem pelo investimento efectuado nesta época, que era absolutamente necessário. Se vão ser capazes de vender os jogadores por preços condizentes com o seu valor? Não sei (nem tu). Vamos à Liga dos Campeões na próxima época com um encaixe substancial de euros? Não sei (nem tu).

Portanto, as tuas críticas não são verdadeiramente sustentadas e baseiam-se em suposições (tal como as minhas contas). A única atitude verdadeiramente honesta (para mim) é esperar para ver o que irá acontecer no final desta época, em termos de vendas e apuramento para a Liga dos Campeões. Tudo o resto é acabar por colocar o sentimento de inimizade em relação ao actual CD à frente de uma capacidade imparcial de análise e isso é algo que não farei, especialmente quando sempre defendi a via do investimento como forma de solucionar os problemas financeiros do Sporting.
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #198 em: Janeiro 12, 2012, 13:07 »



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Não sei, não sou administrador/gestor/dirigente do Sporting. Indeciso

Não sabes/queres é sustentar a tua afirmação. Indeciso

Que o caminho encetado por esta Direcção é um dos mais acertados dos últimos anos para garantir a sustentabilidade futura do Sporting enquanto grande potência desportiva e futebolística, tenho quase a certeza absoluta.

Como se a tua afirmação fosse muito sustentada jnrodrigues.

- Sabes se é possível recomprar parte dos passes alienados (como faz o Porto)?

- Sabes se nos vamos apurar para a Liga dos Campeões?

- Sabes se vamos conseguir vender alguém no fim da próxima época a preços elevados?

Não sabes nada do que escrevi em cima. A única coisa a que te acabas por agarrar é ao passado, quando a aposta este ano é completamente diferente dos últimos anos, onde se optou pela redução do investimento no futebol com o agravamento expectável de custos visto não existir sucesso desportivo.

Fazendo contas de merceeiro:

Entrada na Liga dos Campeões = 9 (ou+) milhões de euros.
Venda de dois jogadores (supondo recompra de parte do passe) = 30 milhões de euros.
Aumento dos espectadores em Alvalade = ? (não sei o valor, mas este ano será bem mais elevado)

Aqui já tens mais de 40 milhões de euros. No último relatório e contas, 22 milhões foram para contratações e entrou um encaixe de 18 milhões nas vendas. Supondo que vendemos dois jogadores por 30 milhões e na próxima época só gastamos 7/8 milhões em 3 ou 4 jogadores (não é preciso mais) dá uma diferença de 22 milhões positivos (ao contrário deste ano que foram 4 negativos entre vendas e compras).

Contas então:

40 (R&C anterior) - 15 (diferença no montante de contratações) = 25 milhões

25 - 12 (diferença nas vendas) = 13 milhões

13 - 9 (Liga dos Campeões) = 4 milhões (sem contar com o aumento de espectadores).

Ou seja, se entrares na Liga dos Campeões, venderes dois jogadores, controlares um pouco mais a despesa e obtiveres um aumento de espectadores real, é perfeitamente possível passar a ter relatórios positivos. A grande questão aqui é se poderá ser possível recomprar os passes, porque é isso que acaba por prejudicar completamente toda esta estratégia de investimento para obter retorno.

Por isso é que não me faz sentido criticar esta direcção pelo último R&C nem pelo investimento efectuado nesta época, que era absolutamente necessário. Se vão ser capazes de vender os jogadores por preços condizentes com o seu valor? Não sei (nem tu). Vamos à Liga dos Campeões na próxima época com um encaixe substancial de euros? Não sei (nem tu).

Portanto, as tuas críticas não são verdadeiramente sustentadas e baseiam-se em suposições (tal como as minhas contas). A única atitude verdadeiramente honesta (para mim) é esperar para ver o que irá acontecer no final desta época, em termos de vendas e apuramento para a Liga dos Campeões. Tudo o resto é acabar por colocar o sentimento de inimizade em relação ao actual CD à frente de uma capacidade imparcial de análise e isso é algo que não farei, especialmente quando sempre defendi a via do investimento como forma de solucionar os problemas financeiros do Sporting.


 Seta Seta Seta

Concordo em absoluto Winston
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Re: Os "salvadores" do Sporting , « Resposta #199 em: Janeiro 12, 2012, 13:25 »



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A grande questão aqui é se poderá ser possível recomprar os passes, porque é isso que acaba por prejudicar completamente toda esta estratégia de investimento para obter retorno.

Supondo que até existe a possibilidade de recompra, alguém me explica de onde vem o dinheiro para a executarmos?

É que estou farto de ler sobre a dita, mas não vejo que receitas vamos ter até ao final desta época que permitam dispor do dinheiro, o que no fundo nos levou a abdicar das percentagens dos passes, para recomprar seja o que for.
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A continuidade e a sua credibilidade trouxeram-nos a esta triste realidade. Basta!

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