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Fórum SCP - A Comunidade do Sporting Clube de Portugal Universo Sporting Clube de Portugal Redacção Porta 10-A Tópico:

Análise do Plantel e da Época 2011/2012

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Autor Tópico: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 (Lida 13756 vezes)

Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #80 em: Agosto 26, 2011, 01:28 »

HULK VERDE

A meu ver o Sporting devia-se apresentar sempre em 4-4-2


                                    GR
                              Rui Patricio
                                  Boeck
                                  Tiago

DD                     DC                    DC                   DE
João Pereira     Polga              Rodríguez           Evaldo
Arias                Oniewu             Carriço              Turam
Pereirinha


                       MC                     MC
                     Rinaudo            A. Santos
ED                 Schaars             Matias                   EE
Jeffrén          A. Martins            Aguiar               Capel
Carrillo                                                           Izmailov

                          AV
                         Bojinov
                         Rubio  
                         Djaló                   AV
                                                   Ricky
                                                  Postiga  


   Seta Começa a fazer-se alguma luz. Só falta riscar Postiga da lista e ir buscar um avançado-centro/ponta-de-lança digno desse desígnio, finalizador, concretizador, goleador. Alguém que seja mais eficiente e eficaz nessa função e que faça golos ou ajude a fazer com regularidade, que é o que Postiga não faz.

   Cipriano, tens o meu aplauso por este teu claro e elucidativo comentário.  Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Positivo!
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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #81 em: Agosto 26, 2011, 02:09 »

Captain Tsubasa

Eu acho que em vez do 4-4-2 devia jogar com um 4-1-3-2. Dos 6 médios (que jogam preferencialmente pela zona central) 2 são trincos  - [Rinaudo e André Santos], 2 são B2B ou médios centros - [Schaars e André Martins] e outros dois são médios ofensivos - [Matias e Luis Aguiar], sendo que se comparar-mos a qualidades destes respectivos jogadores penso que os médios centros são os mais fracos logo jogar com um sistema que usa dois jogadores com estas caracteristicas não favorece as actuais caracteristicas do plantel com a agravante de queimar-mos um dos melhores jogadores do plantel (Matias Fernandez), pois neste sistema só o vejo a jogar numa das alas, o que não lhe favorece.

               
                                    MDC
                                  Rinaudo
                               André Santos

 
     MD                            MC                              ME
  Izmailov             Matias Fenandez*              Capel
   Jeffren                 Luis Aguiar                       Carrillo
                              André Martins                  Schaars
                                  Schaars


* Esta táctica tal como o 4-4-2 não permite extrair todo o potencial do Matias Fernandez mas ao contrário de um sistema com dois médios-centros puros este sistema não é tão prejudicial ao chileno caso o trinco (e como sempre deve acontecer neste sistema) não aventurar-se muito no ataque, e ai o Rinaudo tinha que adaptar um pouco o seu estilo de jogo e com um ala mais táctico nos jogos mais apertados (Izmailov ou quiça o Schaars) seria possivel utilizar o Matias + 2 avançados. Se o Matias não resultasse também tínhamos outras opções tais como colocar a posição de médio  mais criativo ao Izmailov ou ao Schaars ou até o Luis Aguiar e dado que estes médios trabalham mais e melhor defensivamente que o Matias seria possível  ter o dominio do meio-campo mesmo jogando com alas explosivos (Capel e Jeffren).
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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #82 em: Agosto 26, 2011, 14:32 »



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O 4-3-1-2 é uma variante do 4-4-2, assim como o 4-1-2-1-2(como jogam os orcs), dependendo do adversário a tática era ajustada.
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Já chega de tachos, já chega de roubar o Sporting!!!!

Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #83 em: Agosto 28, 2011, 00:37 »



*
Júnior

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Análise ao jogo Sporting 2 – 1 Nordsjælland (2ª Mão do Playoff da Liga Europa):

Ficha do Jogo:

Assistência: 24 028 Espectadores

Equipa de Arbitragem:
   Árbitro Principal – Ovidiu Hategan (Roménia)
   Assistentes – Ionel Popa e Octavian Sovre
   4º Árbitro – Istvan Kovacs


Sporting:   

   1   Rui Patrício   
   47   João Pereira   
   4   Polga   
   3   Daniel Carriço (cap)   
   5   Evaldo   
   26   André Santos   
   8   Schaars   
   10   Izmailov   
   20   Yannick   
   23   Hélder Postiga   
   11   Capel


Nordsjælland:

   1   Hansen
   4   Kildentoft
   2   Okore
   5   Bjelland
   19   Gundelach
   18   Parkhurst
   17   Christensen
   7   Stokholm (cap)
   12   Lawan
   10   Beckmann
   24   Granskov

Domingos decidiu não fazer qualquer alteração no esquema táctico que tem vindo a utilizar, mantendo o 4x3x3, com extremos bem abertos e um único ponta-de-lança, mais móvel. Em relação à equipa que alinhou na primeira mão, Domingos optou por fazer alinhar Capel, no lugar do lesionado Jeffren, colocando Izmailov no lugar de André Santos, fazendo recuar Schaars no meio-campo.

Relativamente à equipa do Nordsjælland, verificou-se uma única alteração, com Adu a dar o seu lugar a Gundelach, que alinhou a lateral esquerdo, fazendo avançar Parkhurst para o centro do terreno.


1’ – Falta para o Nordsjælland no meio-campo, marcada de forma rápida por Beckmann, que descobre Lawan a desmarcar-se completamente isolado para a baliza do Sporting, mas João Pereira a impedir aquilo que poderia ter sido o primeiro golo da partida. Lance muito perigoso para o Nordsjælland, logo no inicio da partida.

4´- A pressão elevada do Sporting a dar frutos, com Izmailov a recuperar a bola junto à linha de fundo, depois de um mau passe de Hansen para Bjelland, com o russo a colocar no meio, para Postiga, que passa para Schaars e este a não conseguir desviar para a baliza deserta. Muito perigo na área dinamarquesa.

5´- No minuto seguinte, mais uma vez, uma recuperação de bola na defensiva dinamarquesa, por parte de Schaars, a colocar rapidamente na zona da meia-lua, em Izmailov que, num 2 para 2, preferiu desmarcar Postiga, que já se encontrava fora-de-jogo, quando tinha tudo para alvejar a baliza de Hansen.

13’ – Capel recupera a bola no centro do terreno e injecta velocidade na transição ofensiva. Descobre Yannick na direita, com muito espaço, que facilmente ganha em velocidade a Gundelach; vai à linha tirar o cruzamento, com conta e medida, para a pequena área, onde aparecia Postiga para finalizar; a bola, no entanto, bate em Bjelland e recua para a zona da marca da grande penalidade, onde aparecia Schaars para finalizar, mas com Parkhust a cortar para a entrada da grande área; Capel remata de primeira, mas a bola sai muito por cima. Bela transição ofensiva, mas com pouco esclarecimento na hora H.

17’ – Pontapé de canto do lado direito do ataque, para o Sporting, a ser apontado por Schaars, com a bola a ser desviada, ao primeiro poste, pela defensiva do Nordsjælland; na confusão a bola sobra para Postiga que, de forma acrobática coloca no coração da pequena área, onde aparece Carriço, à boca da baliza, a desviar por cima da barra. Incrível falhanço do capitão do Sporting.

25’ – A pressão do Sporting, mais uma vez, a colocar a equipa do Nordsjælland em dificuldades, com Yannick a recuperar a bola na direita e a fazer uma diagonal para o meio onde, de muito longe, em zona central, remata forte, para defesa complicada de Hansen; na recarga, Capel remata à figura de Hansen, que recuperou rapidamente a sua posição.

26’ – Carriço coloca longo, na frente, onde aparece Yannick a cabecear para trás, para Postiga, que coloca rápido em Izmailov; este aproveita o apoio de João Pereira que, numa diagonal coloca em Postiga, que recebe de costas para a baliza, e com um trabalho individual de muita qualidade, descobre espaço para rematar, com Hansen a fazer uma defesa de recurso. Bom trabalho do avançado do Sporting.

28’ – Depois de um livre, apontado por Beckmann, em zona perigosa para o Nordsjælland, descaído pelo lado esquerdo do ataque dinamarquês, a bola é facilmente cortada pela defensiva do Sporting; no seguimento, Parkhust coloca na área com a bola a ressaltar para o seu capitão, Stokholm, que remata forte e em arco, com a bola a não sair longe do vértice direito da baliza de Rui Patrício. Remate perigoso para o Nordsjælland.

33’ – Jogada na esquerda, com Evaldo a deixar para Izmailov, que remata forte, de longe, para defesa fácil de Hansen. Na resposta, transição rápida do Nordsjælland por intermédio de Granskov, que remata forte, contra Evaldo, com a bola a sair pela linha de fundo. Na sequência do pontapé de canto, uma completa desconcentração da defensiva do Sporting, que deixa dois jogadores dinamarqueses aparecerem soltos no segundo poste, com Stokholm a cabecear, sem ter que saltar, com a bola a sair ligeiramente ao lado. Lance de muito perigo para o Nordsjælland.

35’ – Lance de envolvimento na direita do ataque do Sporting, com João Pereira a cruzar largo para a esquerda, onde aparece Capel, que tira Kildentoft do caminho e cruza para a área; Hélder Postiga aparece a desviar ao primeiro poste e Yannick, ao segundo poste, a cabecear por cima da barra. O desvio de Hélder Postiga a não permitir uma melhor finalização do Yannick.

37’ – O sempre irrequieto Capel, descobre Izmailov na esquerda, que aproveita o apoio de Evaldo; este tira um excelente cruzamento para a área, onde aparece Postiga a finalizar de cabeça, com Hansen a defender à segunda. Excelente lance do ataque do Sporting, que mais uma vez não é aproveitado.

43’ – André Santos coloca na direita, em João Pereira, que descobre, solto de marcação, Schaars; este tira um cruzamento com conta, peso e medida, para a área, onde apareceu Yannick a cabecear de forma excelente, para uma fantástica defesa de Hansen. Excelente oportunidade de golo.

O Sporting iniciou o jogo de forma desconcentrada, a tentar pressionar alto, mas sempre de forma desordenada. Uma desatenção colectiva quase ia permitindo o primeiro golo da partida para o Nordsjælland, não fosse a velocidade de João Pereira ter salvo o Sporting de dissabores maiores. Mas rapidamente a equipa foi capaz de equilibrar-se e a pressão alta deu os seus frutos, logo à passagem do quarto minuto, onde Schaars poderia ter aberto o marcador. Pouco depois, foi Izmailov a ter hipótese de finalizar, mas a preferir colocar num Hélder Postiga fora de jogo.

A equipa do Nordsjælland vinha com intensões de subir no terreno com a bola controlada, através de um futebol apoiado, no entanto a pressão alta, feita de forma eficaz, pelo Sporting, obrigou o treinador Kasper Hjulmand a mudar de estratégia, solicitando que a equipa jogasse um futebol mais directo, na frente.

Primeiros trinta minutos de total domínio do Sporting, com um par de oportunidades de golo a serem desperdiçadas, nomeadamente por Carriço e Postiga. Depois disso, o Sporting revelou algumas desatenções graves, nomeadamente em lances de bola parada, que poderiam ter resultado em golo para a equipa do Nordsjælland. Antes do final da primeira parte, o Sporting ainda dispõe de duas oportunidades para marcar, mas, nem Postiga, nem Yannick, conseguiram a melhor finalização.

Uma primeira parte totalmente dominada pelo Sporting, que pressionou sempre de forma intensa a equipa do Nordsjælland, que não conseguiu ultrapassar estas dificuldades com facilidade. No entanto, algumas desconcentrações dos Leões poderiam ter causado muitos dissabores para o público impaciente de Alvalade. O resultado, no final da primeira parte, peca, obviamente, por escasso, mas castiga de forma severa a pouca produtividade da equipa do Sporting, na hora de colocar a bola na baliza.


Para esta segunda parte, nenhum dos treinadores optou por fazer alterações nas respectivas equipas.


48’ – João Pereira descobre, solto na direira, Yannick que, com todo o tempo do mundo, tira o cruzamento, com Hansen a afastar para a entrada da grande área; no seguimento do lance, João Pereira deixa para Izmailov, que com um trabalho individual, tira dois adversários do caminho e remata por cima da baliza do Nordsjælland.

49’ – Trabalho na direita de Izmailov, que tabela com Postiga, o russo liberta-se do adversário e cruza, rasteiro e atrasado, para a entrada de Postiga, que remata para a bancada. Poderia ter feito muito melhor.

50’ – Cartão amarelo para o capitão Stokholm, por protestos.

52’ – O Sporting a deixar jogar o Nordsjælland; a bola é trocada no meio-campo defensivo do Sporting, sem que ninguém pressione de forma efectiva, com Beckmann a descobrir Kildentotf, solto na direita, que tira o cruzamento para a área, onde aparecia Lawan para finalizar, mas com Polga a cortar para canto. O Nordsjælland a aproveitar a passividade da defensiva do Sporting para criar a sua melhor jogada da partida, com Polga a ser fundamental no corte que realizou.

59’ – João Pereira, com uma grande abertura, descobre Capel na esquerda, que tira um excelente cruzamento para o coração da área, onde aparece Yannick a cabecear forte, para uma excelente defesa de Hansen. Grande oportunidade para o Sporting. Na recarga, Schaars remata por cima.

61’ – Novamente Yannick, com muita garra, recupera uma bola perdida a meio-campo e remata de muito longe, com a bola a bater à frente do guarda-redes dinamarquês, mas com Hansen a responder bem.

61’ – Primeira substituição no Sporting: Domingos retira o jogador mais inconformado, Yannick e coloca Bojinov em campo.

62’ – Primeira substituição no Nordsjælland: sai Beckmann e entra Mikkelsen.

62’ – Grande abertura de André Santos, para a direita, onde está liberto Izmailov, que recepciona bem e cruza melhor ainda, para a entrada da pequena área, onde aparece Postiga a cabecear, para a defesa de Hansen. Grande oportunidade para o Sporting. No seguimento do lance, Evaldo preparava-se para fazer a recarga, mas é afastado por Kildentoft. Grande penalidade que fica por assinalar a favor do Sporting.

64’ – Mais uma boa abertura de André Santos, desta feita para a esquerda, onde descobre Capel, que tira dois adversários do caminho e remata, no vértice da área, com a bola a sair ao lado do poste mais distante da baliza do Nordsjælland.

65’ – O Sporting a aumentar o ritmo da partida; Schaars descobre Capel solto na esquerda, este tira um cruzamento fantástico para a área, onde aparece, livre de marcação, Bojinov, a cabecear de cima para baixo, com a bola a sair a rasar o posto esquerdo da baliza de Hansen. Mais uma grande oportunidade para o Sporting.

65’ – Cartão amarelo para Kildentoft, por entrada perigosa, a meio-campo.

66’ – Segunda substituição para o Nordsjælland: sai Lawan e entra Laudrup.

68’ – Combinação na direita entre João Pereira e Izmailov, com este último a libertar-se e já dentro da área, a rematar rasteiro para a defesa incompleta de Hansen; Postiga ainda consegue roubar a bola das mãos do guarda-redes dinamarquês, mas remata muito torto.

70’ – Segunda substituição no Sporting: sai Schaars, com visíveis limitações físicas e entra Rinaudo para o seu lugar.

73’ – Izmailov, na direita, coloca em Postiga que, em zona central, a 30 metros da baliza, remata frouxo, para defesa fácil de Hansen.

76’ – Cartão amarelo para Bojinov, por simular uma grande penalidade.

77’ – Golo do Sporting (1-0): Capel com uma das suas arrancadas, agora no flanco direito, vai à linha e cruza para o segundo poste, onde aparece Izmailov a cabecear para trás, para Bojinov, que segura a bola e deixa para trás, para André Santos, rematar colocado, no poste mais distante da baliza de Hansen. Finalmente o Sporting a conseguir marcar um golo mais que justo.

82’ – Mais uma grande arrancada de Capel, que tabela com Bojinov, ensaia o lance individual e remata para defesa atenta de Hansen, para canto.

82’ – Golo do Sporting (2-0): No seguimento do pontapé de canto, apontado por Capel, a bola é colocada no coração da pequena área, onde aparece, de rompante, Evaldo, a encostar para o interior da baliza.

83’ – Terceira substituição para o Nordsjælland: sai Christensen e entra Rodhe.

84’ – Terceira substituição para o Sporting: sai Izmailov e entra o estreante Carrillo.

86’ – Cartão amarelo para Okore, por entrega dura sobre João Pereira.

88’ – Carrillo recebe de João Pereira e coloca bem em Postiga, que avança para a área e remata fraco para o corte da defensiva adversária. Poderia ter dado no meio, onde tinha Bojinov solto e André Santos a entrar.

90+1’ – Cartão amarelo para Rinaudo, por ter cortado um lance a meio-campo, com o braço.

90+3’ – Golo do Nordsjælland (2-1): na sequência de um pontapé de canto, apontado por Mikkelsen, para o segundo poste, onde aparece Rohde, que cabeceia para a confusão e Laudrup, na pequena área, a rematar para o interior da baliza de Rui Patrício.


Se a primeira parte tinha sido, quase na sua totalidade, dominada pelo Sporting, nesta segunda parte, esse domínio foi ainda mais evidente, com a equipa de Alvalade a entrar muito pressionante e a conseguir um bom par de oportunidades para inaugurar o marcador. O mais inconformado, nesta primeira fase da segunda parte, foi Yannick que, com um par de iniciativas individuais, procurou manter, num nível elevado, a motivação colectiva na busca pelo golo, mas sem resultados práticos. Respondeu bem a um cruzamento, com um cabeceamento forte, mas o guarda-redes dinamarquês negou-lhe o golo.

Pouco depois, Yannick viria a ser substituído por Bojinov e Domingos decidiu mudar o desenho da equipa, para um 4x1x3x2 que, rapidamente se transformava num 4x2x4, com mais o apoio quase constante do João Pereira, tal era a inoperância da equipa adversária. Nesta fase, emergiu Capel, para uma grande exibição. Teve muito mais a bola, foi muito mais explosivo e, quando já evidenciava falta de pernas, tira um cruzamento que encontra Izmailov no segundo poste, este combina com Bojinov, que deixa para trás, para a entrada de André Santos, para inaugurar o marcador. Capel ainda teve forças para marcar o pontapé de canto, que proporcionou a entrada fulgurante de Evaldo, para elevar o marcador para 2-0. Numa outra situação, Capel poderia ter aproveitado uma situação de 1 para 3, para fazer ampliar a contagem, mas a falta de pernas que já demonstrava traíram-no, no momento do passe e o lance acabou por se perder.

Já a terminar a partida, e em mais uma das muitas desatenções que poderiam dar em golo para o Nordsjælland, a equipa dinamarquesa, na marcação de uma pontapé de canto, e aproveitando as falhas nas marcações da defensiva do Sporting e a total confusão instalada na área, reduziu por intermédio de Laudrup, que apareceu a desviar a bola para a baliza.

Capel, demonstrou neste jogo, a importância que pode desempenhar na equipa, através das suas mudanças de ritmo e da sua qualidade técnica. Foram dele as principais iniciativas que permitiram o Sporting manter o ânimo elevado, numa altura em que o tempo começava a escassear.

O resultado é mais que justo e só peca por escasso, tal foi a diferença de qualidade evidenciada entre as duas equipas e no volume de jogo ofensivo apresentado. O golo obtido pelo Nordsjælland foi um prémio demasiado valioso para quem pouco tentou. O treinador do Nordsjælland tentou montar uma equipa que privilegiasse a posse de bola e poderia ter sido goleado. Só não o foi, por manifesta incompetência dos avançados leoninos e por um guarda-redes em noite inspirada.



Estatísticas do Jogo:

                                        Sporting                  Nordsjælland
Remates                               31                                 5
Cantos                                  11                                4
Foras-de-jogo                        5                                 1
Faltas cometidas                  16                               16
Cartões amarelos                   2                                 3
Cartões vermelhos                0                                 0
Posse de bola                     56%                            44%


Análise Individual (Notas de 0 a 20 val.):

Rui Patrício:
Jogos: 4 (2LP+2LE); Minutos: 360’; Golos sofridos: 2 (1LP+1LE); Disciplina: - ; Nota: 13 val.
Praticamente sem ter que fazer uma única defesa digna de registo, tal foi a inoperância atacante do adversário. Esteve sempre atento, a jogar subido, como se de um líbero se tratasse. Sofreu um golo na pequena área, mas pouco ou nada poderia ter feito para chegar à bola, tal era a confusão instalada naquela zona do terreno.

João Pereira:
Jogos: 4 (2LP+2LE); Minutos: 360’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 15 val.
Iniciou o jogo a salvar a equipa de dissabores maiores, ao ter recuperado rapidamente, após uma desatenção colectiva de toda a equipa. Tirando isto, defensivamente pouco mais teve que fazer, pois Beckmann passou ao lado da partida. Na segunda parte, depois da entrada de Mikkelsen, poderia pensar-se que teria vir a ter mais trabalho, visto este jogador ter sido o melhor da sua equipa, no jogo da primeira mão, mas rapidamente se percebeu que não era o dia do dinamarquês. Por isso, teve toda a liberdade do mundo para subir no terreno, como mais gosta de fazer e foram deles um punhado de bons lances que contribuíram para criar desequilíbrios à equipa adversária. Começa a entrar em níveis de forma aceitável e, sem sombra de dúvida, que o facto de ter carregado a braçadeira durante uns jogos, contribuiu para a sua estabilização emocional. Pelo menos, até à data. A sua entrega levou-o ao limite físico e terminou o jogo com cãibras. Grande entrega e disponibilidade. Boa exibição.

Polga:
Jogos: 4 (2LP+2LE); Minutos: 360’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 15 val.
Grande Polga. Um verdadeiro líder em campo, tanto a coordenar toda a defesa, como a livrar a equipa de apuros. Até nas subidas do terreno, demonstrou presença e assertividade. Demonstrou-se sempre rápido, tanto a atacar a bola, como a preencher o espaço. De nota ainda a grande moderação que tem tido, em utilizar os balões e os passes em profundidade que eram a sua imagem de marca do passado. Nota-se aqui, claramente, trabalho do Domingos, que conseguiu restituir toda a confiança neste internacional brasileiro, que está a demonstrar poder ser ainda muito útil à equipa. É, talvez, nesta altura, seja melhor solução para o lado direito do eixo da defesa, pela experiência e pela tranquilidade que oferece ao sector. Muito boa partida.

Carriço:
Jogos: 1(1) ((1)LP+1LE); Minutos: 135’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 12 val.
Exagerou num ou noutro balão, completamente desajustado, mas à excepção disso, conseguiu manter alguma tranquilidade. Mas verdade seja dita que, defensivamente, poucas vezes foi chamado a intervir, em situações de grau de dificuldade elevado. Foi talvez o jogo ideal para recuperar a sua confiança, depois de alguns jogos pouco conseguidos. Teve uma oportunidade flagrante para inaugurar o marcador, na fase inicial da partida, quando, em plena pequena área, e com a baliza completamente deserta, rematou por cima da barra, quando se exigia apenas um ligeiro desvio para o interior das redes.

Evaldo:
Jogos: 4 (2LP+2LE); Minutos: 360’; Golos: 1 LE ; Disciplina: - ; Nota: 14 val.
Mais tímido que João Pereira a atacar, mas quando subiu, foi determinante. Apontei duas situações: numa, apareceu em plena área para fazer uma recarga a um cabeceamento de Postiga, foi afastado de forma irregular e ficou uma grande penalidade por marcar; na segunda subida, marcou o golo decisivo, que daria a passagem na eliminatória, ao corresponder a um canto marcado de forma perfeita, por Capel. Defensivamente, pouco ao nada teve que fazer, a não ser manter um posicionamento tacticamente eficaz, coisa que ele é exímio, aproveitando a sua capacidade física invejável.

André Santos:
Jogos: 3 (1LP+2LE); Minutos: 195’; Golos: 1 LE ; Disciplina: - ; Nota: 16 val.
Excelente jogo da parte do jovem médio do Sporting. Pelo golo decisivo que marcou, pelo significado que teve. Quando já se começava a sentir muita impaciência vinda da bancada, André Santos teve a calma e a frieza de colocar a bola, de forma perfeita, sem hipótese para o guardião adversário. Sem ninguém para marcar, ou sequer para vigiar, André Santos, apesar de ser o centro-campista de características mais defensivas, não hesitou na hora de subir e de funcionar como o “talonador”, abrindo o jogo do Sporting, ora na direita, ora na esquerda, com os seus passes milimétricos e inteligentes. Grande exibição pela intensidade e pela objectividade das suas acções; e claro, pelo golo decisivo que marcou.

Schaars:
Jogos: 4 (2LP+2LE); Minutos: 340’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 11 val.
Iniciou bem a partida, na intensidade que colocou na pressão alta feita pela equipa. Logo a abrir, chegou atrasado a uma solicitação de Postiga, que poderia ter levado ao primeiro golo do Sporting. Com posse de bola, é inquestionável a sua qualidade de passe, mas o facto de arriscar pouco e de lateralizar ou recuar grande parte dos seus passes, transformam-no num jogador passivo e pouco agressivo. A equipa precisaria que os seus passes fossem mais penetrantes e objectivos. Verdade seja dita que, este meio-campo, ensaiado por Domingos, onde os três elementos jogam quase em fila indiana, ficando ensanduichado entre André Santos e Izmailov, retira-lhe a Schaars grande parte do protagonismo que seria necessário para o holandês de evidenciar. É mais um jogador que está no fio da navalha, sobe o ponto de vista físico, tendo sido substituído a meio da segunda parte.

Izmailov:
Jogos: 1(3) (2)LP+1(1)LE; Minutos: 210’; Golos: 1 LP; Disciplina: - ; Nota: 13 val.
Tivesse Izmailov, pernas para durar o jogo todo, teríamos aqui a nossa maior mais-valia. É impressionante o coração e a entrega que coloca na busca incessante pela posse de bola. Os primeiros minutos da partida são testemunha disso mesmo, com duas recuperações que poderiam dar golo, em apenas 5 minutos. Mas precisa de melhorar a objectividade que coloca nos lances, principalmente na hora de finalizar. Ainda lhe falta recuperar a confiança, na hora de assumir o remate. Nota-se que está ainda um pouco retraído. A partir de um certo período da segunda parte, foi-se apagando, à medida que as forças lhe foram faltando. Foi substituído, numa altura em que o jogo já estava decidido. Exibição de coração e entrega do internacional russo.

Yannick:
Jogos: 4 (2LP+2LE); Minutos: 251’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 12 val.
Isto deveria ser um espaço para falar do desempenho do jogador na partida, mas não poderei deixar de falar do que aconteceu, ainda antes da partida começar. Foi completamente vergonhoso o tratamento que Yannick teve da parte dos adeptos do Sporting. Tratando-se de um activo do Sporting, que tem dado o seu melhor em campo, substituindo possíveis titulares, que têm apresentado limitações físicas, e que até tem cumprido bem, é incompreensível que se trate assim um jogador do nosso clube, ainda antes de ele entrar em campo. Apesar disso tudo, Yannick não voltou nunca a cara à luta, e foi dos jogadores mais inconformados, na primeira fase do encontro, quase sempre através de lances individuais. Esteve sempre activo na busca pelo golo, e teve algumas oportunidades negadas pelo guarda-redes adversário. Pasmem-se: os mesmos adeptos que o assobiaram antes e durante toda a partida foram os mesmos que o aplaudiram, quando aos 59 minutos, teve das melhores oportunidades de golo, ao cabecear para espectacular defesa de Hansen. Quando saiu, pouco depois, era dos jogadores mais inconformados da equipa, mas o clima à sua volta, forçou a substituição.

Hélder Postiga:
Jogos: 3(1) (1(1)LP+2LE); Minutos: 302’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 10 val.
É indesmentível que Hélder Postiga trabalha, batalha, desgasta os adversários, mas também é imperdoável a sua inoperância na hora de finalizar e a sua eficácia nula. Um ponta-de-lança, ainda para mais a jogar neste sistema, tem que aproveitar as oportunidades que dispõe para finalizar e Postiga, mais uma vez, desiludiu. Depois da entrada de Bojinov, sentiu-se mais confortável, em terrenos mais recuados, e dispôs da sua melhor oportunidade para marcar, negada pelo guarda-redes dinamarquês. Muito trabalho e pouca produtividade.

Diego Capel:
Jogos: 2 (1) (1(1)LP+1LE); Minutos: 207’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 16 val.
Começou um pouco timidamente e entregou o protagonismo, no início da partida, aos mais “velhos” do plantel. Mas pouco a pouco, a sua qualidade técnica começou a vir ao de cima e provou a importância que as suas mudanças de velocidade e capacidade técnica têm no desempenho global da equipa. Terminou a primeira parte com um par de arrancadas, que deixou em pânico a defensiva adversária. Mas o melhor ainda estava para vir. Após o aumento dos espaços que a entrada de Bojinov implicou, Capel estive simplesmente brilhante, na intensidade que colocou nos seus lances individuais e na precisão dos seus cruzamentos. E para aqueles que pensavam que o espanhol estaria confinado a ser uma opção apenas para o lado esquerdo do ataque, Capel responde com o seu melhor período na partida, precisamente a jogar sobre a direita. Foi dele, a jogada e o cruzamento que daria o primeiro golo e foi dele a assistência (através da marcação de um pontapé de canto) para o golo da tranquilidade. Provou ser um jogador de equipa e pena foi, que os seus companheiros do ataque não tivessem correspondido com golos, aos seus cruzamentos milimétricos. Pena é, o facto da sua condição física ainda não ser a ideal, pois quanto mais durarem as pilhas de Capel, em mais apuro estarão as equipas adversárias. Fantástico.

Bojinov:
Jogos: (1) LE; Minutos: 28’; Golos: - ; Disciplina: 1CA LE; Nota: 14 val.
A estreia do internacional búlgaro, com a camisola do Sporting, em jogos oficiais poderia ter sido perfeita, se aquele cabeceamento, aos 65 minutos, tivesse saído uns centímetros mais para dentro. A técnica no cabeceamento esteve lá, faltou uma pontinha de sorte. Mais tarde tentou cavar uma grande penalidade, que lhe valeu um cartão amarelo. Mas o lance do jogo, onde foi preponderante, foi no primeiro golo do Sporting, onde foi capaz de aliar a sua força física, à excelente técnica individual, tendo sido capaz de fixar, em seu redor, toda a defensiva do Nordsjælland e deixar para trás, para a entrada de André Santos. Nos poucos minutos que teve em campo, foi absolutamente decisivo, não só a desgastar e a fixar toda a muralha defensiva adversária, a assistir para o lance do golo, que acalmou as hostes.

Rinaudo:
Jogos: 3(1) (2LP+1(1)LE); Minutos: 290’; Golos: - ; Disciplina: CA – 3 (1LP+2LE); Nota: 6 val.
A sua entrada desempenhou um papel fundamental na vitória, pois possibilitou a subida no terreno de André Santos. Para além disso, cumpriu o que lhe foi pedido. Como houve pouco trabalho defensivo, subiu sempre que necessário, para encurtar os espaços entre os sectores. Foi, mais uma vez, amarelado, num lance completamente inócuo.

Carrillo:
Jogos: (1) LE; Minutos: 6’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 4 val.
Outro dos estreantes da noite, em jogos oficiais, o jovem peruano teve ainda tempo para mostrar um pormenor delicioso, numa desmarcação, de primeira, para Hélder Postiga. Entra numa altura em que o jogo estava decidido e o Sporting, claramente, recua no terreno. Com pouco tempo e pouca bola para mostrar do que é capaz.

Domingos Paciência:
Jogos: 4 (2LP + 2LE); Saldo de golos: 1 (3 – 2) (LP: 0 (1 – 1); LE: 1(2 – 1)); Nota: 12 val.
Domingos está ainda muito condicionado, pela fraca condição física de algumas das suas pedras mais preciosas, na construção do onze ideal, para esta equipa do Sporting. Por esse facto, justifica-se a sua escolha em jogadores mais rotinados. A utilização de jogadores como Yannick, Postiga, Polga, Evaldo e André Santos, só para referir alguns, justificam essa estratégia. No entanto, esta aposta condiciona a adaptação dos novos reforços.

Mais uma vez, opta por iniciar o jogo num 4x3x3, com uma pressão muito alta, colocando imediatas dificuldades ao Nordsjælland, que se preparava para apostar numa posse de bola tranquila, à procura de espaços, tal como fez no jogo da primeira mão. Domingos soube prever isso e a equipa poderia ter resolvido o jogo, nos primeiros 10 minutos da partida. Postiga, Yannick, Izmailov e Schaars funcionaram como uma agressiva matilha de cães famintos, numa busca quase febril, pela bola. Capel ficou um pouco mais reservado, nestas funções, muito por causa da sua ainda instável condição física. Esta estratégia inicial tem tudo a ver com Domingos. E exprime, sem dúvida, a garra de jogar de Leão ao peito.

A mão de Domingos foi observada, igualmente, nas subidas constantes de João Pereira, que teve um papel importantíssimo, em alguns desequilíbrios alcançados ao longo da partida. André Santos, principalmente na primeira parte, funcionou como um tampão a essas subidas. Evaldo fica mais resguardado, para prevenir algumas bolas colocadas nas costas.

Teoricamente, esta estratégia tem muitos pontos fortes, pois obriga a equipa a ser agressiva e competitiva, grande parte da partida, mas os pontos fracos são, também assinaláveis. E nesta partida, consegui identificar alguns. O principal senão que eu vejo, nesta estratégia, é o facto de se jogar com um avançado muito pouco fixo, como Postiga, embora muito trabalhador e pressionante, dando-se a marcações em zonas bastante recuadas. Isto coloca os extremos em desvantagem, pois quase sempre têm que enfrentar desvantagem numérica. Nesta partida, Yannick e Capel tiveram muitas vezes, essas dificuldades.

Quando Domingos fez entrar Bojinov, para a frente de ataque, os espaços nas alas foram aparecendo com muito maior frequência, e daí advieram grande parte das oportunidades de golo que o Sporting conseguiu, na segunda metade. Sem dúvida que esta, de momento, parece ser a melhor alternativa para o futebol do Sporting.

Mas já ficou provado que o problema desta equipa não é o futebol que pratica, muito menos a sua organização e filosofia de jogo. O grande problema é a finalização. Uma equipa que investe o que o Sporting investe, que tem as obrigações e cobranças junto da sua massa adepta que tem, não pode apresentar um ataque com um desempenho tão medíocre. Este Sporting tem construído futebol suficiente para golear em todas as partidas que disputou, tivessem na frente a categoria individua e o instinto finalizador de uma unidade de valor indiscutível. É esta a principal lacuna do plantel. Jogar com Postiga sozinho na frente, significa bons índices de pressão e agressividade, significa ter um atleta, que joga para a equipa, mas que em termos objectivos, já provou não ter as apetências necessárias de um finalizador de sangue frio e de espírito calculista. Abre o olho, Domingos… Abre o olho…


Análise à equipa de arbitragem:

Este quarteto de arbitragem proveniente da Roménia, liderado pelo Sr. Ovidiu Hategan teve uma noite tranquila. Decidiu bem, em grande parte da partida, mas tem uma decisão chave, que mancha toda a sua exibição, ao não assinalar uma grande penalidade a favor do Sporting, quando Evaldo se preparava para fazer a recarga a um remate defendido pela guarda-redes e é ostensivamente afastado pelo defesa dinamarquês. Disciplinarmente, uma nota para o exagero na amostragem do cartão amarelo a Rinaudo, por mão na bola, numa zona totalmente inofensiva. De registar, pela positiva, o cartão amarelo mostrado a Kildentoft, depois de ter dado a lei da vantagem. Mas, a falha no lance da grande penalidade não assinalada, mancha definitivamente a sua exibição. Nota: 8 val.

ZeQueira
(peço desculpa pelo atraso)
« Última modificação: Setembro 17, 2011, 12:33 por ZeQueira » Registado

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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #84 em: Agosto 28, 2011, 01:38 »



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Antevisão do Sporting vs. Marítimo do dia 29 de Agosto de 2011 – 3º Jogo da Liga Portuguesa.

O Sporting chega a este jogo, de cara lavada, após a vitória de Quinta-feira. O triunfo contra os dinamarqueses do Nordsjælland, mais do que simbolizar a entrada na fase de grupos da Liga Europa, serviu, principalmente, para acalmar as hostes leoninas que, até à data, jogava sobre brasas: sobre as brasas da elevada ineficácia na finalização e sobre as brasas dos empates sucessivos, que colocaram a equipa em dificuldades, que na Liga Europa, cuja passagem foi, no mínimo, inesperadamente difícil, por culpa própria, quer na Liga Portuguesa, onde se encontra já a 4 pontos da frente, fruto dos dois empates alcançados, em outros tantos jogos. Por esse facto, a vitória neste jogo contra o Marítimo, adivinha-se como sendo essencial, para não deixar fugir, ainda mais, os nossos rivais. Diria mais, neste cenário, esta vitória afigura-se como obrigatória, ainda para mais, com o jogo a ser disputado no Estádio Alvalade. Contudo, esta tarefa não se adivinha nada fácil.

Se o Sporting vem de 4 jogos oficiais, com 3 empates e apenas 1 vitória, o Marítimo não está melhor, tenho conseguido apenas um ponto, nos 2 primeiros jogos da liga. Verdade seja dita que a equipa insular vem de muitas alterações, relativamente à época passada, tendo inclusive perdido duas das suas principais armas de ataque, Kleber e Djalma. Baba, o outro avançado, pelo que se diz, poderá fazer o último jogo pelo Marítimo, no Domingo, contra o Sporting. Por isso, espera-se um Marítimo diferente nas soluções, mas fiel à sua identidade de busca pela posse de bola, num estilo bem mais técnico e focalizado no ataque. Se, nas últimas 4 partidas, o Sporting foi confrontado com equipas que privilegiaram um bloco defensivo muito recuado, com um meio-campo densamente povoado, o Marítimo prepara-se para testar a equipa leonina noutras vertentes de jogo, principalmente na exploração das costas da defensiva, aproveitando a velocidade dos seus atacantes. Será interessante ver se Pedro Martins manterá a identidade da sua equipa ou se fará recuar o seu bloco defensivo, sabendo que a equipa do Sporting demonstrou sérias dificuldades para conseguir marcar a equipas com esse estilo de jogo.

Se Pedro Martins mantiver a identidade da sua equipa, poderá ser surpreendida pela velocidade dos jogadores do Sporting. De optar por recuar as suas linhas, irá entregar o domínio do jogo ao Sporting e poderá sofrer dissabores, se os Leões melhorarem a sua eficácia.

Relativamente ao Sporting, deverá manter o seu estilo de jogo pressionante, na busca incessante pela posse de bola, através de uma pressão alta e agressiva, o mais próxima da baliza adversária. Deverá manter a sua fluidez ofensiva pelas alas, com apoios constantes dos laterias, onde se tem evidenciado o espanhol Capel, com cruzamentos milimétricos para a área, que, desta vez, terão que ser melhor aproveitados pelos avançados. Em termos defensivos, deverão haver especiais preocupações com as costas da defensiva, já que o Marítimo possui jogadores muito rápidos na sua equipa.

Domingos, para este jogo, optou por convocar 20 atletas. Aqui está a lista de convocados para este jogo:

Convocados:
Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo Boeck
Defesas: Carriço, Polga, Onyewu, Evaldo, João Pereira
Médios: Schaars, Izmailov, Diego Capel, Rinaudo, Jeffren, André Santos e André Martins
Avançados: Bojinov, Wolfswinkel, Carrillo, Yannick, Postiga e Rubio

Relativamente à convocatória anterior, realce para o regresso de Jeffren, que parece ter debelado os problemas físicos que contraiu no jogo da Dinamarca. São boas notícias para Domingos, que volta a contar com uma das peças que mais se tem evidenciado no início da época. Mesmo que ainda não esteja a 100%, para fazer a totalidade da partida, Jeffren poderá ser utilizado, se se verificarem dificuldades em perfurar a defensiva maritimista.

Destaque igualmente para a presença de Bojinov, que apesar de ainda não estar fisicamente a 100%, poderá ver a ser importante para aumentar o poder de choque, dentro da área, em caso de necessidade. Deu muito boa conta de si, nos minutos que actuou, na quinta-feira, e tem grandes probabilidades em vir a ser utilizado, neste jogo.

No entanto, Domingos apresenta-se com um enorme dilema. Utilizar ou não, de início, Postiga e Yannick? Estes dois jogadores são, sem dúvida, dos que em melhores condições físicas estão neste momento. No entanto, o sofrível aproveitamento até à data, advém e muito da utilização destes dois jogadores. Deverá apostar em jogadores que ainda não estão no melhor das suas capacidades, como Jeffren, Bojinov, Izmailov? Ou deverá dar a titularidade aos internacionais portugueses? Ou deverá apostar nos jovens Rubio, Wolfswinkel ou Carrillo?

Fora da ficha de jogo, deverão ficar os jovens Carrillo e André Martins.


A minha aposta para o onze é a seguinte:

                      Rui Patrício


João Pereira      Polga      Carriço      Evaldo


                       André Santos

 Izmailov             Schaars               Capel


                                             Yannick       
                       
                    van Wolfswinkel


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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #85 em: Agosto 29, 2011, 03:59 »



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É impressionante que com tantas contratações e milhões não se consiga tratar do problema que nos vem atormentando há temporadas que é das bolas paradas, que incompetência...
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Já chega de tachos, já chega de roubar o Sporting!!!!

Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #86 em: Agosto 29, 2011, 04:09 »

Goncalojbcorreia

Discordo de um ponto: o bloco defensivo do Maritimo já é, por norma, bastante recuado (e hoje foi-o novamente). É uma equipa que, utilizando uma linha defensiva baixa, acaba por ter os sectores e os jogadores longe uns dos outros, propiciando o jogo directo (muitas vezes, os defesas jogam longo, ou batem até logo nas costas dos adversários - mais adiantados - para a corrida de Baba ou dos outros avançados rápidos da equipa).

Há quem tente implementar outro tipo de jogo. Rafael Miranda e Danilo, por exemplo, no meio-campo, bem que tentam ter a bola, geri-la de forma inteligente e criteriosa, mas, á boa maneira do futebol inglês (principalmente da II Liga), o P. Martins é um fã deste tipo de jogo, com centrais fortes fisicamente a jogar recuados, médios lutadores, e avançados rápidos e fortes. Priviigia o jogo físico e o jogo directo.

É por isso que é - na realidade - um treinador fraco. No entanto, trouxe problemas ao Sporting. Se bem repararam o Sporting teve alguma dificuldade em passar de forma rápida a primeira linha de pressão do Marítimo. É que eles têm jogadores a pressionar bastante á frente, e um enorme espaço intermediário, porque o bloco defensivo está bem recuado. Punham 3 jogadores a pressionar á frente, ás vezes até a pressionar os defesas do Sporting (!) e assim, mesmo sendo uma equipa partida (metade a atacar, metade a defender, por assim dizer) e até desequilibrada, conseguiram, através das bolas paradas, marcar 3 golos em Alvalade e vencer...
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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #87 em: Agosto 30, 2011, 20:26 »



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É impressionante que com tantas contratações e milhões não se consiga tratar do problema que nos vem atormentando há temporadas que é das bolas paradas, que incompetência...

Independentemente do valor que Elias tenha(ou não), esta contratação só vem reforçar o que eu digo...
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Já chega de tachos, já chega de roubar o Sporting!!!!

Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #88 em: Agosto 30, 2011, 20:27 »



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Eu estou para ver quem é que vai sair para entrar o Elias só espero que não seja o mati  Indeciso
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“Para mim, o Sporting é como uma mulher que se ama logo à primeira vista. Um homem pode conhecer várias mulheres, mas há sempre ‘aquela’, a especial. Independentemente de ficarmos com ela ou não, lembramo-nos dela para sempre!” De Franceschi
Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #89 em: Agosto 31, 2011, 10:00 »



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/Ironic mode on

O Matias sair? Não!! Vamos jogar com 6, 7 ou mais médios... é o nosso sector mais forte!! Temos de aproveitar os nossos pontos fortes e tentar esconder os fracos!

Próximo Onze: RP, JP Oguchi e Insua, Rinaudo + Schaars a Médios Centro mais defensivos, Izmailov, Elias a médios centro mais ofensivos, Jéffren na ala direita, e na esquerda o Capel!! Lá na frente, a nº 10, o grande Matias! Como já n me recordo do último Ponta de Lança que marcou um golo pelo Sporting não escolhi nenhum!! Cheesy Isto em 3-7-0 é que era!!!

/Ironic mode off
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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #90 em: Setembro 01, 2011, 16:20 »



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Planificação fraquíssima, com nota extremamente negativa a planificação desta época. Digna, mesmo, de uma qualquer equipa amadora.

Andámos a contratar jogadores para o banco até ao último segundo de mercado.

A minha análise está aqui: http://www.forumscp.com/index.php?topic=8422.msg1581248#new
« Última modificação: Setembro 01, 2011, 16:51 por FranciscoG » Registado
Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #91 em: Setembro 01, 2011, 17:52 »



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 A minha posta de pescada a dia 01/09 e com o plantel que temos.


                                 GK

           LD              DC        DC            LE

                              MD    MD

            EXt/MDrt          MO           MEsq/EXt

                                   PL


  4-5-1 ou 4-2-3-1 ou ainda um 4-3-3 .... o Domingos também não sabe   XIU

@ ZeQueira  Babar pelos teus comentarios  Positivo!
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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #92 em: Setembro 09, 2011, 17:32 »



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Análise ao jogo Sporting 2 – 3 Marítimo (3º Jogo da Liga Portuguesa):

Ficha do Jogo:

Assistência: 27 965 Espectadores

Equipa de Arbitragem:

   Árbitro Principal – Pedro Proença (Lisboa)
   Assistentes – Tiago Trigo e André Campos
   4º Árbitro – Bruno Esteves

Sporting:   

   1   Rui Patrício   
   47   João Pereira   
   4   Polga   
   3   Daniel Carriço (cap)   
   5   Evaldo   
   26   André Santos   
   8   Schaars   
   10   Izmailov   
   20   Yannick   
   23   Hélder Postiga   
   11   Capel


Marítimo:

   1   Peçanha
   21   Briguel (cap)
   3   Robson
   16   Roberge
   41   Rúben
   8   Roberto Sousa
   25   Rafael Miranda
   13   Olberdam
   20   Heldon
   17   Sami
   30   Danilo Dias


Aproveitando a vitória da Liga Europa, Domingos decide não mudar a equipa e apresenta o mesmo “onze”, em todos os sectores. Manteve o sistema táctico, o 4x3x3 que tem vindo a utilizar; manteve a mesma dupla de centrais – Daniel Carriço e Polga – premiando a excelente exibição de Polga e dando uma nova oportunidade a Daniel Carriço para se impor na equipa; A defesa foi completada com os já habituais João Pereira e Evaldo; o trio de meio-campo foi formado por André Santos, numa posição mais recuada, libertando Schaars e Izmailov; na frente manteve o veloz Yannick, o desequilibrador Capel e o trabalhador Postiga. Nenhuma alteração, visando o mesmo objectivo; a vitória.

Do lado do Marítimo, de relembrar que a equipa insular, tal como o Sporting, ainda não tinha conseguido vencer, nem tão pouco, tinha sequer conseguido alcançar um único golo, nos primeiros dois encontros da Liga. Para tentar pontuar em Alvalade, Pedro Martins decide fazer uma única alteração, relativamente ao encontro da semana anterior, em Braga, ao fazer sair Babá e colocando, a reforçar o meio campo, o brasileiro Olberdam. Esta alteração visou, claramente reforçar a região intermediária da equipa, abdicando de um elemento mais fixo na frente, apostando numa estrutura forte e dinâmica, que privilegia a qualidade na posse de bola, para tentar surpreender o Sporting.



5’ – Livre para o Sporting, ligeiramente descaído para o lado esquerdo, com Schaars a bater para o interior da área, com a defensiva do Marítimo a cortar o lance, mas Polga recuperar a bola ainda na grande área e a colocar em Izmailov, na direita; este devolve a Polga, que remata de primeira, à entrada da área, contra Roberto Sousa. Pontapé de campo para o Sporting.

8’ – André Santos, ainda no meio campo defensivo do Sporting, solicita a desmarcação de Hélder Postiga, com um passe longo, mas o árbitro auxiliar André Campos interrompe a jogada, com um suposto fora-de-jogo do atacante do Sporting. Erro da equipa de arbitragem, já que Postiga se encontrava atrás do penúltimo defensor do Marítimo, no momento do passe.

9’ – Daniel Carriço avança com a bola controlada e aproveita a linha de passe oferecida por Izmailov, que de primeira, com um toque de calcanhar, deixa para Yannick; este com uma finta de corpo, tira o defesa do Marítimo do caminho e remata forte, de fora da área, com o guardião Peçanha a defender a dois tempos. Belo remate do atacante do Sporting.

17’ – Pontapé de canto para o Marítimo, apontado, do lado direito do ataque da equipa insular, por Heldon, para a zona da marca de grande penalidade, onde aparece Olberdam, mais alto que toda a defensiva do Sporting, a cabecear para o ângulo direito da baliza, com Rui Patrício a defender de forma soberba, aquilo que poderia ser o primeiro golo do Marítimo. Grande intervenção de Rui Patrício.

18’ – No minuto seguinte, livre para o Marítimo, em jeito de canto mais curto, descaído para o lado direito, apontado por Heldon, para a mesma zona da marca da grande penalidade, onde desta vez, aparece Robson, mais alto que toda a gente, a cabecear, sem marcação, com a bola a sair à figura de Rui Patrício. Muito perigo para o Marítimo.

21’ – Livre para o Sporting, apontado por Schaars, a mais de 30 metros da baliza, com Peçanha a defender para a frente; na recarga, aparece Evaldo a colocar a bola na baliza. No entanto, o auxiliar André Campos anula, mal, o golo por suposto fora-de-jogo do lateral esquerdo do Sporting. Erro grave do trio de arbitragem, que tira um golo limpo ao Sporting.

26’ – Pontapé livre para o Sporting, a meio do meio-campo do Marítimo, apontado por Schaars, para a zona da marca da grande penalidade, onde apareceu Polga a cabecear para a baliza, com a bola a sair à figura de Peçanha. Defesa fácil.

28’ – Cartão amarelo para Schaars, por protestar uma decisão de Pedro Proença. Não ouve falta do holandês. Erro do árbitro.

30’ – Pontapé de canto para o Sporting, do lado direito do ataque, apontado por Schaars, para o primeiro poste, onde aparece o desvio de Carriço, para a pequena área, com Postiga, a aparecer a encostar para a baliza e com o defesa do Marítimo, junto ao poste, a salvar, em cima da linha de golo. Grande oportunidade para o Sporting.

38’ – Golo do Sporting. Excelente trabalho de Yannick que, já no interior da área, fixa 3 defensores e deixa para a entrada da área para Izmailov. Este tira um adversário do caminho e remata rasteiro e colocado, para o primeiro golo do Sporting. Belo lance de futebol.

42’ – Mais um pontapé livre perigoso para o Marítimo, desta vez apontado sobre o lado esquerdo do ataque da equipa insular, com Heldon a levantar para o segundo poste, onde aparece Olberdam a cabecear, mas com Rui Patrício a proteger o 2º poste e a colocar a bola para canto.

45’ – Cartão amarelo para Olberdam, por entrada fora de tempo, sobre Carriço, ainda na zona defensiva do Sporting. Na marcação do livre, Rui Patrício coloca longo para perto da grande área insular, Izmailov domina a bola e deixa, para a entrada da área, para Postiga, que remata, para defesa complicada de Peçanha.

As equipas iniciam a partida com esquemas tácticos bastante semelhantes, com o Marítimo dando, objectivamente de forma estratégica, a iniciativa de jogo ao Sporting, esperando o erro da equipa leonina, nunca abdicando da sua estrutura muito bem organizada. Por seu turno, o Sporting iniciou a partida de forma prometedora, oferecendo uns primeiros 15 minutos bastante interessantes, privilegiando o futebol apoiado, onde Izmailov teve um papel fundamental, no assumir da posse de bola e do papel de dinamizador de todo o futebol da equipa e sem nunca permitir que o Marítimo tivesse qualquer oportunidade de criar perigo junto da baliza de Rui Patrício. No entanto, o futebol do Sporting esbarrava num erro táctico grave: as movimentações constantes de Postiga, em busca do melhor apoio para os seus colegas, fazem com que o Sporting fique sem qualquer referência junto dos centrais maritimistas, já que, nem Yannick, demasiado encostado à linha, nem Capel ou Izmailov, sem rotinas nessas movimentações de compensação, preenchiam esses desposicionamentos do avançado leonino.

Mas o Marítimo vinha com a lição muito bem estudada e percebeu, desde logo, as principais limitações do Sporting que, se fossem correctamente exploradas, poderiam trazer muitos e bons frutos, para as pretensões da equipa insular. E foi isso que o Marítimo fez. Aproveitou as evidentes lacunas do Sporting, nos lances de bola parada defensivos. Bastaram dois lances de bola parada, para colocar toda a equipa leonina num sobressalto nervoso. Valeu Rui Patrício a salvar a equipa.

Percebeu-se, desde logo, que seria fundamental uma dose bastante elevada de concentração defensiva e de paciência ofensiva da parte da equipa do Sporting, já que o Marítimo, provou poder ser muito perigosa em lances de bola parada, mantendo sempre uma estrutura defensiva bastante organizada e compacta e apostando numa pressão muito dinâmica e solidária.

No entanto, apesar deste sufoco por que passou, o Sporting conseguiu manter a serenidade e o domínio na posse de bola e, aos 21 minutos desta etapa inicial, conseguiu mesmo chegar ao golo, por intermédio de Evaldo, a recarregar uma defesa incompleta de Peçanha a remate de Schaars, mas o lance foi, incorrectamente, invalidade pelo árbitro assistente, por suposto fora de jogo do lateral esquerdo leonino. Mais uma vez, o Sporting a ter razões fortíssimas de queixa do trio de arbitragem.

Após este lance, o domínio do Sporting intensificou-se e dispôs de uma nova oportunidade de golo, por volta do minuto 30, por intermédio de um desvio de Postiga, em plena pequena área, com este a ver a bola a ser salva, sobre a linha de golo, pelo defesa maritimista, quando Peçanha já se encontrava fora do lance. O Sporting não desistiu e, à passagem do minuto 38, depois de um excelente trabalho de Yannick, Izmailov recebe a bola, em zona frontal à baliza do Marítimo, e remata colocado e rasteiro, para o interior da baliza insular, inaugurando o marcador para a equipa de Alvalade e colocando justiça no marcador. Apesar daqueles dois lances consecutivos por parte do Marítimo, que colocaram a descoberto todas as limitações da defensiva do Sporting, não mais a equipa da Madeira conseguiu criar perigo.

A partir desta altura, foi visível a liberdade que a equipa do Sporting começou a dar ao Maritimo para organizar os seus ataques, afrouxando claramente a pressão sobre os elementos mais criativos da equipa insular. Mas, o Marítimo só consegue criar perigo, nos lances de bola parada. Ainda antes do intervalo, Olberdam dispôs de mais uma oportunidade, ao corresponder, de cabeça, a um livre apontado por Heldon, ao qual Rui Patrício responde com uma defesa atenta.

Primeiro tempo, em grande parte dominado pelo Sporting, mas com o Marítimo a criar sempre muito perigo, através de lances de bola parada, sempre executados de forma perigosa. O resultado premiava  a maior superioridade do Sporting, mas com o Marítimo sempre há espreita das suas oportunidades.


A segunda parte inicia-se sem nenhuma alteração, em ambas as equipas.

48’ – Pontapé livre para o Marítimo, ainda muito longe da baliza do Sporting, com Briguel a colocar a bola na grande área, onde aparece Robson, mais alto que toda a gente a rematar para a baliza, com uma defesa espectacular de Rui Patrício, por cima da barra.

49’ – Golo do Marítimo. No seguimento do pontapé de canto, apontado por Ruben, a bola é colocada ao primeiro poste, onde aparece Rafael Miranda, mais rápido que toda a gente, a atacar o espaço vazio, completamente livre de marcação e, com o ombro, a colocar a bola no interior da baliza, para o empate do Marítimo.

50’ – Cartão amarelo para Izmailov a castigar uma entrada ríspida, à saída do ataque do Sporting, sobre Roberge.

52’ – Golo do Marítimo. Tudo começa com uma perda de bola completamente inacreditável por parte de João Pereira, a colocar a bola no meio-campo, em Heldon, que rapidamente, coloca na esquerda do ataque do Marítimo, no solto Sami, que aproveita o desnorte do lateral do Sporting, tira-o, facilmente do caminho, com uma diagonal fortíssima e remata colocado, para a baliza leonina, sem que Rui Patrício pudesse esboçar qualquer defesa.

54’ – Dupla substituição para o Sporting: Entram Jeffren e Bojinov para as saídas de Yannick e Capel.

55’ – Cartão amarelo para Polga, após ter dado a lei da vantagem, por entrada perigosa, a meio campo, sobre Danilo Dias.

61’ – Combinação na direita do ataque do Sporting, entre João Pereira e Izmailov; este, com um lance de calcanhar genial, isola Postiga que, com caminho aberto para progredir, decide rematar de primeira, à figura de Peçanha, que defende para canto.

62’ – Lançamento de linha lateral a ser rapidamente executado por Postiga, que coloca a bola a pingar, no interior da área do Marítimo, com Carriço a deixar para Schaars, que domina e é carregado em plena grande área, com Pedro Proença a deixar seguir. Erro do árbitro da partida, tendo ficado uma clara grande penalidade para marcar.

64’ – Terceira substituição para o Sporting: sai Postiga e entra Wolfswinkel.

65’ – Primeira substituição no Marítimo: sai Heldon e entra Babá.

71’ – Lance algo atabalhoado do Sporting, em zona frontal à baliza, com Jeffren a tentar o lance individual e com isso a fixar 3 adversários, decide abrir em André Santos, que depois de dominar, chuta à baliza, com a bola a sair muito ao lado do poste direito.

71’ – Cartão amarelo para Roberto Sousa, após ter dado a lei da vantagem, por entrada perigosa sobre André Santos, num lance ocorrido aos 69’.

75’ – Golo do Sporting. Pontapé livre para o Sporting, em zona central, ligeiramente descaído para a esquerda; Jeffren bate forte, para a baliza, a bola desvia em Olberdam e trai Peçanha. Infelizmente, na sequência do lance, Jeffren ressente-se da lesão e é obrigado a abandonar o relvado, deixando o Sporting a jogar com 10 elementos, nos últimos 15 minutos da partida. Grande golo do Sporting, a empatar a partida e grande revés para os seus objectivos, tudo no mesmo minuto.

77’ – Cartão amarelo para Bojinov, por reclamar uma decisão de Pedro Proença.

79’ – Cartão amarelo para André Santos, a castigar uma falta sobre Roberto Sousa, para parar o contra-ataque do Marítimo.

82’ – Segunda substituição para o Marítimo: sai Olberdam e entra Marquinho.

87’ – Expulsão a Roberto Sousa claramente perdoada por Pedro Proença, numa entrada perigosa às pernas de Wolfswinkel, completamente fora de tempo.

89’ – Terceira substituição para o Marítimo: sai Sami e entra Adilson

90’+1 – Golo do Marítimo. Pontapé de canto do lado direito do ataque da equipa insular, apontado por Danilo Dias, para o coração da área onde, mais alto que toda a tente, livre de marcação, aparece Babá, a cabecear para o interior da baliza.


A segunda parte começa com um Marítimo a todo o gás, em busca do golo, utilizando uma pressão ainda mais agressiva e empurrando a equipa do Sporting para trás, forçando-a a fazer faltas em zonas perigosas. Nos primeiros 5 minutos da segunda parte, o Marítimo, sempre em lances de bola parada, obriga primeiro Rui Patrício a uma grande defesa para canto e, na sequência do lance, acaba por chegar ao golo do empate, por intermédio de Rafael Miranda, que aparece completamente livre de qualquer marcação.

Péssima entrada do Sporting, na segunda parte, visivelmente nervoso e com os sectores claramente desunidos. A prova disso mesmo foi, pouco tempo depois, à passagem do minuto 52, a tremenda falha de João Pereira, que coloca no centro do terreno, em Heldon e, na tentativa de emendar o seu erro, desposiciona-se completamente e liberta Sami na esquerda do ataque maritimista que, com uma diagonal fortíssima, flecte para o meio e disfere um remate forte e colocado, para o golo da vantagem da equipa insular.

Esta terrível entrada obriga uma intervenção imediada por parte de Domingos, que procede a duas alterações em simultâneo, retirando o inconsequente Yannick e o desinspirado Capel, para fazer entrar Jeffren, que regressa aos disponíveis, após 2 jogos de paragem, devido a lesão e de Bojinov, que tão importante tinha sido no jogo da Liga Europa. Com isto, Domingos pretendia colocar mais presença na área, colocando Bojinov mais fixo na frente, directamente apoiado por Postiga, num 4x1x3x2 bastante ofensivo, com apenas André Santos a jogar mais recuado.

Apesar disso, a confiança do Marítimo era por demais evidente, e foi a equipa que mais perigo criou, no minutos que se seguiram ao segundo golo da equipa insular e das duas alterações processadas por Domingos.

Assim que a equipa do Sporting estabilizou, foi capaz, desde logo, de criar perigo para a baliza maritimista. Postiga teve nos pés, uma excelente oportunidade para empatar novamente a partida, mas rematou à figura de Peçanha. Seria substituído, pouco tempo depois, por Wolfswinkel, sem que tivesse, mais uma vez, correspondido ao que se pretendia. Se, por um lado, a entrega que coloca em campo foi assinalável, Postiga pecou muito pelas suas opções tácticas, fugindo sempre das marcações, para terrenos mais recuados, deixando a equipa completamente sem referências no ataque. A entrada do holandês visava, sem dúvida, a fixação de um membro bem junto aos centrais da equipa da Madeira, de forma a criar espaços para as penetrações dos colegas que vêm de trás.

Durante esta fase, o Sporting sentiu bastantes dificuldades para construir futebol ofensivo, já que a organização defensiva do Marítimo se mostrou bastante eficaz, principalmente na cobertura ao jogador mais criativo da equipa leonina - Izmailov – não o deixando ter o protagonismo que a equipa de Alvalade necessitaria.

Com o Sporting sem soluções e quase encontrado às cordas, eis que surge um livre directo, em zona frontal, com Jeffren a assumir a marcação do referido castigo e a colocar a bola na baliza, para fazer o golo do empate para o Sporting. Mas nem tudo foram coisas positivas neste lance. Na sequência do remate que desferiu, Jeffren ressente-se da sua lesão e é obrigado a sair do terreno de jogo de forma definitiva, deixando o Sporting a jogar os últimos 15 minutos, com menos um elemento. Como resposta a isto, Domingos ordena imediatamente que Schaars recue no terreno e jogue bem ao lado de André Santos.

A partida entrou, nesta fase, numa toada mais calma, com o Marítimo a ter quase sempre a iniciativa do jogo. Nesta altura, Pedro Martins demonstrou que queria ganhar o jogo. Já tinha colocado, anteriormente, o avançado Babá em campo, numa posição mais fixa na frente de ataque e, a 10 minutos do fim, decide tirar um dos médios de cobertura – Olberdam – para fazer entrar um extremo rapidíssimo – Marquinho – denotando uma clara ambição de tentar ganhar a partida.

E viria a colher os seus frutos, já no período de compensação, num lance que foi o espelho de toda a partida: lance de bola parada, com a defensiva do Sporting a ficar a olhar e Babá, completamente solto de marcação, a subir mais alto que toda a gente e a cabecear para o fundo da baliza do desamparado Rui Patrício.

O Sporting, nesta partida, denotou uma enorme ingenuidade, ao não ter conseguido estabilizar o seu jogo e a não se ter acautelado, relativamente aos lances de bola parada defensivos, para não fazer faltas em zonas complicadas. Quem aproveitou foi a equipa do Marítimo, que nunca se desorganizou e que aproveitou os erros adversários, para construir o resultado a seu favor.

Relembre-se que o Marítimo vinha de 2 jogos onde não consegui marcar e sem criar muitas situações de futebol atacante, consegue vencer a partida, fruto da especial apetência e eficácia nos lances de bola parada, aproveitando, obviamente, a completa inabilidade do Sporting neste dado específico.

Defender lances de bola parada, com um sistema à zona, onde se tem um Polga sem velocidade e um Carriço sem talento e agressividade, resulta em tiros nos próprios pés e golos na própria baliza. Espero que Domingos tenha aprendido a lição.


Estatísticas do Jogo:

                                        Sporting                      Marítimo
Remates                               11                                 16
Cantos                                   5                                  11
Foras-de-jogo                        6                                   1
Faltas cometidas                  21                                 17
Cartões amarelos                  4                                   2
Cartões vermelhos                 0                                   0
Posse de bola                      57%                              43%


Análise Individual (Notas de 0 a 20 val.):


Rui Patrício:
Jogos: 5 (3LP+2LE); Minutos: 450’; Golos sofridos: 5 (4LP+1LE); Disciplina: - ; Nota: 11 val.
Como considerar um jogo em que sofre três golos, como sendo positivo? Por outro lado, como considerar um jogo em que fez 4 defesas incríveis, como sendo negativo? A verdade é que sofreu três golos, sem que nada pudesse fazer para os evitar. A falta de solidariedade defensiva da sua dupla de centrais foi algo de inenarrável e só a sua assertividade em algumas defesas, impediu um resultado mais desequilibrado. Na minha opinião, leva nota positiva, por aquilo que conseguiu evitar.

João Pereira:
Jogos: 5 (3LP+2LE); Minutos: 450’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 6 val.
Começou o jogo com a sua habitual propensão para atacar, auxiliando directamente Izmailov, na hora de causar desequilíbrios ao flanco esquerdo da equipa do Marítimo. No entanto, a sua exibição fica manchada de forma irreversível, pela terrível falha que teve, no segundo golo do Marítimo. Não só colocou a bola no adversário, como o seu desposicionamento, em busca de remediar o erro feito, possibilitou a libertação do avançado maritimista, que remataria para o fundo das redes. Por esse momento de pura desatenção, merece nota positiva, já que teve influencia directa no resultado da partida.
 
Polga:
Jogos: 5 (3LP+2LE); Minutos: 450’; Golos: - ; Disciplina: 1CA LP ; Nota: 6 val.
O internacional brasileiro vinha de um jogo contra o Nordsjælland francamente bem conseguido mas, rapidamente o fez esquecer. A falta de coordenação defensiva com o seu parceiro de sector, foi por demais evidente. Polga teria o papel de conferir experiência e serenidade a toda a defensiva. No entanto, à medida que os lances de perigo, junto à baliza do Sporting, iam surgindo, a intranquilidade e o sentimento de impotência aumentavam de forma exponencial. A péssima entrada na segunda parte marcou todo o sector e aquele último lance da partida, que daria o golo da vitória ao Marítimo, foi a conclusão óbvia, para um jogo onde, simplesmente, não se defendeu. Se não tem qualquer responsabilidade individual nos lances de golo sofridos, é dele o papel de coordenar a defesa e, aí, falhou redondamente.

Carriço:
Jogos: 2(1) (1(1)LP+1LE); Minutos: 225’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 4 val.
Se, até este jogo, ainda não tinha justificado o porquê de ser titular, Carriço, depois da partida, provou por que razão, daqui em diante, terá que ficar na bancada. Exibição completamente desastrosa; simplesmente, não esteve em campo. Entradas à queima dignas de um iniciado, completa descoordenação com o seu companheiro do centro da defesa, não acertou uma única dobra ao seu lateral e, para complicar ainda mais o cenário, uma completa inabilidade para atacar as bolas, nos lances de bola parada. Bem sei que os sistemas defensivos pretendem ser estruturas organizadas, onde o colectivo tem papel fundamental, para um bom desempenho. Mas se esse colectivo tiver um elemento completamente inábil, facilmente desmorona. Lamento dizer isto, mas Carriço, a jogar assim, dificilmente terá qualidade para jogar no Sporting. Capitão? A culpa não é dele, nem de Domingos.

Evaldo:
Jogos: 5 (3LP+2LE); Minutos: 450’; Golos: 1 LE ; Disciplina: - ; Nota: 8 val.
Aquele que costuma ser o principal problema da defesa do Sporting, foi neste jogo a sua unidade mais objectiva. Defensivamente, foi quase irrepreensível, impondo o físico e não permitindo veleidades a Heldon, que entrava no seu raio de acção. Ofensivamente, apontou um golo, mal anulado pelo árbitro Pedro Proença e tentou subir sempre que possível e combinou melhor com Jeffren, do que com Capel. Foi sobre ele, a falta que viria a dar o livre que resultou no empate a duas bolas, apontado por Jeffren. Apensar disso, a nota negativa é inevitável, pois os erros do sector, nos lances de bola parada foram claros e Evaldo partilha as responsabilidades do insucesso.

André Santos:
Jogos: 4 (2LP+2LE); Minutos: 285’; Golos: 1 LE ; Disciplina: 1 CA LP ; Nota: 9 val.
O jovem português é sempre de uma entrega constante, nunca voltando a cara à luta, e neste jogo não foi excepção. Se Danilo Dias não teve mais oportunidades para criar desequilíbrios, o responsável foi André Santos. Mas, neste jogo, esteve muito nervoso na posse de bola: falhou muitos passes e perdeu algumas bolas, o que não é muito habitual. Ofensivamente, foi sendo prejudicado, à medida que o jogo ia avançando e iam entrando colegas de características mais atacantes. Teve que ser o homem das compensações e não se sente muito à vontade com isso.

Schaars:
Jogos: 5 (3LP+2LE); Minutos: 430’; Golos: - ; Disciplina: 1 CA LP; Nota: 8 val.
Continua a ser o senhor das bolas paradas e, nesse aspecto, melhorou, relativamente às partidas anteriores. No entanto, ainda evidencia uma clara falta de profundidade: no passe, insistiu muito nas lateralizações e nos passes para trás; em termos posicionais, ofereceu pouca objectividade ofensiva, permanecendo em zonas muito recuadas, apoiando pouco o ataque. Nos lances de bola parada defensivos, teve muitas dificuldades nas coberturas aos jogadores adversários. Sofreu uma carga clara, passível de grande penalidade, que foi ignorada pela equipa de arbitragem. Mas, ainda está muito longe do Schaars da pré-época.

Izmailov:
Jogos: 2(3) (1(2)LP+1(1)LE); Minutos: 300’; Golos: 2 LP; Disciplina: 1 CA LP ; Nota: 13 val.
O internacional russo foi, de longe, o melhor elemento do Sporting. Sempre disponível para ter a bola e para imprimir velocidade à partida, foram dele alguns lances geniais, que só foram pouco produtivos, devido à pouca ligação que ainda existe na equipa e ao menor esclarecimento de alguns colegas de equipa. Mas na hora de se ser objectivo, lá apareceu o russo para resolver: em zona frontal, coloca um remate mortífero, que só acaba no interior da baliza de Peçanha, abrindo o marcador para o Sporting, numa altura em que as dúvidas começavam a crescer. Não lhe podem pedir mais. Enquanto teve folgo e força física, nunca voltou a cara à luta. Foi a alma da equipa. Pena ter sido traído pelos seus companheiros mais defensivos, que praticamente entregaram a vitória ao adversário.

Yannick:
Jogos: 5 (3LP+2LE); Minutos: 305’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 7 val.
Mais uma vez foi aposta de Domingos e mais uma vez foi o alvo preferencial dos adeptos, na hora de descarregarem as suas frustrações. Foi o primeiro a rematar à baliza, sem grande perigo e depressa começou a acusar a pressão vinda da bancada, ora com maus domínios, ora com perdas de bola. No entanto, foi dele a jogada, que libertou Izmailov abrir o marcador; o seu trabalho individual fixou três adversários e permitiu ao russo ter todo o espaço para trabalhar a bola e rematar. Tirando isto, uma ou outra arrancada sem grande objectividade. Falhou principalmente pelo facto de não conseguir compensar as movimentações de Postiga. Seria mais útil se aparecesse mais junto da área, do que deixar-se prender à linha. Fica à dúvida se este facto resulta de falta de cultura táctica, ou se são as ordens que tem. A sua substituição só pecou por tardia.

Hélder Postiga:
Jogos: 4(1) (2(1)LP+2LE); Minutos: 366’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 4 val.
De facto, Postiga não nasceu para ser ponta-de-lança! As suas movimentações não só demonstram a sede que o internacional português tem pela posse de bola, como essa prejudica incrivelmente a estratégia da equipa, a jogar em 4x3x3. Neste jogo, isto ainda foi mais evidente, pois fugiu claramente ao confronto com os dois fortíssimos defesas centrais do Marítimo e ando constantemente em zonas recuadas e laterais, em busca da bola. Estas movimentações do Postiga nunca foram compensadas por ninguém, o que demostra total responsabilidade do avançado nestas decisões. Corre muito, luta muito, é verdade, mas sempre sem nexo e sem qualquer benefício para a equipa. Imaginem um corredor de 100 metros, que parte da pista 8 e que, ao ouvir o tiro de partida, corre na direcção da pista 1… Assim é Postiga a jogar futebol. Nada é feito com objectividade. E na hora de cumprir as suas funções de ponta-de-lança, a eficácia é confrangedora. E teve algumas excelentes oportunidades para marcar, que matariam o jogo a favor do Sporting. Em resumo: 5 jogos, quatro deles a titular, zero golos. Tudo dito.

Diego Capel:
Jogos: 3(1) (2(1)LP+1LE); Minutos: 261’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 5 val.
O espanhol não conseguiu manter o nível exibicional das anteriores partidas, nem tão pouco conseguiu desequilibrar, com as suas mudanças de velocidade. Ainda trocou de lugar com Yannick, mas a inoperância foi constante. Na esquerda, raramente teve apoio, tanto de Evaldo como de Schaars, tenho ficado, quase sempre, preso na teia maritimista. Saiu naturalmente, no inicio da segunda parte, quando foi necessário mudar, radicalmente, o rumo dos acontecimentos. Parece ainda não ter condição física para fazer dois jogos de grande nível, num espaço de quatro dias.

Bojinov:
Jogos: (2) ((1)LP+(1)LE); Minutos: 64’; Golos: - ; Disciplina: 1CA LE; Nota: 3 val.
Muitas falhas na recepção de bola e um remate completamente fora do alvo. Este foi o que Bojinov conseguiu fazer no jogo contra o Marítimo, o que, para quem entrou aos dez minutos da primeira parte, é manifestamente pouco. Não foi o jogador decisivo, que tinha sido no jogo contra o Nordsjælland e que Domingos esperava que fosse. O resto do tempo que esteve em campo, andou, quase sempre, perdido. Não tem movimentações de ponta-de-lança. Depois da lesão de Jeffren, poderia ter sido colocando no flanco esquerdo e talvez aí, pudesse ter criado alguns problemas ao adversário. Na área, junto dos centrais, foi presa fácil.

Jeffren:
Jogos: 2(1) (1(1)LP+1LE); Minutos: 121’; Golos: 1 LP ; Disciplina: 1 CA LP; Nota: 12 val.
Entrou para mexer com a partida, substituindo o compatriota Capel e nunca se escondeu, oferecendo constantes linhas de passe aos seus companheiros e denotando sempre muita objectividade. Aos 75 minutos, decidiu assumir a marcação do livre directo e apontou o golo do empate. No entanto, na sequência do remate, lesiona-se mais uma vez no adutor da perna esquerda, e é obrigado a sair, deixando o Sporting a jogar com menos um elemento, pois Domingos já tinha esgotado as substituições. Foi um rude golpe nas aspirações do Sporting para conseguir completar a reviravolta, pois recaíam muitas esperanças na intensidade que o espanhol poderia colocar em campo. E o pior aconteceu. O Marítimo aproveitou a superioridade numérica para controlar e dominar a partida até final, tendo conseguido chegar à vitória muito perto do fim. Tremenda infelicidade.

Wolfswinkel:
Jogos: 1(1) LP; Minutos: 116’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 3 val.
Entrou aos 20 minutos da segunda parte, para dar maior objectividade e presença na área à equipa, mas foi sempre presa fácil para os centrais adversários. Não teve uma única oportunidade para se isolar. Depois do Sporting ter ficado reduzido a dez unidades, ficou ainda mais isolado.


Domingos Paciência:
Jogos: 5 (3LP + 2LE); Saldo de golos: 0 (5 – 5) (LP: -1 (3 – 4); LE: 1(2 – 1)); Nota: 7 val.
Domingos tem demonstrado ter coluna vertebral, na defesa dos seus princípios de jogo. E daí, virá a sua insistência em alguns jogadores e na utilização do esquema táctico que tem sido a base da equipa do Sporting. No entanto, uma coisa é defender princípios de jogo, outra é insistir em apostas que já se provaram ser de pouca produtividade.

Continuar a apostar em Postiga, jogando em 4x3x3, é colocar a equipa em campo, sem qualquer referência atacante, digna desse nome, pelas movimentações demasiado lateralizadas e pela pouca eficácia do jogador. Continuar a insistir em Yannick, principalmente em jogos em casa, onde o ambiente em torno do atleta é completamente inaceitável, coloca demasiada pressão sobre o jogador, que este já provou não saber lidar.

Mas o pior dos erros foi a utilização da dupla de centrais. Já no último jogo contra o Nordsjælland, tinha ficado à vista as limitações desta defensiva, em lances de bola parada. A apatia é generalizada, a agressividade é nula, a força física que impõem é semelhante à do Popeye, antes de comer espinafres. Aliás, tinha sido por esse mesmo facto, que permitimos o golo da equipa dinamarquesa, mesmo a terminar a partida. Contra o Marítimo, estas fragilidades não poderiam ter sido mais evidentes. Para se defender bolas paradas, é necessário conjugar três factores: tipo de marcação a utilizar, que resulta da escolha do treinador, de acordo com o trabalho semanal, da coordenação que tem que existir entre os vários jogadores, com especial incidência, para a dupla de centrais, e da qualidade dos atletas, principalmente na abordagem aos lances e no ataque à bola. A escolha de Domingos, praticamente entregou o jogo: defender bolas paradas, num sistema zonal, utilizando uma defensiva pouco coordenada e com jogadores pouco agressivos, só poderia resultar em dissabores. Foram dois e poderiam ter sido muitos mais.

Ponto positivo, apenas um: o facto da equipa continuar a pressionar alto, sempre em busca da posse de bola. Mas jogar sem Rinaudo, retira grande parte da agressividade na zona central.

Domingos terá que radicalizar os seus actos e as suas opções, se não quiser entregar já a sua cabeça, numa bandeja de prata.


Análise à equipa de arbitragem:

Mais uma vez, o Sporting tem claras razões de queixas da arbitragem. Agora daquele que a maioria aponta como sendo o melhor valor da arbitragem nacional: Pedro Proença. O árbitro de Lisboa foi quase sempre sereno na condução da partida, mas erro clamorosamente em 3 lances que, a meu ver, tiveram clara influência no resultado final da partida. Primeiro, aceitou a decisão do seu auxiliar, André Campos, e anulou o golo de Evaldo, por pretenso fora-de-jogo, quando este parte, claramente, em posição legal, na altura do remate de Schaars. Na segunda parte, dois lances decisivos. Primeiro, não assinalou uma grande penalidade claríssima a favor do Sporting, por carga sobre Schaars. Poderia resultar no empate a duas bolas, numa fase bastante mais precoce, ainda antes do Sporting queimar a terceira substituição. O outro lance decisivo foi quando Pedro Proença poupou o segundo cartão amarelo a Roberto Sousa, ainda antes do 2-3, que colocaria as duas equipas a jogar os últimos 5 minutos em igualdade numérica. Nota bastante negativa para o árbitro de Lisboa. Nota: 6 val.

ZeQueira
« Última modificação: Setembro 18, 2011, 18:15 por ZeQueira » Registado

E o SPORTING é o nosso GRANDE AMOR!
Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #93 em: Setembro 10, 2011, 23:11 »



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Júnior

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Tenho que, desde já, pedir desculpa por não ter conseguido postar a antevisão do jogo contra o Paços em tempo útil (antes do jogo, naturalmente). De qualquer das formas, irei postar o texto que escrevi durante o dia de ontem.

Mais uma vez, renovo o meu pedido de desculpas, mas o dia de hoje foi muito complicado para mim.

Um Abraço a todos.


Antevisão do Paços de Ferreira vs. Sporting do dia 10 de Setembro de 2011 – 4º Jogo da Liga Portuguesa.

Dias difíceis, vivemos nós, no reino do Leão.Depois de uma onda eufórica que inundou Alvalade e que levou mais de 50 mil adeptos ao jogo de apresentação (3ª maior enchente de sempre, do Estádio de Alvalade, em jogos do Sporting), embalada pelas palavras e pelas acção dos responsáveis pelo futebol do clube, o Sporting caiu na realidade, de uma forma, provavelmente, demasiado dura, ao perder, de forma totalmente inesperada – e diga-se de passagem, injusta – sete pontos, nas primeiras três jornadas da Liga. Sentimentos de revolta, rapidamente, emergiram e confundiram-se com desilusão e resignação total. Tal foi o ambiente insustentável criado em torno da equipa profissional, que – aproveitando o facto do mercado ainda se encontrar aberto – dois jogadores, dos mais utilizados até à data, e dos mais antigos do plantel, decidiram bater com a porta e pedir a saída do clube. De notar que a entrada dos reforços de última hora em nada contribuíram para colmatar estas saídas, podendo-se concluir que estas não foram programadas, nem antecipadas por ninguém, nem sequer eram desejadas pelos responsáveis. Disto retira-se indiscutivelmente, uma única conclusão: depois destas saídas, o plantel do Sporting ficou mais curto e claramente menos experiente, principalmente em opções atacantes, numa época que se adivinha longa e difícil. A resignação de Domingos, na conferencia de imprensa de antevisão ao jogo contra o Paços de Ferreira, foi por demais evidente.

Tal foi o ambiente criado em torno da equipa, que a direcção do clube, na pessoa do seu presidente, após uma, mais que desejável (digo eu), paragem na Liga, decidiu dar a cara, de uma forma muito inteligente, com o óbvio objectivo de retirar a pressão dos holofotes mediáticos de cima da equipa. Se, por um lado, esta designada sessão de esclarecimento, que poderia facilmente ser confundida com uma banal conversa de café, não serviu minimamente os propósitos para o qual foi convocada, pelo menos teve o condão de dar tranquilidade à equipa de futebol, para preparar este jogo decisivo, num clima mais salutar (dentro do possível). E como esta equipa precisa de trabalhar em paz!

E é neste ponto que eu quero centrar a minha análise, neste momento. Como Sportinguista que sou, desejo que o meu clube ganhe, de preferência com boas exibições, exibindo um futebol atraente e dinâmico, que empolgue, não só a sua massa adepta, mas todo o mundo do futebol. No entanto, e colocando um pouco de lado todo o fervor que nutro por este grandioso clube, tenho que ter a humildade intelectual necessária, para discernir que é impensável e pura e simplesmente utópico pedir que uma equipa com 16 jogadores novos, com toda uma estrutura técnica renovada, consiga praticar um bom futebol, sem que lhe seja dado tempo, espaço e, acima de tudo, tranquilidade para trabalhar. E muito sinceramente, nem penso que o cenário esteja assim tão negro, em relação aos níveis exibicionais da equipa (só aí, claro está).

Mas, em termos pontuais, a situação do Sporting, é absolutamente dramática, transformado, esta partida, que não deveria ser mais do que um simples encontro daa 4ª jornada da Liga, numa autêntica final. O facto de o adversário ser o Paços de Ferreira, uma das equipas mais organizadas e realistas de toda a Liga, dificulta ainda mais a tarefa do Sporting, ainda para mais, com o encontro a ser disputado na sempre complicada Mata Real, onde o Sporting não ganha desde 2008. Serve de estímulo adicional, o facto do Paços de Ferreira ter trocado de treinador recentemente, depois da ida do técnico Rui Vitória para Guimarães. Mas terá o Sporting que se preocupar assim tanto com a equipa da capital do Móvel. Eu entendo que sim, pois se há equipa, neste momento, pela sua identidade, pode causar dificuldades ao onze de Domingos, essa equipa é o Paços. Esta partida, portanto, terá tanto de difícil, como de decisiva, para o clube de Alvalade.

O Paços de Ferreira, se se mantiver fiel ao seu estilo de jogo, baseará o seu futebol num bloco defensivo bastante unido e solidário, composto por uma dupla de centrais bastante forte fisicamente e por um trio de meio-campo agressivo na busca pela bola e que gosta e sabe jogar futebol. Por outro lado, possui na frente, avançados bastante rápidos, que gostam de explorar as costas da defensiva adversária, para criar perigo. Interessa também referir e acautelar o forte poder nas bolas paradas, desta equipa do norte, tirando partido da elevada estatura de alguns dos seus elementos.

Nesta partida, o Sporting terá que apresentar uma excelente qualidade na posse de bola, circulando-a sempre em velocidade, já que as dimensões do campo, completando com uma agressividade permanente da equipa do Paços, irão favorecer a falta de espaços, que só um jogo em velocidade poderá ultrapassar. Por outro lado, há que ter atenção às bolas paradas defensivas e às bolas nas costas da defesa. Um Rodriguez em boa força afigura-se essencial para precaver esta situação. Mas o que eu considero fundamental, nesta partida, é a mudança que tem que existir na eficácia de remate. Será um encontro onde o Sporting terá poucas oportunidades para visar a baliza e terá que ser o mais eficaz possível, na hora de rematar. Marcar cedo é decisivo para fazer mudar toda a estratégia do Paços de Ferreira. Por outro lado, considero fundamental, uma forte presença na área, com a colocação de um avançado bem fixo. A luta no meio-campo, avizinha-se essencial, por esse facto, Domingos deverá apostar num 4x3x3, para equilibrar as contas no centro do terreno, que poderá facilmente alterar-se para um 4x2x4, quando a equipa tem a posse de bola.

Eis a lista dos convocados:

Guarda-redes: Rui Patrício e Marcelo Boeck
Defesas: Rodriguez, Polga, Onyewu, Evaldo, João Pereira e Insúa
Médios: Schaars, Izmailov, Diego Capel, Rinaudo, André Santos, Elias e Pereirinha
Avançados: Bojinov, Wolfswinkel, Carrillo e Rubio

Observando esta lista de convocados, observa-se que o Sporting ainda não estará na sua máxima força, notando-se as ausências, principalmente, de Jeffren e Matias.

No entanto, os novos reforços, Elias e Insúa, entram já nas contas de Domingos, para esta partida. O internacional brasileiro perfila-se, mesmo, para fazer, desde já a sua estreia com a camisola do Sporting, no onze titular, visto que chega ao Sporting já com ritmo competitivo nas pernas. Já Insúa terá que esperar um pouco mais, uma vez que Evaldo tem dado conta do recado. O Sporting poderá alinhar da seguinte forma:

                      Rui Patrício


João Pereira      Polga      Rodriguez      Evaldo


                           Rinaudo

          Izmailov                Elias



   Bojinov                                 Capel

                    van Wolfswinkel


ZeQueira
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E o SPORTING é o nosso GRANDE AMOR!
Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #94 em: Setembro 12, 2011, 19:42 »


Ex-noticiasleoninas


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Sinceramente, acho que temos o melhor plantel dos últimos anos.

Dêm-lhes tempo que a equipa vai engrenar, basta vencerem 3 ou 4 jogos seguidos.

Força Sporting!
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by @MikeLewis
Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #95 em: Setembro 13, 2011, 14:59 »

Gebeeme

Sinceramente, acho que temos o melhor plantel dos últimos anos.

Dêm-lhes tempo que a equipa vai engrenar, basta vencerem 3 ou 4 jogos seguidos.

Força Sporting!

 Seta Seta Seta

Eu também concordo.

Elias é um craque, sem dúvida.

Tanto o Ricky Van Volfswinkel como o Rubio vão explodir e quando isso acontecer...  Dançar Dançar Dançar

Há muito tempo que não tinhamos extremos, desde que o CR9 e o Nani sairam. Ninguém tem dúvidas que Capel e Jeffrén são bons jogadores.

Rinaudo é uma máquina, aguenta aquele meio-campo sózinho, se for preciso e ainda vai lá a frente marcar golos, vem à defese e, se preciso for, ainda substitui o RP na baliza... 

A meu ver, só mesmo no centro da defesa é que não estamos bem. Precisávamos dum central do nível dum Stan Valckx, por exemplo.
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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #96 em: Setembro 13, 2011, 15:58 »


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Sinceramente, acho que temos o melhor plantel dos últimos anos.

Dêm-lhes tempo que a equipa vai engrenar, basta vencerem 3 ou 4 jogos seguidos.

Força Sporting!

 Seta Seta Seta

Eu também concordo.

Elias é um craque, sem dúvida.

Tanto o Ricky Van Volfswinkel como o Rubio vão explodir e quando isso acontecer...  Dançar Dançar Dançar

Há muito tempo que não tinhamos extremos, desde que o CR9 e o Nani sairam. Ninguém tem dúvidas que Capel e Jeffrén são bons jogadores.

Rinaudo é uma máquina, aguenta aquele meio-campo sózinho, se for preciso e ainda vai lá a frente marcar golos, vem à defese e, se preciso for, ainda substitui o RP na baliza... 

A meu ver, só mesmo no centro da defesa é que não estamos bem. Precisávamos dum central do nível dum Stan Valckx, por exemplo.

É isso mesmo!
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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #97 em: Setembro 14, 2011, 00:28 »



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Análise ao jogo Paços de Ferreira 2 – 3 Sporting (4º Jogo da Liga Portuguesa):


Ficha do Jogo:

Assistência: 2 500 Espectadores

Equipa de Arbitragem:

   Árbitro Principal – Paulo Baptista (Portalegre)
   Assistentes – José Braga e Luís Marcelino
   4º Árbitro – Vasco Santos

Paços de Ferreira:

     1   Cássio
   81   Manuel José
     5   Cohene
     4   Fábio Faria
   17   Nuno Santos
     8   André Leão
   96   Filipe Anunciação (cap)
     6   Vítor
   11   Caetano
   30   Michel
   15   Luisinho


Sporting:
     1   Rui Patrício   
   47   João Pereira (cap)   
     5   Onyewu   
     2   Rodriguez   
   48   Insúa   
   21   Rinaudo   
     8   Schaars   
   77   Elias   
   25   Pereirinha   
     7   Bojinov   
   11   Capel



Uma verdadeira revolução foi aquilo que Domingos preparou para este jogo. Só Rui Patrício, João Pereira, Schaars e Capel resistiram à mão pesada do treinador. Para além das estreias absolutas de Onyewu, Insúa e Elias e do regresso de Pereirinha, depois de ter sido considerado dispensável, entraram para o onze Rodriguez, Rinaudo e Bojinov, este último a fazer a sua primeira aparição a titular.

O esquema táctico mantém-se: o habitual 4x3x3 de Domingos, com muita profundidade nas alas e com um meio-campo que privilegia a posse de bola e que faz da sua agressividade, uma imagem de marca.

No lado do Paços de Ferreira, o novo técnico Luís Miguel não pode contar com o castigado Figueiras, que foi expulso na última partida, frente ao Feirense, sendo substituído por Fábio Faria, que se estreia com a camisola do Paços. Para além desta alteração, Luís Miguel optou por dar mais velocidade ao seu ataque, trocando Luiz Carlos, jogador mais posicional, pelo rapidíssimo Caetano, alinhando num 4x5x1, com centro-campistas bastante velozes nas alas.


3’ – Num lance completamente inofensivo, Nuno Santos cruza da esquerda e Rodriguez corta a bola para trás, para Rui Patrício agarrar; o árbitro da partida considera atraso e marca um pontapé livre indirecto, dentro da área do Sporting.

5’ – Golo do Paços de Ferreira. Na marcação deste livre indirecto, Manuel José toca ligeiramente para Michel, que desfere um pontapé violentíssimo, para o interior da baliza do Sporting, sem que Rui Patrício pudesse fazer nada para o deter.

9’ – Insúa, na esquerda, junto à bandeirola de canto, alivia a bola de forma deficiente, esta vai ter com Manuel José, que joga, de primeira, de cabeça para Michel que, já dentro da área, remata forte e cruzado, para grande defesa de Rui Patrício.

13’ – No meio campo, Capel coloca em Elias, que abre na direita para a subida de João Pereira; este lateraliza ainda mais para a estrema direita, onde aparece Pereirinha que, com um excelente pormenor, tira Nuno Santos do caminho e cruza para o 2º poste, onde aparece Schaars a cabecear por cima.

22’ – Pontapé livre direito para o Sporting, em zona frontal, ligeiramente descaído para a direita, com Bojinov a bater em arco, por cima da barreira, mas a bola sai um pouco ao lado da base do poste da baliza do Paços.

24’ – Cartão amarelo para Nuno Santos, por carregar Pereirinha.

24’ – Na sequência da falta, pontapé livre para o Sporting, no lado direito do ataque leonino; Schaars a bater, em jeito de cruzamento remate, com a bola a sobrevoar o guarda-redes adiantado e a ir esbarrar na trave da baliza pacense. Grande remate.

27’ – Cartão amarelo para Manuel José, por carregar, por trás, Capel.

30’ – Pontapé de campo do lado direito do ataque do Sporting, com Schaars a bater largo, para o segundo poste, com Onyewu a aparecer a colocar de cabeça, no meio, para Pereirinha, que deixa, ao primeiro toque para a entrada da área, onde aparece Insúa a rematar de pronto, com a bola a sair muito ao lado da baliza pacense. Um lance muito bonito, todo ao primeiro toque, mas com o remate a sair muito longe do alvo.

32’ – Ataque do Sporting, mais uma vez pela direita, com uma troca posicional: João Pereira, mais adiantado, desmarca vindo de trás, Pereirinha que cruza na cara de Nuno Santos, para a cabeça de Bojinov, que desvia a bola para fora. Mais uma bela jogada na direita do ataque do Sporting.

33’ – Cartão amarelo para Cássio, pela demora na reposição da bola em campo.

36’ – Depois de uma remate de Elias, já dentro da área, com a bola a esbarrar na muralha defensiva do Paços, a bola ressalta para a zona de Rinaudo, que a conquista na raça e liberta-se para rematar cruzado, com a bola a sair ao lado da baliza de Cássio. Antes de sair pela linha de fundo, a bola embateu num defensor pacense. Seria canto, em vez do pontapé de baliza assinalado pela equipa de arbitragem.


40’ – Cartão amarelo para Insúa, por demorar a devolver a bola para um arremesso lateral. Manifestamente exagerado.

43’ – Recuperação de bola para Capel, no meio campo, coloca em Bojinov que, de costas para a baliza recepciona e abre imediatamente na esquerda, onde se desmarca Elias que, com caminho aberto para a baliza, adianta em demasia a bola e permite a mancha ao guarda-redes Cássio. Belo lance do Sporting e muito atento, o guardião pacense.

45’+1 – Livre para o Paços, encostado à linha lateral, do lado direito do ataque; a bola é levantada para a grande-área e é afastada pela defensiva do Sporting, primeiro por Rodriguez e depois por Onyewu. O esférico acaba por aparecer à mercê de Luisinho, que cruza para a área, apanhado toda a defensiva do Sporting em contramão, onde aparece Michel a cabecear, já na pequena área, para uma defesa monstruosa de Rui Patrício. A bola acaba por ressaltar para Caetano, que remata para fora. Grande oportunidade para o Paços aumentar a vantagem, bem perto do final da primeira parte.


O encontro começa com o lance que originaria o primeiro golo do Paços de Ferreira: o suposto atraso de Rodriguez, que Rui Patrício decide agarrar, foi um rude golpe nas pretensões do Sporting, que estaria mais interessado em tomar a iniciativa do jogo, de forma tranquila, sem ter que, desde muito cedo, recuperar do prejuízo. O que é certo é que este lance desconcentrou a equipa do Sporting e o Paços, por intermédio de Michel, poderia ter ampliado a vantagem, poucos momentos depois do primeiro golo, não fosse a incrível defesa de Rui Patrício.

A partir desse momento, e até bem perto do final da primeira parte, só deu Sporting e a equipa leonina bem merecia ter marcado na etapa inicial, tal foi a diferença de caudal ofensivo entre as duas equipas. Com o Paços bem recuado na sua defensiva, o Sporting assumiu o jogo, mas com algumas dificuldades a início.

Elias, numa primeira fase, sentiu algumas dificuldades para encontrar o seu melhor posicionamento, sentindo necessidade de recuar bastante durante a primeira fase da partida, encostando na zona de Rinaudo. Nesta fase, o Sporting necessitava de alguém, que no meio do terreno, impusesse um ritmo diferente, na zona central, de forma a criar mais desequilíbrios.  Esses desequilíbrios, surgiram fundamentalmente, por intermédio da ala direita da equipa leonina, que demonstrou um bom entendimento. Na esquerda, Capel esteve sempre muito isolado e sem apoio e foi uma presa fácil para Manuel José.

Mas o que é certo, é que a subida de Elias, no terreno, alterou rapidamente o rumo dos acontecimentos e o Sporting conseguiu começar a criar perigo, junto da baliza de Cássio. Schaars, Bojinov e Rinaudo, tiveram boas situações para marcar para o Sporting, mas foi o internacional brasileiro, que dispôs da melhor oportunidade, aos 40 minutos, quando se consegue isolar, mas permite a mancha atenta de Cássio, depois de um domínio de bola mais longo.

Mas a primeira parte termina com uma grande oportunidade para o Paços de Ferreira aumentar a sua vantagem, com o habitual Michel a cabecear, em plena pequena área, para o meio da baliza, permitindo uma defesa fantástica a Rui Patrício.

Seria um resultado manifestamente injusto, pelo enorme caudal ofensivo que o Sporting conseguiu produzir, após ter sofrido o golo. No entanto, Michel, para além do tento que marcou, dispôs de mais duas oportunidades flagrantes para marcar, que decidiriam o jogo para a equipa da casa.


Domingos decide fazer uma substituição ao intervalo, fazendo sair Schaars, apesar da boa exibição, para fazer entrar Izmailov. Esta substituição irá fazer com que Elias recue para a posição 8, encarregando o russo de organizar o futebol atacante do Sporting.

No Paços de Ferreira, tudo igual.


47’ – Entrada do Paços a pressionar o último reduto do Sporting. Arrancada, pela esquerda de Nuno Santos, que passa por Pereirinha e João Pereira, adianta ligeiramente a bola, permitindo o corte incompleto de Onyewu; o ressalto de bola é recuperado por Luisinho, que cruza de imediato para a área, onde aparece Michel a cabecear para fora.

55’ – Segunda substituição para o Sporting: sai Pereirinha e entra Diego Rubio

55’ – Golo do Paços de Ferreira. Pontapé livre para a equipa pacense do lado direito do ataque, bem junto à linha lateral e do banco de suplentes da equipa da casa; Manuel José levanta para a entrada da área e Michel, aproveitando uma completa falha de marcação, aparece solto para cabecear para o interior da baliza do Sporting. A defensiva leonina foi claramente surpreendida neste lance.

57’ – Primeira substituição para o Paços de Ferreira: sai Vítor e entra Luiz Carlos

61’ – No início do segundo tempo, só dá Paços de Ferreira. Recuperação de bola a meio-campo para Luiz Carlos, que deixa imediatamente para André Leão desmarcar Michel, que ensaia o lance individual, faz o que quer de Rodriguez e remata forte, com a bola a bater na malha lateral, pelo lado de fora da baliza. Mais uma excelente oportunidade para Michel.

63’ – Cartão amarelo para Luisinho, por carregar João Pereira.

66’ – Terceira e última substituição para o Sporting: sai Bojinov e entra van Wolfswinkel

67’ – Entrada violentíssima de Luiz Carlos sobre Rinaudo, que pediria claramente a amostragem de um cartão vermelho para o jogador do Paços, passou, apenas com um pontapé livre a meio-campo, a favor do Sporting, com o árbitro em cima do lance. Erro grave de Paulo Batista.

70’ – Segundo cartão amarelo e consequente vermelho, para Nuno Santos, por carregar, por trás, Diego Rubio, à entrada da área.

73’ – Segunda substituição para o Paços de Ferreira: sai Caetano e entra Backar. O Paços de Ferreira começa a recuar.

76’ – Golo do Sporting. O lance começa com um mau alívio da defensiva do Paços, que desmarca, acidentalmente, Diego Rubio, que entra na área e remata cruzado, contra o defesa; Cássio soca a bola a punhos, para a entrada da área, onde aparece Izmailov, a colocar o esférico na relva, a trabalhar sobre os defesas, em busca de espaços e remata para o interior da baliza, com a bola a bater na defensiva, antes de entrar. Belo trabalho do russo, mas um golo algo consentido pela defensiva pacense.

78’ – Golo do Sporting. A ala esquerda a trabalhar bem, com Capel a jogar com Insúa e este a colocar no centro do terreno em Rinaudo, que com um passe magnífico, desmarca Elias, que se isola na cara de Cássio e remata forte, para o interior da baliza do Paços. É o empate para o Sporting, em apenas 2 minutos.

84’ – Golo do Sporting. É a reviravolta completa! O meio-campo do Sporting a trabalhar o esférico, de Rinaudo para Elias; este abre na esquerda para Insúa, que tira um cruzamento perfeito para o lado direito da área, onde aparece de rompante, van Wolfswinkel a encostar com o pé direito, para o fundo das redes do desamparado Cássio. Belo golo à ponta de lança.

85’ – Terceira e última substituição pra o Paços: sai Michel e entra Melgarejo

88’ – Cartão amarelo para André Leão, por carregar Capel, já com o jogo interrompido.

89’ – Insistência de Rubio, muito lutador e já na grande área, com pouco ângulo, a rematar muito torto. Poderia ter feito muito melhor.

90’ – Cartão amarelo para João Pereira, por protestos. Manifestamente exagerado.

90’+1 – Cartão amarelo para Rui Patrício, por atrasar a marcação de um pontapé de baliza.

90’+3 – Cartão amarelo para Filipe Anunciação por protestos.


O Sporting inicia a segunda parte, algo titubeante, com algumas dificuldades em criar espaços, muito devido à pouca agressividade com que abordou o início da segunda parte. Izmailov teve muito pouco a bola, nesta fase inicial da etapa complementar e a ala direita deixou de funcionar como vinha a fazer na primeira parte. Por devido à enorme pressão que o Paços de Ferreira aplicou no reatamento. Consequência disto mesmo, o Paços dispôs de mais uma oportunidade de golo, uma vez mais por Michel, que cabeceia ao lado da baliza de Rui Patrício.

Domingos percebeu rapidamente que a estratégia que montou, ao intervalo, não estava a resultar e decide rapidamente avançar para o planto B, fazendo entrar Diego Rubio, para o lugar de Pereirinha, mudando o esquema táctico para um sistema de dois avançados e entregando a ala direita a Izmailov e o meio-campo a Rinaudo e Elias.

Só que, esta substituição veio em má altura. A equipa do Paços de Ferreira dispunha de um livre directo e a substituição desconcentrou a equipa leonina. O resultado disto não poderia ter sido mais prejudicial para a equipa do Sporting. O cruzamento saiu, apanhou Rodriguez a dormir e Michel aproveitou para cabecear, à entrada da área (!), batendo Rui Patrício, sem apelo nem agravo.

A realidade, a esta altura, era que o Sporting encontrava-se em desvantagem, por 2-0, em plena segunda parte da quarta partida da Liga e com já 7 pontos perdidos nas primeiras três jornadas. Cenário mais negro era impossível de imaginar.

O Sporting manteve muita posse de bola, jogando muitas vezes em velocidade mas com pouca objectividade, criando muito poucas oportunidades de golo até ao minuto 70, altura em que o Paços de Ferreira fica reduzido a 10 elementos, por expulsão de Nuno Santos e já com van Wolfswinkel em campo, entrando para substituir o pouco inspirado Bojinov.

A partir deste momento, tudo mudou. O Sporting foi completamente dominador, empurrando toda a equipa do Paços de Ferreira para a sua defensiva. Insúa começou a subir no terreno, permitindo que Capel tivesse muito mais espaço. Do lado contrário, João Pereira mantinha-se sempre presente, bem junto de Izmailov, permitindo que o russo fizesse as suas diagonais. E foi, num lance de insistência, que o internacional russo conseguiu o primeiro tento para o Sporting, aproveitando uma defesa insuficiente de Cássio, a remate de Rubio.

Depois do primeiro golo, a avalanche ofensiva do Sporting, foi demolidora e poucos minutos depois, Elias, pelo de oportunidade, isola-se, a grande passe de Rinaudo, facturando o golo do empate do Sporting.

Se dado o desenrolar de toda a partida, seria impensável que o Sporting ainda conseguisse empatar o encontro, eis que surge, à matador, completamente vindo do nada, van Wolkswinkel, a responder a um magnífico cruzamento de Insúa, para fazer o golo da vitória do Sporting e completar uma das reviravoltas mais fantásticas dos últimos tempos, conseguidas pelo clube de Alvalade.

O Sporting, neste encontrou, iniciou a partida no purgatório, desceu ao inferno, no início da segunda parte e renasceu das cinzas, qual fénix revigorada, rumo a uma glória pouco expectável. Esta vitória vale bem mais do que os três pontos em disputa. Ganhou-se uma equipa, ganhou-se um grupo unido, agarrou-se um rumo.




Estatísticas do Jogo:

                                   Paços de Ferreira               Sporting
Remates                                9                                   17
Cantos                                   1                                    9
Foras-de-jogo                        0                                    1
Faltas cometidas                  19                                   13
Cartões amarelos                  7                                    3
Cartões vermelhos                 1                                   0
Posse de bola                      35%                              65%


Análise Individual (Notas de 0 a 20 val.):

Rui Patrício:
Jogos: 6 (4LP+2LE); Minutos: 540’; Golos sofridos: 7 (6LP+1LE); Disciplina: 1CA LP; Nota: 12 val.
Começou o jogo com aquele lance infeliz, ao agarrar a bola depois do suposto atraso de Rodriguez. Independentemente da interpretação do lance, por parte do árbitro ser altamente discutível, o mais sensato, naquela ocasião, seria pontapear o esférico para longe. O que é certo, é que o erro do árbitro, juntamente com a imprudência de Rui Patrício colocou, logo cedo, o Sporting numa posição muito complicada. No entanto, a partir deste lance infeliz, Rui Patrício avançou para uma exibição segura, com um punhado de defesas fundamentais para manter o Sporting com possibilidades de discutir a vitória. Nota positiva.

João Pereira:
Jogos: 6 (4LP+2LE); Minutos: 540’; Golos: - ; Disciplina: 1CA LP ; Nota: 14 val.
Foi dos jogadores mais activos do Sporting, ao longo de toda a partida, tanto na primeira parte, onde era essencial manter a pressão, em busca do prejuízo, tanto na segunda parte, onde a avalanche ofensiva dos Leões foi constante, colaborando no ataque, sempre que necessário. Defensivamente, nunca teve problemas, pois Caetano, apesar de rápido, foi sempre pouco ofensivo e esclarecido. Na primeira parte, combinou muito bem com Pereirinha, aproveitando a cobertura deficiente de Caetano ou Luisinho, provocando desequilíbrios sobre o desamparado Nuno Santos. Belo jogo.

Onyewu:
Jogos: 1 LP; Minutos: 90’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 12 val.
Estreia absoluta com a camisola do Sporting, em jogos oficiais e apesar dos poucos automatismos que ainda tem com o seu colega de sector, a verdade é que não foram da responsabilidade dele, os falhanços grosseiros da defensiva. Foi simplesmente imperial no jogo aéreo e determinante nas bolas paradas defensivas. Notou-se ainda alguns problemas de comunicação com Rodriguez, mas no cômpito geral, a sua exibição foi positiva.

Rodriguez:
Jogos: 4 (3LP+1LE); Minutos: 315’; Golos: - ; Disciplina: 1 CA LE; Nota: 7 val.
O elo mais fraco da defensiva do Sporting. Depois de ter comprido uma paragem, para recuperar dos seus problemas musculares já habituais, regressou à equipa, claramente, com o seu ritmo de jogo afectado. Teve problemas no posicionamento e no tempo de corte. Foi clamoroso o seu erro, no 2º golo do Paços de Ferreira, onde aborda o lance de forma displicente e desconcentrada, chegando claramente tarde, permitindo o cabeceamento fulgurante de Michel. Pouco depois, é completamente humilhado, pelo mesmo Michel, que só não deu em golo, porque o remate saiu fora do alvo. O internacional peruano esteve muito longe do que nos tem habituado, mas a sua velocidade parece ser imprescindível para esta defesa.

Insúa:
Jogos: 1 LP; Minutos: 90’; Golos: - ; Disciplina: 1CA LP ; Nota: 14 val.
Mais um estreante absoluto em jogos com a camisola do Sporting, Insúa avança para a equipa titular, após uma semana de trabalho na Academia. Este facto notou-se na primeira parte, onde andou visivelmente perdido, tendo quase sempre dificuldades em seleccionar qual o melhor timing para apoiar a equipa no ataque. Mas, na segunda parte, tudo foi diferente. Domingos deu-lhe mais liberdade e confiança e o argentino na desperdiçou. Subiu sempre com critério, apoiando Capel e provocando desequilíbrios constantes sobre Manuel José, que sentiu muitas dificuldades, sempre que Insúa subiu. Teve papel fundamental, na assistência para van Wolfswinkel, com um cruzamento fantástico, que resultou no golo da vitória do Sporting.

Rinaudo:
Jogos: 4(1) (3LP+1(1)LE); Minutos: 380’; Golos: - ; Disciplina: CA – 3 (1LP+2LE); Nota: 15 val.
Este argentino ainda surpreende pela entrega que coloca em campo. É uma verdadeira fonte de coragem e determinação. Nunca vira as costas a um lance; nunca dá um lance como perdido. E a par disto, demonstra bastante mais ponderação e sangue frio na abordagem aos lances. Isto poupa à equipa muitos dissabores, principalmente de cariz disciplinar. É dele o belo passe que desmarcou Elias, para o golo do empate a duas bolas. É dele a omnipresença posicional a meio-campo, que permite que toda a equipa se solte e explane toda a sua criatividade. Uma pérola.

Schaars:
Jogos: 6 (4LP+2LE); Minutos: 475’; Golos: - ; Disciplina: 1 CA LP; Nota: 8 val.
É certo que foram do holandês, duas das principais oportunidades de golo, na primeira parte: uma, num cabeceamento por cima, e outra num pontapé livre directo, que esbarrou na barra. Mas, Schaars continua a não dar a objectividade e profundidade que o futebol ofensivo do Sporting precisa. Insiste em demasia em passes lateralizados e arrisca muito poucas vezes, passes de rotura. Muitas das vezes, colidiu, posicionalmente, com Elias, devido à ainda, mais que óbvia, pouca coordenação entre os dois. Foi, com toda a lógica, o sacrificado para a entrada de Izmailov, ao intervalo. Era, sem sombra de dúvida, o jogador menos dinâmico do meio-campo.

Elias:
Jogos: 1 LP; Minutos: 90’; Golos: 1 LP ; Disciplina: - ; Nota: 15 val.
Mais um estreante, este depois de ter chegado à equipa, poucos dias antes. E este não engana. São poucos os jogadores que gostam de ser lançados, nestas condições: moral em baixa, pouco conhecimento dos colegas, pouco conhecimento do sistema e da identidade da equipa. Elias assumiu-se e a equipa lucrou com isso. O início foi um pouco titubeante, ora caindo no terreno de Rinaudo, ora no de Schaars, mas as suas movimentações inteligentes foram o suficiente para convencer que a sua presença em campo, na segunda parte, seria fundamental. E foi. Entregou a o trabalho criativo a Izmailov e assumiu para si, a obtenção de desequilíbrios, principalmente na zona central. Foi num destes movimentos que se isolou, para conseguir facturar o golo do empate a duas bolas, imprescindível no timing em que surgiu, para que fosse possível chegar à vitória. Bela estreia.

Pereirinha:
Jogos: 1 LP; Minutos: 56’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 10 val.
A dispensa de Yannick do clube de Alvalade, abriu uma vaga no corredor direito. Curiosa e surpreendentemente, essa vaga, no jogo em Paços de Ferreira, foi preenchida por outro jogador da casa: Bruno Pereirinha que, de dispensado e emprestado ao Olhanense, salta para o plantel principal e estreia-se, esta época, e logo a titular. E que surpresa. Combinou, às mil-maravilhas, com João Pereira, ora em compensações defensivas, por trocas posicionais, ora no ataque à posição do desguarnecido Nuno Santos, que sofreu muitas dificuldades durante o primeiro período. No entanto, apesar do bom entendimento com João Pereira e de um ou outro pormenor de qualidade, demonstrando bastante mais agressividade do que nos vinha habituado, Pereirinha foi quase sempre inconsequente e pouco objectivo nas suas decisões e a sua exibição perdeu com isso mesmo. Quando foi substituído, a sua influência na partida, já era nula. De qualquer das formas, nota positiva para o seu desempenho.

Bojinov:
Jogos: 1(2) (1(1)LP+(1)LE); Minutos: 130’; Golos: - ; Disciplina: 1CA LE; Nota: 7 val.
Sentiu muitas dificuldades entre os dois centrais pacenses e teve muito poucas hipóteses para desequilibrar. Nunca conseguiu fugir às marcações e combinou muito poucas vezes com os seus colegas. Foi pouco agressivo, pouco disponível para o choque e muito lento nas movimentações. Apesar de forte fisicamente, claramente que não tem características de ponta-de-lança e, dificilmente, conseguirá jogar, num futuro próximo, nesta posição. Saiu a meio do segundo tempo e em boa hora, pois, para o seu lugar, acaba por entrar o jogador que decidiria a partida. Completamente fora de jogo.

Diego Capel:
Jogos: 4(1) (3(1)LP+1LE); Minutos: 351’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 13 val.
Na primeira parte, foi, quase sempre, bem tapado por Manuel José e teve muito poucos espaços para explanar o seu futebol, muito pelo facto de ter ficado encostado à linha, durante muito tempo, sem qualquer apoio, nem de Schaars, nem de Insúa. Na segunda parte, tudo foi diferente. A entrada de Izmailov beneficiou claramente o futebol do espanhol, libertando-o, em movimentações rápidas, não só em arrancadas pelo seu corredor, com o apoio mais frequente de Insúa, mas também através de diagonais para o centro do terreno. Manteve-se fiel ao seu estilo de jogo: bola no pé e drible curto, sempre difícil de parar. Não marcou, não assistiu, mas a sua exibição, na segunda parte, foi essencial para abrir espaços na defensiva contrária.

Izmailov:
Jogos: 2(4) (1(3)LP+1(1)LE); Minutos: 345’; Golos: 3 LP; Disciplina: 1 CA LP ; Nota: 16 val.
Revolucionou completamente todo o futebol ofensivo do Sporting. Foi o motor ofensivo que os Leões precisavam. É claramente o melhor jogador do Sporting e a sua não titularidade só pode ser explicada pela necessidade de se fazer uma gestão cautelosa da sua utilização, devido à condição física deficiente que o russo apresenta. No entanto, quando entrou em jogo, deu tudo o que estava ao seu alcance para que ainda fosse possível a reviravolta. E foi dele, o primeiro tento, que embalou a equipa para 10 minutos absolutamente demolidores. Para além do tento que marcou, que foi de decisiva importância, foi o russo que colocou os ritmos da equipa bem elevados, não deixando a equipa desistir de lutar para evitar a derrota, que teria um peso decisivo nas pretensões do Sporting, para esta época. É o verdadeiro patrão da equipa.

Diego Rubio:
Jogos: (3) ((2)LP+(1)LE); Minutos: 64’; Golos: - ; Disciplina: - ; Nota: 14 val.
Entrou em campo, para substituir Pereirinha e a garra e o dinamismo com que entrou na partida, foi importante para que toda a equipa acreditasse que ainda era possível alterar o rumo dos acontecimentos. Muito veloz, quer com bola, quer sem bola, oferecendo sempre linhas de passe e desmarcações, aos seus colegas, foi protagonista de dois lances que acabaram por ser fundamentais para a reviravolta do Sporting: foi dele o remate, que obrigou Cássio a defender de forma defeituosa, permitindo a Izmailov trabalhar a bola e marcar o primeiro tento para o Sporting e foi dele a arrancada, pela direita, que provocou a entrada faltosa de Nuno Santos, que resultaria na sua expulsão. Atenção a este jovem chileno, que tem vindo a entrar aos poucos na equipa e que tem vindo a subir de produção. Poderá vir a ser um elemento muito importante, lá mais para a frente, nesta Liga, que se adivinha longa e tremendamente complicada.

Wolfswinkel:
Jogos: 1(2) LP; Minutos: 140’; Golos: 1 LP ; Disciplina: - ; Nota: 15 val.
Entrou a substituir o muito escondido Bojinov e, nos 25 minutos que teve em campo, teve apenas uma oportunidade de visar a baliza adversária. E foi suficiente. Com um instinto matador próprio de um ponta-de-lança com escola e com talento, van Wolfswinkel respondeu ao cruzamento de Insúa com uma eficácia tremenda, encostando de primeira, com o seu pé direito, não permitindo qualquer defesa ao guardião adversário, dando o golo decisivo para que o Sporting conquistasse os tão necessitados três pontos. Quando muitos pensavam que o cruzamento de Insúa iria se perder pela linha de fundo, ainda que aparece o ponta-de-lança holandês, praticamente vindo do nada, a levar ao rubro toda a nação Sportinguista. Atenção ao instinto deste holandês. Promete.

Domingos Paciência:
Jogos: 6 (4LP + 2LE); Saldo de golos: 1 (8 – 7) (LP: 0 (6 – 6); LE: 1(2 – 1)); Nota: 13 val.
A sua abordagem a este jogo demonstrou algum desespero pela mudança. Para este jogo, a estratégia inicial de Domingos, poderia ser explicada por três palavras: Mudar, mudar e mudar…

Se algumas mudanças eram, mais ou menos expectáveis, principalmente na dupla de centrais e na posição de pivot defensivo, as entradas, directamente para o onze, de Insúa e de Elias, adivinhavam-se como arriscadas, pelo pouco entrosamento que estes jogadores ainda têm com os seus colegas. Se isso foi claramente observado no início, o facto é que a importância que estes dois atletas tiveram na conquista do resultado positivo, acabam por dar total razão ao treinador do Sporting.

Para além destas alterações, Domingos surpreendeu ainda, ao colocar Bojinov, sozinho na frente, entregue à sua sorte, no meio de dois defesas centrais muito fortes. Aqui Domingos falhou redondamente, pois o internacional búlgaro, para além das limitações que evidencia no desempenhar das funções de ponta-de-lança, ainda não está na sua melhor condição física. Pode ser muito útil a jogar como segundo avançado, mas nunca com único ponta-de-lança.

Outra mudança que Domingos decidiu operar, e esta a mais surpreendente de todas, foi a utilização a titular de Pereirinha, em detrimento de Izmailov. Se a não-titularidade do internacional russo era mais ou menos esperada, pelas evidentes limitações físicas que apresenta, a escolha de Pereirinha para ocupar esse lugar vago foi, no mínimo, surpreendente. Passou de dispensado e emprestado ao Olhanense, para titular, à quarta partida da Liga. E digamos que Pereirinha aproveitou bem essa oportunidade, principalmente na primeira parte. Aqui, Domingos foi surpreendente, mas inteligente.

Mas, ocorreram erros que não podem acontecer. É um erro primário fazer-se substituições quando a equipa não tem posse de bola, ainda mais, quando a equipa contrária dispõe de um pontapé de canto ou de um livre. Podem existir distracções nas marcações e foi claramente o que aconteceu no 2º golo do Paços. Erros destes são irrepetíveis.

No entanto, Domingos tem o mérito de ter sabido mexer bem na equipa. Todos os três jogadores que colocou em campo tiveram papel fundamental na reviravolta. O mérito do bom resultado é dele, assim como o é o demérito pelo facto da equipa ter estado a perder por 2-0. Um jogo para tirar ilações para o futuro, para não se repetir erros, para não se voltar a dar tiros no pé.


Análise à equipa de arbitragem:

A decisão de se considerar atraso ao guarda-redes, àquele corte defeituoso de Rodriguez, marca, irreversivelmente, a exibição do árbitro Paulo Baptista. A lei 12 das Leis de Jogo da FIFA é clara e diz:

“Um pontapé-livre indireto será concedido à equipa adversária se o guarda-redes cometer uma das seguintes quatro faltas dentro da sua própria área de grande penalidade:
(…)
3. tocar a bola com as mãos depois desta ter sido pontapeada deliberadamente para ele por um seu colega de equipa.”

Nestas circunstâncias, aquilo que aconteceu, no 3º minuto do jogo, em Paços de Ferreira, não pode nunca, segundo as leis do jogo da FIFA, ser considerando um pontapé deliberado de Rodriguez, já que o contacto da bola é feito com a canela do jogador. Erro grave e com influência no resultado.

Para além disto, disciplinarmente, o árbitro da partida teve mal, ao não sancionar convenientemente, o jogador Luiz Carlos, depois deste ter entrado de forma ríspida (para não dizer mais) sobre Rinaudo, colocando com o pé à frente, de forma ostensiva, tocando na canela do jogador. Entrada perigosa, passível de cartão vermelho directo.

À excepção disto, foi muito rigoroso na amostragem de cartões amarelos a jogadores, por queimar tempo. Se se consegue compreender o de Cássio (33’), quando o Paços ganhava por 1-0 e o de Rui Patrício (90’+1), quando o Sporting já vencia por 3-2, o cartão amarelo a Insúa (40’), foi manifestamente exagerado, já que a sua equipa perdia por 1-0 e o jogador quereria tudo, menos queimar tempo. Pelo pouco bom senso que demonstrou, durante boa parte da partida e por dois erros graves, não pode ter nota positiva. Nota: 7 val.


ZeQueira

« Última modificação: Setembro 24, 2011, 12:41 por ZeQueira » Registado

E o SPORTING é o nosso GRANDE AMOR!
Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #98 em: Setembro 14, 2011, 00:50 »


Ex-noticiasleoninas


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Fechado o mercado e não esperando que venha algum jogador livre, fizemos a nossa análise ao plantel que representará o Sporting na seguinte época.

Domingos Paciência tem às suas ordens excelentes jogadores, tanto no presente como para o futuro.

Com belas contratações, de grandes jogadores a preços acessíveis, Carlos Freitas construíram o plantel mais forte dos últimos anos (na nossa opinião, desde 2001/02, apenas os plantéis de 2004/05 e 2008/09 se equivalem a este).

Na defesa, o Sporting tem os seguintes jogadores disponíveis:

- Na baliza temos Rui Patrício, que “só” é o melhor Guarda-Redes da Liga e o melhor português na sua posição, sendo o titular da Selecção de Paulo Bento. No banco temos Marcelo Boeck, que se destacou na última temporada ao serviço do Marítimo, e Tiago, o veterano do plantel. Pode-se dizer que «estamos vem servidos» neste sector.
- Para a posição de lateral-direito, Domingos pode contar com o titular da última temporada - João Pereira – que também é o titular da Selecção Nacional e, na nossa opinião, o melhor da Liga. Para suplentes o reforço Santiago Arías deu nas vistas no Mundial de Sub-20 ao serviço da Selecção anfitriã, a Colômbia, e Bruno Pereirinha ainda se procura afirmar no Sporting.
- No eixo da defesa, Polga e Carriço continuam da última época. O brasileiro na sua melhor forma pode acrescentar muito aos leões, enquanto que o jovem português é, juntamente com Nuno Reis e Pedro Mendes, o central português com mais futuro, apesar de ainda não ter mostrado isso. Os reforços Rodríguez e Onyewu prometem experiência (Rodríguez tem 27 anos e Onyewu 29) e altura (Onyewu tem 1,96 metros). O Júnior Tiago Ilori deverá ser chamado para alguns jogos.
- Evaldo irá, inicialmente, ser o titular na posição de lateral-esquerdo, mas este ano tem forte concorrência: o internacional argentino Emiliano Insúa, de 22 anos.

Resumindo, temos um sector defensivo forte, que precisa de se afirmar. Nós apostaríamos em Patrício, João Pereira, Carriço (quando atingir a sua melhor forma), Rodríguez/Onyewu e Insúa para titulares.

Já o meio-campo sofreu muitas alterações. Vejamos:

- Rinaudo e André Santos prometem consistência, agressividade q.b. e muita qualidade no sector mais recuado do meio campo. Os dois internacionais (argentino e português, respectivamente) são do melhor que há na nossa Liga na respectiva posição (trinco/médio-defensivo).
- Na posição chamada de “8″ (médio centro, box-to-box), dois novos nomes: Elias (a contratação mais cara de sempre do Sporting) e Schaars. O brasileiro, oriundo do Atlético Madrid, é, sem dúvida, um dos melhores reforços da nossa Liga 2011/12. Já o holandês, ex-capitão do AZ Alkmaar, veio por um preço demasiado baixo (850 mil euros) para o seu grande valor.
- Luís Aguiar foi o ùnico “nº 10″ contratado esta temporada. O uruguaio veio do Peñarol e já conhece Domingos dos tempos do Braga. Matías Férnandez procura a sua época de afirmação, enquanto que André Martins voltou de empréstimo ao Pinhalnovense.

São estes os nossos jogadores para o meio-campo. Passaremos então para o ataque:

- Nas alas, Izmailov é o único que se mantém da temporada transacta. Bruno Pereirinha, além de lateral direito, também pode jogar a extremo. Capel e Jeffrén, recentemente Campeões Europeus de sub-21 pela Espanha, são reforços de peso para este Sporting, e vieram a preço de saldo. O primeiro era regularmente titular do Sevilha e já é Internacional A pela Espanha, enquanto que o segundo era o suplente de Messi no Barcelona. André Carrillo também reforçou o Sporting. Internacional A pelo Peru, este jovem de apenas 20 anos tem muito para dar ao clube.
- Ricky van Wolfswinkel, talvez a maior promessa do ataque holandês foi uma das contratações mais caras de sempre do Sporting. O ponta-de-lança, de 22 anos, marcou mais de 20 golos na última temporada ao serviço do Utrecht. Valeri Bojinov e Diego Rubio também vieram para o Sporting. O búlgaro, de 26 anos, tenta voltar à sua forma antes das lesões que o têm assombrado desde jovem, enquanto que o chileno de apenas 18 anos (mais novo que alguns Juniores do Sporting) tem muito talento para dar, e já mostrou isso na pré-época. O jovem (18 anos) camaronês Gael Etock – próximo Eto’o – deverá ser chamado algumas vezes, tal como Tiago Ilori.

Temos, na nossa opinião, uma excelente equipa, que precisa de entrar nos eixos. Quando isso acontecer teremos, certamente muitos sucessos «à Sporting».

In http://noticleoninas.wordpress.com/2011/...7/analise-ao-plantel-do-sporting-201112/
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Re: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 , « Resposta #99 em: Setembro 14, 2011, 01:03 »



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Antevisão do Zurique vs. Sporting do dia 15 de Setembro de 2011 – 1º Jogo da Fase de Grupos da Liga Europa:



Depois da reviravolta épica no jogo da Mata Real, do passado sábado, o Sporting apresenta-se na capital financeira do mundo moderno, com a moral renovada e com a óbvia intenção de ganhar a partida de abertura da Liga Europa. Esta vitória poderá ter vários significados, talvez bem mais importantes que os simples três pontos em disputa. Em jogo estará a necessidade de aumentar a embalagem ganhadora da equipa, essencial para manter a moral em alta, para os jogos que se avizinham. Em jogo estará, igualmente, o nome e a reputação do Sporting na Europa, que terá que ser defendido, através da conquista de uma vitória inequívoca. Importante será aumentar o entrosamento entre os jogadores, com vista a melhorar o nível exibicional e a eficácia da equipa. Em suma, o importante, nesta partida, é fortalecer os laços entre os vários jogadores, de forma a criar-se uma muralha forte e imune a todo o tipo de pressões vindas do exterior. E isto, só se consegue com vitórias.

Após a verdadeira revolução processada por Domingos, em Paços de Ferreira, neste jogo, penso que o treinador do Sporting optará por fazer menos alterações. Desde já, vê-se obrigado a retirar Elias da equipa, por este não estar disponível para alinhar nesta competição, por já o ter feito, esta época, ao serviço da sua anterior equipa. Esta vaga poderá ser colmatada por André Santos ou Izmailov, consoante a abordagem que se fizer em relação a este jogo. André Santos jogará se tivermos um Sporting mais na expectativa. Caso contrário, se se pretender um elemento mais criativo, avançará o internacional russo, se a sua condição física lhe permitir. Matias Fernandez ainda não deverá estar em condições para ajudar a equipa, mas existe outra pedra, que poderá ser equacionada para esta posição: André Martins. Penso que seria uma boa alternativa para o lugar em aberto no meio-campo do Sporting. Uma outra hipótese, é optar-se por outro modelo de jogo, com dois avançados, visto ter sido este sistema, o mais produtivo até à data. A escolha é de Domingos.

Relativamente ao eixo da defesa, é provável que Domingos não faça quaisquer alterações, dando mais uma oportunidade à dupla Onyewu-Rodriguez para se entrosarem e mantendo o incansável João Pereira e o recente reforço Insúa, nas respectivas faixas (direita e esquerda, respectivamente).

Nas faixas, manteria Capel na esquerda e daria uma nova oportunidade a Pereirinha, para dar profundidade ao corredor direito. A escolha destes dois jogadores para ocupar as alas, permitiria alinhar com duas avançados bem lá na frente, já que, tanto Capel, como Pereirinha, têm mais características de médios do que de avançados. Isto iria permitir jogar com Wolfswinkel bem fixo, lá na frente, apoiado de perto por Bojinov.

Este seria o meu onze:

                             Rui Patrício


João Pereira      Onyewu      Rodriguez      Insúa


                                   Rinaudo

 Pereirinha                  Schaars               Capel


                                             Bojinov      
                        
                           van Wolfswinkel



Esta foi a lista de convocados para o jogo contra o Zurique:

Guarda-redes: Rui Patrício, Marcelo Boeck e Tiago

Defesas: Rodriguez, Anderson Polga, Onyewu, Evaldo, João Pereira e Insúa

Médios: Schaars, Izmailov, Capel, Rinaudo, Pereirinha, André Santos e André Martins

Avançados: Bojinov, Van Wolfswinkel, Carrillo e Rubio.
« Última modificação: Setembro 17, 2011, 19:34 por ZeQueira » Registado

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