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Fórum SCP - A Comunidade do Sporting Clube de Portugal Universo Sporting Clube de Portugal Redacção Porta 10-A Tópico:

Análise do Plantel e da Época 2011/2012

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Autor Tópico: Análise do Plantel e da Época 2011/2012 (Lida 13716 vezes)

Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #20 em: Julho 21, 2011, 16:59 »


ex-special 1


*
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Localidade: Margem Sul! O sitio mais lindo de Portugal...



3º nao sei como Rubio ou Wolfs vao jogar sem o Postiga, o Postiga, para mim, e obrigatorio na equipa titular, nao marca mas da a marcar


Dá a marcar... como assim?

o que queria dizer e que o ataque precisa de experiencia
pois nao acredito que o vWolfs e o Rubio se Aguentem sozinhos

eu nao acho o postiga mau jogador, joga pa equipa, por isso assiste, ou seja, e um seguyndo avancado
O André Martins "maçã podre" ? as aspas seriam obrigatórias, quando não numa leitura apressada <que mais que muitas haverá- pode gerar reacções intempestivas... Rir Muito Alto Rir Muito Alto Rir Muito Alto


tens razao,  Vermelho pa mim
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #21 em: Julho 21, 2011, 19:51 »

HULK VERDE

   Mas este engana alguém, ou é preciso legenda?  Indeciso  Stop Maldoso Angry
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #22 em: Julho 21, 2011, 22:19 »


Sócio SCP há 40's e tantos.


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Realmente ó Hulk, só faltava assinalar no mapa!  Embarrassed  Vermelho
SOS-Caça cavalos!
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QUERO    UM   SPORTING
CREDÍVEL  -  LIMPO  -  AMBICIOSO
Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #23 em: Julho 22, 2011, 19:47 »



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@Goncalojbcorreia

Caro Gonçalo, gostaria de comentar um post teu, já com algum tempo. Peço desculpa pelo atraso desta resposta, mas só hoje conseguir montar um comentário digno da tua resposta.

Citar
Nem de perto, nem de longe, chegou aos calcanhares dos referidos. E isto são factos indesmentíveis. A minha opinião é simples: Pereirinha não demonstrou ter talento ou personalidade para representar o Sporting.

O que eu não percebo é se a última constatação provém das frases anteriores. Se assim for, discordo totalmente. Está longe do que valem, actualmente, os outros jogadores que referiste, mas os outros, além de titulares, são jogadores acima da média para o campeonato português, inclusive. Ninguém acha que o Pereirinha será do nível deles, mas, a ficar no Sporting (algo que espero que não aconteça, até para o bem dele), nunca terá as mesmas responsabilidades nem a mesma utilização. Seria apenas um jogador útil, para ajudar na composição do plantel. Só.

Quando se inicia um determinado processo de formação, espera-se que os jogadores consigam desenvolver características individuais particulares, que os tornem especiais, nas suas potencialidades, cada um nas suas posições. Não se investe quantidades consideráveis, tanto de dinheiro, como de tempo, na formação para se criar jogadores "só" úteis. Pelo menos, este é o meu entender, relativamente ao que deve ser um projecto de formação de um clube de topo. E o que eu quero que tentes perceber (pois sem perceberes isto, não irás conseguir entender o porquê das minhas dúvidas em relação ao Pereirinha), é que eu penso que este jogador, teve as mesmas oportunidades que todos os outros que referi. Exactamente as mesmas. E não as soube aproveitar. E agora perguntas. Não estará a tempo ainda de tentar aproveita-las? A resposta a essa pergunta ser-te-a dada pelo Domingos, quando este decidir se conta ou não com Pereirinha. Eu, pessoalmente, penso que ele não tem nenhuns motivos para querer contar com o Pereirinha, pois este jogador não possui o que é necessário para poder lutar por um lugar na equipa.

Citar
Tenho a expectativa de que Domingos consiga potenciar o Evaldo, pelo menos, ao nível do que este demonstrou em Braga.

Eu, infelizmente, não tenho. Acho que a falta de inteligência, e a pouca capacidade para tomar boas posições, são defeitos que limitam um jogador de futebol sempre, mesmo que seja bem conhecido do treinador. E se estas poderão ser escondidas no Braga (até pelo sistema de jogo da equipa), dificilmente não são evidentes no Sporting.

Eu espero que tal aconteça, mas a minha expectativa é nula. Até acho que o Capel foi contratado por ser um jogador com características que permitam que não se perca tantas bolas na esquerda, tendo em conta a forma como o Evaldo coloca a bola, o sítio onde a põe, e a forma como o extremo recebe (invariavelmente) um passe seu.

Relativamente ao Evaldo, concordo que se trata de um jogador com algumas falhas em termos de conseguir seleccionar correctamente qual a melhor opção para um determinado lance ofensivo. Mas defensivamente, é um jogador muito válido. Mais: a grande mais-valia do Evaldo é a sua condição física e a intensidade que coloca no seu jogo. Isso, num lateral, é decisivo. Por outro lado, considero um jogador que respeita na íntegra, as indicações do treinador. Sabendo nós que o Domingos releva até ao ínfimo pormenor, entendo que conseguirá elevar os níveis exibicionais do brasileiro.

Citar
(sobre Rodriguez) No entanto, o seu excesso de calma, muitas vezes, pode indicar alguma apatia e contagiar os seus colegas de defesa, o que, para este sector, pode ser dramático

Eu discordo. Rodriguez tem uma atitude calma com bola, mas - para mim - nem a tem sem posse, nem indiciará qualquer tipo de apatia. Ao contrário de muitos centrais, inclusivamente, é um central bastante "activo" sem bola, procurando sempre posicionar-se o melhor possível de forma a atacar o lance no timing certo, e tentar antecipar o movimento dos avançados. Mas percebo a ideia.

Por vezes, na zona central da defesa, é necessário algum vigor, na hora de enfrentar dificuldades. Onyewu é um jogador que nos dá garantias relativamente a este aspecto. O que eu quero indicar com essa afirmação, que retirada do contexto, pode levar a interpretações erradas, é que, em determinados lances, que podem parecer controlados à partida, o excesso de calma pode ser prejudicial, através de compensações deficientes por parte dos seus colegas. Um lance aparentemente controlado, com uma má abordagem, pode ser fatal. Conhecemos bem as características do Rodriguez. E sabemos que isto pode acontecer, principalmente numa fase inicial, quando a dupla de centrais ainda não estiver perfeitamente coordenada.

Citar
(sobre Schaars) Na minha opinião, a sua única lacuna é o jogo aéreo, onde é, manifestamente um jogador macio.

Também não concordo, não só porque nem me parece muito macio no jogo aéreo, como, especialmente, por não entender que um médio-centro (ou box-to-box, como referes) tenha de ser particularmente forte neste aspecto. Quantos médios-centro bem mais baixos, e muito mais franzinos, não existem que têm grande qualidade? Tanto na equipa que foi campeã cá, como na equipa que foi campeã no país vizinho, passando - seguramente - por muitas outras.

Portanto, acho que nem é fraco no jogo aéreo, nem - principalmente - que isso seja muito importante num 8.

Apenas apresentei a minha opinião relativamente ao jogo aéreo do Schaars e acredita que não sou o único a dizer que esse é o ponto fraco dele. Mas, deverias ter colocado o resto da frase, onde eu digo claramente que ele corrige essa limitação com uma capacidade posicional absolutamente fantástica. Relativamente ao que referes sobre a pouca importância do jogo aéreo a meio-campo, isso daria outra discussão. Mas tudo depende do estilo e da filosofia de jogo da equipa. Há equipas onde a força do jogo aéreo a meio-campo é fundamental para criar desequilíbrios, outras, privilegiam outros aspectos, mais técnicos.

Citar
Aguiar é possuidor de uma excelente técnica individual

Não discordo totalmente que tenha alguma técnica (embora esteja longe de ser um portento neste aspecto), mas o que é facto é que não o demonstra. Luis Aguiar, no Braga, para quem não sabe, era um jogador com uma baixa percentagem de passes completados (ligeiramente superior a 50/55%), mesmo não arriscando muito no passe longo.

Isto não se deve a falta de qualidade técnica, mas essencialmente ao uso que dela faz. Decide demasiado rapido o que fazer com a bola, e, muitas das vezes, decide mal nessa tentativa apressada. O que tem em capacidade de "agitar" a equipa, de "mexer" com o jogo, e de incutir alma ao sector intermediário, perde em inteligência, em temporização e em critério no passe.

De facto, uma das lacunas do Luís Aguiar, que eu, por lapso, me esqueci de referir, é a consistência do seu passe. Para poder ter uma função determinante no plantel do Sporting, terá que melhorar muito esse aspecto do jogo que, para um centro-campista com características de organizador é mais que fundamental; é determinante. Mas, lá está. Luís Aguiar é uma daquelas aquisições que eu não consigo entender, a não ser por se tratar de um jogador que está muito bem referenciado por Domingos. Se assim for, ele lá saberá, melhor que ninguém, qual a utilidade deste jogador. Mas reconheço-lhe uma excelente técnica.


Carrillo - Não percebi a do Carrillo. A contratação de um jovem, para ajudar a compor o plantel, que venha numa perspectiva de crescimento é um mistério? Para mim, não, pelo menos comparando com os outros mistérios que referes. Arias não percebo a vinda, Turan tambem nao (mais por Evaldo que por ele), de Carrillo, entendo a contratação. Mas talvez tenha interpretado mal a palavra nesta ocasião.


Rubio - Ah, ok. Já percebi que quando referes mistério, referes que é por não teres grandes conhecimentos (como todos nós) do jogador, ou por ser uma incógnita, até pela idade.

A questão dos mistérios ficou resolvida  Positivo!. É um pouco isso que referes. Não tenho dados suficientes para analisar estes jogadores, mas é óbvio que o desempenho recente do Rubio, me desperta algum entusiasmo. Parece ter instinto matador. Mas prefiro esperar, para poder avaliar melhor estes jogadores.

Citar
Com uma velocidade estonteante e com capacidade de penetrar nas costas das defesas com enorme facilidade, seria um erro não aproveitar as características do Yannick para bem do Sporting. Características estas que poderão ser muito úteis em alguns jogos, principalmente naqueles onde os adversários se fecham na sua defensiva.

Bom, neste caso não só discordo, como acho que seja o contrário. É perante defesas mais adiantadas que o Yannick poderá ter mais probabilidades de explorar o espaço nas costas (que assim se torna maior). Não me parece, portanto, por acaso que nos clássicos tenha tido, até então, algumas das suas melhores exibições pelo Sporting, assim como nalguns jogos europeus...

De facto, neste aspecto, tens toda a razão. A mais-valia do Yannick tem sido observada quando este consegue ter espaços. Mas eu entendo (e esta é apenas a minha opinião) que, se o Sporting tiver uma circulação de bola rápida, de modo a conseguir abrir essas defesas mais fechadas, o Yannick poderá ser importante nas diagonais mais curtas. Pois ele não é só um jogador veloz, com espaço. É também um jogador com uma mudança de velocidade muito interessante.

Citar
Capel é acima de tudo um jogador de equipa, que gosta de aproveitar as suas características para benefício do conjunto, através de idas à linha fulgurantes e cruzamentos certeiros para a área.

Eu, por acaso, não acho. Acho que é acima de tudo um jogador que procura resolver os lances por si, e não integrando-se totalmente na equipa. Procura muitas vezes as acções individuais, os duelos frente ao lateral e a procura do golo para a equipa através deste tipo de lances "solitários".

Mas esses jogadores também são precisos. O que me parece absolutamente necessário são duas coisas: i) venha em condições físicas e psicológicas (sobretudo a nível de confiança) para conseguir desequilibrar nos duelos individuais; ii) ter uma equipa que, através da circulação da bola, consiga criar alguns espaços que Capel possa aproveitar (caso contrário, não terá muitas vezes o 1x1, mas antes o 1x2, ou o 1x3).

Sobre o Capel, decidi colocar essa afirmação que citaste, propositadamente, para que as pessoas não o confundam como um simples desequilibrador (alias, como tu próprio o fazes, na tua opinião). Quem lê o que escreveste sobre o Capel, parece que está a ler a descrição do Quaresma. Ora o Capel não é assim, bem pelo contrário. É um extremo puro, não nego. Mas é bem mais do que (como eu gosto de referir) um desequilibrador egoísta. Não digo que não tente jogadas individuais, visando a baliza. É claro que também as faz, pois tira muito bom partido do seu pé esquerdo e do seu drible curto. No entanto, não faz das jogadas egoístas, a base do seu jogo, como o Quaresma, por exemplo. Vais vê-lo muitas mais vezes, a ir à linha e a cruzar para a área. Os avançados e os médios que vêm detrás, irão agradecer-lhe muitas vezes.


Espero não ter sido muito maçador a ripostar os pontos que referiste. Agradeço os teus comentários.

SL
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #24 em: Julho 23, 2011, 00:36 »



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Excelente avaliação dos jogadores! Os meus parabéns!

Só não concordo com a do Djaló pelo facto de que, ele efectivamente é bastante rápido e seria um excelente jogador para jogar nas costas da defesa se tivesse melhor toque com a bola porque as recepções dele metem dó...

O que me mete confusão é que quem for ver um treino do sporting, vê coisas espectaculares dele mas depois em campo a correspondência é muito baixa! Recepções em que perde automáticamente a bola, centros disparatados, e remates inconsequentes que muitas vezes mais parecem passes para o adversário\gr!

Espero que seja apenas falta de confiança e que o Domingos mude isso porque se for mais do mesmo, pode muito bem ir embora em janeiro!
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #25 em: Julho 23, 2011, 02:44 »



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Que luxo. Um dos melhores tópicos que li até agora neste fórum, a juntar ao dos Génios da Táctica. Parabéns ao ZeQueira (e já agora também ao Gonçalo).
Num mundo perfeito, os jornais desportivos seriam mais ou menos isto.
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #26 em: Julho 23, 2011, 15:41 »



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Analise completamente racional.

Obrigado, gostei muito de ler  Bater Palmas
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #27 em: Julho 23, 2011, 21:37 »



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Acerta em cheio quando fala nos três estarolas do SPORTING , somos milhares a achar isso , mas o certo é que por lá continuam , só não percebo porquê , mas enfim , desde que vistam aquela camisola para mim são todos bons !!!! VIVA O SPORTING !!!!
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #28 em: Julho 27, 2011, 16:10 »



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até arrisco em dizer que djaló, Postiga e Polga só estão ainda no clube devido à sua antiguidade no mesmo e não pela qualidade que demonstram.

As análises penso estarem bem feitas, mas sobretudo é importante enquadrá-los num ou dois sistemas e tentar analisar como serão em equipa, ainda que não tenha havido muitos jogos, já podemos mandar uns bitaites sobre a forma de jogar da equipa e o se realmente o todo será melhor que a soma das partes!

SL
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #29 em: Julho 27, 2011, 19:29 »



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Excelente avaliação dos jogadores! Os meus parabéns!

Só não concordo com a do Djaló pelo facto de que, ele efectivamente é bastante rápido e seria um excelente jogador para jogar nas costas da defesa se tivesse melhor toque com a bola porque as recepções dele metem dó...

O que me mete confusão é que quem for ver um treino do sporting, vê coisas espectaculares dele mas depois em campo a correspondência é muito baixa! Recepções em que perde automáticamente a bola, centros disparatados, e remates inconsequentes que muitas vezes mais parecem passes para o adversário\gr!

Espero que seja apenas falta de confiança e que o Domingos mude isso porque se for mais do mesmo, pode muito bem ir embora em janeiro!

De facto o caso do Djaló parece merecer um estudo aprofundado. O jogador tem efectivamente talento e características únicas que lhe permitem alcançar um patamar superior, mas tarda em explodir. No entanto, não o considero tão mau como o pintam. Respeito as opiniões, mas não concordo.

Eu penso que o Djaló precisa de estabilizar-se a nível emocional. Talvez seja dos jogadores que mais sente a instabilidade de uma equipa, porque sente que tem capacidades para resolver tudo sozinho. O golo que ele marcou à Juve é uma prova disso. E o seu jogo elevar-se-á, se a equipa estiver estabilizada, como penso ser o caso actual.

Custa-me ouvir e ler certas críticas ao Yannick. Preferiam que ele fosse mais um activo, dispensado a custo zero? Tenho a certeza que iriam recriminar a direcção, se isso acontecesse.

Eu entendo que o Yannick, esta época, será uma peça importante. Não alcançaremos nada se só tivermos 11 jogadores bons. Precisamos de jogadores de qualidade, no banco, para resolver em caso de necessidade. E Yannick tem características para o ser.

Mais uma vez, agradeço todas as palavras elogiosas. Vocês estragam-me com mimos 

SL
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #30 em: Julho 31, 2011, 11:46 »



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ZeQueira primeiramente tenho que te felicitar como grande Leão que és, pois para mim é um orgulho enorme, ler os textos de alguém que tão bem escreve sobre o que é nosso e sobre o nosso Sporting Clube de Portugal, a minha forma de ser e de estar a minha qualidade de escrita não se compara á tua, nem de longe nem de perto, consigo descrever o que quer que seja do nosso clube ou de uma coisa qualquer como tu o fazes, como tal não encontro sequer palavras para te felicitar, pois li tudo e penso que está excelente, vi quem falasse em manhas e em goberns.

Esses parvalhões desculpando o termo nem se te comparam, não passam de uns revezos que alguém um dia ajudou a ser jornalista, devem ter tido um colo enorme. Alias sabes a minha opinião infelizmente neste país tudo é sujo tudo ou quase tudo é comprado e perdem-se as pessoas como tu e muitos outros de grande valor em detrimento desses energúmenos que não servem para nada, mas pertencem á corrupção que despedaça este país infelizmente.

Não se trata de uma qualquer análise ZeQueira analisaste o plantel do Sporting Clube de Portugal como ninguém, como tal mereces uma palavra de enorme agradecimento por todo o trabalho que tiveste, bem sei que quem anda por gosto não cansa, mas achei fabulosos todos os pormenores, sobre cada um dos nossos jogadores.

Felicito-te do fundo do coração e obrigado por orgulhares um Sportinguista como eu e muitos outros com os teus textos simplesmente excelentes, não discordo de ti em nenhum ponto pois penso que os debatestes todos com excelência.

Bem Hajas. Todos os meus aplausos para ti são poucos!

 Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas


SL

 Seta

Parabéns ao Zé Queira pela qualidade do texto.
 Bater Palmas
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(Este post NÃO foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico)
Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #31 em: Agosto 01, 2011, 11:29 »



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Obrigado a todos pelos comentários.  Positivo!

Vou aproveitar este meu tópico para continuar a fazer avaliações regulares do plantel, não só a nível individual, como a nível colectivo. Pensei que seria demais estar a criar tópicos sucessivos. Tratando-se este tópico como o meu comentário pessoal, relativamente ao plantel, justifica-se continuar a contribuir, regularmente, dado a quantidade de elogios que recebi, e penso que este é o melhor sítio para o fazer.

Farei uma abordagem geral no final da pré-época, pois encaro-a como um todo preparativo e não como jogos individualizados, não só porque são jogos que servem para rodar jogadores, onde, por esse facto, a sistematização colectiva é mais complicada de conseguir, bem como por nem todos os jogadores estarem na sua melhor forma. Procurarei fazer uma análise o mais objectiva possível.

Quando surgirem os jogos mais a sério, irei fazer a minha análise pessoal ao jogo, e procurarei pontuar as exibições da equipa, numa escala de 0 a 20, bem como a nomeação do homem do jogo.

Espero com isto, continuar a contribuir, com o maior prazer e da melhor forma que me é possível, para este extraordinário espaço de amor e fervor sportinguista.

Obrigado por me lerem

Bem Hajam a todos

SL
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #32 em: Agosto 04, 2011, 04:21 »



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Espero com isto, continuar a contribuir, com o maior prazer e da melhor forma que me é possível, para este extraordinário espaço de amor e fervor sportinguista.

Obrigado por me lerem

Bem Hajam a todos

SL

Obrigado pela análise e pela promessa de futuras análises  Positivo! ; concordando ou não, com este ou aquele pormenor, com este ou aquele jogador; pois permite, no mínimo, uma outra visão, inteligente, bem escrita e que se lê com prazer, de opiniões desapaixonadas q.b. do nosso SCP

Eu que não tenho nem a disponibilidade nem a capacidade de "imitar" algo parecido, desafio outros a seguir o exemplo do ZeQueira e oferecerem-nos análises leoninas!

Larguei completamente os pasquins diarios e afins. Talvez me tenha tornado um sectário, mas actualmente, referente ao SCP apenas leio os orgãos oficiais do CLUBE e este fórum!
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #33 em: Agosto 06, 2011, 17:22 »



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Já fiz uma actualização do texto original deste tópico, onde introduzi a minha análise pessoal ao Tiago Ilori e ao Jeffrén Suarez.

Durante a próxima semana, conto colocar neste tópico, a minha análise da pré-época, individual e colectiva.

Cumprimentos e Saudações Leoninas.
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #34 em: Agosto 08, 2011, 06:34 »




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Boas,

Desde já os meus parabéns ao ZeQueira pelas suas análises aos jogadores.  Bater Palmas Bater Palmas

Eu estive a ler o tópico e vi alguns comentários como "o jogador A vai ser titular", "o jogador B têm de jogar obrigatoriamente", etc.. (vcs perceberam a idea). Primeiro temos que ver em que tactica vamos jogar...

Parece-me que o que faz sentido será o 4-2-3-1 a ser utilizado com regularidade e o 4-1-3-2 como táctica alternativa. Digo isto porque notou-se (ou pelo menos eu acho) que quando passamos para 4-2-3-1 começamos a jogar melhor, e visto termos alas bastante rápidos.

Assim sendo acho que puderiamos jogar com (equipa tipo para a temporada):

                               Rui Patricio

João Pereira    Rodriguez          Carriço         Evaldo

                     Rinaudo           André Santos

                                 Schaars

Jéffren                                                      Capel

                                  Rubio

Rui Patricio: titular indiscutivel da baliza, e infelizmente (ao contrário do que já li) o Boeck não me parece alternativa, parece-me bastante mais fraco (preferia não o ter comprado e ficado com o Vitor Golas).
João Pereira: Pereirinha não têm hipoteses de ser titular (mas é bom para o banco dada a sua polivalência)
Ródriguez: De todos os centrais que vi na pré-época acho que é sensato dizer que é o mais forte e será o patrão da defesa.
Carriço: Aqui é uma dúvida que tenho... Para já colocaria-o a titular pela época transacta.
Evaldo: Até ver o cancro da equipa... O Turan ainda agora chegou pelo que teremos de optar para já pelo Evaldo.
Rinaudo: O patrão do meio-campo, limpa jogo, corre, distribui jogo... enfim um achado.
André Santos: A sua mobilidade ajuda bastante a equipa... é um jogador que defende e ataca. Dou-lhe lugar na equipa pela época transacta também.
Schaars: Aqui é outra dúvida mas para já (visto as lesões do Matias Fernandez e do Luís Aguiar) será o titular. Parte em vantagem devido aos outros jogadores para essa posição terem chegado mais tarde. Mas gostaria que jogasse o Matias Fernandez.
Jeffrén: Nota-se que têm escola do Barcelona. É bom... Carrillo é bom para esta posição mas ainda é jovem e penso que o Izmailov é um jogador irregular devido às lesões...
Capel: Precisa de se integrar na equipa ainda, mas terá todas as condições para ser titular. Parte em vantagem visto a lesão do Bojinov. Aqui por outro lado também puderá jogar o Jeffrén e assim sendo entrava o Carrillo para a direita.
Rubio: Épa... é uma opinião pessoal, podem dizer que ele é novo ou que não aguenta o ataque sozinho mas a verdade é que nos ultimos 3 jogos esteve bem e jogou sozinho à frente... marca golos. Eu sou apologista que há de apostar nos putos quando estes estão bem, e este é um desses casos.

No caso de a táctica passar a ser 4-1-3-2 então ai tiraria o André Santos e colocaria provavelmente o postiga ou até mesmo o Djaló.

NOTA:
Isto é apenas uma opinião pessoal, e não considero para a equipa titular o Djaló porque o acho muito irregular, é capaz do melhor (como fez com a juventus) e depois do pior (como o resto dos jogos). Também não referi o Ricky porque acho-o um pouco trapalhão daquilo que vi...

Saudações Leoninas
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Ser Sportinguista é... sofrer todos os jogos, saltar da cadeira, gritar, apoiar, chorar, mas no final levantar a cabeça e gritar SPORTINGG!!
Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #35 em: Agosto 09, 2011, 02:12 »



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Grande trabalho ZeQueira, Muitos Parabéns! Positivo!
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"O ser humano será o único animal que procura voluntariamente a servidão para se furtar ao dom que o distingue da restante criação: a inteligência." (Miguel Castelo Branco)
Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #36 em: Agosto 10, 2011, 12:08 »



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Parabéns ZeQueira pela excelente análise. Básicamente concordo com a globalidade das apreciações, lógicamente divergindo num ou noutro ponto, sendo q
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...e o SPORTING é o nosso grande amor!!
Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #37 em: Agosto 12, 2011, 20:05 »



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Análise à Pré-Época 2011/2012:

Como seria de esperar, a tarefa de Domingos adivinhava-se complicada. Pegar num clube completamente descaracterizado, onde a cobrança é enorme e o orçamento é reduzido (se o compararmos aos nossos rivais, nacionais e internacionais), aliado ao facto de ter que construir, de raiz, uma equipa que se pretende competitiva e ganhadora, é sem sombra para qualquer dúvida um desafio só ao alcance dos mais audazes. Construir uma equipa, capaz de respeitar o nome do Sporting, juntando mais de uma dúzia de reforços, aos desmoralizados jogadores da época passada, não facilitará as coisas, tornando ainda mais complicado o cenário.

No entanto, os primeiros jogos disputados nesta pré-época ajudaram a criar uma onda de euforia, diga-se de passagem, desmedida e completamente incompreensível, só possível devido à enorme sede de vitória que a grandiosa massa adepta leonina sente.

A pré-época começou com os seguintes jogos:

Jogo 1: Sporting 3 – 0 Alta Lisboa (jogo à porta fechada, em Alcochete)

Jogo 2: Sporting 8 – 0 Presikhaaf (Estágio na Holanda)

Jogo 3: Sporting 3 – 0 Telstar (Estágio na Holanda)


Os jogos contra equipas amadoras, para mim, só servem para três coisas:

1 – Desentorpecer os músculos;

2 – Cada um perceber os terrenos que os colegas ocupam;

3 – O Postiga marcar golos.

No entanto, gostaria de salientar a escolha do 4x2x3x1, como primeiro esquema táctico da época. De salientar, que Domingos não aproveitou estes jogos para treinar outro sistema, preferindo, desde longo, começar a implementar rotinas dentro da equipa, no referido esquema. Para além disto, um ou outro apontamento interessante, que me vou escusar de mencionar, porque contra estas equipas, tudo fica mais fácil.


Jogo 4: Sporting 3 – 0 Ankaragüçü (Estágio na Holanda):

No primeiro jogo com um nível de dificuldade aceitável, disputado no dia 18 de Julho, ainda em solo holandês, o Sporting defrontou o 13º classificado do campeonato turco da época passada, o Ankaragüçü. Seguindo a linha das últimas partidas, Domingos estruturou a equipa no 4x1x3x2 dinâmico e pressionante, onde se evidenciaram Rinauldo, Schaars e Izmailov, que começava a entusiasmar e a fazer esquecer os tempos difíceis por que passou. Tudo indicaria que teríamos o internacional russo de volta e a 100% o mais rapidamente possível. Demonstrou a raça e a intensidade que nos habituou nos primeiros tempos e, juntamente com a agressividade e força do Rinaudo e a qualidade de passe e a assertividade nas bolas paradas do Schaars, lideraram toda a mecânica da equipa, fosse ela defensiva ou ofensiva, fosse na rápida recuperação de bola, ou na alimentação do ataque. Quem lucrou com isso, foram os avançados, que souberam responder, com golos, a todo o caudal ofensivo enleante criado pelo meio-campo, ao qual a equipa adversária só soube responder com (diga-se) dureza excessiva. O quarteto defensivo não teve trabalho digno de registo, ficando para testes posteriores, a avaliação das reais capacidades, tanto do sistema defensivo como do consequente entrosamento dos jogadores.

Em suma, jogo mais fácil do que seria esperado, muito por mérito da intensidade do meio-campo leonino, que foi capaz de dominar e controlar todo o jogo, anulando, quase por completo, o futebol do Ankaragüçü.

Uma nota negativa para Domingo que decidiu insistir, durante todo o estágio, num único sistema táctico para os testes competitivos. Não duvido que tenha treinado outras alternativas, durante os aprontos. No entanto, consideraria vantajoso ter-se utilizado os jogos-treino, não só para testar as várias soluções individuais, como também para se testar algumas alternativas tácticas, ao escolhido como principal.


Jogo 4: Sporting 2 – 1 Juventus (Canadá):

No dia 23 de Julho, o Sporting deslocou-se ao Canadá (para grande alegria dos milhares de emigrantes que, à distância, sofrem pelo Sporting), para defrontar a Juventus, numa partida que se adivinhava como o primeiro grande teste, às reais capacidades da equipa de Domingos. E a resposta não podia ter sido melhor.

No seguimento do que tinha vindo a ser feito, Domingos apostou no habitual 4x1x3x2, com 4 elementos, a meio-campo muito dinâmicos, onde se evidenciaram novamente Rinaudo e Schaars, pela intensidade na disputa dos lances e pela qualidade nas intervenções, com e sem bola, secando totalmente o meio-campo experiente e de qualidade inegável da Juventus. Talvez por surpresa ou por pura incapacidade, a Juventus não apresentou uma equipa que conseguisse anular o espírito guerreiro do Sporting, entregando o seu futebol à inspiração de uma ou outra individualidade. Por esse facto, o maior colectivismo do Sporting sobressaiu, construindo um domínio seguro da partida. Desse colectivismo, emergiu uma individualidade: Yannick Djaló, autor dos 2 golos e criador de vários momentos de pura magia.

Um teste bastante positivo, cujo resultado só peca por escasso, tal foi a supremacia da equipa do Sporting. De facto, a chave desta equipa continua a ser o meio campo, tendo o quarteto defensivo passado neste teste complicado, com nota positiva, principalmente o norte-americano Onyewu, que impôs a sua presença de forma sólida e robusta. Fica só uma mácula, no golo sofrido, que indicia uma má colocação da linha defensiva e, por jogar muito subida, apresentar dificuldades na recuperação. A nível individual alguns pontos negativos a realçar, que irei mencionar, mais adiante, na análise individual.


Jogo 5: Sporting 0 – 3 Valência (Jogo de Apresentação, Alvalade):

Aproveitando a onda eufórica criada em torno da equipa, devido à boa campanha na pré-época, principalmente após a vitória sobre a Juventus, foi possível encher o Estádio José Alvalade (a 3ª maior enchente da sua história) de paixão e fervor sportinguista, em torno de uma causa. O nosso clube é isto e nada mais que isto. Está vivo e tem a coragem para seguir em frente. E é esta a nossa função, enquanto adeptos, enquanto apaixonados: apoiar os nossos sempre, incondicionalmente.

Analisando o jogo, O Sporting inicia a partida com Rui Patrício na baliza, João Pereira, Carriço, Onyewu e Evaldo, Rinaudo, Izmailov, Schaars e Yannick, Postiga e Rubio. A equipa do Sporting aproveitou a embalagem fornecida por toda a onda eufórica à sua volta e partiu a todo o gás, no seu já habitual, dinâmico e agressivo 4x1x3x2. Só que, do outro lado, estava um Valência bastante organizado, onde cada jogador sabe os terrenos que pisa. E por detrás do dinamismo e da agressividade, sugiram desorganização defensiva e incapacidade ofensiva. A ânsia desmedida em mostrar, desde logo, a toda a massa adepta, que podiam contar com esta equipa, resultante da manifesta inexperiência que advém da juventude da maioria dos seus jogadores e ainda a visível falta de entrosamento entre as linhas mais recuadas e a falta de ritmo de alguns dos jogadores são alguns dos factores que podem justificar a terrível entrada em campo. Descoordenações defensivas constantes, entre centrais, laterais e centro-campistas, uma defesa a jogar demasiadamente subida, para as características dos centrais utilizados (principalmente o norte-americano que se apresentou ainda com, uma mais que natural, falta de ritmo), a visível desinspiração dos dois motores do meio-campo (Rinaudo e Schaars), a mais que óbvia incapacidade física de Izmailov e o forçado recuo excessivo de Yannick foram sinais evidentes que, não só isolaram a dupla atacante do resto dos sectores, como expôs todas as lacunas do Sporting, a um rival mais preparado e mais organizado. A instabilidade rapidamente deu lugar ao nervosismo. Não era a noite do Sporting. A superioridade da equipa do Valência, na primeira parte, foi tão mais evidente que o resultado, ao intervalo, tinha tanto de decepcionante como de inevitável. Da demasiada impulsividade inicial, ao nervosismo contagiado a toda a equipa foi um ápice e o marcador expressou fria e cruelmente a diferença entre as duas equipas.

A segunda parte foi completamente diferente. Se, por um lado, tivemos um Valência muito mais tranquilo, confortavelmente instalado num resultado construído com mérito, por outro tivemos um Sporting mais assertivo a nível organizativo, mais concentrado e consciente de que havia uma camisola para defender. Domingos, pela primeira vez em jogos nesta pré-época, decide abdicar do habitual 4x1x3x2, substituindo-o por um 4x2x3x1, bastante mais seguro e que, em momentos ofensivos, se transforma num 4x3x3 com linhas bem subidas e próximas do ponta-de-lança. Aproveitou, igualmente para ir fazendo algumas alterações ao longo deste período, entrando Boeck para o lugar de Patrício, Pereirinha foi testado, primeiro a médio, no lugar de Izmailov e mais tarde a lateral direito, no lugar de João Pereira, Polga para o lugar de Carriço, Rodriguez para o lugar de Onyewu, Luís Aguiar para o lugar de Schaars, André Martins completou o meio-campo, apoiando directamente Wolfswinkel (no lugar de Rubio), Capel (no lugar de Yannick) e Carrillo (no últimos 10 minutos). Muito sinceramente gostei deste desenho e da abordagem dos jogadores a esta mudança porque, primeiro evidencia inteligência táctica da equipa, que muda de sistema de jogo ao intervalo e soube subir de rendimento, e depois porque agradou-me a segurança dos dois médios mais recuados, com mudanças constantes da posição do vértice do triângulo, com Luís Aguiar a ter um papel fundamental nos equilíbrios da equipa. Por outro lado, gostei da profundidade da equipa nas alas, principalmente da entrega do Capel (no seu jogo de estreia) e da irreverência do Carrillo (poderemos ter aqui um caso sério daqui a uns tempos, se lhe for dado tempo e espaço para crescer). Na defesa, Polga e Rodriguez tiveram um papel muito importante, na segurança que souberam transmitir à equipa.

Em jeito de conclusão, de facto, o resultado foi pesado demais. Na minha opinião, não considero o Sporting assim tão inferior a este Valência. No entanto, este resultado tão desnivelado só foi possível devido às enormes fragilidades defensivas que a equipa evidenciou e que contaminaram todos os jogadores com uma síndrome neurótica desproporcionada. Mas teremos que compreender que não deverá ser fácil para estes jogadores, jogarem pela primeira vez em casa, com o estádio completamente cheio de adeptos sedentos por vitórias. Os jogadores sentiram a pressão na primeira parte e o resto foi o que se viu. Por outro lado, excelente resposta na segunda parte, com os jogadores a saberem dignificar a camisola e a não voltarem a cara à luta. Tiveram a inteligência para se unirem e se organizarem, tendo apenas faltado o golo, que seria um prémio mais que justo.

Uma última nota para a massa adepta do Sporting: somos mesmo a melhor massa adepta do mundo. Continuemos a apoiar esta equipa e eles honrar-nos-ão. Não tenho dúvidas disto.


Jogo 6: Sporting  1–3 Malaga (Torneio Ramon de Carranza):

Duas partes distintas.

Na primeira parte, Domingos colocou a equipa no habitual 4x1x3x2, com Rui Patrício na baliza, o quarteto defensivo composto por João Pereira, Onyewu, Rodriguez e Evaldo, André Santos como centro-campista mais recuado, Capel na esquerda e Yannick na direita, com Schaars a tentar organizar e apoiar os dois avançados, Postiga e van Wolfswinkel.

O Sporting começou mal e levou cerca de 10 minutos a entrar em campo. Encarei este momento como um claro mecanismo de defesa por parte da equipa, para contrapor o claro início desgarrado no jogo contra o Valência, que acabaram por resultar num golo sofrido. Domingos chamou claramente à atenção para esse facto e, neste jogo, a equipa entrou a medo e claramente na espectativa. Depois equilibrou e até superiorizou-se ao Málaga. Organizado e pressionante, capaz de recuperar muitas bolas, mas sempre com pouca objectividade ofensiva. Muita entrega, muito coração, mas pouco discernimento. Ainda durante a altura em que o Sporting estava por cima, no encontro, van Wolfswinkel teve uma excelente oportunidade para marcar, mas na hora de recepcionar a bola, não teve calma nem frieza suficientes para ser eficaz, desperdiçando aquilo que poderia ser um golo certo. Depois houve aquela entrada violenta do Onyewu e correspondente sururu, que só serviu para desconcentrar a equipa. O Málaga aproveitou e chegou ao primeiro golo, num claro momento de desconcentração da defesa. A partir desse momento, o Sporting desapareceu e as fragilidades defensivas começaram a aparecer em catadupa. Aliado ao facto de o meio-campo estar completamente perdido, sem consistência no meio e sem agressividade nas alas. O ataque esteve pouco em campo e muito isolado do resto da equipa, na maioria das vezes, por falta de ligação dos sectores. Muitas das dificuldades defensivas que o Sporting sentiu provieram das alas, não só por ineficácia dos laterais, mas pela falta de apoio dos médios-ala. Isso foi evidente, principalmente no lado esquerdo, onde Capel não recuou, deixando Evaldo entregue à sua sorte, com Joaquim pela frente. O Málaga chegou facilmente ao 2-0, de forma merecida.

A segunda parte não poderia ser mais distinta. Primeiro que tudo, no esquema táctico. Domingos optou por testar, pela segunda vez o tal 4x3x3, que, sem bola, se transforma facilmente num 4x2x3x1 bastante dinâmico. Procedeu, igualmente, a algumas alterações na equipa: Onyewu deu lugar a Carriço, Rinaudo entrou para o lugar de Postiga, ficando no meio campo com André Santos e Schaars (mais tarde, este foi substituído por André Martins) e nas alas trocou Yannick por Carrillo e Capel por Jeffrén, deixando van Wolfswinkel sozinho na frente (mais tarde, deu lugar a Diego Rubio).

Mudou, principalmente a intensidade da equipa, quando tinha a posse da bola, usando um futebol bonito, ao primeiro toque e quase sempre em velocidade, onde os alas tiveram papel determinante na dinâmica da equipa e onde o meio-campo, não só demonstrou muita intensidade defensiva, como objectividade atacante. O Sporting conseguiu reduzir através de uma boa desmarcação de Diego Rubio, a passe de Rinaudo e parecia poder chegar rapidamente ao empate. Na melhor fase do Sporting, o Málaga mata o jogo, marcando o 3-1, num contra-ataque letal, por intermédio de Júlio Baptista. Ainda antes do final da partida, o Sporting teve algumas oportunidades para poder reduzir. Aceito a derrota do Sporting, como castigo pela paupérrima primeira parte, mas considero o resultado injusto.

Notas positivas para Diego Rubio, que manifesta ter um sentido posicional e uma veia goleadora notáveis (está aqui um senhor jogador, sem sombra para qualquer dúvida), para Rodriguez, que se assume, cada vez mais, como líder da defesa do Sporting e para André Santos, que provou ser uma excelente alternativa a Rinaudo (depois do jogo menos conseguido contra o Valência, por parte do argentino). Notas negativas para Schaars, que parece vir a perder gás, para Evaldo, que não acerta um tempo entrada a um lance, seja defensivo, seja ofensivo e para Capel e Jeffrén, que ainda têm muito trabalho pela frente, para justificarem um lugar na equipa titular.


Jogo 7: Sporting  2–2 Udinese (9-10 após gp) (Torneio Ramon de Carranza):

Pela primeira vez, Domingos decidiu começar uma partida com o esquema táctico que tem sido a segunda escolha durante estes jogos da pré-época: o 4x3x3. Não só, foi o sistema de jogo com que começou, como foi o único a ser testado, nesta partida. Marcelo Boeck recebeu a oportunidade para fazer um jogo completo e teve a companhia, na defesa, de Pereirinha, Polga, Carriço (substituído por Rodriguez ao intervalo) e Turan, que fez a sua estreia com a camisola do Sporting (substituído ao intervalo por Evaldo); o trio de centro-campistas foi composto por Rinaudo, André Martins e Schaars (substituído por André Santos no período de descanso) e na frente, Yannick (Capel na segunda parte) e Jeffrén (com Carrillo a entrar aos 76’) apoiaram o único ponta-de-lança Postiga (Rubio entrou para a segunda parte).

Nesta partida, o Sporting, mais uma vez, evidenciou muitas deficiências nos processos defensivos e os golos da Udinese resultam precisamente erros de posicionamento e de coordenação. O primeiro golo da Udinese então, é verdadeiramente anedótico, com vários erros colectivos e individuais a apontar. No entanto, estes jogos servem mesmo para isso: errar e posterior correcção para que não voltem a acontecer, em jogos mais a sério.

No entanto, apesar de, mais uma vez, ter-se sofrido um jogo cedo, a equipa soube se unir em torno da garra de Rinaudo e, sob a batuta do argentino foi possível reorganizar a equipa, tornando-a bastante mais consistente. As melhorias foram ainda mais significativas, após o descanso, quando Domingos substitui Schaars por André Santos.

Ainda na primeira parte, uma nota positiva para alguns lances individuais de Yannick, que, inclusive, desperdiçou uma clara oportunidade de golo, que daria o empate.

Na segunda parte, para além das melhorias já mencionadas, há um nome que sobressai: Diego Rubio. De facto, este jovem tem surpreendido pela sua astúcia no posicionamento e pela sua eficácia na finalização. É dele todo o mérito no golo do empate, pois foi rápido o suficiente para executar o desvio ao remate transviado de Rinaudo. Depois disto, o Sporting superiorizou-se claramente à Udinese, no domínio da partida, empurrando a equipa italiana para bem longe da baliza leonina. No entanto, sempre sem grande objectividade, mas com um par de situações de qualidade, com mais uma vez Rubio em evidência. Numa altura em que o Sporting dominava claramente os acontecimentos, sofre o segundo golo, num lance caricato de bola parada, com esta a sobrevoar toda a área leonina e a ser desviada num segundo poste, completamente desprotegido. Já no final da partida, num lance de pura raça do Rinaudo, este ganha uma grande penalidade, que permitiu a Rubio (mais uma vez) empatar a partida e levar a decisão de quem seria o 3º classificado para os pontapés da marca de grande penalidade. A Udinese teve mais sorte e ficou com o prémio do último lugar no pódio.


A título conclusivo, esta pré-época foi esclarecedora em colocar a nu, as carências defensivas que o Sporting tem, desde já há algumas épocas, e que não conseguiu, para já colmatar com a aquisição de jogadores que significasse ser uma mais-valia imediata. Por isso, prevê-se que, para já, a base da nossa defesa seja aquela que se herda da época passada, talvez com o reforço de Rodriguez, que demonstrou ser uma clara mais-valia. De resto, os mesmos do costume. Por esse facto, Domingos terá muito trabalho pela frente, para aperfeiçoar, o mais rapidamente possível, os processos defensivos da equipa e esta terá que ter bastante celeridade na assimilação desses processos. Caso contrário, teremos muitos dissabores nestes próximos jogos.

No meio-campo, as mudanças serão radicais. Não só nos jogadores, como no sistema e na filosofia de jogo. Nesta zona do terreno, evidenciou-se Rinaudo que se mostrou um guerreiro, dando garantias de base para se criar uma equipa forte. Terá que moderar o seu ímpeto em alguns lances. Um meio-campo que contará, igualmente com a experiência de Schaars, que terá que ser muito mais parecido com o do início da pré-época do que este, das últimas partidas onde, visivelmente perdeu muito gás. Na calha para o substituir está a postos André Santos, que já demonstrou ser um membro à altura do internacional holandês, se Domingos pretender jogar com duplo-pivô.

Na frente, o destaque vai todo para Diego Rubio, não só pelos golos que marcou, mas por ter demonstrado uma extraordinária veia goleadora. Mas não podemos esquecer que estamos na presença de um jogador júnior de 2º ano, com 18 anos completados há pouco tempo. A sua inclusão na equipa titular dependerá em muito do sistema de jogo utilizado pelo Domingos. Se optar pela dupla de avançados, provavelmente, poderá avançar para a equipa, mas se se optar por um duplo-pivô a meio campo, o lugar de avançado deverá ir para um jogador mais experiente.
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #38 em: Agosto 12, 2011, 20:53 »


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Para fazer isto todos os jogos, espero. Com balanços mensais, também. Obrigado. 
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Re: Análise do Plantel 2011/2012 , « Resposta #39 em: Agosto 12, 2011, 21:02 »



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Eia, ZeQueira. Grande trabalho!

Para fazer isto todos os jogos, espero. Com balanços mensais, também. Obrigado. 

Atrasei um pouco a publicação deste post, por motivos profissionais. Mas aqui está ele. 

Ainda hoje ou talvez já depois da meia-noite, conto postar a minha ante-visão para o jogo de amanhã.

A minha ideia é fazer, todas as jornadas, um post de ante-visão e outro de análise do jogo. Espero conseguir cumprir esta pretensão  . Vamos ver se há tempo para tudo.

Obrigado

Cumprimentos  Positivo!
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Análise do Plantel e da Época 2011/2012

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