Grécia - o rastilho para o fim da União Europeia

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Quando a União Europeia for mesmo uma união europeia e não a união dos ricos e poderosos com interesses nos EUA + agências de rating então poderemos falar na convergência real dos estados-membros. Até lá os do costume são explorados por estrangeiros e classes políticas nacionais e os outros do costume vão engordando tanto na pança como nas contas em paraísos fiscais.
Malta, vocês estão a ser um bocado ingénuos. Julgam que isto adianta alguma coisa? O próprio FMI já sabe que o produto final das políticas de "austeridade" é este, só que entretanto já dizimou a Economia grega, já instalou as suas multinacionais e vai ficar durante muitos anos a receber juros altíssimos em relação ao montante que emprestou.

É exactamente o mesmo modus operandi da organização nos países da América do Sul. Isto só vai mesmo parar quando todos os países europeus entrarem em colapso e começarem a instaurar políticas comuns para banir estas hienas.

As hienas não são "as", mas sim "o" sistema financeiro actual. Isto vai cair mais cedo ou mais tarde. Quando a Grécia sair do Euro (questão de 5/6 meses) vai-se dar o colapso do mesmo e aí sim países como Portugal ou a Grécia vão ter uma nova oportunidade para quase "começar do zero". Agora é ir sacando do balde das pipocas e ir assistindo à queda lenta (mas previsível e necessária) da moeda única.

Estou de acordo. A questão é que o FMI, bem como as agências de rating, são o expoente máximo da irracionalidade do actual sistema. São organizações-exemplo da usura e da exploração da pobreza e precariedade. Não tenhas dúvidas que a manutenção do status quo se deve, sobretudo, a elas e ao poder que têm nos orgãos de comunicação social, nos governos e noutro tipo de instituições que manipulam a opinião pública.

Winston mas, e se não fosse a ajuda do FMI, como é que a Grécia se financiava para cumprir as suas obrigações, i.e, pagar salários, gastos do estado, pensões, etc?

Essa é uma falsa questão. É um pouco como seres acossado pela máfia e depois dizeres: "mas se não fosse a família Soprano como teríamos a protecção necessária para manter o nosso negócio?". Isto depois de ter sido a própria família italiana a tomar medidas para causar a insegurança com o intuito de receber o seu quinhão. É exactamente este o processo: primeiro dizima-se a produção nacional dos países, depois causa-se endividamento, as agências de rating entram em acção e, no fim, quando o país já está sugado até ao tutano, o FMI entra como salvador da pátria.

A maior perversidade disto tudo é o facto da exploração não ser facilmente identificável. Ao menos no tempo do feudalismo a plebe sabia que estava a trabalhar para a nobreza, agora há uma ilusão de liberdade. E sublinho, ilusão.

:arrow:

Chama-se a isto exploração, parasitismo. Estamos nas mãos de uma rede internacional.

Qualquer dia não se admirem:

[youtube=650,535]http://www.youtube.com/watch?v=jq2acvfaYq8[/youtube]

 ;D

e dizem eles que a Luta de Classes está morta.

Os gregos têm-nos no sitio, não comem e calam como nós que deixamos que nos vão ao ass e ainda pedimos desculpa.

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
e dizem eles que a Luta de Classes está morta.

Os gregos têm-nos no sitio, não comem e calam como nós que deixamos que nos vão ao ass e ainda pedimos desculpa.

mas qual luta de classes? o que é que isso é para aqui chamado?

isto muda quando sairmos do euro e voltarmos a ter um estado com eles no sítio, independente, que puna os criminosos como estes devem ser punidos, que corra daqui para fora com todos os chulos estrangeiros que cá andam com as suas multinacionais que poucos impostos pagam e que volte de novo a apostar na produção nacional.

é sair da UE o mais rápido possível, começar do zero, voltar ao escudo de forma a podermos aumentar as nossas exportações e e diminuirmos a importações através da aposta na produção nacional. taxar de forma infame toda a nossa zona económica que esteja concessionada, nomeadamente a plataforma pescatória, que é a maior da europa.
24/03/2013: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
Enquanto os gregos lutam contra as hienas, nós abrimos telejornais com noticias sobre os angélicos e os calros castro dias a fio, só nos preocupamos com isso. Depois nas greves, a quando a esmagadora maioria vai para a praia aproveitando o que supostamente seria um dia de luta pelos seus direitos transformasse num dia de semana prolongado. Depois as próprias manifestação descer uma avenida sem qualquer tipo de agressividade para quem usurpa os direitos das pessoas, já é apanágio do nosso povo, a última revolução não houve mortos, e eles continuaram lá.
Estou com os gregos, só é pena eles em vez de estarem a protestar em Atenas, fossem todos para Bruxelas, aí é que eu queria ver.
e dizem eles que a Luta de Classes está morta.

Os gregos têm-nos no sitio, não comem e calam como nós que deixamos que nos vão ao ass e ainda pedimos desculpa.

mas qual luta de classes? o que é que isso é para aqui chamado?

isto muda quando sairmos do euro e voltarmos a ter um estado com eles no sítio, independente, que puna os criminosos como estes devem ser punidos, que corra daqui para fora com todos os chulos estrangeiros que cá andam com as suas multinacionais que poucos impostos pagam e que volte de novo a apostar na produção nacional.

é sair da UE o mais rápido possível, começar do zero, voltar ao escudo de forma a podermos aumentar as nossas exportações e e diminuirmos a importações através da aposta na produção nacional. taxar de forma infame toda a nossa zona económica que esteja concessionada, nomeadamente a plataforma pescatória, que é a maior da europa.
aaaah estamos apresentados, então:
a luta de classes não tem nada a ver, correr com os emigrantes, os pretos, monhés, ciganos e brasileiros é que é!!

mas o mais giro é que o que disseste depois, tirando a parte do sair da UE à maluca, até parecia um texto do Avante!  :rotfl:

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
e dizem eles que a Luta de Classes está morta.

Os gregos têm-nos no sitio, não comem e calam como nós que deixamos que nos vão ao ass e ainda pedimos desculpa.

mas qual luta de classes? o que é que isso é para aqui chamado?

isto muda quando sairmos do euro e voltarmos a ter um estado com eles no sítio, independente, que puna os criminosos como estes devem ser punidos, que corra daqui para fora com todos os chulos estrangeiros que cá andam com as suas multinacionais que poucos impostos pagam e que volte de novo a apostar na produção nacional.

é sair da UE o mais rápido possível, começar do zero, voltar ao escudo de forma a podermos aumentar as nossas exportações e e diminuirmos a importações através da aposta na produção nacional. taxar de forma infame toda a nossa zona económica que esteja concessionada, nomeadamente a plataforma pescatória, que é a maior da europa.
aaaah estamos apresentados, então:
a luta de classes não tem nada a ver, correr com os emigrantes, os pretos, monhés, ciganos e brasileiros é que é!!

mas o mais giro é que o que disseste depois, tirando a parte do sair da UE à maluca, até parecia um texto do Avante!  :rotfl:

meu amigo, quem está a fazer descriminações és tu (não eu) ao começares logo bem o texto ao categorizares cidadãos (o típico comuna que ainda está agarrado às utopias do início do séc. XX).

o que eu disse foi que, quando tivermos uma justiça séria, sem compadrios, que de facto puna os criminosos com processos céleres e eficazes, isto talvez mude. quando começarem a ver que crimes como fugas aos impostos, branqueamentos de capitais, e outros crimes que lesem o estado são punidos de forma exemplar, como eram no tempo do outro senhor (não digo o nome para não te ofender) se calhar começamos a caminhar para a frente. os estrangeiros que mencionei foram aqueles senhores como os donos da autoeuropa sabes? aqueles que continuam cá a troco de verdadeiras mordomias e que pouco dão ao estado. mas também aqueles que vêem para cá á caça ao subsídio, aqueles que vêem para cá e que não querem trabalhar, que não se acomodam ao que encontram e entram numa onda de bandidagem sem precedentes em portugal.

ao contrário de ti, que andas a defender o impossível, eu defendo o possível, onde portugal continua como estado soberano sem ter de andar a mendigar e a pedir esmolas á federalista UE.
e não ando a catalogar ninguém, como tanto gosta o teu partido.
24/03/2013: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
A Autoeuropa dá pouco a Portugal? :o
ah é dos saudosistas,

o que acho graça é à forma como pegas em meia dúzia de ideias vagas que todos defendem "ah justiça e o fim do compadrio"
e depois falas com saudosismo do bons tempos da justiça aplicada "à séria" sobre a malandragem que viesse pedir pão ou direitos no trabalho, do tempo do compadrio através do corporativismo em que uma meia dúzia de famílias tomava conta do país.

podias ter escolhido outro exemplo, quem nos dera ter 3 ou 4 AutoEuropas, de preferência com uma comissão de trabalhadores igual a que eles têm.

Mas sim, é utopia defender por exemplo empresas públicas como a EDP, EPAL, PT, GALP ou CGD por forma a garantir receitas ao Estado pelos serviços que prestam e dos impostos que pagam e que garantem ao mesmo tempo um factor competitivo para a economia pelos preços mais reduzidos que oferecem às empresas;  é utopia defender a contratação colectiva.

Utopia essa também aplicável à Grécia pois são empresas deste género e direitos ganhos por anos de luta que estão a ser tomados de assalto.

Fascismo, nunca mais!

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
ah é dos saudosistas,

o que acho graça é à forma como pegas em meia dúzia de ideias vagas que todos defendem "ah justiça e o fim do compadrio"
e depois falas com saudosismo do bons tempos da justiça aplicada "à séria" sobre a malandragem que viesse pedir pão ou direitos no trabalho, do tempo do compadrio através do corporativismo em que uma meia dúzia de famílias tomava conta do país.

podias ter escolhido outro exemplo, quem nos dera ter 3 ou 4 AutoEuropas, de preferência com uma comissão de trabalhadores igual a que eles têm.

Mas sim, é utopia defender por exemplo empresas públicas como a EDP, EPAL, PT, GALP ou CGD por forma a garantir receitas ao Estado pelos serviços que prestam e dos impostos que pagam e que garantem ao mesmo tempo um factor competitivo para a economia pelos preços mais reduzidos que oferecem às empresas;  é utopia defender a contratação colectiva.

Utopia essa também aplicável à Grécia pois são empresas deste género e direitos ganhos por anos de luta que estão a ser tomados de assalto.

Fascismo, nunca mais!


Lisbon sabes perfeitamente que essas empresas a serem transformadas numa PPP o prejuizo será para nos, e devriamos manter elas nacionalizadas e reforçar até a presença do governo noutras empresas.

quanto ao resto do post

 :arrow: :arrow:
A Autoeuropa dá pouco a Portugal? :o

São só responsáveis por 14 ou 15% das exportações portuguesas. Sector esse que, como se sabe, é um dos nossos ex-libris...
ah é dos saudosistas,

o que acho graça é à forma como pegas em meia dúzia de ideias vagas que todos defendem "ah justiça e o fim do compadrio"
e depois falas com saudosismo do bons tempos da justiça aplicada "à séria" sobre a malandragem que viesse pedir pão ou direitos no trabalho, do tempo do compadrio através do corporativismo em que uma meia dúzia de famílias tomava conta do país.

podias ter escolhido outro exemplo, quem nos dera ter 3 ou 4 AutoEuropas, de preferência com uma comissão de trabalhadores igual a que eles têm.

Mas sim, é utopia defender por exemplo empresas públicas como a EDP, EPAL, PT, GALP ou CGD por forma a garantir receitas ao Estado pelos serviços que prestam e dos impostos que pagam e que garantem ao mesmo tempo um factor competitivo para a economia pelos preços mais reduzidos que oferecem às empresas;  é utopia defender a contratação colectiva.

Utopia essa também aplicável à Grécia pois são empresas deste género e direitos ganhos por anos de luta que estão a ser tomados de assalto.

Fascismo, nunca mais!


Lisbon sabes perfeitamente que essas empresas a serem transformadas numa PPP o prejuizo será para nos, e devriamos manter elas nacionalizadas e reforçar até a presença do governo noutras empresas.

quanto ao resto do post

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Joao, não te enganes, não quero cá PPP´s quero-as é mesmo nacionalizadas como disseste :great:

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
ou o sistema de chulagem abranda ou outras manifestações à escala europeia, umas mais fortes que outras, surgirão

Uma mensagem contra a corrente: quem tem razões para se sentir chulados são os contribuintes alemães (desta vez os britâncos safaram-se), que trabalham muito mais e durante muito mais tempo (já nem falo da produtividade) que os gregos, e vêm-se obrigados a emprestar-lhes dinheiro sabendo que boa parte dele nunca mais o vão ver e isso irá comprometer entre outras coisas o valor das suas reformas no futuro.

O problema fundamental da Grécia é orçamental, não entendo bem as referências a abutres e tubarões neste tópico. E tem solução simples: os Gregos podem simplesmente abandonar o Euro, voltar a imprimir / cunhar dracmas, e aprender a viver com um nível de riqueza compatível com o que produzem - ou seja, bastante inferior ao actual. Muitos cidadãos Europeus agradeceriam que o fizessem (e outros Países, Portugal incluído, que seguissem caminho semelhante), só que as implicações políticas e económicas negativas são demasiado vastas para que os dirigentes da União Europeia deixem isso acontecer.
Saudades do futuro.
ou o sistema de chulagem abranda ou outras manifestações à escala europeia, umas mais fortes que outras, surgirão

Uma mensagem contra a corrente: quem tem razões para se sentir chulados são os contribuintes alemães (desta vez os britâncos safaram-se), que trabalham muito mais e durante muito mais tempo (já nem falo da produtividade) que os gregos, e vêm-se obrigados a emprestar-lhes dinheiro sabendo que boa parte dele nunca mais o vão ver e isso irá comprometer entre outras coisas o valor das suas reformas no futuro.

O problema fundamental da Grécia é orçamental, não entendo bem as referências a abutres e tubarões neste tópico. E tem solução simples: os Gregos podem simplesmente abandonar o Euro, voltar a imprimir / cunhar dracmas, e aprender a viver com um nível de riqueza compatível com o que produzem - ou seja, bastante inferior ao actual. Muitos cidadãos Europeus agradeceriam que o fizessem (e outros Países, Portugal incluído, que seguissem caminho semelhante), só que as implicações políticas e económicas negativas são demasiado vastas para que os dirigentes da União Europeia deixem isso acontecer.

parece-me que estás enganado Angel, vê isto:

Citar
Segundo o Eurostat, no último trimestre do ano passado, os portugueses trabalharam em média 37,5 horas por semana. Ou seja, trabalharam mais horas semanais que os nórdicos, os britânicos, os irlandeses ou mesmo os alemães (36 horas).

São dados que contraiam as declarações recentes da Chanceler alemã, Angela Merkel, que defende mais horas de trabalho, menos férias e feriados nos países da Europa do Sul. Curiosamente, as estatísticas apontam também a Grécia como o país – entre os 27 – onde os cidadãos trabalham mais horas por semana, mais de 41.

Também segundo o Eurostat, 22,5% dos trabalhadores portugueses têm um contrato a prazo. É a terceira taxa mais alta entre os 27 da União Europeia. Portugal só é ultrapassado pela Espanha e Polónia. A média na Zona Euro é de 15,8%.

O trabalho em part-time continua a aumentar na União Europa mas Portugal está em contra-ciclo ligeiro. Em relação ao último trimestre de 2009, o ano passado baixou ligeiramente.

Esta é a modalidade de trabalho para 11,5 dos activos nacionais. Taxa ainda longínqua dos 19,3 de média da União Europeia  e muito mais dos 49% da Holanda ou até dos 27 do Reino Unido ou ainda dos 26% da Dinamarca e Alemanha.

Mas os portugueses sem qualquer tipo de trabalho, ou seja, desempregados, também são cada vez mais. Num ano, a taxa subiu 1%. Sem servir de consolo, há vários da União com taxas mais elevadas: um deles é a nossa vizinha Espanha que continua a liderar o ranking com mais de 20% dos seus trabalhadores desempregados.

Quanto à disponibilidade dos inactivos para voltar ao mercado de trabalho é que não há dúvidas: os portugueses são os menos disponíveis logo seguidos dos gregos. Os franceses e os checos também não mostram muita vontade de voltar a trabalhar.

O relatório do gabinete de Estatísticas europeu refere ainda um ligeiro acréscimo na população empregada na União Europeia no fim do ano passado: mais 180 mil pessoas tinham trabalho, em relação à mesma altura de 2009. Assinala também a primeira recuperação depois de sete trimestres em queda, mas o desemprego ainda continua a crescer mais rapidamente.

PS:
foi retirado do tópico política em portugal, colocado pelo JoaoDiogoJuve.


EDIT:
só agora li o teu comentário e percebi que estavas a comparar alemães com gregos. sendo assim o que coloquei não faz sentido para o teu comentário.
24/03/2013: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
Pode ser que os Gregos façam um trabalho muito bom a enganar o Eurostat. :mrgreen: São as Estatísticas que há, são mais de confiar em termos de evolução temporal dos valores e das diferenças de valores entre países que em termos absolutos. Se ajustadas pela produtividade, aí a diferença reverter-se-ia. Isto do que conheço dos Gregos, do que me contam, e do que se vai conhecendo, incluindo 15 meses de salário e reforma para os 50 anos para os cabeleireiros - pagas por quem? Pois... Mais uma vez, se os Gregos acham que são uns sacrificados de trabalho, os Alemães não se importariam nada de serem por eles abandonados por serem tão calões.

Já agora, será que não haverá por aqui alguns a desculpar os Gregos que criticaram e muito o Sócrates por situações de índole semelhante, mas menos graves?

PS: sem pesquisa adicional parece que não se pode comparar as horas trabalhadas por Gregos e Alemães, mas o essencial do que pretendo dizer não se altera quaisquer que sejam os números.
Saudades do futuro.
angel lion, olha que à Alemanha se fartou de ganhar papel com a para a Grécia e não só

Citar
a União Europeia não criou mecanismos efectivos para garantir a coesão económica e social dos países da moeda única. Jacques Delors já dizia, há quase 20 anos, que, para fazer o alargamento, era preciso duplicar o orçamento. O que aconteceu foi o contrário. Duplicaram o número de países membros, mas baixaram o orçamento comunitário de 1,24 por cento do PNB comunitário para apenas 1 por cento.

Depois, a agravar tudo isto, está a criação da zona euro, com economias de estrutura produtiva em estádios de desenvolvimento muito diversos, tendo sido as mais frágeis profundamente prejudicadas pelo euro forte e pela impossibilidade de usar uma política monetária e cambial, o que, aliado à livre concorrência no comércio internacional, levou à destruição de partes significativas das estruturas produtivas nacionais. Isto, por sua vez, agravou a dependência económica, o recurso a importações de produtos básicos e não básicos, o que alimentou as economias alemã e francesa mas aumentou exponencialmente a dívida da Grécia, Irlanda, Portugal, para o que também contribuiu o euro forte, a liberalização do comércio internacional e a financeirização da economia

Ilda Figueiredo

Gosto é do que um deputado alemão (liberal) sugere  :mrgreen:
Citar
"O Estado grego deve desprender-se de forma radical das suas participações em empresas e também vender terrenos, como por exemplo, as suas ilhas desabitadas", sugere Frank Schäffler, membro da comissão parlamentar de finanças

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
ou o sistema de chulagem abranda ou outras manifestações à escala europeia, umas mais fortes que outras, surgirão

Uma mensagem contra a corrente: quem tem razões para se sentir chulados são os contribuintes alemães (desta vez os britâncos safaram-se), que trabalham muito mais e durante muito mais tempo (já nem falo da produtividade) que os gregos, e vêm-se obrigados a emprestar-lhes dinheiro sabendo que boa parte dele nunca mais o vão ver e isso irá comprometer entre outras coisas o valor das suas reformas no futuro.

O problema fundamental da Grécia é orçamental, não entendo bem as referências a abutres e tubarões neste tópico. E tem solução simples: os Gregos podem simplesmente abandonar o Euro, voltar a imprimir / cunhar dracmas, e aprender a viver com um nível de riqueza compatível com o que produzem - ou seja, bastante inferior ao actual. Muitos cidadãos Europeus agradeceriam que o fizessem (e outros Países, Portugal incluído, que seguissem caminho semelhante), só que as implicações políticas e económicas negativas são demasiado vastas para que os dirigentes da União Europeia deixem isso acontecer.

parece-me que estás enganado Angel, vê isto:

Citar
Segundo o Eurostat, no último trimestre do ano passado, os portugueses trabalharam em média 37,5 horas por semana. Ou seja, trabalharam mais horas semanais que os nórdicos, os britânicos, os irlandeses ou mesmo os alemães (36 horas).

São dados que contraiam as declarações recentes da Chanceler alemã, Angela Merkel, que defende mais horas de trabalho, menos férias e feriados nos países da Europa do Sul. Curiosamente, as estatísticas apontam também a Grécia como o país – entre os 27 – onde os cidadãos trabalham mais horas por semana, mais de 41.

Também segundo o Eurostat, 22,5% dos trabalhadores portugueses têm um contrato a prazo. É a terceira taxa mais alta entre os 27 da União Europeia. Portugal só é ultrapassado pela Espanha e Polónia. A média na Zona Euro é de 15,8%.

O trabalho em part-time continua a aumentar na União Europa mas Portugal está em contra-ciclo ligeiro. Em relação ao último trimestre de 2009, o ano passado baixou ligeiramente.

Esta é a modalidade de trabalho para 11,5 dos activos nacionais. Taxa ainda longínqua dos 19,3 de média da União Europeia  e muito mais dos 49% da Holanda ou até dos 27 do Reino Unido ou ainda dos 26% da Dinamarca e Alemanha.

Mas os portugueses sem qualquer tipo de trabalho, ou seja, desempregados, também são cada vez mais. Num ano, a taxa subiu 1%. Sem servir de consolo, há vários da União com taxas mais elevadas: um deles é a nossa vizinha Espanha que continua a liderar o ranking com mais de 20% dos seus trabalhadores desempregados.

Quanto à disponibilidade dos inactivos para voltar ao mercado de trabalho é que não há dúvidas: os portugueses são os menos disponíveis logo seguidos dos gregos. Os franceses e os checos também não mostram muita vontade de voltar a trabalhar.

O relatório do gabinete de Estatísticas europeu refere ainda um ligeiro acréscimo na população empregada na União Europeia no fim do ano passado: mais 180 mil pessoas tinham trabalho, em relação à mesma altura de 2009. Assinala também a primeira recuperação depois de sete trimestres em queda, mas o desemprego ainda continua a crescer mais rapidamente.

PS:
foi retirado do tópico política em portugal, colocado pelo JoaoDiogoJuve.


EDIT:
só agora li o teu comentário e percebi que estavas a comparar alemães com gregos. sendo assim o que coloquei não faz sentido para o teu comentário.

Atenção que mais horas de trabalho não é sinónimo de mais produtividade.
angel lion, olha que à Alemanha se fartou de ganhar papel com a para a Grécia e não só

Citar
a União Europeia não criou mecanismos efectivos para garantir a coesão económica e social dos países da moeda única. Jacques Delors já dizia, há quase 20 anos, que, para fazer o alargamento, era preciso duplicar o orçamento. O que aconteceu foi o contrário. Duplicaram o número de países membros, mas baixaram o orçamento comunitário de 1,24 por cento do PNB comunitário para apenas 1 por cento.

Depois, a agravar tudo isto, está a criação da zona euro, com economias de estrutura produtiva em estádios de desenvolvimento muito diversos, tendo sido as mais frágeis profundamente prejudicadas pelo euro forte e pela impossibilidade de usar uma política monetária e cambial, o que, aliado à livre concorrência no comércio internacional, levou à destruição de partes significativas das estruturas produtivas nacionais. Isto, por sua vez, agravou a dependência económica, o recurso a importações de produtos básicos e não básicos, o que alimentou as economias alemã e francesa mas aumentou exponencialmente a dívida da Grécia, Irlanda, Portugal, para o que também contribuiu o euro forte, a liberalização do comércio internacional e a financeirização da economia

Ilda Figueiredo

Exactamente.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Os gregos são uns caloteiros, corruptos, mandriões e tudo mais. E têm bastante culpa pela situação que agora vivem. Mas não vamos fazer dos alemães ou franceses uns anjinhos que andaram a levar PIGS às costas. Bem que lhes deu jeito ter aqui estas quintinhas para onde escoaram muita da sua produção, com o mercado livre.

Em relação à união monetária, que é basicamente o tema central de tudo isto, sou da opinião que estaremos, todos os europeus, bem melhor juntos, a enfrentar a os mercados externos do que cada um por si. Tem é de haver coordenação entre todas as partes, definição de objectivos e políticas comuns, isto de andar cada um puxar o cobertor para o seu lado conforme lhe dá mais jeito sem pensar nos seus vizinhos acaba sempre mal. Rasga-se o cobertor e fica tudo ao frio.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Os gregos são uns caloteiros, corruptos, mandriões e tudo mais. E têm bastante culpa pela situação que agora vivem. Mas não vamos fazer dos alemães ou franceses uns anjinhos que andaram a levar PIGS às costas. Bem que lhes deu jeito ter aqui estas quintinhas para onde escoaram muita da sua produção, com o mercado livre.

Em relação à união monetária, que é basicamente o tema central de tudo isto, sou da opinião que estaremos, todos os europeus, bem melhor juntos, a enfrentar a os mercados externos do que cada um por si. Tem é de haver coordenação entre todas as partes, definição de objectivos e políticas comuns, isto de andar cada um puxar o cobertor para o seu lado conforme lhe dá mais jeito sem pensar nos seus vizinhos acaba sempre mal. Rasga-se o cobertor e fica tudo ao frio.

Tens razão no primeiro parágrafo, e evitas-me andar a ter de comentar opiniões da Ilda Figueiredo. :great:

A União Monetária e a livre circulação de pessoas e bens teria tudo para ser um jogo de soma positiva, em que todos sairiam pelo menos potencialmente a ganhar. Os mecanismos de controlo, nunca podendo ser perfeitos, revelaram-se particularmente susceptíveis a manipulação. Se fosse feito um estudo a comparar como teriam evoluído os países da União Europeia na Zona Euro se esta não tivesse exisitido com a situação actual, tenho poucas dúvidas que quem teria perdido menos proporcionalmente se esta não tivesse existido seria a Alemanha.
Saudades do futuro.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Os gregos são uns caloteiros, corruptos, mandriões e tudo mais. E têm bastante culpa pela situação que agora vivem. Mas não vamos fazer dos alemães ou franceses uns anjinhos que andaram a levar PIGS às costas. Bem que lhes deu jeito ter aqui estas quintinhas para onde escoaram muita da sua produção, com o mercado livre.

Em relação à união monetária, que é basicamente o tema central de tudo isto, sou da opinião que estaremos, todos os europeus, bem melhor juntos, a enfrentar a os mercados externos do que cada um por si. Tem é de haver coordenação entre todas as partes, definição de objectivos e políticas comuns, isto de andar cada um puxar o cobertor para o seu lado conforme lhe dá mais jeito sem pensar nos seus vizinhos acaba sempre mal. Rasga-se o cobertor e fica tudo ao frio.

Tens razão no primeiro parágrafo, e evitas-me andar a ter de comentar opiniões da Ilda Figueiredo. :great:

A União Monetária e a livre circulação de pessoas e bens teria tudo para ser um jogo de soma positiva, em que todos sairiam pelo menos potencialmente a ganhar. Os mecanismos de controlo, nunca podendo ser perfeitos, revelaram-se particularmente susceptíveis a manipulação. Se fosse feito um estudo a comparar como teriam evoluído os países da União Europeia na Zona Euro se esta não tivesse exisitido com a situação actual, tenho poucas dúvidas que quem teria perdido menos proporcionalmente se esta não tivesse existido seria a Alemanha.


Eu sei que a escala e o nível não é nem parecido nem idêntico a qualquer nível mas pode dar uma noção de antes e depois de uma união monetária.
Não sei se sabes mas União Europeia ou CEE como eu ainda lhe chamo, não é a única união monetária existente apenas é a única com  membros do G8 e países com alguma influencia incluídos numa.

Tens o Fraco CFA que é usado na África ocidental e central, podes comparar os indicies económicos de alguns países mais desenvolvidos dessas zonas com um antes da união europeia e um pós e ver quem sofria mais não seria os mais "pequenos" mas sim os "maiores".

Mas como os prepostos desta união europeia foram a muito esquecidos por isso também é cagativo :S


Mas imaginem o que os mentores da União Europeia tem conseguido manter a sua ideia inicial.

Citar
A idéia básica era “cartelizar” as indústrias pesadas ou de base francesa e alemã, fazendo-as compartilhar dos recursos energéticos e dos mercados europeus harmoniosamente e, depois, ir equalizando os países, para criar uma grande zona livre de concorrência com a queda gradual das tarifas alfandegárias e do protecionismo intra-europeu, promovendo a livre circulação de mercadorias, capitais, serviços e mão-de-obra entre as fronteiras políticas, além de preparar a futura integração e união política da Europa.

Deixo aqui tambem por baixo um pequeno texto, escrito de uma maneira simples sobre as vantagens e desvantagens da UE


Citar
Vantagens e Desvantagens de ser membro da União Européia

A União Européia é o maior bloco comercial do mundo, tem 450 milhões de habitantes e reúne 25 países. O alargamento ocorrido em 2004 expandiu as fronteiras de estabilidade da União Européia e criou novas oportunidades para os Estados-membros. Os países que hoje fazem parte passam a ter acesso a um mercado maior com condições atrativas. E os novos países se beneficiarão de mecanismos de apoio da comunidade que impulsionarão o seu desenvolvimento.

A análise a essa questão leva-nos a fazer um balanço entre os prós e os contras de ser membro da UE. Convém desde já referir que essas vantagens e desvantagens variam bastante conforme as características de cada um dos Estados Membros. Apesar das vantagens superarem as desvantagens, verificamos que a desvantagem principal é o fato do processo de decisão comunitária se tornar mais complexo, mais burocrático, mais dispendioso e também mais demorado.

O processo e critérios de adesão determinados pela União Européia são um estímulo determinante para o desenvolvimento de qualquer país candidato, visto serem obrigados a desenvolver um conjunto de reformas num curto espaço de tempo, que se não fosse a exigência para a sua adesão à UE, levariam normalmente bem mais tempo a realizar.

O estado de evolução que a União Européia atingiu, (livre circulação de pessoas, bens e serviços, moeda única, pauta aduaneira comum, mercado de livre concorrência), levou ao aumento do comércio interno e ao aumento da concorrência e da produtividade das empresas, mas também a cada vez maiores exigências ambientais e ao desenvolvimento de energias alternativas, ao maior controle da qualidade e certificação dos produtos, à melhoria e modernização dos serviços, ao aumento do investimento em ciência e investigação, ao desenvolvimento da cooperação policial e judiciária e ao combate à fraude, entre outros. O saldo global apresenta evidentes benefícios para os consumidores e o aumento generalizado da qualidade de vida dos europeus em geral .

Devido aos diferentes níveis de desenvolvimento dos Estados Membros foram criados os Fundos Estruturais e particularmente o Fundo de Coesão com o objetivo de ajudar os países menos desenvolvidos a atingir os níveis médios de desenvolvimento da UE. Portugal tem sido um dos principais beneficiários destes fundos, a par da Espanha, Grécia e Irlanda.

Devemos olhar para a realidade da União Européia, como uma janela de oportunidades e não de ameaças. A adoção da moeda única trouxe diversas vantagens ao nível do aumento das transações, do equilíbrio das taxas de juros e da facilidade de compreensão de valores, mas retirou a cada um dos Estados Membros um importante instrumento macroeconômico que era o poder de decisão sobre a valorização e desvalorização da sua moeda que permitia aumentar pontualmente a competitividade dos seus produtos no mercado externo, com vista ao equilíbrio da sua balança comercial e com os evidentes ganhos ao nível do seu crescimento econômico.

Ao estar integrado numa União de 25 Estados Membros, cada país membro compartilha o seu poder de decisão com os outros Estados Membros em diversas matérias. Por outro lado, por força da participação de 25 Estados Membros e pela complexidade dos temas em análise a nível da União Européia, foram criados mecanismos complexos e lentos de decisão.Com a multiplicação dos centros de decisão política, criou-se de certa forma uma distância entre os temas comunitários e o interesse dos cidadãos europeus. Essa distância manifesta-se nomeadamente através das elevadas taxas de abstenção nas eleições européias com a conseqüente desresponsabilização democrática.

Em termos de balanço há quem use a famosa metáfora do copo de água meio cheio. Para uns estará meio cheio, para outros meio vazio. Através da avaliação de vantagens e desvantagens poderíamos considerar que o copo está meio cheio porque muitos estados membros estão hoje muito melhor e estaria bem pior fora da estrutura comunitária e cabe a todos os integrantes deste bloco buscar encher a parte que falta, aproveitando as oportunidades existentes.