Ciclismo 2016

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Algumas coisas aqui perto, este ano...


Uma das razões porque gosto de ciclismo é que Cantanhede foi um ponto importantíssimo do calendário velocipédico nacional, em tempos. O Venfique chegou aqui a ganhar uma Volta e eu fiquei com uma azia desgraçada! :mrgreen:

Também houveram aqui campeonatos nacionais. Acompanhei um, uma vez, de Contra-Relógio. Ganhou o Gamito, que depois correu na também extinta Cantanhede-Marquês de Marialva.

Tudo se perde...
''You have forgotten who you are and so have forgotten me. Look inside yourself, Simba. You are more than what you have become. You must take your place in the Circle of Life.'' Mufasa, Lion King, 1994

''These are dark times, there is no denying. Our world has perhaps faced no greater threat than it does today. But I say this to our citizenry: We, ever your servants, will continue to defend your liberty and repel the forces that seek to take it from you!'' Rufus Scrimgeour, Minister for Magic
O italiano Rinaldo Nocentini será o chefe de fila dos sportinguistas de Tavira, juntando-se aos portugueses Válter Pereira, Luís Fernandes e David Livramento e aos espanhóis David de la Fuente, Mário González, Jesús Ezquerra e Óscar González.

Retirado do comunicado da organização da Volta ao Algarve

Penso que o @LisbonLions está a pensar em ir lá abaixo ver uma ou outra etapa. Eu tb lá devo dar um salto.
"Aceitar desafios faz-nos grandes. Vence-los torna-nos imortais"
Companheiros, ajudem o nosso atleta de paraciclismo, Luís Costa, a conseguir o seu handbike de carbono, rumo aos Jogos Paralímpicos deste ano. Aqui fica a história.

Citar
Jornal Record

A cerca nove meses dos Jogos do Rio, Luís Costa tem a decorrer uma campanha de angariação de fundos no seu Facebook (Luis Costa – Paraciclista), a qual reverte para "fazer um grande upgrade na handbike", a qual terá um novo quadro de carbono, mudança que tornará a sua "máquina" mais leve e, por isso, poderá ajudar o português a obter melhores resultados. Contudo, a busca pelo apoio necessário não está a ser fácil. "Ao contrário do que sucedeu em 2013, quando mal tinha começado a competir e angariei 9 mil euros em 30 dias para pagar a atual handbike, desta vez a adesão tem sido escassa. Ironicamente, agora que sou um atleta de nível mundial, não consigo captar a ‘simpatia’ do público. Sinto que o facto de ser atleta do Sporting poderá ter dado a ideia às pessoas de que agora já não preciso de mais apoios, o que é completamente errado, pois isto é um tipo de despesa que clube nenhum do mundo iria suportar na totalidade", explica, revelando necessitar de 12.100 euros, quando ainda só tem perto de três mil. "O quadro vai ficar pronto em finais de janeiro e vou ter de o pagar no ato da entrega, recorrendo a empréstimo bancário se necessário", assegura.

Dos 5 aos 18 mil euros

Se uma bicicleta de estrada pode custar facilmente acima dos 10 mil euros, mais difícil se torna para quem tenta competir no paraciclismo. É que não são nada baratas as máquinas que estes verdadeiros heróis utilizam. "São precisos pelo menos cerca de 5 mil euros para comprar uma handbike minimamente aceitável para competir a sério, mas esse valor facilmente salta para 8000€ com umas rodas de carbono, por exemplo. Se formos ao extremo de tentar equipar uma handbike com os melhores acessórios do mercado, como eu pretendo fazer com a minha, o valor final pode ultrapassar os 18 mil", revela, deixando claro que, depois de adquirida a máquina, a "manutenção acaba por ser o menor dos males".

Os (sempre) necessários apoios

No caminho para o Rio de Janeiro, mas também naquele que fez até chegar aqui, Luís Costa não esquece quem lhe deu a mão e o apoiou, nomeadamente os seus patrocinadores. A G-Ride, uma loja de bicicletas em Portimão, "que gratuitamente faz a manutenção e substituição da maior parte do material de desgaste", um parceiro que considera "fundamental na carreira desportiva", visto estar consigo "desde os primeiros quilómetros". Ainda a nível de apoios, Luís Costa agradece a ajuda da Seaside e Orica, destacando o facto de a primeira empresa ter "contribuido generosamente para  a compra da atual handbike, em 2013".

O que falta...

Sem apontar um obstáculo maior em concreto, Luís Costa fala em vários fatores que complicam e atrasam o desporto adaptado. A "mentalidade futebolística dos portugueses", que torna o "futebol em desporto e as modalidades em hobbies". Mas também "a mentalidade conformista da maior parte dos deficientes motores". "Muitos habituam-se a ser tratados como 'coitadinhos' e não querem sair da sua zona de conforto", admite Luís Costa, que não deixa também de apontar o dedo à imprensa pela falta de divulgação, a qual, segundo o paraciclista nacional, "segue o provérbio ‘a galinha do vizinho é sempre mais gorda do que a minha’". "Como sucedeu este ano, em que um conhecido jornal português deu grande destaque, merecido é verdade, à vitória do Alex Zanardi na prova de contrarrelógio no Campeonato do Mundo de Paraciclismo, na Suiça, mas nem uma palavra publicou sobre  o atleta português que nessa mesma prova ficou em 7º lugar: eu próprio!".

A melhorar fica também a questão dos apoios. Considerando que os valores pagos deveriam ser "maiores", Luís Costa admite não compreender por que razão, "ao contrário da maior dos países da União Europeia, ainda existe discriminação a nível de apoios económicos aos atletas, quando comparamos os atletas deficientes com os não-deficientes", lançando uma série de questões a quem tutela estas situações. "Qual é a justificação plausível para que o valor das bolsas dadas mensalmente aos atletas integrados no projeto de preparação paralímpica seja 50% do valor das bolsas para os atletas integrados no projeto olímpico? Por acaso o atleta não-deficiente gasta mais dinheiro na sua preparação? Não será antes ao contrário, um atleta deficiente não terá mais necesidades e despesas? O mesmo sucede com os valores a atribuir pelo estado a um atleta medalhado. Se um atleta paralímpico ganhar uma medalha no Rio em 2016, só irá receber metade do valor que recebe um atleta olimpico que ganhe a mesma medalha. E isto são só dois exemplos do que é preciso mudar a nível de apoios concedidos aos atlelas paralímpicos. É preciso mudar a legislação que fundamenta estas injustiças", pede Luís Costa.

Ao lado do ídolo

Ainda que o paraciclismo não seja uma atividade nova, a mesma ganhou uma dimensão diferente quando por essas andanças surgiu Alessandro Zanardi. Antigo piloto de Fórmula 1, o italiano superou um grave acidente e tornou-se figura da modalidade, mas também ídolo de uma geração. Luís Costa não foge à regra. "Grande referência" para o português, Zanardi foi a inspiração para se aventurar na modalidade. E, naturalmente, o primeiro "embate" entre ambos não se esquece. "Quando competi com ele pela primeira vez, apenas 3 meses depois de me ter iniciado nesta modalidade, senti uma enorme satisfação. Hoje em dia, tendo evoluído ao ponto de em algumas provas discutir a vitória com ele e outros atletas em chegadas ao sprint, competir ao lado dele é agora uma situação normal. É mais um que tenho de tentar bater, sem sentir qualquer tipo de nervosismo ou emoção especial por ele ser quem é, pese embora o enorme respeito que tenho por ele", explica. Além de Zanardi, o algarvio mostra admiração pelo holandês Johan Reekers, "que aos 58 anos continua a ser um dos melhores, tendo inclusive no último Campeonato do Mundo conquistado o bronze! Impressionante!".

Autor: Fábio Lima

Para mais informações deixo aqui a sua página de facebook.

https://www.facebook.com/luiscosta.roadtorio2016
« Última modificação: Fevereiro 05, 2016, 14:25 pm por APimenta »
Muito empolgado com este regresso.

Que se comece já a mostrar a camisola na Volta ao Algarve ganhando alguma camisola ou rodando na frente entre a elite mundial.
PARCERIA SPORTING-TAVIRA DÁ NOVO FÔLEGO À TRADIÇÃO DO CICLISMO PROFISSIONAL ALGARVIO

«O clube de ciclismo de Tavira foi sempre conhecido pelas suas pessoas modestas, simples e simpáticas. E é o clube que tem, de longe, mais simpatizantes a nível nacional. Tavira respira ciclismo por todos os poros!», garante Marcelino Teixeira, 52 anos, presidente do clube que existe há 37 anos, pouco dado a entrevistas e mediatismo.

Um historial rico que conta, por exemplo, com quatro vitórias consecutivas no evento mais importante do ciclismo nacional – a Volta a Portugal – e a participação em inúmeras competições internacionais com bons resultados.

No Algarve, atualmente só existem duas equipas profissionais: o Louletano e o Sporting-Tavira. No país, são apenas seis no total. A par da competição profissional, Teixeira explica que o clube aposta fortemente na «formação e exportação de talentos. Este ano iniciamos a época com a formação de 20 cadetes e juniores, com idades entre os 15 e os 18 anos. Mas aqui é preciso um grande espírito de sacrifício e nem todos chegam até ao final».

Marcelino Teixeira está na presidência desde abril de 2013. Quando chegou as coisas estavam «complicadas» devido à falta de patrocínios e dívidas superiores a «400 mil euros». Uma situação que, aos poucos, se conseguiu inverter.

«Se não fosse o apoio do município de Tavira, 2015 teria sido um ano difícil de ultrapassar. Foi fundamental para a preservação do clube», conta. No entanto, o contacto com o Sporting em dezembro alterou tudo. Desde o primeiro contacto até à assinatura do protocolo foi «tudo muito rápido».

De acordo com o presidente, o clube leonino «é uma marca forte e conceituada e também fez história no ciclismo», resultando por isso numa boa parceria. Simboliza ainda o regresso do Sporting ao ciclismo após quase duas décadas de ausência nas duas rodas.

O que vai mudar agora com o Sporting? Com este apoio financeiro vêm melhorias, mas também «mais exigências, responsabilidades e mediatismo». Refira-se que também o Porto regressou ao ciclismo nesta época e «fala-se que o Benfica o deverá fazer na próxima época, em 2017», dando um novo impulso ao ciclismo nacional.

A equipa do Sporting-Tavira já foi apresentada no dia 2 de janeiro, no estádio de Alvalade, em Lisboa, durante o intervalo do clássico entre as equipas de futebol do Sporting e do Porto. Contudo, a apresentação oficial será feita em Tavira, no próximo dia 13 de fevereiro, sábado, às 17 horas, no Centro Comercial Grand-Plaza Shopping.
Volta ao Algarve – o primeiro grande desafio da Sporting-Tavira

A Volta ao Algarve é a primeira corrida da temporada em Portugal, que marca também a estreia do Sporting-Tavira.

Decorre entre 17 e 21 de fevereiro e será disputada por 24 equipas, metade das quais da primeira divisão mundial – Astana, Cannondale, Etixx-QuickStep, FDJ, IAM Cycling, Katusha, Lotto Soudal, Lotto NLJumbo, Movistar, Team Sky, Tinkoff e Trek-Segafredo.

Ao todo participam seis nacionais e 18 estrangeiras. Na opinião de Marcelino Teixeira, «temos uma excelente equipa para discutirmos a vitória», sublinha. O pelotão é liderado pelo experiente ciclista italiano Rinaldo Nocentini, 38 anos, e constituída por 12 corredores. Da equipa do ano passado apenas transitam dois, todos os outros são novos.

A nova equipa do Sporting- Tavira alinha David de la Fuente, espanhol, 34 anos; David Livramento, português, 32 anos; Hugo Sabido, português, 36 anos; Jesús Ezquerra, espanhol, 25 anos; Júlio Gonçalves, português, 21 anos; Luís Fernandes, português, 28 anos; Mario; González, espanhol, 23 anos; Óscar González, espanhol, 23 anos; Rafael Lourenço, português, 18 anos; Shaun-Nick Bester, sul-africano, 24 anos e Valter Pereira, português, 25 anos.

A expectativa para a 42ª Volta ao Algarve «é grande mas temos que ter em conta que, este ano, vão participar muitas estrelas do ciclismo mundial. Muitos dos melhores ciclistas do mundo». Facto que se justifica devido ao bom «clima algarvio, gastronomia, organização, por ser um destino seguro, pela simpatia dos algarvios e forma como todos são aqui recebidos».

«Não é fácil ganhar uma Volta ao Algarve mas vamos dar o nosso melhor. Seria um excelente começo de temporada. Queremos ter um plantel mais forte, coeso, sofisticado e unido. Atletas motivados e com espírito de equipa. E queremos entrar para ganhar».
E qdo e que o jersey fica disponível para venda?
SPORTING SEMPRE
Mais que Presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho é o meu Presidente!
Aqui está a lista de inscritos para a primeira prova em que o Sporting vai participar:

http://voltaaoalgarve.com/wp-content/uploads/2015/01/Inscritos.pdf

(queria meter o PDF visível logo aqui no fórum, mas não sei se há atalho para isso)