Cinco Violinos

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

És um verdadeiro Leão na Internet... mas ainda não és sócio? Muda isso num só minuto, faz-te sócio e sê uma voz activa/participativa no nosso clube! Precisamos da ajuda de todos os Sportinguistas! -> https://socionumminuto.pt

RESULTADOS E CONCLUSÕES DA AUDITORIA DE GESTÃO 1995-2013

Documentário "GOLPE NO SPORTING"
És um verdadeiro Leão na Internet... mas ainda não és sócio? Muda isso num só minuto, faz-te sócio e sê uma voz activa/participativa no nosso clube! Precisamos da ajuda de todos os Sportinguistas! -> https://socionumminuto.pt

RESULTADOS E CONCLUSÕES DA AUDITORIA DE GESTÃO 1995-2013

Documentário "GOLPE NO SPORTING"
És um verdadeiro Leão na Internet... mas ainda não és sócio? Muda isso num só minuto, faz-te sócio e sê uma voz activa/participativa no nosso clube! Precisamos da ajuda de todos os Sportinguistas! -> https://socionumminuto.pt

RESULTADOS E CONCLUSÕES DA AUDITORIA DE GESTÃO 1995-2013

Documentário "GOLPE NO SPORTING"
Citar
Foi um dos 5 violinos, campeão nacional em futebol, campeão nacional em Hóquei Patins, campeão do mundo em hóquei patins, internacional português tanto em futebol como hóquei...uma lenda.
Faria hoje anos, Parabéns Jesus Correia.



ALBANO, O VIOLINO QUE PROVOU QUE O TALENTO NÃO SE MEDE AOS PALMOS
Por Jornal Sporting
26 Jul, 2016
NOTÍCIAS
Ainda hoje é recordado como um dos melhores pontas esquerdas do futebol português


Rápido, com uma aptidão anormal em termos técnicos e uma capacidade de drible acima da média, obrigou o Sporting a pagar 20 contos – uma fortuna na época (1943) – pela sua contratação ao Seixal. Era visto pelo Dr. Amado de Aguilar, que na altura dirigia os leões, como o jogador ideal para ocupar a vaga de estremo esquerdo deixada em aberto por João Cruz, um nome consagrado do Clube. O problema é que as finanças leoninas, na altura, passavam por um período difícil – lutava-se pela renovação das instalações verde e brancas –, o que motivou uma forte contestação dos adeptos.

Nada que preocupasse o pequeno Albano, que se mostrou à altura do desafio e pegou de estaca na equipa principal. Fez parte dos famosos Cinco Violinos e ainda rendeu juros: conquistou um total de oito Campeonatos, quatro Taças de Portugal, três campeonatos de Lisboa e uma Taça do Império. Um palmarés que o torna num dos atletas leoninos com mais troféus. Mas mais do que títulos, Albano provou durante 13 anos na ponta esquerda do ataque do Sporting que o talento não se mede aos palmos.

Com fintas desconcertantes, não tinha medo das diferenças de cabedal e, por isso, deixava a cabeça em água dos defesas adversários – uma vez até passou por entre as pernas de um adversário escocês. Que é como quem diz que se punha a jeito para levar umas pancadas valentes. Algo que contribuiu para que fosse um jogador muito querido entre os Sócios e adeptos, que não toleravam tal comportamento perante tamanha genialidade. O cartão-de-visita também ajudou: 161 golos em 335 jogos de leão ao peito.

Para a história fica ainda o seu humor e boa-disposição, simbolizada na sua estreia pela Selecção Nacional, contra a Suíça, no Jamor, no célebre jogo da chuva que terminou com dois golos para cada lado. "Choveu tanto naquele Portugal-Suíça que eu encolhi mais dois centímetros”, contou Albano, anos mais tarde, que com 13 internacionalizações e três golos de quinas ao peito ganhou com mérito um lugar de honra no futebol português.

Teve a sua festa de homenagem e despedida a 29 de Junho de 1957, quando muitos já o chamavam de velho: realizou apenas seis jogos nessa época. Ainda assim, teve a humildade para afirmar que jogaria nas reservas ou onde fosse necessário, até o Sporting o mandar embora.

Faleceu a cinco de março de 1990, com 67 anos. Ainda hoje é recordado como um dos melhores pontas esquerdos que o futebol português conheceu. De pequeno nunca teve nada.

Albano em números:

Temporadas: 13

Títulos: 8 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal, 3 Campeonatos de Lisboa e 1 Taça Império

Jogos: 335

Golos: 161

Lista de vítimas: Benfica: 16 golos; Atlético: 15 golos; FC Porto: 15 golos; Belenenses: 12 golos; Académica: 10 golos; V. Guimarães: 10 golos; Estoril: 10 golos; Sp. Braga: 9 golos; V. Setúbal: 7 golos; Oriental: 7 golos; Boavista: 6 golos; Elvas: 6 golos; CUF: 5 golos; Salgueiros: 5 golos; Sp. Covilhã: 5 golos; Lusitano VRSA: 5 golos; Olhanense: 4 golos; Lusitano Évora: 4 golos; Barreirense: 3 golos; Famalicão: 3 golos; Nice: 1 golo; U. Lisboa: 1 golo; Fósforos: 1 golo; Oliveirense: 1 golo; Sanjoanense: 1 golo

http://www.sporting.pt/pt/noticias/clube/noticias/2016-07-26/albano-o-violino-que-provou-que-o-talento-nao-se-mede-aos-palmos


O MALHOA QUE PINTAVA OS RELVADOS DE VERDE E BRANCO
Por Jornal Sporting
29 Jul, 2016
CLUBE
Começou por dar toques nas ruas do Barreiro, foi aprendiz de carpinteiro na CUF e mais tarde tornou-se no mais virtuoso de todos os Violinos. Rejeitou duas propostas do Benfica e nunca levantou o prémio de assinatura que recebeu do Sporting por razões sentimentais


Era ainda um miúdo quando começou a demonstrar dotes de malabarista. Não com as mãos, mas sim com os pés, que usava para fintar os amigos nas partidas de rua no Barreiro, onde cresceu. Apesar da juventude, Vasques exigia que lhe chamassem Soeiro, assim como o tio, avançado e grande figura do Sporting CP nos anos 30.

Aos 12 anos, decidiu sair da escola primária para se matricular nas aulas nocturnas da escola industrial, mas como não gostava de estudar, tornou-se aprendiz de carpinteiro de moldes na CUF, onde o pai era operário. Cinco anos depois, já jogava na equipa principal da empresa, o que lhe valeu a promoção ao trabalho de escritório.

Com um talento apenas à medida dos predestinados, tal a sua invulgar capacidade goleadora, tanto com os pés como com a cabeça, Vasques chamou a atenção dos ‘grandes’ do futebol português. O Benfica, por intermédio de Joaquim Bogalho, na altura chefe da secção de futebol, chegou-se à frente e colocou-lhe um contrato em cima da mesa. O avançado promissor, na altura com 20 anos, ainda chegou a comparecer em três treinos dos encarnados no Campo Grande, mas o tio convenceu-o a assinar pelo Sporting CP, que lhe pagou um prémio de 18 contos – que depositou no banco e por razões sentimentais nunca o levantou – e ofereceu um salário mensal de 600 escudos.

Em 1951, o Benfica voltou à carga, com uma oferta de 100 contos, mas Vasques voltou a recusar a proposta e o Sporting CP aumentou-lhe o ordenado para o dobro: 1200 escudos. Ainda houve direito a um bónus: o Presidente Ribeiro Ferreira decidiu financiar a Sofril, a empresa de arcas refrigerantes que detinha em sociedade com Travassos.

O dia 8 de Setembro de 1946 marca o início de 13 anos de leão ao peito, em que conquistou 12 títulos, entre os quais oito Campeonatos Nacionais. Capaz de jogar em todas as posições do ataque, sempre com uma enorme delicadeza no drible, foi considerado o mais virtuoso dos Cinco Violinos. Um jogador genial, recordado por muitos como o ‘Malhoa’, uma alcunha atribuída pelo antigo treinador e jornalista Tavares da Silva, por fazer lembrar a arte do reputado pintor português da altura.

"Tinha bola dos pés à cabeça. Quando jogava parecia que estava a pintar. Era mesmo um grande jogador", recordou um dia Jesus Correia, que jogou sete anos ao lado de Vasques no Sporting CP. Apesar dos elogios, o colega de equipa nunca ficou convencido: "Chamavam-me Malhoa para troçar, por ter jogado mal", confessou o próprio Vasques.

Terminou a carreira em 1959, com 33 anos e 349 jogos pelos leões nas pernas, em que apontou 226 golos. No currículo apresenta ainda a terceira posição na lista dos melhores marcadores do Clube. Depois de deixar o relvado de Alvalade, explorou a tabacaria do estádio e posteriormente a Loja Verde, onde passou horas a recordar as histórias do melhor ataque de sempre. Faleceu em 2003, um mês antes da inauguração oficial do novo reino do leão, onde o amigo Jesus Correia deu o pontapé de saída numa nova era.

http://www.sporting.pt/pt/noticias/clube/2016-07-29/o-malhoa-que-pintava-os-relvados-de-verde-e-branco


EM NOITE DE VIOLINOS, É O SPORTING CP QUEM DEFINE A MELODIA
Por Jornal Sporting
29 Jul, 2016
EQUIPA PRINCIPAL
Formaram a linha avançada mais temível do futebol português e ainda hoje são recordados com saudade por todos os Sportinguistas. Os mesmos que amanhã se deslocam a Alvalade para a quinta edição do troféu de homenagem ao quinteto maravilha


"Parece que já os estou a ver. A bola é posta em jogo. Os nossos avançam como leões. Canário recebe a bola e passa a Travassos. Travassos dribla Guilhar e passa a Vasques. Vasques recebe a bola e passa a Albano. Albano passa a Jesus Correia. Jesus Correia centra e Peyroteo, completamente isolado, corre para a área e mete goloooooooo!” A mesa cai, depois de levar um pontapé, e os pratos partem-se todos no chão. “Mas o que foi isto?”, ouve-se na sala de jantar. “Foi o senhor Anastácio a meter um golo”, afirma, sorridente, Filipinho.

A cena, gravada no filme ‘O Leão da Estrela’, em 1947, não deixa ninguém indiferente. Assim como os Cinco Violinos, que levaram Anastácio da Silva, um Sportinguista ferrenho – na figura do actor António Silva –, a deslocar-se até ao Estádio do Lima, no Porto, para assistir ao jogo da final da Taça de Portugal, que os leões venceram na película por 2-1. Se o clássico era pura ficção, gravado na época nos estúdios do Lumiar, já o mito era bem real.

Não há como o negar. Travassos, Albano, Peyroteo, Vasques e Jesus Correia marcaram uma era no Sporting e no futebol português. Jogaram juntos entre 1946 e 1949 e tornaram-se numa autêntica máquina de golos: 215 em 56 jogos. Um registo que dá uma média de 3,83 remates certeiros por jogo. A orquestra, ensaiada por Cândido Oliveira, era de tal forma afinada que só na época de estreia viu Peyroteo apontar 43 golos, sagrando-se o melhor marcador do campeonato (1946/47).

Arte, harmonia, classe, e, sobretudo, recitais de um futebol demolidor com que brindavam os adversários. Uma página dourada na história do Clube, que desde 2012 é homenageada com um torneio de pré-temporada na casa do leão. O Troféu Cinco Violinos já faz parte do ADN Sportinguista. Até porque nunca saiu de casa. Em quatro edições, o Sporting acabou sempre por levantar a taça.

É essa a missão dos rapazes de verde e branco, que este sábado pretendem manter a tendência frente ao Wolfsburgo, o adversário escolhido para marcar presença este ano em Alvalade. A herança é grande, à medida da ambição do leão.

Recuamos até ao dia 12 de Agosto de 2012, mais propriamente até ao embate com o Olympiakos, o primeiro na história da prova, que foi decidido por Elias (1-0), o homem que deu a vitória aos leões de Sá Pinto. No ano seguinte, apenas mudou a lista de marcadores, já que o resultado não sofreu contestação. Três golos de Fredy Montero, André Carrillo e Rúben Semedo obrigaram a Fiorentina a arrumar a viola no saco na viagem de regresso a Itália.

A terceira edição, em 2014, voltou a ter um novo emblema italiano que, apesar de ter dado mais luta, teve o mesmo desfecho. Após o 2-2 registado ao fim de 90 minutos (com golos de André Martins e Adrien), Rui Patrício entrou em cena nos penáltis, para defender dois remates dos jogadores da Lazio. Como os leões não falharam nenhuma tentativa, o 4-2 final nas grandes penalidades resultou em mais um troféu nas galerias do Clube.

O mesmo destino da última edição, frente à Roma, que também serviu de jogo de apresentação. Quando o árbitro Tiago Martins apitou para o fim do encontro, os Sócios e adeptos leoninos só tinham motivos para sorrir. O resultado era animador: 2-0 ao segundo classificado da Série A na época anterior (Slimani e Carlos Mané selaram o triunfo). Prova disso foi a conquista da Supertaça Nacional, uma semana depois, frente ao Benfica (1-0).

Segue-se o Wolfsburgo, conhecido como o ‘lobo verde’, na lista do leão. Que a história se repita e a melodia seja a mesma, ao som dos Cinco Violinos. Os Sportinguistas agradecem.

http://www.sporting.pt/pt/noticias/futebol/equipa-principal/2016-07-29/em-noite-de-violinos-e-o-sporting-cp-quem-define-a