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Fórum SCP - A Comunidade do Sporting Clube de Portugal Universo Sporting Clube de Portugal Orgulho Leonino (Moderadores: wild_oscar, Stunner, sotnas) Tópico:

Cinco Violinos

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Autor Tópico: Cinco Violinos (Lida 14150 vezes)

Cinco Violinos , « em: Maio 16, 2011, 11:07 »


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Cinco Violinos



Cinco Violinos é a designação da autoria do jornalista Tavares da Silva que mais tarde foi treinador, atribuída aos cinco jogadores que constituíam a linha avançada da equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal, que entre 1946 e 1949 marcou o início do período áureo do Clube, com a conquista do primeiro tri-campeonato da história do futebol português, ao qual somaram uma Taça de Portugal.

Essa linha avançada era constituída por Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano, e com esta designação Tavares da Silva pretendeu destacar a excelência e harmonia do futebol praticado pelo quinteto que ficou assim imortalizado.

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« Última modificação: Agosto 26, 2011, 04:31 por Assenzaforzata » Registado



Re: Cinco Violinos , « Resposta #1 em: Maio 16, 2011, 11:08 »


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António Jesus Correia



Jesus Correia foi um atleta de eleição, jogando em simultâneo futebol e hóquei em patins ao mais alto nível, ao ponto de jogar em ambas modalidades pela respectiva Selecção Nacional.

No hóquei, jogou no Paço de Arcos, onde foi várias campeão nacional, somando diversas internacionalizações e os títulos de Campeão Europeu e Mundial.

No futebol foi o extremo-direito da célebre linha avançada que ficou conhecida como os Cinco Violinos, conquistando sete Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e dois Campeonatos de Lisboa ao serviço do Sporting, onde jogou durante nove anos entre 1943 e 1952, realizando mais de trezentos jogos, 208 dos quais oficiais, com 160 golos marcados, entre os cerca de 250 que totalizou, números verdadeiramente colossais, que revelam o seu enorme poder de finalização, que aliado à sua impressionante velocidade e a uma excelente capacidade técnica, para além de uma grande generosidade e entrega ao jogo, fizeram dele um dos mais brilhantes e completos jogadores da história do futebol português.

Nasceu em Paço de Arcos e foi no clube local que começou a jogar Hóquei em Patins, mas também gostava do Belenenses pelo que tentou lá a sua sorte no futebol, no entanto foi reprovado por Augusto Amaro, que curiosamente era o seu ídolo.

Quem ficou a ganhar foi o Sporting, porque Joseph Szabo que morava perto de Paço de Arcos descobriu-o nos treinos do Hóquei, apontando-o logo como o "atleta ideal". Pouco tempo depois já o tinha sob o seu comando, apesar do Estoril se ter metido na corrida, mas a intervenção do seu chefe no Grémio dos Armazenistas de Mercearia onde trabalhava, e que era dirigente do Sporting, desviou-o para os Leões.


Recebeu 12 contos para assinar o contrato e logo na sua primeira época foi Campeão, mas só um ano depois é que se afirmou definitivamente na equipa principal, ocupando o lugar de Adolfo Mourão, outro jogador histórico do Sporting, e vivendo a sua primeira tarde de glória na Final da Taça de Portugal de 1945, quando marcou o golo com que o Sporting derrotou o Olhanense, a poucos minutos do fim de uma partida onde jogou com algum sacrifício, depois de intensos tratamentos a uma lesão de que padecia na altura.

Ficou conhecido pelo “Necas” e teve outra tarde de glória quando em Madrid marcou seis golos ao Atlético local, com os quais o Sporting ganhou esse jogo por 6-3, numa altura em que já era presença assídua na Selecção Nacional de Futebol, onde jogou 13 vezes marcando 3 golos.

Abandonou o futebol em 1952 quando tinha apenas 28 anos e foi pressionado pelo Sporting a optar entre uma das suas modalidades de eleição. Optou pelo hóquei, e pelo clube da terra que se comprometeu a ajudá-lo na compra do andar, deixando a nação leonina em estado de choque, pois ninguém acreditava que ele fosse capaz de tomar tal decisão. No entanto alegou que as exigências do Hóquei eram menores, e como já caminhava para os 30 anos ser-lhe-ia mais fácil manter o alto rendimento naquela modalidade.

A sua ligação afectiva ao Clube prolongou-se ao longo dos anos, tendo sido distinguido com o Prémio Stromp, na categoria "Saudade" em 1993 e com a Medalha de ouro do Sporting, e participando regularmente nas festas do Núcleos espalhados por todo o País, onde foi sempre uma figura querida pela sua simpatia e comportamento irrepreensível.

Morreu a 30 de Novembro de 2003, quando era o último dos Cinco Violinos ainda com vida, pouco tempo antes tinha dado o pontapé de saída no jogo de inauguração do novo Estádio José Alvalade, integrado no Complexo Alvalade XXI, no dia em que se destacou Cristiano Ronaldo, curiosamente um jogador com algumas semelhanças com ele.

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Manuel Soeiro Vasques



Manuel Vasques nasceu no Barreiro, onde começou a trabalhar muito novo como aprendiz de carpinteiro na CUF, e aos 17 anos já jogava na equipa principal da Companhia, passando então para os escritórios como prémio pelos seus golos, que começaram a despertar os apetites dos grandes clubes de Lisboa.

Sobrinho de Soeiro o grande goleador do Sporting na década de 30 e o seu ídolo, Manuel foi alertado pelo tio para nunca assinar nenhum contrato sem antes falar com ele, e assim quando foi convidado pelo Benfica aceitou treinar, agradou mas não assinou, e foi então que o seu tio o levou para o Sporting, que chegou a acordo com a CUF, garantindo a contratação do promissor avançado.

Recebeu 18 contos no acto da assinatura, depositou-os no banco, e por razões sentimentais nunca os levantou. Começou então a ganhar 600 escudos por mês e rapidamente se impôs como titular na equipa principal do Sporting, integrando então a mítica linha avançada, que ficou conhecida como os Cinco Violinos

Dos cinco Vasques era sem dúvida o mais virtuoso. Um jogador genial capaz de desenhar lances maravilhosos e de marcar golos de antologia, o que lhe valeu a alcunha de "Malhoa" um famoso pintor da altura, mas ao mesmo tempo havia dias em que parecia ter-se esquecido do seu talento em casa, e passava ao lado dos jogos, até porque nunca foi homem para grandes correrias, choques ou esforços desnecessários, o que nem sempre agradava aos adeptos.

Era capaz de jogar em todos os lugares da linha avançada e foi um dos maiores goleadores da história do Sporting, ao serviço do qual jogou durante treze épocas, conquistando oito Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e um Campeonato de Lisboa.


Pelo Sporting realizou quase quinhentos jogos, 349 dos quais oficiais, marcando 317 golos, o que o coloca no 3º lugar da lista dos maiores goleadores de sempre do Clube. Foi também o melhor marcador do campeonato português, em 1950/51, com 29 golos, dos 191 que marcou nesta competição, marca só superada pelo imbatível Peyroteo

Em 1950 teve de optar entre o futebol e o emprego nos escritórios da CUF, chegou a hesitar, mas recebeu na altura uma excelente proposta do Benfica, que remeteu para o Presidente Ribeiro Ferreira, que imediatamente lhe duplicou o ordenado, e financiou uma empresa de frigoríficos que ele abriu na altura em sociedade com o seu amigo Travassos.

Jogou pela Selecção Nacional 26 vezes, marcando 7 golos, mas aí também foi prejudicado pela sua irregularidade, que o tornava num jogador muito discutido, principalmente pelos adeptos dos clubes adversários.

Encerrou a sua carreira em 1959 com 33 anos, um percurso em tudo idêntico ao do seu sócio José Travassos, que chegou ao Sporting no mesmo dia que ele, e de Alvalade saiu também nessa altura.

Posteriormente explorou a tabacaria do Estádio e trabalhou no Loja Verde, mantendo assim a sua ligação ao Clube, onde o seu nome será recordado para sempre como uma das suas maiores figuras.

Faleceu a 10 de Julho de 2003.


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Fernando Baptista Seixas Peyroteo



Peyroteo foi o maior goleador da história do futebol português e provavelmente mundial, com uma média de 1,6 golos por jogo, que torna os seus feitos inigualáveis, e todos os adjectivos que possamos encontrar para qualificar este portentoso avançado, serão insuficientes para que se perceba a sua dimensão.

Infelizmente nunca foi dada a justificada relevância ao que merecia ser considerado como o melhor jogador português de todos os tempos, principalmente se compararmos com o que fizeram em relação a outros, embora para isso também tenha contribuído a época distante em que Peyroteo viveu, numa altura em que ainda não existiam as competições europeias, e em que a 2ª Guerra Mundial interrompeu os torneios entre Selecções.


Fernando nasceu em Angola e o seu apelido pouco português revela as suas origens castelhanas da parte de um dos seus avós, e foi em África que se começou a notabilizar como grande goleador, ao serviço do Sporting Clube de Luanda.

Tinha 19 anos quando chegou a Lisboa no dia 26 de Junho de 1937, acompanhado de sua mãe que regressava a Portugal para tratar da saúde. Foi recebido por familiares mas também por Aníbal Paciência, um amigo angolano que jogava no Sporting, e que o apresentou aos dirigentes do Clube, que já conheciam a sua fama de goleador.

Levaram-no a conhecer a sumptuosa Sede do Clube no Palácio da Foz, onde ele não se sentiu muito à vontade num ambiente cheio de barulho, fumo e perfumes femininos, mas foi lá que se comprometeu a ser jogador do Sporting, o que afinal era o seu grande sonho.

Ofereceram-lhe então um bilhete de comboio para ir a Coimbra assistir ao desfecho do Campeonato de Portugal, num jogo que seria decidido por um penalti esquisito na primeira Final de Szabo, a quem seria entregue pouco tempo depois.

Mas antes veio o defeso, altura em que se estabeleceu em Sintra junto da família, aproveitando então as férias para conhecer Lisboa, onde se deslocava regularmente, e foi num desses passeios que foi assediado por um emissário do FC Porto, que lhe ofereceu muito dinheiro. Rejeitou alegando que já tinha assinado pelo Sporting, o que não era verdade, mas a sua palavra não tinha preço e já estava dada aos Leões.


Em Agosto finalmente o seu primeiro treino, onde apesar de ter as pernas a tremer marcou três golos ao mítico Azevedo, convencendo logo ali Joseph Szabo, que se apercebeu imediatamente que tinha um diamante em bruto nas mãos e passou a trabalhar com ele quatro vezes por semana, quando o resto da equipa só treinava duas, recomendando à Direcção que não perdesse tempo a assinar o contrato com ele.

Os resultados começaram logo a aparecer na sua estreia, a 12 de Outubro de 1937, num jogo contra o Benfica, a contar para um torneio disputado nas Salésias, em que contribuiu com 2 golos para a vitória do Sporting por 5-3.

Nessa altura já tinha finalmente assinado o seu contrato a troco de 500 escudos e um ordenado de mensal de 700, que era o que os melhores jogadores do Sporting recebiam na altura, embora depois houvesse dinheiro por fora para aqueles que o mereciam, e Peyroteo rapidamente passou a ser o que mais prémios recebia.

Transformou-se numa verdadeira máquina de fazer golos, tornando-se no maior goleador português de todos os tempos, detentor de uma série de recordes provavelmente imbatíveis, liderando então o ataque do Sporting durante 12 épocas, nas quais foi sempre o melhor marcador da equipa, integrando duas míticas linhas avançadas: a que ficou conhecida como os Cinco Violinos da qual ele era o "stradivarius" e a que lhes antecedeu, onde tinha a companhia de Mourão, Pireza, Soeiro e João Cruz.


Neste período conquistou um Campeonato de Portugal, cinco Campeonatos Nacionais, quatro Taças de Portugal, sete Campeonatos de Lisboa e a Taça Império, tornando-se no terceiro jogador com mais títulos conquistados ao serviço do Sporting, só superado por Azevedo e Manecas, que no entanto jogaram mais tempo do que ele.

Alguns dos números que se seguem podem não ser totalmente exactos, mas seguramente não andam muito longe da realidade, e são demonstrativos da incomparável vocação pelo golo que Peyroteo tinha, que resultava especialmente da sua principal arma que era um remate fácil, potente e colocado, que aliava a um bom jogo de cabeça complementado por um excelente sentido posicional e principalmente por uma poderosa e impressionante capacidade física.
 
O poderoso remate de Peyroteo

Assim no total na sua carreira Peyroteo conseguiu marcar 694 golos em 432 jogos, sendo que pelo Sporting fez 393 jogos, tendo marcado 635 golos, que foram 542 para 334 se nos limitarmos a contabilizar os jogos oficiais, ou 330 para 197 em relação ao Campeonato Nacional, de que foi o melhor marcador por seis vezes, estabelecendo um recorde de 43 golos em 26 jogos, que só seria batido em 1974 por Yazalde que marcou 46 golos mas em 29 jogos.

Num só jogo marcou 9 golos ao Leça e 8 ao Boavista, conseguindo ainda marcar 6 golos numa única partida por 3 vezes, 5 por 12 vezes e 4 por 17 vezes.

Foi o primeiro jogador a marcar um golo no Estádio Nacional, ao inaugurar o marcador no jogo em que o Sporting derrotou o Benfica por 3-2 com dois golos seus, conquistando a Taça Império instituída pela FPF e a Taça Estádio oferecida pelo Governo para comemorar a ocasião.

Como se pode depreender facilmente é muito complicado eleger uma tarde de glória em relação a um jogador destes, mas seguramente que o dia em que marcou os quatro golos com que o Sporting derrotou o Benfica no Campo Grande por 4-1, arrancando assim para a conquista daquele que ficou conhecido como o Campeonato do Pirulito, ficará na história como um dos seus maiores feitos.

De resto o Benfica era uma das suas vitimas preferidas, tendo conseguido marcar 64 golos nos sempre emocionantes "derbys" de Lisboa, onde aconteceu a sua única expulsão, que não mancha a sua fama de jogador extremamente correcto. Foi num duelo com defesa benfiquista Gaspar Pinto que na impossibilidade de o travar, usava e abusava do jogo sujo, que nesse dia foi ao ponto de ofender a mãe de Peyroteo, que lhe respondeu com um soco, porque com a honra da sua mãe ninguém brincava.


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José António Barreto Travassos



José Travassos (por vezes escrito Travaços) nasceu na Quinta do Lumiar perto de dois famosos campos de futebol e de uma carreira de tiro, onde chegou a trabalhar, pelo que é fácil perceber as origens das suas duas grandes paixões: a caça e o futebol.

Com 13 anos começou a trabalhar numa oficina de torneiro, mas o seu sonho era jogar no Sporting, onde foi tentar a sua sorte. Como era muito franzino, Joseph Szabo mandou-o comer bacalhau com batatas.

Aos 16 anos de idade conseguiu um emprego na CUF, que dava prioridade aos jogadores de futebol, e foi lá que se começou a destacar despertando o interesse dos grandes clubes.

A sua vinda para o Sporting foi precedida de alguns episódios rocambolescos, com o FC Porto a perder a corrida apenas porque falou mais alto o sportinguismo do jogador.

Estávamos em 1946 quando um emissário do FC Porto contactou José Travassos, com o qual chegou a um acordo de principio. Ao tomar conhecimento da situação Sporting escondeu o jogador em Torres Vedras, enquanto tentava o acordo com a CUF, mas uma distracção quase fatal permitiu que os portistas raptassem o craque e o levassem para o norte. Enquanto aguardava o desenlace da situação Travassos respondeu aos apelos do seu coração e resolveu informar os dirigentes leoninos da sua localização, e assim poucos dias depois recebeu um telegrama que o convocava para a inspecção militar, mas que não era mais do que uma forma de o fazer regressar a Lisboa, onde em vez de ir para a tropa foi para o Sporting.

Assinou então um contrato com os Leões a troco de 20 contos e de um ordenado de 700 escudos por mês, e como a CUF para o libertar o tinha despedido, arranjaram-lhe outro emprego. Mais tarde, em 1950 o Sporting financiaria o lançamento de uma empresa de frigoríficos, que Travassos abriu em sociedade com o seu amigo Vasques.


Logo na sua primeira época de Leão ao peito justificou completamente a contratação, e entrou para a história dos derbys ao marcar três golos ao Benfica, num jogo do Campeonato em que o Sporting goleou o seu grande rival por 6-1. Foi também por essa altura que chegou à Selecção Nacional, onde contabiliza 35 presenças e 6 golos marcados.

Jogador completo de grande regularidade e eficácia, era um trabalhador incansável e tornou-se no “motor” da célebre linha avançada que ficou conhecida como os Cinco Violinos, conquistando oito Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e um Campeonato de Lisboa ao serviço do Clube onde jogou até 1959, realizando cerca de 450 jogos, 321 dos quais oficiais, em que marcou 129 golos, que no total foram quase 200. Números verdadeiramente impressionantes para um jogador que era mais um médio ofensivo do que um avançado propriamente dito, e que teve várias lesões graves ao longo da sua carreira, que o deixaram sem três meniscos.

Tornou-se no primeiro jogador português a actuar numa Selecção da Europa, quando, a 13 Agosto de 1955 em Belfast, participou no jogo comemorativo dos 75 anos da Federação Irlandesa, numa altura em que este tipo de eventos eram raros. A partir desse dia, ficou conhecido como o “Zé da Europa”.

Quando recebeu a convocatória já estava de férias na Costa da Caparica, retomando então os treinos por conta própria, e levando muito a sério o jogo, onde foi considerado um dos melhores em campo, tendo tido influência directa em dois golos com que a sua equipa ganhou por 4-1 à Inglaterra, o que motivou um agradecimento especial da UEFA, dirigido a FPF.

No Sporting chegou a Capitão da equipa após o abandono de Passos, funções que já desempenhava quando o madeirense não jogava, e encerrou a sua carreira em 1959, após 13 temporadas ao serviço do Clube, passando então a treinar os juniores, tarefa que acabou por abandonar para se poder dedicar à caça, a sua outra grande paixão. Assim se perdeu aquele que poderia ter sido também um grande treinador.

Em 1986 foi distinguido com o Prémio Stromp na categoria Saudade.

Faleceu a 12 de Fevereiro de 2002 à beira dos 76 anos.


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(Não foi encontrado um vídeo exclusivo a Travassos)





Albano Narciso Pereira



Nascido no Seixal, Albano principiou a jogar futebol no clube da terra, depois foi para os juniores do Barreirense e voltou ao Seixal já como sénior.

Jogador de baixa estatura mas muito rápido e habilidoso, e acima de tudo com uma capacidade de drible fantástica, começou a dar nas vistas e em 1943 foi contratado pelo Sporting, que pagou pelo seu passe 20 contos, uma verba pouco habitual na altura, e que inclusivamente motivou alguma contestação no seio do Clube, que atravessava um período de dificuldades financeiras.

Mas o investimento acabou por se revelar produtivo, numa altura em que alguns jogadores da linha avançada do Sporting já estavam em fim de carreira, cabendo a Albano ocupar o lugar de extremo-esquerdo, substituindo João Cruz, outra grande figura do Clube.

No Sporting Albano integrou a célebre linha avançada que ficou conhecida como os Cinco Violinos, mas ainda jogou numa fase de transição da grande equipa de Joseph Szabo para para o período áureo do futebol leonino, tendo participado na conquista da Taça Império e de oito Campeonatos Nacionais, quatro Taças de Portugal e dois Campeonatos de Lisboa, realizando mais de 500 jogos 335 dos quais oficiais em que marcou 162 de um total de cerca de 250.

Foi internacional 13 vezes marcando 3 golos ao serviço da Selecção Nacional, na qual se estreou a 5 de Janeiro de 1947, contra a Suíça, no Jamor, no célebre jogo da chuva que ficou empatado a dois golos, sobre o qual mais tarde disse: "Choveu tanto naquele Portugal-Suíça que eu encolhi mais dois centímetros." - uma tirada reveladora do seu sentido de humor e constante boa disposição.


De resto os episódios engraçados foram vários ao longo da carreira de Albano, principalmente quando enfrentava defesas altos e duros, a quem punha a cabeça em água, tendo mesmo uma vez passado entre as pernas de um calmeirão escocês. Mas também levava muita porrada sempre que o apanhavam a jeito, abusando das diferenças de cabedal, o que também contribuiu para que ele fosse um jogador muito querido pelos adeptos que não toleravam esses abusos.

A 29 de Julho de 1957 teve a sua festa de homenagem e de despedida do Sporting, quando muitos já lhe chamavam velho, depois de uma época em que fez apenas quatro jogos, afirmando então humildemente que continuaria a jogar na reserva ou onde fosse necessário, até o Sporting o mandar embora.

Voltou ao Seixal, por onde ainda jogou e treinou, e adquiriu um café com o dinheiro que tinha ganho no futebol, mas o negócio falhou principalmente porque abusavam do seu bom feitio, pelo que acabou por se empregar como corticeiro numa fábrica, sem nunca abdicar da sua forma bem disposta de viver.

Recebeu, em 29 de Junho de 1967 a Medalha de Ouro da FPP e mais tarde o grau de Mérito da AFL, como reconhecimento dos relevantes serviços prestados,

Faleceu a 5 de Março de 1990 e oito anos depois foi distinguido com o Prémio Stromp, na categoria "Saudade".


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(Não foi encontrado um vídeo exclusivo a Albano)
« Última modificação: Maio 17, 2011, 10:29 por Assenzaforzata » Registado

Re: Cinco Violinos , « Resposta #2 em: Maio 16, 2011, 12:27 »



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Este tópico é serviço público!!!

 Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas de uma ponta à outra!
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"O Sporting é nosso outra vez!"
Re: Cinco Violinos , « Resposta #3 em: Maio 16, 2011, 14:32 »



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Não há palavras .

Uma estátua era uma homenagem que bem mereciam  Bater Palmas Bater Palmas
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O Sporting Clube de Portugal não se resume a uma paixão por um símbolo desenhado numa camisola. É uma religião, uma ideologia, uma forma de vida!
Re: Cinco Violinos , « Resposta #4 em: Maio 16, 2011, 23:58 »


Quero um Pavilhão para as modalidades


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Os maiores.

SL
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Re: Cinco Violinos , « Resposta #5 em: Maio 17, 2011, 00:05 »


Ex-Simon_10


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GRANDES!!! Bater Palmas Bater Palmas Bater Palmas

Uma bonita homenagem a estes Senhores era fazer-se uma estatua.
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Xbox Live - Luis1906
Re: Cinco Violinos , « Resposta #6 em: Maio 17, 2011, 00:06 »



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Não há palavras .

Uma estátua era uma homenagem que bem mereciam  Bater Palmas Bater Palmas

 Seta

Não duvides.
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"O Sporting é nosso outra vez!"
Re: Cinco Violinos , « Resposta #7 em: Maio 17, 2011, 00:15 »



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Já é devida há muito uma estátua
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The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
Re: Cinco Violinos , « Resposta #8 em: Maio 17, 2011, 01:04 »



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Já falara no Fórum de uma estátua parecida a esta:



Era perfeito!

Em que zona a colocavam?
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Re: Cinco Violinos , « Resposta #9 em: Maio 17, 2011, 02:32 »


PLVS VLTRA


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Não há palavras .

Uma estátua era uma homenagem que bem mereciam  Bater Palmas Bater Palmas

 Seta

Não duvides.

A estátua igual à fotografia.

Um dia, que eu tenha dinheiro, ofereço-a ao SCP.
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O Sporting é o Clube de Portugal.

Há os que exigem;
Há os que reclamam;
Há os que teclam;
E há os que dão: http://www.forumscp.com/index.php?topic=59703.40
Re: Cinco Violinos , « Resposta #10 em: Maio 17, 2011, 10:03 »



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Não há palavras .

Uma estátua era uma homenagem que bem mereciam  Bater Palmas Bater Palmas

 Seta

Não duvides.

A estátua igual à fotografia.

Um dia, que eu tenha dinheiro, ofereço-a ao SCP.

Não é preciso  Wink

O que não deve faltar é pessoal dispostos a contribuir para essa estátua...Se apresentassem um orçamento e mostrassem como seria a estátua, eu dava dinheiro de bom grado.

Merecem a homenagem  Bater Palmas
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Re: Cinco Violinos , « Resposta #11 em: Maio 18, 2011, 19:59 »


ex-ruitrind


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Tenho a história da bola onde foram publicados todos os seus grandes feitos!

Foram enormes, serão eternos na história do nosso clube.
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Re: Cinco Violinos , « Resposta #12 em: Agosto 25, 2011, 14:05 »



*
Veterano

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Enfim, um obrigado não chega. São enormes  Bater Palmas

Alguém sabe dizer-me os números (de camisola) dos 5? Já procurei, assim por alto, quer na nossa wiki, quer na net, e não encontrei. Agradecido  Positivo!
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Querem acabar de vez com a nossa paixão!
Não vamos deixar... porque nunca desistimos de ti!
Re: Cinco Violinos , « Resposta #13 em: Agosto 25, 2011, 14:25 »



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Veterano

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Este tópico é fabuloso um dos melhores deste fórum sem dúvida. O meu sincero agradecimento ao Assenzaforzata por este fabuloso tópico  Bater Palmas Bater Palmas

Propunha que este tópico fosse de leitura obrigatória aos novos membros e no fim poderiam fazer 2 ou 3 perguntas para os obrigar a ler.
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“Para mim, o Sporting é como uma mulher que se ama logo à primeira vista. Um homem pode conhecer várias mulheres, mas há sempre ‘aquela’, a especial. Independentemente de ficarmos com ela ou não, lembramo-nos dela para sempre!” De Franceschi
Re: Cinco Violinos , « Resposta #14 em: Agosto 25, 2011, 14:34 »



*
Juvenil

Mensagens: 1360
Idade: 50
Localidade: Rio de Janeiro
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Só de me lembrar a forma como o meu pai falava neles, fico com um sorriso no rosto. Por eles e pelo meu pai, um Sportinguista com S grande.
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Re: Cinco Violinos , « Resposta #15 em: Agosto 25, 2011, 18:08 »



*

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Localidade: POR TEMPO INDEFINIDO AFASTADO DO FÓRUM! REGRESSAREI - talvez - QUANDO FORMOS CAMPEÕES NACIONAIS!
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Fizeram parte da melhor equipa portuguesa de sempre.

De longe.

Inegável.
Registado

http://sociedadesporting.blogspot.pt/201...a-ti-meu-querido-papa-fernando-1956.html

Um fragmento da que pode ter sido a primeira conversa séria que tive com o meu amado Papá Fernando; tinha eu uns 11 anos, julgo.
- Papá, eu sou o herdeiro, estou a fazer isto tudo [a auxiliar uns camionistas da empresa na montagem de uma enorme máquina] porquê? – perguntei eu.
- Filhote, és o herdeiro, és, mas do trabalho. Vá, mexe-te.
Só passados alguns anos compreendi, não apenas o significado do termo “trabalho”, mas o tom e a responsabilidade.
Re: Cinco Violinos , « Resposta #16 em: Agosto 25, 2011, 19:43 »



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Júnior

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Isto sim é o Sporting Clube de Portugal!!
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Re: Cinco Violinos , « Resposta #17 em: Agosto 26, 2011, 02:37 »



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Verdadeiros símbolos de Sportinguismo. Se temos história no futebol, muita é devida a eles.
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Re: Cinco Violinos , « Resposta #18 em: Agosto 26, 2011, 06:25 »

HULK VERDE

   Ainda me recordo de Jesus Correia dar o pontapé de saída do jogo de apresentação do novo Estádio José Alvalade. Até desse singelo e simples toque resultou uma noite de futebol mágica sobre o relvado.

   Infelizmente, foi também um mau presságio para o que depois viria, pois foi o último toque na bola dado por um dos 5 violinos, e eles são únicos e irrepetíveis. No entanto, são o exemplo a seguir.

   Obrigado Albano, Jesus Correia, Peyroteo, Travassos e Vasques. Jamais serão esquecidos pelos Sportinguistas, verdadeiros amantes do Futebol e Desportistas.

   Não ouvi a vossa música tocada ao vivo, mas os ecos do vosso futebol ecoaram pelos tempos e continuarão para sempre a reverberar-se.

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Re: Cinco Violinos , « Resposta #19 em: Agosto 26, 2011, 09:35 »



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50.000 de pé e a bater palmas ao último dos 5 violinos. Ainda me lembro da dor que senti quando vi o Travassos numa cadeira de rodas, numa gala televisiva qualquer.
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Um fragmento da que pode ter sido a primeira conversa séria que tive com o meu amado Papá Fernando; tinha eu uns 11 anos, julgo.
- Papá, eu sou o herdeiro, estou a fazer isto tudo [a auxiliar uns camionistas da empresa na montagem de uma enorme máquina] porquê? – perguntei eu.
- Filhote, és o herdeiro, és, mas do trabalho. Vá, mexe-te.
Só passados alguns anos compreendi, não apenas o significado do termo “trabalho”, mas o tom e a responsabilidade.
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Cinco Violinos

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