O Tópico dos Números e das Estatísticas do SCP e dos Seus Adversários

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Risco Financeiro das SAD's dos 3 Grandes

Os números que irei apresentar neste post são de uma importância crítica para as SAD's dos 3 grandes.
Têm a ver com o risco financeiro associado à sua exploração, ou seja, com a necessidade de receitas extraordinárias para equilibrarem as suas contas. Entenda-se receitas extraordinárias as receitas da UEFA e as receitas com as vendas de jogadores que são sempre receitas imprevisíveis.

Para fazer esta análise começo por apresentar as demonstrações de resultados das 3 SAD's para os exercícios de 2013/2014 (primeiro de Bruno de Carvalho) e 2012/2013 (último de Godinho Lopes):



Se agarrar nestas demonstrações de resultados e colocar a zero as receitas com vendas de jogadores e as receitas UEFA, obtemos:



Ou seja, obtemos os resultados finais sem receitas extraordinárias que correspondem ao risco financeiro da atividade desportiva. Por outras palavras, obtemos o valor de receitas extraordinárias que as 3 SAD's têm que fazer para equilibrar as suas contas.

Olhando para os números percebemos o seguinte:

1.
AS SAD's de SLB e FCP apresentam riscos financeiros da ordem dos 70/80ME!  :xock:
É esse o valor que têm que realizar entre vendas de jogadores e prémios UEFA!

2.
A SAD do SCP passou de um risco financeiro de 62,6ME com Godinho Lopes para um risco de 21,5ME com Bruno de Carvalho!
Sublinhe-se que isto foi conseguido sem penalizar o rendimento da equipa de futebol.
Aliás, bem até pelo contrário...

3.
O risco financeiro das 3 SAD's no último ano conhecido foi de:
SCP: 21,5ME
SLB: 82,7ME
FCP: 74,2ME

Foram esses os valores que os clubes tiveram que fazer para equilibrar as suas contas (nem todos conseguiram).
Serão esses os valores que terão que voltar a fazer para equilibrarem as suas contas se as outras variáveis se mantiverem (coisa que nunca acontecerá a 100%).

Estes números devem ser tidos em conta por todos aqueles que quiserem fazer uma abordagem séria e realista ao tópico de "Preparação da Época de 2015/2016".

Uma última nota em relação à previsível variação do risco financeiro das SAD's dos 3 grandes:

Como temos visto, aparentemente, existe uma vontade da SAD benfiquista em reduzir este risco.
A 1ªmedida foi a não renovação com o treinador JJ e a 2ª será uma eventual aposta na formação.
Vamos ver se assim será. As notícias de hoje já não estão a seguir neste sentido.

O FCP, pelos vistos, vai continuar na sua saga de surfar tsunamis.
Vamos ver se não vai ter algum azar.
Tantas vezes se passa ao lado das rochas que...

O SCP, confirmando-se as últimas notícias, é bem capaz de aumentar o risco financeiro nuns bons 6 ou 7ME.
Vamos ver se é mesmo assim.
Nada é bom demais para o SCP!
A Responsabilidade dos Presidentes e das Suas Direções!

Na análise dos números das 3 SAD's importa também perceber quem é quem, ou seja, quem foi responsável pelo quê, seja isso positivo ou negativo.
Apresento de seguida os números que nos dão a responsabilidade dos Presidentes e respetivas direções nas situações de cada uma das SAD's.

Temos então a seguinte distribuição histórica de resultados líquidos e de resultados de gestão desportiva (diferença entre compras e vendas de jogadores):



Fazendo a compilação desta informação no que a cada Presidente diz respeito obtemos:



(resultados em milhares de euros)

Daqui se percebe claramente a responsabilidade de cada Presidente na situação do seu clube onde se percebe de forma muito clara a sua competência desportiva e financeira.

Principais Conclusões:

1.
Desde a fundação das SAD's, SCP, SLB e FCP perderam, respetivamente, 262, 76 e 107 milhões de euros.
De notar que a SAD do SLB só apareceu 4 anos depois das SAD's de SCP e FCP.

Ou seja, por ano, as SAD's perderam, em média:
SCP: 16,4ME
SLB:  6,3ME
FCP:  6,7ME

Estes são resultados verdadeiramente assustadores.

2.
Desde a sua fundação, em termos de resultados de gestão desportiva, as SAD's obtiveram os seguintes resultados por ano:
SCP:   -4,4ME
SLB:  +3,0ME
FCP: +10,9ME

Ou seja, na parcela que devia ter servido para equilibrarmos as nossas contas, não só não o conseguimos fazer como ainda conseguimos agravar ainda mais a nossa situação. Considero esta situação da maior gravidade.

3.
No que diz respeito aos resultados dos Presidentes dos clubes rivais (uma boa referência de análise para nós) percebemos o seguinte:
Todos (Pinto da Costa, Vilarinho e Vieira) apresentaram prejuízos anuais entre 6 e 7 milhões de euros.

Em termos de resultados de gestão desportiva tivemos (valores médios anuais):
Pinto da Costa: +10,9ME
Vieira:               +3,8ME
Vilarinho:            -5,7ME

4.
Quando comparamos estes valores com os dos Presidentes do SCP não podemos deixar de ficar espantados.

Do ponto de vista financeiro, só 2 Presidentes apresentaram resultados líquidos anuais positivos em média.
Foram eles Soares Franco (775mE) e Bruno de Carvalho (368mE).

De resto, os resultados foram verdadeiramente aterradores com destaques para as seguintes proezas:

Sr. Cunha:
Prejuízo acumulado de 91,7ME (um record!) em 5 anos de mandato à velocidade de 18,3ME por ano.
Em termos de gestão desportiva, prejuízo acumulado de 47,8ME (um record!) à velocidade de 9,6ME por ano.

Sr. Bettencourt:
Prejuízo acumulado de 70,5ME em apenas 2 anos de mandato à velocidade de 35,2ME por ano.
Em termos de gestão desportiva, prejuízo acumulado de 19,8ME à velocidade de 9,9ME (um record!) por ano.

Sr. Godinho Lopes:
Prejuízo acumulado de 89,8ME (quase um record!) em apenas 2 anos de mandato à velocidade de 44,9ME por ano (um record verdadeiramente estratosférico).
Em termos de gestão desportiva, prejuízo acumulado de 18,0ME à velocidade de 9,0ME por ano.

Este 3 senhores, só à sua conta, custaram ao SCP a módica quantia de 252 milhões de euros!
Repito:
Três senhores, 252 milhões de euros queimados!
Quem os paga?

José Roquete e Soares Franco, pelo menos do ponto de vista financeiro, reconheço que apresentaram resultados dignos.
No caso de Soares Franco, sublinho a proeza de ter conseguido lucros mesmo tendo tido prejuízo na vertente da gestão desportiva. E atenção que tive o cuidado de excluir daqui a venda de património.

Por várias razões que não interessa referir neste tópico, nunca gostei do mandato de Soares Franco mas, tenho que reconhecer que, ao nível financeiro, foi um Presidente responsável. Aqui considero-o limpo.

Em relação ao atual Presidente Bruno de Carvalho, posso começar por dizer que é, a par de Soares Franco, o único Presidente que, até agora, não deixou prejuízo. Isto é altamente diferenciador em relação aos Presidentes dos rivais mas, acima de tudo, é uma realidade diametralmente oposta à dos resultados catastróficos de Cunha, Bettencourt e Lopes.

Se olharmos para a vertente da gestão desportiva (única salvação possível para o SCP no curto prazo), vemos que obteve uns excelentes 10,9 milhões de euros de lucro que estão ao nível do que faz Pinto da Costa, acima de Viera e muito acima de qualquer outro Presidente do SCP. Aliás, o único Presidente que também teve lucros nesta vertente foi José Roquette com 3,6 milhões de euros ao ano (considero este dado da maior gravidade quando o comparamos com os dados dos rivais).

Perante estes dados, cada um que tire as suas conclusões sobre a competência ou incompetência desportiva e financeira das últimas direções que passaram pelo SCP.
Nada é bom demais para o SCP!

O Impacto do Scouting no Sucesso dos 3 Grandes

A maior ou menor competência com que a política de contratações e de vendas de jogadores é executada afeta tremendamente o sucesso desportivo e financeiro de qualquer clube.

A capacidade de scouting, ou seja, a capacidade de, por um lado, conseguir determinar corretamente as verdadeiras lacunas que importa preencher num plantel e, por outro, conseguir descobrir os melhores jogadores que melhor se enquadram no preenchimento dessas lacunas tendo em conta o orçamento disponível está verdadeiramente na raíz deste sucesso ou deste insucesso.

No caso dos 3 grandes, o impacto do scouting transcende em muito a vertente meramente desportiva e acaba por ser ainda maior pois é ele que está na própria base de um modelo de exploração que depende fortemente da obtenção de receitas com vendas de jogadores, receitas essas que representam 32% das receitas globais das SAD’s desde a sua fundação.
Se pensarmos que os resultados das SAD’s, excluindo compra e vendas de jogadores, é deficitária (por vezes, de forma extremamente pronunciada), percebemos bem o tremendo impacto que esta capacidade para fazer boas vendas tem depois na capacidade de reinvestimento dos clubes em novos jogadores.

Nas tabelas abaixo apresenta-se o que têm representado, do ponto de vista percentual, as receitas com vendas de jogadores no universo de receitas global e o que têm representado os custos de investimento em contratações de jogadores e salários no universo de custos global dos clubes.
 


Como seria de esperar, estas percentagens são tremendas em organizações cujo negócio é o futebol.
Sublinho ainda a tendência de crescimento das receitas com vendas de jogadores nos últimos anos, quer em valor relativo, quer em valor absoluto, o que ainda mais tem acentuado a dependência das SAD's deste tipo de receitas.


 
Olhando ainda para os números acima, percebe-se claramente a grande diferença que os 3 grandes têm tido neste tipo de receitas.

O FCP tem sido o Campeão de vendas, o que lhe tem permitido também ter sido o Campeão das compras e dos salários oferecidos. Esta maior capacidade de investimento tem-lhe garantido melhores equipas e melhores resultados desportivos.
Nos últimos anos, o SLB tem vindo a conseguir também garantir grandes volumes de receitas com vendas de jogadores, o que lhe permitiu aumentar o investimento e passar a competir com mais sucesso com o FCP.
O SCP, continuando longe de conseguir fazer a mesma ordem de grandeza de vendas dos seus rivais, continua longe também de poder assumir a mesma ordem de grandeza de investimentos, algo que diverge do que conseguia fazer no princípio do século. Este tem sido um dos nossos grandes problemas!

Inclusivamente, mesmo investindo muito menos tanto em compras de jogadores como em salários, o que, ainda assim, se tem verificado, têm sido défices de gestão desportiva maiores no SCP do que nos seus rivais (ver tabelas abaixo).
A exceção, se incluirmos custos com o pessoal, tem sido o SLB.
Isto é verdadeiramente grave!
 


Se olharmos para estes números, entre compra e venda de jogadores, perdemos 244ME para o FCP e 107ME para o SLB desde que há SAD’s. Pior do que isso, não fomos sequer capazes de ter lucro nestas operações e fomos aliás o único grande que não conseguiu.
A principal razão para isto tem sido a nossa incompetência de Scouting.
Seja porque o departamento de scouting não é competente ou seja porque é competente e não é ouvido, o que é facto é que, ao longo dos anos, não têm sido contratados os jogadores certos.
Depois, a consequência natural disso tem sido que as vendas também não podem ser boas a partir do momento em que se falhou a aquisição de ativos valorizáveis.

Entrámos assim num ciclo vicioso como o da figura abaixo:
 


Más Compras -> Más Equipas -> Más Vendas -> Redução da Capacidade de Investimento
Cada vez que executamos um ciclo destes, a nossa situação desportiva e financeira piora.
A nossa força diminui. Afastamo-nos dos nossos rivais.

Ora, o que nós precisamos é de entrar num ciclo virtuoso do scouting como o da figura seguinte:
 


Boas Compras -> Boas Equipas -> Boas Vendas -> Aumento da Capacidade de Investimento
Cada vez que executamos um ciclo destes, a nossa situação desportiva e financeira melhora.
Só executando vários ciclos destes podemos resgatar o nossa posição de volta.

A resposta à dúvida quase existencial sobre se a política certa num clube de futebol como o SCP é uma política de investimento ou uma política de desinvestimento não é a mesma consoante os intérpretes.

Uma política de investimento é boa quando tem retorno. É má quando não tem.

A probabilidade de uma política de investimento ter retorno é tanto maior quanto maior for a competência de quem a executa nos aspetos que mais a influenciam e quanto melhor for o contexto em que ela se insere.

No caso dos 3 grandes, o contexto é favorável pois apesar do bancos já não concederem as facilidades que concediam há 10 ou 20 anos, a verdade é que a principal variável de contexto está assegurada. E essa é o mercado, são os clientes com dinheiro, são os clubes compradores com capacidade de investimento suficiente para abastecer a nossa necessidade de vender. As recentes renegociações dos direitos televisivos de ligas como a inglesa, a espanhola ou a alemã vieram garantir a sustentabilidade deste sistema para os próximos anos.
Resta aos 3 grandes não falhar naquilo que depende deles que é o scouting e a capacidade de trabalhar os jogadores.

Existe o scouting ao nível das camadas jovens e o scouting sénior.
Ambos são muito importantes.

Um grande não é capaz de ser sustentadamente candidato ao título se só apostar na formação.
O SCP, dono de uma excelente formação, é disso um excelente exemplo.
A formação não é capaz de garantir bons jogadores todos os anos para todas as posições.
Por outro lado, os grandes jogadores que, aqui e ali, aparecem, acabam por ser alvos de uma pressão tremenda do mercado que os obriga a sair, ficando o clube entregue aos restantes jogadores que não têm a mesma qualidade.

Isto não quer dizer que a aposta na formação não seja importante.

É extremamente importante pois garante 3 coisas:
1.   Alguns jogadores de grande qualidade que terão retorno desportivo e financeiro a baixo custo.
2.   Razoável quantidade de jogadores de boa qualidade a baixo custo (investimento inicial e salários).
3.   Manutenção da mística e da identidade do clube.

Estamos pois a falar de aspetos essenciais como o são a identidade do clube e a redução dos custos, o que permite a redução do risco financeiro associado à exploração.
Aliás, esta é a grande vantagem de que o SCP beneficia atualmente em relação aos seus rivais.

É fundamental manter isto! Um clube como o SCP não pode abdicar deste trunfo!
Isto é ar para os nosso pulmões!

Independentemente desta situação, é notório que, não só é importante recorrer ao mercado para ir buscar jogadores para posições a que a formação não responde, como é importante também não perder essas oportunidades para valorizar ativos e realizar à posteriori mais-valias financeiras capazes de contribuir para a realimentação do modelo.
No fundo, trata-se aqui de não desperdiçar uma base de scouting do tamanho do mundo.

A arte estará em conseguir encontrar um equilíbrio sustentável entre a aposta na formação e a aposta no mercado externo tendo como base um scouting de excelência.

Analise-se pelo angulo que se analisar e seja qual for o modelo escolhido (penso que fui bem claro sobre o modelo que considero que melhor se adequa ao SCP e aos seus rivais), o scouting será sempre um aspeto absolutamente decisivo para o sucesso desportivo e financeiro dos clubes.

A qualidade global do scouting determinou a saúde e a vida das SAD’s no passado, determinou a situação em que estamos no presente e vai continuar a determinar o futuro.
Será mais forte quem for mais forte nesta vertente chave.

Como podemos avaliar a qualidade global do scouting de um clube?

Uma boa aproximação podia ser olhar para os resultados desportivos que correspondem à diferença entre as receitas com vendas de jogadores e as amortizações relativas às compras de jogadores. Grosseiramente, estaríamos a falar da diferença entre as compras e as vendas dos jogadores, embora com o erro associado de não estarmos a ir ao detalhe de comparar nos mesmos anos os valores de compras e vendas dos mesmos jogadores.
O modelo é arriscado e falha se o aplicarmos à avaliação de apenas 1 época. Mas se a avaliação for feita a várias épocas, o modelo já é uma boa aproximação.

No entanto, há ainda uma falha, é que não é justo avaliar a competência de scouting dos clubes por valores absolutos dado que é mais fácil obter grandes mais valias a partir de grandes investimentos do que a partir de pequenos investimentos.
Para ultrapassar este problema podemos definir um índice de eficiência de scouting como o quociente entre os resultados desportivos e o investimento em compras de jogadores.

Eficiência de Scouting = (Receitas com Vendas de Jogadores – Custos de Compras de Jogadores)/( Custos de Compras de Jogadores)

Se quisermos ser ainda mais rigorosos, podemos incluir nesta fórmula o peso dos salários.
E assim teremos:

Eficiência de Scouting (incluindo salários) = (Receitas com Vendas de Jogadores – Custos de Compras de Jogadores – Salários de Jogadores)/( Custos de Compras de Jogadores + Salários de Jogadores)

Estes 2 índices são verdadeiramente cruciais para qualquer clube.
Apresento abaixo a respetiva evolução histórica de cada um deles nos 3 grandes.
 


Estes números são de uma importância absolutamente crítica para SCP, FCP e SLB.

Por aqui se percebe a vantagem que o FCP tem tido e que lhe tem garantido, ao longo dos anos, a supremacia no futebol português. Por aqui se percebe a recente tendência de recuperação do SLB. E finalmente, por aqui se percebe também a grande incompetência que temos tido em que nem excluindo a variável de salários conseguimos ter um índice positivo.
Foi preciso sermos mesmo muito incompetentes para termos resultados tão desastrosos!

Uma única nota positiva:
Logo no 1ºano de Bruno de Carvalho, os nossos resultados registaram uma melhoria significativa.
Precisamos de mais!
Uma sucessão de índices de 1,36 como conseguimos em 2013/2014 colocar-nos-á, inevitavelmente, no topo em poucos anos. Isto é uma certeza matemática!

Esta é, sem dúvida, a minha grande esperança com esta direção!
É que o potencial transformador de um scouting de excelência é tremendo.

Se há área em que não se deve poupar, é nesta!
Aqui queremos sempre os melhores profissionais, os melhores planos de formação para esses profissionais, as melhores ferramentas e a máxima qualidade na informação trabalhada.
É uma área verdadeiramente estratégica como nenhuma outra num clube de futebol.
Uma verdadeira galinha dos ovos de ouros mas que se pode transformar numa autêntica ave de rapina se for tratada sem cuidado.
Não sendo naturalmente a única área importante dentro de um clube, considero que é a única capaz de revolucionar de forma sustentada os seus resultados em poucos anos.

É isso que eu espero ver no SCP!
É que o nosso futuro depende muito disto!
Nada é bom demais para o SCP!
Análise Comparativa dos Números sobre Golos e Assistências dos 3 Grandes por Posição - Época 2014/2015 (até 27ªJornada)
(Fonte: Transfermerkat que já vi que não está 100% certa)

Poderão consultar o detalhe dos números deste estudo nos ficheiros em anexo.

Destaco o seguinte (naturalmente, outros poderão destacar outros dados e dar outras explicações):

1.
A eficácia dos pontas de lança do SCP é bastante razoável e não considero que tenha sido por eles que o SCP não atingiu os seus objetivos.

FCP: 1,00 golos ou assistência/90 minutos
SCP: 0,89 golos ou assistência/90 minutos
SLB: 0,85 golos ou assistência/90 minutos

Estou satisfeito com o seu rendimento e deixo-vos os números das nossas referências comparadas com as referências dos rivais:

Slimani:
0,68 golos/90 min.
0,27 assis./90 min.

Montero:
0,50 golos/90 min.
0,14 assis./90 min.

Jonas:
0,68 golos/90 min.
0,28 assis./90 min.

Lima:
0,54 golos/90 min.
0,25 assis./90 min.

Jackson:
0,73 golos/90 min.
0,26 assis./90 min.

Sublinho que os números dos nossos pontas de lança poderiam ainda ser melhores se fossem eles a marcar os 5 penalties que concretizámos. Muito sinceramente, estou mesmo satisfeito com esta posição.


2.
O rendimento dos extremos, sem ser brilhante, não foi mau.
Esteve quase ao nível dos do FCP e abaixo dos do SLB que são, realmente, jogadores extraordinários.

SLB: 0,89 golos ou assistência/90 minutos
FCP: 0,71 golos ou assistência/90 minutos
SCP: 0,63 golos ou assistência/90 minutos

Realço os números, por exemplo, do Gaitan que vai com umas excêntricas 0,71 assistências por cada 90 minutos de jogo. Por comparação, Carrillo e Nani estão com 0,56 e 0,27 assistências por cada 90 minutos.

Não posso deixar de referir que se isto não é de renovar com o Carrillo, então não sei…
Essa é uma medida de gestão essencial para este ano.

3.
Os nossos laterais, globalmente, têm tido um rendimento razoável sobretudo por via do que tem feito o Jefferson. A vantagem, porém, tem sido vermelha com:

SLB: 0,28 golos ou assistência/90 minutos
SCP: 0,23 golos ou assistência/90 minutos
FCP: 0,21 golos ou assistência/90 minutos

Imagine-se como teríamos ficado sem as 7 assistências e 1 golo do Jefferson…
Teria sido muito mau daí eu também considerar que é essencial manter este jogador para o ano caso não nos cheguem propostas devidamente compensadoras do rombo desportivo que vamos ter.
Nota muito negativa para o Cédric com apenas 1 assistência e nenhum golo. Recomendo-lhe que alinhe as suas ambições financeiras com o rendimento que apresenta em campo que, ofensivamente, tem sido praticamente nulo.

4.
Os nossos centrais, tal como os centrais do FCP, tiveram pouco peso ofensivo.
Tivémos 2 golos.
O FCP teve também 2 golos e 1 assistência.
Já o SLB fez 6 golos e 1 assistência.

5.
A nossa verdadeira miséria ofensiva tem sido o nosso trio de meio-campo de marcha-atrás.
Trata-se de 3 jogadores de qualidade mas que, simplesmente, não têm condições para jogar juntos contra equipas que estão mesmo a pedir para ser massacradas no sentido de não haver nenhuma hipótese de lhes podermos ceder qualquer ponto.

A diferença de rendimento ofensivo dos nossos médios, em comparação com os dos nossos rivais, é assombrosa. Temos:
FCP: 0,44 golos ou assistências/90 minutos
SLB: 0,40 golos ou assistências/90 minutos
SCP: 0,25 golos ou assistências/90 minutos

Assim, não é de admirar o nosso défice ofensivo e as dificuldades que temos sempre que temos que desmontar um autocarro. Os médios contribuem muito pouco para esse desmonte. Mas muito pouco mesmo!

E, voltando aos números, atenção que o nosso marcador de penalties é um médio, o Adrien. Se retirássemos os penalties do Adrien, a situação seria ainda mais impressionante pela negativa. Aliás, o próprio Adrien, sem penalties (3), é um jogador bastante inoperante em termos ofensivos com apenas 2 golos e 2 assistências.
Por comparação, o João Mário, logo no seu primeiro ano, leva 5 golos e 3 assistências sem penalties em menos tempo de jogo.

A forma como a posição médio ofensivo (ou então 2ºavançado) tem sido gerida tem sido, na minha opinião, a par da questão dos centrais no início da época, o grande erro do ano.
O dos centrais ainda perdoo, este não. Este vinha de há um ano e era óbvio demais!
É aflitivo como não se viu mais longe do que isto…

6.
Quero também sublinhar a opção frutuosa do SLB em jogar com 2 avançados em grande parte dos jogos num campeonato tão pouco competitivo. Isso fez com que mais jogadores na frente contribuíssem com mais golos. Apesar de terem os pontas de lança menos eficazes (em média), jogando mais tempo com 2 em simultâneo, foram os pontas de lança encarnados que, em valores absolutos, tiveram mais peso ofensivo nas suas equipas (39 golos e assistências contra 31 e 29 de FCP e SCP). Aposta ganha de Jorge Jesus digo eu. E isto com um meio campo só com um jogador marcadamente defensivo, o Samaris. O outro tem sido o Pizzi ou o Talisca. Palmas!

Comparem esta situação com o nosso meio-campo que tem 3 jogadores como Wiliam, Adrien e João Mário e depois só um ponta de lança. São 3 jogadores marcadamente ofensivos contra só 1 nosso num campeonato de Aroucas, Gil Vicentes e Moreirenses…

Quem é que pode ficar surpreendido com a diferença de capacidade ofensiva das 2 equipas em jogos supostamente fáceis que nos afastaram do título quando havia gente demais a equilibrar o que estava mais do que equilibrado e gente de menos a resolver o que tinha que ser resolvido?
Eu não…

Estejam à vontade para fazer outras análises e para criticar esta.
;)

PS:
Considero este tipo de dados um bom input para a análise de que abordagem deveremos ter à preparação da próxima época.

Volto a chamar a atenção para o problema do meio-campo do SCP que, quase de certeza, vai ser resolvido com JJ.
Abaixo a comparação:



O nosso meio-campo com William, Adrien e João Mário, em termos de golos (sem penalties) e assistências por tempo de jogo teve um rendimento muito inferior aos meios-campos dos nossos rivais.
Nada é bom demais para o SCP!
Ja aqui uma vez "postei" sobre a grande discrepancia na amostragem de cartoes ao Sporting e aos seus dois directos rivais na epoca de 2014-2015. Nao fiquei satisfeito em ficar por aqui e resolvi pesquisar os numeros e tendencia de cartoes admoestados aos tres grandes ao longo dos ultimos anos. Verifiquei que a Liga so tem dados publicadso referentes as ultimas nove epocas. Fiz uma complicaco dos dados e usei estes mesmos dados para elaborar um grafico ilustrativo das "tendencias" na amostragem de cartoes. Ora vejam os que "saiu na rifa".
Verifica-se que nas ultimas 5 epocas a differenca entre cartoes mostrados ao Sporting e aos outros 2 clubes (nem consigo escrever o nome deles) tem vindo a crescer....o que tem uma correlacao directo com a minha opiniao que os arbitros estao na generalidade "pre-dispostos" a mostrar a cartolina aos nossos jogadores. Gostaria de aprofundar este pequeno estudo um pouco mais. Se alguem sabe onde posso encontrar mais dados referentes a epocas anteriores agradeco a informacao.

Sporting Sempre!
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