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Fórum SCP - A Comunidade do Sporting Clube de Portugal Universo Sporting Clube de Portugal Redacção Porta 10-A Tópico:

A Era Roquette - 17 Anos de Banditismo

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Autor Tópico: A Era Roquette - 17 Anos de Banditismo (Lida 33587 vezes)

Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #100 em: Junho 03, 2010, 00:17 »



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Eu incluo-me no mesmo grupo de adeptos/sócios do LdC. Fiquei  Chocado Chocado Chocado com o "post" do Chirola não porque não acredite nele mas porque nunca me passaram pela cabeça as coisas que ele diz. Para mim, ingenuamente ou não, tinha do Dr. José Roquette uma imagem de seriedade, de respeitabilidade que não via nos presidentes de outros clubes. Pensei que a sua ida para o Sporting fora motivada pelo amor ao Clube e por um sentimento de honra para com a tradição familiar. Pelos vistos, "silly me!" Anginho

São afirmações graves mas que revelam um grande conhecimento duma realidade do clube que não é acessível a todos. Refletem um conhecimento de alguém que já lá andou ou anda dentro dos mais íntimos meandros do clube. Não me parecem ser produto duma imaginação delirante mas antes da mente de alguém que conhece bem o clube.

Agora, deixem-me perguntar: Porque é que estes assuntos não são discutidos nas AG's? Porque é que não foram afloradas nas Jornadas que ocorreram há dois anos em Santarém? E se foram porque é que não há ecos na CS, essa "paladina" da verdade que consegue desencantar uma notícia na cabeça dum tinhoso?


Tudo isto é muito grave e eu não quero ver o meu Sporting morrer. Há que agir o quanto antes.



http://www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=697442&idCanal=24

http://www.cmjornal.xl.pt/Noticia.aspx?c...tid=A3CFFC70-53DE-452D-BFC7-EA52D4CF4D1A

http://ww1.rtp.pt/wportal/acessibilidade...2_1_20090725&peca=8&tvprog=16478

http://www.leaodeverdade.org/?page_id=146

Algumas notícias e entrevistas sobre José Roquette.
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
 - Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar


Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #101 em: Junho 03, 2010, 00:19 »



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Em relação ao chirola em si, eu penso que é bastante claro que ele acredita que a grande maioria / totalidade dos males do Sporting têm origem / ligação / associação / incorporação nos dirigentes roquettistas e como tal ele deseja que saiam de lá para fora.

Sim, aceito, isso é bastante claro. Mas falta, nas intervenções do chirola, "o resto": uma ideia, uma visão do SCP do futuro. Mas também te digo que já percebi que ele não está minimamente interessado em entrar nesta dialéctica, portanto não vou insistir nisso.

@ jnrodrigues: o meu objectivo é partilhar o meu sportinguismo, informar-me, aprender e discutir e forma civilizada, urbana e bem humorada sobre o meu clube. Mas já que vamos entrar numa de aconselhamento matrimonial, conta-me, o que é que tu pretendes da vida? Fala-me de ti, dos teus problemas.  Maldoso

É tao absurda a minha questão sobre os teus objectivos no fórum, como a tua sobre os objectivos do Chirola.
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #102 em: Junho 03, 2010, 00:24 »

Gebeeme

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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #103 em: Junho 03, 2010, 00:28 »



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@ Venator,

Tu não precisas de união em torno de projecto alternativo algum para esse projecto ser eleito, a única coisa necessária é o voto de cada sócio e essa é a escolha individual e em consciência.


 Não é decisivo que sintas que, por exemplo, na tua família toda a gente está unida em torno do PSD... Estejam ou não, quando chegas à mesa de voto essa união não serve de nada, não te dá pontos extra, o voto continua a ser singular e a reflectir unicamente a tua posição individual.

Basta ter coragem para usar o poder a que se tem direito enquanto indivíduo.

Sim essa é a filosofia subjacente a um voto em eleições mas neste caso concreto, e tendo em conta o progressivo afastamento e desinteresse dos sócios em relação à vida do clube, o discurso dum potencial candidato alternativo toma particular relevo para "angariar" votos. Senão votam os do costume e levamos com mais "JEB & Friends".

De qualquer maneira isto já é divagar um pouco e não está provavelmente no âmbito do post inicial (que vejo mais como desabafo) gerar qualquer tipo de solução alternativa.
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #104 em: Junho 03, 2010, 00:37 »



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Mas qual união qual carapuça, isto é uma guerra!!! Em guerra não existe união nenhuma!!!!
Que mania das gentes deste clube em divinizarem os unanimismos. Não admira que existam tantos carneiros!!
Irra!!

Entre o vosso corpo e um cancro existe alguma possibilidade de união ou diplomacia?! Esta gente, como um cancro tem de ser extirpada!! Vermelho Vermelho
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #105 em: Junho 03, 2010, 00:40 »



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Mas qual união qual carapuça, isto é uma guerra!!! Em guerra não existe união nenhuma!!!!
Que mania das gentes deste clube em divinizarem os unanimismos. Não admira que existam tantos carneiros!!
Irra!!

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E como propões fazer isso? Correr todos a tiro? Roll Eyes
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #106 em: Junho 03, 2010, 00:42 »



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Em relação ao chirola em si, eu penso que é bastante claro que ele acredita que a grande maioria / totalidade dos males do Sporting têm origem / ligação / associação / incorporação nos dirigentes roquettistas e como tal ele deseja que saiam de lá para fora.

Sim, aceito, isso é bastante claro. Mas falta, nas intervenções do chirola, "o resto": uma ideia, uma visão do SCP do futuro. Mas também te digo que já percebi que ele não está minimamente interessado em entrar nesta dialéctica, portanto não vou insistir nisso.

@ jnrodrigues: o meu objectivo é partilhar o meu sportinguismo, informar-me, aprender e discutir e forma civilizada, urbana e bem humorada sobre o meu clube. Mas já que vamos entrar numa de aconselhamento matrimonial, conta-me, o que é que tu pretendes da vida? Fala-me de ti, dos teus problemas.  Maldoso

É tao absurda a minha questão sobre os teus objectivos no fórum, como a tua sobre os objectivos do Chirola.

Por acaso não achei a tua questão absurda, apenas levei para a brincadeira para desanuviar. Não leves a mal, não era a minha intenção. Ao contrário de ti, até acho a questão pertinente.
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #107 em: Junho 03, 2010, 00:48 »



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Em relação ao chirola em si, eu penso que é bastante claro que ele acredita que a grande maioria / totalidade dos males do Sporting têm origem / ligação / associação / incorporação nos dirigentes roquettistas e como tal ele deseja que saiam de lá para fora.

Sim, aceito, isso é bastante claro. Mas falta, nas intervenções do chirola, "o resto": uma ideia, uma visão do SCP do futuro. Mas também te digo que já percebi que ele não está minimamente interessado em entrar nesta dialéctica, portanto não vou insistir nisso.

@ jnrodrigues: o meu objectivo é partilhar o meu sportinguismo, informar-me, aprender e discutir e forma civilizada, urbana e bem humorada sobre o meu clube. Mas já que vamos entrar numa de aconselhamento matrimonial, conta-me, o que é que tu pretendes da vida? Fala-me de ti, dos teus problemas.  Maldoso

É tao absurda a minha questão sobre os teus objectivos no fórum, como a tua sobre os objectivos do Chirola.

Por acaso não achei a tua questão absurda, apenas levei para a brincadeira para desanuviar. Não leves a mal, não era a minha intenção. Ao contrário de ti, até acho a questão pertinente.

Na boa!  Brinde

Apenas temos opiniões diferentes.
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #108 em: Junho 03, 2010, 01:02 »



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O que aconteceu ao Sporting curiosamente vai acontecer agora à PT , e com o BES pelo meio , no que há uma semana era um ataque espanhol da Telefónica , veio o Ricciardi apelar ao nacionalismo e uso da Golden Share para evitar uma possível OPA da Telefónica à PT , mas ao mesmo tempo o Ricardo Salgado e o Faria de Oliveira da Caixa diziam que era tudo uma questão de €.

Ora a Telefonica fez-lhes a vontade e aumentou em 800M a oferta pela Vivo e parece que isso fez desaparecer os perigos e temores nacionalistas desta gente , preparam-se assim eles para aceitar o desmantelamento da PT com eles a beneficiar com o dinheiro da venda do bife do lombo da PT que é a Vivo , com o desmantelamento da PT o país fica mais dependente do estrangeiro , esta gente está-se lá a preocupar com o país ou qualquer coisa parecida , nada de novo , já vimos isto a acontecer no Sporting pela mão do BES , e ainda há gente que diz que quer provas , estando os factos aí todos à mão , só quem não quer ver é que não vê.

Então os activos desaparecem , ainda querem provas , é um pouco como o agricultor a quem lhe roubassem o gado tivesse que fazer prova do roubo mostrando o gado que foi roubado.  Rir Muito Alto

Só não vê quem não quer , os factos e que factos são mais que suficientes para fazer um juizo de valor , as provas seriam só o acessório para meter esta gente toda na cadeia , mas os factos por si já são mais que suficientes para ver a mão desta trupe roqueteira.

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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #109 em: Junho 03, 2010, 03:18 »



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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #110 em: Junho 03, 2010, 04:33 »


Quero um Pavilhão para as modalidades


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Juiz diz que BES trocou favores com Abel Pinheiro


Despacho de Carlos Alexandre refere que ex-dirigente do CDS negociou  dívida com banco a troco dos seus contactos políticos para a aprovação de projectos.

Foi a troco de contrapartidas bancárias para as suas empresas que Abel Pinheiro, ex-dirigente do CDS-PP, usou a sua influência junto do poder político para que o projecto imobiliário do Grupo Espírito Santo em Benavente fosse aprovado. Esta é a tese defendida pelo juiz de instrução Carlos Alexandre, que, na passada segunda- - feira, decidiu enviar para julgamento os 11 arguidos do chamado caso Portucale.

Segundo a decisão do magistrado, a que o DN teve acesso, Abel Pinheiro, à boleia de um alegado tráfico de influência para levar à aprovação de projectos do Grupo Espírito Santo (sector não financeiro), terá renegociado a dívida do Grupo Grão-Pará no BES. Para o juiz, "para além do referido acordo de consolidação, o BES concedeu ainda um financiamento adicional à "AUTODRIL - SGPS", empresa do Grupo Grão-Pará, de mais dois milhões de euros, destinados a uma eventual recompra de acções.

"Mas também no âmbito do contrato de consolidação da dívida, propriamente dito, veio a manifestar-se o tratamento favorável que o arguido Carlos Calvário [quadro do BES] pretendia imprimir aos interesses conexos com o arguido Abel Pinheiro, uma vez que os créditos de curto prazo do BES foram transformados em créditos de médio prazo, o que permitiu a redução em um ponto percentual das taxas de juro, porém, com o pressuposto de vir a verificar-se um aumento das garantias reais oferecidas pelo Grupo Grão- -Pará", considerou o juiz de instrução do Tribunal Central de Instrução Criminal.

Ao decidir remeter o processo para julgamento, Carlos Alexandre considerou que estavam indiciados os crimes de tráfico de influência e falsificação de documentos. O centro do processo - que envolve 11 arguidos - diz respeito à aprovação pelo governo de gestão de Pedro Santana Lopes de um projecto imobiliário do GES na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente.

Todos os arguidos refutaram a acusação do Ministério Público, mas o juiz de instrução declarou existirem indícios suficientes de que Abel Pinheiro utilizou a sua influência junto do então ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes (que, refira-se, não foi alvo de acusação), para a aprovação do projecto. Documentos apreendidos e escutas telefónicas são as principais provas do caso, que será julgado por um tribunal colectivo nas Varas Criminais de Lisboa.

Ai o BES o BES.....

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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #111 em: Junho 03, 2010, 04:39 »



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Diogo Gaspar Ferreira... o Cavalo de Troia!! por 1984


Como se sabe, o Sporting Clube de Portugal atravessa hoje uma grave crise. Mais do que uma crise desportiva, o Sporting vive actualmente uma profundíssima crise de identidade. Algo que se reflecte num enfraquecer das suas forças vitais, que assentam (ou deveriam assentar) no associativismo, na militância, no ecletismo e em valores desportivos sustentados naquele que foi e é o lema do Clube: “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”.
Uma questão que urge fazer em tempos conturbados como os que vivemos, e não vendo o fim a um poço onde o Clube parece querer teimar em afundar-se, é: porque vivemos hoje esta crise de identidade?
Para responder a esta pergunta é necessário que se atente ao facto de, hoje o Sporting viver também uma grave crise económica que tem, inclusive, sido constantemente invocada pela casta dirigente, ao longo de mais de uma década, para justificar o esvaziamento do espírito Sportinguista e, em ultima análise, para o incremento exponencial da crise de identidade que o Clube vive actualmente.
A crise económica que lavra no Sporting Clube de Portugal tem sido a besta negra com que, anos após anos, a casta dirigente que preside aos destinos do Sporting tem atemorizado os Sócios e Adeptos do Sporting, contribuindo para um processo de alienação de boa parte do Universo Sportinguista, através do medo, do catastrofismo e do messianismo enquanto solução na continuidade.

Mas eis que uma segunda pergunta tem, imperativamente, de ser feita: Como é que o Sporting Clube de Portugal chegou a esta grave crise económica? Como é que um Clube que em 1995 tinha um passivo a rondar os 6 milhões de contos (na moeda de então, 30M € na moeda actual), valor este resultante de uma auditoria realizada ao Universo do Clube logo após a entrada de José Roquette para a presidência do Clube, e hoje, passados 15 anos, se depara com um passivo consolidado que se estima em 360M € (76 milhões de contos em moeda antiga) ainda que ninguém saiba bem o valor exacto visto que o presidente não o diz por temer pela sua segurança?

A resposta não é fácil, mas algumas pontas soltas ao longo de quase 15 anos de Projecto Roquette podem fazer perceber algumas causas, que na globalidade, e ao fim de tantos anos fazem concluir que o tal Projecto, “vendido” enquanto modernizador  e engrandecedor do Sporting Clube de Portugal, transformou-se afinal num terrível pesadelo, e num monstro que teima em puxar o Clube para o lameiro.

Olhando, restrospectivamente para a história recente do Clube encontram-se inúmeras situações passíveis de serem escrutinadas e analisadas à lupa, desde os negócios do Roquette, às relações promíscuas entre o BES e o Sporting, passando pelos variadíssimos negócios de jogadores no mínimo duvidosos.

Pois bem, a ideia não é ser exaustivo, pois essa seria uma tarefa hercúlea e passível de encher um volume que faria corar de vergonha as mais extensas obras de Proust ou Tolstoi. Por isso, debruço-me neste artigo sobre o negócio da venda dos terrenos do antigo Estádio José de Alvalade à empresa holandesa Multi Development Corporation (MDC).

Como é do domínio público o Sporting Clube de Portugal alienou os terrenos correspondentes à localização do antigo estádio José de Alvalade a uma empresa holandesa chamada MDC (http://api.bpiimobiliario.pt/daDetalheCo...321D-4123-B94E-04B924E79B55&His=2005) por valores globais a rondar de 60M €, conforme noticia de 17 de Março de 2006 do Diário de Noticias (http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=637525). Ainda nesta última noticia, é referido que o Sporting iria receber um valor de 35M € da referida empresa, sendo este o valor restante dos cerca de 60M €. Pelo teor da noticia, assume-se que os restantes 25M € já teriam sido recebidos.
Esta acaba por ser uma informação totalmente órfã de sustentação. Indeciso

Após sucessivos adiamentos, os avanços e recuos no processo de loteamento dos terrenos do UOP30, fizeram com que apenas em 2009 fosse finalmente terminado o processo de venda dos terrenos (referentes a 109000 m2 do UOP30) como noticiado inicialmente a no site do Sporting a 5 de Janeiro de 2009 (http://www.sporting.pt/Info/Noticias/not...lubesoaresfrancopassivo_050109_47630.asp) onde Soares Franco refere também que irá receber por parte da CML um valor a rondar os 24 milhões de euros em activos imobiliários, decorrentes da perda de edificabilidade, ao abrigo do PDM, do lote B2 com 29000 m2, em conformidade com o Acórdão do Tribunal Arbitral que dava razão ao Sporting.

O processo referente aos 109000 m2 do UOP30 ficou finalmente formalizado a 20 de Janeiro de 2009 (https://www.sporting.pt/Info/Noticias/no...rmacaoconselhodirectivo_200109_47983.asp) onde se refere que o Sporting irá receber cerca de 25 milhões de euros da MDC, como consequência da conclusão do malfadado processo de loteamento dos terrenos do antigo Estádio. Estes 25 milhões de euros são considerados “remanescentes” ficando no ar, mais uma vez, a ideia de que o Sporting já teria recebido um valor inicial da MDC.

É interessante constatar também que existe uma discrepância de 10 milhões de euros entre o valor inicialmente referido (35M €) e aquele que efectivamente foi noticiado quando o Sporting outorgou as escrituras de compra e venda dos terrenos do antigo Estádio José Alvalade e também do Interface do Campo Grande com a MDC, em 20 de Janeiro de 2009 (25M €). Relembre-se também que a 17 de Março de 2006 referia-se que o valor a receber seria de 60 milhões de euros, dos quais faltavam receber 35 milhões. Portanto, e dos 60 milhões inicialmente falados, ficamos todos a saber que afinal se receberam 51 milhões de euros pelos 109000 m2 dos terrenos referentes ao antigo Estádio.

E é aqui que se introduz algo bastante mais relevante do que o até agora referido (é inegável o “ruído” à volta de todo o processo de venda dos terrenos e referidos valores anunciados, tudo muito “nebuloso”) e que tem a ver com o preço pelo qual foram vendidos os terrenos.

Poderão ler este post na Centúria acerca dos terrenos:
http://centuria-leonina.blogspot.com/2008/01/o-negcio-dos-terrenos.html

Ao ler este post fica-se imediatamente a perceber a dimensão da operação a que fomos, nós Sporting Clube de Portugal, sujeitos. Pessoalmente fiz as minhas contas.

Ficamos a saber que, não tendo sido 60 milhões de euros, foram sim 51 milhões, o que nos dá um valor de 467.9€/m2 referentes aos 109000 m2. Não sei o que os especialistas dizem, mas sei que em Setembro de 2007 o Acórdão do Tribunal Arbitral dando razão ao Sporting referente ao processo de perda de edificabilidade do lote B2 com uma área de 29000m2, avaliou esses terrenos em 800€/m2 de construção acima do solo, ou seja pressupondo a virtuall edificabilidade desses terrenos.

Note-se ainda que, na conclusão do processo de atribuição de compensação ao Sporting por parte da CML decretado pelo Tribunal Arbitral, o Clube terá acordado com a CML um valor compensatório de 725€/m2 em prédios devolutos para posterior valorização a cargo do Sporting tal como se pode ler em http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/P_1098.pdf num valor global de 18 milhões de euros. Recorde-se que o tribunal arbitral avaliou estes mesmos terrenos em 800€/m2, o que daria um valor potencial de 23.2 milhões de euros. Houve, portanto concessões por parte destes nossos fabulosos gestores, obedecendo a uma lógica totalmente invertida visto que se existiu alguém que saiu realmente prejudicado com todo o arrastar do processo durante 3 anos na Assembleia Municipal, foi precisamente o Sporting e, portanto, a haver concessões não deveriam ser da nossa parte. Mas adiante…

Tendo como referência o valor dos terrenos do lote B2, facilmente se pode concluir que os terrenos do antigo Estádio correspondentes aos 109000 m2 do UOP30 foram vendidos por um valor 40% inferior ao valor de mercado. O valor potencial poderia assim, rondar os 87.2 milhões de euros e acrescer ainda, a cerca de 110.4 milhões de euros se lhe somarmos o valor compensatório definido pelo Tribunal Arbitral para o lote B2. É caso para dizer que terá aberto a época de saldos para os lados de Alvalade.

A conclusão a que se chega é que o Sporting, a avaliar pelo que é publicamente conhecido, terá ficado a perder cerca de 41.4 milhões de euros com todo o negócio de venda dos terrenos do antigo Estádio. Conclui-se também que o único beneficiado em todo este processo se chama MDC.

MDC esta que é uma empresa, segundo se sabe, de capitais holandeses que se terá comprometido ainda antes da construção do novo Estádio a comprar os terrenos do antigo – sobre este assunto pode-se consultar http://www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=...nal=00000024-0000-0000-0000-000000000024. Como se pode ver pelo link, a 13 de Maio de 1999 foi aprovada em AG a alienação dos terrenos, dos quais 109000m2 do UOP30 que seriam vendidos à MDC.

E é aqui que entra uma figura sinistra e obscura chamada Diogo Gaspar Ferreira que, à data deste processo era Director Geral do Sporting Clube de Portugal, como se comprova das palavras de José Roquette em entrevista ao Record na sua edição de 11 de Julho de 1999 (http://www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=8749&idCanal=4). Desvendando mais algum do percurso deste senhor – coisa que não se revelou fácil dado carácter esquivo da personagem – é possível verificar que, se em 1999, Diogo Gaspar Ferreira era Director Geral do Sporting, em 2004 era administrador da MDC (http://www.fptenis.pt/include_ResultadoPesquisa_Completa.asp?article_id=1131) cargo que terá ocupado até ao inicio de 2007 (http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?c...tid=00226190-3333-3333-3333-000000226190).

Penso que, alguém que esteja de boa fé, face aos factos apresentados, não terá dificuldades em encontrar aqui demasiadas coincidências. Estamos a falar de terrenos que foram vendidos por menos 41.4 milhões de euros (pelo menos) do que o valor de mercado, numa altura em que Diogo Gaspar Ferreira exercia as funções de Director Geral do Sporting a uma empresa holandesa de seu nome MDC. Coincidência ou não, 5 anos depois Diogo Gaspar Ferreira “aparece” como administrador na MDC, naquilo que pode configurar um claro conflito de interesses.

É ilegal? Não. É ético? Tenho grandes dúvidas. É suspeito? Muito!

Ainda em relação a esta situação, aqui fica a transcrição da carta aberta de vários advogados e sócios Sportinguistas ao então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, manifestando preocupação precisamente devido a estes factos: http://corporacoes.blogspot.com/2006/04/carta-endereada-carmona-rodrigues.html

Independentemente daquilo que se possa ou não provar, os dados que se têm em mãos indiciam factos suspeitos que permitem concluir pelo menos um facto irrefutável: o único prejudicado neste processo foi o Sporting Clube de Portugal! Com ilegalidades ou não, fica claro que os interesses do Sporting foram vergonhosamente negligenciados em favor de entidades externas, e se face a isto alguém ainda for capaz de afirmar que estes dirigentes roquetteiros fizeram um bom trabalho, então, de facto, é sinal de que o Sporting caminha a passos largos para a cova.

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« Última modificação: Junho 03, 2010, 05:21 por 1984 » Registado
Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #112 em: Junho 03, 2010, 07:40 »



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A ideia que está na base da criação deste tópico é, para além de assinalar a trágica data em que Roquette tomou de assalto o Sporting, mais uma vez alertar, denunciar e desmascarar, todos os atropelos, todas as roubalheiras, todos os crimes que ao longo destes 15 anos têm sido impunemente perpetrados por esta cáfila de dirigentes gatunos, por esta dinastia de bandalhos, por este polvo assassino e seus tentáculos.

Bem sei que se trata duma tarefa hercúlea, dada a quantidade e a profusão de casos e situações de roubo, de gestão danosa, de peculato, de conflito de interresses, de compadrio.

Seria interessante abordar, apenas a título de exemplo,

A negociata da venda dos terrenos por preços bastante abaixo do valor de mercado assinada pelo Director Geral do Sporting Diogo Gaspar Ferreira à empresa MDC e que logo após esse negócio escabroso transitou para Administrador, precisamente da MDC.

A negociata da venda do património não desportivo em condições inimagináveis e em que não foi considerada uma proposta 20% superior ao valor pelo qual foi vendido, pois havia um pré acordo entre Soares Franco e Amadeu Lima de Carvalho, em que este recebeu através da sua mulher Maria Luísa Barros dos Santos Carvalho, uma comissão de 1,8 Milhões de Euros!!!
De referir, que passado algum tempo Lima de Carvalho foi preso pelo escândalo da Universidade Independente.

Os casos das rendas do Alvaláxia em que 90% dos lojistas nunca pagaram renda, alegando que o Sporting não tinha feito a prometida promoção.

Os cambalachos no Edifício Visconde entre a OPCA, hoje OPWAY, pertencente ao BES e cujo administrador era o presidente do Sporting.

As moscambilhas de Norton de Matos que quando chegou ao Sporting não tinha onde cair morto e pouco depois comprou uma casa no valor de 500 mil contos.

O caso da contratação de Elpídeo Silva em que misteriosamente e sem qualquer justificação saíram dos cofres do Sporting, cerca de 700 mil contos.

O abate do passivo após a venda do património não desportivo e da venda do jogador Nani, em que não se sabe onde é que param cerca de 7 milhões de Euros.

As contas dissimuladas e manipuladas, as chapeladas nas Assembleias, o Congresso Fantoche, a violação dos estatutos, o compadrio com os primos e com os amigos, os negócios paralelos, os subornos, a falta de transparência, a fuga à Auditoria externa, o não querer desenterrar cadáveres, o estarem agarrados como lapas...

Enfim, é um fartar vilanagem.


Preparam-se agora, estes dirigentes canalhas para dar a machadada final. Para saquear o que resta. Para liquidar definitivamente o Clube.


SPORTING, ACORDA!

« Última modificação: Junho 03, 2010, 08:03 por chirola » Registado

Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #113 em: Junho 03, 2010, 08:00 »



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Os casos das rendas do Alvaláxia em que 90% dos lojistas nunca pagaram renda, alegando que o Sporting não tinha feito a prometida promoção.

Não admira que o Alvaláxia desse 0,9 M€ de prejuízo ao ano. Sem rendas cobradas é claro que não ia dar lucro, mas em vez de explorarem convenientemente as instalações decidiram vendê-las... pra nada. Roll Eyes

À inépcia da exploração não deverá ser insignificante o facto do projecto do Alvaláxia ter sido conduzido pela empresa CB Richard Ellis (muito reputada) de 1999 a 2003, tendo o Sporting terminado a relação que mantinha com esta empresa em 2004 (ou seja pouco tempo depois do Centro Comercial estar verdadeiramente concluído), por razões desconhecidas, assumindo o clube essa exploração... deu bronca como se pode ver e depois o que saiu cá pra fora em 2006 foi que "não era rentável" (os tais 0,9 M€ de prejuízo anual) e que por isso tinha de ser vendido.




Podíamos acrescentar ainda a essa lista os zunzuns dos negócios de uma empresa do Paulo Abreu (o presidente do Grupo Stromp) com o Sporting que aparentemente rendem perto de 500 mil euros todos os anos a essa tal empresa.
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #114 em: Junho 03, 2010, 08:07 »



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Os casos das rendas do Alvaláxia em que 90% dos lojistas nunca pagaram renda, alegando que o Sporting não tinha feito a prometida promoção.

Não admira que o Alvaláxia desse 0,9 M€ de prejuízo ao ano. Sem rendas cobradas é claro que não ia dar lucro, mas em vez de explorarem convenientemente as instalações decidiram vendê-las... pra nada. Roll Eyes

À inépcia da exploração não deverá ser insignificante o facto do projecto do Alvaláxia ter sido conduzido pela empresa CB Richard Ellis (muito reputada) de 1999 a 2003, tendo o Sporting terminado a relação que mantinha com esta empresa em 2004 (ou seja pouco tempo depois do Centro Comercial estar verdadeiramente concluído), por razões desconhecidas, assumindo o clube essa exploração... deu bronca como se pode ver e depois o que saiu cá pra fora em 2006 foi que "não era rentável" (os tais 0,9 M€ de prejuízo anual) e que por isso tinha de ser vendido.




Podíamos acrescentar ainda a essa lista os zunzuns dos negócios de uma empresa do Paulo Abreu (o presidente do Grupo Stromp) com o Sporting que aparentemente rendem perto de 500 mil euros todos os anos a essa tal empresa.

Daquilo que sei a CBRE nao faz o management das propriedades, mas meramente o desenvolvimento e tb providencia um 'advisory service'. Por isso nao admira que com a obra concluida eles tivessem passado a bola, ja que penso que e assim que funcionam.
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No meu mundo imaginário o Sporting contracta o ... blah, nao contracta ninguem porque de certeza um dos juniores da academia e melhor.
Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #115 em: Junho 03, 2010, 08:21 »



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Daquilo que sei a CBRE nao faz o management das propriedades, mas meramente o desenvolvimento e tb providencia um 'advisory service'. Por isso nao admira que com a obra concluida eles tivessem passado a bola, ja que penso que e assim que funcionam.

A CBRE tinha um contrato de "Letting Agency" (deverás saber melhor que eu o que é, mas penso que seja a gestão dos arrendamentos das propriedades) com o Sporting relativamente ao Alvaláxia (1999-2003), para além logicamente do projecto (de consultoria) de análise da viabilidade financeira do dito cujo.
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #116 em: Junho 03, 2010, 09:39 »



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Diogo Gaspar Ferreira... o Cavalo de Troia!! por 1984


Como se sabe, o Sporting Clube de Portugal atravessa hoje uma grave crise. Mais do que uma crise desportiva, o Sporting vive actualmente uma profundíssima crise de identidade. Algo que se reflecte num enfraquecer das suas forças vitais, que assentam (ou deveriam assentar) no associativismo, na militância, no ecletismo e em valores desportivos sustentados naquele que foi e é o lema do Clube: “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”.
Uma questão que urge fazer em tempos conturbados como os que vivemos, e não vendo o fim a um poço onde o Clube parece querer teimar em afundar-se, é: porque vivemos hoje esta crise de identidade?
Para responder a esta pergunta é necessário que se atente ao facto de, hoje o Sporting viver também uma grave crise económica que tem, inclusive, sido constantemente invocada pela casta dirigente, ao longo de mais de uma década, para justificar o esvaziamento do espírito Sportinguista e, em ultima análise, para o incremento exponencial da crise de identidade que o Clube vive actualmente.
A crise económica que lavra no Sporting Clube de Portugal tem sido a besta negra com que, anos após anos, a casta dirigente que preside aos destinos do Sporting tem atemorizado os Sócios e Adeptos do Sporting, contribuindo para um processo de alienação de boa parte do Universo Sportinguista, através do medo, do catastrofismo e do messianismo enquanto solução na continuidade.

Mas eis que uma segunda pergunta tem, imperativamente, de ser feita: Como é que o Sporting Clube de Portugal chegou a esta grave crise económica? Como é que um Clube que em 1995 tinha um passivo a rondar os 6 milhões de contos (na moeda de então, 30M € na moeda actual), valor este resultante de uma auditoria realizada ao Universo do Clube logo após a entrada de José Roquette para a presidência do Clube, e hoje, passados 15 anos, se depara com um passivo consolidado que se estima em 360M € (76 milhões de contos em moeda antiga) ainda que ninguém saiba bem o valor exacto visto que o presidente não o diz por temer pela sua segurança?

A resposta não é fácil, mas algumas pontas soltas ao longo de quase 15 anos de Projecto Roquette podem fazer perceber algumas causas, que na globalidade, e ao fim de tantos anos fazem concluir que o tal Projecto, “vendido” enquanto modernizador  e engrandecedor do Sporting Clube de Portugal, transformou-se afinal num terrível pesadelo, e num monstro que teima em puxar o Clube para o lameiro.

Olhando, restrospectivamente para a história recente do Clube encontram-se inúmeras situações passíveis de serem escrutinadas e analisadas à lupa, desde os negócios do Roquette, às relações promíscuas entre o BES e o Sporting, passando pelos variadíssimos negócios de jogadores no mínimo duvidosos.

Pois bem, a ideia não é ser exaustivo, pois essa seria uma tarefa hercúlea e passível de encher um volume que faria corar de vergonha as mais extensas obras de Proust ou Tolstoi. Por isso, debruço-me neste artigo sobre o negócio da venda dos terrenos do antigo Estádio José de Alvalade à empresa holandesa Multi Development Corporation (MDC).

Como é do domínio público o Sporting Clube de Portugal alienou os terrenos correspondentes à localização do antigo estádio José de Alvalade a uma empresa holandesa chamada MDC (http://api.bpiimobiliario.pt/daDetalheCo...321D-4123-B94E-04B924E79B55&His=2005) por valores globais a rondar de 60M €, conforme noticia de 17 de Março de 2006 do Diário de Noticias (http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=637525). Ainda nesta última noticia, é referido que o Sporting iria receber um valor de 35M € da referida empresa, sendo este o valor restante dos cerca de 60M €. Pelo teor da noticia, assume-se que os restantes 25M € já teriam sido recebidos.
Esta acaba por ser uma informação totalmente órfã de sustentação. Indeciso

Após sucessivos adiamentos, os avanços e recuos no processo de loteamento dos terrenos do UOP30, fizeram com que apenas em 2009 fosse finalmente terminado o processo de venda dos terrenos (referentes a 109000 m2 do UOP30) como noticiado inicialmente a no site do Sporting a 5 de Janeiro de 2009 (http://www.sporting.pt/Info/Noticias/not...lubesoaresfrancopassivo_050109_47630.asp) onde Soares Franco refere também que irá receber por parte da CML um valor a rondar os 24 milhões de euros em activos imobiliários, decorrentes da perda de edificabilidade, ao abrigo do PDM, do lote B2 com 29000 m2, em conformidade com o Acórdão do Tribunal Arbitral que dava razão ao Sporting.

O processo referente aos 109000 m2 do UOP30 ficou finalmente formalizado a 20 de Janeiro de 2009 (https://www.sporting.pt/Info/Noticias/no...rmacaoconselhodirectivo_200109_47983.asp) onde se refere que o Sporting irá receber cerca de 25 milhões de euros da MDC, como consequência da conclusão do malfadado processo de loteamento dos terrenos do antigo Estádio. Estes 25 milhões de euros são considerados “remanescentes” ficando no ar, mais uma vez, a ideia de que o Sporting já teria recebido um valor inicial da MDC.

É interessante constatar também que existe uma discrepância de 10 milhões de euros entre o valor inicialmente referido (35M €) e aquele que efectivamente foi noticiado quando o Sporting outorgou as escrituras de compra e venda dos terrenos do antigo Estádio José Alvalade e também do Interface do Campo Grande com a MDC, em 20 de Janeiro de 2009 (25M €). Relembre-se também que a 17 de Março de 2006 referia-se que o valor a receber seria de 60 milhões de euros, dos quais faltavam receber 35 milhões. Portanto, e dos 60 milhões inicialmente falados, ficamos todos a saber que afinal se receberam 51 milhões de euros pelos 109000 m2 dos terrenos referentes ao antigo Estádio.

E é aqui que se introduz algo bastante mais relevante do que o até agora referido (é inegável o “ruído” à volta de todo o processo de venda dos terrenos e referidos valores anunciados, tudo muito “nebuloso”) e que tem a ver com o preço pelo qual foram vendidos os terrenos.

Poderão ler este post na Centúria acerca dos terrenos:
http://centuria-leonina.blogspot.com/2008/01/o-negcio-dos-terrenos.html

Ao ler este post fica-se imediatamente a perceber a dimensão da operação a que fomos, nós Sporting Clube de Portugal, sujeitos. Pessoalmente fiz as minhas contas.

Ficamos a saber que, não tendo sido 60 milhões de euros, foram sim 51 milhões, o que nos dá um valor de 467.9€/m2 referentes aos 109000 m2. Não sei o que os especialistas dizem, mas sei que em Setembro de 2007 o Acórdão do Tribunal Arbitral dando razão ao Sporting referente ao processo de perda de edificabilidade do lote B2 com uma área de 29000m2, avaliou esses terrenos em 800€/m2 de construção acima do solo, ou seja pressupondo a virtuall edificabilidade desses terrenos.

Note-se ainda que, na conclusão do processo de atribuição de compensação ao Sporting por parte da CML decretado pelo Tribunal Arbitral, o Clube terá acordado com a CML um valor compensatório de 725€/m2 em prédios devolutos para posterior valorização a cargo do Sporting tal como se pode ler em http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/P_1098.pdf num valor global de 18 milhões de euros. Recorde-se que o tribunal arbitral avaliou estes mesmos terrenos em 800€/m2, o que daria um valor potencial de 23.2 milhões de euros. Houve, portanto concessões por parte destes nossos fabulosos gestores, obedecendo a uma lógica totalmente invertida visto que se existiu alguém que saiu realmente prejudicado com todo o arrastar do processo durante 3 anos na Assembleia Municipal, foi precisamente o Sporting e, portanto, a haver concessões não deveriam ser da nossa parte. Mas adiante…

Tendo como referência o valor dos terrenos do lote B2, facilmente se pode concluir que os terrenos do antigo Estádio correspondentes aos 109000 m2 do UOP30 foram vendidos por um valor 40% inferior ao valor de mercado. O valor potencial poderia assim, rondar os 87.2 milhões de euros e acrescer ainda, a cerca de 110.4 milhões de euros se lhe somarmos o valor compensatório definido pelo Tribunal Arbitral para o lote B2. É caso para dizer que terá aberto a época de saldos para os lados de Alvalade.

A conclusão a que se chega é que o Sporting, a avaliar pelo que é publicamente conhecido, terá ficado a perder cerca de 41.4 milhões de euros com todo o negócio de venda dos terrenos do antigo Estádio. Conclui-se também que o único beneficiado em todo este processo se chama MDC.

MDC esta que é uma empresa, segundo se sabe, de capitais holandeses que se terá comprometido ainda antes da construção do novo Estádio a comprar os terrenos do antigo – sobre este assunto pode-se consultar http://www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=...nal=00000024-0000-0000-0000-000000000024. Como se pode ver pelo link, a 13 de Maio de 1999 foi aprovada em AG a alienação dos terrenos, dos quais 109000m2 do UOP30 que seriam vendidos à MDC.

E é aqui que entra uma figura sinistra e obscura chamada Diogo Gaspar Ferreira que, à data deste processo era Director Geral do Sporting Clube de Portugal, como se comprova das palavras de José Roquette em entrevista ao Record na sua edição de 11 de Julho de 1999 (http://www.record.xl.pt/noticia.aspx?id=8749&idCanal=4). Desvendando mais algum do percurso deste senhor – coisa que não se revelou fácil dado carácter esquivo da personagem – é possível verificar que, se em 1999, Diogo Gaspar Ferreira era Director Geral do Sporting, em 2004 era administrador da MDC (http://www.fptenis.pt/include_ResultadoPesquisa_Completa.asp?article_id=1131) cargo que terá ocupado até ao inicio de 2007 (http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?c...tid=00226190-3333-3333-3333-000000226190).

Penso que, alguém que esteja de boa fé, face aos factos apresentados, não terá dificuldades em encontrar aqui demasiadas coincidências. Estamos a falar de terrenos que foram vendidos por menos 41.4 milhões de euros (pelo menos) do que o valor de mercado, numa altura em que Diogo Gaspar Ferreira exercia as funções de Director Geral do Sporting a uma empresa holandesa de seu nome MDC. Coincidência ou não, 5 anos depois Diogo Gaspar Ferreira “aparece” como administrador na MDC, naquilo que pode configurar um claro conflito de interesses.

É ilegal? Não. É ético? Tenho grandes dúvidas. É suspeito? Muito!

Ainda em relação a esta situação, aqui fica a transcrição da carta aberta de vários advogados e sócios Sportinguistas ao então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, manifestando preocupação precisamente devido a estes factos: http://corporacoes.blogspot.com/2006/04/carta-endereada-carmona-rodrigues.html

Independentemente daquilo que se possa ou não provar, os dados que se têm em mãos indiciam factos suspeitos que permitem concluir pelo menos um facto irrefutável: o único prejudicado neste processo foi o Sporting Clube de Portugal! Com ilegalidades ou não, fica claro que os interesses do Sporting foram vergonhosamente negligenciados em favor de entidades externas, e se face a isto alguém ainda for capaz de afirmar que estes dirigentes roquetteiros fizeram um bom trabalho, então, de facto, é sinal de que o Sporting caminha a passos largos para a cova.

Os dados estão lançados!


Excelente texto! Mais um capítulo lamentável sobre a novela ProjecTTo Roquette.

É lamentável o silêncio dos dirigentes do Sporting sobre esta matéria.
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"Reforçamos ainda a solução que temos vindo a defender para a sustentabilidade do Clube:
a)   O afastamento do Clube de todos os dirigentes envolvidos no “Projecto Roquette” e com responsabilidades na gravíssima situação actual, apuradas após a realização de uma verdadeira auditoria de gestão. Pedido de indemnização cível pelos danos causados ao Sporting Clube de Portugal;
b)    A renegociação firme, corajosa e realista da dívida bancária, de forma a reduzir drasticamente os encargos financeiros anuais; 
c)    A redução drástica dos custos com pessoal, como ponto de partida para que se alcance o equilíbrio da exploração operacional. Se analisarmos as últimas épocas, bem como o descalabro no balanço entre contratações e vendas de jogadores, facilmente verificamos duas realidades: (i) maior investimento não tem sido sinónimo de maior rendimento desportivo, (ii) os maiores encaixes financeiros com venda de jogadores foram com jogadores formados no Clube, e não com jogadores adquiridos pelas administrações e gestores de activos profissionais da SAD."
 - Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar
Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #117 em: Junho 03, 2010, 09:58 »



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O Chirola não é mais do que um "filho" da geração João Rocha, sendo que os seus posts não são mais do que o reavivar desta guerra permanente que existe no Sporting desde de que o João Rocha saiu do Sporting.

Até pode ser que o João Rocha tenha feito algumas coisas, mas quando saiu deixou o Sporting num caminho descendente para o insucesso, perdendo claramente a guerra para quem iria ser o grande dominador do desporto português e mais propriamente do futebol (Pinto da Costa).

Quando João Rocha pegou no Sporting, o SCP era o 2º e o FCP não ganhava nada ... quando saiu, naquele momento, estávamos claramente em 3º da lista (nessa altura surgem os primeiros 4º. lugares).

Desde dessa altura que o Sporting não tem tido paz, pelo que peço que por uma vez por todas que a linha seguidora do João Rocha, ao qual o Chirola é um claro representante, apareça com uma oposição sem máscaras e que finalmente se chegue com um candidato próprio e não com candidatos do tipo Paulo Pereira Cristovão.

Todo o resto não faz não qualquer sentido ... Chirola e o seus "groupies" deixem de tretas, saem do anonimato e venham cá para fora ... e quando digo para fora, é começar a preparar uma lista oposicionista ao JEB, preparando já uma candidatura à presidência.

Se continuarem a agir como têm agido, vão continuar a dar razão à tese de "terroristas".
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #118 em: Junho 03, 2010, 10:04 »



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O Chirola não é mais do que um "filho" da geração João Rocha, sendo que os seus posts não são mais do que o reavivar desta guerra permanente que existe no Sporting desde de que o João Rocha saiu do Sporting.

Até pode ser que o João Rocha tenha feito algumas coisas, mas quando saiu deixou o Sporting num caminho descendente para o insucesso, perdendo claramente a guerra para quem iria ser o grande dominador do desporto português e mais propriamente do futebol (Pinto da Costa).

Quando João Rocha pegou no Sporting, o SCP era o 2º e o FCP não ganhava nada ... quando saiu, naquele momento, estávamos claramente em 3º da lista (nessa altura surgem os primeiros 4º. lugares).

Desde dessa altura que o Sporting não tem tido paz, pelo que peço que por uma vez por todas que a linha seguidora do João Rocha, ao qual o Chirola é um claro representante, apareça com uma oposição sem máscaras e que finalmente se chegue com um candidato próprio e não com candidatos do tipo Paulo Pereira Cristovão.

Todo o resto não faz não qualquer sentido ... Chirola e o seus "groupies" deixem de tretas, saem do anonimato e venham cá para fora ... e quando digo para fora, é começar a preparar uma lista oposicionista ao JEB, preparando já uma candidatura à presidência.

Se continuarem a agir como têm agido, vão continuar a dar razão à tese de "terroristas".

Ah, já passámos da "acusação sem provas" para "a eventual hidden-agenda do chirola"... interesse pela hidden-agenda dos dirigentes Roquettistas é que tá quieto... Roll Eyes

Enfim, isto já cheira e muito àquela hipocrisia que perpassou por alturas das eleições... siga. Seta
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Re: A Era Roquette - 15 Anos de Banditismo , « Resposta #119 em: Junho 03, 2010, 10:14 »



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O Chirola não é mais do que um "filho" da geração João Rocha, sendo que os seus posts não são mais do que o reavivar desta guerra permanente que existe no Sporting desde de que o João Rocha saiu do Sporting.

Até pode ser que o João Rocha tenha feito algumas coisas, mas quando saiu deixou o Sporting num caminho descendente para o insucesso, perdendo claramente a guerra para quem iria ser o grande dominador do desporto português e mais propriamente do futebol (Pinto da Costa).

Quando João Rocha pegou no Sporting, o SCP era o 2º e o FCP não ganhava nada ... quando saiu, naquele momento, estávamos claramente em 3º da lista (nessa altura surgem os primeiros 4º. lugares).

Desde dessa altura que o Sporting não tem tido paz, pelo que peço que por uma vez por todas que a linha seguidora do João Rocha, ao qual o Chirola é um claro representante, apareça com uma oposição sem máscaras e que finalmente se chegue com um candidato próprio e não com candidatos do tipo Paulo Pereira Cristovão.

Todo o resto não faz não qualquer sentido ... Chirola e o seus "groupies" deixem de tretas, saem do anonimato e venham cá para fora ... e quando digo para fora, é começar a preparar uma lista oposicionista ao JEB, preparando já uma candidatura à presidência.

Se continuarem a agir como têm agido, vão continuar a dar razão à tese de "terroristas".

Ah, já passámos da "acusação sem provas" para "a eventual hidden-agenda do chirola"... interesse pela hidden-agenda dos dirigentes Roquettistas é que tá quieto... Roll Eyes

Enfim, isto já cheira e muito àquela hipocrisia que perpassou por alturas das eleições... siga. Seta

Hipocrisia é atiçar o fogo e depois e ficar a ver o fogo a arder.

Se a linha do João Rocha não gosta (e nunca gostou) que o João Roquette e a sua corrente tenham chegado a Alvalade (e olha que esta guerra já existe desde dos primeiros dias deste ciclo Roquettista), porque é que nunca apresentaram um candidato próprio à presidência dizendo claramente que tinham o legado do João Rocha?

Depois, claro, viria-se a adesão dos sócios nas eleições ... agora ficar numa atitude de guerra permanente mas sem apresentar um projecto novo é que é de uma grande hipocrisia.

Sinceramente já me cansa estas guerras de bastidores do Sporting ... parece que isto nunca mais se endireita, ou porque quem lá está é incompetente ou porque quem está do outro lado, tem atitudes birrentas e revanchistas.
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A Era Roquette - 17 Anos de Banditismo

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