Jorge Mendes - o toque de Midas ? -

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****** Fevereiro 13, 2015, 04:19 am
«Os investidores vieram salvar o futebol» - Jorge Mendes


Jorge Mendes não tem dúvidas. A entrada em cena de investidores privados no futebol permitiu dotar clubes de média dimensão de argumentos para ombrear com os colossos europeus.

«Face à crise que se vive nos dias de hoje, os investidores vieram salvar o futebol. Se quiserem um futebol só com Real Madrid, Barcelona, Bayern, Manchester United e pouco mais tudo bem, mas há que dar graças a Abramovich (Chelsea), Mansour (Manchester City), Nasser (PSG), Dimitry (Mónaco) e a Peter Lim (Valência) por ajudarem estes clubes a ser muito competitivos. Perguntem aos adeptos destes clubes se querem voltar à situação em que estavam antes», argumentou o empresário português em entrevista à ESPN.

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A verdade sobre o Sporting da "geração" Roquette

Documentário "GOLPE NO SPORTING"
****** Março 04, 2015, 21:27 pm
Jorge Mendes. A rede de clubes na sombra do empresário


Deportivo foi o primeiro bastião do fundador da Gestifute mas o poder nunca parou de aumentar. Empresário deixa o mercado a andar à roda mas muitas transferências não saem de um lote restrito.

Fabinho chegou a Vila do Conde em 2012 mas nunca chegou a jogar pelo Rio Ave, sendo emprestado ao Real Madrid. Um ano depois foi para o Monaco e agora é titular na Liga dos Campeões. Wallace foi colocado pela Gestifute no Sp. Braga no último Verão depois de pagar 9,5 milhões de euros ao Cruzeiro. Sérgio Conceição chegou a treiná-lo, mas o central foi emprestado ao Monaco de Leonardo Jardim. Júlio Alves foi vendido pelo Rio Ave ao Atlético Madrid no Verão de 2011 por 2,6 milhões de euros e antes do fecho do mercado voltou a protagonizar uma transferência, com o Besiktas da Turquia a pagar 3,1 milhões de euros por metade do passe, numa valorização superior a 50% em poucas semanas. Em três exemplos de jogadores de Jorge Mendes começam a definir-se desde logo alguns dos clubes que têm uma relação especial com o empresário português.
 
“Poderia dizer-se que Mendes é quem faz mover o mercado em cada época, porque as suas transacções permitem que os jogadores circulem de equipa para equipa, mesmo quando não actua como intermediário. Se há aquisições, se o dinheiro muda de mãos, é porque o futebol está vivo. E Jorge mantém-no vivo. Não manipula o mercado, cria verdadeiramente o mercado. Mais que reagir-lhe, activa-o ao mover as peças. Jorge Mendes é o dedo que derruba a primeira peça do dominó e provoca a queda das restantes”, lê-se no livro “Jorge Mendes, o Agente Especial – Todos os Segredos do Maior Empresário do Futebol”, de Miguel Cuesta e Jonathan Sánchez, que foi publicado no início do ano.
 
A primeira peça do dominó foi Nuno Espírito Santo, em 1997, quando trocou o V. Guimarães pelo Deportivo. E desde então o tabuleiro tem cada vez mais peças e os clubes que se juntam à mesa acumulam-se. Há uns que não arredam pé, outros que vêm e vão e existem ainda aqueles que já não fazem parte do jogo. Mas, feitas as contas, são cada vez mais os que gozam ou gozaram de um tratamento especial de Jorge Mendes. Deportivo, FC Porto, Atlético Madrid, Valencia, Monaco, Benfica, Sporting, Sp. Braga, Manchester United, Chelsea, Dínamo Moscovo, Real Madrid, Zenit e Besiktas surgem num primeiro patamar, enquanto o segundo está entregue a clubes como Salamanca, P. Ferreira, Rio Ave e Reus.
 
A persistência demonstrada na tentativa de pôr Nuno a jogar na Corunha fez com que estabelecesse uma relação especial com o presidente Augusto César Lendoiro, com quem estava quase todas as madrugadas. Em sentido contrário, o V. Guimarães era a equipa que no início mais vezes ficava sem os jogadores, já que depois de Nuno surgiram Capucho (o primeiro negócio que o empresário fez com o FC Porto) e três jovens da formação que levou para os espanhóis do Salamanca, com destaque para Makukula. Aos poucos, Jorge Mendes ganhava poder como empresário e o que fez com Costinha foi uma importante bandeira. O médio lisboeta jogava no Nacional e foi transferido para o Monaco, mas apenas depois de a transferência para o Valencia ter sido abortada. Deportivo, FC Porto e Monaco eram uma base importante e, ainda nesse ano, surgiu o Atlético Madrid pela primeira vez.
 
O empresário conhecia Paulo Futre há alguns anos e beneficiou da ajuda do ex-futebolista para tentar colocar um jovem jogador no Vicente Calderón. “Chamavam-lhe o Beckenbauer brasileiro. Estávamos em 1997 e eu, como sou embaixador do Atlético, falei com eles porque ninguém conhecia o Jorge”, conta Paulo Futre no livro. O talento não era assim tanto e essa ligação só se estabeleceu realmente dois anos depois, quando Hugo Leal trocou o Benfica pelos colchoneros. “Foi assim que se iniciou uma grande relação com Miguel Ángel Gil e ficou com as portas abertas. O clube beneficiava com os seus negócios e o Jorge ganhava credibilidade”, revela Hugo Leal.
 
Os negócios eram cada vez mais. Jorge Andrade saiu do Estrela da Amadora para o FC Porto e dos dragões para o Deportivo e Paredes também foi colocado a jogar em Portugal pela Gestifute. Deco foi outro talento a ser conquistado pela empresa, tal como José Mourinho, e, progressivamente, empresários como José Veiga, Jorge Baidek e Paulo Barbosa começaram a perder terreno para Jorge Mendes. Ainda assim, nenhum outro ano foi tão importante para que o agente fixasse as raízes para o sucesso futuro como em 2003.
 
De Braga a Manchester António Salvador tornou-se presidente do Sp. Braga pela primeira vez em Fevereiro. O líder dos minhotos tinha um sonho para tornar a equipa mais competitiva e decidiu recorrer ao empresário que conhecia dos jogos que viam juntos nas Antas. “Quando fui nomeado sabia que tinha de lhe telefonar e disse-lhe que queria ter uma reunião com ele. Propus-lhe que me ajudasse a transformar o Sp. Braga num clube de topo nacional e internacional”, contou a Miguel Cuesta e Jonathan Sánchez. E foi isso que aconteceu.
 
Os bracarenses cresceram com o passar dos anos e a colaboração com Jorge Mendes tornou-se cada vez maior. É por isso que o que aconteceu com Wallace – por pouco não se passou o mesmo com o guarda-redes Matheus – não criou qualquer polémica. Porque no passado também foi Jorge Mendes a ajudar em transferências e a permitir grandes encaixes financeiros, com destaque para as duas maiores vendas na história do clube: Pizzi (13,5 milhões de euros) e Sílvio (sete milhões de euros) para o… Atlético Madrid. Em sentido contrário, exceptuando os casos de Wallace e Danilo, a maior compra do Sp. Braga foi Ruben Micael ao… Atlético Madrid, a troco de 3 milhões de euros.
 
O acontecimento mais importante do ano foi, ainda assim, a transferência de Ronaldo para o Manchester United. Não tanto pela verba envolvida, mas pelas portas que permitiu abrir, além do facto óbvio de o jogador ser a grande pérola da Gestifute. Foi nas negociações com o clube inglês que Jorge Mendes conheceu Peter Kenyon. Um ano depois, o director do Manchester United já estava no Chelsea e serviu de elo de ligação a Roman Abramovich numa época em que o empresário português levou José Mourinho, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Tiago para Londres. A ligação entre os dois nunca mais parou e Peter Kenyon não poupa nos elogios no testemunho sobre o livro: “Ao princípio tínhamos uma relação apenas profissional que depois passou a amizade. Nos últimos anos temos sido parceiros em negócios, porque o Jorge é único. É o único agente com que negoceio por causa do seu profissionalismo.”
 
Foi também Peter Kenyon que apresentou Peter Lim, actual proprietário do Valencia, a Jorge Mendes. Mais recentemente, a relação entre os dois foi escalpelizada por uma investigação do “The Guardian”, que acusa o empresário de violar os regulamentos da FIFA devido ao papel que desempenha em fundos de investimento. O jornal inglês considera que, “além de agir como agente e de ser pago por clubes como intermediário de transferências, está envolvido com Kenyon no aconselhamento na propriedade de terceiros de direitos económicos de jogadores”. Um desses fundos já deteve várias percentagens de jogadores do Sporting, como Elias (contratado ao Atlético Madrid na transferência mais cara dos leões), Van Wolfswinkel e Tobias Figueiredo.
 
Peças de dominó A evolução dos contactos estabelecidos por Jorge Mendes também obedece a uma lógica de dominó, em que uma peça derruba outra e gera um efeito em cadeia que se prolonga no tempo. Ronaldo abriu a porta do Manchester United e de Peter Kenyon, Peter Kenyon abriu a porta do Chelsea e de Roman Abramovich, Roman Abramovich abriu a porta de Alexei Fedorichev e do Dínamo Moscovo. Em 2004, na ressaca do FC Porto campeão europeu e das transferências milionárias de vários jogadores para o Chelsea, surgiu outro magnata disposto a brincar ao futebol com investimentos avultados.
 
Em 2004 Fedorichev comprou 51% do clube moscovita e decidiu contratar em Portugal com a ajuda de Jorge Mendes. Frechaut, Danny, Cícero, Jorge Ribeiro, Thiago Silva e Derlei foram os primeiros a seguir viagem, mais tarde acompanhados por Costinha, Seitaridis, Enakarhire e Maniche. Os 16 milhões de euros pagos pelo último foram até 2011 a transferência mais cara na história do clube. Em sentido contrário, a venda de Danny ao Zenit por 30 milhões de euros em 2008, num negócio intermediado pela Gestifute, continua a ser o valor mais alto. Desde então, o internacional português já teve companhia de vários outros jogadores de Jorge Mendes no clube relacionado com a Gazprom e com boas relações com Roman Abramovich: Bruno Alves, Garay e Witsel destacam-se.
 
Costinha compreende melhor que ninguém a dinâmica de mercado aplicada pelo empresário. “O Jorge pode colocar o jogador num clube e se não resulta tira-o de lá e ninguém fica prejudicado. Nem o jogador nem o clube. É por isso que tem tanta facilidade em negociar. Não pega num camião e descarrega lá jogadores dele. Se os leva é porque lhe pedem”, afirma, mais uma vez em declarações para o livro de Miguel Cuesta e Jonathan Sánchez. Analisando os percursos de alguns dos jogadores que mais anos trabalharam com Jorge Mendes percebe-se a ideia, inclusivamente com o antigo médio, que passou por quatro clubes (Monaco, FC Porto, Dínamo Moscovo e Atlético Madrid), que fazem parte da lista preferencial de Jorge Mendes, para não falar do cargo de director desportivo no Sporting e de treinador do Paços de Ferreira. E o mesmo se pode dizer de Maniche, com FC Porto, Dínamo Moscovo, Chelsea, Atlético Madrid e Sporting. Ou da primeira peça de todas, Nuno Espírito Santo, com Deportivo, FC Porto e Dínamo Moscovo, além da carreira de treinador no Rio Ave e no Valencia. Ou Falcao, com FC Porto, Atlético Madrid, Monaco e Manchester United. Ou Pizzi, com Sp. Braga, Atlético Madrid, Deportivo e Benfica. Ou Bebé, com Manchester United, Besiktas, Rio Ave, Paços de Ferreira e Benfica.
 
Os casos continuam, quase sempre com estes clubes como denominadores comuns – se não todos, boa parte. Sérgio Alves, um dos elementos mais relevantes na estrutura da Gestifute, desvaloriza a concentração de jogadores numa equipa, utilizando o caso merengue, com Ronaldo, Pepe, Fábio Coentrão e James Rodríguez: “Agora dizem que temos muitos jogadores no Real Madrid mas antes diziam o mesmo do Barça, é cíclico. Não podemos dar ouvidos a essas coisas.”
Os autores do livro avançam com uma explicação para este fenómeno. “Não podemos chamar a Jorge Mendes agente FIFA, representante, mediador... A definição mais correcta da função que desempenha é a de director desportivo a nível global. A perfeição reside em controlar os melhores jogadores do mercado e ter uma relação próxima com os dirigentes das equipas mais poderosas do mundo. Além disso é amigo de grandes investidores que podem ajudar economicamente um jogador a ser contratado por determinado clube. O poder de Jorge Mendes reside em ter a confiança de pessoas muito poderosas.” Essa ligação próxima também é realçada por Pepe: “Não é bom apenas para os seus futebolistas, mas também para as equipas de que fazem parte. Ele quer que todos ganhem: o Real Madrid, o FC Porto, o Monaco... Também sente carinho pelos clubes e pelos seus presidentes.”
 
O “padrinho” Augusto César Lendoiro, agora já afastado do Deportivo, que nos últimos anos também já contou com Diogo Salomão, Bruno Gama, Pizzi, Nélson Oliveira, Roderick Miranda, Sílvio, André Santos, Ivan Cavaleiro, Fariña, Hélder Postiga e Sidnei, destaca o carácter multifacetado de Jorge Mendes: “Vai alternando a representação de jogadores com o apoio a pessoas que estão interessadas na aquisição de um clube, assessoria para fundos de investimento que alguns jogadores querem. Tanto pode assessorar Peter Lima na aquisição de um clube como Peter Kenyon na contratação de jogadores jovens de projecção internacional.”
 
Casos fugazes Há clubes que entram na órbita do empresário mas não duram muito tempo. Um dos exemplos mais paradigmáticos é o dos turcos do Besiktas. Em 2011/12 a equipa orientada por Carlos Carvalhal tinha Manuel Fernandes, Hugo Almeida, Simão, Quaresma, Bebé, Júlio Alves e Sidnei. Mas na época seguinte já só os dois primeiros jogadores resistiam. Também o Salamanca teve um segundo período de ligação em 2012, depois de muitos negócios na década de 90, com destaque para Rogério, Makukula e Mielcarski. O empresário juntou-se a Juan José Hidalgo para tentar salvar a equipa mas um ano depois o clube foi extinto.
 
Na Catalunha também há uma extensão do poder de Jorge Mendes: se os negócios com o Barcelona estão numa fase mais calma depois dos casos de Quaresma, Deco ou Rafa Márquez, há outros episódios com Espanyol e Reus. Na temporada passada, Sidnei, Simão e Pizzi alinhavam na primeira equipa, enquanto a segunda é mais um projecto de Jorge Mendes, em parceria com Joan Olivé, ex-director do Barcelona. Tobias Figueiredo, Alexandre Guedes, Rúben Semedo e Vítor (cujos direitos foram mesmo comprados pelo agente) foram alguns dos jogadores colocados na equipa dos escalões secundários espanhóis.
 
Os últimos magnatas O aparecimento do Monaco e do Valencia em força no mercado de transferências deu um poder ainda mais forte a Jorge Mendes. Carlos Freitas, antigo director desportivo do Sporting e amigo do empresário há mais de vinte anos, realça que o fundador da Gestifute se tornou num alvo apetecível: “Quando qualquer investidor asiático ou do Leste entra no futebol, a sua primeira intenção é ter uma conversa com o Jorge.” Foi isso que aconteceu com a equipa monegasca em 2013, que levou Vadim Vasilyev a procurar a ajuda de Jorge Mendes.
 
“Sem ele não teríamos conseguido que o Monaco arrancasse tão depressa. E isso aconteceu porque tínhamos cinco jogadores seus muito importantes: Falcao, James, João Moutinho, Ricardo Carvalho e Fabinho. A ajuda de Mendes foi essencial”, revelou o vice-presidente de uma equipa que agora já não tem os dois colombianos mas conta com mais dois jogadores com a chancela do empresário: Bernardo Silva e Wallace. E só não teve Oblak por mero acaso. “Jorge Mendes foi o primeiro a oferecer-me este jogador. Disse-me ‘Fica com este guarda-redes, confia em mim’. Naquela altura liguei ao que os meus olheiros me diziam, aos meus colegas, e o Jorge disse-me ‘Está bem, mas olha que eu tenho razão’.” No último Verão, depois de também ser apontado aoValencia, Oblak tornou-se o segundo guarda-redes do Benfica a ser vendido ao Atlético Madrid no espaço de um ano:Roberto foi por 6 milhões de euros, o esloveno por 16.
 
O espírito de colaboração também fez a diferença no Valencia, clube que já tinha negociado com Jorge Mendes por culpa de Costinha e Hugo Viana. Amadeo Salvo destacou a importância do empresário no processo de venda do clube, apenas um ano depois de se terem conhecido. O presidente do conselho executivo do clube realça ainda a vontade de Jorge Mendes de fazer do Valencia do seu amigo Peter Lim um clube de êxito. E aponta uma característica importante do empresário: “Quando o Jorge se vira para nós e nos diz que compremos um jogador porque vai ser um craque e vai ser vendido por 40, 50, 60 milhões, isso concretiza-se na maior parte dos casos. E talvez esteja aí o sucesso do Jorge.”
 
No exemplo valenciano, a costela da Gestifute também está muito acentuada. O treinador é Nuno Espírito Santo e desde o último Verão já chegaram Felipe Augusto (Rio Ave) e Rodrigo, André Gomes, Enzo Pérez e João Cancelo (Benfica). O último caso, apenas por empréstimo, parece enquadrar-se numa filosofia não assumida de jogadores da formação encarnada. Desde o último Verão, quatro jogadores foram cedidos a clubes com uma ligação especial a Jorge Mendes: Bernardo Silva ao Monaco (entretanto já vendido), João Cancelo ao Valencia e Ivan Cavaleiro e Hélder Costa ao Deportivo.

Carlos Freitas não vê qualquer problema em poder haver relações tão privilegiadas. “Todos os clubes que têm o privilégio de trabalhar com ele gozam das melhores operações e batem recordes de transferências”, afirma. E é precisamente isso que os números demonstram, com uma curiosidade especial, já que a esmagadora maioria dessas transferências são entre esses próprios clubes. A maior venda do FC Porto (James) foi para o Monaco, a maior compra do Benfica foi para o Atlético Madrid (Salvio) e a maior venda para o Zenit (Witsel), o Sporting tem Atlético Madrid (Elias) e Manchester United (Nani), o Atlético Madrid tem FC Porto e Monaco (ambos com Falcao), o Real Madrid tem Manchester United (Ronaldo, numa transferência que ainda hoje é disputada com a de Bale sobre o verdadeiro valor da mais cara de sempre, e Di María) nos dois extremos, o Valencia tem Benfica (Rodrigo) na maior compra, o Monaco tem Atlético Madrid (Falcao) e Real Madrid (James) e o Manchester United imita os merengues nas transferências de Di María e Ronaldo. Ou seja, de facto, há sempre muito dinheiro a movimentar-se mas parece que a grande fatia dos valores surge em negócios entre os mesmos clubes.
 
FC Porto e a segunda linha Jorge Mendes também foi um dos mentores da renovação dos dragões para a nova época. O espanhol Julen Lopetegui faz parte da carteira de treinadores da Gestifute – como Mourinho, Jesus ou Nuno Espírito Santo – e uma boa parte dos reforços seguiram essa linha de raciocínio, com Casemiro a surgir emprestado pelo Real Madrid e Óliver do Atlético. Para não falar da contratação de Adrián ao campeão espanhol, que custou 11 milhões de euros por 60% do passe. Também a Doyen Sports, que segundo o presidente do Getafe é um fundo britânico gerido por empresários portugueses que resultou de uma cisão do grupo que trabalhava com Jorge Mendes, contribuiu nas contratações de Brahimi e Aboubakar.
 
A influência em Portugal vai mais longe. O Rio Ave tem sido um dos clubes de menor dimensão com maior ligação a Jorge Mendes, e não apenas nos casos de Fabinho e Nuno Espírito Santo. Ao longo dos últimos anos, também Felipe Augusto, Rodríguez, Bebé, Roderick Miranda, Júlio Alves e Ederson fizeram ou fazem parte dos quadros da equipa de Vila do Conde. Em constante inovação, o laço que os liga tornou-se ainda mais forte depois de a Polaris, uma empresa de Jorge Mendes, ter assumido a gestão de marketing do clube com o objectivo de dinamizar a marca Rio Ave. Mais uma vez, as acções do empresário confirmam as opiniões dos que dizem que não pode ser visto apenas como um agente FIFA.
"Infelizmente, o Sporting é o Clube mais divisionista, intriguista e falso-puritano que conheço. Por muito que doa aos sportinguistas, não há sentido de Corpo neste Clube. Somos todos sportinguistas, sim senhor, mas desde que o Sporting seja à medida de cada um e não à medida de todo o mundo leonino. Há quem exulte com as derrotas do clube, se isso significar estar um passo mais perto do lugar, do cargo, da posição ou, como se diz na gíria leonina, do "croquete" "
****** Maio 14, 2015, 16:08 pm
Comecei a ler o livro deste senhor "Jorge Mendes, o Agente Especial".

É realmente alguém extremamente perigoso, ainda só vou no inicio e já conclui isso (caso não soubesse já).

A forma como transferiu o NES do Guimarães para o Deportivo, incrivel. Basicamente disse ao homem que o punha num melhor clube, tentou o pôr no porco, falhou, tentou o pôr no Deportivo, conseguiu. E para o pôr no Deportivo até "raptou" o NES ao Guimarães, uma transferência que só depois aconteceu em Outubro, nem explicam bem como, uma vergonha.

Não me admira que depois certos agentes copiem os seus métodos e aconteça coisas como aconteceu ao Rojo e ao Slimani por exemplo...

E não sei se sabem, mas o Jorge Mendes levou o Quaresma várias vezes á Corunha para convencer os responsáveis do Deportivo a contratá-lo ao Sporting.

E não foi só o Quaresma, também falou várias vezes aos responsáveis do Deportivo sobre o CR7...

Uma coisa que confirmam logo no inicio do livro (e já era sabido) é que ele adora o boifica.

Ah e outra coisa que me ficou na cabeça, os amigos dele dizem o seguinte dele "ele queria sempre ganhar, nem que fosse à batota". Sei que diziam disto dele quando era criança/jovem, mas não me admira que seja esta a mentalidade dele e que se for preciso quebrar as regras/leis para conseguir o que quer, ele fará...
***** Maio 14, 2015, 16:39 pm
Comecei a ler o livro deste senhor "Jorge Mendes, o Agente Especial".

É realmente alguém extremamente perigoso, ainda só vou no inicio e já conclui isso (caso não soubesse já).

A forma como transferiu o NES do Guimarães para o Deportivo, incrivel. Basicamente disse ao homem que o punha num melhor clube, tentou o pôr no porco, falhou, tentou o pôr no Deportivo, conseguiu. E para o pôr no Deportivo até "raptou" o NES ao Guimarães, uma transferência que só depois aconteceu em Outubro, nem explicam bem como, uma vergonha.

Não me admira que depois certos agentes copiem os seus métodos e aconteça coisas como aconteceu ao Rojo e ao Slimani por exemplo...

E não sei se sabem, mas o Jorge Mendes levou o Quaresma várias vezes á Corunha para convencer os responsáveis do Deportivo a contratá-lo ao Sporting.

E não foi só o Quaresma, também falou várias vezes aos responsáveis do Deportivo sobre o CR7...

Uma coisa que confirmam logo no inicio do livro (e já era sabido) é que ele adora o boifica.

Ah e outra coisa que me ficou na cabeça, os amigos dele dizem o seguinte dele "ele queria sempre ganhar, nem que fosse à batota". Sei que diziam disto dele quando era criança/jovem, mas não me admira que seja esta a mentalidade dele e que se for preciso quebrar as regras/leis para conseguir o que quer, ele fará...


Também estou a ler, vou aí pela página 300. Passam a ideia que é um anjinho... :)
****** Maio 14, 2015, 16:52 pm

Também estou a ler, vou aí pela página 300. Passam a ideia que é um anjinho... :)

Claro, é o livro dele  :angel: :angel:

Ele só quer ajudar os jogadores e os seus amigos, só isso  :angel: :angel:
** Maio 15, 2015, 03:11 am
O simbolo maior de todos os males que os empresários trazem ao futebol e no entanto, a sua imagem publica é o que é.
Como se costuma dizer, só lhe falta a auréola...

Um exemplo também daquilo que a sociedade actual premeia e valoriza.


SL
4.3.3
R.Patricio; Cédric, P.Oliveira, T.Figueiredo, Jefferson; W.Carvalho; Adrien, J.Mário; Nani, F.Montero, A.Carrillo
****** Maio 20, 2015, 16:39 pm
Mais um capitulo do livro do Jorge Mendes:

Praticamente toda gente aqui deve-se lembrar da transferência do CR7 para o United certo? Houve muita incompetência por parte do Sporting (obrigado dupla Freitas e Duque  >:D >:D ) que não renovaram com o CR7 antes de ele ser lançado na equipa principal, tendo só 2 anos de contrato. Com o Jorge Mendes como agente, só tendo 1 ano de contrato e tendo em conta os vários clubes top que o seguiam, Ronaldo saiu do Sporting por perto de 18 M, sendo que o Sporting só recebeu 8 M e tal, para o United.

Logo na 1ª época do Ronaldo na equipa principal (e única), o Jorge Mendes já estava a dizer que ele teria de sair, porque o treinador do Sporting não o punha sempre a titular, preferindo outros veteranos, e que iria pô-lo num clube top europeu.

Ou seja, o Jorge Mendes desde que tornou-se agente do Ronaldo que o quis tirar do Sporting à força toda e aproveitou a burrice dos diretores do futebol do Sporting para forçar a sua saída, tendo em conta que o Ronaldo já só tinha mais 1 ano de contrato. 

Conclusão, houve muita burrice do Sporting? Houve, mas ter uma pessoa destas a fazer a cabeça ao jogador a dizer que ele era melhor que todos os outros e devia ser sempre titular, e como não era, teria de sair e que este conseguiria pô-lo num clube top europeu, é qualquer coisa.
***** Maio 20, 2015, 20:58 pm

Conclusão, houve muita burrice do Sporting? Houve, mas ter uma pessoa destas a fazer a cabeça ao jogador a dizer que ele era melhor que todos os outros e devia ser sempre titular, e como não era, teria de sair e que este conseguiria pô-lo num clube top europeu, é qualquer coisa.

Foi um excelente negócio para o SCP, por um miúdo com 18 anos, e foi a altura certa para
sair para o Clube certo. A História demonstra-o.

Podemos agradecer ao MU que foi o que mais defendeu os interesses de SCP e CR7.
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
*** Maio 20, 2015, 21:54 pm

Conclusão, houve muita burrice do Sporting? Houve, mas ter uma pessoa destas a fazer a cabeça ao jogador a dizer que ele era melhor que todos os outros e devia ser sempre titular, e como não era, teria de sair e que este conseguiria pô-lo num clube top europeu, é qualquer coisa.

Foi um excelente negócio para o SCP, por um miúdo com 18 anos, e foi a altura certa para
sair para o Clube certo. A História demonstra-o.

Podemos agradecer ao MU que foi o que mais defendeu os interesses de SCP e CR7.

Excelente excelente foi para o BES Fund.
Já aderiste à Missão Pavilhão?

"Às vezes leio, e tenho a noção que o Presidente do Sporting deve ser atrasado mental. Depois lembro-me que sou eu, e lembro-me que aquilo é mentira."

- Bruno de Carvalho
***** Maio 20, 2015, 22:05 pm

Excelente excelente foi para o BES Fund.

Alguém pode dizer que a carreira do CR7 não foi bem gerida? don't think so...

Em relação ao SCP, só depois desta Direcção é que se se vê alguma agressividade negocial,
para trás existe um desperdiçar de recursos, o CR7 não foi excepção. 
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
*** Maio 20, 2015, 22:11 pm

Excelente excelente foi para o BES Fund.

Alguém pode dizer que a carreira do CR7 não foi bem gerida? don't think so...


Não foi isso que eu disse. Disseste que tinha sido um excelente negócio para o Sporting. Não o foi, porque à semelhança de outros, desbaratou-se fatias de jogadores por tuta e meia para ganharem dinheiro com as vendas.
Já aderiste à Missão Pavilhão?

"Às vezes leio, e tenho a noção que o Presidente do Sporting deve ser atrasado mental. Depois lembro-me que sou eu, e lembro-me que aquilo é mentira."

- Bruno de Carvalho
** Maio 20, 2015, 22:12 pm
Já que falam do CR7, má venda foi o Quaresma, 6M...
Sou Sporting Até Perder As Forças
***** Maio 20, 2015, 22:13 pm


Não foi isso que eu disse. Disseste que tinha sido um excelente negócio para o Sporting. Não o foi, porque à semelhança de outros, desbaratou-se fatias de jogadores por tuta e meia para ganharem dinheiro com as vendas.

Na segunda parte do post afirmei isso , e daí que dentro da política catastrófica até foi
um bom negócio, muito graças ao MU e não ao SCP.
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
*** Maio 20, 2015, 22:15 pm


Não foi isso que eu disse. Disseste que tinha sido um excelente negócio para o Sporting. Não o foi, porque à semelhança de outros, desbaratou-se fatias de jogadores por tuta e meia para ganharem dinheiro com as vendas.

Na segunda parte do post afirmei isso , e daí que dentro da política catastrófica até foi
um bom negócio, muito graças ao MU e não ao SCP.

Quando o clube comprador defende mais os nossos interesses que os "nossos" dirigentes...  :wall:
Já aderiste à Missão Pavilhão?

"Às vezes leio, e tenho a noção que o Presidente do Sporting deve ser atrasado mental. Depois lembro-me que sou eu, e lembro-me que aquilo é mentira."

- Bruno de Carvalho
***** Maio 20, 2015, 22:19 pm

Quando o clube comprador defende mais os nossos interesses que os "nossos" dirigentes...  :wall:

Precisamente.
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
****** Hoje às 00:52

Foi um excelente negócio para o SCP, por um miúdo com 18 anos, e foi a altura certa para
sair para o Clube certo.
A História demonstra-o.

Podemos agradecer ao MU que foi o que mais defendeu os interesses de SCP e CR7.

Errado.

Foi um péssimo negócio para o SCP, em todas as formas e feitios. Mas como digo, o problema principal foi lançá-lo na equipa principal com 2 anos de contrato... ::)
***** Hoje às 11:05


Errado.

Foi um péssimo negócio para o SCP, em todas as formas e feitios. Mas como digo, o problema principal foi lançá-lo na equipa principal com 2 anos de contrato... ::)

Números do Euromilhões ao Sábado é sempre muito fácil.
“There seems to be this snobbery around football that everyone has to play the most entertaining football" 
Gary Neville dixit
****** Hoje às 12:03
Já que falam do CR7, má venda foi o Quaresma, 6M...

Esse sim. Muito mais do que o Ronaldo. O Ronaldo, para a altura em que foi (ainda sem as modas do supervalorizar Coentrões e Paulos Ferreiras) foi bem vendido. Ninguém poderia prever que ali estaria o melhor jogador de todos os tempos, sabíamos apenas que era um puto que jogava mais do que todos os outros na liga tuga. Agora o Quaresma, notava-se perfeitamente que tinha algo que ninguém tem, aquelas fintas. Mesmo não sendo tão bom como CR7, o facto de ter tanta finta, dava para ter valorizado mais.
O Sporting é o Clube de Portugal.

Há os que exigem;
Há os que reclamam;
Há os que teclam;
E há os que dão: http://www.forumscp.com/index.php?topic=59703.40