7-1

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Começou agora a dar na RTP memória.
Total de utilizadores ignorados: 44
Faz hoje 30 anos...eu estive lá...foi esta a bola do jogo...



É tua?
Faz hoje 30 anos...eu estive lá...foi esta a bola do jogo...



É tua?
O Manuel Fernandes é que a tem.
Citar
Os 7-1 do Sporting ao Benfica

A 14 de dezembro de 1986, os leões impuseram ao Benfica uma das maiores e mais humilhantes derrotas de sempre. Em Alvalade, num jogo relativo ao campeonato, a equipa então treinada por Manuel José goleou o Benfica de John Mortimore por 7-1.

"Inacreditável e insofismável", era o título da crónica do DN, que dava conta dos "contra-ataques venenosos dos leões que acabaram com um festival de golos, perante um adversário completamente atordoado". Foi uma tarde inesquecível para Manuel Fernandes, autor de quatro golos, num resultado que começou a ser desenhado aos 15 minutos por Mário Jorge. Esta foi a única derrota do Benfica naquele campeonato, curiosamente num ano em que foram campeões.

Eis a marcha do marcador: 1-0, Mário Jorge (15"); 2-0, Manuel Fernandes (50"), 2-1, Vando (59"), 3-1, Meade (65"), 4-1, Mário Jorge (68"), 5-1, Manuel Fernandes (71"), 6-1, Manuel Fernandes (83") e 7-1, Manuel Fernandes (86").

DN
O 0-3 que fizemos na Luz podia ter tido estes contornos se não tivéssemos jogado a segunda parte toda recuados e sem fazer a pressão que deu os primeiros 3 golos.

Foi pena.
"They are rage: brutal, without mercy. But you. You will be worse. Rip and tear, until it is done."
O 0-3 que fizemos na Luz podia ter tido estes contornos se não tivéssemos jogado a segunda parte toda recuados e sem fazer a pressão que deu os primeiros 3 golos.

Foi pena.
Na altura o 0-3 era mais do que suficiente e a prioridade era não sofrer, mesmo assim ainda tivemos o lance do Jefferson e do atraso do Luisão, ambos para 0-4.
O 0-3 que fizemos na Luz podia ter tido estes contornos se não tivéssemos jogado a segunda parte toda recuados e sem fazer a pressão que deu os primeiros 3 golos.

Foi pena.
Na altura o 0-3 era mais do que suficiente e a prioridade era não sofrer, mesmo assim ainda tivemos o lance do Jefferson e do atraso do Luisão, ambos para 0-4.

0-3 é sempre suficiente. Mas com essa mentalidade na altura, nunca teríamos este tópico.

O jogo da Luz foi uma oportunidade perdida para esmagar e trucidar o orgulho lampiónico. Talvez o Águas tivesse mesmo sido despedido como teve quase para ser e até teríamos ganho. Quem sabe...
"They are rage: brutal, without mercy. But you. You will be worse. Rip and tear, until it is done."
Se tivéssemos esmagado os lampiões na Luz e apesar de ter sido tão cedo, acho que ficavam logo arrumados, não iriam recuperar mentalmente da derrota e a moral ia andar sempre baixa.
E quem sabe, não se tinham unido e recuperado a diferença pontual.
Nesse jogo do 0-3, foram três e como já referiram ainda houve chances para o 0-4 que não entrou por puro azar.

Antes tivesse sido esse o problema. Estava 0-3, a jogar fora e obviamente que não se podia exigir que a equipa continuasse a pressionar tão alto, subisse e abrisse toda à procura do 0-4 e do 0-5 quando eles podiam fazer o 1-3 e relançar o jogo, ainda por cima a jogar em casa.

O que seria dito se eles têm reduzido ou até chegado ao 2-3... o campeonato perdido foi devido a muitos fatores (culpa de "outros", e também culpa própria, mas se há jogo que fomos espetaculares e não de pode exigir mais, foi esse). Os tempos também são outros, com todo o respeito pelo passado.. essas goleadas atualmente são mais difíceis de fazer, a não ser que estejamos a falar do Barcelona que às vezes saca resultados assim na sua liga.


Sem querer fazer mais off topic. Este 7-1 só vi em video... é uma coisa brutal!

Nesse jogo do 0-3, foram três e como já referiram ainda houve chances para o 0-4 que não entrou por puro azar.

Antes tivesse sido esse o problema. Estava 0-3, a jogar fora e obviamente que não se podia exigir que a equipa continuasse a pressionar tão alto, subisse e abrisse toda à procura do 0-4 e do 0-5 quando eles podiam fazer o 1-3 e relançar o jogo, ainda por cima a jogar em casa.

O que seria dito se eles têm reduzido ou até chegado ao 2-3... o campeonato perdido foi devido a muitos fatores (culpa de "outros", e também culpa própria, mas se há jogo que fomos espetaculares e não de pode exigir mais, foi esse). Os tempos também são outros, com todo o respeito pelo passado.. essas goleadas atualmente são mais difíceis de fazer, a não ser que estejamos a falar do Barcelona que às vezes saca resultados assim na sua liga.


Sem querer fazer mais off topic. Este 7-1 só vi em video... é uma coisa brutal!



Não acho isso verdade de já não haver resultados desses. Veja-se o Alemanha-Brasil ou o atropelo que Bayern e Real por vezes dão a outros clubes, mesmo de Champions.

 Acho que são momentos que se agarram ou não. Os lampiões estavam desfeitos nesse jogo.

Foi uma chance perdida. O Porco deu 5-0 aos lampiões à pouco tempo. Nós com o bentolas recuperámos de 0-2 para 5-3. O futebol ficou foi muito mais resultadista e medroso. Há sempre o medo de sofrer um golo, mesmo estando a ganhar por 4 ou 5 "Ai se eles metem um golo, ainda dão a volta".

Tudo depende da mente e se o adversário estiver derrotado na cabeça, podes até estar apenas a ganhar 1-0 que o jogo já está "resolvido". Fim de off-topic relativo a isto.
"They are rage: brutal, without mercy. But you. You will be worse. Rip and tear, until it is done."
Citar
7-1, 31 anos depois: fomos atrás da bola, e descobrimo-la
Manuel Fernandes fez quatro golos com ela e ofereceu-a à filha, que quer fazer dela um objecto de herança familiar.

A goleada do Sporting sobre o Benfica por 7-1 completa esta quinta-feira 31 anos. A 14 de dezembro de 2011, por ocasião das bodas de prata, o Maisfutebol realizou uma reportagem sobre esse jogo eterno. Recorde algumas histórias.

O dia 14 de Dezembro é especial para todos os sportinguistas: assinala o aniversário da goleada (7-1) ao rival Benfica. Mas é especial sobretudo para Manuel Fernandes, e é muito especial para a filha de Manuel Fernandes. Cláudia cumpria nove anos nesse dia e recebeu a melhor das prendas: a bola do jogo.

Passados 31 anos, Cláudia Fernandes guarda religiosamente a surpresa que o pai lhe deu naquele dia. «Está numa estante em minha casa, num lugar de destaque», conta ao Maisfutebol. «Com o tempo ficou um pouco amarela, mas o meu marido vai enchendo-a e sublinhou os autógrafos com uma caneta.»

Por isso diz que sim, que ainda está em muito bom estado: e é assim, aliás, que a quer manter. Foi com ela que Manuel Fernandes apontou quatro golos, numa noite memorável. A filha fazia nesse dia nove anos e o capitão achou que eram duas razões fortes para levar aquela bola para casa.

7-1, 31 anos depois: fomos atrás da bola, e descobrimo-la
A goleada do Sporting sobre o Benfica por 7-1 completa esta quinta-feira 31 anos. A 14 de dezembro de 2011, por ocasião das bodas de prata, o Maisfutebol realizou uma reportagem sobre esse jogo eterno. Recorde algumas histórias.

O dia 14 de Dezembro é especial para todos os sportinguistas: assinala o aniversário da goleada (7-1) ao rival Benfica. Mas é especial sobretudo para Manuel Fernandes, e é muito especial para a filha de Manuel Fernandes. Cláudia cumpria nove anos nesse dia e recebeu a melhor das prendas: a bola do jogo.

Passados 31 anos, Cláudia Fernandes guarda religiosamente a surpresa que o pai lhe deu naquele dia. «Está numa estante em minha casa, num lugar de destaque», conta ao Maisfutebol. «Com o tempo ficou um pouco amarela, mas o meu marido vai enchendo-a e sublinhou os autógrafos com uma caneta.»

Por isso diz que sim, que ainda está em muito bom estado: e é assim, aliás, que a quer manter. Foi com ela que Manuel Fernandes apontou quatro golos, numa noite memorável. A filha fazia nesse dia nove anos e o capitão achou que eram duas razões fortes para levar aquela bola para casa.

Manuel Fernandes: «Podiam ter sido 8, 9, 10...»

«O Gabriel apanhou a bola e eu disse-lhe: Gabi, essa é minha! Ele respondeu-me: ah, está bem, hoje fizeste os quatro golos. Expliquei-lhe que não era por isso, que era pela minha filha, que fazia anos e queria oferecer-lha autografada por todos os jogadores», contou Manuel Fernandes à Agência Lusa.

Cláudia estava por essa altura em casa. «Era a minha festa de anos, estávamos todos em casa a celebrar e lembro-me que foi uma festinha espectacular, que eu adorei. A minha mãe não queria seguir o jogo pelo relato na rádio, porque estava com receio que o Sporting não ganhasse», lembra Cláudia.

Ao intervalo Toni pensava que ia vencer

Mesmo assim, «de vez em quando», não resistiam a ligar o rádio para saber como estava o jogo. «A segunda parte foi uma festa, com tantos golos.» O pai só chegou à noite para jantar, mas a família já o esperava ansiosamente. «Fiquei orgulhosa por ter feito quatro golos e por me ter trazido a bola.»

Manuel Fernandes lembra-se até do que disse à filha nessa noite. «Olha, uma bola destas, daqui a cinquenta anos, se calhar vale uma fortuna. Se precisares de vender...» Ora tanto anos depois, Cláudia Fernandes já nem quer saber quanto a bola vale. «Não a vendo de certeza absoluta», garante a filha.

«Não vendo esta bola por nada. Tem um valor sentimental muito grande. Gostava que ficasse para sempre na família e fosse passando de geração em geração, para os meus filhos e para os meus netos. Já houve pessoas que me perguntaram quanto queria por ela, mas disse que não a vendo.»

Para além disso, constituiu uma espécie de objecto de culto lá em casa. «Tenho amigos sportinguistas, e alguns benfiquistas, que me pedem para vir ver a bola e tirar fotos com ela. É engraçado», conta Cláudia. Ela e aquela bola têm uma história em comum: esta quarta-feira estão ambas de parabéns.


Mais Futebol
Citar
7-1, 31 anos depois: «Podiam ter sido 8, 9, 10...»
Manuel Fernandes foi o herói em Alvalade, há 25 anos, quando marcou quatro dos sete golos do Sporting ao Benfica

A goleada do Sporting sobre o Benfica por 7-1 completa esta quinta-feira 31 anos. A 14 de dezembro de 2011, por ocasião das bodas de prata, o Maisfutebol realizou uma reportagem sobre esse jogo eterno. Recorde algumas histórias.

Quem lá esteve não se esquece. Quem não esteve também não. Há 31 anos, o Sporting recebeu o Benfica, no José Alvalade. Os dois rivais defrontavam-se para o campeonato pela enésima vez na História. Derbies houve que ninguém recorda. Mas aquele de 14 de Dezembro de 1986 não. Aquele todos lembram, numa simples frase: «Os 7 a 1.»

A rivalidade entre Benfica e Sporting estava ao rubro em 1986. Os encarnados tinham goleado os leões em Março, para a Taça de Portugal, por 5-0. Em Abril, as águias entravam para o derby da segunda volta com mais dois pontos que o FC Porto. O Benfica podia ser campeão frente ao Sporting, caso vencesse o rival e os dragões não ganhassem no Bonfim. Mas o leão foi à Luz ganhar e roubou o título ao Benfica, com os portistas a passarem para a frente nessa penúltima jornada. Estávamos em 1985/86.

O derby seguinte, em 1986/87 ficou para a eternidade. O Benfica liderava. O Sporting era quarto, com menos cinco pontos. Manuel José era contestado no banco leonino, Mortimore não era simpático, mas estava na frente de todos. Até que...

Na verdade, ao intervalo, nada fazia prever a maior goleada de sempre nos derbies. Mário Jorge tinha marcado cedo, aos 15 minutos, e quando as equipas saíram para o descanso havia 1-0. Manuel Fernandes aumentou a vantagem, mas com meia hora para jogar havia 2-1. Vando a reduzira.

«Senti-os sem capacidade de reacção, apáticos, bloqueados, nós movimentávamo-nos e não éramos acompanhados. O nosso terceiro golo aniquilou-os, depois do entusiasmo com que procuravam chegar ao 2-2», recordou Manuel Fernandes.

O avançado marcou quatro golos no encontro. Ninguém fez mais do que ele num derby. Peyroteo e Lourenço (Sporting), Joaquim Teixeira e Eusébio (Benfica) «só» conseguiram fazer igual.

A proposta do Benfica que o fez tremer

«Nos últimos 15 minutos, senti que em vez de sete golos podiam ter sido oito, nove, dez ou onze, porque o Benfica, que na altura liderava o campeonato, era uma equipa entregue», lembra a glória leonina.

Em Alvalade, ainda o jogo decorria, os benfiquistas queimavam cachecóis e bandeiras, em protesto pelo embaraço. As consequências dos «7 a 1» foram bem diferentes, no entanto, para os dois emblemas de Lisboa. Por exemplo, Manuel Fernandes saiu do Sporting no final dessa época. Embora esteja no clube eternamente, graças àquele 14 de Dezembro de 1986 e porque não aceitou uma proposta do rival, anos antes.

«Quando fomos campeões em 1979/80 houve um dirigente do Benfica, já falecido, que me levou para um pinhal na Coina e me apresentou uma proposta que me deixou todo a tremer», contou. «Tremi, mas não vacilei, adorava tanto o Sporting que para mim era impensável jogar num rival», continuou. «Disse logo a esse dirigente do Benfica que aquilo era dinheiro a mais. Não o ganhei nos 12 anos com o Sporting», concluiu.

Manuel Fernandes nunca mais marcou num derby depois dos 7-1. Mas garante, com a experiência de uma vida de rivalidade: «O sentimento é sempre o mesmo: este é o jogo do ano, não se pode perder!»

As equipas:

Sporting: Damas, Gabriel, Venâncio, Virgílio, Fernando Mendes (Duílio, 78), Oceano, Zinho, Litos (Silvinho, 78), Mário Jorge, Manuel Fernandes e Meade.

Benfica: Silvino, Veloso, Dito, Oliveira, Álvaro, Shéu (Nunes, 58), Carlos Manuel, Diamantino (César Brito, 72), Vando, Chiquinho e Rui Águas.

Marcadores: 1-0, Mário Jorge (15); 2-0, Manuel Fernandes (50), 2-1, Vando (59), 3-1, Meade (65), 4-1, Mário Jorge (68), 5-1, Manuel Fernandes (71), 6-1, Manuel Fernandes (83), 7-1, Manuel Fernandes (86)

Mais Futebol
A falta de juízo das recentes declarações do guarda-redes Júlio César sobre o Sporting e os 80% de portugueses benfiquistas fizeram-me entender melhor como deve ser difícil recuperar mentalmente de enfardar 7-1 ... Ainda não lhe passou a ressaca do Mundial. :whistle:
14 de Dezembro é uma data que me traz á memoria dois dos dias mais felizes nestes meus 41 anos de vida.

Em 14-12-1986 ganhamos á pardalada por 7-1.
Mesmo com apenas 10 anos foi um dia de felicidade extrema nesta vida de Sportinguista.
Em 14-12-2002 nasce a minha filha mais velha.
Foi o dia mais feliz da minha vida apenas equiparado ao dia em que nasceu a minha filha mais nova.

Venham mais 14 de Dezembros mas só de Sporting que filhos já me chegam. :mrgreen: