O que é que lêem, nestas noites...?

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Presentemente leio "Carta a Greco", do grego Nikos Kazantzakis. Na verdade trata-se de um dos meus autores de eleição e é uma verdadeira lástima que no panorama editorial português, onde tanto e tão mau se publica, não haja espaço para a reedição da obra do cretense, verdadeiro vulto da prosa helénica do século XX. Quer "Zorba", quer "Liberdade ou Morte", ou ainda "Cristo Recrucificado", tudo obras que tive o prazer de ler, foram adquiridas após aturada busca em alfarrábios lisboetas e feiras de livros usados.

Aliás, para quem não tiver "pudor" de edições antigas, e nem sempre no melhor estado, existe um alfarrabista muito simpático a "operar" no interior da Faculdade de Letras da Universidade Clássica (solene antro onde "vegetei" largamente...), praticando preços muitíssimo em conta.  :great:



Presentemente leio "Carta a Greco", do grego Nikos Kazantzakis. Na verdade trata-se de um dos meus autores de eleição e é uma verdadeira lástima que no panorama editorial português, onde tanto e tão mau se publica, não haja espaço para a reedição da obra do cretense, verdadeiro vulto da prosa helénica do século XX. Quer "Zorba", quer "Liberdade ou Morte", ou ainda "Cristo Recrucificado", tudo obras que tive o prazer de ler, foram adquiridas após aturada busca em alfarrábios lisboetas e feiras de livros usados.

Aliás, para quem não tiver "pudor" de edições antigas, e nem sempre no melhor estado, existe um alfarrabista muito simpático a "operar" no interior da Faculdade de Letras da Universidade Clássica (solene antro onde "vegetei" largamente...), praticando preços muitíssimo em conta.  :great:

Escapam a este país muitos clássicos. É triste quando se denota a tristeza literária que algumas editoras se indignam a editar. Um dos piores livros que li recentemente mereceu abusado destaque por parte de imprensa de literatura e blogues de adeptos da leitura, ambos anunciando o livro como se se tratasse de uma espécie de John Le Carré mais contemporâneo.

Assassino Americano, de Vince Flynn. Puro lixo! E o mano vende milhões de livros!

Por exemplo, eu até hoje não consegui comprar em Portugal obras de Harper Lee (está esgotado e ninguém parece interessado em republicar). Vá lá que já por uma vez foi publicada a famosa obra de Harper Lee, porque outros grandes autores permanecem sem direito a qualquer tradução, como Ayn Rand. Até James Joyce.

E só há pouco tempo tivemos direito ao livro À Espera no Centeio, de J.D Salinger.

E os grandes clássicos que estão publicados em Portugal, quase todos sob a chancela Europa-América, praticam preços vergonhosos, acima dos 25€ cada livro, ainda por cima edições de capa dura. Sei que esta mesma editora tem edições de bolso, mas as a que tive acesso, na Fnac, por exemplo, estão em péssimo estado.
« Última modificação: Janeiro 30, 2012, 01:11 am por Chev Chelios »



Presentemente leio "Carta a Greco", do grego Nikos Kazantzakis. Na verdade trata-se de um dos meus autores de eleição e é uma verdadeira lástima que no panorama editorial português, onde tanto e tão mau se publica, não haja espaço para a reedição da obra do cretense, verdadeiro vulto da prosa helénica do século XX. Quer "Zorba", quer "Liberdade ou Morte", ou ainda "Cristo Recrucificado", tudo obras que tive o prazer de ler, foram adquiridas após aturada busca em alfarrábios lisboetas e feiras de livros usados.

Aliás, para quem não tiver "pudor" de edições antigas, e nem sempre no melhor estado, existe um alfarrabista muito simpático a "operar" no interior da Faculdade de Letras da Universidade Clássica (solene antro onde "vegetei" largamente...), praticando preços muitíssimo em conta.  :great:

Escapam a este país muitos clássicos. É triste quando se denota a tristeza literária que algumas editoras se indignam a editar. Um dos piores livros que li recentemente mereceu abusado destaque por parte de imprensa de literatura e blogues de adeptos da leitura, ambos anunciando o livro como se se tratasse de uma espécie de John Le Carré mais contemporâneo.

Assassino Americano, de Vince Flynn. Puro lixo! E o mano vende milhões de livros!

Por exemplo, eu até hoje não consegui comprar em Portugal obras de Harper Lee (está esgotado e ninguém parece interessado em republicar). Vá lá que já por uma vez foi publicada a famosa obra de Harper Lee, porque outros grandes autores permanecem sem direito a qualquer tradução, como Ayn Rand. Até James Joyce.

E só há pouco tempo tivemos direito ao livro À Espera no Centeio, de J.D Salinger.

E os grandes clássicos que estão publicados em Portugal, quase todos sob a chancela Europa-América, praticam preços vergonhosos, acima dos 25€ cada livro, ainda por cima edições de capa dura. Sei que esta mesma editora tem edições de bolso, mas as a que tive acesso, na Fnac, por exemplo, estão em péssimo estado.

Livra! E isto sem contar com as famosas "traduções a martelo" com que a Europa-América brinda os seus leitores. Autores eslavos, então, é tudo traduzido a partir do inglês e até eu, que sou um leigo, percebo que está ali uma boa cagada. Livros do Brasil, outra das da velha guarda que assambarca um bom nº de escritores de primeira água, alinha pela mesma bitola. Traudções vergonhosas!
É o que temos, infelizmente! O critério editorial cinge-se àqueles que vendem...
Da Europa-América li há pouco tempo o Conde de Monte Cristo. Muitos erros, a começar pelo facto de muitas vezes (num livro de quase 1000 páginas, depreendem que este "muitas vezes" é muito recorrente mesmo), nem sequer colocarem o hífen quando alguém está a falar, ou quando pára de falar. Incrível. Um gajo tem de regressar palavras atrás para ver o que realmente se passou. Algumas páginas carecem de impressão decente, palavras em várias ocasiões virtualmente impossíveis de se ler.

Digo mais: a Europa-América é cliente de uma empresa que me diz muito, pelo que conheço bem (já estive dentro das instalações, por exemplo). É uma empresa vergonhosa, pela forma arcaica e despreocupada como trabalha com quem a serve.

É natural que os livros que editem mais não sejam do que resultados da empresa que os publica.

Livros do Brasil, em bom tempo mencionas esses! Exactamente a mesma coisa, mas, no que diz respeito à qualidade da tradução, conseguem ser ainda piores do que a Europa-América. Esse livro que estás a ler não é da Livros do Brasil, por acaso? Acho que eles também publicaram uns quantos clássicos de literatura, clássicos esses cuja reedição é um sonho para alguns como eu.
« Última modificação: Janeiro 30, 2012, 01:37 am por Chev Chelios »
Daniel, vi aí em cima na tua lista o Rio das Flores. Acho que foi o único livro que , no fim, fez com que eu não o quisesse acabar para não lhe por um fim. Acredito que também seja motivado por tudo o que me liga e ligou ao Brasil, mas achei uma obra fantástica, fácil de ler, e que tive sem dúvida pena de acabar tão rápido. Recomendo vivamente!
Daniel, vi aí em cima na tua lista o Rio das Flores. Acho que foi o único livro que , no fim, fez com que eu não o quisesse acabar para não lhe por um fim. Acredito que também seja motivado por tudo o que me liga e ligou ao Brasil, mas achei uma obra fantástica, fácil de ler, e que tive sem dúvida pena de acabar tão rápido. Recomendo vivamente!

Talvez seja também motivado por isso, mas seguramente não o é apenas. Eu adorei, também. Interessantíssimo.
Daniel, vi aí em cima na tua lista o Rio das Flores. Acho que foi o único livro que , no fim, fez com que eu não o quisesse acabar para não lhe por um fim. Acredito que também seja motivado por tudo o que me liga e ligou ao Brasil, mas achei uma obra fantástica, fácil de ler, e que tive sem dúvida pena de acabar tão rápido. Recomendo vivamente!

Talvez seja também motivado por isso, mas seguramente não o é apenas. Eu adorei, também. Interessantíssimo.

Agradeço a sugestão.

Já estive várias ocasiões para o ler (já li as primeiras 5 páginas), mas acabei sempre por o preterir por outro livro.

Se for tão bom quanto o Equador, um dos mais cativantes livros que já li, excelente. Desgosto de dar dinheiro ao MST, mas é um sacrifício que se faz em nome de boa literatura.
O livro vai ganhando encanto(é que é mesmo encanto, nem é interesse) à medida que vai avançando. Quando chega à parte descritiva do Rio de Janeiro então, deixou-me completamente pregado às letras porque me faz sentir lá de novo. E não consigo deixar de perceber na perfeição o efeito do Brasil num dos personagens porque para mim teve exactamente o mesmo
O livro vai ganhando encanto(é que é mesmo encanto, nem é interesse) à medida que vai avançando. Quando chega à parte descritiva do Rio de Janeiro então, deixou-me completamente pregado às letras porque me faz sentir lá de novo. E não consigo deixar de perceber na perfeição o efeito do Brasil num dos personagens porque para mim teve exactamente o mesmo

Pois, é que eu não me sinto tão fascinado pelo Brasil quanto tu (a não ser pelas brasileiras, mas aí temo que o livro Rio das Flores não aborde muito esse tão curvilíneo aspecto ;D ;D :victory:), mas a boa literatura, nem que incida sobre o local mais inóspito possível, é boa literatura! Por exemplo, a minha boa apreciação pelo Equador tem parte responsável o facto de tratar o Império Português.

Já deves ter visto - ao vivo! - umas quantas gostosas (para ler com sotaque brasileiro)!!!

 :great:

Depois de o ler venho cá escrever qualquer coisa.
O Equador é certamente uma das próximas obras que lerei. Eu de momento estou a ler "Soros, o investidor mais influente do mundo", de Robert Slater, e a dar vistas de olhos pelos livros de viagens do Gonçalo Cadilhe.
@ McCandless e @ Chev Chelios,

Tive de ler um livro (interessante, diga-se) para a faculdade este semestre que, atendendo á vossa ideologia política, por certo que apreciariam imenso  :twisted:



Foi-me mais difícil ler livros á escolha estes meses exactamente por isto.

Além deste, li o "Robinson Crusoe", o "Cândido ou o Optimismo", o "Quando tudo se desmorona", o "Se Isto é um Homem" e "A Quinta dos Animais".
Já li tanto o Equador como o Rio das Flores e só digo uma coisa: o homem pode ser um plagiador e o diabo em figura de gente. No entanto são dois portentosos livros, sim senhor!
''You have forgotten who you are and so have forgotten me. Look inside yourself, Simba. You are more than what you have become. You must take your place in the Circle of Life.'' Mufasa, Lion King, 1994

''These are dark times, there is no denying. Our world has perhaps faced no greater threat than it does today. But I say this to our citizenry: We, ever your servants, will continue to defend your liberty and repel the forces that seek to take it from you!'' Rufus Scrimgeour, Minister for Magic
Chegou hoje, até daqui a uns dias.  :mrgreen:

@ McCandless e @ Chev Chelios,

Tive de ler um livro (interessante, diga-se) para a faculdade este semestre que, atendendo á vossa ideologia política, por certo que apreciariam imenso  :twisted:


Para que cadeira é que tiveste de ler o livro do Tony Judt? 
@ Junky,

TGL I
@ Junky,

TGL I

Ok. Se for a professora que eu estou a pensar, percebo ainda mais. É uma europeísta convicta!
 :offtopic:

Jorge Fazenda Lourenço  :great:
 :offtopic:

Jorge Fazenda Lourenço  :great:

 :lol:

Pensava que era a Mónica Dias.  :great:
Esta noite vou ler 80 páginas de pdf...