Liberta o poeta que há em ti

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A noite é a minha melhor amiga
É minha cúmplice , minha conselheira
É durante esta que a minha alma vagueia
Entre o real e o meu mundo...
Durante a noite bato no fundo
Vagueio pelas trevas onde sou senhora e rainha
Uso um vestido branco até aos pés
Enfeito o cabelo com flores de laranjeira ...
Durante a noite tudo gira à minha maneira
Arranco a própria pele sem lhe tocar
Só me quero sentir mais leve , quero todo o mal soltar
E então olhar para o lado e ver o meu outro eu
Dominadora ...Sorridente ...
Apaixonante ... Demente ...
Sorrir de volta e dizer-lhe :
" Já não te temo , escusas de tentar
Cresci , é a minha vez de dominar"
E entre abraços e risadas , lá acabamos por adormecer
Até porque amanhã chega uma nova noite
E tenho tanto para fazer ...
Olhos verdes, olhos de cristal
Loirinha de curvas perfeitas
Apenas te consigo ver
Não te consigo ter.

Olhos verdes, olhos de cristal
Loirinha de curvas perfeitas
Para ti sou invisivel
Fiz tanta coisa mal...


Loirinha de curvas perfeitas
Não sejas bruta
Fala para o Júlio
Ou ele fica ful(i)o
Loirinha de curvas perfeitas
Não sejas bruta
Fala para o Júlio
Ou ele fica ful(i)o


Já pensaste editar isso? ;)
Vivo sempre no limite
No limite dos meus dois lados
Numa luta constante e desenfreada
Pois se num dos meus lados sou criança mimada
O meu outro alimentasse de poeira e sonhos ...
Vivo sempre no limite
E assim irei viver
Cantando e sorrindo para quem por mim passa
Colhendo flores num jardim que só eu vejo
E faço questão que seja somente eu a ver ...
Vivo sempre no limite
Olhando o mundo com olhos negros demoníacos
Sentindo o cheiro a enxofre no ar
A podridão de um mundo que sorri com falsidade
Corações corrompidos por ódio e maldade
Corações que devem viver no limite como eu ...
Vivo sempre no limite
Deito-me fada menina com cabelos cintilantes
Criando fábulas , criando sonhos
Pois quando na alvorada acordar
O outro eu, fome vai ter
E não é fácil saciar
Alguém escravo dos próprios fantasmas
Vivo sempre no limite ...
No limite ando sempre a viver ...
Tendo o luar e as estrelas
Eternos cúmplices e fieis companheiros
Vagueio pelo bosque sombrio
Habitado por seres sobrenaturais
Que por terem sofrido demais
Os seus corações ficaram vazios ...
Não os temo , já os conheço
Eu própria quase fiquei assim
Quando visitei as Trevas , num dia de chuva sem fim
Quase me perdi , por pouco não regressei
Mas nesse dia chorei , chorei , chorei
E arrastada dali saí ...
É por isso que os compreendo
E enquanto passeio pelo bosque sombrio
Lanço-lhes um sorriso sem os temer
E sigo o meu caminho , entre saltos , rodopios e danças
Vou colhendo flores para enfeitar as minhas tranças
Tentando uma vez ou outra , uma flor lhes oferecer...
Claro que não resulta
Eles não entendem a intenção
E logo que estendo a mão
Soltam gritos ensurdecedores
Que me fazem cair no chão
Enquanto eu própria também já grito : " Parem ... Não " ...
Após me recompor
Sigo o meu caminho
Conheço todos os cantos deste bosque como a palma da mão
Este é quase um segundo lar
É aqui entre as árvores , pedras e flores
Que escavo um buraco com as mãos
E lá guardo os meus medos ... as minhas dores ...
Tendo o luar e as estrelas
Como eternos cúmplices e fieis companheiros ...
Poetas de versos vazios
Pensamento que vagueiam
Nos ventos e nos Rios
Prepara-te
As próximas vão ser
Os femininos dos Tios
Aqui vai um original :


Naquele Canto

Hoje, quando acordei, chovia
Céus escuros, e a rua vazia
Fora de casa, aquela brisa marinha
Grande sorte, sentir de manhãzinha

O dia veio triste, enquanto a noite desaparecia,
Tal como um casal se sente, depois da gritaria.
entretanto a chuva parou, e os guarda chuvas fecharam
Oh que sorte, pensam os que não se molharam

Segue o dia, numa correria
E num recanto onde ninguém o veria,
Estava o esquecido, sem abrigo
Preparando mais um dia, sem um ombro amigo

Outro esquecido, que a história não viu
Mais uma alma, que já não resta, pois fugiu
Deste mundo doido, e onde já não há valores
Resta a este mendigo, uma história sem amores.

Num outro lado da rua,
Vêm como se esta fosse sua,
Aqueles cuja a riqueza não permite
que Como aquela alma perdida, a sua se agite

Neste mundo onde não há esperança,
Nada de bom, que neste dia seja lembrança,
É dia de mais uma parada
Nesta cidade movimentada

Ninguém repara, no meio deste frenesim
Que aquela velha alma, se aproxima do fim,
Passou o dia e veio a noite fria e gelada,
E naquele canto, aquela pobre alma triste e cansada

Esperava pelo dia, em que viria acontecer,
O dia em que, acabaria tudo, que a fazia sofrer
Veio o dia novamente, derretendo a geada,
E o sofrimento da pobre alma acabada

Acabaria brevemente,
de forma suave e levemente
Pois enquanto vinha, sobre si, pela calada
a pobre alma sucumbiu, na triste e fria pedra da calçada

O dia nasceu, e o pobre que morreu,
Jazia no canto esquecido,
por um triste passado e um futuro desvanecido
Assim como tu e eu.

Nada mais haverá,naquele corpo gélido e frio
Num funeral triste e Vazio
Que um sentimento de dever cumprido
De enterrar um pobre, na calçada esquecido.


Triste o tempo que vivemos,
Ninguém garante que ao morrermos,
Alguém se lembrará de nós,
Mesmo que durante toda a vida, nunca tenhamos estado sós

Assim de manso, se perde um encanto
De um jovem vivido, para nosso espanto,
Pois todos nós deixaremos este pranto,
Sem termos sido esquecidos, como ele naquele canto.



P.s: Tia @sandy que tal este poema?  :beer:
« Última modificação: Janeiro 06, 2017, 00:21 am por Maranhão »
Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"
Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"


Gostaste @sermak

P.s: desculpa qualquer coisa  :beer:

Gostei, está muito bom, real, chocante (a chamar-nos para a realidade)..  :great: :great:

Gostei, está muito bom, real, chocante (a chamar-nos para a realidade)..  :great: :great:

Obrigado pelas palavras  :great:  :beer:
Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"
Belíssimo poema, Maranhão  :clap:
QUE O LEÃO VOLTE A RUGIR MAIS ALTO QUE NUNCA
Depressão

Desde que começa o dia,
até que chega a noite,
Assombra-me uma melancolia,
que dói como um açoite.

Ninguém suspeita, ninguém vê
Ninguém ouve, nem quer saber o porquê.
Da tristeza que assombra de manhã
Capaz de tornar um herói, numa pessoa vã.

Pensamentos nefastos, misturados com uma pequena alegria,
Sempre dá para disfarçar e aguentar mais um dia,
Num carrossel desgraçado,
deste moço malfadado.

"Mas tu tens mais que muitos", dizeis
Mas que importa alguém ter,
Se nem assim consegue ser,
Sentir e gozar prazeres que deveis.

É triste e só, este sentimento,
em que não se goza, nem um momento,
Disfarçado com apatia e uma falaciosa felicidade,
Quando se está exausto, só, e triste na verdade.

É hoje penso eu, é hoje o dia!
Em que isto acaba,repetia,
pela enésima vez, em frente ao espelho,
para ter forças para chegar a velho.

Triste sina a nossa, deprimidos
Vivemos como mortos-vivos, 
cheios de comprimidos
Para falecermos sem termos sido "Revivos"!

"Quero morrer!", penso todos os santos dias,
Mas não posso, não devias,
E a tua mãe, e irmãos, como viveriam
Sabendo que te foste, sem que te ouviram.

Olho me ao espelho, todos os dias,
Com o meu reflexo apontando uma arma á cabeça.
Anda lá morre depressa!
Não hesites, era o que ouvias.

Mas não está ninguém,
e o problema esse!
É que mesmo que estivesse,
era como se não estivesse.

E tudo é escuro, por mais alto que esteja o sol!
Não há luz que ilumine a alma,
E o sentimento que só acalma,
Enquanto se dorme num lençol.

Não queres chatear o amigo,
E o psicólogo já não sabe que fazer contigo,
E desesperado, aguentas-te até que,
Venha de novo um dia, só porque tem que.

E o pior é que mesmo sozinho ouvem se vozes,
E garanto-vos, são ficam tão mais atrozes!

E torna-se difícil. com o tempo dizer não,
Ao sofrer tanto sem uma mão,
Saltar de um prédio libertando-te finalmente então,
Só para que se diga, "Morreu mais um triste, com Depressão!"

Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"

Derby do desassossego


Lampiões, lampiões,
Comem gelados co'a testa
Dizem que são 3 milhões
Nem um deles presta.

Sábado haverá jogo
Mais de cem, dizem que foram
Derbys de Lisboa, fogo!
Para a posteridade ficaram.

Schelotto a cruzar
Tal qual um galgo veloz
E o Bas Dost a facturar
Golo! Grita-se a uma voz.

Nanananananana!
Ouve-se em Alvalade
Ver o Dost com o ouro
É mesmo a nossa vontade.

Vitória queremos nós
Todos os Sportinguistas
Seguimos juntos mas sós
Contra todos os vigaristas.

P'la verdade pugnamos,
Estamos fartos de ser roubados.
Futebol a sério queremos
Ver em todos os estádios.

Quiseram calar BdC
O Presidente sem medo
Simplesmente porque ele vê
As tramóias desde bem cedo.

Orelhas e a corj'encarnada
E mais os sportinguenses,
Pasquinagem e "comentadores"
E mais alguns amanuenses
Que na vida nada fazem
Senão serem distribuidores
De nojenta verborreia
Contida em ignóbil cartilha
Literatura de cordel
Concebida pelo Janela.
Do Sporting vão levar
Um belo ás de paus e
Como acompanhamento
Um pontapé no focinho!

Desde há anos, somos mansos
Mas isso está a mudar
Deixaremos de ser tansos e
Ingénuos. Isso vai acabar!

No sábado queremos ganhar,
Ver Alvalade de verde vestida.
A todos vamos mostrar
Somos Sporting para toda a vida!

Queremos bom apitador,
E que o Jota não invente.
Três a zero no marcador,
Violência inexistente.

Que a grandeza do Leão
Fique bem demonstrada,
No derby da capital,
E seja enaltecida por todo o Portugal.


« Última modificação: Abril 19, 2017, 06:16 am por Hemgê »
Numa lápide leio o meu desassossego, o tormento da minha alma.

Aqui jazem os restos mortais
De um homem de coração vazio
Pois uma mulher amada não surgiu
Sem chama, pois nunca
Uma luta ou propósito seguiu
Aqui jaz alguém que na realidade
Não existiu.
Herói neoliberal – Entende-se como sendo o individuo que usufruindo dos benefícios do estado social,
opta por esquemas de fraude e evasão fiscal em prejuízo do bem comum.
Contigo

O que mais eu queria
Era ver como seria,
Se não tivessemos cedido à teimosia,
Lutas, e brigas, criançadas eu diria

O que eu mais queria era que tivesses entendido,
O que eu mais queria era que tivesse percebido,
Onde tudo nos levaria,
Longe demais, como eu temia...

Fomos embora,
E afastados agora,
Evitamos demais
Dar esse sinais.

Estupidez, orgulho, não sei...
Ficamos quietos, mesmo quando não queremos
e assim lentamente, Nós "morremos"...
E é mesmo assim, pois eu sei...

Nunca depende de "mim",
Nunca depende de ti,
Os outros, de outros, nem assim
Eles sabem que não importam, nem para ti nem para mim,

Eu sei que queres estar comigo,
Eu sei que quero estar contigo,
Sim, leste bem...
Queria, quero estar Contigo...

« Última modificação: Abril 19, 2017, 16:07 pm por Maranhão »
Francisco Stromp disse um dia: " O Sporting não se deve sentir honrado por nós aqui jogarmos! Nós é que nos devemos sentir-nos honrados por vestir a camisola do Sporting!"