Política Nacional

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Nao tem apenas haver com o patrao. Alias na maioria das empresas as pessoas que la trabalham nem fazem ideia quem e o patrao, nunca o viram.
E no meu caso posso-te dizer nao tenho problema algum, alias trabalho numa empresa onde e reconhecido o valor de cada trabalhador, com avaliaçoes justas e feitas por pessoas que trabalham directamente contigo, e com objectivos traçados por ti e a pessoa responsavel pelo departamento.
Agora ha que separar e as coisas, se por algum erro meu, algo correr mal, nem que fique 24 horas acordado enquanto o erro nao estiver resolvido nao descanso, agora por outro motivo qualquer nao, e isso esta bem claro na relaçao que sempre tive com a empresa e ja la vao 4 anos, e uma promoçao.

Trabalhar de borla para uma empresa e algo que estara em toda a minha vida fora de questao.

És um exemplo ao que eu referia-me. É esta atitude que falta ao país, tanto ao nível do empregador como ao nível do empregado. Eu sei que não é fácil, mas é preciso começar a caminhar para isso. Mudança de mentalidade é o mais difícil de se fazer e é o mais importante e urgente para o país.
 Mudar de mentalidade, ter mais atitude, cultivar os bons valores sociais: não é fácil e rompe com o passado, mas tem mesmo que ser!
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp

Lembro-me de uma reportagem de há pouco tempo numa empresa qualquer de venda que componentes eléctricos (se bem me lembro) ali no distrito de Setúbal, em que o patrão de 3 em 3 meses distribuiu parte dos resultados na empresa no trimestre pelos seus trabalhadores. Segundo o que ele dizia, essa distribuição era praticamente um ordenado inteiro. Para além dos empregados terem outros benefícios como medicina no trabalho, massagens, infantário, etc.
E qual a reacção dos trabalhadores dessa empresa? Quando é necessário o patrão não precisa de pedir horas extraordinárias: os empregados oferecem-se. Segundo o patrão, na maioria das vezes tem mais ofertas para essas horas extraordinárias do que é necessário.

É a tal coisa: valorizem-me e valorizem o meu trabalho que eu trabalharei de bom grado. Explorem-me e só darei aquilo a que sou obrigado.

 :arrow:

É a isso mesmo que me referia.

Quanto às estradas que tu referes, as contas são: 8km pagos pela UE (fundos), os restantes 2% pela Região. Não acho muito, nem acho pouco - não te esqueças que somos uma região ultraperiférica portuguesa. PORTUGUESA. Não concordas que o Estado deva comparticipar no orçamento de estado regional?

Eu concordo, mas não eras tu que se queixava das "gorduras" do estado?


Quanto à zona franca, logo apresento-te as vantagens.
 
Pois bem, aguardo pacientemente.


Quanto às taxas moderadores: como disse defendo o utilizador/pagador. Porém, há que ter a consciência dos que podem pagar, como também dos que não podem pagar. Há mecanismos para comprovar essa situação, e começam-se a dar uns passos nessa direcção. Mas também te digo, sabes qual é o grande problema que o estado tem que enfrentar? É o estado social e a sua sustentação!

Tens alguma alternativa melhor que o estado social? Se tiveres eu terei todo gosto em ouvir.

A sustentação do estado social depende apenas da vontade política para se implementar certas medidas. Enquanto houver políticos mais interessados em levar dinheiro para casa e companhias privadas a querer lucrar com os nossos recursos e sustento, irá sempre haver pessoas a querer assustar com o fantasma da "sustentação do estado social", dando assim legitimidade a privatizações e outras ilusões.

Não disse em ponto algum que as pessoas pagam mais ou menos impostos. Disse que a austeridade cá é a dobrar!
Exemplos: Aumento de 6% na taxa máxima do IVA. Aumento de 21% do preço dos combustíveis.

Então era eu que estava enganado, embora jurasse que uns posts atrás eras tu que pedia menos IRC. Os "empresários" ainda nao deixaram de ser pessoas, pois nao?  ;D
Não fui que falei nas "gorduras" do estado.

Quando descobrir uma alternativa mais viável que o estado social, serei uma pessoa muitíssimo importante, porque é um dos graves problemas do Estado, o actual estado social. Posso eventualmente afirmar que há imensa boa gente a quem o Estado dá a cana, e dá o peixe; depois quando se retira o peixe, é o descalabro total (atenção não é regra geral, não interiorizes como ideia generalista).

Também não foi eu que falei de IRC. Ainda são humanos, apesar de existirem uns quantos que de humanos têm apenas a aparência (no bom e no mau sentido).
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Quanto à zona franca, logo apresento-te as vantagens.
 
Pois bem, aguardo pacientemente.


Não me esqueci deste ponto, sugiro que vejas este artigo.

Tem conta também estas declarações: Ricardo Salgado - BES.

Se tiveres mais alguma dúvida, com a Zona Franca, dispõe!
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Se o facto de teres que trabalhar 10h ou 12h (são 10h), preservar o teu posto de trabalho, não o vais fazer? Mesmo sem remuneração.
 Acho que se os trabalhadores por conta de outrem estão chateados ou revoltados, podem sempre tentar ser empresários, colocarem-se do outro lado.
 Não sou empresário e digo, se tiver que trabalhar 10h para garantir o meu posto de trabalho, se tiver que dar 200% durante x tempo para salvar a empresa onde trabalho, não duvides que o irei fazer!
 Agora também é verdade, há um aproveitar desta situação por parte de muitos empresários. É o outro lado desta medida, mas isso está nos trabalhadores e a relação que têm com os seus patrões. Essas situações podem e devem ser denunciadas!

 A greve geral provoca mais constrangimentos do que a defesa dos direitos dos trabalhadores. É um direito, é certo, mas discordo nesta altura marcarem MAIS uma greve geral. É porque é mais uma greve geral, não uma greve geral.


O problema é que vai provocar precisamente o contrário, vai colocar postos de trabalho em risco (tendo uma pessoa a fazer o trabalho de duas alguma delas tem o destino traçado)! Sem esquecer que o desgaste fisico e psíquico de trabalhar 10 ou 12 horas durante 3 meses seguidos vai causar, é ver os acidentes de trabalho a aumentar ah e claro a vida privada de quem trabalha fica para quando o patrão quiser...

Além do mais estamos a falar da generalização a la gardé do banco de horas que já antes existia através de negociação (contrato colectivo de trabalho)

PS
Já disse N vees mas o factor trabalho tem um peso super reduzido para a generalidade das empresas. Existem outros factores como o custos energéticos, telecomunicações, transportes etc que têm um peso infinitamente superior. não falamos de "medidas salvadoras" falamos de um ataque ideológico, um aumento de exploração puro e duro!

SL

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul

Se o facto de teres que trabalhar 10h ou 12h (são 10h), preservar o teu posto de trabalho, não o vais fazer? Mesmo sem remuneração.
 Acho que se os trabalhadores por conta de outrem estão chateados ou revoltados, podem sempre tentar ser empresários, colocarem-se do outro lado.
 Não sou empresário e digo, se tiver que trabalhar 10h para garantir o meu posto de trabalho, se tiver que dar 200% durante x tempo para salvar a empresa onde trabalho, não duvides que o irei fazer!

Mas isso é puro bom senso. Se um trabalhador estiver satisfeito, se achar que a salvação da empresa passa pelo aumento da sua dose diária de horas (momentaneamente, porque se for ad eternum temos de ver outros factores), se observar que a entidade empregadora está a cuidar da empresa e do trabalhador, fazê-lo é apenas uma questão de bom senso.

Já não é uma questão de bom senso quando a empresa é mal organizada, mal gerida, cheia de buracos por onde escorrem fundos e vêem dizer que tudo passa por maiores doses de trabalho individual, que num cenário desses até pode ser perfeitamente inconsequente.

 Agora também é verdade, há um aproveitar desta situação por parte de muitos empresários. É o outro lado desta medida, mas isso está nos trabalhadores e a relação que têm com os seus patrões. Essas situações podem e devem ser denunciadas!

Exacto, é o tal caso da empresa mal organizada. Mas diz-me uma coisa: se o teu posto está em causa, vais denunciar? O Tribunal até dá razão ao trabalhador, mas ele acaba por vir para a rua e a indemnização é coisa pouca. Vais denunciar?

E estou a dizer isto porque eu tenho um discurso muito semelhante ao teu neste aspecto das horas extraordinárias (nunca recebi uma hora que seja e faço as necessárias), mas muitas vezes recebo esta última frase de pessoas que estão nas tais empresas. E geralmente não tenho resposta para dar.



O problema é que vai provocar precisamente o contrário, vai colocar postos de trabalho em risco (tendo uma pessoa a fazer o trabalho de duas alguma delas tem o destino traçado)! Sem esquecer que o desgaste fisico e psíquico de trabalhar 10 ou 12 horas durante 3 meses seguidos vai causar, é ver os acidentes de trabalho a aumentar ah e claro a vida privada de quem trabalha fica para quando o patrão quiser...

Junte-se ainda outros factores, aqueles que pesam no orçamento familiar e na própria estrutura da família. Mais horas a trabalhar significa, na maioria dos casos, mais despesa. Quantas pessoas dizem que realmente compensa?

Vejamos uma família normal, onde o casal tem (mesmo que por empresas diferentes) de ciclicamente fazer horas extraordinárias a granel. Se têm filhos, já foram. Ou têm familiares que ficam com eles (mais difícil pela mobilidade, e não quer dizer isto que seja contra ela, estou a constatar um facto), ou têm uma comunidade local capaz de cuidar uns dos outros (só conheço esta dinâmica em bairros sociais, pequenas localidades do interior e em comunidades de imigrantes, desapareceu no resto das comunidades - a esmagadora maioria) ou acresce-se o tempo de creches e ATL. Se estas instituições tiverem de prestar maior serviço, durante mais tempo, vão acabar por aumentar os preços. É lógico. Pelo menos dizem-me as pessoas, técnicos e pais.

Nem vou falar do que isto faz à unidade familiar ou à educação dos filhos. Mas este último fenómeno moderno (a não educação dos filhos) não é grave apenas por isso, não é apenas porque os pais não têm tempo. Mas ajuda.

Mais, numa realidade onde se apressa a diminuição de horários e oferta de transportes públicos, ter horários incertos ou mais longos significará... transporte individual, não tenham dúvidas. Se me tiram transportes públicos, se ainda por cima trabalho até mais tarde,e exactamente nas horas onde há menos transporte, ou fico mais horas ainda longe de casa ou ando de transporte privado. A malta de Lisboa, Porto e outros grandes centros urbanos podem achar estranho isto que estou a dizer, mas há cidades onde isto é mesmo assim. Principalmente quando nos deslocamos entre cidades.

Mais horas de trabalho individual vai significar, também não tenho dúvidas, mais desempregados. As empresas, pela crise, afirmam ter menos trabalho (e acredito que assim o seja), vão diminuir os seus efectivos, até porque podem (sempre que necessário) recorrer aos bancos de horas para picos de trabalho. Ora é de mim, ou isto aumenta os subsídios de desemprego, rendimento mínimo (nem sei se ainda se chama assim ou já mudou), etc?




Já agora, quando é que se começam a pagar as dívidas às empresas privadas? Ouve-se muito, lê-se muito... mas nada. E créditos na banca aumentam dívidas, não a viabilidade das empresas.

Mas hoje em dia é tudo acerca de criar dívida, certo? Marotos...  ;)
“A lot of football success is in the mind. You must believe you are the best and then make sure that you are.” - Bill Shankly
Quanto à zona franca, logo apresento-te as vantagens.
 
Pois bem, aguardo pacientemente.


Não me esqueci deste ponto, sugiro que vejas este artigo.

Tem conta também estas declarações: Ricardo Salgado - BES.

Se tiveres mais alguma dúvida, com a Zona Franca, dispõe!

Obrigado pela tua resposta pronta.

Esse artigo ilustra o que está mal com as Zonas Francas e não o contrario.

Quem quer ter as tais Zonas Francas na sua cidade é uma espécie de NIMBY ao contrario, porque está a ser uma espécie de fura-greves, está a querer "cortar" as taxas e impostos que os outros países aplicam as empresas. Se tu achas que a Pepsi Cola e Arcelor Mittal precisam de pagar menos impostos, não sei como ainda te queixas que o estado social é insustentável.

Queres trabalhar de borla, queres que o patrão não pague impostos e ainda queres que o façam no teu quintal? Tu e os teus lucram, mais precisamente, o quê? De que maneira é que essas medidas iriam ajudar a tua comunidade, explica lá, se faz favor e quando tenhas disponibilidade.


Se não foste tu que referiste o IRC, as minhas desculpas, devo ter sido eu quem fez confusão.

Quanto a propaganda do BES, desculpa mas não tenho tempo para isso. Nao te esqueças que a actual situação em que vivemos é culpa dos banqueiros, que diga-se de passagem, sao aqueles que menos sofrem e mais lucram com tudo isto.
Portanto em nada me admira que o Ex Sr do BES esteja 100% a favor de Zonas Francas governadas por políticos a quem possa pressionar, pagar ou mandar passear.

Pedir a opinião de um banqueiro em matéria de impostos seria o mesmo que perguntar a um esclavagista a sua opinião sobre subsídios de ferias.

:beer:
O problema é que vai provocar precisamente o contrário, vai colocar postos de trabalho em risco (tendo uma pessoa a fazer o trabalho de duas alguma delas tem o destino traçado)! Sem esquecer que o desgaste fisico e psíquico de trabalhar 10 ou 12 horas durante 3 meses seguidos vai causar, é ver os acidentes de trabalho a aumentar ah e claro a vida privada de quem trabalha fica para quando o patrão quiser...

Além do mais estamos a falar da generalização a la gardé do banco de horas que já antes existia através de negociação (contrato colectivo de trabalho)

PS
Já disse N vees mas o factor trabalho tem um peso super reduzido para a generalidade das empresas. Existem outros factores como o custos energéticos, telecomunicações, transportes etc que têm um peso infinitamente superior. não falamos de "medidas salvadoras" falamos de um ataque ideológico, um aumento de exploração puro e duro!

SL

Depende do trabalho, não é liquido que assim seja. Já o fiz, trabalhei 6x por semana, 10-14h por dia e não apenas durante alguns meses. Chegas a casa e estás a cagar para a tv, net ou até namorada, queres é cama, mas nada que uma boa noite de sono não te recargue as baterias. Agora à que separar as empresas, se as grandes, que o Estado tem uma cota, ou simplesmente porque têm uma responsabilidade social elevada deve ter um outro tipo de procedimento.
Eu acho engraçado a malta que se vangloria de trabalhar 10 ou 12 horas diárias sem receber mais, como se fossem mais trabalhadores que os outros. Isso acontece muito em consultoria e é uma vergonha. Mas também é uma vergonha porque o pessoal não se une e cada um caga no próximo porque entende que se calhar assim cai nas graças do chefe!!

Eu cá trabalho 8h e se me apetecer, quiser adiantar trabalho posso fazer mais por iniciativa própria, coisa que quase nunca faço. E por mim trabalhava menos.

É engraçado como hoje em dia se conseguiu incutir a mentalidade inversa nos trabalhadores. Há 100 anos atrás os trabalhadores lutavam por menos horas de trabalho e mais salário. Hoje em dia, há quem entenda que devemos trabalhar mais, e receber menos!!! É algo totalmente espantoso!!!

Já li algumas vezes, não sei bem onde, que poderíamos facilmente trabalhar 4 horas por dia mantendo os mesmos níveis de produtividade, tinha é de empregar mais gente! Se formos bem a ver, a tendência seria de reduzir horário de trabalho, atendendo a que o mercado está incapaz de absorver tanta gente!
Acho que não me expliquei, a minha afirmação vai no sentido de contrariar a frase do LISBON1906, depende do tipo de trabalho, existe o desgaste mas por vezes não é assim tão linear. Nunca trabalhei de borla, faço essas horas mas passem para cá as verdinhas extras se faz favor :mrgreen:. Colegas meus - tens toda a razão 1984 - estagiaram e alguns trabalham em consultadoria e fazem 10/12 horas por dia por um ordenado fixo. Ganham bem mas também o trabalham. Quem diz em consultadoria, diz advocacia, arquitectura, etc.
Stunner man, não estava a responder-te directamente, estava apenas a constatar uma cena que já aqui foi dita e que vejo tantas vezes repetida e que me faz confusão.

Nunca mais me esqueço de uma cena que um amigo me disse: eu prefiro ser pago em tempo. Ou seja, prefiro ganhar um pouquinho menos mas ter tempo para fazer as minhas cenas (surfar, sair, namorar, viajar, etc). E se puder trabalhar menos ainda e ganhar o mesmo, melhor... acho que é essa a tendência natural de qualquer ser humano, diria eu! Mas pronto há quem ache que é mais importante ter o Audi, o iPhone, vestir bem e caro, etc mesmo que pouco ou nada usufrua disso!
@Stuner Isso és tu que é fortalhão pah  :mrgreen: Na generalidade é como te disse, é até algo bem estudado: mais horas de trabalho mais desgaste físico e psíquico e suas consequências, e claro família e vida privada carga nisso. Num país onde há gente a ganhar por mês 485€ brutos!  :hand: e como já disse o banco de horas já existia tinha era de ser negociado com os trabalhadores!

O pior é que estes sacrifícios (não esqueçam do resto das medidas) que são recessivos e injustos vão criar o oposto do que dizem: vem aí mais desemprego e crescimento económico inexistente ou anémico para os próximos 40 anos! atenção, isto é dito pelo próprio governo, não é no avante!...

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
Óbvio, se ganhasse 5 mil euros mensais não me importava de fazer apenas 20 horas semanais sabendo que mesmo assim ganhava bem. Tinha tempo para a família, viajar e viver decentemente. A realidade não é essa, se queremos um mimo, se queremos colocar o miúdo numa escola privada decente, se queremos não contar o dinheiro todos os meses e não abdicar de coisas simples como uma ida ao cinema, jantar fora em vez em quando, net e tvcabo o grosso da população, quem tem um trabalho que lhe permite isso, prefere fazer horas extras. Uma mentalidade distinta, parece, dos países nórdicos, que colocam a familia no topo da pirâmide, mas em Portugal não dá, não dá porque o ordenado é baixo, a renda da habitação é elevada, mesmo com 700 mil fogos vazios (que poderiam ser colocados à disposição baixando o mercado), o crédito parou (embora tenha trazido maior contenção de gastos por parte das famílias, o que é sempre positivo), e o Zé vira-se para onde pode. No meu trabalho se for necessário faço 12 horas diárias (se forem pagas) de bom grado. E está no meu direito pensar assim!
claro que tens o direito de pensar assim. Trabalho extraordinário feito tendo opção de dizer sim ou não e sendo devidamente pago  é diferente de nos obrigarem e fazendo-o de borla.  :great:

Já agora umas continhas que alguém fez:

Citar
Para além do corte de 4 feriados, 3 dias de férias e de as empresas passarem a poder impor "pontes" a descontar nas férias dos trabalhadores, o filet mignon é o estabelecimento generalizado de uma "bolsa de horas" até um total de 150.

Quer isto dizer que as empresas, quando lhes convier, podem fazer os empregados trabalharem mais horas (até um total de 10 diárias), que são descontadas no horário laboral, quando lhes der jeito. Ou seja, podem obrigar-nos a trabalhar 10 horas por dia durante 75 dias úteis (mais de 3 meses) sem pagarem horas extraordinárias, mas apenas descontando esse tempo no resto do ano.

O que é que isto representa? Como, nos dias úteis, as horas suplementares são pagas a 150% (a primeira) e a 175% (as restantes), isto quer dizer que, por elas, os trabalhadores deixam de receber o equivalente a 2 semanas, 1 dia, 5 horas e 45 minutos de trabalho. Mas, como as horas extraordinárias são também compensadas (a 25%) em tempo de descanso retirado do horário normal, os trabalhadores que sejam obrigados pela empresa a esgotarem essa "bolsa de horas" vão, para além disso, ter que trabalhar mais 4 dias, 5 horas e 30 minutos sem serem pagos por isso



Em suma, os trabalhadores passam a ter que trabalhar à borla 3 semanas, 1 dia, 3 horas e 15 minutos.

Com os tais 7 dias a mais de trabalho por ano, que já antes acompanhavam a "meia-hora por dia" que o governo queria impor, lá chegamos (com mais 3 horas e tal de trocos) ao número cabalistico-alvariano de 23 dias de trabalho não remunerado por ano que faz com que, na relação entre remuneração e tempo de trabalho, passemos a trabalhar o tempo de férias, sob outra forma.

http://antropocoiso.blogspot.com/2012/01/porque-e-que-como-diz-daniel-bessa-ao.html

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul
Eu só sei que comecei a trabalhar no Verão de 2000, e nos primeiros 6 meses a coisa correu muito bem com um valor razoável no primeiro emprego e depois outro valor já bom no segundo que surgiu no final desses 6 meses.

Depois tem sido a saltar de crise em crise. Foi a bolha, o fim da oniway, o 11 de Setembro, etc. Com o ordenado a subir lentamente em períodos de acalmia mas a descer rápido nessas crises. O que ao fim de mais de 10 anos dá um valor líquido que, tendo em conta a inflação, deve equiparar com o ordenado lá de trás.  ^-^
Citar
PARTIDO DEMOCRATA
(EM FORMAÇÃO)

MANIFESTO POLÍTICO
“Para o bem de todos os Portugueses”
A Pátria em primeiro lugar, sempre.
Devolver o orgulho aos Portugueses (em Portugal e na Diáspora), dignidade e um objectivo comum na construção e na busca de um futuro melhor, com espirito de união, fraternidade, liberdade e igualdade.
Abrir janelas de oportunidade às novas gerações.
Defender pessoas, ideias, sentimentos e emoções oriundos de qualquer origem ou quadrante político, idade, raça ou religião.
Dar um sorriso e qualidade de vida a quem não tem esperança, luz a quem vive na escuridão, uma palavra a quem não consegue falar, justiça a quem a ela não tem acesso.
Não prometer o que não se pode cumprir e cumprir o que promete.
Exercer uma verdadeira democracia representativa e de forma participada.
Se te revês neste simples manifesto, és grande de coração, amas a tua Pátria e queres participar na formação e no crescimento do Partido Democrata contacta:

portugalpartidodemocrata@gmail.com

O primeiro objectivo é constituir, formal e legalmente, este novo Partido (que seja um Partido novo) no próximo mês de Junho de 2012, mês em que se comemora o dia de Portugal.



A tua opinião/sugestão é uma mais valia, expressa-a aqui.

Que ninguém concorda com a situação actual já todos percebemos. Que isto vai tudo muito mal e "cada vez pior" também. Agora e soluções para isto?

Dos partidos de esquerda aos partidos de direita, nesta altura, todos vivem com o pensamento no "tacho" um dia mais tarde. E. quanto a soluções, talvez esta possa ser uma delas. Posso dizer que é um projecto inovador, pelo que ouvi dizer, e que conta com algumas pessoas de destaque pelo perfil que sempre demonstraram ter na sociedade.

Se gostam de política e se querem ter um papel activo na sociedade dêem a oportunidade, perguntem, deixem sugestões e porque não pedir uma ficha de membro?
Óbvio, se ganhasse 5 mil euros mensais não me importava de fazer apenas 20 horas semanais sabendo que mesmo assim ganhava bem. Tinha tempo para a família, viajar e viver decentemente. A realidade não é essa, se queremos um mimo, se queremos colocar o miúdo numa escola privada decente, se queremos não contar o dinheiro todos os meses e não abdicar de coisas simples como uma ida ao cinema, jantar fora em vez em quando, net e tvcabo o grosso da população, quem tem um trabalho que lhe permite isso, prefere fazer horas extras. Uma mentalidade distinta, parece, dos países nórdicos, que colocam a familia no topo da pirâmide, mas em Portugal não dá, não dá porque o ordenado é baixo, a renda da habitação é elevada, mesmo com 700 mil fogos vazios (que poderiam ser colocados à disposição baixando o mercado), o crédito parou (embora tenha trazido maior contenção de gastos por parte das famílias, o que é sempre positivo), e o Zé vira-se para onde pode. No meu trabalho se for necessário faço 12 horas diárias (se forem pagas) de bom grado. E está no meu direito pensar assim!

Deves achar que nos países nórdicos a realidade é muito diferente. ;D 5 mil euros por mês... eu também quero. :P

Na verdade, é exactamente isso que as pessoas por cá fazem. Vão ao cinema apenas de vez em quando, porque pagar 13 ou 14€ por filme é dose, restaurantes só mesmo festas ou ocasiões muito especiais porque não se janta por menos de 20€, net e tvcabo com serviços básicos porque senão é um sorvedor de dinheiro. Acrescento... um carro, dois já pode ser dose com o empréstimo, taxas diversas, etc (têm de trabalhar os 2 membros do casal e tem que ser bons empregos), uma casa de preferência numa cidade dos arredores porque na cidade grande dá-se 300 000€ por um apartamento de 60m2 e que se calhar ainda precisa de uma renovação.

Pois, não é fácil, o dinheiro não dá pra tudo, mas por outro lado existem coisas bem mais importantes: existe o nosso legado e a nossa felicidade e isso só se consegue passando mais tempo com os putos, com os pais, irmãos, primos e tios. Não há nada que dê tanto de volta como a família, daí ser um contra-senso tudo fazer para passar menos e menos tempo com ela. :inde:
Pois, não é fácil, o dinheiro não dá pra tudo, mas por outro lado existem coisas bem mais importantes: existe o nosso legado e a nossa felicidade e isso só se consegue passando mais tempo com os putos, com os pais, irmãos, primos e tios. Não há nada que dê tanto de volta como a família, daí ser um contra-senso tudo fazer para passar menos e menos tempo com ela. :inde:

Acho que esta crise não vem por acaso. E tendo uma perspectiva mais espiritual da coisa, acredito que é justamente para fazer as pessoas pararem e perceberem o que é essencial para a sua própria felicidade.
"The one thing that doesn't abide by majority rule is a person's conscience." - Harper Lee
Exigência do Governo não é respeitada
Empresas do Estado somam prejuízos de 1,5 mil milhões
18.02.2012 - 12:15 Por Raquel Almeida Correia

Resultados negativos afundaram 38,5%. Exigência do Governo para conter custos não foi respeitada e o endividamento voltou a disparar.

O objectivo de equilibrar as contas das empresas públicas em 2012, como foi exigido pela troika, parece cada vez mais difícil de atingir. Os resultados do ano passado revelam uma nova derrapagem nos prejuízos (38,5%), que alcançaram 1,5 mil milhões de euros, aos quais se somam outros 357,5 milhões de perdas dos hospitais do Estado.

Também os custos continuam sem travão. Apesar de ter sido imposto um corte de 15%, as despesas operacionais aumentaram para mais de 3,7 mil milhões em 2011.

O relatório publicado ontem pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) mostra que as empresas públicas chegaram ao final do ano com um resultado líquido negativo de 1499 milhões de euros, o que significou um agravamento de 38,5% face a 2010.

Uma vez mais, foi o sector dos transportes que penalizou as contas, ao alcançar perdas de 1367 milhões, que corresponderam a 90% dos prejuízos globais.

De entre as transportadoras públicas, a empresa que mais derrapou em 2011 foi a Metro de Lisboa, ao atingir perdas-recorde de 603,1 milhões de euros. Um valor que compara com os prejuízos de 330,8 milhões registados um ano antes, significando um aumento exponencial de 82,3%.

Em segundo lugar, surge a Metro do Porto, com um resultado líquido negativo de 376,3 milhões. Apesar de elevado, o prejuízo da empresa liderada por Ricardo Fonseca diminuiu 20,4%, uma vez que tinha superado os 472 milhões em 2010.

Juros provocaram perdas

A maioria das empresas do Estado analisadas no relatório da DGTF sofreu um agravamento nas contas, com destaque para a Parque Escolar e a Parque Expo, cujas perdas subiram 8284 e 415,6%, respectivamente. Houve, ainda assim, casos de melhoria de resultados. A Lusa, por exemplo, lucrou 2,7 milhões em 2011 - uma subida de 317,7% face ao período homólogo. Mas a empresa que mais lucros gerou foi o grupo CTT, num total de 58,2 milhões, o que representou um aumento de 3,4%.

O Governo não incluiu, nesta análise, os resultados da Parpública e da Estradas de Portugal, por considerar que induziriam em erro a leitura das contas do Sector Empresarial do Estado. No entanto, o relatório revela que a holding que gere as participações do Estado teve uma redução de 62,2% nos lucros em 2011, ficando-se por 24,4 milhões. A Estradas de Portugal registou um acréscimo de 60,6%, alcançando 164,6 milhões. Já os hospitais públicos voltaram a penalizar as contas do Sector Empresarial do Estado (SEE), ao gerarem perdas de 357,5 milhões, o que empurrou os prejuízos globais para 1,9 mil milhões.

A DGTF justifica a derrapagem nos resultados com o acréscimo dos custos de financiamento, face "ao aumento generalizado das taxas de juro e ao montante global da dívida no sector". É que o endividamento das empresas públicas continua a aumentar, tendo alcançado perto de 30 mil milhões de euros em 2011. O limite de 6% imposto pelo Governo não foi cumprido e houve casos em que a dívida remunerada disparou 31,4%, como aconteceu com a Estradas de Portugal (ver caixa).

Controlo de custos falhou

Também as exigências de controlo dos custos operacionais foram desrespeitadas. As empresas do Estado estavam obrigadas a cortar em 15% as despesas em 2011, mas os dados conhecidos ontem mostram que, em vez de pouparem, aumentaram os gastos em 1,9%. No total, os custos com fornecimentos externos, pessoal e mercadorias superaram 3,7 mil milhões de euros, incluindo os resultados da Parpública e da Estradas de Portugal.

Este incumprimento acabou por esmagar a subida das receitas, que se fixou em 11,2%. Este aumento, que fez escalar a facturação de 3,8 para 4,2 mil milhões de euros foi essencialmente protagonizado pela Estradas de Portugal, que viu o volume de negócios crescer 435 milhões.

Face aos resultados de 2011, que se foram agravando ao longo de cada trimestre, a exigência inscrita no Memorando de Entendimento assinado com a troika está muito longe de ser satisfeita. As autoridades externas impuseram o final de 2012 como o limite para o Governo equilibrar as contas das empresas públicas, mas os prejuízos continuam a disparar e os custos por controlar.

Também a relação com fornecedores, outro factor considerado crítico para o cumprimento do programa de ajustamento, está a deteriorar-se. O relatório da DGTF revela que os prazos médios de pagamento voltaram a aumentar seis dias em 2010 para um total de 74 dias. A Metro do Porto registado o maior atraso (236 dias). Analisando o comportamento dos hospitais, a derrapagem é muito maior. A demora no pagamento a fornecedores aumentou 90 dias para um total de 3030 em 2011.

Como é que dizia o Chev Chelios... a culpa é que estas empresas são geridas segundo um modelo "socialista" ou algo do género... pois, daqui a um ano vai ser: a culpa é que estas empresas são geridas segundo um modelo "social-democrata". :twisted:

E entretanto não terão visto que a realidade é bem mais simples do que parece: as empresas estatais são, de um modo geral, mal geridas, ponto. E isso só vai mudar quando começar a existir a chamada "responsabilização pessoal".
Pois, não é fácil, o dinheiro não dá pra tudo, mas por outro lado existem coisas bem mais importantes: existe o nosso legado e a nossa felicidade e isso só se consegue passando mais tempo com os putos, com os pais, irmãos, primos e tios. Não há nada que dê tanto de volta como a família, daí ser um contra-senso tudo fazer para passar menos e menos tempo com ela. :inde:

Acho que esta crise não vem por acaso. E tendo uma perspectiva mais espiritual da coisa, acredito que é justamente para fazer as pessoas pararem e perceberem o que é essencial para a sua própria felicidade.
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Concordo plenamente. Lutamos tanto para no fim não termos nada, colocando de parte aqueles são mais próximos e que podem ser fonte de felicidade. Deixo algumas palavras de Confúcio:

"Os homens perdem saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para a recuperar. Por pensarem tão ansiosamente no futuro esquecem o presente, de tal forma que que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido."
Estatutos: Artigo 3º 1 - O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL É UMA UNIDADE INDIVISÍVEL CONSTÍTUIDA PELA TOTALIDADE DOS SEUS ASSOCIADOS.
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Os 10 Mandamentos do Sportinguista por Salazar  Carreira
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