Política Nacional

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És pior que os ACAB o comentário nem acho nada ofensivo , se abrisses mais os olhos e vires o que os comunas dizem nao ligavas ao meu post...aposto que és um deles

Não sou comunista, mas não vejo nada de mal em o ser. Se tens problemas com comunistas podes ir resolvê-los para outro sítio. (e provocar-me não é uma boa estratégia para ti) :arrow:
PCP :great:
Isto é daqueles comentários que não têm nada a ver..... es comunas são mesmo burros e ursos  :cartao:
 Linguagem ofensiva num tema já de si delicado. (há sempre quem queira estar ao nível das suas afirmacões) /Paracelsus

Está aqui a razão pela qual não desenvolvi o post ;) Urso ? Burro ? Amigo não te estás a olhar ao espelho !  :offtopic:

Podes apagar Angel Lion  ;)
Voces comunas andam cá com uma piada louca... o/
Elite Verde e Branca!
Não são piadas, mas se não ofendi ninguém, não admito que ninguém me ofenda ;)
Voces comunas andam cá com uma piada louca... o/

Como moderador:

Espero que seja a última vez que uses a palavra "comunas" neste tópico ou que faltes ao respeito a algum forista. Caso contrário levarás novo Aviso de nível superior.
Saudades do futuro.
Neste tópico discute-se ideias e este assunto é para ser levado com seriedade , lugar de brincadeiras é no recreio.
Neste tópico discute-se ideias e este assunto é para ser levado com seriedade , lugar de brincadeiras é no recreio.

Peço desculpa, mas nunca foi a minha intenção  ;)
Quando fecharem o recreio, talvez participe na tréde.
Pretendo ficar amarrado àquilo que foi o sonho de um fundador do Clube.

"Quando se afirma que o mal está no Clube porque a SAD funciona lindamente, estamos chegados a um nível de despudor e de falta de vergonha poucas vezes visto desde que Édipo matou o pai e casou com a mãe."

"Ninguém deve ser discriminado pela sua raça, cor política ou religião. A menos que seja lampião!"
Mas isso não é discriminação... é separar o trigo do joio. :mrgreen: Bem, chega de off-topic pessoal, o tópico é para manter-se rigoroso para que não aconteça como todos os outros tópicos em que se tentou discutir política.
Tentar atribuir sequer uma milésima da culpa da situação do país de hoje em dia ao 25 de Abril não faz qualquer sentido. Nessa altura, até ao 25 de Novembro, foi uma época de pura liberdade, literalmente falando. Não estou a querer dizer que tudo foi perfeito, mas porra, foram mais de 40 anos sob a influência de uma ditadura forte, repressora, e cujas consequências e acção claramente negativa muitos tentam suavizar e desculpabilizar.

Muitas das coisas a que hoje em dia, ou pelo menos até aos últimos anos, se dá valor, como subsídios de natal, 13º mês, etc, etc, foram alcançados nessa altura, houve a nacionalização e consequente recuperação de muitos espaços arruinados, a "libertação" de um país, de uma população, mesmo com alguns exageros que possam ter existido.

Dizer que a verdadeira revolução e que instaurou a democracia e a liberdade em Portugal foi o 25 de Novembro de 75 é pura e simplesmente descabido, visto que é sem dúvida devido à acção daqueles homens, que foram ao longo do período ditatorial fazendo oposição ao regime, mesmo na clandestinidade, e devido a todos aqueles que participaram e contribuíram activamente na revolução dos Cravos, que hoje posso dizer, com todos os condicionantes que se me vão apresentando: "Sou livre."

Isto foi só um pequeno desabafo por ter lido aí falar-se do 25 de Abril de forma não tão positiva. Repito que tenho plena consciência que nem tudo naquela altura foi perfeito, quer de um lado quer do outro (esquerda e direita religiosa), mas tenho orgulho na revolução que hoje me dá a liberdade de que ainda vou dispondo.

Em termos de política actual, identifico-me com a esquerda, em Portugal. Não sei em que partido irei votar quando chegar à minha idade (algo entre BE, PCP ou um PS mais esquerdista, mais "à antiga", provavelmente) mas se há algo que sei com certeza é que vou votar, nessa altura.
Querem acabar de vez com a nossa paixão!
Não vamos deixar... porque nunca desistimos de ti!
Tentar atribuir sequer uma milésima da culpa da situação do país de hoje em dia ao 25 de Abril não faz qualquer sentido. Nessa altura, até ao 25 de Novembro, foi uma época de pura liberdade, literalmente falando. Não estou a querer dizer que tudo foi perfeito, mas porra, foram mais de 40 anos sob a influência de uma ditadura forte, repressora, e cujas consequências e acção claramente negativa muitos tentam suavizar e desculpabilizar.

Muitas das coisas a que hoje em dia, ou pelo menos até aos últimos anos, se dá valor, como subsídios de natal, 13º mês, etc, etc, foram alcançados nessa altura, houve a nacionalização e consequente recuperação de muitos espaços arruinados, a "libertação" de um país, de uma população, mesmo com alguns exageros que possam ter existido.

Dizer que a verdadeira revolução e que instaurou a democracia e a liberdade em Portugal foi o 25 de Novembro de 75 é pura e simplesmente descabido, visto que é sem dúvida devido à acção daqueles homens, que foram ao longo do período ditatorial fazendo oposição ao regime, mesmo na clandestinidade, e devido a todos aqueles que participaram e contribuíram activamente na revolução dos Cravos, que hoje posso dizer, com todos os condicionantes que se me vão apresentando: "Sou livre."

Isto foi só um pequeno desabafo por ter lido aí falar-se do 25 de Abril de forma não tão positiva. Repito que tenho plena consciência que nem tudo naquela altura foi perfeito, quer de um lado quer do outro (esquerda e direita religiosa), mas tenho orgulho na revolução que hoje me dá a liberdade de que ainda vou dispondo.

Em termos de política actual, identifico-me com a esquerda, em Portugal. Não sei em que partido irei votar quando chegar à minha idade (algo entre BE, PCP ou um PS mais esquerdista, mais "à antiga", provavelmente) mas se há algo que sei com certeza é que vou votar, nessa altura.

O 25 de Novembro foi uma tentativa. posteriormente falhada, de instaurar uma ditadura de esquerda. Quem diz o contrário deve ser maluco! O Movimento das Forças Armadas (MFA) começou a revolução com ideais excelentes, mas rápido se deteriorou quando os partidos de extrema-esquerda quiseram (conseguiram) monopolizar politicamente o movimento. No fim da Revolução, ninguém via com bons o MFA.

Mas antes do 25 de Novembro, houve o 11 de Março, uma pseudo-tentativa de golpe de Estado por parte do Spínola, com ajuda dos "nuestros hermanos".

Aliás, quem conhece um pouco do 25 de Abril, sabe bem dizer, embora seja uma opinião e não uma certeza, que o 25 de Abril começou como Revolução Militar, passando depois, com o consequente ajuntamento do povo português, para os moldes revolucionários que conhecemos hoje, uma Revolução Popular. O próprio MFA nasce de situações e objectivos pouco esclarecedores. Não pensem que era " tudo para o Povo Português". Se a Guerra Colonial não tivesse a correr tão mal, gostaria de ver se o MFA tinha alguma vez aparecido...

No entanto, ainda bem que a ditadura foi derrotada e que não caímos noutra pouco tempo depois. Com muitos defeitos, lá ficou o mais importante: a liberdade democrática.
« Última modificação: Fevereiro 10, 2009, 04:29 am por danielw »
Estou mais preocupado com o presente e, especialmente, com o futuro do que com o passado. Por isso, de vez em quando gosto de ler os escritos destes indivíduos.

Citação de: Mário Crespo
Está bem... façamos de conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

in Jornal de Notícias


Citação de: António Ribeiro Ferreira
Está tudo na sarjeta

Os últimos desenvolvimentos do caso Freeport são verdadeiramente aterradores e mostram o ponto a que chegou a Justiça neste sítio cada vez mais mal frequentado.

 Os procuradores responsáveis pelas investigações suspeitam de que alguém os anda a vigiar, o juiz de instrução terá sido contactado por alguém dos serviços secretos, Pinto Monteiro, responsável do Ministério Público, admite em tom de brincadeira que o SIS devia investigar as fugas de informação em vez de andar a escutar criadas, o Parlamento vai averiguar se anda alguém a escutar alguém e o processopropriamente dito continua em águas de bacalhau.

O procurador--geral da República exige respostas rápidas aos seus subordinados e afastou de um programa de rádio a responsável de um organismo que dá pelo pomposo nome de Departamento Central de Investigação e Acção Penal. É um verdadeiro regabofe, uma choldra, como escrevia Eça de Queirós. Entretanto, a investigação jornalística continua para desespero da central de contra-informação cor-de-rosa que já não sabe o que inventar mais para afastar as atenções, vitimizar o senhor presidente do Conselho e lançar nuvens de fumo sobre o processo com as célebres cabalas e campanhas negras.

É evidente que a Justiça não está assim só porque o PS subiu ao poder. Está mal há muitos anos. Mas sempre que tentou meter o pé e a mão onde o poder político dominante não queria, logo vieram os legisladores de serviço emendar a mão e pôr o devido freio em procuradores e polícias mais diligentes, que ainda acreditavam que a Justiça era cega e igual para todos, ricos e pobres. E, no entanto, havia uma forma tão fácil de se esclarecer tanta coisa no caso Freeport, nomeadamente afastar as suspeitas legítimas sobre a honestidade do senhor Presidente do Conselho. Bastava que o secretário-geral do PS e ministro do Ambiente na altura do licenciamento do Freeport tivesse o bom senso de permitir que as autoridades analisassem as suas contas bancárias ao longo dos últimos anos. O que não seria uma tarefa difícil, uma vez que nas declarações de rendimentos apresentadas no Tribunal Constitucional não constam contas a prazo e aplicações financeiras significativas.

Em vez de cabalas e campanhas negras, todos ganhavam se o senhor presidente do Conselho pusesse as contas à luz do dia. Ganhava a sua honra, ganhava a Justiça e ganhava a política, todas irremediavelmente a caminho da mais suja das sarjetas.

in Correio da Manhã
Pretendo ficar amarrado àquilo que foi o sonho de um fundador do Clube.

"Quando se afirma que o mal está no Clube porque a SAD funciona lindamente, estamos chegados a um nível de despudor e de falta de vergonha poucas vezes visto desde que Édipo matou o pai e casou com a mãe."

Estamos entregues a uma gente perigosa e sem escrúpulos. Tudo farão para manter o poder. O Pinóquio não é como a “picareta falante” e não vai embora a bem. A coisa vai ser feia.

Este Sócrates tem sido um figurão toda a vida. Foi o caso da licenciatura falsa (a propósito, o Lima de Carvalho forjou dois certificados de Mestrado em Direito e Recursos Humanos, porque a data destes é anterior à abertura desses cursos na Universidade Independente  :lol:), dos projectos assinados na Câmara da Guarda, o caso Resin que envolve a Fátima Felgueiras e financiamento partidário (É impressionante como os jornalistas andaram tanto tempo a escarafunchar as trafulhices em Felgueiras e passaram ao lado do caso Resin, que envolve o Ministério do Ambiente e o ministro da época, precisamente José Sócrates. Será por isso que a "garota do Rio" pode fugir do país? Por saber de mais e poder abrir a boca?  :eh:), o Euro 2004, o Freeport, os PIN, etc. Só esquemas, só trafulhices. Um NOJO!
FORÇA LEÕES!!
Estamos entregues a uma gente perigosa e sem escrúpulos. Tudo farão para manter o poder. O Pinóquio não é como a “picareta falante” e não vai embora a bem. A coisa vai ser feia.

Este Sócrates tem sido um figurão toda a vida. Foi o caso da licenciatura falsa (a propósito, o Lima de Carvalho forjou dois certificados de Mestrado em Direito e Recursos Humanos, porque a data destes é anterior à abertura desses cursos na Universidade Independente  :lol:), dos projectos assinados na Câmara da Guarda, o caso Resin que envolve a Fátima Felgueiras e financiamento partidário (É impressionante como os jornalistas andaram tanto tempo a escarafunchar as trafulhices em Felgueiras e passaram ao lado do caso Resin, que envolve o Ministério do Ambiente e o ministro da época, precisamente José Sócrates. Será por isso que a "garota do Rio" pode fugir do país? Por saber de mais e poder abrir a boca?  :eh:), o Euro 2004, o Freeport, os PIN, etc. Só esquemas, só trafulhices. Um NOJO!


É "a" política portuguesa. O que acho estranho e que me revolta, é saber que há ainda quem vote nos partidos com assento na A.R. Em consciência ninguém deveria votar nesses partidos.

E apesar de saber que a abstenção tem crescido de eleições para eleições (não deixa de ser um sinal de descontentamento), acho que deveriamos utilizar a arma que temos (o voto) para votar em branco ou votar em partidos que não façam parte do conluio. Eu desde os 18 anos que voto assim. Nem dormiria descansado a pensar que contribui para esta corja.
Sporting Sempre! 14.244
Ehehehe já não estou avisado acho que posso voltar a insultar estes bloquistas  :twisted:  :twisted:  :twisted:
Elite Verde e Branca!
Ehehehe já não estou avisado acho que posso voltar a insultar estes bloquistas  :twisted:  :twisted:  :twisted:

Por tua conta e risco.
Saudades do futuro.

(...)

É "a" política portuguesa. O que acho estranho e que me revolta, é saber que há ainda quem vote nos partidos com assento na A.R. Em consciência ninguém deveria votar nesses partidos.

E apesar de saber que a abstenção tem crescido de eleições para eleições (não deixa de ser um sinal de descontentamento), acho que deveriamos utilizar a arma que temos (o voto) para votar em branco ou votar em partidos que não façam parte do conluio. Eu desde os 18 anos que voto assim. Nem dormiria descansado a pensar que contribui para esta corja.

Concordo com tudo o que afirmas sobre o voto em branco, mas sabes, tenho notícias para ti.

O "sistema" de há muitos anos que passou a incluir os votos em branco numa contagem juntamente com os votos nulos. O resultado desses votos aparece sempre junto como "brancos ou nulos".

Na minha opinião, o que realmente incomoda a classe politica e a clientela de poder que vive em seu redor é a abstenção. A ideia da falta de legitimidade democrática assusta-os muito mais do que os votos "brancos ou nulos".

Nunca deixei de votar. Estive sempre presente em todos os actos a que fui chamado, mas a partir de agora acabou. Estou farto. Estou farto de legitimar sempre a mesma cáfila.

Por isso, já há algum tempo que resolvi que o meu partido passará a ser o da abstenção.


Com o Sporting e sempre pelo Sporting. Sempre !!


Concordo com tudo o que afirmas sobre o voto em branco, mas sabes, tenho notícias para ti.

O "sistema" de há muitos anos que passou a incluir os votos em branco numa contagem juntamente com os votos nulos. O resultado desses votos aparece sempre junto como "brancos ou nulos".

Na minha opinião, o que realmente incomoda a classe politica e a clientela de poder que vive em seu redor é a abstenção. A ideia da falta de legitimidade democrática assusta-os muito mais do que os votos "brancos ou nulos".

Nunca deixei de votar. Estive sempre presente em todos os actos a que fui chamado, mas a partir de agora acabou. Estou farto. Estou farto de legitimar sempre a mesma cáfila.

Por isso, já há algum tempo que resolvi que o meu partido passará a ser o da abstenção.


não sou político e tão pouco percebo de política.decerto que percebes muito mais do que eu sobre o assunto (como sportinguitas que somos permite-me que trate tão á vontade, já que tens um poco mais idade do que eu.... :D). mas de facto não concordo muito com o que dizes. querem lá eles saber da abstenção. o que eles querem é percentagens de votação e se possível com maioria absoluta porque isto de andar a dividir tachos com o pp, bloco de esquerda e cdu não dá com nada. seja a abstenção elevada ou não, desde que se tenha a maioria absoluta, tudo bem. além disso já ouvi por aí muita desculpa sobre a elevada abstenção; "ah, o dia era de sol e convidava a uma praia. ah, o dia estava de chuva e a malta fcou em casa. ah, o pessoal interessa-se pouco pela política, interessa é que não se acabem as minis e o pirezinho de tremoço......."

mas o que interessa é que realmente, no fim, pouco ou nada se fala na abstenção.
 

quanto aos votos brancos, que importa que sejam nulos? o que interessa é que não vou deixar de exercer o meu dever de cidadania que durante tantos anos foi privado aos portugueses. e ao mesmo tempo também não dou votos a ninguém enquanto não me provarem que são competentes e merecedores de representar este país que tão pouco estimamos.
« Última modificação: Fevereiro 14, 2009, 01:59 am por Duarte Filipe »
Estou mais preocupado com o presente e, especialmente, com o futuro do que com o passado. Por isso, de vez em quando gosto de ler os escritos destes indivíduos.

Citação de: Mário Crespo
Está bem... façamos de conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

in Jornal de Notícias



é tramado quando somos um jornalista reputado e nos colocamos sob as luzes da ribalta a fazer perguntas ao políticos. acaba-se também por estar sob as luzes dos mesmos holofotes.

digo isto porque tenho seguido com mais ou menos atenção o programa semanal deste jornalista, que é um excelente profissional, sem margem para dúvidas, mas pessoalmente gosto de ver um programa de informação e ter um pivot que mostre isenção. este jornalista, pelos poucos programas que já foram emitidos (ou muito me engano, ou) mostra uma costela de direita.

como tal, a isenção desde o primeiro programa, parece-me a mim que já foi ás urtigas. este artigo que ainda não conhecia é mais uma prova.

acho muito bem que um jornalista questione as pessoas, que lhes coloque mesmo perguntas incómodas e o entrevistado, se tiver pulso que se desenrasque. mas que o faça com todos os indivíduos de todas as cores politicas. sem ser brejeiro, como alguns que andam por aí e têm a mania que são isentos, mas colocando as perguntas certas nos momentos certos, sem tentar deitar abaixo quem não é da sua cor política e quase que endeusando outros (o 1º programa ao dr alberto joão jardim....., caramba!)

e já agora, mais uma achega aos senhores jornalistas: para quando um programa de informação em que, em vez de andar a perguntar "quando é que o senhor doutor vira os bolsos do avesso para vermos as moedas que lá trás", porque é que não perguntam mais insistentemente "o que é que o senhor doutor pensa fazer para ajudar este povo de desgraçados que são os portugueses? e como?"

só isto