A guerra contra os downloads ilegais

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Outra questão que acho interessante é a duração dos direitos de autores. Não será excessiva? Será justo um autor gozar do fruto que produziu eternamente, será isto um incentivo à inovação? Existem casos em que os direitos duram bem menos tempo...
Não é eternamente que se goza dos direitos. No caso da música, ao fim dum tempo passa a domínio público, e se a tocares de ouvido não pagas, mas se usares uma partitura tens que pagar ao editor da partitura.
Não sei qual a duração dos direitos, mas essa informação deve estar disponível online.


Essa é uma questão pertinente. No caso das obras literárias até quando dura o direito de autor? E depois é do dominio público? E com as músicas a mesma coisa?

Se assim é, porque razão tenho que pagar para utilizar uma citação de Platão, p. ex.?

E aí entramos na discussão teórica do papel da função de autor, e em que medida é que isso se esgota. Mas penso que esse não é o caminho.
Sporting Sempre! 14.244
Na literatura são 75 anos até ser domínio público.

Mas na literatura não se pagam direitos para citar (o que seria feito das recensões literárias?). Pagam-se é direitos para publicar.
Na literatura são 75 anos até ser domínio público.

Mas na literatura não se pagam direitos para citar (o que seria feito das recensões literárias?). Pagam-se é direitos para publicar.

Ricardo, quando falo em citações é mesmo para o fim de publicar. Nesse caso pago a quem? Percebes? É essa a minha questão.
Sporting Sempre! 14.244
A ver se acerto no exemplo: vais redigir um trabalho de investigação universitária que depois será publicado, e colocas citações de autores cujas obras têm menos de 75 anos. Não pagas nada, desde que coloques aspas e cites o nome do autor, obra, edição, etc. (no fundo as regras básicas de qualquer citação).
Acho que não adianta discutir com o Green Lion 1906, e nem interessa porquê.
Pelos vistos outros compreenderam o que escrevi, e até se me adiantaram, não me deixando praticamente nada a acrescentar, nomeadamente o alemid (que me tranquilizou; afinal não falo chinês) e o Avantix (que quase me tirou as palavras da boca).
E felizmente a discussão evoluiu para aspectos mais positivos, em parte graças à Karol.
Da minha parte resta isto:

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Mas o que mais me preocupa é o papel dos ISPs. Vejamos um exemplo. Um grupo de estudantes coloca os trabalhos do grupo no Emule, em vez de no Google Docs. Os membros do grupo descarregam-no e carregam-no, tudo em total legalidade, paralelamente a uma série enorme de CDs e DVDs, que outras pessoas trocam entre si. Os servidores são os mesmos, excepto no que respeita aos computadores finais. Como detecta o ISP que se trata duma ilegalidade, ou dum comportamento legítimo?



Para expressar a tua posição era preciso usares aquelas analogias excessivas e despropositadas , como que o pessoal aqui do forum não conhecesse essa realidade , acho que não há aqui crianças para ensinar o que é um download ilegal , que eu saiba.

Queres ver que o que tu escrevestes tinha um segundo sentido , secalhar tenho que ler de trás para a frente queres ver , santa paciência , que eu saiba para marcar e expressar uma posição não é preciso entrar a gritar numa sala face a comparação.

Comigo falsos moralismos não colam , para próxima tem mais tino no que escreves mas é , davez de dizeres que os outros não compreendem , é que para orelhas de burro pelos vistos tu as tens e não as vês.

Estou a ver que estar a falar contigo é a mesma coisa que estar a falar para o boneco , por isso comigo assunto encerrado , vai pregar aos peixes essas tuas moralidades pode ser que eles te ouçam.  :rotfl:

E já estava-me a esquecer , vais entregar a nota à policia ou não , já sei aposto que vais-te armar em bom samaritano e comprar um cd ou dvd com ela.  ;D
« Última modificação: Janeiro 08, 2009, 14:41 pm por Green Lion 1906 »
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Outra questão que acho interessante é a duração dos direitos de autores. Não será excessiva? Será justo um autor gozar do fruto que produziu eternamente, será isto um incentivo à inovação? Existem casos em que os direitos duram bem menos tempo...
Não é eternamente que se goza dos direitos. No caso da música, ao fim dum tempo passa a domínio público, e se a tocares de ouvido não pagas, mas se usares uma partitura tens que pagar ao editor da partitura.
Não sei qual a duração dos direitos, mas essa informação deve estar disponível online.


Essa é uma questão pertinente. No caso das obras literárias até quando dura o direito de autor? E depois é do dominio público? E com as músicas a mesma coisa?

Se assim é, porque razão tenho que pagar para utilizar uma citação de Platão, p. ex.?

E aí entramos na discussão teórica do papel da função de autor, e em que medida é que isso se esgota. Mas penso que esse não é o caminho.
Citação de: http://en.wikipedia.org/wiki/Copyrights
Duration
Copyright subsists for a variety of lengths in different jurisdictions. The length of the term can depend on several factors, including the type of work (e.g. musical composition, novel), whether the work has been published or not, and whether the work was created by an individual or a corporation. In most of the world, the default length of copyright is the life of the author plus either 50 or 70 years. In the United States, the term for most existing works is a fixed number of years after the date of creation or publication. Under most countries' laws, copyrights expire at the end of the calendar year in question.

The length and requirements for copyright duration are subject to change by legislation, and since the early 20th century there have been a number of adjustments made in various countries, which can make determining the duration of a given copyright somewhat difficult. For example, the United States used to require copyrights to be renewed after 28 years to stay in force, and formerly required a copyright notice upon first publication to gain coverage. In Italy and France, there were post-wartime extensions that could increase the term by approximately 6 years in Italy and up to about 14 in France. Many countries have extended the length of their copyright terms (sometimes retroactively). International treaties establish minimum terms for copyrights, but individual countries may enforce longer terms than those.

In the United States, all books and other works published before 1923 have expired copyrights and are in the public domain. In addition, works published before 1964 that did not have their copyrights renewed 28 years after first publication year also are in the public domain, except that books originally published outside the US by non-Americans are exempt from this requirement, if they are still under copyright in their home country (see How Can I Tell Whether a Copyright Was Renewed for more details).

But if the intended exploitation of the work includes publication (or distribution of derivative work, such as a film based on a book protected by copyright) outside the U.S., the terms of copyright around the world must be considered. If the author has been dead more than 70 years, the work is in the public domain in most, but not all, countries. Some works are covered by copyright in Spain for 80 years after the author's death.

In 1998 the length of a copyright in the United States was increased by 20 years under the The Copyright Term Extension Act. This legislation was strongly promoted by corporations that had valuable copyrights that otherwise would have expired, and has been the subject of substantial criticism on this point.

Ver também http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Non-US_copyrights
«Opiniões divergentes não significam ataques pessoais»
« Última modificação: Janeiro 08, 2009, 14:44 pm por one_o_six »
«Opiniões divergentes não significam ataques pessoais»
E também: http://www.wipo.int/about-ip/en/ (nomeadamente http://www.wipo.int/freepublications/en/intproperty/909/wipo_pub_909.pdf)
Encontrei mais informação em http://www.pdinfo.com/index.php (e http://www.pdinfo.com/copyrt.php).
Mas basicamente, no que respeita a música (a tal questão sobre Beethoven):
Citação de: http://www.pdinfo.com/copyrt.php
Works published in the United States with a copyright date of 1922 or earlier are in the public domain in the United States.
Copyright protection outside the USA is determined by the laws of the country where you wish to use a work.  Copyright protection may be 95 years from publication date, 50 to 70 years after the death of the last surviving author, or other criteria depending on where the work was first published and how the work is to be used.
«Opiniões divergentes não significam ataques pessoais»
também dentro do assunto: o preço dos bilhetes. é estupidamente caro e tem as suas razões de ser: primeiro, é raro o concerto que dá lucro; segundo, muitos dos festivais são pagos não pelas organizadoras, mas por patrocínios; terceiro, os espaços dos concertos têm um custo de aluguer bastante alto (o mais caro é o PA e a seguir penso que é o Campo Pequeno). tenho assistido a inúmeros concertos em que poderia haver casa cheia e não por razões económicas.


Os concertos não dão lucro? Então porque raio existem cada vez mais grandes promotoras de concertos em Portugal (a última da cisão na Música no Coração), e porque raio Portugal continua a ser de longe o país europeu com maior média de concertos por pessoa? Não dá lucro? Então essas promotoras não vão à falência?  :think:


por enquanto não. há editoras que levam 4 meses a pagar o que devem aos empregados ou outras pessoas que contratem ocasionalmente. parte vais para os patrocínios que cedem a maior parte do capital. a maior parte destas empresas promocionais tem até inúmeras dívidas!
Sporting Sempre
Carol, acho que normalmente só se é acusado e condenado (como diz o Green Lion, o juiz absolviria noutras situações) se se ganhar dinheiro com a pirataria. Ou seja, se fizeres cópias e as venderes.



queria dizer indiciado. peço desculpa ;)
Sporting Sempre
Carol, acho que normalmente só se é acusado e condenado (como diz o Green Lion, o juiz absolviria noutras situações) se se ganhar dinheiro com a pirataria. Ou seja, se fizeres cópias e as venderes.



queria dizer indiciado. peço desculpa ;)

 ;)

Sobre os ISP's, é obviamente aó que é possível combater a pirataria, se calhar até é simples, os ISP's pertencem a grandes grupos económicos, bastariam que tivessem interesses económicos ao comprarem algumas dessas editoras e a maior parte da pirataria acabava imediatamente. Limitavam-se a bloquear downloads acima de certo volume, ou acima de uma certa velocidade, ou a bloquear os programas claramente "pirateiros", como as mulas,  os torrents..."ah e tal mas eu quero enviar um trabalho académico bla bla bla"  - "é pá, usa o mail"; "ah e tal eu assim quero baixar a minha velocidade de dowlnload de 25 G para 700 k" - "temos pena mas já não temos essa velocidade, temos 8G mas paga menos 2 EUR por mês".

Quem tem o poder são os ISP's, as editoras finalmente perceberam isso e é aí que estão a atacar.

Sobre os concertos darem lucro ou não, acho que deve depender do evento, do concerto, da banda...há concertos, como diz a Karol, que vivem à custa dos patrocínios, certo, mas isso também é dinheiro, é a mesma coisa que num clube de futebol, as receitas não são só as assistências aos jogos...aliás como sabemos um dos maiores concertos nacionais é o Super Bock. As contas dos concertos são simples: custos é a banda, o local, a segurança, a promoção; os proveitos são as vendas de bilhetes, publicidade, gadgets. Depois há ainda os snacks, bebidas, etc, que muitas vezes até são cedidos a terceiros contra uma renda fixa. A única variável é mesmo o número de espectadores, se precisar de 5 mil pessoas para atingir o break even (lucro zero) e só tiver 3 mil, então a banda não serve e tem que se experimentar outra...

Karol, essas promotoras de que falas que estão com problemas deve dever-se a um fenómeno típico, que é, com o aumento do poder de compra em Portugal, o nº de concertos aumentou, o pessoal do meio começou a ver o dinheiro a passar e pensaram "e porque não faço eu uma empresa igual", daí aparecerem mais promotoras com empregados que eram de outras editoras, só que depois como há um exagero de oferta, não há público suficiente para todos, até porque os artistas sabendo que têm muita procura aumentam os preços...começou num círculo virtuoso mas agora está a inverter-se.



"Advogado dos fundadores do Pirate Bay defende que havia 'downloads' legais

Editoras multinacionais como a Warner, a Sony e a MGM querem que quatro suecos sejam condenados a dois anos de prisão e a uma multa de aproximadamente 162 mil euros por disponibilizarem links para descarga de ficheiros.

Frederik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde Kolmsioppi e Carl Lundstorm criaram o Pirate Bay assumindo-se como defensores da liberdade digital. Este servidor serve como entreposto para divulgação de links que encaminhamos internautas para filmes, música, programas de televisão e jogos. Essa foi, aliás, a defesa apresentada pelos próprios no primeiro dia do julgamento. Os quatro cidadãos usam como argumento o facto de os ficheiros não estarem alojados no Pirate Bay. O seu advogado Per Samuelsson acrescentou que os links tanto dirigiam os utilizadores para downloads ilegais como legais e garante que a lei sueca o permite.

Diversas companhias multinacionais dizem ter sido lesadas em qualquer coisa como 10,6 milhões de euros, número obtido a partir das dezenas de milhões de ficheiros descar- regados. A advogada de acusação Monique Wadsted diz não se tratar de "um caso político" nem de "um julgamento que pretende terminar com a técnica de partilha de ficheiros".

Para Wadsted, o problema está "no negócio desenvolvido por quatro pessoas que obtiveram lucro a partir do trabalho de outros na música, no cinema e nos jogos de computador".

O Pirate Bay foi criado em 2003 e serviu desde o início para direccionar pesquisas. Em 2006, a polícia sueca chegou a encerrar o site, que reabriu poucos dias depois."

in sapo.pt


Uso o Piratebay diariamente, espero que não voltem a fechar aquilo  :mrgreen:
Citando um jornal sueco de hoje, a coisa está assim: ThePirateBay 1 - 0 Editoras

Este processo em tribunal ameaça tornar-se o maior de sempre em território sueco e a coisa não está fácil para o lado das editoras, até porque os suecos costumam ir pouco nas cantigas que responsabilizam aqueles que têm a menor fatia da culpa... geralmente ou chegam ao culpado na essência ou não há nada para ninguém. E depois a quantidade de utilizadores do piratebay é tal que a pressão da população geral sobre os políticos é difícil de ignorar da parte destes.
Piratebay rulla! :dance:
É bom que assim continue porque em .flac é a referência para mim.
Everyone is king when there’s no one left to pawn
Já ontem tinha lido que a acusação retirou a maior parte das queixas , diz-se que para se concentrar no essencial.  :mrgreen:  :naughty:
E porque raio tem de existir editoras??pelo menos na forma e trabalho que conhecemos..
O mundo ta em constante evolucao, e ha profissoes que vao desaparecendo, para dar lugar a outras...
Nao me lembro de terem feito tanto drama quando alfaiates, e outras inumeras profissoes deixaram de existir para dar lugar a producao em massa..
Se as editoras querem ter lucro, têm de arranjar maneira de se adaptar, agora andarem a fazer choradinho e a dificultar a vida de milhoes de pessoas para lucro de umas quantas empresas..poupem me!
E porque raio tem de existir editoras??pelo menos na forma e trabalho que conhecemos..
O mundo ta em constante evolucao, e ha profissoes que vao desaparecendo, para dar lugar a outras...
Nao me lembro de terem feito tanto drama quando alfaiates, e outras inumeras profissoes deixaram de existir para dar lugar a producao em massa..
Se as editoras querem ter lucro, têm de arranjar maneira de se adaptar, agora andarem a fazer choradinho e a dificultar a vida de milhoes de pessoas para lucro de umas quantas empresas..poupem me!

Hum...deixa-me pensar....talvez porque fazer empresas que dão lucros e recompensam os accionistas que investiram nelas é a filosofia económica vigente no occidente há mais de 100 anos com o nome de capitalismo e há mais de 1000 anos com outros nomes, é a base da nossa forma de vida e pensamento cultural e económico? Talvez por isso?





E porque raio tem de existir editoras??pelo menos na forma e trabalho que conhecemos..
O mundo ta em constante evolucao, e ha profissoes que vao desaparecendo, para dar lugar a outras...
Nao me lembro de terem feito tanto drama quando alfaiates, e outras inumeras profissoes deixaram de existir para dar lugar a producao em massa..
Se as editoras querem ter lucro, têm de arranjar maneira de se adaptar, agora andarem a fazer choradinho e a dificultar a vida de milhoes de pessoas para lucro de umas quantas empresas..poupem me!

Hum...deixa-me pensar....talvez porque fazer empresas que dão lucros e recompensam os accionistas que investiram nelas é a filosofia económica vigente no occidente há mais de 100 anos com o nome de capitalismo e há mais de 1000 anos com outros nomes, é a base da nossa forma de vida e pensamento cultural e económico? Talvez por isso?




essa ironia é porque? se tu pensasses mais um pouco em vez de tentares ser ironico percebias que se ha empresas que dao lucro, e muito, sao as empresas de telecomunicacoes, mesmo essa a que tu pagas no final do mês, assim como ainda ha outras que estao a vingar que sao empresas ligadas para a area da tecnologia, que se fizeres, com calma, uma reflexao, verás que sao os verdadeiros tubaroes de mercado actual, e que nao lhes interessa minimamente deixar de ter clientes, seja por aluguer de servers, reduçao de pessoas com internet, informacao,....

Agora em jeito de comentario final e resumo, o que vai acontecer mais depressa, grandes empresas terem prejuizos, milhares de pessoas serem multadas, ou as editoras se adaptarem ou fecharem...

Nao custava nada levares os posts dos outros users a serio, la por ser um "puto", gostava de ver a minha opiniao respeitada como fazes com outro user qualquer..(e desculpa por seres tu a levar com esta, mas ja nao é a primeira vez que vejo comentarios meus serem desacreditados por causa da idade)