Crise Financeira Internacional

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Dos que a sociedade já criou/implementou? Não. São todos medíocres, pois falham no seu objectivo principal: proporcionar bem-estar à sociedade. O capitalismo está a entrar numa fase de decadência... Se vai cair de podre? Não sei. Mas vai arrastar consigo muita gente para uma espiral de pobreza e miséria.

Contudo, isso não impede a sociedade de criar um melhor. Chama-se evolução. O que é passado é passado: stalinismos, leninismos, maoísmos e afins... Não servem. Pena que essa evolução não se atinja devido à sede de poder de tantos...

Concordo contigo, mas essa crítica gratuita já aborrece, é aqui é no futebol é em todo o lado, talvez seja eu que esteja a ficar acomodado. Mas a verdade é que só sabem criticar e reafirmo, concordo contigo, o capitalismo é cruel para a sociedade, só favorece os astutos, espertos ou inteligentes, o grande molho, as pessoas vulgares, arrastam-se em ordenados miseráveis, pois são isso mesmo, vulgares, sem ambição, ou se têm, é uma visão limitada. Poderíamos pensar..."Certo, capitalismo está obsoleto, next move... humm, sei lá  :think:". Ninguém sabe e se sabem não têm meios, mas acho que é mais a primeira, nunca vi ninguém na televisão, rádio, seja o que for a dizer, a próxima etapa é bla bla, pardais ao ninho, ninguém!
Dos que a sociedade já criou/implementou? Não. São todos medíocres, pois falham no seu objectivo principal: proporcionar bem-estar à sociedade. O capitalismo está a entrar numa fase de decadência... Se vai cair de podre? Não sei. Mas vai arrastar consigo muita gente para uma espiral de pobreza e miséria.

Contudo, isso não impede a sociedade de criar um melhor. Chama-se evolução. O que é passado é passado: stalinismos, leninismos, maoísmos e afins... Não servem. Pena que essa evolução não se atinja devido à sede de poder de tantos...

Concordo contigo, mas essa crítica gratuita já aborrece, é aqui é no futebol é em todo o lado, talvez seja eu que esteja a ficar acomodado. Mas a verdade é que só sabem criticar e reafirmo, concordo contigo, o capitalismo é cruel para a sociedade, só favorece os astutos, espertos ou inteligentes, o grande molho, as pessoas vulgares, arrastam-se em ordenados miseráveis, pois são isso mesmo, vulgares, sem ambição, ou se têm, é uma visão limitada. Poderíamos pensar..."Certo, capitalismo está obsoleto, next move... humm, sei lá  :think:". Ninguém sabe e se sabem não têm meios, mas acho que é mais a primeira, nunca vi ninguém na televisão, rádio, seja o que for a dizer, a próxima etapa é bla bla, pardais ao ninho, ninguém!


Mas se eu te dissesse aqui um plano para mudar as coisas o que é que isso adiantava? Nada. Acusar-me-iam de ser maluco, irrealista, estúpido... Uma mudança de sistema implica um período de rotura que assusta a maioria da população.

Sim, fazendo a analogia com o futebol, concretamente com o panorama do SCP, percebe-se bem. A maioria continua a preferir a continuidade, mesmo sabendo que a coisa provavelmente irá dar para o torto. Mas se se apresentar uma via diferente, as pessoas assustam-se, recuam, pois pensam isto: mal por mal, antes este, que já o conhecemos. Parte-se sempre de um ponto de vista negativo, quando se fala em mudança.

Só a palavra "mudança" assusta muita gente. E depois, se se começasse a falar em alterações de paradigma, lá vinham os velhos do restelo a dizer que ia dar tudo para o torto e que quem quer a mudança tem pretensões maléficas e diabólicas. Típico.

Quanto ao facto de tu não veres gente a falar na TV, Rádio, etc, isso acontece porque os órgãos de comunicação social são o instrumento preferido de quem domina a sociedade. Imagina o choque que seria se em vez de se discutir o orçamento de estado e o futuro do estado social, se começasse a discutir uma mudança profunda de sistema. Era o caos. Ninguém quer perder o controlo da situação. É melhor ficar-se acantonado a fazer uma pseudo-discussão entre o centro-direita e o centro-esquerda, sempre vai dando para distrair a maioria, enquanto os países se afundam no caos financeiro.

Talvez isto realmente mude quando a sociedade for esmagada por impostos, tiver salários ainda mais ridículos, quando as prestações sociais acabarem... E quando os trabalhadores quiserem a reforma e forem informados de que não há dinheiro para aposentadorias.
Símbolo antigo. Estádio antigo. Sem amarelo. Sem Taveirices.
Medo da mudança é algo que não está no meu vocabulário. Mas por curiosidade se souberes de algum artigo, seja o que for, que sugira uma mudança e explique aos leigos o processo gostaria de ler (não estou a ser irónico).
O sistema capitalista não é um ser orgânico, não tem vida própria; é um sistema, tal como todos os outros, criado pelo homem, participado através dele, volátil ao manejar dele. Como tudo, existe, e existirá, quem dele se aproveite - esta crise significa isso mesmo. No entanto, não me parece que o objectivo do sistema capitalista seja a falência criminosa de grandes instituições bancárias, despedimento brutal de trabalhadores, etc. Ao contrário de muitos, eu atribuo grande parte das culpas aos órgãos supervisores. Por exemplo: desde 2006, salvo o erro, que o Banco de Portugal vem a avisar que algo estava errado com o BPN e com o BPP. O que fizeram? Nada. Madoff tinha sido denunciado dois anos antes do caso explodir. O que aconteceu? Nada. A complexidade mórbida de certos produtos financeiros tinha sido denunciado por vários senadores norte-americanos e, veja-se, até por CEO's de grandes bancos; o que se fez? Nada.

Há quantos anos é que foram identificados os problemas estruturais da economia Portuguesa? Muitos, muitos. Em 139 países analisados, a eficiência do mercado laboral português (a sua rigidez) coloca Portugal no posto 117, no fim, atrás de países completamente subdesenvolvidos e atrasados (atrás de Angola, Botswana, Etiópia e outros). Estamos somente a 5 posições do Zimbabwe. Cá, nomeadamente através do PCP e do BE, qualquer tentativa de o flexibilizar significa despedir tudo o que se mexe, "ataque aos trabalhadores", "tentativa de golpe de estado", etc. Uns sacrificaram-se (Alemanha, Suécia, entre outros), aceitando reduzir salários, isto tudo num cenário macroeconómico positivo. Outros, Portugal e Grécia, pedem mais salários, isto tudo num Estado falido, pouco competitivo, ineficiente. Mais economia-crescimento significa mais salários. O Estado Português é um autêntico bloqueador ao negócio em Portugal, ao crescimento da economia.

É muito fácil - é norma - criticar, de forma abstracta, o sistema capitalista. Ponto 1: não vivemos num sistema puramente capitalista, tal como nunca vivemos num sistema comunista. Ponto 2: analisemos os sistemas económicos que mais ganhos de riqueza produziram para a sociedade? Resposta: economias de mercado, economias onde a actividade empresarial privada, seja ela de grande ou pequena dimensão, ultrapassa a actividade empresarial de origem estatal.

Ponto 2: Existem 6 mil milhões de pessoas no mundo; é impossível garantir que todas vivam bem ou moderadamente bem. A vitória de uns é a derrota de outros. Vejamos um exemplo simples: a Empresa A (alemã) quer comprar um determinado produto. Duas empresas produzem esse produto: a Empresa P (Portugal) e a Empresa E (Espanha). O que vai acontecer? Um determinado conjunto de características (qualidade, preço, tempo de entrega, prazos de pagamento) irá determinado o vencedor. Portanto, a vitória da empresa P significa a derrota da Empresa E. A vitória da Empresa P mantém os pontos de trabalho activos; a Empresa E vê-se obrigada a despedir porque não garantiu a venda necessária.

Vivemos num sistema de concorrência, sistema esse que padece de inúmeros defeitos.

É o factor concorrência que garante a evolução da sociedade, daí que eu rejeite modelos de sociedade como o do Zeitgeist. Todos devem ter acesso à melhor educação possível - ao invés de criarmos subsídios de inserção, etc, porque não garantir acesso gratuito à educação superior?. A partir desse momento, deveria ser cada um por si. A sociedade não deve arcar com aqueles que não querem fazer mais.
Citação de: Schism
Mas se eu te dissesse aqui um plano para mudar as coisas o que é que isso adiantava? Nada. Acusar-me-iam de ser maluco, irrealista, estúpido... Uma mudança de sistema implica um período de rotura que assusta a maioria da população.

Sim, fazendo a analogia com o futebol, concretamente com o panorama do SCP, percebe-se bem. A maioria continua a preferir a continuidade, mesmo sabendo que a coisa provavelmente irá dar para o torto. Mas se se apresentar uma via diferente, as pessoas assustam-se, recuam, pois pensam isto: mal por mal, antes este, que já o conhecemos. Parte-se sempre de um ponto de vista negativo, quando se fala em mudança.

Só a palavra "mudança" assusta muita gente. E depois, se se começasse a falar em alterações de paradigma, lá vinham os velhos do restelo a dizer que ia dar tudo para o torto e que quem quer a mudança tem pretensões maléficas e diabólicas. Típico.

Quanto ao facto de tu não veres gente a falar na TV, Rádio, etc, isso acontece porque os órgãos de comunicação social são o instrumento preferido de quem domina a sociedade. Imagina o choque que seria se em vez de se discutir o orçamento de estado e o futuro do estado social, se começasse a discutir uma mudança profunda de sistema. Era o caos. Ninguém quer perder o controlo da situação. É melhor ficar-se acantonado a fazer uma pseudo-discussão entre o centro-direita e o centro-esquerda, sempre vai dando para distrair a maioria, enquanto os países se afundam no caos financeiro.

Talvez isto realmente mude quando a sociedade for esmagada por impostos, tiver salários ainda mais ridículos, quando as prestações sociais acabarem... E quando os trabalhadores quiserem a reforma e forem informados de que não há dinheiro para aposentadorias.

Concordo com tudo o que escreveste, mas destaco o que está a bold. É impossível surgir uma mudança a partir dos orgãos de comunicação social porque estão interligados às estruturas de poder. Mesmo quando começarem a surgir focos de mudança - o que será inevitável - não vão ter "tempo de antena" praticamente nenhum na televisão e outros meios, porque não interessa alterar um sistema que beneficia justamente quem comanda a comunicação.

Em relação ao capitalismo, acho que acaba por ser um esquema parecido com o feudal. Quando se tem empregados de grandes cadeias multinacionais (Macdonalds e afins) a ganhar 2,5$ por hora e os gestores de topo a ganhar muito mais, as diferenças esbatem-se. O salário base de um funcionário destes apenas dá para pagar alimentação e, se tiver ajuda familiar, um quarto ou casa. Se repararmos no regime feudal, onde o senhor da terra tinha os empregados a trabalhar para ele quase gratuitamente, fornecendo casa e alimentação, não há grande diferença em termos de princípio.

Claro que hoje vivemos melhor, mas estes avanços devem-se sobretudo à ciência e ao Estado Social. Temos uma Medicina muito mais avançada e, supostamente, acessível a todos (pelo menos os cuidados básicos). Temos educação gratuita também e, hoje em dia, com os bancos alimentares e abrigos que existem é raro alguém morrer de fome ou frio. No entanto, o princípio que está subjacente à organização laboral acaba por ser o mesmo do feudalismo e, tal como nessa época, não existe praticamente mobilidade entre classes. Isto é, quem nasce pobre fica pobre e quem nasce rico fica rico. Portugal é mesmo dos países onde esta falta de mobilidade é maior, portanto a noção tão propagada de mérito, propagada pelos ideais capitalistas, é uma ilusão.
"The one thing that doesn't abide by majority rule is a person's conscience." - Harper Lee
não tem muito a ver, é mais "crise financeira nacional" - ou seja, tem tudo a ver, mas: tenho cá uma ideia que os funcionários públicos não vão ter subsídio de natal este ano. Já apareceram uns comentários nesse sentido na TSF, e uns zunzuns que nos institutos e fundações do Estado as Finanças cativaram as verbas correspondentes.

Isso vai fazer com que os patrões se sintam mais à vontade para fazer a mesma coisa no privado, e vai diminuir o consumo numa época que salva muito pequeno comércio. Para além disso, há muito boa gente que faz empréstimos ao consumo (por ex férias) a contar com o Natal.

A questão é que no meio de uma crise o governo continua a aumentar os gastos, e depois tem que ir buscar onde é fácil e imediato.
Existe essa possibilidade. Aliás, fala-se em novas medidas de austeridade, com a imposição de Bruxelas, porque aparentemente, Portugal não vai conseguir alcançar o défice pré-definido no pacote anterior. E a possibilidade no corte do subsídio de Natal é uma delas, tudo para se poupar mais uns milhões.

Não deixa ser giro é que o poder político solicitar mais uma vez que o povo faça sacrifícios em nome do país, quando se vem a saber que as despesas em 75% dos ministérios têm vindo a subir.  :whistle:
"Se você quer 'trepar', vá à faculdade. Mas se você quer aprender alguma coisa, vá à biblioteca."

Lutar pela retoma do Sporting Clube de Portugal!!!
Documentario bastante interessante dividido em 21 partes:

Vejam a data temporal do documentário... interessante, nao? Olhando para isto, mantem-se tudo na mesma assim como os vicios todos que levarao a um novo crash muito brevemente.
A economia não vem com uma ficha de instruções em anexo, como costuma dizer. Este vídeo explica a crise com uma clareza ímpar, começando com os balanços financeiros, sem moralismos, e termina com uma crítica à austeridade assimétrica e à loucura económica em que entrámos. Tudo em pouco mais de cinco minutos.

[youtube=425,350]http://www.youtube.com/watch?v=go2bVGi0ReE[/youtube]

Mark Blyth is a professor of International Political Economy at Brown University and faculty fellow at its Watson Institute for International Studies. He is writing "Austerity: The History of a Dangerous Idea," forthcoming from Oxford University Press in 2011.
É de pensar que o Sporting é muito grande, e que são estas coisas que valem muito para um clube. São estas coisas que trazem sportinguismo ao clube. Isto não é quantificável. Isto não são 6%, 7%... Isto é o Sporting! Isso traz coisas muito importantes ao Sporting. Fervor sportinguista, acima de tudo! - João Benedito, 20-06-2010
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Salvem o euro – livrem-se da Alemanha

Ao impor austeridade fiscal aos seus parceiros da Zona Euro, ao mesmo tempo que recusa teimosamente o reforço do papel do BCE e um maior apoio mútuo às dívidas nacionais, a Alemanha é mais um obstáculo do que uma ajuda para a moeda única, argumenta Anatole Kaletsky.

O mundo tem estado a assistir com horror e fascínio ao trabalho dos investigadores que buscam a causa para um naufrágio eminentemente evitável em Itália. Enquanto isso, a causa de um muito maior naufrágio salta à vista.

À medida que a Grécia avança para a bancarrota, que França, Itália e Espanha sofrem descidas de notação de crédito e que as negociações do tratado fiscal do mês passado chegam a um impasse, o euro caminha na direção das rochas e a força condutora está a ficar bem clara. A verdadeira causa do desastre do euro não é a França, a Itália ou a Grécia. É a Alemanha.

O problema fundamental não reside na eficiência da economia alemã, embora tenha contribuído para a divergência dos resultados económicos, mas no comportamento dos políticos e banqueiros centrais alemães. O Governo alemão não se limitou a vetar permanentemente as únicas políticas que podiam ter colocado a crise do euro sob controlo – garantias coletivas europeias para dívidas nacionais e intervenção em grande escala do Banco Central Europeu. Para piorar a situação, a Alemanha tem sido responsável por quase todas as políticas erradas postas em prática pela Zona Euro, que vão desde subidas loucas da taxa de juros no ano passado pelo BCE até exigências excessivas de austeridade e perdas bancárias que agora ameaçam a Grécia com uma bancarrota caótica.

Mario Monti, o primeiro-ministro italiano nomeado pela Alemanha, foi explícito, ao advertir que a Alemanha iria sofrer uma "forte reação negativa", se persistisse na oposição a medidas para aliviar a pressão financeira sobre os outros membros do euro, como seja à emissão de obrigações com garantias conjuntas. Enquanto isso, muitos dos principais economistas do país, ex-banqueiros do banco central e grandes empresários começam a escrever artigos em que defendem a saída do euro, baseados em que as políticas da Alemanha são incompatíveis com as de outros membros.
Federação ou desintegração

O terrível reconhecimento de que a carta fora do baralho na Zona Euro é a Alemanha torna mais fácil entender as desconcertantes voltas e reviravoltas da crise da moeda europeia e como pode acabar. Como os eurocéticos têm argumentado desde o início dos anos 1990, existem, em última análise, apenas dois resultados possíveis para o projeto da moeda única. Ou o euro se desintegra ou a Zona Euro se transforma numa federação fiscal de grande escala e cria uma união política. Esta dicotomia é hoje amplamente reconhecida. A questão está em saber o que se entende exatamente por uma "federação fiscal". É aqui que chegamos à raiz da culpa da Alemanha na crise atual.

Para o euro sobreviver, terão de ser satisfeitas três condições necessárias. A primeira, aquela em que a Alemanha insiste, é a imposição de disciplina orçamental, que só pode ser executada por controlo centralizado da UE sobre as políticas fiscais e de gastos dos governos nacionais.

A segunda é um elevado grau de responsabilização coletiva europeia pelas dívidas nacionais dos governos e por garantias bancárias. Este apoio mútuo é o reverso do federalismo fiscal, como Monti deixou bem claro; mas é um entrave que os alemães têm recusado sistematicamente nem que seja debater.

A terceira condição é o apoio do BCE à federação fiscal, comparável ao apoio monetário aos mercados de dívida pública pelos bancos centrais nos EUA, Reino Unido, Japão, Suíça e todas as outras economias avançadas. É por causa deste apoio do banco central aos seus mercados de títulos de dívida governamental que EUA, Reino Unido e Japão conseguem financiar défices muito maiores do que a França ou a Itália, sem qualquer preocupação séria sobre abaixamentos dos níveis de crédito.
Austeridade a mais, intervenção a menos

O problema fundamental na Zona Euro é que a Alemanha se concentra inteiramente na primeira. Força os outros governos a adotar metas de austeridade cada vez mais draconianas e irrealistas, recusando-se sequer a discutir procedimentos de garantias coletivas de dívida e a intervenção do banco central. Por causa da intransigência alemã sobre estas duas questões, o novo tratado do euro a que supostamente se chegou no mês passado é como um banco de três pernas apoiado só numa delas.

Quer isto dizer que o euro se vai garantidamente desintegrar? Não necessariamente, por duas razões opostas. A possibilidade otimista é que o inútil "pacote fiscal" do mês passado fosse apenas uma tática de diversão, enquanto Angela Merkel preparava a opinião pública e os políticos alemães para os compromissos que se avizinham, com garantias conjuntas de dívida e empenho do BCE numa flexibilização quantitativa de estilo anglo-saxão.

A alternativa pessimista é que a Alemanha esteja genuinamente determinada a impedir a flexibilização fiscal e monetária necessária para o euro ter uma hipótese de sobrevivência. Se for esse o caso, então os restantes membros do euro vão, em breve, enfrentar uma escolha histórica. Abandonar o euro? Expulsar a Alemanha ou pedir-lhe simplesmente para sair? Ou, mais provavelmente, fazer acordos entre si para uma estratégia monetária e fiscal que provoque a saída da Alemanha?

França, Itália, Espanha e os seus parceiros da Zona Euro têm meios para salvar o euro e, de caminho, poderem escapar à hegemonia económica alemã. A única questão está em saber se têm a autoconfiança e entendimento económico necessários para se unir contra a Alemanha.

Em todo o caso, em breve os dirigentes da Europa vão ter de parar de atribuir a crise do euro à economia mundial, aos bancos ou à prodigalidade de governos anteriores. Como escreveu Shakespeare: "A culpa, caro Brutus, não está nas nossas estrelas / Mas em nós mesmos, que aceitamos ser subordinados."
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/1451081-salvem-o-euro-livrem-se-da-alemanha
É de pensar que o Sporting é muito grande, e que são estas coisas que valem muito para um clube. São estas coisas que trazem sportinguismo ao clube. Isto não é quantificável. Isto não são 6%, 7%... Isto é o Sporting! Isso traz coisas muito importantes ao Sporting. Fervor sportinguista, acima de tudo! - João Benedito, 20-06-2010
Eu continuo a achar que o país que provocou duas guerras mundiais não é flor que se cheire!

Quanto a nós, há tanto dinheiro mal gasto e distribuídos...
Porque é que os funcionários são penalizados com cortes quando as empresas dão prejuízos e não recebem parte dos lucros quando essas empresas lucram milhões!
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E a dívida alemã?

Gostaria de ver os arautos dos "mercados" que moralizam que "as dívidas são para pagar" (no caso da Grécia, com a perda da própria soberania) moralizarem igualmente acerca do pagamento da dívida de 7,1 mil milhões de dólares que, a título de reparações de guerra, a Alemanha foi condenada a pagar à Grécia na Conferência de Paris de 1946.

Segundo cálculos divulgados pelo jornal económico francês "Les Echos", a Alemanha deverá à Grécia em resultado de obrigações decorrentes da brutal ocupação do país na II Guerra Mundial 575 mil milhões de euros a valores actuais (a dívida grega aos "mercados", entre os quais avultam gestoras de activos, fundos soberanos, banco central e bancos comerciais alemães, é de 350 mil milhões).

A Grécia tem inutilmente tentado cobrar essa dívida desde o fim da II Guerra. Fê-lo em 1945, 1946, 1947, 1964, 1965, 1966, 1974, 1987 e, após a reunificação, em 1995. Ao contrário de outros países do Eixo, a Alemanha nunca pagou. Estes dados e outros, amplamente documentados, constam de uma petição em curso na Net (http://aventar.eu/2011/12/08/peticao-sobre-a-divida-da-alemanha-a-grecia-em-reparacao-pela-invasao-na-ii-guerra-mundial) reclamando o pagamento da dívida alemã à Grécia.

Talvez seja a altura de a Grécia exigir que um comissário grego assuma a soberania orçamental alemã de modo a que a Alemanha dê, como a sra. Merkel exige à Grécia, "prioridade absoluta ao pagamento da dívida".
http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel+Ant%F3nio+Pina
É de pensar que o Sporting é muito grande, e que são estas coisas que valem muito para um clube. São estas coisas que trazem sportinguismo ao clube. Isto não é quantificável. Isto não são 6%, 7%... Isto é o Sporting! Isso traz coisas muito importantes ao Sporting. Fervor sportinguista, acima de tudo! - João Benedito, 20-06-2010
Para os Alemães a divida ja' expirou  :mrgreen:
Prescreveu...

São os moralistas do caraças sem dúvida...
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Paul Krugman chama “A Grande Recessão” à actual crise e compara o desempenho de algumas economias europeias agora e durante a crise de 1929, a chamada “Grande Depressão”, concluindo que a generalidade dos países europeus está agora pior.

Mas Krugman vai mais longe e põe o dedo na ferida, num artigo intitulado “O fiasco da austeridade“, quando afirma que esta tragédia era completamente desnecessária e foi causada por decisores políticos, analistas e economistas que decidiram “esquecer-se do que sabiam”, por razões políticas.

Por causa disso, continua Krugman, o que enfurece é que milhões de trabalhadores estão a pagar por esta amnésia intencional.

Desiludam-se, no entanto, os que esperam ver perigosas derivas esquerdistas nestas palavras de Krugman, como essa fúria por causa dos trabalhadores. O seu blogue continua a chamar-se, como antes, “A Consciência de um Liberal”.

A consciência de Krugman é que é diferente da desses liberais que, por cá, persistem num caminho que já mostrou não resultar.
http://aventar.eu/2012/01/31/amnesia-intencional/#comments

artigo completo do Krugman e as comparações aqui: http://krugman.blogs.nytimes.com/2012/01/28/the-worse-than-club/

The past is now part of my future,the present is well out of hand Ian Curtis, Heart and Soul

Não leia, isto é velho de 75 anos


Então, recapitulemos. A agência de rating Moody's baixa a nota da Grécia; as taxas de juro explodem; o país declara falência; a população revolta-se; o exército toma o poder, declara-se o estado de urgência e um general é entronizado ditador; a Moody's, arrependida pelas consequências, pede desculpa... "Alto!", grita-me um leitor, que prossegue: "Então, você começa por dizer que vai recapitular e, depois de duas patacoadas que todos conhecemos, lança-se para um futuro de ficção científica?!" Perdão, volto a escrever: então, recapitulemos. Só estou a falar de passado e vou repetir-me, agora com pormenores. A Moody's, fundada em 1909, não viu chegar a crise bolsista de 1929. Admoestada pelo Tesouro americano por essa falta de atenção, decidiu mostrar serviço e deu nota negativa à Grécia, em 1931. A moeda nacional (dracma) desfez-se, os capitais fugiram, as taxas de juros subiram em flecha, o povo, com a corda na garganta, saiu à rua, o Governo de Elefthérios Venizelos (nada a ver com o Venizelos, atual ministro das Finanças) caiu, a República, também, o país tornou-se ingovernável e, em 1936, o general Metaxas fechou o Parlamento e declarou um Estado fascista. Perante a sua linda obra, a Moody's declarou, nesse ano, que ia deixar de dar nota às dívidas públicas. Mais tarde voltou a dar, mas eu hoje só vim aqui para dizer que nem sempre as tragédias se repetem em farsa, como dizia o outro. Às vezes, repetem-se simplesmente.

by FERREIRA FERNANDES

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2290854&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%C3%A3o%20-%20Em%20Foco
“no small number of these whaling seamen belong to the Azores, where the outward bound Nantucket whalers frequently touch to augment their crews from the hardy peasants of those rocky shores.”
Herman Melville - Moby Dick

Costas Lapavitsas, professor de Economia na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, afirma nesta entrevista que: tanto Portugal como a Grécia e Irlanda estão insolventes e não serão capazes de pagar as suas dividas.

Nouriel Roubini, economista que previu a crise financeira de 2008, também é da mesma opinião.

Mas o nosso ministro das Finanças, Vìtor Gaspar, continua a querer palmadinhas nas costas, enquanto aproveita o desembolso da quarta tranche do empréstimo da troika, enviando assim mais 2 mil milhões para o fundo de recapitalização da banca. Tendo o governo recebido até agora 48,8 mil milhões de euros, sabendo-se já que 4,3 mil milhões estão reservados à recapitalização dos bancos.

Depois queixam-se das "gorduras" do estado...

 :beer:

Não leia, isto é velho de 75 anos


Então, recapitulemos. A agência de rating Moody's baixa a nota da Grécia; as taxas de juro explodem; o país declara falência; a população revolta-se; o exército toma o poder, declara-se o estado de urgência e um general é entronizado ditador; a Moody's, arrependida pelas consequências, pede desculpa... "Alto!", grita-me um leitor, que prossegue: "Então, você começa por dizer que vai recapitular e, depois de duas patacoadas que todos conhecemos, lança-se para um futuro de ficção científica?!" Perdão, volto a escrever: então, recapitulemos. Só estou a falar de passado e vou repetir-me, agora com pormenores. A Moody's, fundada em 1909, não viu chegar a crise bolsista de 1929. Admoestada pelo Tesouro americano por essa falta de atenção, decidiu mostrar serviço e deu nota negativa à Grécia, em 1931. A moeda nacional (dracma) desfez-se, os capitais fugiram, as taxas de juros subiram em flecha, o povo, com a corda na garganta, saiu à rua, o Governo de Elefthérios Venizelos (nada a ver com o Venizelos, atual ministro das Finanças) caiu, a República, também, o país tornou-se ingovernável e, em 1936, o general Metaxas fechou o Parlamento e declarou um Estado fascista. Perante a sua linda obra, a Moody's declarou, nesse ano, que ia deixar de dar nota às dívidas públicas. Mais tarde voltou a dar, mas eu hoje só vim aqui para dizer que nem sempre as tragédias se repetem em farsa, como dizia o outro. Às vezes, repetem-se simplesmente.

by FERREIRA FERNANDES

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2290854&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%C3%A3o%20-%20Em%20Foco

The history moves in circles... literalmente.

Só que há 75 anos as coisas eram muito diferentes... se as pessoas, que viviam com muito pouco, com valores éticos muito superiores aos de hoje, se revoltaram, então esperem para ver quando as coisas descambaram agora...

Vai ser muito, mas mesmo muito complicado.