Política Internacional

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Citar
Trump não é um epifenómeno
O seu estilo ajuda a recrutar e ascender gente que faz do bullying um modo de exercer o poder.
25 de Março de 2017, 7:51


Trump não é um epifenómeno. Tudo é interessante no “momento” Trump. Quase tudo é perigoso em Trump. Nada vai ficar igual com ele e nada vai ficar igual depois dele. Quase tudo muda com ele. Trump é o mais moderno político hoje em funções numa democracia, mas a modernidade que ele ajuda a revelar é assustadora. É a cor do futuro no presente e, para quem preza a democracia, é a mais suja das cores. Mas está lá, mas está cá.


Ele é o Presidente da “nova ignorância”, sobre a qual escrevi há algum tempo, um misto de troll, de figurante de um reality show especialmente bully, um artista de variedades e um con man, um vigarista. Desculpem tanta palavra em inglês, mas é nessa língua que tem florescido a ecologia que é a de Trump. O seu Twitter é um retrato psicológico do mundo que se encontra hoje nas redes sociais, a mesma incapacidade de separar verdade da mentira, a mesma ignorância presumida e arrogante, o mesmo desprezo pelo saber e pela especialização, o mesmo misto de ameaças e de gabarolice, o mesmo uso paupérrimo da linguagem, com abundância de expletivos e de maiúsculas, que são uma forma de gritar numa mensagem. Só não há erros de ortografia, porque alguém os corrige. A ameaça, a chantagem e a vingança são elementos fundamentais no seu Twitter e, como estamos a falar do homem mais poderoso do mundo (por ironia uma televisão americana fez um documentário sobre Putin, o “homem mais poderoso do mundo”…, mas não é), tem de ser tomado muito a sério.

A questão da verdade, cuja “morte” uma capa da Time anunciava interrogativamente, é também relevante. Alguns media americanos têm falado da “mentira patológica” de Trump, mas a classificação parece-me errada, ao atribuir a uma disfunção aquilo que nele é uma função. Trump, e aqui encontramos mais uma vez o “novo homem” das redes sociais, vive num mundo próprio, egocentrado e torna-se subjectivamente muito poderoso, porque está associado ao seu sucesso – daí a obsessão com ratings, sondagens e audiências – em que vontade e verdade são uma mesma coisa. Daí que as suas mentiras sejam ao mesmo tempo reveladoras do mundo de um homem pouco culto, brutal e propenso às teorias conspirativas, uma forma de política e visão do mundo muito atractiva para os ignorantes e autodidactas, e um instrumento de trabalho, de influência, entre os “seus”. Ao termos de as discutir e desmentir, participamos na sua divulgação e, ao fazê-lo, exercemos o efeito de as “igualizar” na trituradora das redes sociais, onde cada vez mais gente vai buscar a "informação”.

À sua volta, baseado no princípio de que os semelhantes se atraem uns aos outros, está uma falange de “novos ignorantes”, mas não só. O “mas não só” são aqueles que percebem muito bem a enorme oportunidade que podem ter com este homem e com a sua gente, como é o caso de Steve Bannon. Estes são os mais perigosos, têm um plano e têm sabido cumpri-lo. Aquilo que nós consideramos falhas e incompetências são o elemento gerador do caos de que eles necessitam. São os verdadeiros revolucionários que pretendem subverter o sistema democrático, instituir uma série de “novas ordens” no plano cultural, rácico, social e político. Vieram da obscuridade e das margens para o centro do mundo, onde nunca pensaram estar, precisam do conflito como pão para a boca e são homens de guerra. Não são fascistas, como às vezes levianamente são intitulados, mas apresentam um impulso de subversão, uma determinação, uma resiliência sem falhas, que é comum a muitos revolucionários modernos, como os fascistas.

Na sua versão do papel criador do caos, da manipulação do ressentimento, em que são especialistas, e da “educação pela bomba”, são mais parecidos com algum anarquismo niilista. São uma versão intelectual – sim, porque eles são intelectuais – do grupo anarquista do “agente secreto” de Conrad, com todas as ideias perigosas, todas as ligações perigosas e todos os conhecimentos, o know-how perigoso. Não os comparo com os bolcheviques, porque a componente voluntarista e individualista que também existe em Lenine e Trotsky nos anos da Revolução, entre 1917 e 1921, não caracteriza o movimento em si, e o comunismo assenta numa ideia colectiva e numa imagética diferente. No entanto, têm em comum uma filosofia da história teleológica e uma profunda negação do presente, daí serem revolucionários. Uma outra coisa são aqueles que, na sua mais infeliz classificação, Hillary Clinton chamou os “deplorables”, que merecem ser tratados à parte.

Trump não é um democrata, mas um autocrata numa democracia. Como Erdogan e Putin, com quem tem semelhanças na mecânica do uso do poder. Ia a escrever que era um autocrata “numa (ainda) democracia”, mas essa classificação seria injusta para a efectiva resistência quer institucional, quer opinativa, quer social, quer política que tem encontrado e que começa a travá-lo com eficácia. Não vai ser fácil travá-lo de todo nos seus excessos autocráticos, até porque homens como Trump geram uma enorme polarização, um clima de guerra civil e garantem mobilizações de apoiantes muito duras e intransigentes, que até agora têm aceite tudo o que ele faz sem pestanejar. Quando Trump se gabou de que podia matar um homem em plena 5.ª Avenida e continuar a ter o mesmo apoio, por uma vez, disse a verdade, revelando a natureza fanática do apoio que recebe, também pouco natural em democracia. Por isso, ele não foi atingido pelas revelações sucessivas de escândalos e de condutas, para ser eufemístico, pouco apropriadas, nem mesmo no crime mais eficaz em efeitos populistas que é a manipulação fiscal, o esconder das suas declarações de impostos e os seus negócios obscuros.

No entanto, todas estas atitudes e revelações contribuíram para o outro lado da polarização e ajudaram a criar uma linha de intransigência contra Trump, que tem impedido o partido e os políticos democratas de terem qualquer complacência com Trump. Como dizia um comentador televisivo americano, os eleitores do Partido Democrata iam às reuniões locais com os seus representantes eleitos e exigiam-lhes que nem sequer um vago sorriso ou protocolar cumprimento tivessem com Trump, mas ruptura total.

Esta resistência total tem riscos, um dos quais é o cansaço que leva a desistir, mas tem ajudado a travar Trump. Como sempre acontece nos debates sobre a táctica, há quem ache que ela ajuda a estratégia confrontacional de Trump e de Bannon, distrai com os incidentes picarescos e anedóticos, matéria-prima para os cómicos e os engraçadistas, das medidas mais de fundo e mais estruturais do programa de Trump. Muita coisa se está a passar que não chega às primeiras páginas, quase sempre ligadas ao mundo dos negócios predadores que a Administração Trump favorece, ao exemplo do seu próprio negócio. E muitas pequenas perseguições estão a ser feitas por todo o lado, com a disseminação de “comissários políticos” por várias estruturas do poder nacional e local. O estilo de Trump ajuda a recrutar e ascender gente que faz do bullying um modo de exercer o poder, e, como estão muitas vezes bastante isolados, usam e abusam do poder formal que lhes é dado. Em áreas como a polícia, as autoridades de emigração e outras, este processo é bastante perigoso.

Trump é hoje o melhor revelador dos riscos da democracia no contexto do mais poderoso upgrade da demagogia que são as mudanças no sistema mediático, entre as redes sociais, a televisão popular e os tablóides. Ele tem explorado como poucos esse sistema, de que faz parte de forma inteira, cujo pathos conhece como ninguém. Mas, se este novo sistema ajudou a colocar Trump no poder, fê-lo porque milhões de homens na democracia americana, como nas democracias europeias, encontraram aí uma resposta à sua perda e à sua zanga. Perda de modo de vida, de paz, de estabilidade, muitas vezes mais perda simbólica do que económica, em particular perda de futuro, da sensação de que as coisas lhes escapavam, porque, como se lhes dizia, a globalização, as novas tecnologias, a racionalização, a “nova economia” da “inovação”, tudo ia no sentido de os desempregar e de os empobrecer, de lhes tirar a casa e a segurança nas ruas.

Também por isto, Trump não é um epifenómeno.

https://www.publico.pt/2017/03/25/mundo/noticia/trump-nao-e-um-epifenomeno-1766435


Citar
Trump-Russia inquiry endangered after lawmaker's 'peculiar midnight run'
House intelligence chair Devin Nunes reportedly disappeared from Uber ride, fueling further questions over his role in committee’s investigation





 :whistle:

#Queoutrostriunfemondenósfomosvencidos

#ThisisnotAmerika
Não leio nem uns nem outros, mas posso admitir que em qualidade jornalistica sejam superiores, o infowars e breitbart são bastante maus.

Conheco melhor o salon, e se o slate e o vox forem tipo salon (http://www.salon.com) são tão biased como o infowars etc

Nunca tinha ouvido falar desse salon, lol. Há uns tempos alguém pôs aqui esta imagem, que classifica bem tanto a Vox como a Slate. Claro que isto não deve servir como prova de nada, porque não faço ideia de quem fez essa essa imagem, por isso a sua autoridade é pouca.



Pessoalmente não leio muito a Slate (sigo mais via twitter), mas gosto do seu podcast sobre política (http://www.slate.com/articles/podcasts/gabfest.html) - em particular gosto muito das contribuições do John Dickerson, o apresentador do Face the Nation.

A Vox leio mais, e acho que é dos melhores sites que existem, não para notícias, mas para análise de notícias. Fazem um excelente trabalho em explicar as notícias (é precisamente esse o seu motto). Inclusive, são para mim a fonte de informação que melhor sabe com usar imagens, gráficos, vídeos, etc. para este efeito.
« Última modificação: Março 26, 2017, 13:52 pm por M »
Essa imagem tem ai muitos no centro que não o são. E eu que sou leitor assinante do wall street journal e do economist posso-te garantir que o WSJ pode estar bem posicionado mas o The Economist não. Devem ter posto o economist para a direita só mesmo porque é free market porque de resto não estou a ver como é que o the economist é de direita.
Essa imagem tem ai muitos no centro que não o são. E eu que sou leitor assinante do wall street journal e do economist posso-te garantir que o WSJ pode estar bem posicionado mas o The Economist não. Devem ter posto o economist para a direita só mesmo porque é free market porque de resto não estou a ver como é que o the economist é de direita.

Isto é a opinião do autor da imagem. Acho que dá uma boa ideia, mas não é para levar como the ultimate truth.

Ainda mais, acho que não é para medir ao milímetro esquerda<->direita. Simplesmente era para dar mais uma outra opinião que refere a Vox e a Slate como credíveis - seja o que for que a opinião do autor desta imagem valha para vocês. :)
Existem várias preocupações legítimas dos povos europeus que não estão a ser respondidas pelos partidos actuais, relativamente ao crescimento do islão, os ataques terroristas, a segurança laboral e o futuro da Europa...

Enquanto muitos liberais preferem catalogar estas pessoas como um grupo de racistas xenófobos reaccionários, os partidos populistas de direita associam-se a estas preocupações e assumem-se como uma alternativa com respostas para os problemas europeus.

A identidade social e democrática dos países europeus está posta em causa e o islão representa uma verdadeira ameaça a estes princípios e valores. À medida que crescem os incidentes e ataques ás liberdades europeias o nascimento de uma sociedade securitária, torna-nos reféns por um lado do fundamentalismo islâmico e por outro de uma extrema direita que teima em aparecer como uma resposta viável aos receios europeus.

Sim, existe uma preocupação com o crescimento populacional da comunidade muçulmana nalguns países da Europa, e esta, não está disposta a ceder terreno à laicidade do estado e aos valores europeus. A ameaça de Erdogan à Holanda não foi uma retórica vaga, assim como, os insultos a Merkel.

Se queremos seriamente impedir o esmagamento entre estas duas correntes extremas, a Europa tem de assumir que o islão é um problema para a liberdade e democracia, porque se continuar a ignorar esta situação apenas dará mais força a uma extrema direita sedenta de poder, ou pior, entregar nações europeias aos fundamentalistas islâmicos.
Herói neoliberal – Entende-se como sendo o individuo que usufruindo dos benefícios do estado social,
opta por esquemas de fraude e evasão fiscal em prejuízo do bem comum.
Andam sempre a falar dos breitbarts mas só vejo para aqui slates e vox's.

Como se fossem minimamente comparáveis... É verdade que o editorial de ambas é left-leaning, mas a nível de credibilidade e qualidade jornalística estão a quilómetros dum Breitbart. E antes de me acusares de ser biased, também há fontes de notícias right-leaning que o estão.

 Breitbart, Infowars, e semelhantes é simplesmente lixo jornalístico, baseado em ódio e teorias de conspiração completamente ridículas - pouco mais que uma extensão do 4chan.

 :rotfl: :rotfl: :rotfl: :rotfl: :rotfl:.

Em apenas 5 minutos a ler a página encontrei logo esta pérola:
http://www.slate.com/articles/news_and_politics/the_good_fight/2017/03/can_europe_defend_itself_from_putin_s_russia.html

 Um site que pede o regresso da guerra fria é sem dúvida excelente  ::) ( e atenção que não estou a dizer que o breitbart e a infowars são excelentes, pois não são) . A azia que existe pelo facto de a Rússia estar a destruir as organizações terroristas apoiadas e financiadas  pela administração do obama e os apoiantes do mesmo é enorme.
« Última modificação: Março 26, 2017, 16:06 pm por 08gole »
Citar
Russia: Sponsor and Conductor of Terrorism


http://www.interpretermag.com/russia-sponsor-and-conductor-of-terrorism/

 :whistle:

#Queoutrostriunfemondenósfomosvencidos
Citar
Russia: Sponsor and Conductor of Terrorism


http://www.interpretermag.com/russia-sponsor-and-conductor-of-terrorism/

 :whistle:

#Queoutrostriunfemondenósfomosvencidos

 :rotfl: :rotfl: :rotfl:

O que vale é que a CIA nunca fez disto!
Herói neoliberal – Entende-se como sendo o individuo que usufruindo dos benefícios do estado social,
opta por esquemas de fraude e evasão fiscal em prejuízo do bem comum.
Citar
Russia: Sponsor and Conductor of Terrorism


http://www.interpretermag.com/russia-sponsor-and-conductor-of-terrorism/

 :whistle:

#Queoutrostriunfemondenósfomosvencidos

 :rotfl: :rotfl: :rotfl:

O que vale é que a CIA nunca fez disto!
Claro que fez. E provavelmente ainda faz.
Mas um americano pode ir a Washington protestar contra a CIA, pode pedir o seu encerramento, pode votar a favor de um político anti-CIA, pode ligar a televisão e ver gajos da CIA ser interrogados pela classe política, pode comprar ou aceder a muitas publicações que censuram livremente a CIA, pode até dizer que quer uma CIA mais secreta e mais compenetrada em atacar os inimigos dos EUA. No fundo, pode fazer o que lhe apetece.

Pode o russo comum fazer o mesmo? Nem políticos do Rússia Unida o podem, quanto mais o desgraçado do Vasily.
Claro que fez. E provavelmente ainda faz.
Mas um americano pode ir a Washington protestar contra a CIA, pode pedir o seu encerramento, pode votar a favor de um político anti-CIA, pode ligar a televisão e ver gajos da CIA ser interrogados pela classe política, pode comprar ou aceder a muitas publicações que censuram livremente a CIA, pode até dizer que quer uma CIA mais secreta e mais compenetrada em atacar os inimigos dos EUA. No fundo, pode fazer o que lhe apetece.

Pode o russo comum fazer o mesmo? Nem políticos do Rússia Unida o podem, quanto mais o desgraçado do Vasily.

A Rússia devido à sua dimensão é propícia aos czars e ditadores. Ainda hoje deu nas notícias, mais uma prisão.

Líder da oposição russa detido em protesto contra a corrupção
Herói neoliberal – Entende-se como sendo o individuo que usufruindo dos benefícios do estado social,
opta por esquemas de fraude e evasão fiscal em prejuízo do bem comum.
Claro que fez. E provavelmente ainda faz.
Mas um americano pode ir a Washington protestar contra a CIA, pode pedir o seu encerramento, pode votar a favor de um político anti-CIA, pode ligar a televisão e ver gajos da CIA ser interrogados pela classe política, pode comprar ou aceder a muitas publicações que censuram livremente a CIA, pode até dizer que quer uma CIA mais secreta e mais compenetrada em atacar os inimigos dos EUA. No fundo, pode fazer o que lhe apetece.

Pode o russo comum fazer o mesmo? Nem políticos do Rússia Unida o podem, quanto mais o desgraçado do Vasily.

A Rússia devido à sua dimensão é propícia aos czars e ditadores. Ainda hoje deu nas notícias, mais uma prisão.

Líder da oposição russa detido em protesto contra a corrupção

A Rússia teve ali uma altura em que se podia ter endireitado. Quando o Ieltsin subiu ao poder e a abertura ao Ocidente foi quase total. Infelizmente, foi também a oportunidade das oligarquias corruptas começarem a tomar conta daquilo e a montar as suas redes mafiosos e corruptas em grande escala e transversais a toda a sociedade. E ao mesmo tempo que quiseram meter o Kremlin a um canto para deixar de atrapalhar... big mistake. Reapareceu com o Putin e passou a tomar conta do país novamente.
O liberalismo não casa com a Rússia.
No passado, teve duas experiências desse tipo. A primeira foi começada por um Czar (Alexandre, pai do pai do último Czar, salvo o erro) e terminou tragicamente quando um anarquista o assassinou.
A 2a deu-se com a Revolução de Fevereiro e acabou na Revolução de Outubro (Lenin).
O fim do comunismo trouxe o Boris, mas este rapidamente cedeu aos vícios e ofertas dos que antes da derrocada administravam as empresas do Estado.

Mas de casar mal com liberalismo a aceitar esta coisa que o Putin montou...
Eu admito que, em certos países onde a sociedade não tem hábitos de democracia desenvolvidos, determinados governos guiados por uma espécie de autoritarismo com ideias definidas e objectivos concretostraçados funcione durante uns tempos (do tipo "vamos fazer isto e aquilo sem bloqueios e depois saimos ou vamos a votos contra quem quiser mandar nisto), mas o Putin já deixou há muito as ideias e os objectivos.

Há muito pouco tempo, vi um mapa que mostrava a percentagem de pessoas que estava disposta a lutar pelo seu país.
Portugal era quase 30% (ou 32, o Reino Unido era 27), percentagem que era mais ou menos a dos outros países. Excepto a Rússia, que tinha 70 e tal (todos os países que faziam parte da União Soviética mostravam percentagens muito acima das dos países da Europa Ocidental).
O pessoal dali é rijo, vai pouco à bola com m*****.
« Última modificação: Março 26, 2017, 21:40 pm por Chev Chelios »
Herói neoliberal – Entende-se como sendo o individuo que usufruindo dos benefícios do estado social,
opta por esquemas de fraude e evasão fiscal em prejuízo do bem comum.
E que tal sermos sérios e admitir que nenhum dos lados é inocente? Não percebo esta necessidade de defender um lado para atacar o outro.

Os Estados Unidos têm bastante sangue nas mãos, não haja dúvida. E se acho que Obama não tem grande culpa do estado caótico das coisas no Médio Oriente que herdou principalmente do seu predecessor imediato, a verdade é que não consegui arranjar uma solução para o problema. Mais, porque os boots on the ground em guerras no Iraque e no Afeganistão, resultaram em tantas mortes de soldados americanos, e mortes politicas em casa (vide Clinton vs Obama), decidiu apostar forte e feio nesta guerra via drones, que estendeu o conceito de "casualidades de guerra" ao extremo - um que não estou confortável.

Mas esta nova defesa do regime Russo por parte da nova extrema-direita é igualmente ridícula... Estamos a falar de um regime autocrático, em que possível qualquer oposição efectiva. E não é só as questões internas, porque o Putin tem o bichinho expansionista - parte da Ucrânia já foi, e com uma NATO enfraquecida os países bálticos correm o risco de se seguir - seja a nível de influências Guerra Fria-style - apoio ao regime de Assad, que estava nas últimas horas até a Rússia o vir salvar.

Já para não falar na cyber war mandatada pelo regime, que faz com que a ameaça se estenda agora a países com democracias estáveis. O que não falta são indícios fortes de que a Rússia ou tentou influenciar ou influenciou as eleições Americanas - e que não querem parar por aí. Mas as Trumpettes (incluindo as cá do fórum) têm, tal como ele próprio, tanto medo que a eleição do Trump não seja a melhor-e-mais-superlativa-de-sempre que preferem tapar os olhos para este Russian meddling, do que fazer algo para evitar que isto volte a acontecer.

Os argumentos que se lêem por aqui é ridículo: é os media que andam a inventar esta história porque os Democratas não conseguem admitir que perderam, é os media que andam a inventar esta história porque não conseguem admitir que a Rússia anda a "destruir organizações terroristas apoiadas e financiadas  pela administração do obama e os apoiantes do mesmo".

É tipo os benfiquistas, que enquanto vão ganhando, não vale a pena falar na podridão que estão os orgãos de decisão do futebol português.
Citar
Former KGB general who helped MI6 spy compile the Donald Trump dirty dossier who has been found dead in the back of his car amid claims of a Kremlin cover up

http://www.dailymail.co.uk/news/article-4166610/Kremlin-covered-murder-former-KGB-chief.html

 :whistle:

#Queoutrostriunfemondenósfomosvencidos
#ThisisnotAmerika
Citar
Ralph Nader Radio Hour

Is Trump Mussolini?


https://ralphnaderradiohour.com/is-trump-mussolini/

#Queoutrostriunfemondenósfomosvencidos
#ThisisnotAmerika