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O último dia de mercado e suas repercussões nos clubes portugueses

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Autor Tópico: O último dia de mercado e suas repercussões nos clubes portugueses (Lida 514 vezes)

O último dia de mercado e suas repercussões nos clubes portugueses , « em: Setembro 02, 2012, 19:29 »


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Boas,

escrevi umas reflexões sobre o último dia de mercado e as suas implicações nos clubes portugueses. Se puderem dêem uma olhada, gosto de ter discussão dos meus escritos.

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CRÓNICA: O último dia de mercado e suas repercussões nos principais clubes portugueses
David   Sep 2nd, 2012



O último dia de mercado trouxe a Portugal movimentações algo inesperadas. Na crónica que se segue, procuraremos analisar as implicâncias do último dia de negociações nos plantéis dos 4 principais clubes portugueses, tentanto perceber se houve algum plantel a sair fortalecido ou, pelo contrário, enfraquecido.

Os destaques naturais do dia prendem-se, naturalmente, com a saída de Javi García do Benfica e com a entrada de Lima nos encarnados, vindo do Braga. Mas nem só por aí estavam as expectativas do mercado. A verdade é que era bastante aguardada a possível saída de Hulk, bem como de João Moutinho, do FC Porto, assim como se esperava ansiosamente, em Alvalade, a chegada de outro ponta-de-lança.

Comecemos pelo Futebol Clube do Porto: nem Hulk nem Moutinho saíram. Não há dúvida que o Porto saiu fortalecido do último dia de mercado: não perdeu nenhuma das principais figuras, e o fim da especulação só vem ajudar a fixar mentalmente os craques na tarefa de levarem o campeonato azul e branco a “bom porto”. Só que, em boa verdade, não me parece que o Porto tenha operado bem no mercado. É verdade que fulminou a principal fraqueza do plantel: Jackson é bem melhor que Kléber e Janko, mas o jogo de ontem deixou bem patente que, para trinco, o Porto tem Fernando e… Fernando. Parece-me evidente que, para um temporada tão longa, atacar o campeonato com 5 médios e manifestamente pouco: Fernando, Lucho, Moutinho, Defour e Castro não chegam para dar garantias de rotatividade ao Porto. Só que lá está, o mais gritante é mesmo a posição 6. É que sem Fernando, o Porto perde todo o equilíbrio porque não tem mais ninguém. Custódio, talvez, seria uma excelente opção para a equipa de VP.

Já o Benfica ficou, inegavelmente, mais fraco. É que, se o Porto está em maus lençóis por só ter Fernando, o Benfica está em piores por ter… ninguém! Javi Garcia é um jogador único, e o seu trabalho dentro de campo é de importância fundamental. Atrevo-me a dizer, de resto, que Javi era, a par de Witsel, o jogador mais importante da estrutura do Benfica. Com uma equipa que tantas vezes fica desprotegida nas laterais na saída para o ataque, ter um jogador com as características do espanhol, a saber recuar para o meio da defesa para equilibrar a manobra de toda a equipa é fundamental. Assim, sem Javi, não vejo ninguém no plantel encarnado (não, de todo, Matic) com a frieza e a visão de jogo do espanhol. O Benfica vai, claramente, ficar desprotegido. Quanto à entrada de Lima, é óbvio que beneficia o ataque encarnado. Afinal, o Benfica tem agora os dois melhores marcadores da Liga do ano passado. Mas penso que o problema do Benfica nunca foi o ataque… e isso está à vista de todos. Quanto ao lateral-esquerdo que não chegou, é evidente que também enfraquece os encarnados. Melgarejo pode ser uma boa escolha em jogos contra equipas não muito afoitas, mas nos clássicos do futebol português e na Champions, penso que a presença do paraguaio, aliada à ausência de Garcia pode ser mortal para os encarnados.

No que toca ao Sporting, o último dia não mexeu nas pedras que parecem ser essenciais para Sá Pinto. O problema, porém, é que não chegou o avançado que faltava. Wolfswinkel, só, não chega, e Viola ainda não mostrou bem o que pode fazer. Além disso, é irreal o Sporting pretender atacar o campeonato com dois avançados abaixo dos 23 anos. Faz falta experiência. Quanto a saídas, apenas se regista a partida de Onyewu. E, aí, serei talvez dos poucos a julgar que o Sporting enfraqueceu. É verdade que o americano não entrava nas contas de Sá Pinto, mas penso que a sua capacidade no jogo aéreo (defensivo e ofensivo) era uma mais valia que o timoneiro leonino poderia explorar. Afinal de contas, muitas vezes foi Gooch a resolver jogos para os leões, e em partidas mais complicadas creio que nem seria tão descabido assim testar o norte-americano no centro do ataque a criar presença na área. Aprecio a forma de jogar de Onyewu, e creio que deveria ter sido tratado de outra maneira.

Por fim, o Braga. E a equipa da cidade dos arcebispos fez, parece-me, borrada da grossa no último dia. Depois de ter reforçado bem o plantel durante todo o defeso (Ismaily e Micael, por exemplo, são mais valias), deixa sair nos últimos minutos do último dia o único jogador que não tem, verdadeiramente, alternativa à altura no plantel. Lima era o melhor avançado do Braga: é indiscutível. Mas não é só por aí: é que Lima era também um “ponta” única no plantel arsenalista. Da maneira que o Braga joga, com mobilidade constante a confundir marcações e a necessitar de um avançado irrequieto para causar espaços para o surgimento dos extremos e dos médios em zona de finalização, ficar só com Éder, Yazalde e Michel no plantel é uma má opção. É que, à excepção de Yazalde (e mesmo assim forçando um bocadinho a barra), mais ninguém consegue ser móvel como Lima era. Nem são, obviamente, tão fortes a finalizar como Lima.

O futuro dirá as consequência de tais movimentações no mercado, mas, enquanto o futuro não chega, aqui ficam as minhas opiniões.

http://www.livredireto.com/cronica-o-ult...ssoes-nos-principais-clubes-portugueses/

SL
« Última modificação: Setembro 02, 2012, 20:17 por SCP Fan » Registado


Re: O último dia de mercado e suas repercussões nos clubes portugueses , « Resposta #1 em: Setembro 02, 2012, 20:03 »


CdS - Luís Matías

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