Ex-treinadores do Sporting

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Eu sempre vi no Carvalhal valências para ser um óptimo responsável por qualquer coisa no futebol de um clube, menos pela parte técnica. É uma pessoa com uma visão muito boa daquilo que é o futebol, é óptimo a avaliar jogadores e nas relações interpessoais. No treino é que não me parece apto a grandes voos... Está com um projecto muito interessante no Sheffield Wednesday, lá está, num campeonato que não exige uma operacionalização tão forte como o nosso por exemplo. Que tenha toda a sorte do mundo, pois merece.
Ter trocado Carlos Carvalhal por Pal Serge só mesmo na cabecinha de Costinha e Bettencourt. E pagar 500 mil euros por isso...

Carvalhal foi tratado abaixo de cão por Bettencourt. Foi um contrato só até ao fim de época à lá "acaba lá a época sff que eu não consegui arranjar melhor", foi negociações com Villas Boas durante semanas e semanas nas barbas de toda a gente e acabou a mandar lhe um chuto no cú mas "acaba lá a época sff que senão quem é que nós metemos aqui?" a 3 ou 4 jornadas do fim.

E jogámos à bola nuns jogos. Fomos sodomizados noutros... Mas pronto, quem selecciona fazer um grande investimento e escolhe Sinama-Pongolle como o alvo não podia esperar melhor.

Boa sorte Carlos. Deixou me boa imagem. Dos poucos durante o período horribilis.
Tendo em conta os elogios desmesurados das carpideiras à vitória do marcuxo ao Arsenal, lembrei-me desta pérola.

Este Paulo Sérgio vai longe!


Comparas o incomparável, uma coisa é dizer que o Marco Silva não foi profissional outra coisa é compará-lo ao Paulo Sérgio (LOL).

Mas daqui a 5 anos veremos onde está o Marco Silva

 :arrow:

Basta vermos o sitio para onde foi um, e o sitio para onde foi o outro.
O tempo é sempre o melhor conselheiro, e Marco Silva demonstrará que não é o incompetente como aqui o pintaram.



Alias o Karma já é do caralh* ....

Aquelas alminhas que andaram o ano passado todo a lamuriar-se de MS não apostar em Tobias, Tanaka, Sacko, Guald, Esgaio, bla blá blá, ai e tal, que com eles eramos campeões...

Aquelas alminhas que andaram o ano passado todo a lamuriar-se de MS não jogar um caralh*...


Calaram-se todos este ano. :shhh:

Tiveram um 1º Reality Check com JJ.

Olá, tudo bem?
Está com um projecto muito interessante no Sheffield Wednesday, lá está, num campeonato que não exige uma operacionalização tão forte como o nosso por exemplo.

Não percebi.

Eu sempre vi no Carvalhal valências para ser um óptimo responsável por qualquer coisa no futebol de um clube, menos pela parte técnica. É uma pessoa com uma visão muito boa daquilo que é o futebol, é óptimo a avaliar jogadores e nas relações interpessoais. No treino é que não me parece apto a grandes voos...

pelo que dizem dele, não será assim. Tivemos uma pequena amostra, com as mudanças que fez ao longo da época. Não foi fácil alterar sistemas e comportamentos enraizados. Muito enraizados por Paulo Bento. Isto com a época a decorrer e a necessitar de realismo e pontos.




Ter trocado Carlos Carvalhal por Pal Serge só mesmo na cabecinha de Costinha e Bettencourt. E pagar 500 mil euros por isso...

Carvalhal foi tratado abaixo de cão por Bettencourt. Foi um contrato só até ao fim de época à lá "acaba lá a época sff que eu não consegui arranjar melhor", foi negociações com Villas Boas durante semanas e semanas nas barbas de toda a gente e acabou a mandar lhe um chuto no cú mas "acaba lá a época sff que senão quem é que nós metemos aqui?" a 3 ou 4 jornadas do fim.

E jogámos à bola nuns jogos. Fomos sodomizados noutros... Mas pronto, quem selecciona fazer um grande investimento e escolhe Sinama-Pongolle como o alvo não podia esperar melhor.

Boa sorte Carlos. Deixou me boa imagem. Dos poucos durante o período horribilis.

500? Mais para os 600. Ainda hoje me lembro do estado de choque. Foi aquele momento:

“A lot of football success is in the mind. You must believe you are the best and then make sure that you are.” - Bill Shankly
Na manhã em que soube que o Carvalhal ia suceder ao Bento, deu-me vontade de chorar. Depois, o Carvalhal ganhou todo o meu respeito. Foi capaz de juntar os cacos sem NUNCA se ter queixado dos meios. Pelo contrário, foi homem para assumir que tinha uma boa base de trabalho que precisava de ser enriquecida, com poucas aquisições.

Não estou seguro que ele seja treinador de grande. Mas, naquele momento específico, ganhou o direito de ter tido a sua oportunidade.

Mesmo tendo sido maltratado por aquela espécie de direcção, foi sempre absolutamente respeitoso para com o clube e super leal para com aqueles que o trataram tão mal.
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Um treinador normalmente quando é despedido no fim da época é porque a direcção entende que pode ter melhor (caso, por exemplo, do Marco Silva). Quando é durante a época é porque a situação se tornou insustentável, e não há que ter medo de afirmar que o treinador é um dos maiores responsáveis pelo desempenho de uma equipa.

Carvalhal esteve no Sporting em situações muito complicados, entrou num momento dificílimo em que o Sporting estava a ter um rendimento desportivo calamitoso, e aguentou até final da época precisamente porque toda a gente percebeu isso (nem passou pela cabeça de ninguém despedir o homem durante a época... coisa que passaria se o trabalho tivesse sido terrível).

Não foi, simplesmente, suficientemente bom face às expectativas que se tinham. Por culpa da estrutura? Dos jogadores que já se queriam pôr no cacete (ex: Moutinho)? Das contratações que lhe impuseram (Pongolle)? Do ataque nojento (do mais nojento que tenho memória) da comunicação social ao Sporting e a si nessa altura? Sim, também. Mas também por responsabilidade sua a equipa não foi muito consistente, fez um trajecto muito positivo na Taça UEFA, chegámos a ter bons jogos a nível interno (2 ou 3 goleadas, se não estou em erro), mas depois perdíamos pontos infantilmente...

Se a direcção tivesse apostado em Villas Boas, talvez a mudança fizesse sentido. Hoje é evidente que ir buscar o Pal Serge ao Guimarães não só não foi upgrade nenhum, como foi downgrade.

Vamos ver. Não acompanhei muito o seu percurso na Turquia. Espero que aqui faça o suficiente para chegar à Premier, ou a outro bom Campeonato, para o poder avaliar de novo. O Fonseca, por exemplo, falhou rotundamente no Porto e está a dar a volta por cima. Dará o Carvalhal essa volta? Não faço ideia. Temos de esperar para ver.
Ontem, estive atento a uns bons 60-70 minutos do jogo do Olympiakos Pireu. E reparei em duas coisas, que claramente CONTRASTAVAM no marquinho do macaco. Uma, é que tinha uma gravata vermelha tão apertada naquele pescoço esganiçado que pensei que o homem ainda ia sofrer um ataque qualquer. E a segunda, aquela que verdadeiramente me chamou a atenção, é que o rapaz saltava, ele esbracejava, ele gritava lá para dentro... sei lá, o tipo deve ter-se mexido mais naquele banco de suplentes naquele jogo, do que numa temporada inteira no SCP. O que uma porra de uma gravata vermelha faz a um homem....
Assinatura renovada! Demorou, mas foi!
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JESUALDO FERREIRA: «ACHEI MELHOR SAIR DO SPORTING POR RAZÕES ÉTICAS»
Treinador português explica tudo em entrevista a Record

O Qatar pode ser a paragem final no trajeto do único treinador português tricampeão nacional. Aos 70 anos, treina o Al-Sadd, mas continua a ter uma visão muito nítida do que se vai passando no futebol nacional.
RECORD - O Qatar é a última paragem da sua carreira?
JESUALDO FERREIRA – Pode ser. Pode ser porque, ao contrário do que eu esperava, propuseram-me um contrato de dois anos, que eu aceitei, embora com a possibilidade de sair no fim da época, se entender ser isso o melhor para mim. Como sabe, os contratos de dois anos, um ano ou meio ano valem o que valem. Na minha cabeça, estou a tentar fazer uma época em que possa ser feliz, e ser feliz é ganhar.
R - Aos 70 anos, com o seu passado, era aqui que se via?
JF – Depois de ter feito o trajeto que fiz em Portugal, de trabalhar o Sporting, quando já não havia mais espaço para treinar e também porque entendi ter chegado o momento de parar, para poder viver o que não vivi – em 70 anos, são 43 de carreira – com a minha família, apareceu-me um projeto interessantíssimo no Egito [venceu liga e taça com o Zamalek], que era um país onde eu nunca pensei estar. A verdade é que foi uma experiência de uma felicidade imensa, não só pelas conquistas, mas acima de tudo pela forma como fui tratado. Essa experiência que eu não esperava viver – porque pensava parar – e a forma como correu, dentro do mundo árabe, abriu esta porta. Naquela altura, percebi que podia continuar e que quando queria parar ainda não era altura de o fazer. É um processo difícil (risos). É difícil dizer que acabo hoje, amanhã ou depois. Neste momento, estou aqui e estou bem. O futebol é muito calmo e não tem nada a ver com Espanha, Egito, Grécia ou Portugal. Às vezes perturba-me um bocado, porque preciso de algumas coisas para me estimular. O trabalho é interessante, é reconhecido – e isso é o mais importante -, temos uma equipa que joga bem, alguns jogadores são muito bons.
R - E tem o Xavi.
JF – E tenho o Xavi. Foi um privilégio poder encontrar esta personalidade. Estamos a falar de alguém que ganhou tudo.
R - Pode arriscar dizer que foi o melhor jogador que já treinou?
JF – Acho difícil dizê-lo, mas em determinadas áreas do jogo foi o melhor que já treinei. Tão importantes quanto as suas qualidades de campeão são as qualidades humanas. Ele consolidou em mim a ideia de que os grandes campeões são diferentes. Nós, em Portugal, felizmente, temos alguns.
R - Quais?
JF – Por exemplo, o Figo, o Cristiano Ronaldo e o Eusébio, para falarmos muito rapidamente. Este Xavi, aos 36 anos, treina como se tivesse 20 ou 21. Nos jogos, tem uma prestação para a equipa, um serviço invulgar. É de uma seriedade e uma honestidade intocáveis, que fazem dele uma lenda viva, que não vou esquecer nunca.
R - O Jesualdo Ferreira parecia ser o treinador certo para o Sporting da academia, capaz de lançar jogadores jovens. Porque é que não continuou?
JF – Não continuei porque na altura a situação no Sporting não era muito clara. Tinha acabado de entrar o presidente Bruno de Carvalho e eu não senti que fosse benéfico para mim, nem para o Sporting, continuar. Agora, já disse isto muitas vezes: gostei muito de treinar o Sporting, é um clube fantástico. De fora, não me apercebia que era diferente. Para mim, foi uma lição de vida e foi porque a perceção que havia era que o clube estava dividido e eu consegui juntar as pontas um pouquinho. Para além de ter sido muito importante isto: quando lá cheguei, havia 17 jornadas para fazer e o Sporting estava um ponto acima da linha de água. Não era fácil recuperar. Tivemos um ou outro deslize, mas foi possível reduzir despesas com alguns jogadores que tinham um rendimento desigual em relação ao contrato, de promover seis ou sete jogadores e recuperar, embora já não tivéssemos conseguido lá chegar. Houve um jogo decisivo, em Paços de Ferreira, outro no Estoril, que também não correu bem, a refletirem a intranquilidade e imaturidade da equipa. Lembrar-me de jogadores como o Eric Dier…
R - Como é que foi passá-lo de defesa-central a médio e vê-lo titular da seleção inglesa na posição em que decidiu utilizá-lo?
JF – Naquela altura, tinha 18 anos e um caráter fora do comum para a idade. Ele só chega lá por ter essa característica, é mais um campeão que está ali, mas ainda é pequenino. Vamos ver se lá chega. Naquela altura, eu vi que central não era a sua posição. Quem chega bem ao golo como ele chega, quem joga bem defensivamente como ele joga, quem bate livres como ele bate, quem tem um pontapé forte e um excelente passe, quem tem uma atitude em jogo de concentração constante e de procura do jogo, não podia estar à espera que as coisas acontecessem. Ele não era reativo, era e é ativo.
R - No núcleo de jogadores que lançou no Sporting havia outro em destaque: Bruma. Entende que ele perdeu tempo?
JF – Acho que sim. Saiu demasiado cedo do Sporting. Era alguém que podia vir a ser um grande jogador de futebol.
R - Ainda está a tempo?
JF – Não sei. Não mais acompanhei o Bruma, mas ele às vezes liga-me.
R - É considerado o melhor driblador da liga turca.
JF – Mas ele não era só isso, era um miúdo que tinha uma capacidade tremenda de aprender. E isso é um dom que podia fazer dele um grande jogador. Aliás, já naquele pouco tempo em que esteve comigo ele foi capaz de evoluir para questões táticas diferentes com uma facilidade tremenda. Foi uma pena ter saído como saiu, devia ter continuado mais um ano. O Eric Dier aguentou-se bem porque foi para o país dele, foi mais fácil integrar-se.
R - O fator Bruno de Carvalho naquela altura foi decisivo para que não tivesse continuado?
JF – O presidente Bruno de Carvalho, quando entrou no Sporting, levava ideias, é normal, e naturalmente tinha também ideias em relação ao treinador. A verdade é que na parte final ele convidou-me para continuar no Sporting e eu achei que não estavam reunidas condições, pelo tempo que havia para formar um plantel, pelas questões financeiras. Não havia condições para continuar aquilo que até ali tinha corrido bem. Achei melhor, até mais por razões éticas, do que financeiras ou pessoais, sair do Sporting.

Record
Tu bem que tentaste alimentar o Juju ou o caos, mas deixa la, ficas bem a lavar os dentes no Egipto, treinador dos treinadores  :lol:
Sporting Clube de Portugal