Ténis

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Que passeio do Djoko, dass!
Parabéns à Kerber, que conseguiu um feito difícil, que é o de vencer a Serena, pelo menos nestes últimos tempos. A alemã é, agora, a n.º 2 do mundo e é das poucas jogadores no circuito feminino com a disponibilidade física para, num dia bom, derrotar a Serena e foi exatamente o que aconteceu. Curiosamente, no ano passado nem tinha passada da primeira ronda (e este ano o mesmo poderia ter sucedido, visto que chegou a salvar um match point frente à Misaka Doi!). Tendo em conta que a Serena procurava o seu 22.º título (e igualar a Steffi Graf) e a Kerber o seu primeiro, não se esperava o que aconteceu. Mesmo assim, não se pode considerar uma surpresa total, pelo facto que mencionei acima - não só tem imensa qualidade, como também tem uma enorme disponibilidade física e isso, se estiverem num bom dia, faz a diferença frente à norte americana.

Em relação ao jogo, a vencedora do AO 2016 cometeu poucos erros, ao contrário da n.º 1 do mundo. Soube pressionar bem quando devia e o seu jogo defensivo foi realmente muito bom, algo que também fez a diferença. E como o ténis é igualmente outro desporto espetacular, no último set, a Serena, como grande campeão que é, ainda conseguiu reagir de forma muito boa e reduziu para 5-4. Mas, quando nada o fazia prever (a alemã parecia psicologicamente afetada), a Angelique Kerber conseguiu quebrar novamente o serviço da Serena Williams e fechou esse set em 6-4, conquistando, dessa forma, o seu primeiro título de um Grand Slam.

Por fim, destacar o excelente comportamento da Serena, que, apesar da derrota, demonstrou sempre um enorme fair play, não só ao longo de todo o encontro, como no final do mesmo. Os grandes campeões também são "feitos disto".

Na final masculina, quando se previa que fosse um duelo bem equilibrado, o Djokovic voltou a tornar "o difícil, fácil" e conseguiu vencer em apenas 3 sets, incrível lol (já são 6 os títulos no Australian Open - é tipo Nadal e Roland Garros lol). O primeiro Grand Slam do ano também é aquele em que o Murray apresenta melhores resultados (daí o esperar-se um grande encontro, com muita emoção): cinco finais (quatro delas perdidas frente a Djokovic e a outra frente ao Roger "Rei" Federer) e uma meia final, também ela perdida frente ao n.º 1 do mundo. O "problema" é que o sérvio venceu 10 dos últimos 11 encontros disputados entre ambos e esse "domínio" voltou a ser constatado nesta final.

Dominou no primeiro set, quando se previa que fosse o Murray a vencer o segundo, o sérvio voltou a recuperar da melhor forma e reagiu inesperadamente a um 40-0, conquistando 5 pontos consecutivamente e fazendo um break que acabou por ser decisivo nas contas desse set. Algo que também poderá ter afetado o britânico e que acredito que tenha sido o "mote" para a vitória do Djokovic. No tie-break do terceiro set, o Murray cometeu 2 duplas faltas e sentenciou a partida, quando ainda poderia ter dado um pouco de "luta" neste encontro.

É realmente notória a superioridade que ele tem perante os adversários que estão atualmente no circuito mundial. Neste momento, talvez o Wawrinka seja dos poucos que consegue enfrentá-lo quando está em forma, tendo não só a qualidade, como tem a agilidade mental para superar este sérvio. A este ritmo - igualou os 11 GS's do Borg, estando, então, ainda a 6 do Rei - acredito que no futuro ele possa ser considerado um dos 3 melhores tenistas de sempre. Mesmo assim, acredito que nunca tirará o Federer do seu trono (não em questão de GS's, porque tendo em conta a concorrência atual e a idade do Roger, provavelmente continuará a ganhar Grand Slams até uma certa idade, mas sim em questão de ser o melhor de sempre, porque para se ser o melhor de sempre é preciso mais do que ser o recordista de títulos do Grand Slam e o Federer apresenta muito mais do que isso).