Futebol Inglês - Parte II

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Mesmo no passado, não me parece que chegassem próximo das equipas do Guardiola. Mas isto também tem muito a ver com aquilo que cada um entende por intensidade e dinâmica.

Não sei bem que tipo de dados é que poderão servir para avaliar isso. Não estou propriamente a falar de kms percorridos. Estou a falar da intensidade e velocidade com que reagem a uma perda de bola, por exemplo. Ao tempo que passam, em alta intensidade, a pressionar até recuperarem a bola. Ao número de acções com bola que tomam por jogo, e em que contexto o fazem (decidir e executar em espaços curtos e com menos tempo, de forma constante, é bem mais desgastante do que fazê-lo em momentos de transição, com espaço).

No futebol actual, e a este nível, os momentos de transição são incrivelmente intensos, enquanto que os momentos de organização são claramente menos desgastantes. Ora, o City praticamente não passa tempo nenhum em organização defensiva, o que diz muito da intensidade a que são sujeitos em cada jogo. Acredito que as lesões continuem a aparecer, mas desde que não seja nada de muito grave, acho que vivem bem com isso e que continua a compensar largamente trabalharem da forma como trabalham.
"If God had meant football to be played in the air, he would have put grass in the sky" - Brian Clough

“Quando treinava o Saragoça, um jogador veio ter comigo no início da época e disse-me, todo contente: ‘Mister, estou melhor do que nunca fisicamente.’ Olhei para ele e respondi-lhe: ‘Isso é a pior notícia que me podias dar. Agora vais estar em mais sítios errados mais vezes, c*****.’” - Juan Manuel Lillo
Não sei bem que tipo de dados é que poderão servir para avaliar isso.

 A monitorização cardíaca é normalmente o que os treinadores usam para medir a intensidade. Obviamente que estes dados não estão acessíveis a meros entusiastas. Estamos já a falar de aspectos distintos do jogo, aquilo que falo é do aspecto meramente físico, o desgaste físico que começam acumular com os jogos, depois a gestão que se faz desse desgaste. É aqui que o treino é peça-chave de toda uma planificação, que vai desde a recuperação física, correcção de desequilíbrios musculares, ajustar a intensidade e volume do treino, de acordo com o número de jogos já realizados, os que faltam realizar e o momento da época que se encontram. Isto varia de treinador para treinador, é usual vermos equipas melhores que outras, em determinados períodos da época.

 Em minha opinião, o problema do Pep Guardiola está no treino, exactamente porque ainda procura o balanço necessário entre a intensidade e volume, que para alguém como ele, que é perfeccionista, está sempre a inovar algo, é difícil. É complicado em Janeiro, Fevereiro, onde já uma grande acumulação de fadiga física, estar com exercícios exigentes, com volume baixo, mas de grande intensidade. Imaginando que o treino engloba três / quatro exercícios de comportamentos ofensivos, o Pep Guardiola pega e coloca apenas um exercício de comportamento ofensivo, mas o grau de execução é elevado, exige imenso do atleta, ora isto pode ser um problema, quando temos um atleta com carga de trabalho já acumulada e certamente jogou dois dias atrás (isto com jogos a cada três dias). Tem o físico com muito stress, depois a lesão acontece com mais facilidade porque o músculo esteve e continua sobre muito stress muscular.

 Mas, lá está, não tenho dados que sustem aquilo que estou a dizer. É apenas uma mera opinião daquilo que entendo que seja o problema das equipas de Pep Guardiola. Assim que encontre o balanço razoável das variáveis, as lesões vão diminuir e poderá contar com o maior número de atletas possível para os jogos.

 Claro que o stress mental, a exigência do modelo de jogo, os comportamentos sucessivos com e sem bola, a obrigação de estar sempre em cima do jogo, contribuem imenso para o acumular de desgaste, dado que uma mente cansada, não torna o corpo são, bem pelo contrário. O corpo perde alguma rigidez, depois disputa-se uma bola mais mole e pumba, lesão muscular.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
 A monitorização cardíaca é normalmente o que os treinadores usam para medir a intensidade. Obviamente que estes dados não estão acessíveis a meros entusiastas. Estamos já a falar de aspectos distintos do jogo, aquilo que falo é do aspecto meramente físico, o desgaste físico que começam acumular com os jogos, depois a gestão que se faz desse desgaste. É aqui que o treino é peça-chave de toda uma planificação, que vai desde a recuperação física, correcção de desequilíbrios musculares, ajustar a intensidade e volume do treino, de acordo com o número de jogos já realizados, os que faltam realizar e o momento da época que se encontram. Isto varia de treinador para treinador, é usual vermos equipas melhores que outras, em determinados períodos da época.

 Em minha opinião, o problema do Pep Guardiola está no treino, exactamente porque ainda procura o balanço necessário entre a intensidade e volume, que para alguém como ele, que é perfeccionista, está sempre a inovar algo, é difícil. É complicado em Janeiro, Fevereiro, onde já uma grande acumulação de fadiga física, estar com exercícios exigentes, com volume baixo, mas de grande intensidade. Imaginando que o treino engloba três / quatro exercícios de comportamentos ofensivos, o Pep Guardiola pega e coloca apenas um exercício de comportamento ofensivo, mas o grau de execução é elevado, exige imenso do atleta, ora isto pode ser um problema, quando temos um atleta com carga de trabalho já acumulada e certamente jogou dois dias atrás (isto com jogos a cada três dias). Tem o físico com muito stress, depois a lesão acontece com mais facilidade porque o músculo esteve e continua sobre muito stress muscular.

 Mas, lá está, não tenho dados que sustem aquilo que estou a dizer. É apenas uma mera opinião daquilo que entendo que seja o problema das equipas de Pep Guardiola. Assim que encontre o balanço razoável das variáveis, as lesões vão diminuir e poderá contar com o maior número de atletas possível para os jogos.

 Claro que o stress mental, a exigência do modelo de jogo, os comportamentos sucessivos com e sem bola, a obrigação de estar sempre em cima do jogo, contribuem imenso para o acumular de desgaste, dado que uma mente cansada, não torna o corpo são, bem pelo contrário. O corpo perde alguma rigidez, depois disputa-se uma bola mais mole e pumba, lesão muscular.
Eu concordo com isso tudo. Mas lá está, não posso avaliar um treinador por algo a que não tenho acesso. Só o avalio pelo que conheço. E do que conheço, não vejo nenhum problema na forma de trabalhar do Guardiola, bem como não acho que, face à forma como as suas equipas jogam, o número de lesões que costumam ter seja anormal. O resto já é especular sobre algo de que um treinador deste nível certamente percebe mais do que milhões de adeptos juntos. Se é uma questão de observação do jogo ou de avaliação de capacidades de um jogador, há o benefício da dúvida, porque não é preciso ser-se treinador para se ser um grande observador e avaliador do jogo, e para se ver muitas vezes o que treinadores profissionais não vêem. Agora, ao nível do treino e do trabalho, se ele não soubesse muito bem aquilo que está a fazer, as suas equipas não jogavam tão bem e não apresentavam processos tão complexos e evoluídos.
"If God had meant football to be played in the air, he would have put grass in the sky" - Brian Clough

“Quando treinava o Saragoça, um jogador veio ter comigo no início da época e disse-me, todo contente: ‘Mister, estou melhor do que nunca fisicamente.’ Olhei para ele e respondi-lhe: ‘Isso é a pior notícia que me podias dar. Agora vais estar em mais sítios errados mais vezes, c*****.’” - Juan Manuel Lillo
O resto já é especular sobre algo de que um treinador deste nível certamente percebe mais do que milhões de adeptos juntos.

 Não é especular, é debater sobre eventuais causas para o número de lesões que, normalmente, afetam os plantéis sob orientação do Pep Guardiola. Uma opinião vale o que vale. Se formos pelo o que cada um observa dos treinos, deixamos de comentar, dado que aqui ninguém assiste aos treinos do Pep Guardiola, dificilmente de outros treinador conceituados.

 
Agora, ao nível do treino e do trabalho, se ele não soubesse muito bem aquilo que está a fazer, as suas equipas não jogavam tão bem e não apresentavam processos tão complexos e evoluídos.

 Eu não afirmei que não sabe o que faz, o que eu digo é que ele procura o equilíbrio entre volume e intensidade que tem em torno do treino, de modo a que mantenha sempre as suas equipas com um nível de novo alto e procurando sempre novos padrões de movimento ofensivos. E isto não é fácil, mesmo que do outro lado esteja o Pep Guardiola, há alturas da época que apenas há espaço para recuperar atletas e nada mais. Todos os treinadores devem estar em constante aprendizagem, o Pep Guardiola não é diferente dos outros e, em minha opinião, onde precisa mais de evoluir é na programação dos treinos, o que não lhe é fácil, dado que é um tipo exigente e por ele estavam todos os dias a treinar com grande volume e intensidade. Não dá.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Lá vai o Big Sam ser despedido após um jogo da seleçāo inglesa. Os ingleses nestas m*rdas nāo perdoam.
"Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa"
Lá vai o Big Sam ser despedido após um jogo da seleçāo inglesa. Os ingleses nestas m*rdas nāo perdoam.

 E fazem muito bem. Aquilo que o Sam Allardyce comenta é gravíssimo, tendo em conta o cargo que ocupa.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Lá vai o Big Sam ser despedido após um jogo da seleçāo inglesa. Os ingleses nestas m*rdas nāo perdoam.

 E fazem muito bem. Aquilo que o Sam Allardyce comenta é gravíssimo, tendo em conta o cargo que ocupa.

Obvio, mas quando eu disse que os ingleses nisto não perdoam referia-me ao serviço jornalístico. Na tugalandia, as escutas incriminatórias vão para o lixo.
"Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa"
Vai substituir o Moyes e conseguir outra vez a permanência pelo Sunderland

Leram aqui primeiro
"Infelizmente, o Sporting é o Clube mais divisionista, intriguista e falso-puritano que conheço. Por muito que doa aos sportinguistas, não há sentido de Corpo neste Clube. Somos todos sportinguistas, sim senhor, mas desde que o Sporting seja à medida de cada um e não à medida de todo o mundo leonino. Há quem exulte com as derrotas do clube, se isso significar estar um passo mais perto do lugar, do cargo, da posição ou, como se diz na gíria leonina, do "croquete" "
Segundo o Wenger, o Coq vai ficar de fora 3 semanas. Pensei que fosse pior. Com a pausa para as seleções só deve falhar uns 4 jogos no máximo (Basileia, Burnley, Swansea e Ludgorets), menos mal.
"You come at the King, you best not miss"


Parece que lançou um livro
"Infelizmente, o Sporting é o Clube mais divisionista, intriguista e falso-puritano que conheço. Por muito que doa aos sportinguistas, não há sentido de Corpo neste Clube. Somos todos sportinguistas, sim senhor, mas desde que o Sporting seja à medida de cada um e não à medida de todo o mundo leonino. Há quem exulte com as derrotas do clube, se isso significar estar um passo mais perto do lugar, do cargo, da posição ou, como se diz na gíria leonina, do "croquete" "
O Sam Allardyce foi despedido pela FA, depois de ter sido apanhado a receber 400.000 mil libras para dar indicações a um grupo de investidores (que na realidade eram jornalistas do Telegraph) de como ultrapassar a proibição do TPO.

O Sam Allardyce foi despedido pela FA, depois de ter sido apanhado a receber 400.000 mil libras para dar indicações a um grupo de investidores (que na realidade eram jornalistas do Telegraph) de como ultrapassar a proibição do TPO.

Here comes Pardew.
"Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa"