Génios da Táctica - Sporting CP 2011/2012

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boas Ravanelli,

estou a ver que vou ter de começar a ser mais preciso nas minhas descripçoes e cuidadoso na terminologia. peço desculpa se nao me fiz entender bem (o teclado sem accentos tambem nao ajuda). vou dividir isto por pontos:

Eu é que peço desculpa por ter complicado as coisas!  :mrgreen: :great:

Não há problema com o termo inside forwards, compreendo perfeitamente o que queres dizer. Eu é que não costumo utilizar e disse que iria utilizar essa expressão para melhor argumentar.

Eu concordo que o braga de Domingos era enfadonho. Aliás, confessei na altura que já tinha adormecido algumas vezes a ver os jogos do braga. Inclusive que jogos completos deles, só contra o Sporting. Mas aquele 433 (que para mim nem o era, pois não tinha 3 avançados) era demasiado simplista: defender, contra-atacar mais no erro do adversário que no mérito próprio e rezar por um lance de bola parada. Não me agrada.

É verdade, por isso é o modelo de eleição nas camadas jovens, mas o fácil não significa que seja o melhor. Aliás, se fizeres uma analogia com o trabalho, video jogos, etc, o fácil é o básico, o complexo é a perfeição.

Não estás a pensar fora da caixa. Logo tu, que nem és disso! O grau de complexidade num modelo que, levado à quase perfeição, implica compensações e movimentações de uma equipa inteira não pode ser simplista. Ele é simples de pensar, mas a execução não é fácil. Acaba-se por cair nos modelos do Mota ou assim.

Não tenho grande preferência por qualquer desenho táctico. Aliás, a forma como vejo futebol é cada vez mais distanciada, já não há tempo para ver 4 jogos consecutivos, como o fazia até há anos atrás e no dia a seguir deslocar-me para ver o meu Sporting ao vivo.. estou mais numa de canal Panda… :mrgreen:

Nem me digas, nem me fales!  :mrgreen:

Não acho que o 433 de Domingos fosse defensivo. Acho mesmo que era demasiado “longo”, com a equipa partida em 2 blocos, com os 4 defesas e o 6 demasiado afastados dos 5 jogadores mais adiantados, em parte porque se pretendia que a equipa fizesse uma presão alta, que poucas vezes o conseguia fazer como um verdadeiro bloco, por outro lado a ausência de Rinaudo, um todo o terreno que preenchia buracos que poucos conseguem preencher sozinhos.

Não vale a pena continuar, já assinei! Só uma ressalva, apra além do que disseste mais sobre a cosntrução vertical, colocaria também a  circulação de bola.

Um modelo de jogo não tem de ser o tiki do Barcelona. Aliás, essa coisa existe porque o Barcelona não tem capacidade defensiva. Eles bem tentaram arranjar os jogadores para ter um trio que lhes permitisse fazer as coisas de forma diferentes, mas nem na Ucrânia o encontraram. E por isso têm de ter a bola nos pés. Por muito aborrecido que seja (e para mim é), dou-lhes mérito por terem arranjado essa estratégia defensiva.

Mas não tem de ser assim. O passe pode ser mais verticalizado, curto ou com esticões no jogo. Tudo depende dos jogadores e da filosofia.

Concordo que o 433 do Domingos estava muito desequilibrado. O Rinaudo, enquanto esteve operacional, foi disfarçando algumas das deficiências do sistema, pois conseguia fazer a ligação entre o bloco defensivo e o bloco ofensivo, era o elo de ligação entre os mesmos.

Se me permites, acho que também permitia defender mais acima, recuperar mais acima e colocar a equipa mais junto da baliza adversária. Essencial no nosso campeonato, a meu ver.

Hoje acredito que teremos o jogo mais difícil, em termos tácticos, da época. O Athletic é uma equipa que, em termos de movimentações e solidez táctica dá 10-0 a qualquer equipa que já tenhamos jogado esta época.

Por outro lado, é também fácil. O jogo ainda não começou, mas tenho a certeza que o Sr. Bielsa vai atacar. Com a certeza que atacaria da mesma forma se tivesse ganho cá, fosse por um ou por três.

Assim é fácil, só resta jogar futebol!

(não sei se leram a reportagem ontem no "ABola". Muito curta, quem o conhece já sabia da a maioria das coisas, mas recomendo - mas não comporem o jornal, vão ao café ou assim, como eu  :twisted:)

Joga o Martinez que, penso eu, será o primeiro foco de construção.

Isto escrito antes de saber quem joga: o Martinez é um jogador extremamente importante para eles. Lidar com ele caberá ao Matías. Por muito que se jogue em zona, há sempre alguém que nos preocupa mais e nos distrai um pouco de outras tarefas...

Também espero que surja o Martins, para ajudar (só ele e Elias podem fazer de Izmailov).

Edit: Ok, está o Pereirinha. Vamos ver.
« Última modificação: Abril 26, 2012, 20:03 pm por Ravanelli »
“A lot of football success is in the mind. You must believe you are the best and then make sure that you are.” - Bill Shankly
corruptos-SCP: http://lusofans.com/TeamArticle.aspx?ArticleId=5522

Deixa-me aqui abrir a discussão, em relação a 2 pontos da tua análise.

Não creio que Cedric regresse já, pelas razões que expus no tópico do Pereirinha.

No entanto, não consigo concordar com a plenitude da tua opinião, referente aos desequilíbrios que o João cria e o Cedric não.

É verdade que o João é mais atrevido e agressivo que o Cedric. O João parte para cima do adversário e arrisca o drible, amiudemente. Apesar desta diferença, o Cedric tem uma capacidade de passe extraordinária. Pode transformar uma recuperação defensiva num contra golpe com relativa facilidade.

Também me parece que cruza melhor que o João e que define melhor o momento de soltar ou guardar a bola. Tem mais segurança, por isso, na posse de bola.

Ao Cedric falta, essencialmente, tempo de jogo nas pernas. Em termos defensivos, parece-me tão bom ou tão mau quanto o João Pereira. No ataque, é diferente mas não menos válido.

Outro ponto é sobre o Vieira. Eu vi alguma coisa do rapaz, mas parece-me que temos aqui um "artefacto" muito interessante, entre as mãos.

Velocidade, atrevimento e muita capacidade técnica. Vamos ver como o conseguimos trabalhar.

Não me parece impossível que jogue como avançado centro. Sabe segurar a bola e sabe combinar com os colegas. Como segundo atacante, idem, com a vantagem de aparecer embalado, com mais espaço, para criar desequilíbrios, através de combinações ou de um rasgo individual.

Se formos capazes de o fazer ambientar-se a uma casa mais frequentada (área adversária), temos rapaz para render uns milhões valentes em 2 ou 3 anos.
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
Não me parece impossível que jogue como avançado centro. Sabe segurar a bola e sabe combinar com os colegas.

Eu vejo o Wilson mais capaz disso. Tem escola e já o fez pela selecção (dos juniores não conheço). O Vieira só o imaginava como avançado lateral, digamos assim. Capaz de aparecer no meio e explorar alguns espaços em aberto sim. Mas jogar lá mesmo no meio, não sei. Acho que lhe faltaria espaço e nunca o vi jogar sem metros de terrenos para progredir.

Mas podes ter razão, eu não conheço bem o jogador.

Parece é que se tornou discussão desnecessária.  :shifty:
“A lot of football success is in the mind. You must believe you are the best and then make sure that you are.” - Bill Shankly
corruptos-SCP: http://lusofans.com/TeamArticle.aspx?ArticleId=5522

Deixa-me aqui abrir a discussão, em relação a 2 pontos da tua análise.

Não creio que Cedric regresse já, pelas razões que expus no tópico do Pereirinha.

No entanto, não consigo concordar com a plenitude da tua opinião, referente aos desequilíbrios que o João cria e o Cedric não.

É verdade que o João é mais atrevido e agressivo que o Cedric. O João parte para cima do adversário e arrisca o drible, amiudemente. Apesar desta diferença, o Cedric tem uma capacidade de passe extraordinária. Pode transformar uma recuperação defensiva num contra golpe com relativa facilidade.

Também me parece que cruza melhor que o João e que define melhor o momento de soltar ou guardar a bola. Tem mais segurança, por isso, na posse de bola.

Ao Cedric falta, essencialmente, tempo de jogo nas pernas. Em termos defensivos, parece-me tão bom ou tão mau quanto o João Pereira. No ataque, é diferente mas não menos válido.

talvez tenhas razão quando dizes que o Cedric não regressará já esta época. quanto à análise que fazes dele, acho-a um pouco "cor de rosa".  :mrgreen: isto porque, quem te ler, rapidamente pensaria que estamos na presença dum titular da selecção nacional, ou pelo menos dum jogador que luta pela posição com o titular. que até é (ok, esqueçamos o zé bozigas) o João Pereira.

podemos gostar mais ou menos da sua postura (eu até sou daqueles que acho excessiva), mas objectivamente é um jogador com uma superior capacidade de dar profundidade à ala direita. super ofensivo, causa imensos desequilíbrios na organização defensiva dos adversários. não sendo um lateral extremamente rápido é muito explosivo o que acaba por compensar essa "falta" de velocidade de ponta.
defensivamente tem falhas. aí não há dúvidas. aponto-lhe não as falhas naturais de quem usa e abusa das subidas (bolas nas costas), mas as falhas que saltam à vista quando é sobrecarregado com jogo pelo seu corredor. viu-se em bilbao, por exemplo. o tempo de entrada aos lances nem sempre é o melhor e precipita-se na ânsia de recuperar rapidamente a bola.
se não tivesse estas falhas, era um lateral para valer uns 15 milhões. assim, se baterem os 7, não sendo um excelente negócio, é um negócio que não classificaria de mau. assim se arranje quem lhe cubra a vaga (um vrsaljko...zito não ravanelli?  :whistle: )
acima de tudo o João Pereira tem uma virtude enorme (para mim): é um jogador corajoso. vai para cima do adversário. não tem medo de dar esse passo em frente. e isso fez a diferença em muitos jogos esta época.

o Cedric... esses atributos todos que lhe apontaste até os terá, não nego. mas é ainda cedo para que os coloque na relva de forma contínua. ainda está muito verde. essa maior segurança que lhe atribuis, eu diria que é mais resultado da natural (face à idade e inexperiência) falta de "coragem" para arriscar do que de opção ou característica própria/forma de jogar.
é que nos juniores, onde estava já perfeitamente à vontade, era muito mais atrevido. agora, ainda não tem estatuto/moral para fazer o que fazia. ainda está a conquistar o seu espaço.
se tivessemos um lateral titular, um "Insúa" destro, Cedric seria uma opção bem válida no banco, jogando nas taças e aproveitando os minutos que um titular lhe deixasse. a questão é que ainda há Pereirinha e Arias.

eu sou sincero. gostei imenso do que vi no Arias. lá está, deixo-me seduzir rapidamente por jogadores corajosos. e Arias é um puto com eles no sítio! é também essa virtude que me leva a não apreciar o Pereirinha. joga quase sempre fácil e sem grandes riscos. é um eterno suficientezinho...

conclusão: como não deve haver dinheiro para compras de candidato claro ao título, prevejo uma luta acesa entre Arias e Cedric pelo 2º lugar para a lateral direita. o primeiro deve ser mesmo para o Pereirinha (mas, aqui, tenho uma pequena esperança de estar totalmente enganado, assumo). 


Outro ponto é sobre o Vieira. Eu vi alguma coisa do rapaz, mas parece-me que temos aqui um "artefacto" muito interessante, entre as mãos.

Velocidade, atrevimento e muita capacidade técnica. Vamos ver como o conseguimos trabalhar.

Não me parece impossível que jogue como avançado centro. Sabe segurar a bola e sabe combinar com os colegas. Como segundo atacante, idem, com a vantagem de aparecer embalado, com mais espaço, para criar desequilíbrios, através de combinações ou de um rasgo individual.

Se formos capazes de o fazer ambientar-se a uma casa mais frequentada (área adversária), temos rapaz para render uns milhões valentes em 2 ou 3 anos.

o Vieira, que ainda acredito que vai assinar nos próximos dias (acho esta conversa do, "ai, afinal temos o Wilson", uma treta que pode estar a servir para baixar pretensões de última hora do chaval), não me parece ter características para jogar a "9". se nas alas dum grande como o Sporting já lhe vai faltar espaço, então no meio...
por outro lado também não lhe reconheço assim tanta facilidade em segurar a bola. uma coisa é fazê-lo num gil, onde jogando em transições rápidas tem 5/10/15 metros de espaço para decidir (até porque apanhava quase sempre defesas super subidas); outra bem diferente é fazê-lo num clube onde terá sempre (e no mínimo) dois jogadores em cima em segundos.

seria sempre um jogador para explorar zonas mais abertas (ou as mais abertas que fosse possível), zonas entre linhas.

outra coisa que não lhe vejo (e que é obrigatória num "9") é a ratice de área, a capacidade de antecipar lances, de aparecer no sítio onde a bola vai cair. mesmo um "9" mais móvel (que eu defendo necessário neste plantel) tem que ter essa característica.

mas, atenção, eu acho que tendo o Wilson Eduardo não se justificaria sequer a sua contratação. é mais do mesmo.
« Última modificação: Maio 10, 2012, 18:08 pm por bukowski »
[...] assim, se baterem os 7, não sendo um excelente negócio, é um negócio que não classificaria de mau. assim se arranje quem lhe cubra a vaga (um vrsaljko...zito não ravanelli?  :whistle: )

 8)

Se o Sr. Freitas me fizer esse favor, eu gostava de arriscar...  :mrgreen:



Temos é de ver se o Valência desiste, o Marselha não volta à carga com mais de 4 milhões e tirar aquela ideia dos 18 milhões da cabeça do presidente do Dínamo. Ah e comprá-lo antes que esse presidente avise o Tottenham, o Arsenal e o Man Utd que os 18 milhões já lhe voaram da cabeça...

... so much to do and so little time!  :wall:
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Eu tenho o "defeito" de achar que jogadores rápidos podem ser 9 ou 9,5.  :mrgreen:

Entendo que a capacidade de aceleração, num 9, é um atributo que lhe pode permitir ganhar meio metro a um defesa, entre a linha limite da grande área e a da pequena área. E meio metro pode ser o suficiente para a meter lá dentro. Também gosto de gente com capacidade de drible no centro do ataque, pela mesma ordem de razão: um rasgo pode criar um pequeno espaço que, por sua vez, se pode concretizar numa situação de golo. E perante equipas fechadas, ter jogadores com esta capacidade é sempre um trunfo adicional.

Eu percebo que o conceito de um avançado como o Vieira é mais fácil de usar num Gil, com 40 ou 50 metros para correr. Daí o meu hipotético desejo "se" o conseguirmos trabalhar para jogar com menos espaço e com menos toques na bola (esta acrescentei agora), podemos valorizar este rapaz a ponto de valer uns milhões valentes. Não é fácil, nem vejo muita gente, em Portugal, capaz de trabalhar um avançado nestes termos. Mas tendo o Sá Pinto sido um atacante polivalente, que jogou muitos jogos como 9 e outros tantos como 9,5, tenho a esperança que possa ensinar algo a este rapaz.

Bom isto se ele efectivamente vier.

Em relação ao Cedric, concordo com a parte de precisar ganhar consistência. Creio que o seu melhor critério decorre de ter sido médio (e penso que ofensivo), durante algum tempo da sua formação, mais do que algum tipo de timidez, própria da sua juventude. Pessoalmente, eu pensaria no Cedric mais como um meio campista do que um defesa lateral. Tenho apreço pelas suas qualidades, realmente.

Vou o usar o mesmo critério, que usei para a comparação André Martins/Moutinho: um, o João, é um jogador feito e outro, o Cedric, tem tudo a provar. Creio, no entanto, que a diferença de qualidade, até pela diferente forma como ambos abordam o jogo, pode ser depreciável e, a médio prazo, estou convicto que o Cedric será melhor jogador que o João. O tempo se encarregará, no entanto, de me desmentir ou não.
"Players lose you games, not tactics. There's so much crap talked about tactics by people who barely know how to win at dominoes." - Brian Clough

"He is a perfect illustration of my constant theme about assembling a team of imperfect players who compliment each other perfectly. Unless he is surrounded by team mates who recognise his strenghts and cover for his weaknesses, his special goal scoring ability will go largely untapped. He needs to to be in the right place at the right time!" - Bob Paisley on John Wark
acabei por ceder e fica já aqui e hoje a minha visão sobre esta final da taça:

SCP-académica: http://lusofans.com/TeamArticle.aspx?ArticleId=5656
acabei por ceder e fica já aqui e hoje a minha visão sobre esta final da taça:

SCP-académica: http://lusofans.com/TeamArticle.aspx?ArticleId=5656

É um fiel retrato do que se passou, nomeadamente no que concerne aos que jogaram à bola. Acrescento Carrillo no início, embora inconsequente.

Colocava outro ponto na mesa, digamos assim:

Citar
[...]Sobram muitas coisas a rever e a mudar radicalmente para a próxima época. Uma equipa que não sabe jogar contra “autocarros” quando a grande maioria dos jogos que tem por época são assim, não pode aspirar a muito mais do que isto… http://lusofans.com/TeamArticle.aspx?ArticleId=5656

Vai no sentido do já abordado, já discutido, mas temo que de forma pouco profunda, onde me incluo. O problema do Sporting, mais do que não jogar contra autocarros, não sabe jogar. Uma equipa que quer, num momento, quer jogar em contra-ataque ou transições rápidas (seja por apenas saber isso ou por contexto próprio de um jogo), tem de saber convidar o adversário a isso. O Sporting não sabe. O porto de AVB, por exemplo, sabia-o, mesmo contra os pequenos de Portugal. AVB metia a equipa cá atrás, em 4141 e convidava o adversário a subir. Poderia demorar uns minutos, mas acontecia. O Sporting não sabe e acaba por nem ficar nem numa coisa nem noutra. E lixa-se!

O Sporting joga em bloco baixo e leva com o adversário em cima quando o adversário toma essa iniciativa, porque senão não vai lá.

E assim ficamos em nada. Nem sabemos inteligentemente convidar o adversário à sua ruína, nem atacamos em posse de bola e até é ridículo a forma como os jogadores não sabem, após um ano a jogar juntos, como passar, para onde passar ou onde se colocar para receber. É confrangedor. O que vemos são jogadores a ir à mesma bola ou tipos a correr sem nexo, à procura de algo. Vimos muito disto ontem.

No seguimento:

Citar
[...]A abordagem ao mercado terá que ter este aspecto em consideração e por outro lado a forma agressiva como os adversários se irão movimentar neste defeso[...] http://lusofans.com/TeamArticle.aspx?ArticleId=5656

Não acredito muito nisto. Antes de atacar o mercado, é importante definir o que será o Sporting de 2012/13 (eu sei, pareço repetitivo, mas mudei de 2011/12 para 2012/13 - e é diferente  :lol:). Definir significa saber o que existe, o que se quer fazer e se tal é exequível, senão pensa-se em algo diferente, que o seja.

Mas aqui começo eu a pensar: então e que já foi feito nesse sentido? Eu não acredito em cenários onde é cedo demais. O Sporting que se pede é completamente diferente deste, porque mesmo jogando em bloco baixo, terá de o saber fazer. Já se sabe quem conta e como conta? Vamos fazer nova limpeza de balneário? É que há quem não tenha nascido para jogar assim e, por acaso, até são activos (penso eu) importantes.

É triste observar como se trata tão mal a principal actividade do Sporting Clube de Portugal e a única (?) da Sporting SAD.
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Vai no sentido do já abordado, já discutido, mas temo que de forma pouco profunda, onde me incluo. O problema do Sporting, mais do que não jogar contra autocarros, não sabe jogar. Uma equipa que quer, num momento, quer jogar em contra-ataque ou transições rápidas (seja por apenas saber isso ou por contexto próprio de um jogo), tem de saber convidar o adversário a isso. O Sporting não sabe. O porto de AVB, por exemplo, sabia-o, mesmo contra os pequenos de Portugal. AVB metia a equipa cá atrás, em 4141 e convidava o adversário a subir. Poderia demorar uns minutos, mas acontecia. O Sporting não sabe e acaba por nem ficar nem numa coisa nem noutra. E lixa-se!

O Sporting joga em bloco baixo e leva com o adversário em cima quando o adversário toma essa iniciativa, porque senão não vai lá.

E assim ficamos em nada. Nem sabemos inteligentemente convidar o adversário à sua ruína, nem atacamos em posse de bola e até é ridículo a forma como os jogadores não sabem, após um ano a jogar juntos, como passar, para onde passar ou onde se colocar para receber. É confrangedor. O que vemos são jogadores a ir à mesma bola ou tipos a correr sem nexo, à procura de algo. Vimos muito disto ontem.
 :arrow:

Falta-nos definir um estilo de jogo, uma personalidade de jogo, um modo de actuar, o que quisermos chamar. É preciso definir o que é jogar à Sporting, sem esquecer que o mais importante é ganhar e que no fim é campeão quem tem o maior número de pontos.

O Sá Pinto vai ter agora tempo para definir o estilo de jogo, para construir uma equipa com identidade e personalidade. Precisamos urgentemente disso, porque não podemos estar a com paninhos quentes na equipa, sem nunca atacar a raíz do problema.

Estou curioso e ansioso pela nova época.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Este é um dos tópicos que eu vou procurando ler regularmente, por se esmiuçar o futebol através da sua vertente tática, algo que não é acessível através da CS, e sempre se vai aprendendo alguma coisa do que se passa lá para dentro  :mrgreen:

Eu, não tendo essa "cultura futebolística", gostava que me esclarecem umas quantas coisas:

Citação de: Ravanelli
Uma equipa que quer, num momento, quer jogar em contra-ataque ou transições rápidas (seja por apenas saber isso ou por contexto próprio de um jogo), tem de saber convidar o adversário a isso. O Sporting não sabe.

Como é que Domingos P. e Sá Pinto não são capazes de compreender isto? Ou a coisa não será assim tão simples?


Entretanto, com a conversa de o Sporting "não saber jogar" surgiu-me outra questão: Um treinador tem a capacidade de fazer uma equipa jogar bem de um ano para o outro? O Sá Pinto poderá transformar uma equipa que não sabe jogar em uma que tenha futebol atrativo?

Vou recorrer a um exemplo para mostrar o que pretendo com a questão: O Sporting farta-se de trocar passes inúteis entre os defesas e não há intervenção do médio defensivo neste processo. O que ocorre naquele momento? Parece que há indefinição dentro de campo, pois não será objetivo da equipa trocar a bola ali atrás para fazer jogar.. É culpa do treinador? Da filosofia de jogo? Da tática?

E depois quando nos desenvencilhamos daquele imbróglio, a equipa começa a avançar no terreno através dos laterais (J. Pereira e Insúa). Porquê desta forma? Jogadores como Schaars e Elias só têm funções defensivas, ocupação de espaços e recuperação da bola?

PS: Desculpem tantas perguntas, mas gostava mesmo de compreender esta coisa do futebol do meu clube  :mrgreen: Caso tenha escrito alguma besteira, façam o favor de me corrigir!
O problema do Sporting, mais do que não jogar contra autocarros, não sabe jogar. Uma equipa que quer, num momento, quer jogar em contra-ataque ou transições rápidas (seja por apenas saber isso ou por contexto próprio de um jogo), tem de saber convidar o adversário a isso. O Sporting não sabe. O porto de AVB, por exemplo, sabia-o, mesmo contra os pequenos de Portugal. AVB metia a equipa cá atrás, em 4141 e convidava o adversário a subir. Poderia demorar uns minutos, mas acontecia. O Sporting não sabe e acaba por nem ficar nem numa coisa nem noutra. E lixa-se!

as duas questões que levantas acabam por ir dar ao mesmo. tanto na forma como nos comportamos em campo, como fora dele, não há uma linha orientadora. ninguém pensa o futebol do Sporting além do hoje. vá... no máximo, do amanhã.

o Sá, quando assumiu o cargo, falou várias vezes em "jogar à Sporting". podíamos estar aqui a debater o que é este jogar "à Sporting"?
algum dia isto existiu? sinceramente, na minha opinião, isto não existe. a não ser que estejamos a falar duma forma muito ampla/abrangente.

uma equipa mandona, com personalidade e garra, uma equipa que privilegie a posse de bola e a qualidade de jogo? será isto o "jogar à Sporting"? ou será isto o "jogar à clube grande"?

no fundo, acabo por concordar com o que dizes. antes de atacar o mercado, antes de escolher os "guerreiros", convém saber para que batalhas vamos e como estamos a pensar ganhá-las.

será talvez por isto que ainda dê o benefício da dúvida ao Sá. jogou com os "guerreiros" do outro. e ainda assim acaba por ter um final de temporada em que, nada ganhando (e a final da taça era uma obrigação), muito recuperou. e teve a capacidade de nos fazer sonhar, quando todos adivinhávamos já um final de época deprimente e muito looooongo.

desde a sua entrada, a equipa mostrou-se mais personalizada (na questão da garra e vontade e não da qualidade de jogo e definição de princípios de jogo) e teve momentos de bom futebol (ainda que sob circunstâncias muito específicas que abordo no meu "artigo de opinião").

tens razão quando dizes que, ainda assim, é uma equipa à deriva (nos tais itens: qualidade de jogo e definição de princípios de jogo). pelos erros do domingos e/ou pela incapacidade do Sá em dar a volta...? não sei...

a tal abordagem ao mercado já nos vai dar uma ideia mais concreta sobre o que esperar ou não do próximo Sporting.
No ano passado, por esta altura, já se ia na oitava ou nona página, tentando adivinhar como é que o DP ia encaixar o Yannick e o Postiga (heh...). Não estará na altura de começar o deste ano? Não queria ser eu a abrir o tópico, que parece ser tradição antiga.

A verdade é que o esquema tático já tinha sido "encontrado" por vários de nós e veio depois a confirmar-se. E sempre é uma boa maneira de ir delirando um bocado e de pensar com mais propriedade em quem deve sair.

Como recordar é viver, na altura (19 de julho, pág. 4), eu apostava nisto. Fora a dupla de centrais, completamente ao lado, nem estava muito mal.
No ano passado, por esta altura, já se ia na oitava ou nona página, tentando adivinhar como é que o DP ia encaixar o Yannick e o Postiga (heh...). Não estará na altura de começar o deste ano? Não queria ser eu a abrir o tópico, que parece ser tradição antiga.

A verdade é que o esquema tático já tinha sido "encontrado" por vários de nós e veio depois a confirmar-se. E sempre é uma boa maneira de ir delirando um bocado e de pensar com mais propriedade em quem deve sair.

Como recordar é viver, na altura (19 de julho, pág. 4), eu apostava nisto. Fora a dupla de centrais, completamente ao lado, nem estava muito mal.

evaldo  :sick:  :sick:  :sick:  :sick:  :sick:  ^-^  :o  :shhh:

lol, e agora ver que temos Insua, Rojo, Pranjic e Schaars  :beer:
Se na época passada disse que pressentir qual a equipa titular seria uma tarefa complicada, esta época ainda mais o é.

E ainda bem!

Temos boas soluções para quase todos os lugares (só a posição de defesa-direito permanece um pouco destapada, pela pouca qualidade do Pereirinha e pela novidade Cédric), ficando a faltar aquele avançado que garante não menos de 15 golos somente no campeonato nacional.

Muitos paradoxos: se não vejo o Schaars no banco, também não creio que o Sá Pinto deixará no banco o Adrien. E não acredito que o croata também fique no banco, mas jogará em que posição? Elias, Schaars, Matías, Jeffrén, Capel, Carrillo, Adrien, André Martins, Labyad, Pranjic, Gelson, Rinaudo e Izmailov: meus amigos, este é o melhor sector intermédio-intermédio/avançado do campeonato nacional. Inequivocamente!

Já pararam por um segundo para apreciarem a abundante qualidade que o nosso meio-campo possui? É de loucos!

Temos o melhor médio-defensivo do campeonato (Rinaudo). Temos um dos jogadores mais regulares do campeonato (Schaars). Temos, juntamente com o Aimar, o melhor criativo do campeonato (Matías). Temos um dos melhores jogadores do campeonato (Izmailov). Temos dois fabulosos extremos (Capel e Jeffrén). E ainda temos o Adrien (que, caso vier a ser titular, pode explodir!), o Gelson (excelentes indicações!), o Pranjic (que parece saber fazer tudo bem) e o Labyad, uma fabulosa aquisição. E ainda temos o André Martins, em evidente consolidação enquanto solução real.

Que venha o tal avançado marcador de golos!

Delineio um esboço da minha equipa titular e, sabem o que é engraçado?, dou-me com uma equipa com mais de 14 jogadores. Pois é! E os excedentes, ao contrário do que acontece em outros lados, não incluem elementos da equipa de arbitragem.
« Última modificação: Julho 23, 2012, 04:29 am por Chev Chelios »
Acreditando que se irá manter o 4-3-3 como sistema tático principal, acredito que a equipa se "arrumará" em qualquer coisa deste género:


GR: Patrício será naturalmente o titular, com M. Boeck o seu substituto naturtal e V. Golas como reserva (provavelmente jogará na B);

DD: Cédric parece-me  levar vantagem e acredito que mesmo Boulahrouz será sempre a 2ª escolha ficando Pereirinha como reserva;

DC: Aqui tenho dificuldades pois qualquer dos 4 (Xandão parece-me em grande forma, Oniewu, Boulahrouz e Rojo) terão potencial para ser titulares. Carriço parece-me que não terá grandes hipóteses concorrendo com estes 4. Nuno Reis parece-me a mim que irá para a B e terá ido para estágio apenas e só pelo facto de Boulahrouz e Rojo terem chegado tarde;

DE: Insua será o natural titular, sendo que acredito que se não estiver a 100% o lugar poderá ser ocupado por Pranjic ou Rojo sem problemas;

MCD: Rinaudo partirá com vantagem por uma questão de antiguidade e pelo que mostrou na época passada, mas acredito que Gelson irá dar boas "dores-de-cabeça" a Sá Pinto;

MC: Embora seja uma posição com vários candidatos no plantel, acredito que a escolha recairá entre Adrien e Elias, consoante o jogo exija uma postura mais ofensifa ou defensiva respetivamente. Schaars parece-me partir atrás destes 2;

MCO: Teoricamente o lugar "é" de Matias Fernandez sempre com Izmailov como alternativa, até porque considero-os 2 dos melhores jogadores da equipa. No entanto André Martins terá tb uma palavra a dizer, principalmente face aos problemas de disponibilidade física dos outros 2. Acredito que jogarão bastante estes 3, mas raramente juntos. A somar a estes existe ainda Labyad, que para já (pelo menos para mim) é uma incógnita, embora acredite ter categoria para jogar bastante este ano;

EE: Capel será teoricamente o dono do lugar, tendo este ano como concorrência mais séria Pranjic. Caso consiga confirmar o lugar no plantel, Wilson Eduardo poderá fazer tb alguns minutos, mas pelo que tenho visto acredito que o seu futuro passará por novo empréstimo;

ED: Embora Jeffrén tenha sido o titular, parece-me a mim que este ano será o ano de Carrillo, pelo que aposto no peruano. Labyad poderá ter aqui tb algum espaço;

PL: A menos que uma "truta" apareça para este lugar, infelizmente no plantel existe (ainda) concorrência para "O Lobo". A vir um outro avançado, Rubio ficará sem espaço neste plantel, sendo que acredito que seria bom começar a época na B, com uma eventual chamada ao plantel principal caso ganhe mais confiança.

EDITADO: Vou transcrever este post para o novo tópico agora criado, pelo que agradeço caso o entedam, que este seja apagado.
« Última modificação: Julho 23, 2012, 16:27 pm por LuisT_76 »
"Good judgment comes from experience, and experience comes from bad judgment." - Barry LePatner
Tanto Domingos, como o Sá Pinto ainda não conseguiram colocar uma equipa a jogar o tal futebol. Com uma equipa com jogadores de qualidade, internacionais, de quem é a culpa disto? Teremos assim jogadores sem capacidade de visão de jogo ou com debilidades no passe? Ou existe uma tática errada? Ou as movimentações não são trabalhadas como deveriam?

Assumo que respostas a estas perguntas serão meramente especulativas, mas intrigam-me de certa forma  :-\

Hmm... não concordo, o Domingos o ano passado, naquela fase entre o jogo em casa com o Vitória de Setúbal e o jogo fora com os lampiões praticou um futebol muito bom. Não sei o que queres dizer por "o tal futebol", mas eu achei que era de grande qualidade. E ainda foram quase uns dez jogos. Depois infelizmente perdeu o vapor e... pronto, vocês sabem.

Ou seja, o potencial está lá. Não falta qualidade à equipa.


Não acho que tenha sido um grande futebol. Ou, por outra, que tenha sido consistente o suficiente para que eu ficasse descansado:


O que mais me incomoda é mesmo alguma incapacidade ( e até me parece que crescente ) nos momentos de posse de bola, o jogo não flui, as linhas de passe em terrenos mais avançados existem cada vez menos, o meio campo não verticaliza o jogo e o ataque fica abandonado à sua sorte. Talvez seja mesmo por algum receio por não haver Rinaudo nas costas ( embora seja verdade que o problema antecede a lesão do argentino ) e os dois vértices do interior ficam ali num limbo… não apoiam a gente da frente com a assiduidade e qualidades necessárias e por outro lado deixam a posição 6 demasiado longe nas costas quando da construção do jogo ofensivo. Isto poderá ser justificado com um momento de forma menos fulgurante de jogadores essenciais como Elias, por exemplo… a questão da ala direita coxa dos últimos jogos também, a falta de alternativas por lesões que não conseguem disfarçar fases menos boas de alguns titulares… mas a equipa não está a funcionar bem, pelo menos ao nível que eu esperava há umas semanas atrás. Louve-se o carácter do grupo, a qualidade individual de vários jogadores, que vão conseguindo vitórias, relativamente indiscutíveis, mesmo num momento pouco brilhante.   

E na altura  ganhávamos consecutivamente. Havia condicionantes e tal, mas a equipa revelava fragilidades. Pouco tempo depois, tudo ruiu. Bastou, entre outras coisas, que o PL deixasse de ter um aproveitamento sobrenatural perto dos 100%.



Tanto Domingos, como o Sá Pinto ainda não conseguiram colocar uma equipa a jogar o tal futebol. Com uma equipa com jogadores de qualidade, internacionais, de quem é a culpa disto? Teremos assim jogadores sem capacidade de visão de jogo ou com debilidades no passe? Ou existe uma tática errada? Ou as movimentações não são trabalhadas como deveriam?

Assumo que respostas a estas perguntas serão meramente especulativas, mas intrigam-me de certa forma  :-\

Nem todas são especulativas. O que está a bold não é verdade. A maioria já o demonstrou, fosse no Sporting, fosse noutro lado qualquer.


Será que sim, que o demonstraram? Quer dizer…  perto das zonas de definição? De forma minimamente consistente?

[...]O que me faz muita confusão, é aqueles que ou demoram uma eternidade ou que nunca se chega bem a perceber o que vem dali. O caso mais recente mais evidente, foi essa amostra de técnico chamado Paulo Sérgio. Com o Domingos passou-se o mesmo e agora o Sá Pinto idem, idem aspas, aspas. E isso para mim, faz-me uma comichão dos diabos!

Não concordo inteiramente. Que não o explicam não, o que é uma pena. Arrastam-se em horas de conferências sem qualquer conteúdo (eu sei que nem todos concordam com isto, apenas uma pequena minoria) e não esclarecem (ou até educam) o povo que quer saber.

Mas dá para ver. Talvez com as mudanças em Setembro no Domingos a coisa não tivesse ficado clara, mas de resto percebe-se. O Paulo Sérgio era claro nas intenções, queria um pinheiro a tabelar bolas. Sá Pinto utiliza a mesma receita desde que entrou e já disse que funciona.

Não sei se foi por erro de transcrição dos jornais, que não ouvi as declarações,  mas Sá tem-me espetado algumas facadas. Quando faz questão de “recordar aos mais esquecidos” que o SCP teve 7 oportunidades de golo no último jogo, foi mais uma. Espero que não seja isto o “funcional”, aos olhos do treinador, de uma equipa de um clube desta dimensão. E que esteja satisfeito com isto.
Tanto Domingos, como o Sá Pinto ainda não conseguiram colocar uma equipa a jogar o tal futebol. Com uma equipa com jogadores de qualidade, internacionais, de quem é a culpa disto? Teremos assim jogadores sem capacidade de visão de jogo ou com debilidades no passe? Ou existe uma tática errada? Ou as movimentações não são trabalhadas como deveriam?
Assumo que respostas a estas perguntas serão meramente especulativas, mas intrigam-me de certa forma  :-\

Nem todas são especulativas. O que está a bold não é verdade. A maioria já o demonstrou, fosse no Sporting, fosse noutro lado qualquer.

Será que sim, que o demonstraram? Quer dizer…  perto das zonas de definição? De forma minimamente consistente?

Não sei se não seria melhor levar isto para o tópico desta época.  :inde:

De qualquer forma, o que é para ti de "forma minimamente consistente"? Tem a ver com um número de jogos ou acções em especifico?
“A lot of football success is in the mind. You must believe you are the best and then make sure that you are.” - Bill Shankly