Fernando Peyroteo - O Melhor Goleador da História do Futebol

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Obrigado!  ;D
"Não é o Sporting que se orgulha do nosso valor. Nós é que nos devemos sentir honrados por ter esta camisola vestida."
Francisco Stromp
Tenho lido o "Memórias de um Craque" de Fernando Assis Pacheco (leitura que recomendo vivamente) e não posso deixar de partilhar uma das crónicas do mesmo, até porque nunca é de mais reavivar este tópico.

De como no Loreto o Peyroteo fez trinta por uma linha e o jogo acabou (pasmai, ó miúdos de hoje!) empatado cinco a cinco

"O Peyroteo (os outros que me desculpem) era aquela máquina nos tempos em que o craque passeava a sua também excelente maneira de bola jogar pelos quintais conimbricenses, não de todos, é claro mas ainda assim os bastantes para que a memória se não haja apagado por inteiro. Evidentemente que um Peyroteo deixa sempre mais memória, por ter sido do Sporting e da selecção, e o craque apenas de Os Melhores da Rua Guerra Junqueiro e Arredores F.C., agremiação que da modéstia administrativa não chegou a passar (e promocional também: nunca se nos ofereceu nenhum construtor civil para presidente). Ora bem, fala-se, pois, de dois craques: o já conhecido do leitor e o maior, maiorzíssimo que o Eusébio, este aparecido providencialmente na era do marketing. Eis a comparação segue história.
A minha dessa altura amada idolatrada salvé Académica andava salvé erro ou omissão paralela bastante enrascada por causa de uns pontos que não vinham em domingos certos. Pois quem havia de calhar entrementes no campo do Loreto, propriedade do falecido Lusitânia? O Peyroteo. Idolatrada ia jogar ao Loreto pela simples razão de que se haviam registado uns azares que nem o demo explica (cf. Jornais da época). E com isto o ansiado prélio (cf. cronistas de agora) realizava-se de manhã, e por sinal manhã de sol, com um ventinho leve a dar nas bandeirolas de canto. Apropinquei-me na bancada central, levado pelo já referido e infatigável e jamais igualado tio Artur: no bolso direito da camurcine um papo-seco barrado a gostosa manteiga.
«Ganhámos ó quê?», quis o craque saber.
«Ó quê», regougou Artur, o tio.
Pois toma, foi mesmo ó quê. A Académica a marcar golos, o Peyroteo a empatar de cada vez que o seu (de verde escuro) guarda-meta Azevedo chupava mais um. Assim: avança a Académica, enleia o adverso, troca a chincha de um para outro jogador, aproxima-se da baliza, pode marcar, pooode marcar maaarqué golo! E logo a seguir: avança o Peyroteo, faz uma finta, aplica uma gambeta, dribla um, dribla dois, volta atrás e dribla-os novamente, arranca, marca, não marca, ainda não marcou, agòraèqué ó minha mãe e bumba, foi. Ajudem-me quantos se lembram – FORAM CINCO A CINCO, NÃO FORAM? Pasmai, ó miúdos de hoje, e repasmai, e contrapasmai se quiserdes, que aquilo parecia um pasma de guarda a galinheiro. Do lado de cá onze em preto viúvo, do lado de lá o Peyroteo e, a ajudar o Peyroteo, dez manos jeitosos mas nem por isso (os manos que me desculpem – isto na memória embrulha-se a cada passo e acontece sermos menos verdadeiros).
O tio Artur estava passo. Olhava-me, eu olhava-o, e agora era ainda o intervalo, aí com alguns três a três.
«Deixam-no sozinho», fez o tio.
«A mim», admirei-me. «Atão o meu pai só me deixa sair consigo!»
«Gaita», fez o tio diferentemente. «Não és tu, é o Peyroteo.»
São vidas, pensei.
Vidas de craque. Pois na segunda parte a máquina carburou ainda melhor, aplicou desconhecidas novas gambetas na malta, fingiu que corria, driblava, não driblava, e sempre bumba, bumba, bumba prà baliza da Académica, cujo n.º 1 (neste século recuado não havia números) se punha a rezar a um deus desconhecido, como o protagonista do John Steinbeck. Cinco a cinco! Há lá resultados destes no futebolinha coisa pouca de 1972?
Voltei a para casa contente: contente por ter visto o Peyroteo, aquela super-máquina de jogar à bola. E triste: triste por chegar ao quintal do Luís Marques, agarrar na mini-borracha, ensaiar uma volta das dele (Peyroteo) e não ser capaz. Ombro aqui, joelho acolá. Sempre o mafadado muro a barrar-me o entreinamento…
Ó miúdos, era só um. Era só um e chamava-se Peyroteo. Fernando. Ao menos isso: Fernando como o craque.
De onde esta anotação no caderninho - «sensacionais, ele e eu». Já se mentia em 40 e tal."
Para quem não sabe ao Campo de 7 ao lado do Pavilhão foi dado o nome de campo Fernando Peyroteo.
Juntando à Homenagem que será feita em todas as Game boxe são duas boas acções para que os seus feitos sejam para sempre conhecidos

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ESFORÇO, DEDICAÇÃO, DEVOÇÃO E GLÓRIA
https://socionumminuto.pt/
Para quem não sabe ao Campo de 7 ao lado do Pavilhão foi dado o nome de campo Fernando Peyroteo.
Juntando à Homenagem que será feita em todas as Game boxe são duas boas acções para que os seus feitos sejam para sempre conhecidos

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sem dúvida! e merece ainda mais!
544 GOLOS em 334 JOGOS...

 :venia: :venia: :venia: :venia:
«Já vi o suficiente deste JJ e já lhe tirei as medidas. Com ele, o Sporting não vai a lado nenhum»

@SCP Always in forumscp 22-08-17
Em 1980 perguntei ao meu avô quem foi o melhor jogador Português que viu jogar e a resposta foi pronta, FERNANDO PEYROTEO, melhor que todos os outros. O meu avô nasceu em 1911 e faleceu em 1987.

Mesmo assim ainda muito longe do número de bebedeiras que o Eubésio apanhou ao serviço do benfica.

Dois deuses do futebol!


BORA BRYAN! É A TUA HORA!
Pois é, isso é muito lindo, mas o das pampas precisou quase do dobro dos jogos para lá chegar.

A notícia correcta é:

E 283 jogos depois, argentino marcou tantos como Peyroteo, o maior.
Uma das coisas que mais me repugna quando se fala do Peyroteo é os lampiões terem arranjado o subterfúgio de banalizar os golos dele, dizendo coisas como "fui lá dentro e entretanto o Peyroteo marcou mais dois golos". É a mesma gente que faz do Eusébio um deus intocável e que até recentemente - ou seja, até serem esmagados pela realidade - não tolerava que se dissesse que o Ronaldo é o melhor jogador português de sempre. E, ainda hoje, ai de quem disser que não o idolatra...! É logo sumariamente julgado pela Santa Inquisição lampiânica, que só não nos envia a sentença por carta para casa (o mail já se tornou incómodo) porque, pelo menos para já, ainda não vai sendo muito prático.

Voltando ao tema que me irrita: sim, o futebol dos anos 40 era diferente do dos anos 60, ninguém põe isso em causa. Mas então o que dizer quando se compara o campeonato português dos anos 60, no qual competiu Eusébio, com as ligas inglesa e espanhola do início do séc. XXI, que tiveram/têm Ronaldo?

Entre o fim da era de Peyroteo no Sporting (1949) e o início da de Eusébio no Benfica (1961) passaram 12 anos, pouco mais de uma década; já entre a saída de Eusébio do Benfica (1975) e a estreia de Ronaldo no Sporting (2002) distam 27 anos - mais do dobro. Entre a Taça dos Campeões ganha por Eusébio em 1962 (e ele só venceu uma, ao contrário do que muitas vezes se diz) e a primeira Liga dos Campeões ganha por Ronaldo, em 2008, há 46 anos de diferença - quase meio século!!. No entanto, por algum motivo, o Estado Lampiânico (e respectivos tentáculos nos media, etc.) considera uma heresia relativizar os feitos do Eusébio, mas desprezar a carreira de Peyroteo já é aceitável e até recomendável, porque "foi na pré-história", como se o Eusébio tivesse pendurado as botas o mês passado.

Ao recordar a impressionante marca de golos de Peyroteo, obviamente ninguém está a querer dizer que ele foi melhor do que Messi. Simplesmente, acontece que os 526 golos do maior goleador português de sempre são um marco de enorme importância independentemente da época, e só uma comunicação social capturada pelos interesses dos novos corruptos pode branquear isso. Quem quiser desmerecer o feito de Peyroteo porque ele jogou "nos tempos em que a bola era quadrada" terá de fazer o mesmo com Eusébio, em nome da coerência. Mas isso, já sabemos, é coisa que não abunda para os lados da Porta 18.
« Última modificação: Dezembro 25, 2017, 22:52 pm por 138 »
«What's with these new bands? Everyone knows Rock attained perfection in 1974, it's a scientific fact!»

Sem ajudas de regimes nem cafés com leite... SPORTING, A MAIOR POTÊNCIA DESPORTIVA NACIONAL
Fernando Peyroteo é o melhor/maior/recordista/whatever goleador a nível mundial de todos os tempos, ponto!
Factos são factos.

1,62 golos por jogo.
E isto numa média tirada de 300 e tal jogos oficiais (não é à brasileira), não é de 50 ou 60.
A nível mundial, seja em que época for, ninguém sequer se aproxima dessa média.

Uma das coisas que mais me repugna quando se fala do Peyroteo é os lampiões terem arranjado o subterfúgio de banalizar os golos dele, dizendo coisas como "fui lá dentro e entretanto o Peyroteo marcou mais dois golos". É a mesma gente que faz do Eusébio um deus intocável e que até recentemente - ou seja, até serem esmagados pela realidade - não tolerava que se dissesse que o Ronaldo é o melhor jogador português de sempre. E, ainda hoje, ai de quem disser que não o idolatra...! É logo sumariamente julgado pela Santa Inquisição lampiânica, que só não nos envia a sentença por carta para casa (o mail já se tornou incómodo) porque, pelo menos para já, ainda não vai sendo muito prático.

Voltando ao tema que me irrita: sim, o futebol dos anos 40 era diferente do dos anos 60, ninguém põe isso em causa. Mas então o que dizer quando se compara o campeonato português dos anos 60, no qual competiu Eusébio, com as ligas inglesa e espanhola do início do séc. XXI, que tiveram/têm Ronaldo?

Entre o fim da era de Peyroteo no Sporting (1949) e o início da de Eusébio no Benfica (1961) passaram 12 anos, pouco mais de uma década; já entre a saída de Eusébio do Benfica (1975) e a estreia de Ronaldo no Sporting (2002) distam 27 anos - mais do dobro. Entre a Taça dos Campeões ganha por Eusébio em 1962 (e ele só venceu uma, ao contrário do que muitas vezes se diz) e a primeira Liga dos Campeões ganha por Ronaldo, em 2008, há 46 anos de diferença - quase meio século!!. No entanto, por algum motivo, o Estado Lampiânico (e respectivos tentáculos nos media, etc.) considera uma heresia relativizar os feitos do Eusébio, mas desprezar a carreira de Peyroteo já é aceitável e até recomendável, porque "foi na pré-história", como se o Eusébio tivesse pendurado as botas o mês passado.

Ao recordar a impressionante marca de golos de Peyroteo, obviamente ninguém está a querer dizer que ele foi melhor do que Messi. Simplesmente, acontece que os 526 golos do maior goleador português de sempre são um marco de enorme importância independentemente da época, e só uma comunicação social capturada pelos interesses dos novos corruptos pode branquear isso. Quem quiser desmerecer o feito de Peyroteo porque ele jogou "nos tempos em que a bola era quadrada" terá de fazer o mesmo com Eusébio, em nome da coerência. Mas isso, já sabemos, é coisa que não abunda para os lados da Porta 18.

Por algum motivo, os artigos mais elogiosos que vi a Peyroteo foi no estrangeiro... por cá, está de molho.

https://desporto.sapo.pt/futebol/primeira-liga/artigos/peyroteo-e-o-melhor-jogador-portugues-de-sempre-para-os-ingleses

A imprensa anti-benfica é a imprensa estrangeira!


BORA BRYAN! É A TUA HORA!
O melhor jogador português de sempre. Não se deixem levar por cartilhas temos de estar unidos nesta defesa. O Peyroteo merece muito muito mais destaque do que o que tem actualmente

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Pergunta: Cor?
Joaquim Agostinho: Verde. Porque representa a natureza e eu sou um homem da terra. E branco. Porque é a cor da pureza, da simplicidade. E também porque são as cores do Sporting.
Pergunta: Uma conclusão para a vida...
Joaquim Agostinho: Que a vida é curta, que se nasce, que se vive e que se morre depressa e por isso é aproveitar todos os minutos para amar o nosso semelhante como a nós mesmos e partir tranquilamente, sem queixas, orgulhoso de ter amado e de ter sido amado.