O que é que lêem, nestas noites...?

0 Membros e 2 Visitantes estão a ver este tópico.

Acabei agora de ler "O Primo Basílio". Até achei interessante, sou fã do Eça.
Experimenta Júlio Dinis, contemporâneo de Eça.
Eu não tenho dúvidas de que JD, se não tem falecido aos 31 anos, seria hoje um nome com uma reputação igual à de Eça.
Conheci JD por uma razão totalmente pueril: calhou pegar num livro dele e constatar que o protagonista tinha o meu nome.
Sendo eu alguém que acredita piamente que todos aqueles que têm o meu nome são atraentes, inteligentes, janotas e industriosos, não pude, não quis resistir.


Estou a ler:
Camaradas, de Robert Service.
O Conde de Monte Cristo II, de Dumas (nova edição em português, 4a leitura).
The Progressives, de Rothbard.
1640, de Deana Barroqueiro.
Gosto do estilo do Eça, mas sei que é um estilo difícil de agradar a todos. Muitas pessoas não têm paciência para ler uma página ou duas só de descrições pormenorizadas.

Fica registado esse autor, julgo que já tinha ouvido falar nele.

Já agora, para vocês qual foi a melhor obra literária portuguesa?

Para mim não há dúvidas: Os Maias.
"Esforço, Dedicação, Devoção e Glória"
 Segundo volume da história de Lila e Elena, escrita pela Elena Ferrante:

 

 O primeiro foi um regresso infância. É fácil criar paralelos com o ambiente, as aventuras, os namoros, que todos vivemos na infância e na adolescência. Por agora, vou um pouco contra os enormes elogios que leio a Elena Ferrante, já que vejo pouca genialidade na escrita, mas também é ainda um pouco injusto concluir o quer que seja, só li um livro.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Gosto do estilo do Eça, mas sei que é um estilo difícil de agradar a todos. Muitas pessoas não têm paciência para ler uma página ou duas só de descrições pormenorizadas.
Fica registado esse autor, julgo que já tinha ouvido falar nele.
Já agora, para vocês qual foi a melhor obra literária portuguesa?
Para mim não há dúvidas: Os Maias.
As comparações são sempre complicadas; podes comparar Os Lusíadas com a Crónica dos Bons Malandros?
Por muito bom que Eça seja, não menosprezes, por exemplo, Mau Tempo no Canal. É um bocado chato para alguns, mas, se fosse estrangeiro, era Prémio Nobel da Literatura.
Respondendo directamente à pergunta, o melhor livro português que li em toda a minha vida deve ter sido O Que Diz Molero.
«Opiniões divergentes não significam ataques pessoais»
Gosto do estilo do Eça, mas sei que é um estilo difícil de agradar a todos. Muitas pessoas não têm paciência para ler uma página ou duas só de descrições pormenorizadas.
Fica registado esse autor, julgo que já tinha ouvido falar nele.
Já agora, para vocês qual foi a melhor obra literária portuguesa?
Para mim não há dúvidas: Os Maias.
As comparações são sempre complicadas; podes comparar Os Lusíadas com a Crónica dos Bons Malandros?
Por muito bom que Eça seja, não menosprezes, por exemplo, Mau Tempo no Canal. É um bocado chato para alguns, mas, se fosse estrangeiro, era Prémio Nobel da Literatura.
Respondendo directamente à pergunta, o melhor livro português que li em toda a minha vida deve ter sido O Que Diz Molero.

Os Lusíadas são de uma complexidade incrível, mas têm um estilo demasiado próprio para agradar a todos. Eu gostei bastante, mas conheço pessoas que não gostam mesmo nada.

Por acaso não conheço o livro O que diz Molero".
"Esforço, Dedicação, Devoção e Glória"
Gosto do estilo do Eça, mas sei que é um estilo difícil de agradar a todos. Muitas pessoas não têm paciência para ler uma página ou duas só de descrições pormenorizadas.
Fica registado esse autor, julgo que já tinha ouvido falar nele.
Já agora, para vocês qual foi a melhor obra literária portuguesa?
Para mim não há dúvidas: Os Maias.
As comparações são sempre complicadas; podes comparar Os Lusíadas com a Crónica dos Bons Malandros?
Por muito bom que Eça seja, não menosprezes, por exemplo, Mau Tempo no Canal. É um bocado chato para alguns, mas, se fosse estrangeiro, era Prémio Nobel da Literatura.
Respondendo directamente à pergunta, o melhor livro português que li em toda a minha vida deve ter sido O Que Diz Molero.

Os Lusíadas são de uma complexidade incrível, mas têm um estilo demasiado próprio para agradar a todos. Eu gostei bastante, mas conheço pessoas que não gostam mesmo nada.
Por acaso não conheço o livro O que diz Molero".
Esse livro também não será para todos os gostos.
Eu adoro o Moravagine de Blaise Cendrars, é talvez «o livro da minha vida», mas deve haver imensa gente que não gosta.

«Opiniões divergentes não significam ataques pessoais»
Gosto do estilo do Eça, mas sei que é um estilo difícil de agradar a todos. Muitas pessoas não têm paciência para ler uma página ou duas só de descrições pormenorizadas.
Fica registado esse autor, julgo que já tinha ouvido falar nele.
Já agora, para vocês qual foi a melhor obra literária portuguesa?
Para mim não há dúvidas: Os Maias.
As comparações são sempre complicadas; podes comparar Os Lusíadas com a Crónica dos Bons Malandros?
Por muito bom que Eça seja, não menosprezes, por exemplo, Mau Tempo no Canal. É um bocado chato para alguns, mas, se fosse estrangeiro, era Prémio Nobel da Literatura.
Respondendo directamente à pergunta, o melhor livro português que li em toda a minha vida deve ter sido O Que Diz Molero.

Os Lusíadas são de uma complexidade incrível, mas têm um estilo demasiado próprio para agradar a todos. Eu gostei bastante, mas conheço pessoas que não gostam mesmo nada.
Por acaso não conheço o livro O que diz Molero".
Esse livro também não será para todos os gostos.
Eu adoro o Moravagine de Blaise Cendrars, é talvez «o livro da minha vida», mas deve haver imensa gente que não gosta.

Os livros é uma coisa muito difícil de agradar a todos, cada pessoa tem o seu estilo preferido e não olha ao nome do autor. Eu por exemplo não gostei muito de Camilo Castelo Branco, mas sei que a melhoria se calhar prefere o seu estilo ao Eça.
"Esforço, Dedicação, Devoção e Glória"
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Citar
Acabo de ler num jornal peruano – Expreso – uma notícia que ontem ou anteontem já tinha lido num jornal português: que vai sair a lume, no dia 25 deste mês, um novo romance de José Saramago, intitulado Ensaio sobre a lucidez. Já o sabia muito bem, mas agora fico a sabê-lo melhor: que a máquina de publicidade montada por Saramago e pelos seus acólitos e pelos seus editores é poderosíssima, tanto a nível nacional como a nível internacional. O artigo em que se anuncia o novo romance é curto, mas nada fica a dever ao que de melhor se faz, em termos publicitários, na Madison Avenue da Cidade de Nova Iorque. A palavra-chave é o escândalo, fazendo-se questão de acentuar bem que o evento ultrapassará de longe o que aconteceu com o seu romance Evangelho segundo Jesus Cristo.
         Dizer que estou farto de Saramago até à ponta dos meus cabelos brancos é desnecessário. Li e estudei com certo interesse e alguma profundidade o Memorial do Convento. Dei esse romance em dois seminários sobre ficção portuguesa contemporânea na Universidade de Connecticut. Não posso esquecer o enorme entusiasmo dos meus alunos judeus americanos – três – pela história de Blimunda. E o meu também. Até porque cada vez estou mais convencido que carrego comigo aquela costela judaica (e aquela costela mourisca) de que falava Américo Castro, refutando o fanático e inquisitorial Don Marcelino Menéndez y Pelayo, apostado em demonstrar a todo o custo, falaciosamente, a pureza da raça dita ibérica. Isso pelo lado paterno, em virtude de meu pai e os pais de meu pai serem oriundos de Macedo de Cavaleiros e em virtude do estranho modo de meu pai viver – ou não viver – a religião. Que me lembre, nunca lhe vi pôr os pés na igreja. Naturalmente que o meu apelido de Cirurgião é mais um argumento a favor da minha potencial costela judaica.
         (Aqui abro um parêntesis para contar o que me contou Dona Mécia de Sena sobre o Memorial do Convento. Acabado de ler, Dona Mécia, tal como é seu costume, apressou-se a escrever uma longa carta a José Saramago para lhe dar a sua opinião sobre o romance, com aquela frontalidade e franqueza por que sempre se pautou a sua crítica literária. Que, entre outras coisas, lhe disse que a única coisa de que sobremaneira gostara fora da novela inserida no romance: a história de Blimunda. Mas que essa já estava escrita e publicada: era O Físico Prodigioso do seu marido, Jorge de Sena.)
Mas deixemos, por agora, estas digressões e passemos adiante.
         Li também com certo prazer o Ano da Morte de Ricardo Reis.
         Quanto ao Evangelho segundo Jesus Cristo, comecei a lê-lo por mais de uma vez, mas nunca consegui passar das primeiras páginas. É que a matéria já tinha sido tratada por Renan e por alguns dos seus discípulos e epígonos, e em melhor linguagem e melhor estilo.
         Não sei se o meu fastio em relação a Saramago se deve mais ao conhecimento do homem que ao conhecimento da obra. É que, para meu azar, tive a desdita de haver visto Saramago e de com ele haver convivido em demasiadas ocasiões. A primeira vez que o conheci pessoalmente foi na noite em que se estreou, no palco, em Agosto de 1986, no anfiteatro do Museu de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a tragédia de Jorge de Sena, intitulada O Indesejado (António, Rei). Terminada a representação, juntou-se um grupo bastante grande no Pavilhão Chinês, ao Príncipe Real, para uma longa sessão de tertúlia. Lembro-me que, entre outras pessoas, estavam D. Mécia de Sena, Vasco Graça Moura, Maria Velho da Costa, Orlando Neves, encenador da peça, e  Sinde Filipe, actor principal.
Voltei depois a estar com José Saramago por ocasião do congresso anual do New England Chapter da AATSP (American Association of Teachers of Spanish and Portuguese), realizado em data que não recordo na University of Massachusetts, em Amherst. O orador principal (keynote speaker), durante o banquete, foi José Saramago, antes de haver sido galardoado com o Prémio Nobel de Literatura, mas quase doentiamente ansioso por se ver reconhecido e aclamado pela comunidade académica. Fez um discurso longuíssimo e chatérrimo. Não disse sequer uma gracinha, coisa  obrigatória em discursos desta natureza. Não esboçou o mais fugidio sorriso. Dono do pódio, senhor absoluto de uma audiência cativa, ansiosa por se levantar da mesa e, em conversa amena, fazer o quilo de um jantar farto, mas tipicamente sensaboroso, Saramago falou longuissimamente e chaterrimamente, como já foi dito, com uma solenidade de sumo pontífice da verdade, como se dele dependesse o futuro das nações e a salvação da humanidade.   
         Vi Saramago por ocasião do congresso sobre Viagens na minha terra, de Garrett (Garrett’s Travels and Its Descendants), organizado por Víctor J. Mendes, professor da Universidade de Massachusetts, em North Dartmouth, nos dias 22 e 23 de Outubro de 1999, ano do centenário da morte de Almeida Garrett. Nesse congresso, já laureado com o Prémio Nobel,  Saramago também botou faladura, dando à sua comunicação o pomposo título de “Garret e Eu.” Tom solene e súper-sério, como sempre. Recordo-me de ele ter dito que Viagens na minha terra foi um dos primeiros livros que leu, sendo esse ou o único ou um dos escassíssimos livros que havia em casa dos pais dele. E recordo-me também de ele ter dito e redito que desse livro só lhe interessara – e só continuava a interessar-lhe –, desde a primeira leitura, a viagem propriamente dita. Que à deliciosa novela, a Menina dos olhos verdes ou a Menina dos rouxinóis, não lhe achara – nem achava - graça nenhuma nem qualquer relevância. Naturalmente que, com uma afirmação dessa natureza, Saramago outra coisa não pretendia fazer senão chamar a atenção dos ouvintes para a sua concepção da literatura como uma actividade de militância em prol de uma causa pragmática: a luta pela vitória universal do proletariado, cabendo a Saramago o cargo de profeta-mor, sumo pontífice e supremo líder. 
         E se eu não ficar por aqui, caio naquilo que mais detesto em Saramago: a repetição ad nauseam das mesmas ideias. De maneira que, para concluir, acrescentarei apenas que nunca vi nenhum escritor – e bastantes tenho conhecido através da vida – que se tomasse tão a sério como José Saramago.
 
 
Manchester, Connecticut, 8 de Março de 2004
 
António Cirurgião

http://malomil.blogspot.pt/2017/03/saramago-ma-non-troppo.html
Por instigação doutrem, iniciei-me no Google Books, com este:

O Google Books tem a vantagem de ir lendo nas secas (salas de espera), através do smartphone.
Quanto ao romance em si, por enquanto não o posso recomendar. Além de me parecer haver uma ou outra imprecisão histórica (aquelas personalidades coexistiram mesmo todas?!), acho que o autor exagera imenso a teoria da conspiração. Senão vejamos: O caudilho foi assassinado num segundo atentado contra a sua vida. Para haver um segundo, foi certamente por ter havido conspirações. A conspiração exacta que teve sucesso é para mim de somenos importância; quero lá saber se foi traído, quem eram os conspiradores, etc.
Também tenho quase a certeza que se o autor tem esperado uns tempos antes de escrever o livro, teria quase de certeza enveredado pela tendência do semi-policial moderno, à lá Dan Brown...
Não que fosse menos rebuscado, mas de certeza que teria mais sucesso.
De qualquer modo, nem é um mau livro.
Spoiler: mostrar

Já agora, um pouco em jeito de spoiler, o livro termina algo abruptamente, sem desenvolver completamente a teoria da conspiração. Antes assim.
« Última modificação: Janeiro 21, 2018, 20:47 pm por one_o_six »
«Opiniões divergentes não significam ataques pessoais»


 O último livro da tetralogia A Amiga Genial.
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Que cena! No twitter, numa discussão entre a minha pessoa e 3 gajos (malta com bastantes seguidores) sobre a Revolução Russa (com carradas de gajos a dar bitaites, likes, etc.), fui interpelado, a dado momento, pelo... Simon Sebag Montefiore e, a partir daí, mantive, para minha supresa, com ele um conversa muitíssimo interessante que durou aí umas duas semanas, tendo transitado para o mail.
Gajo bem bacano. Enviei-lhe os meus livros para ele assinar.
« Última modificação: Janeiro 21, 2018, 18:36 pm por Chev Chelios »
 Ler Jaime Nogueira Pinto em versão romancista.

 
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp
Que cena! No twitter, numa discussão entre a minha pessoa e 3 gajos (malta com bastantes seguidores) sobre a Revolução Russa (com carradas de gajos a dar bitaites, likes, etc.), fui interpelado, a dado momento, pelo... Simon Sebag Montefiore e, a partir daí, mantive, para minha supresa, com ele um conversa muitíssimo interessante que durou aí umas duas semanas, tendo transitado para o mail.
Gajo bem bacano. Enviei-lhe os meus livros para ele assinar.


obrigado pela partilha. :whistle:

Já agora, para vocês qual foi a melhor obra literária portuguesa?

Para mim não há dúvidas: Os Maias.

Para mim, "Os Lusíadas"..., de longe a obra que li mais vezes (decerto nunca menos de oito vezes, do princípio ao fim) e sempre me impressiona... Em prosa, "A Peregrinação", embora só a tenha lido duas vezes... E já que se falou de Eça de Queirós, "A Ilustre Casa de Ramires" é o que prefiro...
Reli o Silmarillion e o Hobbit. Estou a ler "O Processo" de F. Kafka.
Já agora, para vocês qual foi a melhor obra literária portuguesa?
Para mim não há dúvidas: Os Maias.
Para mim, "Os Lusíadas"..., de longe a obra que li mais vezes (decerto nunca menos de oito vezes, do princípio ao fim) e sempre me impressiona... Em prosa, "A Peregrinação", embora só a tenha lido duas vezes... E já que se falou de Eça de Queirós, "A Ilustre Casa de Ramires" é o que prefiro...
Repetindo-me, para mim é O que diz Molero.
«Opiniões divergentes não significam ataques pessoais»
 O romance Novembro do Jaime Nogueira Pinto é muito bom. Muita matéria verídica do pós-25 de Abril e, claro, uma clara prevalência das ideias de direita que o escritor nunca escondeu lhe agradar. Já sabemos ao que vemos ao lê-lo. Recomendo a quem tenha curiosidade em ler algo mais sobre alguns movimentos da altura, apesar de ser um romance, há  matéria biográfica. Fiquei bastante agradado.



 Segue-se este:

 
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp

Tinha estudado este autor na universidade e adquiri agora a sua obra prima em versão inglesa.
   Na semana passada li o primeiro volume da coleção completa do The Punisher e Animal Farm. De momento estou a ler Men in the High Castle.
   Recomendo vivamente a leitura de qualquer uma das 3 obras que referi
“We have to be compact, close together tactically, and if you are close then you have options to play with. You don't always have to try the most risky ball if you are compact. You have to run, to fight, until the moment, and then ... bang, you take it.”

Jurgen Klopp